Questões de Concurso Sobre pontuação em português

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Q4310176 Português

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Conselho de Ética, compliance e soberania popular: difícil de equilibrar



    A integridade do mandato eletivo constitui premissa básica para uma democracia sustentável. No Brasil, a fiscalização interna é exercida pelos Conselhos de Ética e Decoro Parlamentar, que desempenham papel central na manutenção da integridade institucional.

    A análise da responsabilidade não pode ser restrita ao processamento de denúncias. Pelo contrário, deve contemplar a equação complexa que envolve a disciplina interna, a observância de normas de conduta profissional e o principal: o respeito à soberania popular, que também não merece ser absoluta.

    O rito processual é juridicamente formal, visando garantir o contraditório e a ampla defesa. Os elementos inerentes ao devido processo legal, mesmo em foros interna corporis, devem ser observados. Mas como manter o equilíbrio entre a técnica e a vontade das urnas, respeitando critérios mínimos de moralidade?

    A responsabilidade primária do Conselho é o estabelecimento de um juízo de fato e de direito sobre a violação do decoro. Contudo, o sistema confronta‑se com um risco estrutural: a subsunção do juízo ético pelo juízo político. O compliance surge, assim, como uma necessidade inadiável, exigindo a adoção de mecanismos internos que garantam a conformidade e a transparência.

    O compliance demandaria a criação de regras claras de conflito de interesses, estabelecendo um sistema rigoroso de registro e divulgação de interesses, assegurando que o mandato não se utilize para ganho privado. Exigiria, ainda, a transparência patrimonial, mediante a fiscalização efetiva do uso de verbas, garantindo a probidade na gestão dos recursos públicos. Embora os órgãos de controle já exerçam essas funções, é necessário estimular uma cultura que transforme o Código de Ética em um estilo de governança, e não apenas de punição.

    Por último, a integridade do sistema é sustentada por três pilares que devem permanecer em equilíbrio. A responsabilidade do Conselho de Ética deve ser a de instruir processos com rigor técnico e isenção. O compliance deve atuar de forma preventiva e estrutural. A soberania popular deve ser o limite, assegurando que o ato extremo da sanção se motive pela ofensa grave ao decoro, e não pela disputa de poder. Dessa forma, a manutenção desse equilíbrio tridimensional é um imperativo constitucional.



Internet: <veja.abril.com.br> (com adaptações).

Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.




No trecho “Mas como manter o equilíbrio entre a técnica e a vontade das urnas, respeitando critérios mínimos de moralidade?”, o emprego do sinal de interrogação constitui um recurso retórico que visa engajar o leitor na reflexão central do texto, introduzindo o dilema a ser desenvolvido nos parágrafos subsequentes.
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Q4310173 Português

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Conselho de Ética, compliance e soberania popular: difícil de equilibrar



    A integridade do mandato eletivo constitui premissa básica para uma democracia sustentável. No Brasil, a fiscalização interna é exercida pelos Conselhos de Ética e Decoro Parlamentar, que desempenham papel central na manutenção da integridade institucional.

    A análise da responsabilidade não pode ser restrita ao processamento de denúncias. Pelo contrário, deve contemplar a equação complexa que envolve a disciplina interna, a observância de normas de conduta profissional e o principal: o respeito à soberania popular, que também não merece ser absoluta.

    O rito processual é juridicamente formal, visando garantir o contraditório e a ampla defesa. Os elementos inerentes ao devido processo legal, mesmo em foros interna corporis, devem ser observados. Mas como manter o equilíbrio entre a técnica e a vontade das urnas, respeitando critérios mínimos de moralidade?

    A responsabilidade primária do Conselho é o estabelecimento de um juízo de fato e de direito sobre a violação do decoro. Contudo, o sistema confronta‑se com um risco estrutural: a subsunção do juízo ético pelo juízo político. O compliance surge, assim, como uma necessidade inadiável, exigindo a adoção de mecanismos internos que garantam a conformidade e a transparência.

