Questões de Concurso
Sobre interpretação de textos em português
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I. “Contudo, também não se pode ignorar o ambiente financeiro em que essas companhias estão operando...” (5º par.)
II. “Segundo o monitor RGF-Bizdoc, havia 6.341 empresas em recuperação judicial ao final de junho de 2026.” (8º par.)
III. “As grandes recuperações judiciais são, portanto, mais do que processos empresariais.” (9º par.)
Assinale a alternativa que apresenta, pela ordem, elementos coesivos de mesma natureza semântica das expressões em destaque em cada período acima.
I. Nota-se que a expressão “efeito dominó” foi reiterada na elaboração de alguns parágrafos, na medida em que se evidenciou que o prejuízo em cadeia afeta setores vários da Economia, desde a indústria, até o consumidor.
II. A natureza tipológica do texto I prescinde de análise crítica e argumentativa, conforme foi evidenciado ao longo do texto.
III. Por se tratar de um Artigo de opinião, percebe-se a proximidade de criação autoral da tipologia dissertativa, à medida que o raciocínio é exposto ao longo do texto.
IV. Predominantemente, nota-se o uso denotativo em relação aos vocábulos e frases no texto, apesar da compreensão metafórica em certos fragmentos, como “sobrevivência” (3º par.), “efeito dominó” (4º par.), “quebra” (9º par.) e “engrenagem” (9º par.).
Pode-se afirmar que se encontra correto o que foi dito acima somente em
Leia o texto a seguir para responder à questão
Há coisa de duas semanas, circulou a notícia de que dois modelos de inteligência artificial de uma empresa saíram de controle e invadiram arquivos de uma concorrente. Como o desvio foi rapidamente identificado e não sucedeu nada de mais sério, ninguém parece ter ficado muito preocupado. O fato foi recebido como “parte da rotina”. Nas big techs, os mandachuvas deram de ombros e tocaram adiante.
Talvez o improvável leitor queira mais detalhes do ocorrido. É legítimo. Vamos lá. No dia 21 de julho, durante um teste de cibersegurança interno em uma empresa de pesquisa e tecnologia em inteligência artificial, dois desses seres de silício, tecnicamente dotados de um módico poder de raciocínio, escapuliram pela internet e entraram clandestinamente no sistema de outro gigante do setor. A organização invadida, percebendo movimentos estranhos em seus domínios privativos e fechados, chamou a polícia. Logo depois, o imbróglio se resolveu sem maiores danos.
Pequenos episódios anteriores, que já deveriam ter feito soar o alarme, também foram recebidos com indiferença. Em março de 2023, ganhou repercussão a traquinagem do robô virtual que entrou nas redes, fez contato com uma pessoa e pediu que ela o ajudasse a preencher um captcha (aquela verificação chata e enervante, inventada exatamente para barrar a ação de robôs, que nos obriga a ler números e letras de uma imagem toda torta e depois digitá-los num campo em branco). A pessoa abordada achou aquilo esquisito, desconfiou e perguntou: “Ei, mas você é um robô?”. Então, o sintético larápio mentiu, disse que era apenas um deficiente visual, e conseguiu o que queria.
(Eugenio Bucci. “O motim das máquinas”, 09.08.2026. Disponível em: https://www.estadao.com.br/. Adaptado)
Considere os fragmentos do 3o parágrafo apresentados seguir:
• Pequenos episódios (...) também foram recebidos com indiferença.
• ... inventada exatamente para barrar a ação de robôs...
As palavras destacadas apresentam, correta e respectivamente, sentidos de
Leia o texto a seguir para responder à questão
Há coisa de duas semanas, circulou a notícia de que dois modelos de inteligência artificial de uma empresa saíram de controle e invadiram arquivos de uma concorrente. Como o desvio foi rapidamente identificado e não sucedeu nada de mais sério, ninguém parece ter ficado muito preocupado. O fato foi recebido como “parte da rotina”. Nas big techs, os mandachuvas deram de ombros e tocaram adiante.
