Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q4382958 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.


A escrava


    Em um salão onde se achavam reunidas muitas pessoas distintas, e bem colocadas na sociedade, e depois de versar a conversação sobre diversos assuntos mais ou menos interessantes, recaiu sobre o elemento servil. 

    O assunto era por sem dúvida de alta importância. A conversação era geral; as opiniões, porém, divergiam. Começou a discussão.

     — Admira-me — disse uma senhora de sentimentos sinceramente abolicionistas —, faz-me até pasmar como se possa sentir, e expressar sentimentos escravocratas, no presente século, no século dezenove! A moral religiosa e a moral cívica aí se erguem, e falam bem alto esmagando a hidra que envenena a família no mais sagrado santuário seu, e desmoraliza, e avilta a nação inteira!

    Levantai os olhos ao Gólgota, ou percorrei-os em torno da sociedade, e dizei-me:

    — Para que se deu em sacrifício o Homem Deus, que ali exalou seu derradeiro alento? Ah! Então não é verdade que seu sangue era o resgate do homem! É então uma mentira abominável ter esse sangue comprado a liberdade!? E depois, olhai a sociedade... Não vedes o abutre que a corrói constantemente!... Não sentis a desmoralização que a enerva, o cancro que a destrói?

    Por qualquer modo que encaremos a escravidão, ela é, e será sempre um grande mal. Dela a decadência do comércio; porque o comércio e a lavoura caminham de mãos dadas, e o escravo não pode fazer florescer a lavoura; porque o seu trabalho é forçado. Ele não tem futuro; o seu trabalho não é indenizado; ainda dela nos vem o opróbrio, a vergonha; porque de fronte altiva e desassombrada não podemos encarar as nações livres; por isso que o estigma da escravidão, pelo cruzamento das raças, estampa-se na fronte de todos nós. Embalde procurará um dentre nós, convencer ao estrangeiro que em suas veias não gira uma só gota de sangue escravo...

    E depois, o caráter que nos imprime e nos envergonha!

    O escravo é olhado por todos como vítima — e o é.

    O senhor, que papel representa na opinião social?

    O senhor é o verdugo — e esta qualificação é hedionda.

    Eu vou narrar-vos, se me quiserdes prestar atenção, um fato que ultimamente se deu. Poderia citar-vos uma infinidade deles; mas este basta, para provar o que acabo de dizer sobre o algoz e a vítima.

     E ela começou:

    — Era uma tarde de agosto, bela como um ideal de mulher, poética como um suspiro de virgem, melancólica e suave como sons longínquos de um alaúde misterioso.

    Eu cismava, embevecida na beleza natural das alterosas palmeiras que se curvaram gemebundas, ao sopro do vento, que gemia na costa.

    E o sol, dardejando seus raios multicores, pendia para o ocaso em rápida carreira.

    Não sei que sensações desconhecidas me agitavam, não sei!... Mas sentia-me com disposições para o pranto.

    De repente uns gritos lastimosos, uns soluços angustiados feriram-me os ouvidos, e uma mulher correndo, e em completo desalinho, passou por diante de mim, e como uma sombra desapareceu.

    Segui-a com a vista. Ela espavorida, e trêmula, deu volta em torno de uma grande moita de murta, e colando-se no chão nela se ocultou.

    Surpresa com a aparição daquela mulher, que parecia foragida, daquela mulher que um minuto antes quebrara a solidão com seus ais lamentosos, com gemidos magoados, com gritos de suprema angústia, permaneci com a vista alongada e o olhar fixo, no lugar que a vi ocultar-se.

    Ela muda, e imóvel, ali quedou-se.

    Eu então a mim mesma, interroguei:

    — Quem será a desditosa?

    Ia procurá-la — coitada! Uma palavra de animação, um socorro, algum serviço, lembrei-me, poderia prestar-lhe. Erguime. Mas, no momento mesmo em que este pensamento, que acode a todo homem em idênticas circunstâncias, se me despertava, um homem apareceu no extremo oposto do caminho.

    Era ele de cor parda, de estatura elevada, largas espáduas, cabelos negros, e anelados.

    Fisionomia sinistra era a desse homem, que brandia, brutalmente, na mão direita um azorrague repugnante; e da esquerda deixava pender uma delgada corda de linho.

     — Inferno! Maldição! — bradara ele com voz rouca. — Onde estará ela? — e perscrutava com a vista por entre os arvoredos desiguais que desfilavam à margem da estrada.

    — Tu me pagarás — resmungava ele. — E aproximando-se de mim:

    Não viu, minha senhora — interrogou com acento, cuja dureza procurava reprimir —, não viu por aqui passar uma negra, que me fugiu das mãos ainda há pouco? Uma negra que se finge doida... Tenho as calças rotas de correr atrás dela por estas brenhas. Já não tenho fôlego.

    Aquele homem de aspecto feroz era o algoz daquela pobre vítima, compreendi com horror. De pronto, tive um expediente:

    — Vi-a — tornei-lhe com a naturalidade que o caso exigia —, vi-a, e ela também me viu, corria em direção a este lugar; mas, parecendo intimidar-se com minha presença, tomou direção oposta, volvendo-se repentinamente sobre seus passos. Por fim, vi-a desaparecer, internando-se na espessura, muito além da senda que ali se abre.