    O compliance demandaria a criação de regras claras de conflito de interesses, estabelecendo um sistema rigoroso de registro e divulgação de interesses, assegurando que o mandato não se utilize para ganho privado. Exigiria, ainda, a transparência patrimonial, mediante a fiscalização efetiva do uso de verbas, garantindo a probidade na gestão dos recursos públicos. Embora os órgãos de controle já exerçam essas funções, é necessário estimular uma cultura que transforme o Código de Ética em um estilo de governança, e não apenas de punição.

    Por último, a integridade do sistema é sustentada por três pilares que devem permanecer em equilíbrio. A responsabilidade do Conselho de Ética deve ser a de instruir processos com rigor técnico e isenção. O compliance deve atuar de forma preventiva e estrutural. A soberania popular deve ser o limite, assegurando que o ato extremo da sanção se motive pela ofensa grave ao decoro, e não pela disputa de poder. Dessa forma, a manutenção desse equilíbrio tridimensional é um imperativo constitucional.



Internet: <veja.abril.com.br> (com adaptações).

Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.




No trecho “A responsabilidade primária do Conselho é o estabelecimento de um juízo de fato e de direito sobre a violação do decoro,”, o isolamento da expressão “de fato” por meio de vírgulas alteraria o sentido do texto original e acarretaria incorreção gramatical ao período.

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Q4309803 Português

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Cultura da leitura em declínio e o avanço

do analfabetismo funcional no Brasil




    O hábito da leitura entre os brasileiros está em queda. Em um território com mais de 200 milhões de habitantes, o Brasil tem cerca de 93,4 milhões de leitores (quem leu ao menos um livro nos três meses anteriores), o que corresponde a 47%. Entretanto, o número de não leitores representa 53% da população.


    A queda, no entanto, não é apenas percentual. O resultado representa uma diminuição da capacidade de concentração e compreensão, acendendo um alerta sobre o avanço do chamado analfabetismo funcional. A condição, segundo a Unesco, abrange pessoas que até reconhecem letras e números, mas não conseguem interpretar textos simples e usar a leitura e a escrita no cotidiano, o que afeta o desenvolvimento pessoal e a plena cidadania.


    Os dados da pesquisa indicam que, além da redução do hábito da leitura, houve declínio na compreensão do que se lê. Uma das explicações para essa diminuição é reflexo do acesso instantâneo a informações, por meio da internet e, em especial, das redes sociais.


    Nesse sentido, recentemente, o distanciamento das telas, proporcionado pela proibição do uso de tablets e celulares por alunos em escolas, já mostra efeitos positivos. Após a implementação da norma, as escolas já relataram aumento considerável de empréstimos de livros em bibliotecas.


    Plataformas interativas, jogos narrativos e projetos digitais usados com responsabilidade também podem ser aliados para despertar o interesse e ampliar a compreensão por meio da experiência. Paralelamente, uma junção de livros e recursos digitais já vem ganhando espaço na rotina dos brasileiros: os audiolivros. O formato levanta debates, mas especialistas o veem como uma ferramenta complementar e alternativa em meio a rotinas sobrecarregadas.


    Se a formação de leitores é um desafio, o papel das bibliotecas públicas nesse processo parece cada vez mais fragilizado, já que apenas 5% dos entrevistados afirmam ter nesses espaços sua principal forma de acesso a livros. Portanto, é essencial um reforço com investimento público na modernização desses ambientes em todo o país. Assim, transformadas em centros dinâmicos de aprendizagem, as bibliotecas poderão responder à revolução digital e atuar na raiz do analfabetismo funcional, garantindo que o acesso à leitura se converta em real compreensão textual e cidadania para os brasileiros.


Internet: <www12.senado.leg.br> (com adaptações).




Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.

