Questões de Concurso Sobre pontuação em português

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Ano: 2026 Banca: UNIOESTE Órgão: CONSAMU Prova: UNIOESTE - 2026 - CONSAMU - Rádio Operador |
Q3882425 Português

Considere o fragmento a seguir para a questão.



Fonte: https://saibamais.jor.br/2023/11/consciencia-negracharges-como-porrada-para-iniciar-debate-diz-brum/

Considerando o uso da vírgula e das reticências no texto acima, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3881205 Português
Leia o trecho da tirinha: “5 pães franceses? Muito formal.
5 pão francês? Oxe, e eu num sei português não, é?”

Observe que o humor e a expressividade da fala do personagem dependem, em parte, da pontuação empregada. Sobre o uso dos sinais de pontuação, analise as afirmativas abaixo:

I- O ponto de interrogação expressa a dúvida e a insegurança do personagem quanto à forma correta de se comunicar.

II- O ponto final em “Muito formal.” pode sugerir conclusão e julgamento, demonstrando a opinião pessoal do falante sobre o uso da língua.

III- A vírgula antes de “Oxe, e eu num sei português não, é?” marca uma pausa expressiva, típica da oralidade, reforçando o tom regional do personagem.

É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3881125 Português
Na frase “No futuro, um computador poderá analisar situações novas e aprender com suas próprias experiências”, se quisermos destacar a última frase – aprender com suas próprias experiências –, uma maneira adequada de fazê-lo é: 
Alternativas
Q3881123 Português
Entre as frases abaixo, aquela em que o emprego da vírgula serve para mostrar modificações na ordem direta dos termos sintáticos é: 
Alternativas
Q3880916 Português
        A dependência de ajuda externa, a instabilidade política, a pobreza crônica e os efeitos das mudanças climáticas estão entre os entraves que impedem Burkina Faso, um país da África, de alcançar a sonhada soberania alimentar.

        Atualmente, cerca de 80% da população está envolvida na atividade agrícola, que representa um terço do PIB. Mesmo assim, o país ainda importa mais de 200 mil toneladas de arroz por ano.

        Em resposta a esse desafio, o governo lançou em 2023 a chamada Ofensiva Agrícola, que vem revolucionando o meio rural e sendo um modelo para o continente. O objetivo central é pôr fim à dependência de importação de produtos alimentares de grande consumo.

        Segundo Mark Gansonré, produtor rural e representante das associações de camponeses na Assembleia Nacional de Transição, o novo governo buscou ouvir os agricultores do país ao implementar o programa.

        “Desde 2002, nós conduzimos uma série de ações, começando por reivindicar o reconhecimento da agricultura como uma profissão plena e legítima. Criamos uma lei de orientação agrícola para estruturar esse reconhecimento. Também trabalhamos para facilitar o acesso dos pequenos produtores ao crédito. No ano passado, este governo destinou bilhões para a compra de equipamentos agrícolas, colocando-os à disposição dos agricultores”, celebra Gansonré.

        A ofensiva já trouxe resultados na autossuficiência alimentar: os rendimentos por hectare no país aumentaram drasticamente desde o início da ofensiva, com melhorias de cerca de 35% a 40%. Mais importante ainda, o país alcançou excedentes de cereais por dois anos sucessivos, um contraste com o padrão histórico de déficits antes da atual gestão. Em 2024, seis milhões de toneladas de cereais foram colhidas em Burkina Faso.

        “O terrorismo obrigou mais de um milhão de pessoas a se deslocarem e a maior parte dessa população estava no meio rural. Apesar do abandono de várias áreas agrícolas que não puderam ser cultivadas, houve um acompanhamento significativo para que, nas regiões onde ainda há capacidade produtiva, os agricultores pudessem intensificar a produção e alimentar o povo burquinense”, destaca Gansonré.