    E, dizendo isto, indiquei-lhe com um aceno a senda que ficava a mais de cem passos de distância, aquém do morro em que me achava.

    Minhas palavras inexatas, o ardiu de que me servi, visavam a fazê-lo retroceder: logrei o meu intento.


REIS, Maria Firmina dos. A escrava. 2. ed. Brasília: Edições Câmara, 2019. Adaptado. 
No trecho “Eu então a mim mesma, interroguei: — Quem será a desditosa?”, a palavra em destaque pode ser substituída, mantendo o sentido original, por
Alternativas
Q4382956 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.


A escrava


    Em um salão onde se achavam reunidas muitas pessoas distintas, e bem colocadas na sociedade, e depois de versar a conversação sobre diversos assuntos mais ou menos interessantes, recaiu sobre o elemento servil. 

    O assunto era por sem dúvida de alta importância. A conversação era geral; as opiniões, porém, divergiam. Começou a discussão.

     — Admira-me — disse uma senhora de sentimentos sinceramente abolicionistas —, faz-me até pasmar como se possa sentir, e expressar sentimentos escravocratas, no presente século, no século dezenove! A moral religiosa e a moral cívica aí se erguem, e falam bem alto esmagando a hidra que envenena a família no mais sagrado santuário seu, e desmoraliza, e avilta a nação inteira!

    Levantai os olhos ao Gólgota, ou percorrei-os em torno da sociedade, e dizei-me:

    — Para que se deu em sacrifício o Homem Deus, que ali exalou seu derradeiro alento? Ah! Então não é verdade que seu sangue era o resgate do homem! É então uma mentira abominável ter esse sangue comprado a liberdade!? E depois, olhai a sociedade... Não vedes o abutre que a corrói constantemente!... Não sentis a desmoralização que a enerva, o cancro que a destrói?

    Por qualquer modo que encaremos a escravidão, ela é, e será sempre um grande mal. Dela a decadência do comércio; porque o comércio e a lavoura caminham de mãos dadas, e o escravo não pode fazer florescer a lavoura; porque o seu trabalho é forçado. Ele não tem futuro; o seu trabalho não é indenizado; ainda dela nos vem o opróbrio, a vergonha; porque de fronte altiva e desassombrada não podemos encarar as nações livres; por isso que o estigma da escravidão, pelo cruzamento das raças, estampa-se na fronte de todos nós. Embalde procurará um dentre nós, convencer ao estrangeiro que em suas veias não gira uma só gota de sangue escravo...

    E depois, o caráter que nos imprime e nos envergonha!

    O escravo é olhado por todos como vítima — e o é.

    O senhor, que papel representa na opinião social?

    O senhor é o verdugo — e esta qualificação é hedionda.

    Eu vou narrar-vos, se me quiserdes prestar atenção, um fato que ultimamente se deu. Poderia citar-vos uma infinidade deles; mas este basta, para provar o que acabo de dizer sobre o algoz e a vítima.

     E ela começou:

    — Era uma tarde de agosto, bela como um ideal de mulher, poética como um suspiro de virgem, melancólica e suave como sons longínquos de um alaúde misterioso.

    Eu cismava, embevecida na beleza natural das alterosas palmeiras que se curvaram gemebundas, ao sopro do vento, que gemia na costa.

    E o sol, dardejando seus raios multicores, pendia para o ocaso em rápida carreira.

    Não sei que sensações desconhecidas me agitavam, não sei!... Mas sentia-me com disposições para o pranto.

    De repente uns gritos lastimosos, uns soluços angustiados feriram-me os ouvidos, e uma mulher correndo, e em completo desalinho, passou por diante de mim, e como uma sombra desapareceu.

    Segui-a com a vista. Ela espavorida, e trêmula, deu volta em torno de uma grande moita de murta, e colando-se no chão nela se ocultou.

    Surpresa com a aparição daquela mulher, que parecia foragida, daquela mulher que um minuto antes quebrara a solidão com seus ais lamentosos, com gemidos magoados, com gritos de suprema angústia, permaneci com a vista alongada e o olhar fixo, no lugar que a vi ocultar-se.

    Ela muda, e imóvel, ali quedou-se.

    Eu então a mim mesma, interroguei:

    — Quem será a desditosa?

    Ia procurá-la — coitada! Uma palavra de animação, um socorro, algum serviço, lembrei-me, poderia prestar-lhe. Erguime. Mas, no momento mesmo em que este pensamento, que acode a todo homem em idênticas circunstâncias, se me despertava, um homem apareceu no extremo oposto do caminho.

    Era ele de cor parda, de estatura elevada, largas espáduas, cabelos negros, e anelados.

    Fisionomia sinistra era a desse homem, que brandia, brutalmente, na mão direita um azorrague repugnante; e da esquerda deixava pender uma delgada corda de linho.

     — Inferno! Maldição! — bradara ele com voz rouca. — Onde estará ela? — e perscrutava com a vista por entre os arvoredos desiguais que desfilavam à margem da estrada.

    — Tu me pagarás — resmungava ele. — E aproximando-se de mim:

    Não viu, minha senhora — interrogou com acento, cuja dureza procurava reprimir —, não viu por aqui passar uma negra, que me fugiu das mãos ainda há pouco? Uma negra que se finge doida... Tenho as calças rotas de correr atrás dela por estas brenhas. Já não tenho fôlego.