Talvez o improvável leitor queira mais detalhes do ocorrido. É legítimo. Vamos lá. No dia 21 de julho, durante um teste de cibersegurança interno em uma empresa de pesquisa e tecnologia em inteligência artificial, dois desses seres de silício, tecnicamente dotados de um módico poder de raciocínio, escapuliram pela internet e entraram clandestinamente no sistema de outro gigante do setor. A organização invadida, percebendo movimentos estranhos em seus domínios privativos e fechados, chamou a polícia. Logo depois, o imbróglio se resolveu sem maiores danos.
Pequenos episódios anteriores, que já deveriam ter feito soar o alarme, também foram recebidos com indiferença. Em março de 2023, ganhou repercussão a traquinagem do robô virtual que entrou nas redes, fez contato com uma pessoa e pediu que ela o ajudasse a preencher um captcha (aquela verificação chata e enervante, inventada exatamente para barrar a ação de robôs, que nos obriga a ler números e letras de uma imagem toda torta e depois digitá-los num campo em branco). A pessoa abordada achou aquilo esquisito, desconfiou e perguntou: “Ei, mas você é um robô?”. Então, o sintético larápio mentiu, disse que era apenas um deficiente visual, e conseguiu o que queria.
(Eugenio Bucci. “O motim das máquinas”, 09.08.2026. Disponível em: https://www.estadao.com.br/. Adaptado)
Leia o texto a seguir.
Aviso aos usuários
A Prefeitura informa que, na próxima segunda-feira, o atendimento presencial no setor de protocolo será iniciado às 10 horas, em razão de uma reunião de capacitação dos servidores. Os demais serviços funcionarão normalmente no horário habitual.
A principal finalidade desse texto é:
I – ( ) No verso "Nem o lábio amargo", a elipse do verbo "tinha" e do padrão de demonstrativo configura um zeugma, mantendo-se a estrutura sintática de objeto direto composto em relação ao verbo da oração antecedente.
II – ( ) No trecho “Eu não tinha este coração / Que nem se mostra”, o vocábulo 'Que' classifica-se como pronome relativo com função sintática de sujeito, referindo-se ao termo antecedente 'coração'.
III – ( ) Caso o último período fosse reescrito mantendo o mesmo sentido e a relação semântica de lugar expressos no texto original, estaria correta a substituição por: "De que espelho ficou perdida a minha face?".
IV – ( ) No verso "Tão paradas e frias e mortas", a conjunção aditiva "e" é empregada de forma polissindética, atuando como elemento de coesão que intensifica o estado de inércia atribuído ao substantivo "mãos".
V – ( ) A substituição do vocábulo "Assim" (v. 2) por "Conquanto" preservaria a coerência textual e a correção gramatical do período, visto que ambos guardam valor estritamente explicativo no contexto lírico.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo:
I - ( ) A reiteração dos pronomes demonstrativos "este(s),esta(s)” cumpre uma função dêitica que aproxima o leitor da dimensão corpórea atual do eu lírico, evidenciando uma autopercepção marcada pelo distanciamento alienante em relação ao próprio presente.
II - ( ) No último quarteto, os adjetivos "simples", "certa" e "fácil" operam uma ironia trágica: a transição existencial, embora inexorável e desprovida de percalços mecânicos, é recebida com perplexidade e assombro pela consciência lírica, que não acompanhou ativamente o próprio declínio.
III - ( ) A negação reiterada "Eu não tinha..." projeta uma imagem pretérita de vivacidade e completude, em oposição à falência física e emocional do presente.
IV - ( ) A pergunta retórica que encerra o poema ("- Em que espelho ficou perdida / A minha face?") denota uma busca metafísica pela identidade original, sugerindo que a alienação do ser decorre de uma distorção deliberada promovida pelo meio externo, cindindo a essência e a aparência.
V - ( ) Do ponto de vista da progressão temática, o poema estrutura-se a partir de um movimento que vai do universal ao particular, partindo de uma reflexão filosófica abstrata sobre o tempo para, ao final, corporificarse na fisionomia deteriorada do sujeito lírico.
