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Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

Foram encontradas 128.850 questões

Q3769188 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Por Isso Sou

Certamente, todos possuem um momento, uma situação que ficou gravada na alma. Minha história, minha crônica é como um passado presente. A tristeza, a dor, o sofrimento me envolveu. Não são esses sentimentos que quero compartilhar com vocês, mas o momento e o que ele me trouxe.

Quando ainda era criança, presenciei um encontro de meus pais. Nele, mãe lhe disse que era seu filho. Ele me rejeitou e riu, descrente da verdade. Naquele momento, aquelas palavras se propagaram por todo o meu corpo me paralisando. Tive um choque de realidade. Alguns minutos foram uma eternidade. Tive a rejeição do meu pai e, claro, não é fácil para ninguém.

Tanta dor me trouxe alegria. Não seria o que sou se não tivesse uma dor superada. Transformei minhas lágrimas em sorrisos. Eu e meu pai podemos não nos conhecer, podemos não saber onde moramos, podemos não saber quem somos, mas sou feliz! Não por ter sofrido, mas por saber que, aonde quer que eu vá, terei um passado que me fará idealizar um futuro diferente.


Texto Adaptado

SILVA, Carlos Augusto da. Por isso sou. In: ALVES, Weber Firmino et al. Crônicas salineiras. Natal: IFRN, 2016. 142 p. Disponível em: https://memoria.ifrn.edu.br/bitstream/handle/1044/894/Ebook_Cro%CC %82nicas%20Salineiras.pdf?sequence=1&isAllowed=y. Acesso em: 10 nov. 2025.
No texto, diversas figuras de linguagem contribuem para a expressividade do texto. Assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3769186 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Por Isso Sou

Certamente, todos possuem um momento, uma situação que ficou gravada na alma. Minha história, minha crônica é como um passado presente. A tristeza, a dor, o sofrimento me envolveu. Não são esses sentimentos que quero compartilhar com vocês, mas o momento e o que ele me trouxe.

Quando ainda era criança, presenciei um encontro de meus pais. Nele, mãe lhe disse que era seu filho. Ele me rejeitou e riu, descrente da verdade. Naquele momento, aquelas palavras se propagaram por todo o meu corpo me paralisando. Tive um choque de realidade. Alguns minutos foram uma eternidade. Tive a rejeição do meu pai e, claro, não é fácil para ninguém.

Tanta dor me trouxe alegria. Não seria o que sou se não tivesse uma dor superada. Transformei minhas lágrimas em sorrisos. Eu e meu pai podemos não nos conhecer, podemos não saber onde moramos, podemos não saber quem somos, mas sou feliz! Não por ter sofrido, mas por saber que, aonde quer que eu vá, terei um passado que me fará idealizar um futuro diferente.


Texto Adaptado

SILVA, Carlos Augusto da. Por isso sou. In: ALVES, Weber Firmino et al. Crônicas salineiras. Natal: IFRN, 2016. 142 p. Disponível em: https://memoria.ifrn.edu.br/bitstream/handle/1044/894/Ebook_Cro%CC %82nicas%20Salineiras.pdf?sequence=1&isAllowed=y. Acesso em: 10 nov. 2025.
Com base na interpretação do texto, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3769121 Português
Observe o trecho a seguir, extraído de uma bula de medicamento:

Modo de usar:
Tome um comprimido pela manhã, preferencialmente em jejum.
Evite consumir bebidas alcoólicas durante o tratamento.
Não interrompa o uso do medicamento sem orientação médica.
Em caso de esquecimento, retome o uso normalmente no horário habitual, sem dobrar a dose.

Considerando as características linguísticas do texto acima, assinale a alternativa que apresenta uma interpretação correta e completa sobre a linguagem empregada no trecho.
Alternativas
Q3768993 Português
Leia o texto para responder à questão.


Passaporte da cultura


   Ao lado dos brasileiros, o povo mais musical que tive o privilégio de conhecer são os cabo-verdianos. O amor incondicional que nutrem pelo país e pelos seus ritmos não tem paralelo. Um amor libertador, que não precisa possuir para se validar. Um amor não exigente, mas que se faz presente na língua que todos aprendem a falar desde o berço — ou melhor, a declamar e a cantar desde o ventre. Não é exagero: todos os cabo-verdianos que conheço são poetas.

