🎯 Saiba o que estudar

Avançado com Treinador a partir de R$ 0,76/dia

Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 129.329 questões

Q4187798 Português
Em uma atividade de leitura, o professor apresenta aos alunos um texto publicado em jornal impresso que visualmente se organiza como um poema, com versos curtos e disposição em estrofes, mas cuja finalidade é defender um ponto de vista sobre um problema social contemporâneo. Em outro momento, trabalha-se um manual de instruções que combina sequências injuntivas, trechos descritivos e explicações sobre o funcionamento de um equipamento. Considerando os conceitos de hibridização textual, a análise adequada dessas duas situações é a de que:
Alternativas
Q4187782 Português

Texto para a questão


Gêneros discursivos, BNCC e ensino da escrita: entre diretrizes e práticas pedagógicas


    A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) reafirma, no ensino de Língua Portuguesa, uma concepção de linguagem de base enunciativo-discursiva, na qual o texto, compreendido como prática social situada, ocupa lugar central no processo de ensino-aprendizagem. Tal orientação desloca o foco da língua entendida como sistema abstrato para a língua em uso, exigindo do professor uma atuação pedagógica que articule leitura, produção textual e reflexão linguística de modo integrado e contextualizado.


    Nesse quadro, o trabalho com gêneros discursivos assume papel estruturante, pois é por meio deles que os sujeitos participam das práticas sociais de linguagem. A BNCC organiza essas práticas a partir de campos de atuação, reconhecendo que cada gênero se constitui em condições específicas de produção, circulação e recepção. Assim, ensinar Língua Portuguesa implica criar situações didáticas em que o aluno compreenda não apenas a forma do texto, mas também seus propósitos comunicativos e efeitos de sentido.


    Um exemplo dessa orientação pode ser observado no campo jornalístico-midiático, quando se propõe a produção de gêneros como notícia, reportagem ou artigo de opinião. Ao desenvolver uma atividade de produção de notícia, por exemplo, o professor precisa conduzir o aluno à análise do contexto de circulação, da seleção das informações relevantes, da organização composicional e das escolhas linguísticas adequadas ao gênero, superando práticas de escrita meramente reprodutivas.


    De modo semelhante, no campo das práticas de estudo e pesquisa, a produção de gêneros como artigos de divulgação científica ou relatórios exige que o ensino da escrita contemple estratégias de planejamento, textualização e revisão. Nesse caso, o gênero funciona como mediador entre o conhecimento científico e o leitor, demandando do aluno a mobilização de estratégias de leitura e escrita que garantam clareza, coesão e adequação ao interlocutor.


    Essas propostas evidenciam que a leitura e a produção textual não podem ser tratadas como atividades dissociadas. Ao contrário, compreender um gênero pressupõe analisar seus modos de dizer, seus valores discursivos e suas regularidades, o que implica práticas de leitura orientadas e reflexão sobre o funcionamento da língua em contextos reais de uso, conforme defendido pela BNCC.


    Conclui-se, portanto, que o ensino de Língua Portuguesa, alinhado às diretrizes da BNCC, requer do professor uma postura teórico-metodológica consistente, capaz de articular gêneros discursivos, estratégias de leitura e práticas de escrita em projetos pedagógicos significativos. Somente assim será possível formar leitores e produtores de texto competentes, capazes de atuar criticamente nas diferentes esferas sociais.


Texto adaptado a partir de MARINS, Ida Maria Morales. Gêneros textuais/discursivos e a BNCC: uma leitura reflexiva da prática de escrita. In: VIII ENALIC – Edição Digital, p. 469–480, 2019.

Com base no texto, a utilização de gêneros do campo jornalístico-midiático em sala de aula contribui para o desenvolvimento da competência leitora na medida em que possibilita ao aluno:
Alternativas
Q4187662 Português

Texto para responder à questão


Minha vó foi pega a laço


Pode parecer estranho, mas já ouvi tantas vezes esta afirmação que já até me acostumei a ela. Em quase todos os lugares onde chego alguém vem logo afirmando isso. É como uma senha para se aproximar de mim ou tentar criar um elo de comunicação comigo. Quase sempre fico sem ter o que dizer à pessoa que chega dessa maneira. É que eu acho bem estranho que alguém use este recurso de forma consciente acreditando que é algo digno ter uma avó que foi pega a laço por quem quer que seja.