No trecho “Entretanto, o número de não leitores representa 53% da população.”, a substituição da conjunção “Entretanto” pelo conectivo Todavia, mantendo-se a inicial maiúscula e a vírgula imediatamente posterior, preservaria a coerência, as relações de oposição e a correção gramatical do texto.
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Q4309800 Português

Texto para o item.



Cultura da leitura em declínio e o avanço

do analfabetismo funcional no Brasil




    O hábito da leitura entre os brasileiros está em queda. Em um território com mais de 200 milhões de habitantes, o Brasil tem cerca de 93,4 milhões de leitores (quem leu ao menos um livro nos três meses anteriores), o que corresponde a 47%. Entretanto, o número de não leitores representa 53% da população.


    A queda, no entanto, não é apenas percentual. O resultado representa uma diminuição da capacidade de concentração e compreensão, acendendo um alerta sobre o avanço do chamado analfabetismo funcional. A condição, segundo a Unesco, abrange pessoas que até reconhecem letras e números, mas não conseguem interpretar textos simples e usar a leitura e a escrita no cotidiano, o que afeta o desenvolvimento pessoal e a plena cidadania.


    Os dados da pesquisa indicam que, além da redução do hábito da leitura, houve declínio na compreensão do que se lê. Uma das explicações para essa diminuição é reflexo do acesso instantâneo a informações, por meio da internet e, em especial, das redes sociais.


    Nesse sentido, recentemente, o distanciamento das telas, proporcionado pela proibição do uso de tablets e celulares por alunos em escolas, já mostra efeitos positivos. Após a implementação da norma, as escolas já relataram aumento considerável de empréstimos de livros em bibliotecas.


    Plataformas interativas, jogos narrativos e projetos digitais usados com responsabilidade também podem ser aliados para despertar o interesse e ampliar a compreensão por meio da experiência. Paralelamente, uma junção de livros e recursos digitais já vem ganhando espaço na rotina dos brasileiros: os audiolivros. O formato levanta debates, mas especialistas o veem como uma ferramenta complementar e alternativa em meio a rotinas sobrecarregadas.


    Se a formação de leitores é um desafio, o papel das bibliotecas públicas nesse processo parece cada vez mais fragilizado, já que apenas 5% dos entrevistados afirmam ter nesses espaços sua principal forma de acesso a livros. Portanto, é essencial um reforço com investimento público na modernização desses ambientes em todo o país. Assim, transformadas em centros dinâmicos de aprendizagem, as bibliotecas poderão responder à revolução digital e atuar na raiz do analfabetismo funcional, garantindo que o acesso à leitura se converta em real compreensão textual e cidadania para os brasileiros.


Internet: <www12.senado.leg.br> (com adaptações).




Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.

Em “Plataformas interativas, jogos narrativos e projetos digitais usados com responsabilidade também podem ser aliados para despertar o interesse e ampliar a compreensão por meio da experiência.”, caso o fragmento “usados com responsabilidade” fosse isolado por vírgulas, seria mantida a correção gramatical, mas seria alterado o sentido original do período.
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Q4309789 Português

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Inteligência artificial na Administração

Pública: mais tempo, mais resultado



    A transformação digital já é uma realidade em diversos setores da sociedade. Na Administração Pública, o uso da inteligência artificial (IA) vem se consolidando como uma ferramenta promissora para modernizar a gestão, melhorar a entrega de serviços e valorizar a atuação do servidor público. Em um cenário cada vez mais desafiador, é fundamental pensar a IA não como substituta de pessoas, mas, sim, como aliada estratégica para fazer mais e com mais qualidade.


    A primeira grande vantagem da IA é o aumento da produtividade. Sistemas inteligentes são capazes de realizar tarefas repetitivas com muito mais agilidade e precisão. Essa otimização libera tempo e energia das equipes para se dedicarem ao que realmente importa: planejar, decidir, acompanhar e inovar.