(Pedro Stropasolas. Ofensiva agrícola: como Burkina Faso caminha para ser autossuficiente na produção de alimentos. www.brasildefato.com.br, 09.11.2025. Adaptado)
No trecho “… os efeitos das mudanças climáticas estão entre os entraves que impedem Burkina Faso, um país da África, de alcançar a sonhada soberania alimentar.” (1º parágrafo), as vírgulas foram empregadas pelo mesmo motivo que em:
Alternativas
Q3880864 Português
        Quando o Banco Central lançou o Pix em novembro de 2020, talvez nem o mais otimista dos especialistas imaginasse a velocidade e a profundidade com que o sistema transformaria o cotidiano financeiro dos brasileiros. Cinco anos depois, é possível afirmar com segurança: o Pix não é apenas um caso de sucesso em pagamentos instantâneos, mas sim uma das maiores histórias de inclusão e inovação financeira do mundo.

        De acordo com o estudo “Geografia do Pix”, da Fundação Getulio Vargas, mais de 90% da população adulta realizou pelo menos uma transferência via Pix em outubro de 2025. Isso significa que o Pix não só popularizou o uso do dinheiro digital, como também rompeu barreiras históricas de acesso a serviços financeiros.

        O impacto é ainda mais expressivo quando olhamos para o mapa do Brasil. Segundo o estudo, os Estados da região Norte, como Amazonas, Amapá e Pará, estão entre os que mais utilizam o sistema, mesmo com valores médios de transação menores. Essa distribuição revela um movimento de inclusão real, no qual a conectividade, a educação digital e a confiança tecnológica começam a nivelar as oportunidades entre diferentes regiões do país.

        Em um país em que o dinheiro físico ainda predominava, o Pix promoveu um novo comportamento financeiro, em que rapidez, conveniência e confiança passaram a ser valores percebidos por seus usuários. O brasileiro se digitalizou, assim como digitalizou seu negócio: o comércio, os serviços públicos e o varejo.

        O Pix é, acima de tudo, uma vitória da inovação brasileira. Em um mundo onde muitas revoluções digitais vieram de fora, o Brasil exporta um modelo próprio eficiente, seguro e inclusivo, que hoje serve de referência a outros países. Ao celebrarmos esses cinco anos, o que vemos é mais do que um marco tecnológico: é a consolidação de um novo paradigma econômico, em que o dinheiro circula com agilidade e rapidez e as pessoas participam mais ativamente da economia digital. O futuro dos pagamentos será instantâneo e inclusivo e o Brasil já está na linha de frente dessa transformação.

(Jorge Iglesias, “Cinco anos de Pix: o Brasil no centro da revolução financeira digital”. Disponível em: https://diariodonordeste. verdesmares.com.br. Adaptado)
Assinale a alternativa em que o acréscimo da vírgula preserva a norma-padrão de pontuação e o sentido original do texto.
Alternativas
Q3880660 Português
Leia a frase a seguir.

A fala e a escrita são modalidades diferentes da linguagem humana __ a primeira se utiliza de unidades sonoras __ a segunda __ ao contrário __ emprega sinais gráficos.

Assinale a pontuação que preenche corretamente as lacunas da frase acima.
Alternativas
Q3880527 Português
Em algum momento, até mesmo os gases necessários para a formação de novas estrelas estarão esparsos demais.
(Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/articles/ cgq35wx1dg7o.adaptado)

Assinale a alternativa correta quanto à nova pontuação, sem alteração do sentido original da frase.
Alternativas
Q3879943 Português
Atenção: Considere a crônica "No ônibus", do escritor Carlos Drummond de Andrade, para responder à questão.


    1. A senhora subiu, Deus sabe como, em companhia de dois garotos. Cada garoto com sua merendeira e sua pasta de livros e cadernos indispensáveis para a aquisição dos preliminares da sabedoria. No ônibus não cabia mais ninguém. A bem dizer, não cabia nem o pessoal que se espremia lá dentro em estado de sardinha. Na massa compacta de gente, ou de seções de gente que a vista alcançava, percebi aquelas mãozinhas tentando segurar as pastas atochadas.

    2. - Deixa que eu carrego - falei na direção de um dos braços a meu alcance, executando um movimento complicado, para enxergar os rostos dos garotos. O menor olhou-me com surpresa e hesitação, porém o mais velho estendeu o braço, e o primeiro, depois uma cotovelada ministrada pelo segundo, imitou-o. Fiquei de posse de duas bojudas pastas escolares, que acomodei da melhor maneira possível sobre os joelhos. Conheço perfeitamente a técnica de carregar embrulhos dos outros. Deve-se colocá-los de tal modo que fiquem seguros sem que seja necessário pôr a mão em cima deles. São coisas sagradas.

