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Sobre pontuação em português
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Mudanças climáticas já afetam portos brasileiros, aponta estudo
O setor portuário precisará se tornar mais resiliente para evitar uma série de prejuízos aos usuários e para a economia no futuro, diz estudo
Amanda Pupo, do Estadão Conteúdo
Preocupação crescente no mundo, os efeitos das mudanças climáticas já podem ser percebidos no setor portuário brasileiro, que precisará se tornar mais resiliente para evitar uma série de prejuízos aos usuários e para a economia no futuro.
A conclusão é de um estudo da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e da agência de fomento alemã GIZ (Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit), que mapeou as principais ameaças climáticas e os impactos da mudança do clima em 21 portos públicos brasileiros.
Com o resultado, a agência pretende subsidiar a construção de políticas públicas, além de construir uma regulação que incentive a adaptação dessas infraestruturas. […]
Maior risco
Entender e preparar os espaços para as mudanças climáticas são medidas cruciais para o setor portuário, principalmente em razão da relevância desse mercado para a economia brasileira e global.
Segundo a Antaq, os portos são responsáveis por movimentar uma média anual de R$ 293 bilhões, representando 14,2% do PIB nacional. Além disso, 95% do comércio exterior do Brasil, em peso, passa pela infraestrutura portuária.
“A mudança do clima já está acontecendo, mas não estamos expostos a ela indefesos, a adaptação pode ser uma chance de tornar as nossas cidades e portos mais agradáveis”, afirmou Friederike Sabiel, representando a embaixada alemã no evento de lançamento do estudo.
Por estarem localizadas em zonas costeiras, as instalações portuárias são afetadas direta ou indiretamente por eventos extremos, como tempestades, aumento do nível médio do mar e inundações, por exemplo, além dos vendavais.
“A intensificação desses eventos devido às alterações do clima causará impactos e perdas econômicas significativas ao setor, influenciando a economia regional e o funcionamento das cadeias de abastecimento global”, aponta a Antaq. “Espera-se que o levantamento possa ser o ponto de partida para a melhoria regulatória do setor”, afirmou o diretor-geral da Antaq, Eduardo Nery.
Nível do mar
Para o levantamento, além dos vendavais, os técnicos estudaram a vulnerabilidade dos portos para tempestades e o aumento do nível do mar.
No caso das tempestades, atualmente dez portos apresentam um risco climático considerado alto ou muito alto, situação que pode gerar alagamentos nas áreas portuárias, deslizamentos e paralisação nas operações. […]
O estudo apurou que poucos portos implementam medidas de adaptação. Entre as mais comuns, estão a implantação de monitoramento meteorológico, a abordagem da mudança do clima no plano estratégico e a realização de reuniões para debater as adaptações.
Adaptado de: https://www.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomia/mudancasclimaticas-ja-afetam-portos-brasileiros-aponta-estudo/
Analise as afirmativas a seguir:
I - No fim de semana, iremos visitar nossos avós.
II - Amanhã, se não chover, faremos a atividade ao ar livre.
III - João, trouxe os documentos solicitados.
Assinale a alternativa que indica a opção correta quanto ao uso da vírgula:
Em tempos de colapso, uma rede de luta ancestral
40 anos depois da Aliança dos Povos da Floresta, nossos corpos, saberes e cantos se unem novamente, agora pela justiça climática e pela diversidade.
Em 1984, eles e elas chegaram de vários caminhos. Porongas alumiando os varadouros, canoas riscando os rios, maracas ecoando e vozes se confluindo. Do encontro entre diferentes povos, nasceu a Aliança dos Povos da Floresta, que ecoou até Brasília e ajudou a inscrever na Constituição o artigo 231, que garante o direito à terra, às reservas extrativistas e ao modo de vida dos povos tradicionais. Nós somos frutos daquela semente.
Se você parar para pensar, 40 anos passam rápido. É quase o tempo de vida de um jacaré. É o tempo de uma criança nascer, crescer e, no meio do caminho, já carregar um filho na tipoia. É o tempo de uma mangueira dar frutos ano após ano até sombrear uma casa inteira. Mas também passam devagar, porque nesse meio-tempo vimos muita coisa ser devastada. Se parte da floresta ainda está de pé, é porque houve quem a segurasse.
Não é mais possível falar em futuro distante. As consequências já estão aqui. Rios estão virando leitos secos, frutas não caem mais na água e secam no chão. Sem a fruta, o peixe perde alimento. Sem o alimento, o peixe desaprende a nadar. E, quando o peixe desaprende a nadar, o rio desaprende a correr. Por isso, hoje, quatro décadas depois, nós, jovens descendentes desse legado, lançamos o Manifesto Aliança dos Povos pelo Clima - ou, em mebêngôkre, língua falada pelo povo Kayapó: "Me bik prõj kam, me aminejê kabem".
Nossos nomes carregam a continuidade, mas também a urgência do agora. A nova Aliança nasce diversa: indígenas, quilombolas, extrativistas, ribeirinhos, beiradeiros, pescadores artesanais. Cada um com sua voz, cada território com sua força. Juntos, levantamos o corpo coletivo que protege os biomas. A floresta fala através de nós.
O desafio agora é global. O colapso do clima que atinge nossas florestas alcança também o resto do planeta. Tudo está interligado. E são os nossos povos que sentem primeiro, no corpo, as maiores perdas. Sentimos a seca, a fumaça, a perda da roça, a morte dos rios. Não aceitamos mais o silêncio.
Aos educadores, pensadores, ativistas, jornalistas, artistas e todos que leem este artigo: abram espaço para nossas vozes, como este importante jornal do país faz agora. Assim como escolhemos publicar um trecho desse artigo em mebêngôkre, saibam que muitos dos nossos saberes que protegem a vida ainda não foram traduzidos e estão prontos para serem compartilhados. Nossa resposta é política, cultural e espiritual, escrita com palavras, mas também com cantos, rituais e memória.
Dessa forma, afirmamos que esta Aliança dos Povos pelo Clima é um chamado à união entre povos, territórios e saberes para defender os modos de vida que nos mantêm vivos neste planeta. Um pacto pela justiça climática, pela diversidade e pela dignidade ecológica.
(Texto de Angélica Mendes. Matsi Waura Txucarramãe. Silvia Rocha. Sara Lima. Disponível em https://www1.folha.uol. com.br/opiniao/2025/09/em-tempos de-colapso-uma-rede-deluta-ancestral.shtml, acesso em 11 de setembro de 2025. [texto adaptado])
A partir do excerto: “As consequências já estão aqui. Rios estão virando leitos secos, frutas não caem mais na água e secam no chão”, julgue os itens como verdadeiros(V) ou falsos(F) e, em seguida, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.
I. “aqui” funciona como uma das categorias básicas da narrativa e apresenta função sintática de adjunto adverbial.
II. “Leitos secos” é uma característica passageira do sujeito, representando sintaticamente, um predicativo do sujeito.
III. “Estão virando” constitui uma locução verbal, com verbo auxiliar de ligação e verbo principal transitivo direto.
IV. A vírgula empregada no excerto tem a função de separar o sujeito representado por um sintagma diferente do sujeito da oração anterior.
Viajar é fuga, sim


