Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q3751703 Português
No âmbito dos estudos gramaticais aplicados ao ensino da língua e da produção textual, observa-se que os desdobramentos da gramática normativa em fonologia, morfologia, sintaxe e semântica dialogam, de forma interdependente, com os mecanismos de textualidade. Considerando essa articulação, assinale a alternativa que apresenta uma afirmativa correta e compatível com uma abordagem linguístico-textual consistente com a tradição normativa e com a análise da coesão e da coerência:
Alternativas
Q3751702 Português
A teoria das funções da linguagem descreve diferentes possibilidades de atuação da linguagem em função dos elementos constitutivos do ato comunicativo. Nesse sentido, assinale a alternativa que apresenta uma análise conceitualmente consistente com os fundamentos teóricos dessa proposta funcional:
Alternativas
Q3751700 Português
Considere as afirmativas a seguir, relacionadas à Base Nacional Comum Curricular (BNCC) no componente curricular de Língua Portuguesa, e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(__) A BNCC parte do princípio de que o ensino de Língua Portuguesa deve contemplar a análise metalinguística em articulação com as práticas discursivas, considerando o texto como unidade de ensino e objeto de reflexão linguística.
(__) A BNCC concebe a leitura e a produção de textos como atividades autônomas e independentes, nas quais a competência linguística se desenvolve pela prática reiterada, sem necessidade de integração entre diferentes campos de atuação.
(__) A proposta da BNCC reconhece que a aprendizagem linguística é indissociável das práticas sociais de linguagem, prevendo o desenvolvimento de competências específicas que envolvem o domínio de gêneros discursivos e o uso ético e responsável da língua.

Assinale a alternativa com a sequência correta:
Alternativas
Q3751699 Português
Considerando os estudos sobre gêneros e tipologias textuais, analise as proposições a seguir:

I. A concepção de gênero textual, fundamentada nos estudos de Bakhtin, parte do princípio de que os textos são organizados conforme formas relativamente estáveis de enunciação, determinadas pelas condições sócio-históricas e pelas esferas de atividade humana em que são produzidos.
II. A tipologia textual, segundo a perspectiva funcionalista, refere-se à classificação dos textos a partir de seus conteúdos temáticos e das intenções comunicativas dos falantes, considerando-se as práticas discursivas cotidianas em detrimento das estruturas linguísticas predominantes.
III. É correto afirmar que um mesmo gênero textual pode integrar diferentes tipologias textuais, visto que os gêneros são compostos por uma mescla de sequências tipológicas, as quais desempenham funções comunicativas específicas em contextos situados.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3751442 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Seis horas da manhã

Silêncio às seis horas, quebrado apenas pelo canto dos pássaros no quintal. O alarme toca e, logo depois, a voz da mamãe: "Sofia, acorda!". Abraço o Boni, meu velho bichinho de pelúcia, escondido entre as cobertas. Levanto, tomo banho e lembro que é segunda-feira — dia de matemática, ciências e artes. Penso em avisar meus pais sobre a cartolina e em usar café para fazer tinta natural. O cheiro de tapioca e café toma a cozinha, e mamãe prepara a marmita para o trabalho. Tomo o leite, me despeço e corro para o carro, onde papai esquenta o motor. Queria que o dia começasse logo, só para poder brincar mais tempo na escola.

De repente, o som do alarme invade tudo outra vez. Acordo assustada. Já são sete horas! Corro para o banheiro, reclamo por ter esquecido a toalha e preparo um café apressado. Entre xícaras e panelas caindo do escorredor, procuro minhas coisas: o notebook, o moletom, a blusa que não encontro. A chuva lá fora engrossa, o tempo voa.

Enquanto tento organizar a manhã corrida, abro o armário e encontro o Boni. Aquele mesmo bichinho da infância, guardado há anos, me encara com um olhar silencioso. Sorrio — por um instante, o tempo parece voltar. Lembro da menina que eu era, das manhãs calmas e das pequenas alegrias antes da pressa tomar conta dos dias.

Faltam dez minutos para sair. Verifico se peguei tudo, olho o celular e vejo a notificação: "Hoje não tem aula". Respiro fundo. Por que ando sempre correndo? O relógio marca seis da manhã outra vez — e, entre o cheiro do café e o som da chuva, o silêncio me devolve, por um instante, àquela infância que nunca foi embora.