    3. A voz da senhora saiu daquele bolo humano:

    4. - Agradece ao moço, Serginho. Agradece, Raul.

    5. Raul (o mais crescido) obedeceu, mas Serginho manteve-se reservado. Mal se passaram alguns minutos, senti que a pasta de cima escorregava mansamente do meu colo. Muito de leve, a mão esquerda de Serginho, escondida sob um lenço, puxava-a para fora. Compreendi que ele prezava acima de tudo a sua pasta, e deixei que a tirasse. A mãe ordenou:

    6. - Serginho, deixe a pasta com o mоçо!

    7. Teve de levantar a voz, para torná-la enérgica. Passageiros em redor começaram a sorrir. Tive de sorrir também. Muito a contragosto, Serginho voltou a confiar-me sua querida pasta. Um estranho mereceria carregá-la? E se fugisse com ela? Como bem podem imaginar, Serginho suspeitava de minha honorabilidade, e os circunstantes se deliciavam com a suspeita.

    8. Mais alguns quarteirões, Serginho repete a manobra. Dessa vez, é radical. Toma sua pasta e a de Raul. Raul protesta:

    9. - Deixa com ele, seu burro. Não vê que eu não posso segurar nada?

    10. A mãe, em apoio de Raul, exprobra o procedimento de Serginho. Este capitula, mas em termos. Só me restitui a pasta do irmão. A sua não correrá o risco. Coloca-a sobre o peito, sob as mãos cruzadas, como levaria o Santo Graal.

    11. - Este menino é impossível. Desculpe, cavalheiro.

    12. Não vejo o rosto da senhora, mas sua voz é doce, e compensa-me da desconfiança do Serginho. Sorrio para este, enquanto retribuo: "Oh, minha senhora, por favor! Até que o seu filhinho é engraçado."

    13. Engraçado? Serginho faz-me uma careta e ferra-me um beliscão. A assistência ri. A mãe ferra outro em Serginho, que dispara a chorar. Bonito. É no que dá carregar embrulho dos outros.


(ANDRADE, Carlos Drummond de. 70 historinhas. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 105-107. Adaptado)
Observa-se o emprego de vírgula para isolar um vocativo no seguinte trecho:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: IMPARH Órgão: IMPARH Prova: IMPARH - 2026 - IMPARH - Secretário Escolar |
Q3879835 Português
Em “suporte pedagógico à docência, isto é, direção e administração escolar” (l. 8 e 9), as duas vírgulas foram empregadas para separar: 
Alternativas
Q3879049 Português
Nem oito, nem 80: extremos no consumo de açúcar prejudicam a saúde mental

Por Lara Natacci 

(Disponível em: https://saude.abril.com.br/coluna/alimente-se/nem-oito-nem-80-extremos-no-consumo-deacucar-prejudicam-a-saude-mental/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
No trecho “O perigo, ao que tudo indica, mora nos extremos”, retirado do texto, o emprego das vírgulas justifica-se por:
Alternativas
Q3879036 Português
Com relação a classificação das frases, numere a segunda coluna de acordo com a primeira:

1. Afirmativa
2. Negativa
3. Exclamativa
4. Interrogativa

( ) Não gosto de verdura.
( ) O menino chutou a bola.
( ) Que dia chuvoso!
( ) Você quer sorvete?

A ordem CORRETA, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q3878726 Português

Como Matthew Bourne reinventou “O Lago dos Cisnes” com um elenco masculino

 Por Redação Bravo!


(Disponível em: https://bravo.abril.com.br/teatro/danca/como-matthew-bourne-reinventou-o-lago-dos-cisnescom-um-elenco-masculino/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando as regras de pontuação de acordo com a norma-padrão, analise as assertivas a seguir:


I. Os travessões utilizados no trecho “‘O Lago dos Cisnes’ — não a versão original de 1877, coreografada por Julius Reisiner para o Teatro Bolshoi, nem a consagrada montagem de 1895, assinada por Marius Petipa e Lev Ivanov — conta com uma leitura contemporânea criada por Matthew Bourne”, retirado do texto, isolam uma informação intercalada de caráter contrastante e poderiam ser substituídos por parênteses sem prejuízo à correção gramatical.