    Aquele homem de aspecto feroz era o algoz daquela pobre vítima, compreendi com horror. De pronto, tive um expediente:

    — Vi-a — tornei-lhe com a naturalidade que o caso exigia —, vi-a, e ela também me viu, corria em direção a este lugar; mas, parecendo intimidar-se com minha presença, tomou direção oposta, volvendo-se repentinamente sobre seus passos. Por fim, vi-a desaparecer, internando-se na espessura, muito além da senda que ali se abre.

    E, dizendo isto, indiquei-lhe com um aceno a senda que ficava a mais de cem passos de distância, aquém do morro em que me achava.

    Minhas palavras inexatas, o ardiu de que me servi, visavam a fazê-lo retroceder: logrei o meu intento.


REIS, Maria Firmina dos. A escrava. 2. ed. Brasília: Edições Câmara, 2019. Adaptado. 
A personagem, ao narrar o episódio da perseguição à mulher escravizada, busca instigar uma reação, um sentimento. Nesse sentido, assinale a alternativa que apresenta o efeito produzido no leitor.
Alternativas
Q4382860 Português
Para responder à questão, leia a charge abaixo.

Captura_de tela 2026-10-16 065002.png (318×242)

Fonte: Cazo
A palavra somar é pronunciada pelo garoto menor no segundo balão da charge ao admitir sua limitação de aprendizado. Diante disso, assinale a alternativa que apresenta um antônimo exato (palavra com significado oposto) para esse verbo.
Alternativas
Q4382859 Português
Para responder à questão, leia a charge abaixo.

Captura_de tela 2026-10-16 065002.png (318×242)

Fonte: Cazo
No primeiro balão da charge, o aluno maior faz uma pergunta. No contexto em que está inserido, o verbo calcular assume o sentido de:
Alternativas
Q4382858 Português
Para responder à questão, leia a charge abaixo.

Captura_de tela 2026-10-16 065002.png (318×242)

Fonte: Cazo
Caso o chargista desejasse substituir o substantivo prejuízo, presente no primeiro balão da charge, por uma palavra de sentido semelhante, mantendo a correção e a coerência original do texto, ele deveria utilizar o vocábulo: 
Alternativas
Q4382857 Português
Para responder à questão, leia a charge abaixo.

Captura_de tela 2026-10-16 065002.png (318×242)

Fonte: Cazo
A intenção comunicativa principal do cartunista Cazo ao produzir essa charge consiste em:
Alternativas
Q4382856 Português
Para responder à questão, leia a charge abaixo.

Captura_de tela 2026-10-16 065002.png (318×242)

Fonte: Cazo
De acordo com os elementos visuais e verbais apresentados na charge, por que o menino menor (à direita) afirma que NÃO consegue somar nem calcular?
Alternativas
Q4382698 Português
TEXTO I

Os piores entre nós

Instituições não existem. Só existem pessoas

    Instituições são ficções. Em Sapiens, Yuval Harari chama a Peugeot, a montadora francesa de automóveis, de uma ficção jurídica: os carros, as fábricas e os funcionários existem fisicamente, mas a empresa é uma entidade imaginária cuja existência depende de leis e do que ele chama de uma “história compartilhada” na qual combinaram de acreditar. Mas ninguém jamais tocou na Peugeot ou jantou com ela – a Peugeot não é um organismo vivo ou um objeto físico. A mesma coisa pode ser dita de um governo, de um Congresso ou de um Tribunal. Essas instituições são ficções, representadas essencialmente pelas pessoas que as compõem.
    Instituições não existem. Só existem pessoas – e elas podem ser competentes ou incapazes, virtuosas ou maléficas, generosas ou psicopatas.
    O economista Douglas North, no seu livro Instituições, Mudança Institucional e Desempenho Econômico, diz que instituições são as regras do jogo em uma sociedade. Instituições são a Constituição, as leis, os regulamentos, as tradições e as regras não escritas de convívio social. Segundo North, as instituições de um país determinam seu desenvolvimento. Mas regras, em si, não são suficientes. É preciso que as pessoas decidam respeitá-las.
    Em 2011, ao falar no Senado dos EUA, Antonin Scalia, juiz da Suprema Corte americana, lembrou que a antiga União Soviética – que ele, ecoando Ronald Regan, chamou de império do mal – tinha uma Constituição que garantia direitos muito mais amplos do que os previstos na Constituição americana. Mas eram direitos de papel, que nada valiam diante do Estado soviético. Scalia disse que a liberdade americana não é garantida por palavras, mas por uma estrutura de governo que, dividindo o Estado em vários poderes que competem entre si, impede a hegemonia de qualquer um deles. O confronto entre os poderes não é um problema – essa foi a mensagem de Scalia. A disputa entre poderes é a garantia de nossa liberdade.
    Daron Acemoglu e James Robinson, autores de Por Que as Nações Fracassam, dividem as instituições em dois grupos: extrativas – quando extraem riqueza da sociedade para concentrá-la nas mãos de poucos – e inclusivas – quando permitem que a maior parte da sociedade se beneficie da riqueza. Nossas instituições são, evidentemente, extrativas. Mesmo as mais inclusivas são conduzidas por pessoas, e a condução refletirá a concepção que essas pessoas têm do Estado. Para algumas delas, a função do Estado é enriquecêlas.
    No prefácio de sua excepcional tradução de A República de Platão, Allan Bloom comenta a preocupação de Sócrates com a educação dos governantes: “Os regimes dependem das virtudes dos homens e não das instituições; se as virtudes mais altas não estiverem presentes nos governantes, um regime inferior será instituído. Não há guardiões acima dos guardiões [...]”.
    Alguém precisa dizer isso aos brasileiros que, repetidamente, caem na armadilha ideológica e emocional de atribuir abstrações políticas (“democracia”, “Estado Democrático de Direito”, “Constituição”, “tribunal” ou “conselho”) o mágico poder de consertar as imoralidades e punir os crimes, apenas para ver essas abstrações sendo usadas como justificativa para mais imoralidades e mais crimes. As instituições às quais confiamos nossos direitos se revelaram quadrilhas organizadas para nos expropriar.
    Instituições não existem. Só existem pessoas. E um indivíduo ou um grupo, investido de grande poder, só será contido por outros indivíduos, ou grupos com poder semelhantes, que recusem submissão. Mas, em nosso país, a submissão parece estar sempre ao alcance de um uísque puro malte, um contrato de “assessoria” e uma promessa de manter em segredo mensagens, fotos e vídeos comprometedores.
    Os incentivos da política são perversos em todos os lugares, como já explicou Niall Ferguson em A Grande Degeneração. Políticos são estimulados a mentir, fraudar e roubar porque a recompensa é enorme, e o custo – a possibilidade de punição – é baixo. Mas, quando essas práticas contaminam até as áreas do Estado responsáveis pela aplicação da lei, a pergunta que o cidadão se faz é: como é possível que tenhamos selecionado, para nos governar, os piores entre nós?

