Questões de Concurso
Sobre pontuação em português
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Os dois-pontos indicam uma pausa significativa na entonação, anunciando que a frase ainda não foi concluída.
No enunciado acima, ele foi utilizado para:
Os dois-pontos indicam uma pausa significativa na entonação, anunciando que a frase ainda não foi concluída.
No enunciado acima, ele foi utilizado para:
Considerando o emprego da vírgula no trecho acima, marque a alternativa CORRETA.
"Mas meninos são assim: se há abismos, inventam pontes."
"Já eram amigos: moviam juntos o mesmo sonho."
Considerando o uso dos dois-pontos, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa CORRETA.
Os dois-pontos indicam uma pausa significativa na entonação, anunciando que a frase ainda não foi concluída.
No enunciado acima, ele foi utilizado para:
Analise as reescritas do trecho acima, considerando o emprego de pontuação e de letras maiúsculas.
I.Depois de muita briga, coruja e águia resolveram fazer as pazes.
II.Resolveram fazer as pazes, coruja e águia, depois de muita briga.
III.Coruja e águia resolveram fazer as pazes, Depois de muita briga.
IV.Resolveram fazer as pazes coruja e águia, depois de muita briga.
A pontuação e o emprego de letras maiúsculas estão corretos em:
O texto seguinte servira de base para responder à questão.
Ordem na Casa
Você é uma pessoa boa. Do tipo que se esforça para agradar todo mundo, releva deslizes alheios, se culpa quando comete os próprios deslizes, elogia, consola, da conselhos. Tem autocontrole e engole sapos. Como boa menina, aprendeu que não é legitimo sentir raiva e, de tanto reprimi-la, vive com a barriga estufada e o intestino preso.
Você não percebe, mas quem te comanda é um gigante, um Super Gigante. Um tirano que te olha de cima, aponta o dedo, não aceita notas baixas.
Ele te faz de refém, te mantém em cativeiro, e você se submete a isso.
Permite que ele dê as cartas porque tem medo. Medo de ser excluída, ser alvo de críticas e desamor.
Mas chega uma hora em que tem que pôr ordem na casa. Pois, por trás de toda docilidade e condescendência, também existe uma fera.
Uma fera que não quer acatar as ordens do Gigante e deseja mostrar sua autenticidade, seus gostos, seus acertos e desacertos.
Uma fera que deseja revelar que não é perfeita, que não tem que provar nada a ninguém, que quer ser amada mesmo que fuja do combinado; que é capaz de falar alto, de impor limites, de se proteger.
A fera é seu lado mais irreverente, transgressor, autêntico. E as vezes você precisa escutá-la. Às vezes tem que abrir a jaula e deixá-la sair.
Porque ninguém é de ferro.
E você tem que aprender a se aceitar.
A entender que a culpa te paralisa e não permite que você seja quem é. Simplesmente quem é...
Mas quem te faz se sentir culpada? Quem aponta o dedo para você?
Seus fantasmas, seu passado, sua educação rígida?
Ou você mesma? O Super que há em você?
Coloque ordem na casa.
Não seja a primeira a se esconder por trás de um véu de justificativas quando o que você quer é assumir que não sabe cozinhar, que se apavora quando tem que dirigir, que esta cansada para ir à balada, estressada com as visitas em casa, que prefere recusar um convite “irrecusável”, que não da pra quebrar um galho pro seu irmão hoje, que não pode emprestar uma grana, que não consegue gostar do perfume que ganhou do namorado, que tem medo de expor um deslize do passado.
Nem tudo são imperfeições. E se for, faz parte também.
Você também erra, também se atrasa, também se irrita, também tem vontade de mandar tudo praquele lugar. E nem por isso será menos digna.
Nem por isso terá menos amor.
Só por isso será mais feliz. Só por isso será mais leve. Por dentro e por fora.
(Fabiola Simões. A Soma de todos os afetos.)
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Moinho de Sonhos
A mulher e o menino iam montados no cavalo; o homem ia ao lado, a pé. Andavam sem rumo havia semanas, até que deram numa aldeia à beira de um rio, onde as oliveiras vicejavam.