Texto Adaptado

CORONA, Lorena. Seis horas da manhã. In: Universidade de São Paulo. Livros Abertos da USP. São Paulo: Portal de Livros Abertos da USP, [s.d.]. Texto adaptado. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1 379/1256/4887 . Acesso em: 10 nov. 2025. 
No trecho "Sorrio — por um instante, o tempo parece voltar", a autora recorre a um emprego significativo da linguagem. Considerando os aspectos semânticos do texto, assinale a alternativa que apresenta a análise correta quanto ao uso de sentidos próprios e figurados, bem como à sinonímia envolvida. 
Alternativas
Q3751406 Português
Em janeiro de 2025, entrou em vigor no Brasil legislação federal que restringe o uso de celulares nas escolas. Especialistas das áreas de educação e psicologia apontam que, embora a medida seja positiva, o enfrentamento adequado do vício digital demanda ações mais abrangentes. Segundo estudos recentes sobre os efeitos do uso prolongado de dispositivos conectados à internet em diferentes faixas etárias, verifica-se que:
Alternativas
Q3751403 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como o equilíbrio nutricional influencia nossas emoções?


O que colocamos no prato tem impacto direto sobre nosso bem-estar. Entenda como a falta de nutrientes pode gerar ansiedade, irritação e o que fazer para recuperar a harmonia entre corpo e mente


Mariana Suzuki


Acordar cansado mesmo depois de uma boa noite de sono, sentir irritação sem motivo aparente ou perceber que a concentração simplesmente desapareceu no meio do dia. Talvez a resposta esteja no que você colocou no prato. Descobrir como o equilíbrio nutricional influencia no emocional mostra que a alimentação vai muito além da saciedade: ela impacta diretamente o humor, a disposição e a clareza mental. Pequenas escolhas − o que comer, como comer e até em que ritmo − podem transformar a maneira como sentimos e encaramos cada momento do dia.


O corpo e a mente em desequilíbrio


Quando a alimentação está desregulada, o emocional também sofre. "Quando o corpo não recebe os nutrientes de que precisa, entra em 'modo de economia', afetando diretamente a produção de energia e de substâncias relacionadas ao bem-estar, como serotonina e dopamina. O resultado é mais irritabilidade, cansaço e dificuldade de concentração", explica Brenda Arita, nutricionista da Fundação Conecta ABA.


Segundo a psicóloga clínica Eliana Gonçalves, da INSELF Neuropsicologia Avançada, é comum que carências nutricionais intensifiquem sintomas de ansiedade, irritabilidade ou tristeza. "A deficiência desses nutrientes pode levar à diminuição na produção de serotonina e dopamina, resultando em mau humor, tristeza, ansiedade e irritabilidade."


Entre os nutrientes essenciais estão vitaminas do complexo B, ômega-3, magnésio, zinco e aminoácidos provenientes das proteínas, como o triptofano, que participam da produção de serotonina, o chamado "hormônio do bem-estar", segundo Brenda.


A nutricionista também ressalta a importância do intestino nesse equilíbrio entre corpo-mente. "O intestino e o cérebro se comunicam constantemente por meio do chamado eixo intestino-cérebro. Mais de 90% da serotonina é produzida no intestino. Quando a microbiota intestinal está equilibrada, o emocional tende a estar mais estável. Por outro lado, o desequilíbrio intestinal − causado por estresse ou alimentação pobre em fibras − pode gerar sintomas como ansiedade, irritabilidade e digestão difícil."


(Disponível em: https://vidasimples.co/saude-do-corpo/como-o-equilibrio-nutricional-influencia-nossas-emocoes/. Acesso em: 21 out. 2025. Adaptado.)
A respeito da introdução do texto, analise as sentenças:

I.A introdução é encabeçada por uma enumeração de fatos articulados entre si por meio da coordenação de orações.
II.No primeiro período da introdução, a conjunção ou não exerce exatamente a relação de alternância, como se o sintoma do desequilíbrio nutricional fosse um ou outro dos elencados, mas podendo ocorrer mais de um ao mesmo tempo. É possível inferir isso a partir da mobilização de conhecimentos prévios do leitor em seu processo de interpretação, assim como pela construção, na sequência textual, do período "ela impacta diretamente o humor, a disposição e a clareza mental".
III.O trecho "Talvez a resposta esteja no que você colocou no prato" tem a função de problematizar os sintomas indicados no início do parágrafo e delimitar o enfoque temático, que está relacionado à alimentação. Dessa forma, a autora direciona o texto para aquilo se propõe a discutir.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3751367 Português
“A mobilidade urbana é um dos principais desafios das cidades brasileiras. O crescimento acelerado da frota de automóveis particulares, aliado ao baixo investimento em transporte público de qualidade, gera congestionamentos, poluição e perda de produtividade. Além disso, a oferta desigual de transporte coletivo aprofunda as desigualdades socioespaciais: moradores de áreas periféricas, muitas vezes em favelas e ocupações irregulares, enfrentam longas jornadas até os centros de emprego e serviços, reforçando a segregação urbana.”
Fonte: IPEA e ANTP, adaptado