– Você sabia que eu também tenho um pezinho na aldeia? – ele diz.


– Todo brasileiro legítimo – tirando os que são filhos de pais estrangeiros que moram no Brasil – tem um pé na aldeia e outro na senzala – eu digo brincando.


– Eu tenho sangue índio na minha veia porque meu pai conta que sua mãe, minha avó, era uma “índia” legítima – ele diz tentando me causar reação.


– Verdade? – ironizo para descontrair.


– Ele diz que meu avô era um desbravador do sertão e que um dia topou com uma “tribo” selvagem lá por Goiás.


– Eita. Que história interessante – falo arregalando os olhos.


– Pois é. Meu pai disse que meu avô contou que minha avó era muito linda e que olhou bem nos seus olhos antes de correr. Meu avô ficou enfeitiçado por ela. Imediatamente ele tirou o laço do lombo do cavalo em que estava montado e a laçou.


– Que incrível – digo.


– Ela, no começo, esperneou, gritou, chamou pelos outros “índios”, mas ninguém voltou e meu avô a levou para casa e com ela teve nove filhos.


– Uau!


– Meu avô contou para meu pai que vovó era baixinha, tinha cabelos longos bem pretinhos e olhos puxadinhos. Ela ficava horas sentada na frente de casa penteando os cabelos e com os olhos perdidos no horizonte.


– Ela devia estar cantando a saudade de sua casa – disse para quebrar o clima sombrio.


– Meu avô dizia que ela ficou a vida inteira aguardando que sua “tribo” viesse resgatá-la. Nunca ninguém apareceu. Ela, no entanto, foi muito feliz ao lado do meu avô.


Minha atenção se fixou nesta última frase enquanto meu novo amigo se despedia dizendo que tinha sido um prazer me conhecer. Cumprimenta-me, me olha de cima a baixo, vira as costas e vai embora.


Apesar de ser comum esta situação, nunca deixo de pensar nela. Acho esquisito quando alguém se orgulha de ter tido uma avó que foi escravizada por um homem que a usou durante toda uma vida e a obrigou a gestar filhos que provavelmente não queria. Penso que a maioria das pessoas não se dá conta de que esta narrativa é repetida tantas vezes e de forma poética para esconder uma dor que devia morar dentro de todos os brasileiros: somos uma nação parida à força.


Foi assim com os primeiros indígenas forçados a receber uma gente que se impôs pela crueldade e pela ambição; uma gente que tinha olhares lascivos contra os corpos nus – e sagrados – das mulheres nativas. Foi assim com os negros trazidos acorrentados nos porões de navios para serem escravos de pessoas que se sentiam superiores apenas por conta da cor de sua pele; as mulheres eram usadas como domésticas e como amantes, gerando “brasileiros” que eram desqualificados porque cresciam sem pai.


O Brasil foi “inventado” a partir das dores de suas mulheres e é importante não esquecermos esta história para podermos olhar de frente para nosso passado e aprendermos com ele. O Brasil precisa se reconciliar com sua história; aceitar que foi “construído” sobre um cemitério. Apenas dessa forma saberemos lidar com criatividade sobre a verdadeira história de como “minha avó foi pega a laço”.



(Por: Daniel Munduruku. Blog Combate ao Racismo Ambiental. Publicado em: 24/03/2018. Disponível em: https://racismoambiental.net.br/minha-avo-foi-pega-a-laco. Acesso em: maio de 2026.)

Observe a imagem a seguir:


Imagem associada para resolução da questão


Sobre a imagem, é possível destacar, em relação ao texto “Minha vó foi pega a laço”, que: 

Alternativas
Q4187661 Português

Texto para responder à questão


Minha vó foi pega a laço


Pode parecer estranho, mas já ouvi tantas vezes esta afirmação que já até me acostumei a ela. Em quase todos os lugares onde chego alguém vem logo afirmando isso. É como uma senha para se aproximar de mim ou tentar criar um elo de comunicação comigo. Quase sempre fico sem ter o que dizer à pessoa que chega dessa maneira. É que eu acho bem estranho que alguém use este recurso de forma consciente acreditando que é algo digno ter uma avó que foi pega a laço por quem quer que seja.


– Você sabia que eu também tenho um pezinho na aldeia? – ele diz.