Autora: Martha Medeiros (adaptado).
Durante a correção de uma redação, o professor de Língua Portuguesa identifica o seguinte período: A escola, situada no centro da cidade, oferece diversas atividades extracurriculares. Com base na análise sintática e nos critérios normativos de pontuação da Língua Portuguesa, assinale a alternativa CORRETA.




I. Na palavra integrantes (l.7), o trecho in- é um prefixo de negação, como ocorre em "injusto" e "incorreto".
II. À linha 54, a utilização dos dois pontos cria uma pausa enfática para destacar o dado numérico que esclarece o ritmo de desmatamento no Cerrado.
III. A expressão Apesar das reduções (l.55) indica que, mesmo com a diminuição das áreas desmatadas, houve a continuidade de um cenário negativo, caracterizando uma concessão.
IV. No contexto do texto, por causa de (l.39) pode ser substituída por em razão de sem prejuízo de sentido ou de correção gramatical.
Das assertivas, pode-se afirmar que:


I. Em É o mesmo assunto, caro leitor (l.9), a vírgula é utilizada para isolar o vocativo.
II. Na frase Portanto, doem livros para bibliotecas arrasadas pela enchente do sul (l.55-56), a vírgula é obrigatória após Portanto, a fim de isolar a preposição conclusiva da oração.
Das assertivas, pode-se afirmar que:
Para responder à questão, leia o texto abaixo.