   Embora se reconheça Cesária Évora como sendo a voz que revelou a alma do arquipélago, existe nas montanhas longínquas do interior de Santiago um gênero que já sofrera os seus desafios de silenciamento. Uma música catártica, crua e negra com a qual gerações novas se reconciliaram e aprenderam a reivindicar a sua herança africana. A música continua a ser o passaporte da cultura cabo-verdiana no mundo. Está presente em todos os momentos marcantes da história do país, e é por meio dela que as memórias ancestrais são catalogadas e transportadas para o futuro.

  Um dos músicos mais celebrados da nação é Orlando Pantera, um cometa que viveu na terra por escassos 33 anos. Não gravou nenhum álbum, morreu no dia em que iniciaria, em Paris, as gravações do disco que confirmaria aquilo que os habitantes da ilha de Santiago já sabiam: era um gênio. E um dos poucos que conseguiu transportar para a canção o sentir das gentes dos campos, os esquecidos, os seus ritmos e desejos.


(Kalaf Epalanga. Minha pátria é a língua pretuguesa: Crônicas. 2023. Adaptado)
Considere as passagens:

•  O amor incondicional que nutrem pelo país e pelos seus ritmos não tem paralelo. (1o parágrafo)
•  Uma música catártica, crua e negra com a qual gerações novas se reconciliaram e aprenderam a reivindicar a sua herança africana. (2o parágrafo)
•  E um dos poucos que conseguiu transportar para a canção o sentir das gentes dos campos, os esquecidos, os seus ritmos e desejos. (3o parágrafo)

No contexto em que estão empregados, os termos destacados significam, correta e respectivamente:
Alternativas
Q3768992 Português
Leia o texto para responder à questão.


Passaporte da cultura


   Ao lado dos brasileiros, o povo mais musical que tive o privilégio de conhecer são os cabo-verdianos. O amor incondicional que nutrem pelo país e pelos seus ritmos não tem paralelo. Um amor libertador, que não precisa possuir para se validar. Um amor não exigente, mas que se faz presente na língua que todos aprendem a falar desde o berço — ou melhor, a declamar e a cantar desde o ventre. Não é exagero: todos os cabo-verdianos que conheço são poetas.

   Embora se reconheça Cesária Évora como sendo a voz que revelou a alma do arquipélago, existe nas montanhas longínquas do interior de Santiago um gênero que já sofrera os seus desafios de silenciamento. Uma música catártica, crua e negra com a qual gerações novas se reconciliaram e aprenderam a reivindicar a sua herança africana. A música continua a ser o passaporte da cultura cabo-verdiana no mundo. Está presente em todos os momentos marcantes da história do país, e é por meio dela que as memórias ancestrais são catalogadas e transportadas para o futuro.

  Um dos músicos mais celebrados da nação é Orlando Pantera, um cometa que viveu na terra por escassos 33 anos. Não gravou nenhum álbum, morreu no dia em que iniciaria, em Paris, as gravações do disco que confirmaria aquilo que os habitantes da ilha de Santiago já sabiam: era um gênio. E um dos poucos que conseguiu transportar para a canção o sentir das gentes dos campos, os esquecidos, os seus ritmos e desejos.


(Kalaf Epalanga. Minha pátria é a língua pretuguesa: Crônicas. 2023. Adaptado)
Identifica-se termo empregado em sentido figurado, destacado em negrito, na passagem:
Alternativas
Q3768991 Português
Leia o texto para responder à questão.


Passaporte da cultura


   Ao lado dos brasileiros, o povo mais musical que tive o privilégio de conhecer são os cabo-verdianos. O amor incondicional que nutrem pelo país e pelos seus ritmos não tem paralelo. Um amor libertador, que não precisa possuir para se validar. Um amor não exigente, mas que se faz presente na língua que todos aprendem a falar desde o berço — ou melhor, a declamar e a cantar desde o ventre. Não é exagero: todos os cabo-verdianos que conheço são poetas.

   Embora se reconheça Cesária Évora como sendo a voz que revelou a alma do arquipélago, existe nas montanhas longínquas do interior de Santiago um gênero que já sofrera os seus desafios de silenciamento. Uma música catártica, crua e negra com a qual gerações novas se reconciliaram e aprenderam a reivindicar a sua herança africana. A música continua a ser o passaporte da cultura cabo-verdiana no mundo. Está presente em todos os momentos marcantes da história do país, e é por meio dela que as memórias ancestrais são catalogadas e transportadas para o futuro.