– Todo brasileiro legítimo – tirando os que são filhos de pais estrangeiros que moram no Brasil – tem um pé na aldeia e outro na senzala – eu digo brincando.


– Eu tenho sangue índio na minha veia porque meu pai conta que sua mãe, minha avó, era uma “índia” legítima – ele diz tentando me causar reação.


– Verdade? – ironizo para descontrair.


– Ele diz que meu avô era um desbravador do sertão e que um dia topou com uma “tribo” selvagem lá por Goiás.


– Eita. Que história interessante – falo arregalando os olhos.


– Pois é. Meu pai disse que meu avô contou que minha avó era muito linda e que olhou bem nos seus olhos antes de correr. Meu avô ficou enfeitiçado por ela. Imediatamente ele tirou o laço do lombo do cavalo em que estava montado e a laçou.


– Que incrível – digo.


– Ela, no começo, esperneou, gritou, chamou pelos outros “índios”, mas ninguém voltou e meu avô a levou para casa e com ela teve nove filhos.


– Uau!


– Meu avô contou para meu pai que vovó era baixinha, tinha cabelos longos bem pretinhos e olhos puxadinhos. Ela ficava horas sentada na frente de casa penteando os cabelos e com os olhos perdidos no horizonte.


– Ela devia estar cantando a saudade de sua casa – disse para quebrar o clima sombrio.


– Meu avô dizia que ela ficou a vida inteira aguardando que sua “tribo” viesse resgatá-la. Nunca ninguém apareceu. Ela, no entanto, foi muito feliz ao lado do meu avô.


Minha atenção se fixou nesta última frase enquanto meu novo amigo se despedia dizendo que tinha sido um prazer me conhecer. Cumprimenta-me, me olha de cima a baixo, vira as costas e vai embora.


Apesar de ser comum esta situação, nunca deixo de pensar nela. Acho esquisito quando alguém se orgulha de ter tido uma avó que foi escravizada por um homem que a usou durante toda uma vida e a obrigou a gestar filhos que provavelmente não queria. Penso que a maioria das pessoas não se dá conta de que esta narrativa é repetida tantas vezes e de forma poética para esconder uma dor que devia morar dentro de todos os brasileiros: somos uma nação parida à força.


Foi assim com os primeiros indígenas forçados a receber uma gente que se impôs pela crueldade e pela ambição; uma gente que tinha olhares lascivos contra os corpos nus – e sagrados – das mulheres nativas. Foi assim com os negros trazidos acorrentados nos porões de navios para serem escravos de pessoas que se sentiam superiores apenas por conta da cor de sua pele; as mulheres eram usadas como domésticas e como amantes, gerando “brasileiros” que eram desqualificados porque cresciam sem pai.


O Brasil foi “inventado” a partir das dores de suas mulheres e é importante não esquecermos esta história para podermos olhar de frente para nosso passado e aprendermos com ele. O Brasil precisa se reconciliar com sua história; aceitar que foi “construído” sobre um cemitério. Apenas dessa forma saberemos lidar com criatividade sobre a verdadeira história de como “minha avó foi pega a laço”.



(Por: Daniel Munduruku. Blog Combate ao Racismo Ambiental. Publicado em: 24/03/2018. Disponível em: https://racismoambiental.net.br/minha-avo-foi-pega-a-laco. Acesso em: maio de 2026.)

Em “– Você sabia que eu também tenho um pezinho na aldeia? – ele diz.” (2º§), quanto ao termo destacado, é possível observar o emprego de um recurso linguístico que: 
Alternativas
Q4187660 Português

Texto para responder à questão


Minha vó foi pega a laço


Pode parecer estranho, mas já ouvi tantas vezes esta afirmação que já até me acostumei a ela. Em quase todos os lugares onde chego alguém vem logo afirmando isso. É como uma senha para se aproximar de mim ou tentar criar um elo de comunicação comigo. Quase sempre fico sem ter o que dizer à pessoa que chega dessa maneira. É que eu acho bem estranho que alguém use este recurso de forma consciente acreditando que é algo digno ter uma avó que foi pega a laço por quem quer que seja.


– Você sabia que eu também tenho um pezinho na aldeia? – ele diz.


– Todo brasileiro legítimo – tirando os que são filhos de pais estrangeiros que moram no Brasil – tem um pé na aldeia e outro na senzala – eu digo brincando.