Com base no texto, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3751082 Português
Texto
No vídeo
O homem vai indo ligeiro para a reunião decisiva. Se tudo der certo, sai candidato à Assembleia Legislativa. Para tanto, basta que o Peixoto se entenda com o Afonso e o Afonso não se desentenda com o Paulinho e o Paulinho concorde com o Beneval e o Beneval não discorde e o Gracindo não negue aquilo que o Albano pede e o Albano aceite aquilo que o Olegário impõe. Fácil, fácil, mais fácil que isto só roubar de cego ou de mulher velha. É sentar à mesa e acertar os ponteiros, vai pensando o homem. Mas o pensamento é bruscamente cortado por uma repórter de TV, que faz uma gravíssima pesquisa de opinião pública:
– O que é que o cavalheiro está achando do outono?
Espera aí. O sujeito está indo aflito pela rua, a caminho de um encontro partidário do qual pode sair praticamente deputado, e vem a mocinha indagar o que ele acha do outono! Terá por acaso ouvido isso mesmo?
– Sim, sim, o cavalheiro tem alguma opinião sobre o outono?
[…]
Então o homem decide. Vai falar, vai caprichar. O assunto é pequeno, mas vai falar. Acerta a garganta, arruma a gola da camisa, encara o olho na câmara, responde com voz funda, doutrinal:
– O outono? O outono, catarinenses, é um maravilhoso cataclisma. Um cataclisma primordial da natureza. Se eleito for, tudo farei na Assembleia pelo nosso outono. Obrigado.
À noite, ele se vê no noticiário. Olha para a mulher. Comovida, ela diz que é uma pena aqueles burros não decidirem nunca se ele sai ou não candidato: tem tanta presença, fala tão bonito.
CARDOZO, Flávio José. Compartilhado por meio de rede social. Fragmento adaptado. Out. 2025. 
A mulher considera que o marido tem perfil para ser candidato à Assembleia Legislativa porque:
Alternativas
Q3751081 Português
Texto
No vídeo
O homem vai indo ligeiro para a reunião decisiva. Se tudo der certo, sai candidato à Assembleia Legislativa. Para tanto, basta que o Peixoto se entenda com o Afonso e o Afonso não se desentenda com o Paulinho e o Paulinho concorde com o Beneval e o Beneval não discorde e o Gracindo não negue aquilo que o Albano pede e o Albano aceite aquilo que o Olegário impõe. Fácil, fácil, mais fácil que isto só roubar de cego ou de mulher velha. É sentar à mesa e acertar os ponteiros, vai pensando o homem. Mas o pensamento é bruscamente cortado por uma repórter de TV, que faz uma gravíssima pesquisa de opinião pública:
– O que é que o cavalheiro está achando do outono?
Espera aí. O sujeito está indo aflito pela rua, a caminho de um encontro partidário do qual pode sair praticamente deputado, e vem a mocinha indagar o que ele acha do outono! Terá por acaso ouvido isso mesmo?
– Sim, sim, o cavalheiro tem alguma opinião sobre o outono?
[…]
Então o homem decide. Vai falar, vai caprichar. O assunto é pequeno, mas vai falar. Acerta a garganta, arruma a gola da camisa, encara o olho na câmara, responde com voz funda, doutrinal:
– O outono? O outono, catarinenses, é um maravilhoso cataclisma. Um cataclisma primordial da natureza. Se eleito for, tudo farei na Assembleia pelo nosso outono. Obrigado.
À noite, ele se vê no noticiário. Olha para a mulher. Comovida, ela diz que é uma pena aqueles burros não decidirem nunca se ele sai ou não candidato: tem tanta presença, fala tão bonito.
CARDOZO, Flávio José. Compartilhado por meio de rede social. Fragmento adaptado. Out. 2025. 
Sobre o texto, é correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q3750617 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Seis horas da manhã

Silêncio às seis horas, quebrado apenas pelo canto dos pássaros no quintal. O alarme toca e, logo depois, a voz da mamãe: "Sofia, acorda!". Abraço o Boni, meu velho bichinho de pelúcia, escondido entre as cobertas. Levanto, tomo banho e lembro que é segunda-feira — dia de matemática, ciências e artes. Penso em avisar meus pais sobre a cartolina e em usar café para fazer tinta natural. O cheiro de tapioca e café toma a cozinha, e mamãe prepara a marmita para o trabalho. Tomo o leite, me despeço e corro para o carro, onde papai esquenta o motor. Queria que o dia começasse logo, só para poder brincar mais tempo na escola.