II. No trecho “o coreógrafo propõe uma virada decisiva, que teve um impacto enorme na história da dança: os cisnes passam a ser interpretados por corpos masculinos e o romance se constrói entre dois homens”, retirado do texto, o emprego dos dois-pontos serve para introduzir uma explicação ou especificação do que foi a “virada decisiva” mencionada na mesma passagem.

III. Em “Mas, o que parecia radical nos anos 1990, no entanto, sobreviveu ao tempo”, as vírgulas que isolam a conjunção “no entanto” são facultativas, uma vez que o período já inicia com a conjunção “Mas”.


Quais estão corretas?

Alternativas
Q3878637 Português
Leia a frase a seguir:

“Gosto de ir aos cemitérios, admirar os túmulos dos que venceram na vida”. (Eno Teodoro Wanke)

Assinale a opção que mostra uma observação correta sobre ela.
Alternativas
Q3878042 Português

Leia o Texto I e responda à questão.



Texto I



Para ficar atento: efeitos colaterais do brócolis que pouca gente conhece


Por trás de todos os benefícios do brócolis, existe um lado pouco conhecido do alimento que merece atenção de todos


    O brócolis é presença constante na alimentação dos brasileiros. Seja como acompanhamento, salada ou ingrediente principal em receitas variadas, este vegetal conquistou um espaço fixo nas refeições do dia a dia.

    Não é por acaso: além de ser acessível e fácil de preparar, o brócolis é amplamente reconhecido por seu alto valor nutricional.

    No entanto, por trás de todos esses benefícios, existe um lado pouco conhecido do alimento que merece atenção. Há situações específicas em que o consumo do brócolis deve ser moderado ou até evitado.

    O ponto de alerta gira em torno de compostos naturais chamados isotiocianatos. Essas substâncias, comuns nos vegetais da família das crucíferas (que inclui couve-flor, repolho e nabo), têm a capacidade de interferir na absorção de iodo pelo organismo.

   Isso pode impactar negativamente o funcionamento da glândula tireoide, especialmente em pessoas que já sofrem de hipotireoidismo ou outras disfunções tireoidianas.

    Nessas circunstâncias, a ingestão frequente de grandes quantidades de brócolis cru pode agravar o quadro, reduzindo a produção dos hormônios essenciais para o metabolismo.

    Outro grupo que precisa ter cautela ao incluir o brócolis cru na dieta são indivíduos com síndrome do intestino irritável (SII) ou dificuldades digestivas.

    O alto teor de fibras insolúveis, embora benéfico para a maioria das pessoas, pode provocar desconforto abdominal, inchaço e gases em quem possui um sistema digestivo mais sensível.

    Nesses casos, a recomendação dos especialistas é simples: prefira consumir o vegetal cozido, de preferência no vapor, processo que ameniza tanto os isotiocianatos quanto a rigidez das fibras, tornando a digestão mais fácil.

    Apesar dessas ressalvas, os benefícios do brócolis são inegáveis. Trata-se de uma verdadeira potência nutricional, rica em vitamina C, antioxidantes e compostos bioativos como o sulforafano, reconhecido por suas propriedades anticancerígenas.

    Além de fortalecer o sistema imunológico, o consumo regular do vegetal contribui para a redução do colesterol, protege o coração e tem efeitos anti-inflamatórios importantes na prevenção de doenças crônicas.


Fonte: CARVALHO, Jeferson. Para ficar atento: efeitos colaterais do brócolis que pouca gente conhece. Catraca Livre, 14 ago. 2025. Disponível em: Catraca Livre https://catracalivre.com.br/variedades/para-ficar-atento-efeitos-colaterais-do-brocolis-que-pouca-gente-conhece/. Acesso em: 02 jul. 2025 [Adaptado].