  Um dos músicos mais celebrados da nação é Orlando Pantera, um cometa que viveu na terra por escassos 33 anos. Não gravou nenhum álbum, morreu no dia em que iniciaria, em Paris, as gravações do disco que confirmaria aquilo que os habitantes da ilha de Santiago já sabiam: era um gênio. E um dos poucos que conseguiu transportar para a canção o sentir das gentes dos campos, os esquecidos, os seus ritmos e desejos.


(Kalaf Epalanga. Minha pátria é a língua pretuguesa: Crônicas. 2023. Adaptado)
Da perspectiva apresentada pelo cronista, conclui-se corretamente que
Alternativas
Q3768990 Português
Leia o texto para responder à questão.


Epidemia de violência de gênero tem de ser contida


   Com a realização do Agosto Lilás, o Brasil dedicou um mês para desenvolver campanhas de conscientização e combate à violência contra a mulher, celebrando a Lei Maria da Penha. Mas, infelizmente, a realidade cruel que envolve esse tipo de crime se mostra implacável e, em meio aos eventos, a divulgação do Mapa Nacional da Violência de Gênero comprova que ainda há muito a ser feito.

    Divulgados na última semana, números organizados a partir de dados extraídos do Ministério da Justiça e Segurança Pública revelam que o país apresentou média de quatro feminicídios e 187 estupros de mulheres por dia no primeiro semestre de 2025. O levantamento detalha, ainda, que 718 mulheres morreram em razão do gênero de janeiro a junho deste ano, conforme os registros de ocorrências. O bárbaro diagnóstico expõe a falha nos mecanismos de proteção e escancara a gravidade desse contexto.

   Um recorte mais amplo mostra que, desde a criação da Lei do Feminicídio, em 2015, o Brasil contabilizou 12.380 vítimas desse crime, e a média de quatro homicídios por dia se repete há cinco anos. Esse roteiro de horror permanente precisa ser interrompido. É urgente que sejam adotadas medidas para melhorar a articulação para o enfrentamento da violência de gênero.

   As estatísticas assustadoras não podem ser consideradas de interesse apenas da parcela da população que diariamente está na mira dos abusos domésticos e dos ataques nas ruas. E o tema não pode continuar sendo tratado como algo da esfera da moral e particular. Acabar com a violência contra as mulheres é uma responsabilidade da gestão pública e precisa ser encarada como prioridade.

    A sociedade brasileira não pode aceitar que o país se transforme, cada vez mais, em um território de perigo para meninas e mulheres. Essa epidemia de violência precisa ser contida, e o Estado, o Judiciário e as forças de segurança, especialmente as polícias especializadas, têm que executar ações de forma conjunta diante do quadro alarmante.

   O abuso sexual, a morte e a agressão por gênero não podem fazer parte do cotidiano nacional. As políticas públicas precisam amparar as mulheres presas em relacionamentos violentos, oferecendo a elas a certeza de que há caminho longe desse horror.


(Editorial. https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao, 01.09.2025. Adaptado)
Há uma relação de consequência e causa, nessa ordem, explicitada na passagem:
Alternativas
Q3768988 Português
Leia o texto para responder à questão.


Epidemia de violência de gênero tem de ser contida


   Com a realização do Agosto Lilás, o Brasil dedicou um mês para desenvolver campanhas de conscientização e combate à violência contra a mulher, celebrando a Lei Maria da Penha. Mas, infelizmente, a realidade cruel que envolve esse tipo de crime se mostra implacável e, em meio aos eventos, a divulgação do Mapa Nacional da Violência de Gênero comprova que ainda há muito a ser feito.

    Divulgados na última semana, números organizados a partir de dados extraídos do Ministério da Justiça e Segurança Pública revelam que o país apresentou média de quatro feminicídios e 187 estupros de mulheres por dia no primeiro semestre de 2025. O levantamento detalha, ainda, que 718 mulheres morreram em razão do gênero de janeiro a junho deste ano, conforme os registros de ocorrências. O bárbaro diagnóstico expõe a falha nos mecanismos de proteção e escancara a gravidade desse contexto.

   Um recorte mais amplo mostra que, desde a criação da Lei do Feminicídio, em 2015, o Brasil contabilizou 12.380 vítimas desse crime, e a média de quatro homicídios por dia se repete há cinco anos. Esse roteiro de horror permanente precisa ser interrompido. É urgente que sejam adotadas medidas para melhorar a articulação para o enfrentamento da violência de gênero.