De repente, o som do alarme invade tudo outra vez. Acordo assustada. Já são sete horas! Corro para o banheiro, reclamo por ter esquecido a toalha e preparo um café apressado. Entre xícaras e panelas caindo do escorredor, procuro minhas coisas: o notebook, o moletom, a blusa que não encontro. A chuva lá fora engrossa, o tempo voa.

Enquanto tento organizar a manhã corrida, abro o armário e encontro o Boni. Aquele mesmo bichinho da infância, guardado há anos, me encara com um olhar silencioso. Sorrio — por um instante, o tempo parece voltar. Lembro da menina que eu era, das manhãs calmas e das pequenas alegrias antes da pressa tomar conta dos dias.

Faltam dez minutos para sair. Verifico se peguei tudo, olho o celular e vejo a notificação: "Hoje não tem aula". Respiro fundo. Por que ando sempre correndo? O relógio marca seis da manhã outra vez — e, entre o cheiro do café e o som da chuva, o silêncio me devolve, por um instante, àquela infância que nunca foi embora.

Texto Adaptado

CORONA, Lorena. Seis horas da manhã. In: Universidade de São Paulo. Livros Abertos da USP. São Paulo: Portal de Livros Abertos da USP, [s.d.]. Texto adaptado. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1 379/1256/4887 . Acesso em: 10 nov. 2025. 
Considere as afirmativas a seguir, com base no texto "Seis horas da manhã". Registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(__) O texto apresenta dois planos temporais distintos: o presente da narradora adulta e uma lembrança da infância, articulados por elementos sensoriais e afetivos como o cheiro do café e o reencontro com o boneco Boni.
(__) A estrutura do texto evidencia uma ruptura da linearidade cronológica, pois o episódio inicial da infância é revelado como um sonho, interrompido pela realidade apressada da vida adulta.
(__) O final do texto, ao revelar que "o relógio marca seis da manhã outra vez", indica que a narradora retomou a rotina do dia anterior, o que caracteriza um ciclo temporal contínuo e objetivo.

Assinale a alternativa com a sequência correta:
Alternativas
Q3750616 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Seis horas da manhã

Silêncio às seis horas, quebrado apenas pelo canto dos pássaros no quintal. O alarme toca e, logo depois, a voz da mamãe: "Sofia, acorda!". Abraço o Boni, meu velho bichinho de pelúcia, escondido entre as cobertas. Levanto, tomo banho e lembro que é segunda-feira — dia de matemática, ciências e artes. Penso em avisar meus pais sobre a cartolina e em usar café para fazer tinta natural. O cheiro de tapioca e café toma a cozinha, e mamãe prepara a marmita para o trabalho. Tomo o leite, me despeço e corro para o carro, onde papai esquenta o motor. Queria que o dia começasse logo, só para poder brincar mais tempo na escola.

De repente, o som do alarme invade tudo outra vez. Acordo assustada. Já são sete horas! Corro para o banheiro, reclamo por ter esquecido a toalha e preparo um café apressado. Entre xícaras e panelas caindo do escorredor, procuro minhas coisas: o notebook, o moletom, a blusa que não encontro. A chuva lá fora engrossa, o tempo voa.

Enquanto tento organizar a manhã corrida, abro o armário e encontro o Boni. Aquele mesmo bichinho da infância, guardado há anos, me encara com um olhar silencioso. Sorrio — por um instante, o tempo parece voltar. Lembro da menina que eu era, das manhãs calmas e das pequenas alegrias antes da pressa tomar conta dos dias.

Faltam dez minutos para sair. Verifico se peguei tudo, olho o celular e vejo a notificação: "Hoje não tem aula". Respiro fundo. Por que ando sempre correndo? O relógio marca seis da manhã outra vez — e, entre o cheiro do café e o som da chuva, o silêncio me devolve, por um instante, àquela infância que nunca foi embora.

Texto Adaptado

CORONA, Lorena. Seis horas da manhã. In: Universidade de São Paulo. Livros Abertos da USP. São Paulo: Portal de Livros Abertos da USP, [s.d.]. Texto adaptado. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1 379/1256/4887 . Acesso em: 10 nov. 2025. 
Com base no texto "Seis horas da manhã", analise as afirmativas abaixo, que tratam das marcas de textualidade: coesão, coerência e intertextualidade.