No fragmento extraído do Texto I “Essas substâncias, comuns nos vegetais da família das crucíferas (que inclui couve-flor, repolho e nabo), têm a capacidade de interferir na absorção de iodo pelo organismo” (4º§), foi empregado um tipo de pontuação com o objetivo de isolar alguns termos de caráter explicativo. Assinale a alternativa que indica CORRETAMENTE essa pontuação. 
Alternativas
Q3877975 Português
Texto 3

Gaiolas ou asas?

Rubem Alves

        Ontem, este aforismo me atacou: “Há escolas que são gaiolas. Há escolas que são asas”. Escolas-gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do voo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Seu dono pode levá-los aonde quiser. Deixaram de ser pássaros, pois a essência dos pássaros é o voo. Escolas-asas não amam pássaros engaiolados. Amam os pássaros em voo. Ensinar o voo não podem, porque o voo já nasce dentro dos pássaros. O voo só pode ser encorajado.

        Esse simples aforismo nasceu de um sofrimento: sofri conversando com professoras de Ensino Médio, em escolas de periferia. Seus relatos são de horror e medo. Balbúrdia, gritaria, desrespeito, ofensas, ameaças… E elas, timidamente, pedindo silêncio, tentando fazer as coisas que a burocracia determina: dar o programa, fazer avaliações… Ouvindo seus relatos, vi uma jaula cheia de tigres famintos, dentes arreganhados, garras à mostra – e as domadoras com seus chicotes, fazendo ameaças fracas demais para a força dos tigres… Sentir alegria ao sair de casa para ir para a escola? Ter prazer em ensinar? Amar os alunos? O seu sonho é livrar-se de tudo aquilo. Mas não podem. A porta de ferro que fecha os tigres é a mesma que as fecha com os tigres.

        Violento é o pássaro que luta contra os arames da gaiola ou a gaiola que o prende? Violentos são os adolescentes de periferia ou as escolas? Alguns dirão que os adolescentes de periferia precisam ser educados para melhorar de vida. De acordo. Uma boa educação abre os caminhos de uma vida melhor. Mas pergunto: nossas escolas dão uma boa educação? O que é uma boa educação?

        Os burocratas pressupõem que os alunos ganham boa educação se aprendem os conteúdos dos programas oficiais. E, para testar a qualidade da educação, criam mecanismos, provas, avaliações, acrescidos dos novos exames elaborados pelo Ministério da Educação. Mas será que a aprendizagem dos programas oficiais se identifica com o ideal de uma boa educação?

Disponível em: https://revistaensinosuperior.com.br/2011/09/10/gaiolas-ou-asas/. Acesso em: 15 jan. 2026. Excerto adaptado.
Observe o trecho a seguir, também do 3º parágrafo do Texto 3:
Mas pergunto: nossas escolas dão uma boa educação?
Nesse enunciado, os dois-pontos introduzem um(a) 
Alternativas
Q3877408 Português

Leia o texto a seguir:



A floresta em pé: como a COP 30 revolucionou as finanças climáticas



Silvia Pinheiro



    Para os que acompanharam as COPs e não acreditavam que um dia empresas e bancos pudessem se interessar na floresta em pé, ao invés de no chão, a COP 30, em Belém, surpreendeu.


    Fundos de investimento, corretoras, bancos, empresas mineradoras nacionais e internacionais, frigoríficos, indústrias do petróleo, papel e celulose entraram “com os dois pés” no ecossistema das finanças climáticas.


    Os cortes nas doações e o negacionismo ambiental do governo Trump II, somados à timidez de uma Europa, com prioridades na defesa, interromperam projetos importantes para o desenvolvimento sustentável em regiões do sul global.


    Investimentos chineses em tecnologias para a redução de emissões e de transição energética chamaram a atenção para este novo ator do capitalismo global, que desafia paradigmas no campo da sustentabilidade.


    É nesse contexto de mudanças que mecanismos de mercado foram criados para solucionar os complexos desafios climáticos de dimensão planetária.


    Lançados em 1992, na primeira COP, a Rio 92, no Rio de Janeiro, sofisticaram-se e agora estiveram nos discursos e falas do setor privado e mídias de comunicação na COP, em Belém. Porém, as soluções de mercado não são as “balas de prata” que irão conter o desmatamento e reduzir emissões globalmente. Ao contrário, sozinhas, podem trazer riscos.