– Eu tenho sangue índio na minha veia porque meu pai conta que sua mãe, minha avó, era uma “índia” legítima – ele diz tentando me causar reação.


– Verdade? – ironizo para descontrair.


– Ele diz que meu avô era um desbravador do sertão e que um dia topou com uma “tribo” selvagem lá por Goiás.


– Eita. Que história interessante – falo arregalando os olhos.


– Pois é. Meu pai disse que meu avô contou que minha avó era muito linda e que olhou bem nos seus olhos antes de correr. Meu avô ficou enfeitiçado por ela. Imediatamente ele tirou o laço do lombo do cavalo em que estava montado e a laçou.


– Que incrível – digo.


– Ela, no começo, esperneou, gritou, chamou pelos outros “índios”, mas ninguém voltou e meu avô a levou para casa e com ela teve nove filhos.


– Uau!


– Meu avô contou para meu pai que vovó era baixinha, tinha cabelos longos bem pretinhos e olhos puxadinhos. Ela ficava horas sentada na frente de casa penteando os cabelos e com os olhos perdidos no horizonte.


– Ela devia estar cantando a saudade de sua casa – disse para quebrar o clima sombrio.


– Meu avô dizia que ela ficou a vida inteira aguardando que sua “tribo” viesse resgatá-la. Nunca ninguém apareceu. Ela, no entanto, foi muito feliz ao lado do meu avô.


Minha atenção se fixou nesta última frase enquanto meu novo amigo se despedia dizendo que tinha sido um prazer me conhecer. Cumprimenta-me, me olha de cima a baixo, vira as costas e vai embora.


Apesar de ser comum esta situação, nunca deixo de pensar nela. Acho esquisito quando alguém se orgulha de ter tido uma avó que foi escravizada por um homem que a usou durante toda uma vida e a obrigou a gestar filhos que provavelmente não queria. Penso que a maioria das pessoas não se dá conta de que esta narrativa é repetida tantas vezes e de forma poética para esconder uma dor que devia morar dentro de todos os brasileiros: somos uma nação parida à força.


Foi assim com os primeiros indígenas forçados a receber uma gente que se impôs pela crueldade e pela ambição; uma gente que tinha olhares lascivos contra os corpos nus – e sagrados – das mulheres nativas. Foi assim com os negros trazidos acorrentados nos porões de navios para serem escravos de pessoas que se sentiam superiores apenas por conta da cor de sua pele; as mulheres eram usadas como domésticas e como amantes, gerando “brasileiros” que eram desqualificados porque cresciam sem pai.


O Brasil foi “inventado” a partir das dores de suas mulheres e é importante não esquecermos esta história para podermos olhar de frente para nosso passado e aprendermos com ele. O Brasil precisa se reconciliar com sua história; aceitar que foi “construído” sobre um cemitério. Apenas dessa forma saberemos lidar com criatividade sobre a verdadeira história de como “minha avó foi pega a laço”.



(Por: Daniel Munduruku. Blog Combate ao Racismo Ambiental. Publicado em: 24/03/2018. Disponível em: https://racismoambiental.net.br/minha-avo-foi-pega-a-laco. Acesso em: maio de 2026.)

Considerando o conteúdo apresentado no texto e a perspectiva do enunciador através do diálogo e de suas observações na conclusão, quanto à expressão “minha vó foi pega a laço” (título), assinale a afirmativa correta. 
Alternativas
Q4187659 Português

Texto para responder à questão


Minha vó foi pega a laço


Pode parecer estranho, mas já ouvi tantas vezes esta afirmação que já até me acostumei a ela. Em quase todos os lugares onde chego alguém vem logo afirmando isso. É como uma senha para se aproximar de mim ou tentar criar um elo de comunicação comigo. Quase sempre fico sem ter o que dizer à pessoa que chega dessa maneira. É que eu acho bem estranho que alguém use este recurso de forma consciente acreditando que é algo digno ter uma avó que foi pega a laço por quem quer que seja.


– Você sabia que eu também tenho um pezinho na aldeia? – ele diz.


– Todo brasileiro legítimo – tirando os que são filhos de pais estrangeiros que moram no Brasil – tem um pé na aldeia e outro na senzala – eu digo brincando.