   As estatísticas assustadoras não podem ser consideradas de interesse apenas da parcela da população que diariamente está na mira dos abusos domésticos e dos ataques nas ruas. E o tema não pode continuar sendo tratado como algo da esfera da moral e particular. Acabar com a violência contra as mulheres é uma responsabilidade da gestão pública e precisa ser encarada como prioridade.

    A sociedade brasileira não pode aceitar que o país se transforme, cada vez mais, em um território de perigo para meninas e mulheres. Essa epidemia de violência precisa ser contida, e o Estado, o Judiciário e as forças de segurança, especialmente as polícias especializadas, têm que executar ações de forma conjunta diante do quadro alarmante.

   O abuso sexual, a morte e a agressão por gênero não podem fazer parte do cotidiano nacional. As políticas públicas precisam amparar as mulheres presas em relacionamentos violentos, oferecendo a elas a certeza de que há caminho longe desse horror.


(Editorial. https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao, 01.09.2025. Adaptado)
Na oração do 1o parágrafo “... a realidade cruel que envolve esse tipo de crime se mostra implacável...”, o termo destacado é antônimo de
Alternativas
Q3768986 Português
Leia o texto para responder à questão.


Epidemia de violência de gênero tem de ser contida


   Com a realização do Agosto Lilás, o Brasil dedicou um mês para desenvolver campanhas de conscientização e combate à violência contra a mulher, celebrando a Lei Maria da Penha. Mas, infelizmente, a realidade cruel que envolve esse tipo de crime se mostra implacável e, em meio aos eventos, a divulgação do Mapa Nacional da Violência de Gênero comprova que ainda há muito a ser feito.

    Divulgados na última semana, números organizados a partir de dados extraídos do Ministério da Justiça e Segurança Pública revelam que o país apresentou média de quatro feminicídios e 187 estupros de mulheres por dia no primeiro semestre de 2025. O levantamento detalha, ainda, que 718 mulheres morreram em razão do gênero de janeiro a junho deste ano, conforme os registros de ocorrências. O bárbaro diagnóstico expõe a falha nos mecanismos de proteção e escancara a gravidade desse contexto.

   Um recorte mais amplo mostra que, desde a criação da Lei do Feminicídio, em 2015, o Brasil contabilizou 12.380 vítimas desse crime, e a média de quatro homicídios por dia se repete há cinco anos. Esse roteiro de horror permanente precisa ser interrompido. É urgente que sejam adotadas medidas para melhorar a articulação para o enfrentamento da violência de gênero.

   As estatísticas assustadoras não podem ser consideradas de interesse apenas da parcela da população que diariamente está na mira dos abusos domésticos e dos ataques nas ruas. E o tema não pode continuar sendo tratado como algo da esfera da moral e particular. Acabar com a violência contra as mulheres é uma responsabilidade da gestão pública e precisa ser encarada como prioridade.

    A sociedade brasileira não pode aceitar que o país se transforme, cada vez mais, em um território de perigo para meninas e mulheres. Essa epidemia de violência precisa ser contida, e o Estado, o Judiciário e as forças de segurança, especialmente as polícias especializadas, têm que executar ações de forma conjunta diante do quadro alarmante.

   O abuso sexual, a morte e a agressão por gênero não podem fazer parte do cotidiano nacional. As políticas públicas precisam amparar as mulheres presas em relacionamentos violentos, oferecendo a elas a certeza de que há caminho longe desse horror.


(Editorial. https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao, 01.09.2025. Adaptado)
As informações do editorial permitem inferir corretamente que
Alternativas
Q3768983 Português
Leia o texto para responder à questão.


   A Universidade de Cambridge, onde Stephen Hawking realizou boa parte de suas contribuições, enfatizou que ele era uma “inspiração para milhões” de pessoas e deixa ao mundo “um legado indelével”. Em um comunicado, Stephen Toope, vice-reitor dessa instituição acadêmica, disse que o renomado professor era um “indivíduo único”, que será lembrado com “calor e carinho”, não só na universidade, mas também em todo o mundo.

  “Suas contribuições excepcionais para o conhecimento científico e a popularidade da ciência e da matemática deixaram um legado indelével”, afirmou a academia da universidade.