I. A coesão textual é assegurada por mecanismos como a retomada de referentes (ex.: "aquele mesmo bichinho", "o som do alarme invade tudo outra vez"), o uso de conectores temporais e a reiteração lexical, que constroem continuidade temática entre infância e vida adulta.
II. A coerência do texto é garantida pela progressão temática e pela relação lógica entre os eventos da infância e da vida adulta, que se articulam por meio de elementos simbólicos e afetivos recorrentes ao longo da narrativa.
III. A intertextualidade está presente de forma implícita, por meio da evocação de elementos simbólicos (como o brinquedo Boni e o cheiro do café) que dialogam com representações culturais da infância, da memória afetiva e da passagem do tempo.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3750489 Português
O fim do mundo - Cecília Meireles


    A primeira vez que ouvi falar no fim do mundo, o mundo para mim não tinha nenhum sentido, ainda; de modo que não me interessava nem o seu começo nem o seu fim. Lembro-me, porém, vagamente, de umas mulheres nervosas que choravam, meio desgrenhadas, e aludiam a um cometa que andava pelo céu, responsável pelo acontecimento que elas tanto temiam.

  Nada disso se entendia comigo: o mundo era delas, o cometa era para elas: nós, crianças, existíamos apenas para brincar com as flores da goiabeira e as cores do tapete.

   Mas, uma noite, levantaram-me da cama, enrolada num lençol, e, estremunhada, levaram-me à janela para me apresentarem à força ao temível cometa. Aquilo que até então não me interessava nada, que nem vencia a preguiça dos meus olhos pareceu-me, de repente, maravilhoso. Era um pavão branco, pousado no ar, por cima dos telhados? Era uma noiva, que caminhava pela noite, sozinha, ao encontro da sua festa? Gostei muito do cometa. Devia sempre haver um cometa no céu, como há lua, sol, estrelas. Por que as pessoas andavam tão apavoradas? A mim não me causava medo nenhum.

   Ora, o cometa desapareceu, aqueles que choravam enxugaram os olhos, o mundo não se acabou, talvez eu tenha ficado um pouco triste - mas que importância tem a tristeza das crianças?

   Passou-se muito tempo. Aprendi muitas coisas, entre as quais o suposto sentido do mundo. Não duvido de que o mundo tenha sentido. Deve ter mesmo muitos, inúmeros, pois em redor de mim as pessoas mais ilustres e sabedoras fazem cada coisa que bem se vê haver um sentido do mundo peculiar a cada um.

   Dizem que o mundo termina em fevereiro próximo. Ninguém fala em cometa, e é pena, porque eu gostaria de tornar a ver um cometa, para verificar se a lembrança que conservo dessa imagem do céu é verdadeira ou inventada pelo sono dos meus olhos naquela noite já muito antiga.

  O mundo vai acabar, e certamente saberemos qual era o seu verdadeiro sentido. Se valeu a pena que uns trabalhassem tanto e outros tão pouco. Por que fomos tão sinceros ou tão hipócritas, tão falsos e tão leais. Por que pensamos tanto em nós mesmos ou só nos outros. Por que fizemos voto de pobreza ou assaltamos os cofres públicos - além dos particulares. Por que mentimos tanto, com palavras tão judiciosas. Tudo isso saberemos e muito mais do que cabe enumerar numa crônica.

   Se o fim do mundo for mesmo em fevereiro, convém pensarmos desde já se utilizamos este dom de viver da maneira mais digna. 

   Em muitos pontos da terra há pessoas, neste momento, pedindo a Deus - dono de todos os mundos - que trate com benignidade as criaturas que se preparam para encerrar a sua carreira mortal. Há mesmo alguns místicos - segundo leio - que, na Índia, lançam flores ao fogo, num rito de adoração. 

   Enquanto isso, os planetas assumem os lugares que lhes competem, na ordem do universo, neste universo de enigmas a que estamos ligados e no qual por vezes nos arrogamos posições que não temos - insignificantes que somos, na tremenda grandiosidade total.

   Ainda há uns dias a reflexão e o arrependimento: por que não os utilizaremos? Se o fim do mundo não for em fevereiro, todos teremos fim, em qualquer mês...


(Quatro vozes, 1998)
(PMM/URCA 2025) Uma leitura geral do texto nos permite inferir:

I. A passagem de um cometa marcou a vida da escritora. Ela nos apresenta de maneira clara e precisa suas considerações acerca da vida, do tempo e da finitude, ao fazer um paralelo com os mistérios do universo.
II. O texto fala da condição humana perante a inexorabilidade da morte.
III. Dentre as informações contidas, a preocupação e o cuidado com a infância são ressaltos como fundamentais para uma convivência pacífica.
IV. O modo de vida das pessoas é particular e intransferível; cada um imprime, à sua volta, o sentido que lhe à possível e/ou conveniente.
V. Esse é um bom exemplo de como as crônicas podem abordar assuntos banais do cotidiano para mergulhar em questões subjetivas e circunstanciais da vida.
Alternativas
Q3750488 Português
O fim do mundo - Cecília Meireles


    A primeira vez que ouvi falar no fim do mundo, o mundo para mim não tinha nenhum sentido, ainda; de modo que não me interessava nem o seu começo nem o seu fim. Lembro-me, porém, vagamente, de umas mulheres nervosas que choravam, meio desgrenhadas, e aludiam a um cometa que andava pelo céu, responsável pelo acontecimento que elas tanto temiam.