Fonte: MOTTA, Roberto. Revista Oeste, ed.342. Os piores entre nós. https://revistaoeste.com/revista/edicao-342/os-piores-entre-nos-2/ (adaptado). 
Assinale a alternativa cuja reescrita de um fragmento do texto apresente incorreção gramatical quanto ao emprego de um sinal de Pontuação, segundo a norma culta da Língua Portuguesa. 
Alternativas
Q4382695 Português
TEXTO I

Os piores entre nós

Instituições não existem. Só existem pessoas

    Instituições são ficções. Em Sapiens, Yuval Harari chama a Peugeot, a montadora francesa de automóveis, de uma ficção jurídica: os carros, as fábricas e os funcionários existem fisicamente, mas a empresa é uma entidade imaginária cuja existência depende de leis e do que ele chama de uma “história compartilhada” na qual combinaram de acreditar. Mas ninguém jamais tocou na Peugeot ou jantou com ela – a Peugeot não é um organismo vivo ou um objeto físico. A mesma coisa pode ser dita de um governo, de um Congresso ou de um Tribunal. Essas instituições são ficções, representadas essencialmente pelas pessoas que as compõem.
    Instituições não existem. Só existem pessoas – e elas podem ser competentes ou incapazes, virtuosas ou maléficas, generosas ou psicopatas.
    O economista Douglas North, no seu livro Instituições, Mudança Institucional e Desempenho Econômico, diz que instituições são as regras do jogo em uma sociedade. Instituições são a Constituição, as leis, os regulamentos, as tradições e as regras não escritas de convívio social. Segundo North, as instituições de um país determinam seu desenvolvimento. Mas regras, em si, não são suficientes. É preciso que as pessoas decidam respeitá-las.
    Em 2011, ao falar no Senado dos EUA, Antonin Scalia, juiz da Suprema Corte americana, lembrou que a antiga União Soviética – que ele, ecoando Ronald Regan, chamou de império do mal – tinha uma Constituição que garantia direitos muito mais amplos do que os previstos na Constituição americana. Mas eram direitos de papel, que nada valiam diante do Estado soviético. Scalia disse que a liberdade americana não é garantida por palavras, mas por uma estrutura de governo que, dividindo o Estado em vários poderes que competem entre si, impede a hegemonia de qualquer um deles. O confronto entre os poderes não é um problema – essa foi a mensagem de Scalia. A disputa entre poderes é a garantia de nossa liberdade.
    Daron Acemoglu e James Robinson, autores de Por Que as Nações Fracassam, dividem as instituições em dois grupos: extrativas – quando extraem riqueza da sociedade para concentrá-la nas mãos de poucos – e inclusivas – quando permitem que a maior parte da sociedade se beneficie da riqueza. Nossas instituições são, evidentemente, extrativas. Mesmo as mais inclusivas são conduzidas por pessoas, e a condução refletirá a concepção que essas pessoas têm do Estado. Para algumas delas, a função do Estado é enriquecêlas.
    No prefácio de sua excepcional tradução de A República de Platão, Allan Bloom comenta a preocupação de Sócrates com a educação dos governantes: “Os regimes dependem das virtudes dos homens e não das instituições; se as virtudes mais altas não estiverem presentes nos governantes, um regime inferior será instituído. Não há guardiões acima dos guardiões [...]”.
    Alguém precisa dizer isso aos brasileiros que, repetidamente, caem na armadilha ideológica e emocional de atribuir abstrações políticas (“democracia”, “Estado Democrático de Direito”, “Constituição”, “tribunal” ou “conselho”) o mágico poder de consertar as imoralidades e punir os crimes, apenas para ver essas abstrações sendo usadas como justificativa para mais imoralidades e mais crimes. As instituições às quais confiamos nossos direitos se revelaram quadrilhas organizadas para nos expropriar.
    Instituições não existem. Só existem pessoas. E um indivíduo ou um grupo, investido de grande poder, só será contido por outros indivíduos, ou grupos com poder semelhantes, que recusem submissão. Mas, em nosso país, a submissão parece estar sempre ao alcance de um uísque puro malte, um contrato de “assessoria” e uma promessa de manter em segredo mensagens, fotos e vídeos comprometedores.
    Os incentivos da política são perversos em todos os lugares, como já explicou Niall Ferguson em A Grande Degeneração. Políticos são estimulados a mentir, fraudar e roubar porque a recompensa é enorme, e o custo – a possibilidade de punição – é baixo. Mas, quando essas práticas contaminam até as áreas do Estado responsáveis pela aplicação da lei, a pergunta que o cidadão se faz é: como é possível que tenhamos selecionado, para nos governar, os piores entre nós?