(https://www.estadao.com.br/ciencia, 14.03.2018. Adaptado)
Na frase do 2o parágrafo “Suas contribuições excepcionais para o conhecimento científico e a popularidade da ciência e da matemática deixaram um legado indelével”..., os termos destacados significam, correta e respectivamente:
Alternativas
Q3768981 Português
Leia o texto para responder à questão.


   A Universidade de Cambridge, onde Stephen Hawking realizou boa parte de suas contribuições, enfatizou que ele era uma “inspiração para milhões” de pessoas e deixa ao mundo “um legado indelével”. Em um comunicado, Stephen Toope, vice-reitor dessa instituição acadêmica, disse que o renomado professor era um “indivíduo único”, que será lembrado com “calor e carinho”, não só na universidade, mas também em todo o mundo.

  “Suas contribuições excepcionais para o conhecimento científico e a popularidade da ciência e da matemática deixaram um legado indelével”, afirmou a academia da universidade.


(https://www.estadao.com.br/ciencia, 14.03.2018. Adaptado)
Com as informações do texto, conclui-se corretamente que Stephen Hawking
Alternativas
Q3768943 Português
Responda à questão de acordo com o poema.

Trecho do poema Mocidade e Morte

Oh! Eu quero viver, beber perfumes
Na flor silvestre, que embalsama os ares;
Ver minh’alma adejar pelo infinito,
Qual branca vela n’amplidão dos mares.
No seio da mulher há tanto aroma…
Nos seus beijos de fogo há tanta vida…
-Árabe errante, vou dormir à tarde
A sombra fresca da palmeira erguida.

Mas uma voz responde-me sombria:
Terás o sono sob a lájea fria.

Morrer…quando este mundo é um paraíso,
E a alma um cisne de douradas plumas:
Não! O seio da amante é um lago virgem…
Quero boiar à tona das espumas.
Vem! Formosa mulher – camélia pálida,
Que banharam de pranto as alvoradas,
Minh’alma é a borboleta, que espaneja
O pó das asas lúcidas, douradas…

E a mesma voz repete-me terrível,
Com gargalhar sarcástico: – impossível!


Do poeta Castro Alves.
Analise os versos abaixo:

Minh’alma é a borboleta, que espaneja
O pó das asas lúcidas, douradas…

Qual a figura de linguagem está presente nesses versos?
Alternativas
Q3768942 Português
Responda à questão de acordo com o poema.

Trecho do poema Mocidade e Morte

Oh! Eu quero viver, beber perfumes
Na flor silvestre, que embalsama os ares;
Ver minh’alma adejar pelo infinito,
Qual branca vela n’amplidão dos mares.
No seio da mulher há tanto aroma…
Nos seus beijos de fogo há tanta vida…
-Árabe errante, vou dormir à tarde
A sombra fresca da palmeira erguida.

Mas uma voz responde-me sombria:
Terás o sono sob a lájea fria.

Morrer…quando este mundo é um paraíso,
E a alma um cisne de douradas plumas:
Não! O seio da amante é um lago virgem…
Quero boiar à tona das espumas.
Vem! Formosa mulher – camélia pálida,
Que banharam de pranto as alvoradas,
Minh’alma é a borboleta, que espaneja
O pó das asas lúcidas, douradas…

E a mesma voz repete-me terrível,
Com gargalhar sarcástico: – impossível!


Do poeta Castro Alves.
Nos versos do poema, a imagem da morte aparece na palavra:
Alternativas
Q3768902 Português
Texto 1

Leia o poema de Adélia Prado:

Domingo


Na minha cidade, nos domingos de tarde,
as pessoas se põem na sombra com faca e laranjas.

Tomam a fresca e riem do rapaz de bicicleta,
a campainha desatada, o aro enfeitado de laranjas:

‘Eh bobagem!’

Daqui a muito progresso tecno-ilógico, quando for impossível detectar o domingo pelo sumo das laranjas no ar e bicicletas, em meu país de memória e sentimento, basta fechar os olhos:

é domingo, é domingo, é domingo


SÁLVA, Camila; DIEDRICH, Andressa. O cotidiano nos versos de Adélia Prado. Instituto Ling, 31 jul. 2020. Disponível em: https://institutoling.org.br/explore/o-cotidiano-nos-versos-deadelia-prado. Acessado em: 12/11/2025.
No poema Domingo (Texto 1), de Adélia Prado, é possível identificar o uso de figuras de linguagem para construir o tom do texto.