    Essa mudança impacta o dia a dia do servidor público. A IA redefine o papel do servidor, transferindo-o de funções operacionais para as mais estratégicas. Com a automação de rotinas burocráticas, abre-se espaço para o desenvolvimento de novas competências. Esse processo traz mais satisfação e maior reconhecimento profissional.


    Além disso, a IA promove a otimização do tempo administrativo. Processos que antes levavam semanas agora podem ser concluídos em questão de minutos. Isso significa menos atrasos, menos retrabalho e mais previsibilidade para a gestão pública.


    Do ponto de vista institucional, a IA contribui para a qualificação das decisões, pois algoritmos podem analisar bases extensas de dados, identificar padrões e fornecer recomendações com base em evidências, o que fortalece a tomada de decisões públicas.


    Ademais, destaca-se o impacto na gestão dos recursos públicos. A IA pode detectar inconsistências, prever riscos e antecipar problemas em contratos. Tudo isso contribui para um uso mais racional e estratégico do orçamento, evitando desperdícios e agregando valor às políticas públicas.


    Paralelamente, crescem a transparência e o controle social. Ferramentas inteligentes conseguem organizar grandes volumes de informações públicas, facilitar o acesso dos cidadãos e gerar relatórios mais claros, reforçando a confiança nas instituições.


    Todavia, a implantação da IA exige responsabilidade, planejamento e capacitação. É preciso, portanto, garantir o respeito à legislação, à proteção de dados e aos princípios da Administração Pública.


Internet: <migallhas.com.br> (com adaptações).



Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.

No trecho “É preciso, portanto, garantir o respeito à legislação, à proteção de dados e aos princípios da Administração Pública.”, a vírgula empregada imediatamente após o conectivo “portanto” é de caráter facultativo, de modo que a sua supressão preservaria a correção gramatical do período.
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Q4307830 Português
Leia o texto a seguir.
Versão I Condeno o réu, não absolvo. Versão II Condeno o réu não, absolvo.
O uso da vírgula exerce papel fundamental na construção de sentidos. Assim, verifica-se que
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Q4307762 Português
O Rio começou a correr porque a cidade precisava respirar de novo

    Tem uma cena que se repete nas manhãs do Rio. Antes de a cidade terminar de acordar, já tem gente correndo na orla, na Lagoa, no Aterro, na Quinta da Boa Vista, no Maracanã, no Parque Madureira, na Barra, no Recreio, na Tijuca, em Jacarepaguá, em Campo Grande, em Niterói e em tantos outros caminhos onde o carioca transforma rua, praça e calçadão em pista. Alguns estão em grupo, outros sozinhos. Uns olham o relógio, outros só seguem o ritmo do corpo. Há quem corra para melhorar o pace, emagrecer, estrear numa prova. Mas tenho a impressão de que muita gente está correndo por outro motivo: para conseguir respirar.
     Não é pouca coisa viver num tempo em que tudo nos atravessa rápido demais. Mensagens, cobranças, telas, comparações, notícias, metas, urgências. A cabeça fica cheia, o peito fica apertado e o corpo vira o lugar onde essa pressão se acumula. Talvez por isso a corrida tenha crescido tanto. Ela devolve uma coisa rara: um começo simples. Um pé depois do outro. Uma respiração depois da outra.
    O Rio sempre foi uma cidade física. Aqui, a vida passa pelo corpo, mas não apenas na praia. Passa no calçadão, na praça, no parque, na rua fechada no domingo, na pista improvisada perto de casa, no grupo que se encontra ainda escuro para treinar antes do trabalho. A paisagem ajuda, claro. Às vezes é o mar. Às vezes é uma árvore no caminho, uma praça cheia, um viaduto atravessado, uma rua conhecida. O que importa é que, em algum ponto da cidade, o corpo encontra uma forma de organizar algo por dentro. Mas não é só beleza. É pertencimento. É grupo. É ritual. É perceber que você não está sozinho tentando dar conta da vida.
    A Maratona do Rio se aproxima e, com ela, a cidade parece entrar nesse estado coletivo de movimento. Em 2026, o evento chega a um recorde de cerca de 70 mil inscritos e conquista o selo Elite Label da World Athletics, consolidando-se como o maior festival de corrida de rua da América Latina. Para João Traven, da Spiridon, organizador da prova desde 2003, a maratona deixa de ser apenas uma competição técnica: durante cinco dias, toma conta das ruas, transforma a orla e as avenidas em celebração ao ar livre e faz da Marina da Glória um grande ponto de encontro.