  Nada disso se entendia comigo: o mundo era delas, o cometa era para elas: nós, crianças, existíamos apenas para brincar com as flores da goiabeira e as cores do tapete.

   Mas, uma noite, levantaram-me da cama, enrolada num lençol, e, estremunhada, levaram-me à janela para me apresentarem à força ao temível cometa. Aquilo que até então não me interessava nada, que nem vencia a preguiça dos meus olhos pareceu-me, de repente, maravilhoso. Era um pavão branco, pousado no ar, por cima dos telhados? Era uma noiva, que caminhava pela noite, sozinha, ao encontro da sua festa? Gostei muito do cometa. Devia sempre haver um cometa no céu, como há lua, sol, estrelas. Por que as pessoas andavam tão apavoradas? A mim não me causava medo nenhum.

   Ora, o cometa desapareceu, aqueles que choravam enxugaram os olhos, o mundo não se acabou, talvez eu tenha ficado um pouco triste - mas que importância tem a tristeza das crianças?

   Passou-se muito tempo. Aprendi muitas coisas, entre as quais o suposto sentido do mundo. Não duvido de que o mundo tenha sentido. Deve ter mesmo muitos, inúmeros, pois em redor de mim as pessoas mais ilustres e sabedoras fazem cada coisa que bem se vê haver um sentido do mundo peculiar a cada um.

   Dizem que o mundo termina em fevereiro próximo. Ninguém fala em cometa, e é pena, porque eu gostaria de tornar a ver um cometa, para verificar se a lembrança que conservo dessa imagem do céu é verdadeira ou inventada pelo sono dos meus olhos naquela noite já muito antiga.

  O mundo vai acabar, e certamente saberemos qual era o seu verdadeiro sentido. Se valeu a pena que uns trabalhassem tanto e outros tão pouco. Por que fomos tão sinceros ou tão hipócritas, tão falsos e tão leais. Por que pensamos tanto em nós mesmos ou só nos outros. Por que fizemos voto de pobreza ou assaltamos os cofres públicos - além dos particulares. Por que mentimos tanto, com palavras tão judiciosas. Tudo isso saberemos e muito mais do que cabe enumerar numa crônica.

   Se o fim do mundo for mesmo em fevereiro, convém pensarmos desde já se utilizamos este dom de viver da maneira mais digna. 

   Em muitos pontos da terra há pessoas, neste momento, pedindo a Deus - dono de todos os mundos - que trate com benignidade as criaturas que se preparam para encerrar a sua carreira mortal. Há mesmo alguns místicos - segundo leio - que, na Índia, lançam flores ao fogo, num rito de adoração. 

   Enquanto isso, os planetas assumem os lugares que lhes competem, na ordem do universo, neste universo de enigmas a que estamos ligados e no qual por vezes nos arrogamos posições que não temos - insignificantes que somos, na tremenda grandiosidade total.

   Ainda há uns dias a reflexão e o arrependimento: por que não os utilizaremos? Se o fim do mundo não for em fevereiro, todos teremos fim, em qualquer mês...


(Quatro vozes, 1998)
(PMM/URCA 2025) Levantaram-me da cama, enrolada num lençol, e, estremunhada, levaram-me à janela. O termo em destaque pode ser substituído, sem alterar o sentido, por:
Alternativas
Q3750487 Português
O fim do mundo - Cecília Meireles


    A primeira vez que ouvi falar no fim do mundo, o mundo para mim não tinha nenhum sentido, ainda; de modo que não me interessava nem o seu começo nem o seu fim. Lembro-me, porém, vagamente, de umas mulheres nervosas que choravam, meio desgrenhadas, e aludiam a um cometa que andava pelo céu, responsável pelo acontecimento que elas tanto temiam.

  Nada disso se entendia comigo: o mundo era delas, o cometa era para elas: nós, crianças, existíamos apenas para brincar com as flores da goiabeira e as cores do tapete.

   Mas, uma noite, levantaram-me da cama, enrolada num lençol, e, estremunhada, levaram-me à janela para me apresentarem à força ao temível cometa. Aquilo que até então não me interessava nada, que nem vencia a preguiça dos meus olhos pareceu-me, de repente, maravilhoso. Era um pavão branco, pousado no ar, por cima dos telhados? Era uma noiva, que caminhava pela noite, sozinha, ao encontro da sua festa? Gostei muito do cometa. Devia sempre haver um cometa no céu, como há lua, sol, estrelas. Por que as pessoas andavam tão apavoradas? A mim não me causava medo nenhum.