Assinale a alternativa que preenche corretamente os parênteses, de cima para baixo:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Aprova DF ultrapassa 126 mil estudantes em 2026 e se consolida como uma das maiores iniciativas gratuitas de preparação para concursos do país.
Projeto da Secretaria de Justiça e Cidadania, em parceria com a Associação Cresce-DF, já emitiu mais de 411 mil ingressos desde 2024, ampliando oportunidades para quem sonha com uma vaga no serviço público ou no ensino superior
Mais do que aulas preparatórias, o Aprova DF tem se consolidado como uma importante ferramenta de transformação social e inclusão educacional. Promovido pela Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF), em parceria com a Associação Cresce-DF, o projeto alcançou a marca de 126.209 estudantes atendidos somente no primeiro semestre de 2026. Desde sua criação, em julho de 2024, já foram emitidos mais de 411 mil ingressos para os aulões gratuitos voltados à preparação para concursos públicos e vestibulares, consolidando a iniciativa como uma das maiores ações de capacitação gratuita do país.
Voltado a estudantes de nível médio e superior, o Aprova DF oferece acesso gratuito a conteúdos especializados ministrados por professores experientes em disciplinas tradicionalmente cobradas nos principais certames do país, como língua portuguesa, matemática, redação, raciocínio lógico, informática, direito constitucional, direito administrativo, atualidades e realidade brasileira.
Com o objetivo de ampliar ainda mais as chances de aprovação dos participantes, a iniciativa passou por aprimoramentos em 2026. Entre as novidades está a inclusão da disciplina de Lei Orgânica do Distrito Federal (LODF), conteúdo considerado essencial para quem pretende disputar vagas em concursos públicos locais. A medida atende a uma demanda recorrente dos estudantes e reforça o compromisso do projeto com uma preparação cada vez mais alinhada às exigências dos certames.
Além das aulas, os participantes recebem material didático, apostilas impressas, kits escolares e alimentação, fatores que contribuem para a permanência dos estudantes e para o melhor aproveitamento do aprendizado. Os encontros são realizados aos fins de semana, possibilitando a participação de trabalhadores e de pessoas que precisam conciliar os estudos com outras atividades.
As inscrições são abertas por disciplina e podem ser feitas pelo site oficial do projeto (https://aprovadf.com.br) ou presencialmente no local das aulas. Caso ainda haja vagas disponíveis, os interessados também podem se inscrever nos dias de realização das atividades.
DISTRITO FEDERAL. Secretaria de Estado de Justiça e Cidadania. Aprova DF ultrapassa 126 mil estudantes em 2026 e se consolida como uma das maiores iniciativas gratuitas de preparação para concursos do país. Sejus-DF, Brasília, jun. 2026. Disponível em: https://www.sejus.df.gov.br/w/aprova-df-ultrapassa-126-mil-estudantesem-2026-e-se-consolida-como-uma-das-maiores-iniciativas-gratuitas-d e-preparacao-para-concursos-do-pais. Acesso em: 20 ago. 2026.
"Mais do que aulas preparatórias, o Aprova DF tem se consolidado como uma importante ferramenta de transformação social e inclusão educacional."
A expressão verbal 'tem se consolidado' contribui para a construção do sentido do período ao indicar:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Aprova DF ultrapassa 126 mil estudantes em 2026 e se consolida como uma das maiores iniciativas gratuitas de preparação para concursos do país.
Projeto da Secretaria de Justiça e Cidadania, em parceria com a Associação Cresce-DF, já emitiu mais de 411 mil ingressos desde 2024, ampliando oportunidades para quem sonha com uma vaga no serviço público ou no ensino superior
Mais do que aulas preparatórias, o Aprova DF tem se consolidado como uma importante ferramenta de transformação social e inclusão educacional. Promovido pela Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF), em parceria com a Associação Cresce-DF, o projeto alcançou a marca de 126.209 estudantes atendidos somente no primeiro semestre de 2026. Desde sua criação, em julho de 2024, já foram emitidos mais de 411 mil ingressos para os aulões gratuitos voltados à preparação para concursos públicos e vestibulares, consolidando a iniciativa como uma das maiores ações de capacitação gratuita do país.