Fonte: MOTTA, Roberto. Revista Oeste, ed.342. Os piores entre nós. https://revistaoeste.com/revista/edicao-342/os-piores-entre-nos-2/ (adaptado). 
“Essas instituições são ficções, representadas essencialmente pelas pessoas que as compõem.” (1º par.)

Elementos de coesão colaboram com o encadeamento de afirmações feitas no texto a fim de garantir a sequência devida das ideias expostas. A partir disso, avalie o elemento coesivo em destaque no fragmento acima e, a seguir, assinale a alternativa que contiver o mesmo papel morfológico aplicado no contexto.
Alternativas
Q4382690 Português
TEXTO I

Os piores entre nós

Instituições não existem. Só existem pessoas

    Instituições são ficções. Em Sapiens, Yuval Harari chama a Peugeot, a montadora francesa de automóveis, de uma ficção jurídica: os carros, as fábricas e os funcionários existem fisicamente, mas a empresa é uma entidade imaginária cuja existência depende de leis e do que ele chama de uma “história compartilhada” na qual combinaram de acreditar. Mas ninguém jamais tocou na Peugeot ou jantou com ela – a Peugeot não é um organismo vivo ou um objeto físico. A mesma coisa pode ser dita de um governo, de um Congresso ou de um Tribunal. Essas instituições são ficções, representadas essencialmente pelas pessoas que as compõem.
    Instituições não existem. Só existem pessoas – e elas podem ser competentes ou incapazes, virtuosas ou maléficas, generosas ou psicopatas.
    O economista Douglas North, no seu livro Instituições, Mudança Institucional e Desempenho Econômico, diz que instituições são as regras do jogo em uma sociedade. Instituições são a Constituição, as leis, os regulamentos, as tradições e as regras não escritas de convívio social. Segundo North, as instituições de um país determinam seu desenvolvimento. Mas regras, em si, não são suficientes. É preciso que as pessoas decidam respeitá-las.
    Em 2011, ao falar no Senado dos EUA, Antonin Scalia, juiz da Suprema Corte americana, lembrou que a antiga União Soviética – que ele, ecoando Ronald Regan, chamou de império do mal – tinha uma Constituição que garantia direitos muito mais amplos do que os previstos na Constituição americana. Mas eram direitos de papel, que nada valiam diante do Estado soviético. Scalia disse que a liberdade americana não é garantida por palavras, mas por uma estrutura de governo que, dividindo o Estado em vários poderes que competem entre si, impede a hegemonia de qualquer um deles. O confronto entre os poderes não é um problema – essa foi a mensagem de Scalia. A disputa entre poderes é a garantia de nossa liberdade.
    Daron Acemoglu e James Robinson, autores de Por Que as Nações Fracassam, dividem as instituições em dois grupos: extrativas – quando extraem riqueza da sociedade para concentrá-la nas mãos de poucos – e inclusivas – quando permitem que a maior parte da sociedade se beneficie da riqueza. Nossas instituições são, evidentemente, extrativas. Mesmo as mais inclusivas são conduzidas por pessoas, e a condução refletirá a concepção que essas pessoas têm do Estado. Para algumas delas, a função do Estado é enriquecêlas.
    No prefácio de sua excepcional tradução de A República de Platão, Allan Bloom comenta a preocupação de Sócrates com a educação dos governantes: “Os regimes dependem das virtudes dos homens e não das instituições; se as virtudes mais altas não estiverem presentes nos governantes, um regime inferior será instituído. Não há guardiões acima dos guardiões [...]”.
    Alguém precisa dizer isso aos brasileiros que, repetidamente, caem na armadilha ideológica e emocional de atribuir abstrações políticas (“democracia”, “Estado Democrático de Direito”, “Constituição”, “tribunal” ou “conselho”) o mágico poder de consertar as imoralidades e punir os crimes, apenas para ver essas abstrações sendo usadas como justificativa para mais imoralidades e mais crimes. As instituições às quais confiamos nossos direitos se revelaram quadrilhas organizadas para nos expropriar.
    Instituições não existem. Só existem pessoas. E um indivíduo ou um grupo, investido de grande poder, só será contido por outros indivíduos, ou grupos com poder semelhantes, que recusem submissão. Mas, em nosso país, a submissão parece estar sempre ao alcance de um uísque puro malte, um contrato de “assessoria” e uma promessa de manter em segredo mensagens, fotos e vídeos comprometedores.
    Os incentivos da política são perversos em todos os lugares, como já explicou Niall Ferguson em A Grande Degeneração. Políticos são estimulados a mentir, fraudar e roubar porque a recompensa é enorme, e o custo – a possibilidade de punição – é baixo. Mas, quando essas práticas contaminam até as áreas do Estado responsáveis pela aplicação da lei, a pergunta que o cidadão se faz é: como é possível que tenhamos selecionado, para nos governar, os piores entre nós?