Considerando o exposto anteriormente, a expressão “meu país de memória e sentimento” é um exemplo de:
Alternativas
Q3768901 Português
Texto 1

Leia o poema de Adélia Prado:

Domingo


Na minha cidade, nos domingos de tarde,
as pessoas se põem na sombra com faca e laranjas.

Tomam a fresca e riem do rapaz de bicicleta,
a campainha desatada, o aro enfeitado de laranjas:

‘Eh bobagem!’

Daqui a muito progresso tecno-ilógico, quando for impossível detectar o domingo pelo sumo das laranjas no ar e bicicletas, em meu país de memória e sentimento, basta fechar os olhos:

é domingo, é domingo, é domingo


SÁLVA, Camila; DIEDRICH, Andressa. O cotidiano nos versos de Adélia Prado. Instituto Ling, 31 jul. 2020. Disponível em: https://institutoling.org.br/explore/o-cotidiano-nos-versos-deadelia-prado. Acessado em: 12/11/2025.
Interprete o poema Domingo (Texto 1) de Adélia Prado e analise as afirmativas a seguir:

1. O poema valoriza as pequenas cenas do cotidiano, como o ato de descascar laranjas à sombra.
2. Há uma crítica à modernidade, mostrando que ela apaga as memórias do passado do eu-lírico.
3. A repetição da expressão “é domingo” no final do poema reforça o tom de monotonia e tédio dos dias de descanso.
4. O “país de memória e sentimento” mencionado sugere um espaço simbólico onde o passado se conserva por meio da lembrança afetiva.

Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Alternativas
Q3768900 Português
As modalidades oral e escrita da línguagem possuem características distintas que se adaptam a diferentes situações de comunicação.
Relacione as modalidades com suas características.

Coluna 1 Modalidades

1. linguagem oral
2. linguagem escrita

Coluna 2 Características

( ) É permamente e possibilita planejamento e revisão.
( ) Permite emprego de coloquialidades, gírias e repetições enfáticas.
( ) Possibilita interação imediata.
( ) O emissor controla o ritmo e a direção da mensagem, sem interrupções.

Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Alternativas
Q3768899 Português
O textão é gênero resultante das redes sociais. Abaixo um exemplo fictício:
O show da vida perfeita e o preço que a gente paga
Gente, sério, preciso falar sobre um assunto que tá me incomodando real: a nossa geração e essa pira de querer mostrar que a vida é um comercial de margarina o tempo todo nas redes sociais.  Imagem associada para resolução da questão
A proposta da internet era conectar, mas parece que virou uma vitrine de egos. É foto do café da manhã perfeito, do corpo sarado na academia, da viagem dos sonhos… E a gente fica lá, rolando o feed, comparando nossa realidade (que tem boleto, espinha e dia ruim) com o palco dos outros. Isso é muito tóxico!
O problema não é só a “inveja” boba, é a pressão que a gente internaliza. A busca incessante por engajamento e aprovação mútua tá gerando uma ansiedade absurda. Quantas curtidas valem a sua saúde mental?
Vejo amigos fazendo de tudo por um story perfeito, ou pior, escondendo as dificuldades porque “pega mal” mostrar fraqueza. Que loucura é essa? A vida não é só filtro do Instagram. É sobre ser de verdade, com as imperfeições e tudo mais.
Precisamos de uma detox coletiva. De menos performance e mais essência. De menos tela e mais olho no olho. E de assumir que tá tudo bem não estar bem o tempo todo.
Fica a reflexão. Cuidem-se! Imagem associada para resolução da questão #VidaReal #SaúdeMental #SuperexposiçãoZero #GeraçãoZ #MenosFiltroMaisEssencia

Com base na análise do texto multimodal acima e nas expectativas para o gênero “postagem em rede social” (textão), assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3768897 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.


A 1ª edição, dada à luz em 1902 pela Laemmert, do Rio de Janeiro, já alarmou seu Autor devido ao excesso de erros gráficos, conforme queixa ao amigo e mentor Francisco Escobar em carta datada de 19.10.1902.