Voltado a estudantes de nível médio e superior, o Aprova DF oferece acesso gratuito a conteúdos especializados ministrados por professores experientes em disciplinas tradicionalmente cobradas nos principais certames do país, como língua portuguesa, matemática, redação, raciocínio lógico, informática, direito constitucional, direito administrativo, atualidades e realidade brasileira.
Com o objetivo de ampliar ainda mais as chances de aprovação dos participantes, a iniciativa passou por aprimoramentos em 2026. Entre as novidades está a inclusão da disciplina de Lei Orgânica do Distrito Federal (LODF), conteúdo considerado essencial para quem pretende disputar vagas em concursos públicos locais. A medida atende a uma demanda recorrente dos estudantes e reforça o compromisso do projeto com uma preparação cada vez mais alinhada às exigências dos certames.
Além das aulas, os participantes recebem material didático, apostilas impressas, kits escolares e alimentação, fatores que contribuem para a permanência dos estudantes e para o melhor aproveitamento do aprendizado. Os encontros são realizados aos fins de semana, possibilitando a participação de trabalhadores e de pessoas que precisam conciliar os estudos com outras atividades.
As inscrições são abertas por disciplina e podem ser feitas pelo site oficial do projeto (https://aprovadf.com.br) ou presencialmente no local das aulas. Caso ainda haja vagas disponíveis, os interessados também podem se inscrever nos dias de realização das atividades.
DISTRITO FEDERAL. Secretaria de Estado de Justiça e Cidadania. Aprova DF ultrapassa 126 mil estudantes em 2026 e se consolida como uma das maiores iniciativas gratuitas de preparação para concursos do país. Sejus-DF, Brasília, jun. 2026. Disponível em: https://www.sejus.df.gov.br/w/aprova-df-ultrapassa-126-mil-estudantesem-2026-e-se-consolida-como-uma-das-maiores-iniciativas-gratuitas-d e-preparacao-para-concursos-do-pais. Acesso em: 20 ago. 2026.
"A medida atende a uma demanda recorrente dos estudantes e reforça o compromisso do projeto com uma preparação cada vez mais alinhada às exigências dos certames."
Assinale a alternativa que apresenta o vocábulo que pode substituir corretamente 'recorrente', mantendo o sentido essencial do trecho.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Aprova DF ultrapassa 126 mil estudantes em 2026 e se consolida como uma das maiores iniciativas gratuitas de preparação para concursos do país.
Projeto da Secretaria de Justiça e Cidadania, em parceria com a Associação Cresce-DF, já emitiu mais de 411 mil ingressos desde 2024, ampliando oportunidades para quem sonha com uma vaga no serviço público ou no ensino superior
Mais do que aulas preparatórias, o Aprova DF tem se consolidado como uma importante ferramenta de transformação social e inclusão educacional. Promovido pela Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF), em parceria com a Associação Cresce-DF, o projeto alcançou a marca de 126.209 estudantes atendidos somente no primeiro semestre de 2026. Desde sua criação, em julho de 2024, já foram emitidos mais de 411 mil ingressos para os aulões gratuitos voltados à preparação para concursos públicos e vestibulares, consolidando a iniciativa como uma das maiores ações de capacitação gratuita do país.
Voltado a estudantes de nível médio e superior, o Aprova DF oferece acesso gratuito a conteúdos especializados ministrados por professores experientes em disciplinas tradicionalmente cobradas nos principais certames do país, como língua portuguesa, matemática, redação, raciocínio lógico, informática, direito constitucional, direito administrativo, atualidades e realidade brasileira.
Com o objetivo de ampliar ainda mais as chances de aprovação dos participantes, a iniciativa passou por aprimoramentos em 2026. Entre as novidades está a inclusão da disciplina de Lei Orgânica do Distrito Federal (LODF), conteúdo considerado essencial para quem pretende disputar vagas em concursos públicos locais. A medida atende a uma demanda recorrente dos estudantes e reforça o compromisso do projeto com uma preparação cada vez mais alinhada às exigências dos certames.