    Chama-se atenção para o afastamento do Estado no exercício de suas atribuições e para o enfraquecimento de políticas públicas, de reconhecimento de áreas de proteção, demarcação de territórios indígenas e assentamentos da reforma agrária.


    Tais políticas que regulam destinações de florestas em abandono são conquistas de pequenos agricultores e moradores das florestas, de anos de luta e de atuações conjuntas com as organizações não governamentais, com o apoio de setores da Igreja Católica.


    Chama a atenção, também, a tentativa de transformação dos povos originários, das populações tradicionais e dos moradores das florestas em prestadores de serviços. Seus serviços são “valorados” por terceiros e por hectares de florestas precificados por metodologias que, possivelmente, desconsideram aspectos inerentes às suas culturas e aos seus modos de vida.


    Pesquisa recente realizada com grupos comunitários, indígenas, extrativistas e agricultores em projetos de assentamento aponta que, da totalidade dos entrevistados, 51 foram abordados por investidores em créditos de carbono. A maioria manifestou insegurança e a necessidade de obtenção de mais informações antes de firmar parcerias, ressaltando que a demarcação de seus territórios seria a prioridade e forma mais eficiente de combate ao desflorestamento. [...]


    Fora do espaço de negociação entre governos e empresas, estiveram os moradores das florestas dos nove países da bacia amazônica que tiveram, como reivindicação principal, a demarcação de territórios, a titulação e o reconhecimento legal de áreas de proteção.


    Foram demandas antigas sobre a homologação de áreas de floresta aos indígenas, ribeirinhos e quilombolas que apresentaram baixos índices de desmatamento, diferente das terras públicas devolutas, sem qualquer destinação.


    Sob a argumentação de escassez de recursos para preservação das florestas tropicais nos países mais pobres e em desenvolvimento, o governo do Brasil apostou no TFFF, sigla em inglês para o que significa “Fundo Florestas Tropicais para Sempre”. A justificativa, para a sua criação, é a da não dependência de doações que seriam intermitentes, sujeitas a interrupções. A tese é apostar na rentabilidade do fundo enquanto fonte perene de recursos voltados à manutenção das florestas tropicais do planeta, em pé. [...]


    Que as soluções de mercado não posterguem as dívidas sociais pendentes de soluções simples, e que a COP 30 seja reconhecida, por “mutirão” de atores públicos, privados e do terceiro setor, que ouviu dos povos originários e tradicionais suas alternativas e soluções de como lidar com os desafios climáticos e com a preservação das florestas.


FONTE: HTTPS://WWW.JB.COM.BR/BRASIL/OPINIAO/ARTIGOS/2025/11/1057780-A-

FLORESTA-EM-PE-COMO-A-COP-30-REVOLUCIONOU-AS-FINANÇAS-CLIMATICAS. HTML.  

TEXTO ADAPTADO. ACESSO EM 12/12/2025 

“Fundos de investimento, corretoras, bancos, empresas mineradoras nacionais e internacionais, frigoríficos, indústrias do petróleo, papel e celulose entraram ‘com os dois pés’ no ecossistema das finanças climáticas” (2º parágrafo). Nesse trecho, as vírgulas foram empregadas para:
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Q3877329 Português

Leia o Texto I e responda à questão.



Texto I



O envelhecimento não é progressivo e ocorre em três idades diferentes. A primeira chega mais cedo do que pensávamos 



Há três momentos-chave em que ocorre uma virada no nível molecular – e isso muda tudo.



    A ciência descobriu que não envelhecemos de forma progressiva, gradual e linear, como se acreditava, mas sim de maneira mais brusca em torno de três fases específicas da vida. Uma delas chega muito antes do que você imagina.


    Os primeiros indícios de que o envelhecimento não é contínuo, e sim ocorre em etapas, surgiram a partir do estudo da mosca da-fruta. Especialistas propuseram que o processo de envelhecimento nesses insetos é bifásico: progride lentamente durante a maior parte da vida adulta da mosca e, de repente, acelera.