(1ª parte): pirâmide (l. 16) é uma proparoxítona; análise (l.30) é uma paroxítona; ninguém (l.13) é uma oxítona. (2ª parte): a palavra moderação é um sinônimo de parcimônia (l.12). (3ª parte): Å linha 14, os travessões poderiam ser substituídos por vírgulas. (4ª parte): A palavra livraço (l.55) está no grau superlativo absoluto analítico de superioridade.
Das partes, NÃO se pode afirmar que:
() A expressão entrou mudo e saiu calado (l 30) indica que o autor Vinicius Knecht participou da Bienal do Livro de maneira discreta, sem se destacar.
() Na frase Fragmentos dê textos quê podem ser diálogos, roteiros, legendas (l 47-48) as vigulas separam elementos de uma enumeraçáo.
() No trecho Se tivemos uma equivocada primeira impressão, o tempo vai dizer (l 32-33) o termo Se expressa ideia de concessão.
() Em e eu disse para mim mesma, silenciosamente: isso é novo (l 18-19). os dois-pontos poderiam ser substituidos pelo ponto e virgula (;), sem prejuízos gramaticais.
Qual alternativa preenche, CORRETAMENTE, de cima para baixo, os parênteses acima?
Para responder à questão, considere o texto reproduzido a seguir.
Os conhecimentos sobre a língua, as demais semioses e a norma-padrão não devem ser tomados como uma lista de conteúdos dissociados das práticas de linguagem, mas[1] como propiciadores de reflexão a respeito do funcionamento da língua no contexto dessas[2] práticas. A seleção de habilidades na BNCC está relacionada com aqueles conhecimentos fundamentais para que o estudante possa apropriar-se do sistema linguístico que organiza o português brasileiro. Alguns desses objetivos, sobretudo[3] aqueles que dizem respeito à norma, são transversais a toda a base de Língua Portuguesa. O conhecimento da ortografia, da pontuação, da acentuação, por exemplo, deve estar presente ao longo de toda escolaridade, abordados conforme[4] o ano da escolaridade. Assume-se, na BNCC de Língua Portuguesa, uma perspectiva de progressão de conhecimentos que vai das regularidades às irregularidades e dos usos mais frequentes e simples aos menos habituais e mais complexos.
Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/escola-em-tempointegral/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal.pdf. Acesso em: 23 out. 2025.
Considere o fragmento reproduzido abaixo.
Assume-se, na BNCC de Língua Portuguesa, uma perspectiva de progressão de conhecimentos que vai das regularidades às irregularidades e dos usos mais frequentes e simples aos menos habituais e mais complexos.
De acordo com as normas do português escrito padrão,

A partir dessas informações, julgue o item seguinte, relacionado ao fragmento apresentado de O Uraguai.
No verso “Tanto era bela no seu rosto a morte!”, o sinal de exclamação é empregado para reforçar o sentimento de admiração pela beleza de Lindoia, entendendo-se que, em seu semblante, até mesmo a morte se mostra como algo belo.
Julgue o item seguinte, relativo às ideias e a aspectos linguísticos do texto apresentado.
No trecho “e aproveita a emenda aprovada anteriormente na Comissão de Cultura, que prevê o uso de recursos de tecnologia assistiva” (segundo parágrafo), a exclusão da vírgula empregada após a palavra “Cultura” não comprometeria a correção gramatical nem alteraria os sentidos originais do texto.
“Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados e deseja tão somente andar ao lado de Deus.”
No parágrafo, a vírgula foi empregada para separar, tanto elementos de uma oração, quanto orações de um só período.
Entre as orações, a vírgula foi usada para