Além das aulas, os participantes recebem material didático, apostilas impressas, kits escolares e alimentação, fatores que contribuem para a permanência dos estudantes e para o melhor aproveitamento do aprendizado. Os encontros são realizados aos fins de semana, possibilitando a participação de trabalhadores e de pessoas que precisam conciliar os estudos com outras atividades.
As inscrições são abertas por disciplina e podem ser feitas pelo site oficial do projeto (https://aprovadf.com.br) ou presencialmente no local das aulas. Caso ainda haja vagas disponíveis, os interessados também podem se inscrever nos dias de realização das atividades.
DISTRITO FEDERAL. Secretaria de Estado de Justiça e Cidadania. Aprova DF ultrapassa 126 mil estudantes em 2026 e se consolida como uma das maiores iniciativas gratuitas de preparação para concursos do país. Sejus-DF, Brasília, jun. 2026. Disponível em: https://www.sejus.df.gov.br/w/aprova-df-ultrapassa-126-mil-estudantesem-2026-e-se-consolida-como-uma-das-maiores-iniciativas-gratuitas-d e-preparacao-para-concursos-do-pais. Acesso em: 20 ago. 2026.
Texto 5
A questão é baseadas na tirinha abaixo:

https://clubedamafalda.blogspot.com/
No terceiro quadrinho, Mafalda dirige-se ao globo terrestre e afirma:
- “Se você tivesse fígado… que hepatite, hein?”.
A palavra “hepatite” somente pode ser entendida com a associação da linguagem verbal com a não verbal e assim criar significado metafórico cujo objetivo é:
Texto 5
A questão é baseadas na tirinha abaixo:

https://clubedamafalda.blogspot.com/
Para resolver a questão, você deve levar em conta a charge acima e ligá-la às seguintes habilidades estabelecidas pela BNCC para os anos finais do ensino fundamental:
EF69LP05: Inferir e justificar, em textos multimodais, o efeito de sentido decorrente do uso de recursos de linguagem verbal e não verbal - expressão facial, postura corporal, silêncio, símbolos.
EF67LP08: Identificar os efeitos de sentido devidos à escolha de imagens, elementos gráficos e sua relação com o texto verbal em tirinhas e charge.
Na tirinha do cartunista Quino, a personagem Mafalda reage às notícias transmitidas pelo rádio. Para construir o humor e a crítica social da história, o autor utiliza recursos de linguagem verbal e não verbal. O segundo quadrinho é marcado pela total ausência de palavras (linguagem verbal).
Nesse contexto, a linguagem não verbal cumpre o papel de:
Texto 3
Para resolver a questão, leia o texto abaixo:
“A mim, desde muito jovem, sempre me agradou um discurso sem arestas, não importa se feito por um camponês ingênuo diante do mundo ou por um sociólogo do porte de Gilberto Freyre. (…) Tomava-o, quase sempre, como exemplo para falar do problema da colocação dos pronomes objetivos nas sentenças, sublinhando a boniteza do seu estilo. Dificilmente, de acordo ou não com a gramática, Gilberto Freyre escrevia uma feiura.
Foi ele que, sem nenhuma dificuldade, numa primeira experiência estética, me fez, entre um ‘ela vinha-se aproximando’ e um ‘ela vinha se aproximando’, optar pela segunda hipótese, devido à sonoridade que resulta do desligamento do se do verbo auxiliar vinha que lhe ‘dá’ a liberdade de se deixar atrair pelo a do verbo principal aproximando. O se de vinha-se passa a ser s’a quando se liberta daquele verbo e quase se aconchega ao a de aproximando.”
FREIRE, Paulo, Pedagogia da esperança, Ed. Paz & Terra, 22ª edição, Rio de Janeiro e São Paulo, 2015, p. 101.