Fonte: MOTTA, Roberto. Revista Oeste, ed.342. Os piores entre nós. https://revistaoeste.com/revista/edicao-342/os-piores-entre-nos-2/ (adaptado). 
Analise a seguir as observações sobre o texto I antes de julgar o que se pede.

I. O autor faz uso do argumento de autoridade por meio do discurso direto remissivo a diferentes autores, os quais ajudam a corroborar sua ideia.
II. O texto é essencialmente de natureza descritivo-analítica e relega o caráter subjetivo de sua composição.
III. Observa-se que a linguagem utilizada no texto prima pelo caráter formal, denotativo e objetivo a fim de expor essencialmente sua mensagem para o interlocutor.
IV. O texto possui tipologia dissertativa, apresentando-se como Artigo de opinião enquanto gênero.

Pode-se dizer que se encontra correto o que foi afirmado acima apenas em:
Alternativas
Q4382689 Português
TEXTO I

Os piores entre nós

Instituições não existem. Só existem pessoas

    Instituições são ficções. Em Sapiens, Yuval Harari chama a Peugeot, a montadora francesa de automóveis, de uma ficção jurídica: os carros, as fábricas e os funcionários existem fisicamente, mas a empresa é uma entidade imaginária cuja existência depende de leis e do que ele chama de uma “história compartilhada” na qual combinaram de acreditar. Mas ninguém jamais tocou na Peugeot ou jantou com ela – a Peugeot não é um organismo vivo ou um objeto físico. A mesma coisa pode ser dita de um governo, de um Congresso ou de um Tribunal. Essas instituições são ficções, representadas essencialmente pelas pessoas que as compõem.
    Instituições não existem. Só existem pessoas – e elas podem ser competentes ou incapazes, virtuosas ou maléficas, generosas ou psicopatas.
    O economista Douglas North, no seu livro Instituições, Mudança Institucional e Desempenho Econômico, diz que instituições são as regras do jogo em uma sociedade. Instituições são a Constituição, as leis, os regulamentos, as tradições e as regras não escritas de convívio social. Segundo North, as instituições de um país determinam seu desenvolvimento. Mas regras, em si, não são suficientes. É preciso que as pessoas decidam respeitá-las.
    Em 2011, ao falar no Senado dos EUA, Antonin Scalia, juiz da Suprema Corte americana, lembrou que a antiga União Soviética – que ele, ecoando Ronald Regan, chamou de império do mal – tinha uma Constituição que garantia direitos muito mais amplos do que os previstos na Constituição americana. Mas eram direitos de papel, que nada valiam diante do Estado soviético. Scalia disse que a liberdade americana não é garantida por palavras, mas por uma estrutura de governo que, dividindo o Estado em vários poderes que competem entre si, impede a hegemonia de qualquer um deles. O confronto entre os poderes não é um problema – essa foi a mensagem de Scalia. A disputa entre poderes é a garantia de nossa liberdade.
    Daron Acemoglu e James Robinson, autores de Por Que as Nações Fracassam, dividem as instituições em dois grupos: extrativas – quando extraem riqueza da sociedade para concentrá-la nas mãos de poucos – e inclusivas – quando permitem que a maior parte da sociedade se beneficie da riqueza. Nossas instituições são, evidentemente, extrativas. Mesmo as mais inclusivas são conduzidas por pessoas, e a condução refletirá a concepção que essas pessoas têm do Estado. Para algumas delas, a função do Estado é enriquecêlas.
    No prefácio de sua excepcional tradução de A República de Platão, Allan Bloom comenta a preocupação de Sócrates com a educação dos governantes: “Os regimes dependem das virtudes dos homens e não das instituições; se as virtudes mais altas não estiverem presentes nos governantes, um regime inferior será instituído. Não há guardiões acima dos guardiões [...]”.
    Alguém precisa dizer isso aos brasileiros que, repetidamente, caem na armadilha ideológica e emocional de atribuir abstrações políticas (“democracia”, “Estado Democrático de Direito”, “Constituição”, “tribunal” ou “conselho”) o mágico poder de consertar as imoralidades e punir os crimes, apenas para ver essas abstrações sendo usadas como justificativa para mais imoralidades e mais crimes. As instituições às quais confiamos nossos direitos se revelaram quadrilhas organizadas para nos expropriar.
    Instituições não existem. Só existem pessoas. E um indivíduo ou um grupo, investido de grande poder, só será contido por outros indivíduos, ou grupos com poder semelhantes, que recusem submissão. Mas, em nosso país, a submissão parece estar sempre ao alcance de um uísque puro malte, um contrato de “assessoria” e uma promessa de manter em segredo mensagens, fotos e vídeos comprometedores.
    Os incentivos da política são perversos em todos os lugares, como já explicou Niall Ferguson em A Grande Degeneração. Políticos são estimulados a mentir, fraudar e roubar porque a recompensa é enorme, e o custo – a possibilidade de punição – é baixo. Mas, quando essas práticas contaminam até as áreas do Estado responsáveis pela aplicação da lei, a pergunta que o cidadão se faz é: como é possível que tenhamos selecionado, para nos governar, os piores entre nós?