    Isso também foi observado em vermes nematoides e peixes-zebra. E em humanos. Aos 78 anos, por exemplo, a capacidade de produzir novas células sanguíneas diminui drasticamente, o que aumenta o risco de anemia e de outras condições, como disfunção erétil, dificuldade de regeneração dos tecidos e leucemia. As principais idades em que tudo acontece são 34, 60 e 78. 


    Outro estudo analisou como as proteínas presentes no plasma sanguíneo se alteram ao longo do envelhecimento humano e descobriu que os participantes se agrupavam em quatro faixas etárias: menos de 34 anos, de 34 a 60 anos, de 61 a 78 anos e acima de 78 anos. 


    Dentro de cada grupo, os perfis proteicos eram muito semelhantes, mas nas idades de 34, 60 e 78 anos, essas proteínas mudavam de forma abrupta. De acordo com uma análise da Universidade Stanford, liderada por Michael Snyder, das milhares de moléculas que eles monitoraram, 81% mudaram de forma não linear com a idade. Novamente, os picos de alteração coincidiram com as idades de 34 e 60 anos. Não foi possível confirmar se isso também acontece aos 78 anos, porque os participantes mais velhos tinham, no máximo, 75 anos.


    O que estava ocorrendo era o que se conhece como ponto de inflexão quando um sistema passa por uma mudança abrupta de um estado de equilíbrio para outro. Isso é algo já observado no meio ambiente, por exemplo, mas que até então não havia sido associado ao envelhecimento humano. Assim, podemos dizer que o envelhecimento acontece em três pontos de inflexão: aos 34, 60 e 78 anos. Essa descoberta está de acordo com as conclusões do estudo mais recente da pesquisadora Maja Olecka, do Instituto Leibniz sobre Envelhecimento.


    Durante esses períodos, ocorrem mudanças moleculares no corpo que geram consequências como perda acelerada de massa muscular, piora na qualidade da pele e alterações na capacidade de metabolizar o álcool. É por isso que as ressacas depois dos 34 anos são muito piores do que eram aos 20. Pessoalmente, devo dizer que percebi isso. 


    A pergunta inevitável é: será que esse envelhecimento repentino, que ocorre após os pontos de virada, pode ser interrompido? De acordo com Snyder, a transição por volta dos 40 anos tem relação, em parte, com mudanças no estilo de vida. “As pessoas se exercitam menos, tornam-se mais sedentárias e provavelmente não se alimentam tão bem, o que acaba impactando a saúde aos 40 anos”, disse ele à revista New Scientist .


    Portanto, se quisermos atrasar o envelhecimento, talvez devêssemos começar a cuidar melhor do corpo com alimentação e exercícios desde cedo.


Fonte: D´AMBRÓSIO, Livia O envelhecimento não é progressivo e ocorre em três idades diferentes. A primeira chega mais cedo do que pensávamos. Minhavida. Disponível em:https://www.minhavida.com.br/materias/materia-26238. Acesso em 30 de jul de 2025. [adaptado].




Considere o uso da vírgula no trecho “Dentro de cada grupo, os perfis proteicos eram muito semelhantes” (5º§) e assinale a alternativa em que a vírgula foi empregada pela mesma razão.
Alternativas
Q3876164 Português
As metas de ano novo não são uma moda passageira: elas existem há 4 mil anos


     Todo dia 1º de janeiro, milhões de pessoas estabelecem algumas “metas para o novo ano”, como a intenção de se exercitar mais ou ser mais gentil — um ritual que pode parecer profundamente moderno, mas que tem raízes surpreendentemente antigas. 

   A tradição de fazer resoluções de ano novo remonta a quase 4 mil anos, originando-se em civilizações que marcavam o novo ano como um período de renovação e reflexão. “O desejo de recomeçar é um impulso humano”, afirma Candida Moss, professora da Universidade de Birmingham, no Reino Unido, especializada em história antiga e cristianismo primitivo.

    Dos votos feitos por reis babilônicos às promessas pessoais de hoje em dia, a prática evoluiu, mas sua essência permanece surpreendentemente familiar: dar as boas-vindas a um novo ano com a esperança de se tornar uma pessoa melhor.