– Eu tenho sangue índio na minha veia porque meu pai conta que sua mãe, minha avó, era uma “índia” legítima – ele diz tentando me causar reação.


– Verdade? – ironizo para descontrair.


– Ele diz que meu avô era um desbravador do sertão e que um dia topou com uma “tribo” selvagem lá por Goiás.


– Eita. Que história interessante – falo arregalando os olhos.


– Pois é. Meu pai disse que meu avô contou que minha avó era muito linda e que olhou bem nos seus olhos antes de correr. Meu avô ficou enfeitiçado por ela. Imediatamente ele tirou o laço do lombo do cavalo em que estava montado e a laçou.


– Que incrível – digo.


– Ela, no começo, esperneou, gritou, chamou pelos outros “índios”, mas ninguém voltou e meu avô a levou para casa e com ela teve nove filhos.


– Uau!


– Meu avô contou para meu pai que vovó era baixinha, tinha cabelos longos bem pretinhos e olhos puxadinhos. Ela ficava horas sentada na frente de casa penteando os cabelos e com os olhos perdidos no horizonte.


– Ela devia estar cantando a saudade de sua casa – disse para quebrar o clima sombrio.


– Meu avô dizia que ela ficou a vida inteira aguardando que sua “tribo” viesse resgatá-la. Nunca ninguém apareceu. Ela, no entanto, foi muito feliz ao lado do meu avô.


Minha atenção se fixou nesta última frase enquanto meu novo amigo se despedia dizendo que tinha sido um prazer me conhecer. Cumprimenta-me, me olha de cima a baixo, vira as costas e vai embora.


Apesar de ser comum esta situação, nunca deixo de pensar nela. Acho esquisito quando alguém se orgulha de ter tido uma avó que foi escravizada por um homem que a usou durante toda uma vida e a obrigou a gestar filhos que provavelmente não queria. Penso que a maioria das pessoas não se dá conta de que esta narrativa é repetida tantas vezes e de forma poética para esconder uma dor que devia morar dentro de todos os brasileiros: somos uma nação parida à força.


Foi assim com os primeiros indígenas forçados a receber uma gente que se impôs pela crueldade e pela ambição; uma gente que tinha olhares lascivos contra os corpos nus – e sagrados – das mulheres nativas. Foi assim com os negros trazidos acorrentados nos porões de navios para serem escravos de pessoas que se sentiam superiores apenas por conta da cor de sua pele; as mulheres eram usadas como domésticas e como amantes, gerando “brasileiros” que eram desqualificados porque cresciam sem pai.


O Brasil foi “inventado” a partir das dores de suas mulheres e é importante não esquecermos esta história para podermos olhar de frente para nosso passado e aprendermos com ele. O Brasil precisa se reconciliar com sua história; aceitar que foi “construído” sobre um cemitério. Apenas dessa forma saberemos lidar com criatividade sobre a verdadeira história de como “minha avó foi pega a laço”.



(Por: Daniel Munduruku. Blog Combate ao Racismo Ambiental. Publicado em: 24/03/2018. Disponível em: https://racismoambiental.net.br/minha-avo-foi-pega-a-laco. Acesso em: maio de 2026.)

É correto afirmar que o período que introduz o texto demonstra:
Alternativas
Q4187658 Português

Texto para responder à questão


Minha vó foi pega a laço


Pode parecer estranho, mas já ouvi tantas vezes esta afirmação que já até me acostumei a ela. Em quase todos os lugares onde chego alguém vem logo afirmando isso. É como uma senha para se aproximar de mim ou tentar criar um elo de comunicação comigo. Quase sempre fico sem ter o que dizer à pessoa que chega dessa maneira. É que eu acho bem estranho que alguém use este recurso de forma consciente acreditando que é algo digno ter uma avó que foi pega a laço por quem quer que seja.


– Você sabia que eu também tenho um pezinho na aldeia? – ele diz.


– Todo brasileiro legítimo – tirando os que são filhos de pais estrangeiros que moram no Brasil – tem um pé na aldeia e outro na senzala – eu digo brincando.


– Eu tenho sangue índio na minha veia porque meu pai conta que sua mãe, minha avó, era uma “índia” legítima – ele diz tentando me causar reação.


– Verdade? – ironizo para descontrair.