Fonte: Veja Rio. Adaptado. 
No trecho “O que importa é que, em algum ponto da cidade, o corpo encontra uma forma de organizar algo por dentro.” (3º parágrafo), as vírgulas foram utilizadas para:
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Q4306423 Português
Considerando que os números entre parênteses representam vírgulas na frase abaixo, analisar os itens.

Com o avanço das tecnologias digitais (1) muitas empresas (2) em busca de maior eficiência (3) passaram a adotar (4) modelos de trabalho mais flexíveis.

I. A vírgula 1 está correta.
II. A vírgula 2 está incorreta.
III. As vírgulas 3 e 4 estão corretas.

Está CORRETO o que se afirma: 
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Q4305548 Português

INSTRUÇÃO: A questão refere-se ao texto abaixo.



Qual é a origem da palavra “tarifa”?





(Disponível em: super.abril.com.br/historia/qual-e-a-origem-da-palavra-tarifa/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Sobre propostas de alteração de trechos retirados do texto, analise as assertivas a seguir:

I. A palavra “remonta”, em “O primeiro uso documentado da palavra ‘tarifa’ na língua inglesa (‘tariff’) remonta a 1592”, pode ser substituída por “data” sem que sejam necessárias outras alterações no período.
II. No trecho “No céu, dezenas de estrelas têm nomes árabes, como Betelgeuse (‘mão do gigante’) e Aldebaran (‘o seguidor’)”, a primeira vírgula pode ser omitida sem prejuízo à correção do período, mas a segunda, não.
III. Em “acabou sendo adotado por comerciantes europeus que tiveram contato com mercadores de língua árabe no Mediterrâneo”, é possível inserir uma vírgula antes da palavra “que” a fim de introduzir uma pausa ao trecho, sem causar alterações ao seu sentido.

Quais estão corretas?
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Q4305143 Português
Leia o texto do escritor angolano Pepetela para responder à questão:


Os balanços

    Quero falar dos balanços que as instituições e os poderes políticos, desde governos a comissões de moradores de prédios, fazem anualmente. Felizmente para nós, pobres cidadãos que deles dependemos, os balanços são sempre positivos. Por isso não compreendo como podemos ficar descontentes ou andar sempre macambúzios1, de bolsos furados.
    Se tudo corre sempre bem e os balanços foram favoráveis, por que resmungamos com a carestia da vida, ou a opacidade do futuro? Nós, os pequenos, somos incuravelmente pessimistas, caso para psiquiatria. Pois então não ouvimos as notas positivas emanadas dos balanços? Até mesmo uma comissão criada para um programa que desconseguiu de resolver apresenta balanço positivo e abre champanhe na hora de prestar contas (verbais, porque as monetárias ficam só para alguns, os mesmos de sempre). Somos pessimistas e ingratos, invejosos de os ver sempre a beber champanhe. Desconfiamos dos que apresentam os balanços, os nossos chefes bem-amados. É evidente, merecemos o inferno em que vivemos, sem champanhe.
    Divirto-me muito a ouvir ou ler o balanço feito a visitas ao estrangeiro de membros do Governo ou delegações de qualquer tipo, desportivas, diplomáticas ou culturais. As viagens são sempre positivas, alcançando resultados de que só o futuro mostrará a magnitude. Como temos fraca memória, no futuro nunca lembramos os termos de referência dessas visitas positivas.
    Ultimamente surgiram balanços em muitos jornais. Partindo do princípio que a década acabou agora (os matemáticos que resolvam definitivamente essa maka2, pois parece que é só para o ano), fez-se o balanço da década. Como esses jornais se concentram no Norte (ou seguindo os interesses do Norte), finalmente encontramos balanços negativos. Terrorismo, guerras, crises financeiras e econômicas constantes, desemprego em alta, suicídios de ricos (raríssimos, mas servem de índice), tímidas prisões de uns poucos corruptos, enfim, tudo desgraças. Para esses jornais, a primeira década desse milênio é para esquecer.
    Pois eu faço um balanço positivo. Por uma vez tinha de ser. Nesta década gozamos finalmente de paz. E o país até cresce muito, apesar dos disparates. Andamos na contramão, já é mania de ser diferente...