Fizeram uma pausa e, como a gente ali era hospitaleira e a oferta de serviço abundante, resolveram ficar. O homem arranjou emprego num moinho próximo à aldeia. A mulher se juntou a outras que colhiam azeitonas em terras ao redor de um castelo. Levou consigo o menino que, no meio do caminho, achou um velho cabo de vassoura e fez dele o seu cavalo. Deu-lhe o nome de Rocinante.
Ao chegar aos olivais, o pequeno encontrou o filho de outra colhedeira − um garoto que se exibia com um escudo e uma espada de pau.
Os dois se observaram à distância. Cada um se manteve junto à sua mãe, sem saber como se libertar dela. Vigiavam-se. Era preciso coragem para se acercar. Mas meninos são assim: se há abismos, inventam pontes.
De súbito, estavam frente a frente. Puseram-se a conversar, embora um e outro continuassem na sua. Logo esse já sabia o nome daquele: o menino recém-chegado se chamava Alonso; o outro, Sancho.
Começaram a se misturar:
− Deixa eu brincar com seu cavalo? − pediu Sancho.
− Só se você me emprestar sua espada, respondeu Alonso.
Iam se entendendo, apesar de assustados com a felicidade da nova companhia.
Avançaram na entrega:
− Tá vendo aquele moinho gigante? − apontou Alonso. Meu pai sozinho é que faz ele girar.
− Seu pai deve ter braços enormes, disse Sancho.
− Tem! Mas nem precisava, respondeu Alonso. Ele move o moinho com um sopro.
Sancho achou graça. Também tinha uma proeza a contar:
− Tá vendo o castelo ali? − apontou. Meu pai disse que o dono tem tanta terra que o céu não dá para cobrir ela toda.
− E se a gente esticasse o céu como uma lona e cobrisse o que está faltando? − propôs Alonso.
− Seria legal, disse Sancho. Mas ia dar um trabalhão.
− Temos de crescer primeiro.
− Bom, enquanto a gente cresce, vamos pensar num jeito de subir até o céu! − disse Alonso.
− Vamos! − concordou Sancho.
Sentaram-se na relva. O cavalo, a espada e o escudo entre os dois. Um sopro de vento passou por eles.
Já eram amigos: moviam juntos o mesmo sonho.
CARRASCOZA, João Anzanello. Moinho de sonhos. Histórias de Amor e Morte (blog), 21 mar. 2016. Disponível em: https://historiasdeamoremorte.wordpress.com/2016/03/21/moinho-de-s onhos-joao-anzanello-carrascoza/ . Acesso em: 31 dez. 2025.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Moinho de Sonhos
A mulher e o menino iam montados no cavalo; o homem ia ao lado, a pé. Andavam sem rumo havia semanas, até que deram numa aldeia à beira de um rio, onde as oliveiras vicejavam.
Fizeram uma pausa e, como a gente ali era hospitaleira e a oferta de serviço abundante, resolveram ficar. O homem arranjou emprego num moinho próximo à aldeia. A mulher se juntou a outras que colhiam azeitonas em terras ao redor de um castelo. Levou consigo o menino que, no meio do caminho, achou um velho cabo de vassoura e fez dele o seu cavalo. Deu-lhe o nome de Rocinante.
Ao chegar aos olivais, o pequeno encontrou o filho de outra colhedeira − um garoto que se exibia com um escudo e uma espada de pau.
Os dois se observaram à distância. Cada um se manteve junto à sua mãe, sem saber como se libertar dela. Vigiavam-se. Era preciso coragem para se acercar. Mas meninos são assim: se há abismos, inventam pontes.
De súbito, estavam frente a frente. Puseram-se a conversar, embora um e outro continuassem na sua. Logo esse já sabia o nome daquele: o menino recém-chegado se chamava Alonso; o outro, Sancho.
Começaram a se misturar:
− Deixa eu brincar com seu cavalo? − pediu Sancho.
− Só se você me emprestar sua espada, respondeu Alonso.
Iam se entendendo, apesar de assustados com a felicidade da nova companhia.
Avançaram na entrega:
− Tá vendo aquele moinho gigante? − apontou Alonso. Meu pai sozinho é que faz ele girar.
− Seu pai deve ter braços enormes, disse Sancho.