Fonte: MOTTA, Roberto. Revista Oeste, ed.342. Os piores entre nós. https://revistaoeste.com/revista/edicao-342/os-piores-entre-nos-2/ (adaptado). 
A partir das ideias expostas no texto I, pode-se inferir corretamente que as Instituições:
Alternativas
Q4381901 Português

Leia o texto abaixo para responder à questão.

O rato da cidade e o rato do campo



Um rato, que morava na cidade, foi convidado por outro, que morava no campo, o qual levou o rato da cidade até sua cova, onde comeram ambos, coisas do campo, ervas e raízes. Disse o rato da cidade ao outro:

— Por certo, compadre, tenho dó de ti, e da pobreza em que vives. Vem comigo morar na cidade, verás a riqueza e a fartura que experimentas.

Aceitou o rato do campo, e foram ambos para uma casa grande e rica, e dentro da despensa estavam comendo boas comidas e muitas, quando de súbito entrou o despenseiro, e dois gatos com ele. Os ratos fugiram. O de casa achou logo seu buraco, o de fora subiu pela parede, dizendo:

— Fiquem com sua fartura; que eu mais quero comer raízes no campo sem sobressaltos, onde não há gato, nem ratoeira.

É como se diz, “mais vale magro no mato, que gordo na boca do gato”.

https://escolakids.uol.com.br/portugues/contos-curtinhos.htm acesso em 26 de abril de 2026.

Ao afirmar “Por certo, compadre, tenho dó de ti, e da pobreza em que vives”, o rato da cidade revela uma postura de: 
Alternativas
Q4381900 Português

Leia o texto abaixo para responder à questão.

O rato da cidade e o rato do campo



Um rato, que morava na cidade, foi convidado por outro, que morava no campo, o qual levou o rato da cidade até sua cova, onde comeram ambos, coisas do campo, ervas e raízes. Disse o rato da cidade ao outro:

— Por certo, compadre, tenho dó de ti, e da pobreza em que vives. Vem comigo morar na cidade, verás a riqueza e a fartura que experimentas.

Aceitou o rato do campo, e foram ambos para uma casa grande e rica, e dentro da despensa estavam comendo boas comidas e muitas, quando de súbito entrou o despenseiro, e dois gatos com ele. Os ratos fugiram. O de casa achou logo seu buraco, o de fora subiu pela parede, dizendo:

— Fiquem com sua fartura; que eu mais quero comer raízes no campo sem sobressaltos, onde não há gato, nem ratoeira.

É como se diz, “mais vale magro no mato, que gordo na boca do gato”.

https://escolakids.uol.com.br/portugues/contos-curtinhos.htm acesso em 26 de abril de 2026.

No trecho “Aceitou o rato do campo, e foram ambos para uma casa grande e rica, e dentro da despensa estavam comendo boas comidas e muitas, quando de súbito entrou o despenseiro...”, a expressão “de súbito” pode ser substituída, sem prejuízo de sentido, por: 
Alternativas
Q4381899 Português

Leia o texto abaixo para responder à questão.

O rato da cidade e o rato do campo



Um rato, que morava na cidade, foi convidado por outro, que morava no campo, o qual levou o rato da cidade até sua cova, onde comeram ambos, coisas do campo, ervas e raízes. Disse o rato da cidade ao outro:

— Por certo, compadre, tenho dó de ti, e da pobreza em que vives. Vem comigo morar na cidade, verás a riqueza e a fartura que experimentas.

Aceitou o rato do campo, e foram ambos para uma casa grande e rica, e dentro da despensa estavam comendo boas comidas e muitas, quando de súbito entrou o despenseiro, e dois gatos com ele. Os ratos fugiram. O de casa achou logo seu buraco, o de fora subiu pela parede, dizendo:

— Fiquem com sua fartura; que eu mais quero comer raízes no campo sem sobressaltos, onde não há gato, nem ratoeira.

É como se diz, “mais vale magro no mato, que gordo na boca do gato”.

https://escolakids.uol.com.br/portugues/contos-curtinhos.htm acesso em 26 de abril de 2026.

A moral apresentada ao final do texto — “mais vale magro no mato, que gordo na boca do gato” — permite inferir que o narrador:
Alternativas
Q4381898 Português

Leia o texto abaixo para responder à questão.

O rato da cidade e o rato do campo



Um rato, que morava na cidade, foi convidado por outro, que morava no campo, o qual levou o rato da cidade até sua cova, onde comeram ambos, coisas do campo, ervas e raízes. Disse o rato da cidade ao outro:

— Por certo, compadre, tenho dó de ti, e da pobreza em que vives. Vem comigo morar na cidade, verás a riqueza e a fartura que experimentas.

Aceitou o rato do campo, e foram ambos para uma casa grande e rica, e dentro da despensa estavam comendo boas comidas e muitas, quando de súbito entrou o despenseiro, e dois gatos com ele. Os ratos fugiram. O de casa achou logo seu buraco, o de fora subiu pela parede, dizendo:

— Fiquem com sua fartura; que eu mais quero comer raízes no campo sem sobressaltos, onde não há gato, nem ratoeira.