Tenho passado mal. Chamaste-me a atenção para vários descuidos dos meus “Sertões”; fui lê-lo com mais cuidado – e fiquei apavorado! Já não tenho coragem de o abrir mais. Em cada página o meu olhar fisga um erro, um acento importuno, uma vírgula vagabunda, um (;) impertinente… Um horror! Quem sabe se isto não irá destruir todo o valor daquele pobre e estremecido livro? Manda-me dizer daí algo a respeito. Imagina que lá encontrei á facão, á pranchada, braço á braço, tempos á tempos, etc. etc.

Não te posso dizer como fiquei. Por fim – abrindo, ao acaso, depois do jantar, uma página, – encontrei isto:

– Não iludiu á história…

Não te descrevo o que houve! Quer isto dizer que estou à mercê de quanto meninote erudito brune as esquinas; e passível da férula brutal dos terríveis gramatiqueiros que passam por aí os dias a remascar preposições e a disciplinar pronomes!

Felizmente disseram também que o Victor Hugo não sabia francês.

Vou escrever ao Laemmert para reduzir quanto possível a 1ª edição, se houver tempo.

„ férula – autoridade rígida ou severa

„ brunir – lustrar, polir

„ remascar – mascar novamente


Galvão, Walnice Nogueira, Euclides da Cunha, Edição Crítica de Os Sertões, ed. Brasiliense, 1985, São Paulo, p. 18.
No texto 2, Walnice Galvão, estudiosa da obra de Euclides da Cunha, analisa criticamente o livro Os Sertões.

Assinale alternativa cuja inferência é válida.
Alternativas
Q3768896 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.


A 1ª edição, dada à luz em 1902 pela Laemmert, do Rio de Janeiro, já alarmou seu Autor devido ao excesso de erros gráficos, conforme queixa ao amigo e mentor Francisco Escobar em carta datada de 19.10.1902.

Tenho passado mal. Chamaste-me a atenção para vários descuidos dos meus “Sertões”; fui lê-lo com mais cuidado – e fiquei apavorado! Já não tenho coragem de o abrir mais. Em cada página o meu olhar fisga um erro, um acento importuno, uma vírgula vagabunda, um (;) impertinente… Um horror! Quem sabe se isto não irá destruir todo o valor daquele pobre e estremecido livro? Manda-me dizer daí algo a respeito. Imagina que lá encontrei á facão, á pranchada, braço á braço, tempos á tempos, etc. etc.

Não te posso dizer como fiquei. Por fim – abrindo, ao acaso, depois do jantar, uma página, – encontrei isto:

– Não iludiu á história…

Não te descrevo o que houve! Quer isto dizer que estou à mercê de quanto meninote erudito brune as esquinas; e passível da férula brutal dos terríveis gramatiqueiros que passam por aí os dias a remascar preposições e a disciplinar pronomes!

Felizmente disseram também que o Victor Hugo não sabia francês.

Vou escrever ao Laemmert para reduzir quanto possível a 1ª edição, se houver tempo.

„ férula – autoridade rígida ou severa

„ brunir – lustrar, polir

„ remascar – mascar novamente


Galvão, Walnice Nogueira, Euclides da Cunha, Edição Crítica de Os Sertões, ed. Brasiliense, 1985, São Paulo, p. 18.
Em qual alternativa abaixo, retirada do texto 2, foi empregada linguagem denotativa.
Alternativas
Q3768895 Português
Catulo da Paixão Cearense (1863-1946) foi artista brasileiro, aclamado como o “Poeta do Sertão”. Popularizou o violão nos salões da elite carioca e difundiu a música popular brasileira no início do século XX.

Imagem associada para resolução da questão

Abaixo a letra da música Luar do Sertão, de Catulo da Paixão Cearense e de João Pernambuco.

Não há, oh gente, oh não Luar como este do sertão

Não há, oh gente, oh não Luar como este do sertão

Oh que saudade do luar da minha terra Lá na serra branquejando, foia seca pelo chão Este luar cá da cidade é tão escuro Não tem aquela saudade do luar do meu sertão

E a lua nasce por detrás da verde mata Mai parece um sor de prata prateando a solidão E a gente pega na viola que ponteia A canção e a lua cheia no bater do coração

Assinale a alternativa correta sobre a linguagem empregada na letra da música.
Alternativas
Respostas
10941: E
10942: A
10943: C
10944: D
10945: A
10946: A
10947: C
10948: C
10949: A
10950: A
10951: A
10952: D
10953: A
10954: E
10955: B
10956: C
10957: A
10958: D
10959: E
10960: E