(Pepetela. Crónicas Maldispostas. 2015. Adaptado)

Vocabulário:
1macambúzios: tristonhos, taciturnos
2maka: cisão, desentendimento
Assinale a alternativa que atende à norma-padrão de pontuação.
Alternativas
Q4304976 Português
 Durante a reunião o diretor ouviu os servidores respondeu às dúvidas e apresentou as novas metas para o próximo semestre.

Considerando a norma-padrão da Língua Portuguesa, assinale a alternativa que apresenta a pontuação CORRETA para o período apresentado:
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Q4304123 Português

Considere o fragmento a seguir para a questão:



A dinâmica das línguas na atualidade



Os linguistas estimam que uma percentagem elevada das línguas do mundo desaparecerá provavelmente no decurso do presente século. Metade delas (entre 6 e 8 mil) é atualmente falada por menos de 10 mil pessoas e calcula-se que a cada duas semanas desapareça uma. O crescimento das línguas veiculares (particularmente o inglês) associado aos processos de globalização acarreta consequências significativas para as línguas de todo o mundo. As mudanças ocorridas nas línguas como reação a uma multiplicidade de fenômenos políticos, sociais, econômicos e culturais e os efeitos da globalização na diversidade linguística, estão muito longe de ser simples e, frequentemente, são contraditórios. Em muitos casos, a substituição de línguas minoritárias não ocorre a favor do inglês mas sim em benefício de outras línguas e dialetos regionais rivais, o que leva a pensar que o uso generalizado do inglês se limita possivelmente a finalidades específicas, como as transações ou a comunicação funcional. A globalização encorajou também perspectivas mais diversificadas e híbridas do inglês, revelando formas extremamente complexas de interação, em que a língua, a identidade e as relações se influenciam reciprocamente, do mesmo modo que os falantes adotam formas herdadas de linguagem a novas finalidades e contextos culturais.



Fonte: UNESCO. Relatório mundial da UNESCO: investir na diversidade cultural e no diálogo intercultural. Paris: UNESCO, 2009. p. 12 (adaptado).

Assinale a alternativa que apresenta uma análise INCORRETA acerca dos recursos de pontuação. 
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Q4303934 Português
Texto 1


A princesa e a ervilha

Era uma vez um príncipe que queria se casar com uma princesa, mas tinha de ser uma princesa verdadeira. Por isso, foi viajar pelo mundo afora para encontrar uma, mas havia sempre qualquer coisa que não estava certa. Viu muitas princesas, mas nunca tinha a certeza de serem genuínas. Havia sempre qualquer coisa, isto ou aquilo, que não parecia estar como devia ser. Por fim, regressou à casa, muito abatido, porque queria uma princesa verdadeira.
Uma noite houve uma terrível tempestade; os trovões ribombavam, os raios rasgavam o céu e a chuva caía em torrentes; era apavorante. Chovia desabaladamente. No meio disso tudo, alguém bateu à porta e o velho rei foi abrir.
Deparou com uma princesa. Mas, meu Deus! o estado em que ela estava! A água escorria-lhe pelos cabelos e pela roupa e saía pelas biqueiras e pela parte de trás dos sapatos. No entanto, ela afirmou que era uma princesa de verdade.
— Bem, já vamos ver isso — pensou a velha rainha. Não disse uma palavra, mas foi ao quarto de hóspedes, desmanchou a cama toda e pôs uma pequena ervilha no colchão. Depois empilhou mais vinte colchões e vinte cobertores por cima. A princesa iria dormir nessa cama.
De manhã, perguntaram-lhe se tinha dormido bem.
— Oh, pessimamente! Não preguei olho em toda a noite! Só Deus sabe o que havia na cama, mas senti uma coisa dura que me encheu de nódoas negras. Foi horrível.