– Ele diz que meu avô era um desbravador do sertão e que um dia topou com uma “tribo” selvagem lá por Goiás.


– Eita. Que história interessante – falo arregalando os olhos.


– Pois é. Meu pai disse que meu avô contou que minha avó era muito linda e que olhou bem nos seus olhos antes de correr. Meu avô ficou enfeitiçado por ela. Imediatamente ele tirou o laço do lombo do cavalo em que estava montado e a laçou.


– Que incrível – digo.


– Ela, no começo, esperneou, gritou, chamou pelos outros “índios”, mas ninguém voltou e meu avô a levou para casa e com ela teve nove filhos.


– Uau!


– Meu avô contou para meu pai que vovó era baixinha, tinha cabelos longos bem pretinhos e olhos puxadinhos. Ela ficava horas sentada na frente de casa penteando os cabelos e com os olhos perdidos no horizonte.


– Ela devia estar cantando a saudade de sua casa – disse para quebrar o clima sombrio.


– Meu avô dizia que ela ficou a vida inteira aguardando que sua “tribo” viesse resgatá-la. Nunca ninguém apareceu. Ela, no entanto, foi muito feliz ao lado do meu avô.


Minha atenção se fixou nesta última frase enquanto meu novo amigo se despedia dizendo que tinha sido um prazer me conhecer. Cumprimenta-me, me olha de cima a baixo, vira as costas e vai embora.


Apesar de ser comum esta situação, nunca deixo de pensar nela. Acho esquisito quando alguém se orgulha de ter tido uma avó que foi escravizada por um homem que a usou durante toda uma vida e a obrigou a gestar filhos que provavelmente não queria. Penso que a maioria das pessoas não se dá conta de que esta narrativa é repetida tantas vezes e de forma poética para esconder uma dor que devia morar dentro de todos os brasileiros: somos uma nação parida à força.


Foi assim com os primeiros indígenas forçados a receber uma gente que se impôs pela crueldade e pela ambição; uma gente que tinha olhares lascivos contra os corpos nus – e sagrados – das mulheres nativas. Foi assim com os negros trazidos acorrentados nos porões de navios para serem escravos de pessoas que se sentiam superiores apenas por conta da cor de sua pele; as mulheres eram usadas como domésticas e como amantes, gerando “brasileiros” que eram desqualificados porque cresciam sem pai.


O Brasil foi “inventado” a partir das dores de suas mulheres e é importante não esquecermos esta história para podermos olhar de frente para nosso passado e aprendermos com ele. O Brasil precisa se reconciliar com sua história; aceitar que foi “construído” sobre um cemitério. Apenas dessa forma saberemos lidar com criatividade sobre a verdadeira história de como “minha avó foi pega a laço”.



(Por: Daniel Munduruku. Blog Combate ao Racismo Ambiental. Publicado em: 24/03/2018. Disponível em: https://racismoambiental.net.br/minha-avo-foi-pega-a-laco. Acesso em: maio de 2026.)

Considerando que a significação das palavras no texto relaciona-se ao contexto em que foram empregadas, assinale a afirmativa correta. 
Alternativas
Q4187656 Português
Texto para responder à questão


    De acordo com dados do Censo 2022, o Brasil abriga cerca de 1,7 milhão de pessoas indígenas, pertencentes a 391 povos e falantes de 295 línguas distintas. Esses números indicam a enorme diversidade social e cultural existente entre os povos indígenas. Reconhecer essa pluralidade é um passo essencial para que a escola compreenda que a abordagem dessa temática exige sensibilidade, conhecimento e não pode ser tratada de forma simplificada.


    Segundo Delmira de Almeida Peres, coordenadora adjunta do Programa Saberes Indígenas na Escola, Núcleo UNILA, e doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação em Educação na Universidade Estadual de Maringá (UEM/PR), quando reproduz estereótipos, a escola ensina exclusão ao invés de cidadania intercultural.


    “Os estereótipos produzem impactos profundos: reforçam o racismo estrutural e epistemológico, naturalizam a invisibilização dos povos indígenas, impedem estudantes de compreenderem a diversidade brasileira, produzem preconceito e discriminação nas escolas e formam cidadãos com visão histórica incompleta do país”, diz.