− Tem! Mas nem precisava, respondeu Alonso. Ele move o moinho com um sopro.
Sancho achou graça. Também tinha uma proeza a contar:
− Tá vendo o castelo ali? − apontou. Meu pai disse que o dono tem tanta terra que o céu não dá para cobrir ela toda.
− E se a gente esticasse o céu como uma lona e cobrisse o que está faltando? − propôs Alonso.
− Seria legal, disse Sancho. Mas ia dar um trabalhão.
− Temos de crescer primeiro.
− Bom, enquanto a gente cresce, vamos pensar num jeito de subir até o céu! − disse Alonso.
− Vamos! − concordou Sancho.
Sentaram-se na relva. O cavalo, a espada e o escudo entre os dois. Um sopro de vento passou por eles.
Já eram amigos: moviam juntos o mesmo sonho.
CARRASCOZA, João Anzanello. Moinho de sonhos. Histórias de Amor e Morte (blog), 21 mar. 2016. Disponível em: https://historiasdeamoremorte.wordpress.com/2016/03/21/moinho-de-s onhos-joao-anzanello-carrascoza/ . Acesso em: 31 dez. 2025.
"Mas meninos são assim: se há abismos, inventam pontes."
"Já eram amigos: moviam juntos o mesmo sonho."
Considerando o uso dos dois-pontos, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa CORRETA.
"E foi assim, refletindo sobre a disputa de cadeiras no meu trabalho, que me veio um pensamento meio doido: o nosso dia é, em boa parte, feito de cadeiras."
Sobre os recursos de pontuação empregados nesse trecho (em especial as vírgulas e os dois-pontos), analise as proposições abaixo e assinale a alternativa correta.
A vírgula indica pequenas pausas no texto e pode ser empregada em diversas situações de escrita.
No enunciado acima, ela foi empregada para:
Texto para a questão.
Exercício físico pode aumentar chance de sobrevivência
de pacientes com câncer, indica pesquisa
Um programa de exercícios voltado a pacientes com câncer colorretal pode reduzir o risco de morte em um terço, revela um importante estudo internacional.
Os pesquisadores disseram que “não se trata de uma grande quantidade” de exercícios e que qualquer tipo de atividade física, desde natação até aulas de salsa, já conta pontos positivos.
Os resultados podem mudar a forma como esse tipo de tumor é tratado em todo o mundo, avaliam especialistas.
Cientistas já investigam se programas de exercícios também poderiam melhorar a sobrevida de pessoas com outras doenças, como o câncer de mama.
“Trata-se de uma mudança de mentalidade, de pensar no tratamento como algo que você faz, não apenas algo que você toma”, avalia a pesquisadora Vicky Coyle, da Queen’s University, em Belfast, na Irlanda do Norte.
No estudo, o programa de exercícios começou logo após a quimioterapia e os pacientes foram acompanhados por anos.
O objetivo era fazer com que as pessoas praticassem pelo menos o dobro da quantidade de exercícios estabelecida nas diretrizes para a população em geral.
Isso significa de três a quatro sessões de caminhada rápida por semana, com duração de 45 a 60 minutos, estima a professora Coyle.
Os participantes também tiveram acesso a sessões semanais de treinamento presencial durante os primeiros seis meses. Posteriormente, esses encontros foram reduzidos a uma vez por mês.
O estudo, que envolveu 889 pacientes, incluiu metade dos voluntários no programa de exercícios.
A outra parcela apenas recebeu folhetos que traziam informações sobre um estilo de vida saudável.
Os resultados publicados no periódico acadêmico New England Journal of Medicine revelaram que em cinco anos:
• 80% das pessoas que se exercitaram permaneceram livres do câncer;
• No grupo que só recebeu os folhetos, essa taxa foi de 74%;
• Essa diferença representa uma redução de 28% no risco de recidiva ou de formação de um novo tumor;
• Enquanto isso, oito anos após o início do tratamento contra o câncer;
• 10% das pessoas no programa de exercícios morreram;
• No grupo que recebeu os folhetos, essa porcentagem foi de 17%;
• Essa diferença representa um risco de morte 37% menor na parcela dos voluntários que fez o programa de treinamentos.
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