Hans Christian Andersen Disponível em: https://niveasalgado.com.br/a-princesa-e-a-ervilha-uma-otimahistorinha-para-dormir/#google_vignette. [Adaptado]. Acesso em: 4 jul. 2026.
No trecho a seguir, a repetição do ponto de exclamação em “Mas, meu Deus! o estado em que ela estava!” é um recurso expressivo empregado pelo narrador. Esse recurso tem a finalidade de
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Q4303898 Português

"Agenor, funcionário do banco, perguntou ao seu gerente:



- Posso me ausentar, no período da tarde, para ir ao dentista?"



Assinale a alternativa que apresenta uma forma reescrita correta do trecho acima em relação aos sinais de pontuação, sem alterar o seu significado.

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Q4303745 Português
Texto 1


Soneto da hora final


Será assim, amiga: um certo dia,
Estando nós a contemplar o poente,
Sentiremos no rosto, de repente,
O beijo leve de uma aragem fria.

Tu me olharás silenciosamente,
E eu te olharei também, com nostalgia,
E partiremos, tontos de poesia,
Para a porta de treva aberta em frente.

Ao transpor as fronteiras do Segredo,
Eu, calmo, te direi: — Não tenhas medo.
E tu, tranquila, me dirás: — Sê forte.

E como dois antigos namorados,
Noturnamente tristes e enlaçados,
Nós entraremos nos jardins da morte.


    MORAES, Vinicius de. Soneto da hora final. In: MORAES, Vinicius de. Livro

    de sonetos: 1957/1967. Organização de Eucanaã Ferraz. São Paulo:

    Companhia das Letras, 2009. p. 30.

    Nos versos “Sentiremos no rosto, de repente, / O beijo leve de uma aragem fria.”, o emprego das vírgulas, segundo as regras de pontuação, justifica-se por um fenômeno sintático. Esse mesmo fenômeno justifica o uso das vírgulas em:
    Alternativas
    Q4303717 Português
    Considere o fragmento a seguir para a questão.

        Já há algum tempo a ciência fala em “ambientes obesogênicos”. Embora o conceito na nutrição seja mais amplo, aqui o enfoque é no ambiente urbano. Não é que a cidade force você a comer, mas ela cria um cenário onde a escolha saudável é a mais difícil, cara e demorada. O estudo em tela, que revisou a literatura de 1990 a 2024, mostra que o urbanismo afeta nosso peso por três vias principais: atividade física, dieta e estilo de vida e saúde mental.
        É como se a cidade fosse um imenso tabuleiro de jogo onde as regras foram feitas para você perder. Se o uso do solo é ‘espalhado’(o famoso urban sprawl), você é obrigado a usar o carro para tudo. Se não há mix de funções (comércio e residência no mesmo lugar), a caminhada utilitária, aquela que você faz para ir à padaria, por exemplo, desaparece. E sem parques ou áreas verdes, o lazer ativo vira um luxo para poucos.
        O espaço urbano não é, portanto, uma mera paisagem passiva, mas um agente determinante da saúde pública, que molda comportamentos e, portanto, riscos à saúde coletiva.