É como se diz, “mais vale magro no mato, que gordo na boca do gato”.

https://escolakids.uol.com.br/portugues/contos-curtinhos.htm acesso em 26 de abril de 2026.

No trecho “Fiquem com sua fartura; que eu mais quero comer raízes no campo sem sobressaltos”, o adjetivo que substitui convenientemente a expressão “sem sobressaltos”, mantendo o sentido original do texto, é:
Alternativas
Q4381897 Português

Leia o texto abaixo para responder à questão.

O rato da cidade e o rato do campo



Um rato, que morava na cidade, foi convidado por outro, que morava no campo, o qual levou o rato da cidade até sua cova, onde comeram ambos, coisas do campo, ervas e raízes. Disse o rato da cidade ao outro:

— Por certo, compadre, tenho dó de ti, e da pobreza em que vives. Vem comigo morar na cidade, verás a riqueza e a fartura que experimentas.

Aceitou o rato do campo, e foram ambos para uma casa grande e rica, e dentro da despensa estavam comendo boas comidas e muitas, quando de súbito entrou o despenseiro, e dois gatos com ele. Os ratos fugiram. O de casa achou logo seu buraco, o de fora subiu pela parede, dizendo:

— Fiquem com sua fartura; que eu mais quero comer raízes no campo sem sobressaltos, onde não há gato, nem ratoeira.

É como se diz, “mais vale magro no mato, que gordo na boca do gato”.

https://escolakids.uol.com.br/portugues/contos-curtinhos.htm acesso em 26 de abril de 2026.

De acordo com a mensagem central do texto “O rato da cidade e o rato do campo”, assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q4381348 Português
Considerando as diferentes funções conotativas e denotativas da linguagem e a predominância de cada uma conforme a finalidade comunicativa do texto, assinale a alternativa correta:

Alternativas
Q4381347 Português
Utilize o texto abaixo para responder a questão.


    A manufatura de lentes de óculos envolve etapas de corte, modelagem e polimento para garantir precisão e qualidade.

    Em algumas fábricas, há equipamentos modernos que realizam essas operações de forma automatizada.

    Após o polimento, as lentes são submetidas à aplicação de tratamentos que aumentam sua resistência.

    Em seguida, as lentes são avaliadas, e aquelas que atendem aos padrões são encaminhadas à montagem dos óculos.

    Ao final, os produtos são cuidadosamente verificados para que apresentem as características adequadas ao uso.
Considerando o sentido das palavras empregadas no texto, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q4381344 Português
Utilize o texto abaixo para responder a questão.


    A manufatura de lentes de óculos envolve etapas de corte, modelagem e polimento para garantir precisão e qualidade.

    Em algumas fábricas, há equipamentos modernos que realizam essas operações de forma automatizada.

    Após o polimento, as lentes são submetidas à aplicação de tratamentos que aumentam sua resistência.

    Em seguida, as lentes são avaliadas, e aquelas que atendem aos padrões são encaminhadas à montagem dos óculos.

    Ao final, os produtos são cuidadosamente verificados para que apresentem as características adequadas ao uso.
Aponte a informação incorreta sobre a formação tipológica, linguística e estrutural do texto: 
Alternativas
Q4380387 Português

Leia o texto para responder à questão.



Tempo do castigo


    Quando eu era criança, ficava de castigo e ia para o quarto pensar. Perguntava quanto tempo e contava os segundos para sair. Até hoje acho essa punição interessante: “Pense no que você fez para conversarmos”. Mas, para ser boa, essa punição precisa ter um tempo combinado. O tempo, na época, me parecia justo por ser proporcional ao erro e ao amor de minha mãe por mim. Eu sabia que ela me amava, sabia que ia ficar um tempo ali e sabia que ia sair e poder falar com ela. Era um acordo.


    Hoje temos um jeito adulto de punir: bloquear a pessoa no WhatsApp. Bloquear alguém que se ama é como colocar de castigo. “Você fez algo que não gostei, preciso de um tempo.” E aí vem o importante: quanto tempo é esse tempo? O tempo que pode ser o remédio que cura a relação ou o remédio que vira veneno.


    O tempo de castigo era válido quando não trazia mágoa. Quando servia apenas para acalmar os ânimos. Quando era um tempo com a intenção velada da paz.


    Quando se diz o que se quer nessa nova interação virtual e se bloqueia sem deixar que o outro responda, coloca-se o outro em um castigo cheio de angústia. E, na espera sem saber o tempo, a mágoa cresce, os argumentos perdem sentido.


    Bloquear pode ser usado como um respiro para avançarmos, mas nunca como forma de evitar conversas difíceis, que são justamente as que permitem o amadurecimento que vem dos relacionamentos. As relações avançam nas discussões. O castigo da minha mãe sempre me trouxe uma oportunidade de uma relação mais próxima com ela, entendendo meus erros, e isso me trazia um profundo alívio.


(Alice Ferraz. O Estado de S. Paulo, 6 de dezembro de 2025. Adaptado)



A narradora é de opinião de que
Alternativas
Respostas
961: C
962: E
963: C
964: B
965: A
966: B
967: C
968: C
969: E
970: D
971: A
972: D
973: E
974: B
975: B
976: C
977: B
978: D
979: D
980: E