    Os babilônios estiveram entre as primeiras civilizações a celebrar o início de um novo ano, marcando a ocasião com festivais e rituais. “Há muita documentação escrita sobre festivais de Ano Novo na antiga Babilônia, Síria e outros lugares da Mesopotâmia, ligados à noção do início de um novo ano”, diz Eckart Frahm, professor de línguas e civilizações do Oriente Próximo na Universidade de Yale.

  Esses festivais, frequentemente ligados ao equinócio da primavera, tinham como foco expressar gratidão aos deuses por uma colheita farta, explica Frahm, e não fazer resoluções. Manter esses votos não era trivial — acreditava-se que os cumprir garantia o favor divino para o ano seguinte, enquanto quebrá-los implicava o risco da ira dos deuses.

   No entanto, no final do primeiro milênio a.C., um rei babilônico jurou publicamente ser um governante melhor. Esse ato não era simplesmente uma reflexão pessoal, mas uma declaração pública de responsabilidade. Essa tradição lançou as bases para o que hoje conhecemos como resoluções ou metas de ano novo.

   Embora os babilônios possam ter concebido a ideia, foram os romanos que consolidaram o dia 1º de janeiro como o início do ano novo. Assim como os babilônios, eles celebravam com festivais e rituais, mas os romanos também incorporaram elementos práticos de renovação, incluindo a “limpeza de primavera sobrenatural” e votos de renovação. “Essas tradições se concentravam em começar o ano com o pé direito: limpar as casas, abastecer a despensa, pagar as dívidas e devolver os itens emprestados”, afirma Moss.


Fonte: National Geographic Brasil. Adaptado.
Quantas vírgulas devem ser empregadas no enunciado abaixo?

“Embora muitos pensem que estabelecer metas de ano novo seja uma tradição recente tal ritual tem raízes na Babilônia ou seja há registros dessa prática desde a Antiguidade”.
Alternativas
Q3875187 Português
Entre amigos


    Para que serve um amigo? Para rachar a gasolina, emprestar a prancha, recomendar um disco, dar carona para a festa, passar cola, caminhar no shopping, segurar a barra. Todas as alternativas estão corretas, porém isso não basta para guardar um amigo do lado esquerdo do peito.

    Milan Kundera, escritor tcheco, escreveu em seu último livro, “A Identidade”, que a amizade é indispensável para o bom funcionamento da memória e para a integridade do próprio eu. Chama os amigos de testemunhas do passado e diz que eles são nosso espelho, que através deles podemos nos olhar. Vai além: diz que toda amizade é uma aliança contra a adversidade, aliança sem a qual o ser humano ficaria desarmado contra seus inimigos. 

    Verdade verdadeira. Amigos recentes custam a perceber essa aliança, não valorizam ainda o que está sendo construído. São amizades não testadas pelo tempo, não se sabe se enfrentarão com solidez as tempestades ou se serão varridos numa chuva de verão. Veremos.

    Um amigo não racha apenas a gasolina: racha lembranças, crises de choro, experiências. Racha a culpa, racha segredos.

    Um amigo não empresta apenas a prancha. Empresta o verbo, empresta o ombro, empresta o tempo, empresta o calor e a jaqueta. 

    Um amigo não recomenda apenas um disco. Recomenda cautela, recomenda um emprego, recomenda um país.

    Um amigo não dá carona apenas para festa. Te leva para o mundo dele, e topa conhecer o teu.

    Um amigo não passa apenas cola. Passa contigo um aperto, passa junto o réveillon.

    Um amigo não caminha apenas no shopping. Anda em silêncio na dor, entra contigo em campo, sai do fracasso ao teu lado.

    Um amigo não segura a barra, apenas. Segura a mão, a ausência, segura uma confissão, segura o tranco, o palavrão, segura o elevador.

    Duas dúzias de amigos assim ninguém tem. Se tiver um, amém.


Fonte: Martha Medeiros.
“[...] Um amigo não racha apenas a gasolina: racha lembranças, crises de choro, experiências.” (4º parágrafo). O uso dos dois-pontos apresenta ideia de:
Alternativas
Respostas
1021: B
1022: D
1023: D
1024: D
1025: B
1026: E
1027: C
1028: C
1029: C
1030: D
1031: E
1032: A
1033: C
1034: B
1035: C
1036: A
1037: B
1038: B
1039: C
1040: C