    Fonte: https://jornal.usp.br/articulistas/hamilton-roschel/a-cidade-que-nos-engorda-como-o-urbanismo-molda-nosso-estilo-devida/
    Assinale a alternativa que melhor preserva o sentido deste período:
    Não é que a cidade force você a comer, mas ela cria um cenário onde a escolha saudável é a mais difícil, cara e demorada (1º§). 
    Alternativas
    Q4303648 Português
    Assinale a alternativa que NÃO apresenta desvio de ortografia, pontuação ou gramática, considerando a norma culta da língua escrita.
    Alternativas
    Q4302972 Português

    Leia o Texto II para responder à questão.


    Texto II


     


    No fragmento “não lave carnes antes de cozinhar!” foi empregado um sinal de pontuação. Marque a alternativa que indica CORRETAMENTE o sinal de pontuação empregado e a justificativa para o seu emprego.
    Alternativas
    Q4302686 Português

    Leia o texto abaixo para a questão:


            “[…] Quando chegaram ao Igarapé, enquanto as senhoras cuidavam da roupa, Anita e suas colegas adentraram o mato à procura de flores silvestres. E nesta brincadeira demoraram algum tempo. 

            E ato contínuo subiu o Igarapé até a cabeceira. Ali arremedando um ritual, levantou as flores silvestres em atitude de oferenda.

            — Mãe d'Água, trouxe-lhe estas flores como presente...

            Dizendo isto, jogou-as no Igarapé. As flores acompanharam a correnteza, e as mocinhas - agora apenas Anita e sua irmã - seguiram-nas. Na brincadeira, correndo sempre pelo leito do Igarapé, Anita acabou caindo. 

            Neste trecho, a corrente um pouco mais forte obrigou Anita a se debater com as águas, até conseguir acocorar-se. As senhoras, que a tudo assistiram, mandaram que saísse imediatamente de dentro d'água.

            Ao levantar-se, parou. E permaneceu estática. Olhava, sem conseguir tirar a vista, para um determinado ponto do Igarapé. Ali estava uma cobra coral, vermelha, com os traços brancos e pretos como todas as cobras corais, só que, em cima da cabeça, ela tinha... uma cruz branca!

            […] as senhoras chamaram a atenção das mocinhas para não brincarem da maneira que haviam feito.

            — A gente não deve nunca mexer com estas coisas. Cada lugar tem seu dono e, se a gente respeita, está tudo bem. 

            Mas, se irritá-los, eles podem muito bem malinar. Tu, Anita, não tinhas nada que estar com aquela história de aniversário da Mãe d'Água do Igarapé. E ainda vai se pôr a dar flores, fazendo graça. Queira Deus nada te aconteça...! Aquela cobra coral com a cruz branca na cabeça bem pode ser um aviso.

            […]

            Mas Anita não respondeu. Ela já não se sentia bem, o corpo parecia que estava ardendo. E estava mesmo. Ao chegar em casa, tanto ela como a irmã estavam com febre alta […]


    (Fonte: MONTEIRO, Walcyr. A Mãe d’água do Igarapé de São Joaquim. In: Visagens e Assombrações de Belém, Belém: Editota Paka Tatu 2007)

    Considere o trecho: “Ela já não se sentia bem, o corpo parecia que estava ardendo. E estava mesmo. Ao chegar em casa, tanto ela como a irmã estavam com febre alta […]”. O emprego dos pontos para isolar a oração “E estava mesmo” tem como efeito principal 
    Alternativas
    Q4302653 Português
    Uma unidade administrativa precisa divulgar os materiais que deverão ser apresentados pelos candidatos. Considerando o emprego dos dois-pontos e da vírgula em enumeração, assinale a alternativa CORRETA:
    Alternativas
    Respostas
    1: C
    2: C
    3: C
    4: C
    5: E
    6: B
    7: B
    8: A
    9: B
    10: A
    11: A
    12: D
    13: A
    14: D
    15: C
    16: A
    17: B
    18: B
    19: D
    20: A