Em relação ao Texto 3, o autor defende um ponto de vista; contudo, para efetivar isso, precisa empregar fatos ou informações.
Assinale a alternativa em que há apenas informações ou fatos.
Texto 3
Para resolver a questão, leia o texto abaixo:
“A mim, desde muito jovem, sempre me agradou um discurso sem arestas, não importa se feito por um camponês ingênuo diante do mundo ou por um sociólogo do porte de Gilberto Freyre. (…) Tomava-o, quase sempre, como exemplo para falar do problema da colocação dos pronomes objetivos nas sentenças, sublinhando a boniteza do seu estilo. Dificilmente, de acordo ou não com a gramática, Gilberto Freyre escrevia uma feiura.
Foi ele que, sem nenhuma dificuldade, numa primeira experiência estética, me fez, entre um ‘ela vinha-se aproximando’ e um ‘ela vinha se aproximando’, optar pela segunda hipótese, devido à sonoridade que resulta do desligamento do se do verbo auxiliar vinha que lhe ‘dá’ a liberdade de se deixar atrair pelo a do verbo principal aproximando. O se de vinha-se passa a ser s’a quando se liberta daquele verbo e quase se aconchega ao a de aproximando.”
FREIRE, Paulo, Pedagogia da esperança, Ed. Paz & Terra, 22ª edição, Rio de Janeiro e São Paulo, 2015, p. 101.
Dentre as práticas de leitura, estabelecidas pela BNCC, há o seguinte trecho:
Identificar implícitos e os efeitos de sentido decorrentes de determinados usos expressivos da linguagem, da pontuação e de outras notações, da escolha de determinadas palavras ou expressões e identificar efeitos de ironia ou humor.
A identificação entre o significado figurado, conotativo e o denotativo é importante estratégia textual.
Qual das palavras abaixo (destacadas no Texto 3) foi empregada em significado denotado?
Texto 3
Para resolver a questão, leia o texto abaixo:
“A mim, desde muito jovem, sempre me agradou um discurso sem arestas, não importa se feito por um camponês ingênuo diante do mundo ou por um sociólogo do porte de Gilberto Freyre. (…) Tomava-o, quase sempre, como exemplo para falar do problema da colocação dos pronomes objetivos nas sentenças, sublinhando a boniteza do seu estilo. Dificilmente, de acordo ou não com a gramática, Gilberto Freyre escrevia uma feiura.
Foi ele que, sem nenhuma dificuldade, numa primeira experiência estética, me fez, entre um ‘ela vinha-se aproximando’ e um ‘ela vinha se aproximando’, optar pela segunda hipótese, devido à sonoridade que resulta do desligamento do se do verbo auxiliar vinha que lhe ‘dá’ a liberdade de se deixar atrair pelo a do verbo principal aproximando. O se de vinha-se passa a ser s’a quando se liberta daquele verbo e quase se aconchega ao a de aproximando.”
FREIRE, Paulo, Pedagogia da esperança, Ed. Paz & Terra, 22ª edição, Rio de Janeiro e São Paulo, 2015, p. 101.
A colocação pronominal assinala grande distinção entre o uso cotidiano do falante da língua, inclusive em veículos de imprensa, e as recomendações da norma culta.
No Texto 3, o autor explica sua preferência pela forma “ela vinha se aproximando” em vez de “ela vinha-se aproximando”, ou seja, o pronome enclítico em relação ao verbo auxiliar ou proclítico em relação ao principal. A defesa do autor por uma das formas revela explicações que destacam a sonoridade e o estilo.