   Ora, o cometa desapareceu, aqueles que choravam enxugaram os olhos, o mundo não se acabou, talvez eu tenha ficado um pouco triste - mas que importância tem a tristeza das crianças?

   Passou-se muito tempo. Aprendi muitas coisas, entre as quais o suposto sentido do mundo. Não duvido de que o mundo tenha sentido. Deve ter mesmo muitos, inúmeros, pois em redor de mim as pessoas mais ilustres e sabedoras fazem cada coisa que bem se vê haver um sentido do mundo peculiar a cada um.

   Dizem que o mundo termina em fevereiro próximo. Ninguém fala em cometa, e é pena, porque eu gostaria de tornar a ver um cometa, para verificar se a lembrança que conservo dessa imagem do céu é verdadeira ou inventada pelo sono dos meus olhos naquela noite já muito antiga.

  O mundo vai acabar, e certamente saberemos qual era o seu verdadeiro sentido. Se valeu a pena que uns trabalhassem tanto e outros tão pouco. Por que fomos tão sinceros ou tão hipócritas, tão falsos e tão leais. Por que pensamos tanto em nós mesmos ou só nos outros. Por que fizemos voto de pobreza ou assaltamos os cofres públicos - além dos particulares. Por que mentimos tanto, com palavras tão judiciosas. Tudo isso saberemos e muito mais do que cabe enumerar numa crônica.

   Se o fim do mundo for mesmo em fevereiro, convém pensarmos desde já se utilizamos este dom de viver da maneira mais digna. 

   Em muitos pontos da terra há pessoas, neste momento, pedindo a Deus - dono de todos os mundos - que trate com benignidade as criaturas que se preparam para encerrar a sua carreira mortal. Há mesmo alguns místicos - segundo leio - que, na Índia, lançam flores ao fogo, num rito de adoração. 

   Enquanto isso, os planetas assumem os lugares que lhes competem, na ordem do universo, neste universo de enigmas a que estamos ligados e no qual por vezes nos arrogamos posições que não temos - insignificantes que somos, na tremenda grandiosidade total.

   Ainda há uns dias a reflexão e o arrependimento: por que não os utilizaremos? Se o fim do mundo não for em fevereiro, todos teremos fim, em qualquer mês...


(Quatro vozes, 1998)
(PMM/URCA 2025) Por que mentimos tanto, com palavras tão judiciosas? Tal excerto pode ser compreendido como:
Alternativas
Q3750486 Português
O fim do mundo - Cecília Meireles


    A primeira vez que ouvi falar no fim do mundo, o mundo para mim não tinha nenhum sentido, ainda; de modo que não me interessava nem o seu começo nem o seu fim. Lembro-me, porém, vagamente, de umas mulheres nervosas que choravam, meio desgrenhadas, e aludiam a um cometa que andava pelo céu, responsável pelo acontecimento que elas tanto temiam.

  Nada disso se entendia comigo: o mundo era delas, o cometa era para elas: nós, crianças, existíamos apenas para brincar com as flores da goiabeira e as cores do tapete.

   Mas, uma noite, levantaram-me da cama, enrolada num lençol, e, estremunhada, levaram-me à janela para me apresentarem à força ao temível cometa. Aquilo que até então não me interessava nada, que nem vencia a preguiça dos meus olhos pareceu-me, de repente, maravilhoso. Era um pavão branco, pousado no ar, por cima dos telhados? Era uma noiva, que caminhava pela noite, sozinha, ao encontro da sua festa? Gostei muito do cometa. Devia sempre haver um cometa no céu, como há lua, sol, estrelas. Por que as pessoas andavam tão apavoradas? A mim não me causava medo nenhum.

   Ora, o cometa desapareceu, aqueles que choravam enxugaram os olhos, o mundo não se acabou, talvez eu tenha ficado um pouco triste - mas que importância tem a tristeza das crianças?

   Passou-se muito tempo. Aprendi muitas coisas, entre as quais o suposto sentido do mundo. Não duvido de que o mundo tenha sentido. Deve ter mesmo muitos, inúmeros, pois em redor de mim as pessoas mais ilustres e sabedoras fazem cada coisa que bem se vê haver um sentido do mundo peculiar a cada um.

   Dizem que o mundo termina em fevereiro próximo. Ninguém fala em cometa, e é pena, porque eu gostaria de tornar a ver um cometa, para verificar se a lembrança que conservo dessa imagem do céu é verdadeira ou inventada pelo sono dos meus olhos naquela noite já muito antiga.

  O mundo vai acabar, e certamente saberemos qual era o seu verdadeiro sentido. Se valeu a pena que uns trabalhassem tanto e outros tão pouco. Por que fomos tão sinceros ou tão hipócritas, tão falsos e tão leais. Por que pensamos tanto em nós mesmos ou só nos outros. Por que fizemos voto de pobreza ou assaltamos os cofres públicos - além dos particulares. Por que mentimos tanto, com palavras tão judiciosas. Tudo isso saberemos e muito mais do que cabe enumerar numa crônica.

   Se o fim do mundo for mesmo em fevereiro, convém pensarmos desde já se utilizamos este dom de viver da maneira mais digna. 

   Em muitos pontos da terra há pessoas, neste momento, pedindo a Deus - dono de todos os mundos - que trate com benignidade as criaturas que se preparam para encerrar a sua carreira mortal. Há mesmo alguns místicos - segundo leio - que, na Índia, lançam flores ao fogo, num rito de adoração. 

   Enquanto isso, os planetas assumem os lugares que lhes competem, na ordem do universo, neste universo de enigmas a que estamos ligados e no qual por vezes nos arrogamos posições que não temos - insignificantes que somos, na tremenda grandiosidade total.

   Ainda há uns dias a reflexão e o arrependimento: por que não os utilizaremos? Se o fim do mundo não for em fevereiro, todos teremos fim, em qualquer mês...


(Quatro vozes, 1998)
(PMM/URCA 2025) Dadas as proposições, indique a que não corresponde  às ideias do texto:
Alternativas
Q3750450 Português
Leia o texto para responder à próxima questão.

Falta de Ar. (J.G. de Araújo Jorge).

Há dias que posso passar sem sol, sem luz,
sem pão,
sem tudo enfim...
( Tenho até a impressão de que não preciso de nada...
... nem mesmo de mim...)
Mas há dias, amor... ( e parece mentira)
- nem eu sei explicar o porquê
de tão grande aflição,
em que não posso passar sem Você
um segundo que seja!
- de repente preciso encontrá-la, é preciso que a veja -
- Você é o ar com que respira
meu coração !
De acordo com o texto, pode-se compreender que a palavra “impressão” significa: 
Alternativas
Q3750446 Português
Leia o texto para responder à próxima questão.

Falta de Ar. (J.G. de Araújo Jorge).

Há dias que posso passar sem sol, sem luz,
sem pão,
sem tudo enfim...
( Tenho até a impressão de que não preciso de nada...
... nem mesmo de mim...)
Mas há dias, amor... ( e parece mentira)
- nem eu sei explicar o porquê
de tão grande aflição,
em que não posso passar sem Você
um segundo que seja!
- de repente preciso encontrá-la, é preciso que a veja -
- Você é o ar com que respira
meu coração !
Com base na leitura do texto, assinale a alternativa incorreta. 
Alternativas
Q3750405 Português
Leia o texto para responder à próxima questão.

Meu Coração. (J.G. de Araújo Jorge).
Eu tenho um coração um século atrasado,
ainda vive a sonhar... ainda sonha, a sofrer...
acredita que o mundo é um castelo encantado
e, criança, vive a rir, batendo de prazer...

Eu tenho um coração - um mísero coitado
que um dia há de por fim, o mundo compreender...
- é um poeta, um sonhador, um pobre esperançado
que habita no meu peito e enche de sons meu ser...

Quando tudo é matéria e é sombra - ele é uma luz,
ainda crê na ilusão, no amor, na fantasia
sabe todos de cor os versos que compus...

Deus pôs-me um coração com certeza enganado:
- e é por isso talvez, que ainda faço poesia
lembrando um sonhador do século passado.
De acordo com o texto, pode-se compreender que a expressão “mísero” significa:
Alternativas
Q3750401 Português
Leia o texto para responder à próxima questão.

Meu Coração. (J.G. de Araújo Jorge).
Eu tenho um coração um século atrasado,
ainda vive a sonhar... ainda sonha, a sofrer...
acredita que o mundo é um castelo encantado
e, criança, vive a rir, batendo de prazer...

Eu tenho um coração - um mísero coitado
que um dia há de por fim, o mundo compreender...
- é um poeta, um sonhador, um pobre esperançado
que habita no meu peito e enche de sons meu ser...

Quando tudo é matéria e é sombra - ele é uma luz,
ainda crê na ilusão, no amor, na fantasia
sabe todos de cor os versos que compus...

Deus pôs-me um coração com certeza enganado:
- e é por isso talvez, que ainda faço poesia
lembrando um sonhador do século passado.
Com base na leitura do texto, assinale a alternativa incorreta. 
Alternativas
Respostas
15101: C
15102: E
15103: E
15104: A
15105: E
15106: C
15107: D
15108: B
15109: A
15110: D
15111: E
15112: B
15113: C
15114: D
15115: B
15116: E
15117: B
15118: B
15119: B
15120: A