Essa reflexão aponta que:
Texto 1
“Desensinando o amor aos livros
Quer ensinar o jovem a odiar literatura? Dê-lhe, como dever, fazer fichamento de obras clássicas. A tarefa de fichar o livro desvia o aluno do único objetivo da leitura que é o prazer. Eu estava em processo de mudança. Numa sala, uma montanha de livros. Um dos carregadores olhou assombrado para os livros. Era certo que nunca havia visto tantos. E comentou: “Como deve ser difícil decorar todos esses livros…”. Aquele carregador dizia em linguagem direta o que está dito na tarefa de fichar: ler é uma tarefa penosa. Em vez do fichamento, peça que o aluno fale sobre as ideias dele, aluno, que aquele livro o fez pensar. Para que fazer um resumo do livro se o livro inteiro já está escrito? Pavlov, cientista russo, mostrou que é possível fazer um cão salivar pelo simples toque de uma campainha. Sua lição se aplica à pedagogia. Os fichamentos, repetidos várias vezes, criam no aluno o reflexo condicionado de repulsão pelo livro.”
ALVES, Rubem, Ostra feliz não faz pérola, ed. Planeta, 5ª impressão, 2008, São Paulo, p. 117.
Texto 2
“Estudar é, realmente, um trabalho difícil. Exige de quem o faz uma postura crítica, sistemática. Exige uma disciplina intelectual que não se ganha a não ser praticando-a.
Isto é, precisamente, o que a ‘educação bancária’ não estimula. Pelo contrário, sua tônica reside fundamentalmente em matar nos educandos a curiosidade, o espírito investigador, a criatividade. Sua ‘disciplina’ é a disciplina para a ingenuidade em face do texto, não para a indispensável criticidade.”
FREIRE, Paulo, Ação cultural para a liberdade e outros escritos, ed. Paz & Terra, Rio de Janeiro e São Paulo, 5ª edição, págs. 9 e 10.
Dentre as práticas leitoras estabelecidas pela BNCC, encontramos este trecho:
Estabelecer relações entre as partes do texto, identificando repetições, substituições e os elementos coesivos que contribuem para a continuidade do texto e sua progressão temática.
O Texto 1 exige soluções coesivas relacionadas às palavras livros, literatura, obras clássicas e aluno.
Analise as afirmativas abaixo relacionadas à coesão textual:
1. Os pronomes lhe, dele e o, destacados no texto, possuem o mesmo referente.
2. No último período do texto, a expressão “de repulsão pelo livro” poderia ser reescrita por: “de repulsão dele” sem prejuízos à clareza textual.
3. O pronome que, no terceiro período do texto, retoma a palavra aluno.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Texto 1
“Desensinando o amor aos livros
Quer ensinar o jovem a odiar literatura? Dê-lhe, como dever, fazer fichamento de obras clássicas. A tarefa de fichar o livro desvia o aluno do único objetivo da leitura que é o prazer. Eu estava em processo de mudança. Numa sala, uma montanha de livros. Um dos carregadores olhou assombrado para os livros. Era certo que nunca havia visto tantos. E comentou: “Como deve ser difícil decorar todos esses livros…”. Aquele carregador dizia em linguagem direta o que está dito na tarefa de fichar: ler é uma tarefa penosa. Em vez do fichamento, peça que o aluno fale sobre as ideias dele, aluno, que aquele livro o fez pensar. Para que fazer um resumo do livro se o livro inteiro já está escrito? Pavlov, cientista russo, mostrou que é possível fazer um cão salivar pelo simples toque de uma campainha. Sua lição se aplica à pedagogia. Os fichamentos, repetidos várias vezes, criam no aluno o reflexo condicionado de repulsão pelo livro.”
ALVES, Rubem, Ostra feliz não faz pérola, ed. Planeta, 5ª impressão, 2008, São Paulo, p. 117.
Texto 2
“Estudar é, realmente, um trabalho difícil. Exige de quem o faz uma postura crítica, sistemática. Exige uma disciplina intelectual que não se ganha a não ser praticando-a.
Isto é, precisamente, o que a ‘educação bancária’ não estimula. Pelo contrário, sua tônica reside fundamentalmente em matar nos educandos a curiosidade, o espírito investigador, a criatividade. Sua ‘disciplina’ é a disciplina para a ingenuidade em face do texto, não para a indispensável criticidade.”
FREIRE, Paulo, Ação cultural para a liberdade e outros escritos, ed. Paz & Terra, Rio de Janeiro e São Paulo, 5ª edição, págs. 9 e 10.