    Em março de 2008, foi homologada a Lei nº 11.645, que torna obrigatório o estudo da história e cultura indígena e afro- -brasileira nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio. Entretanto, não há essa obrigatoriedade nos estabelecimentos de ensino superior para os cursos de formação de professores (licenciaturas), o que reflete no que é ensinado na escola.


(Por: Nairim Bernardo. Disponível em: https://novaescola.org.br/. Acesso em: junho de 2026. Fragmento. Adaptado.)
Entre os períodos que compõem o 4º§ do texto, é possível observar um valor contrastivo indicado por emprego do termo “Entretanto”, cujo efeito de sentido mostra-se equivalente a: 
Alternativas
Q4187655 Português
Texto para responder à questão


    De acordo com dados do Censo 2022, o Brasil abriga cerca de 1,7 milhão de pessoas indígenas, pertencentes a 391 povos e falantes de 295 línguas distintas. Esses números indicam a enorme diversidade social e cultural existente entre os povos indígenas. Reconhecer essa pluralidade é um passo essencial para que a escola compreenda que a abordagem dessa temática exige sensibilidade, conhecimento e não pode ser tratada de forma simplificada.


    Segundo Delmira de Almeida Peres, coordenadora adjunta do Programa Saberes Indígenas na Escola, Núcleo UNILA, e doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação em Educação na Universidade Estadual de Maringá (UEM/PR), quando reproduz estereótipos, a escola ensina exclusão ao invés de cidadania intercultural.


    “Os estereótipos produzem impactos profundos: reforçam o racismo estrutural e epistemológico, naturalizam a invisibilização dos povos indígenas, impedem estudantes de compreenderem a diversidade brasileira, produzem preconceito e discriminação nas escolas e formam cidadãos com visão histórica incompleta do país”, diz.


    Em março de 2008, foi homologada a Lei nº 11.645, que torna obrigatório o estudo da história e cultura indígena e afro- -brasileira nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio. Entretanto, não há essa obrigatoriedade nos estabelecimentos de ensino superior para os cursos de formação de professores (licenciaturas), o que reflete no que é ensinado na escola.


(Por: Nairim Bernardo. Disponível em: https://novaescola.org.br/. Acesso em: junho de 2026. Fragmento. Adaptado.)
De acordo com a estrutura e conteúdo apresentados, o texto pode ser corretamente classificado como fragmento de:
Alternativas
Q4187654 Português
Texto para responder à questão


    De acordo com dados do Censo 2022, o Brasil abriga cerca de 1,7 milhão de pessoas indígenas, pertencentes a 391 povos e falantes de 295 línguas distintas. Esses números indicam a enorme diversidade social e cultural existente entre os povos indígenas. Reconhecer essa pluralidade é um passo essencial para que a escola compreenda que a abordagem dessa temática exige sensibilidade, conhecimento e não pode ser tratada de forma simplificada.


    Segundo Delmira de Almeida Peres, coordenadora adjunta do Programa Saberes Indígenas na Escola, Núcleo UNILA, e doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação em Educação na Universidade Estadual de Maringá (UEM/PR), quando reproduz estereótipos, a escola ensina exclusão ao invés de cidadania intercultural.


    “Os estereótipos produzem impactos profundos: reforçam o racismo estrutural e epistemológico, naturalizam a invisibilização dos povos indígenas, impedem estudantes de compreenderem a diversidade brasileira, produzem preconceito e discriminação nas escolas e formam cidadãos com visão histórica incompleta do país”, diz.


    Em março de 2008, foi homologada a Lei nº 11.645, que torna obrigatório o estudo da história e cultura indígena e afro- -brasileira nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio. Entretanto, não há essa obrigatoriedade nos estabelecimentos de ensino superior para os cursos de formação de professores (licenciaturas), o que reflete no que é ensinado na escola.


(Por: Nairim Bernardo. Disponível em: https://novaescola.org.br/. Acesso em: junho de 2026. Fragmento. Adaptado.)
Considerando o período destacado em “De acordo com dados do Censo 2022, o Brasil abriga cerca de 1,7 milhão de pessoas indígenas, pertencentes a 391 povos e falantes de 295 línguas distintas. Esses números indicam a enorme diversidade social e cultural existente entre os povos indígenas. Reconhecer essa pluralidade é um passo essencial para que a escola compreenda que a abordagem dessa temática exige sensibilidade, conhecimento e não pode ser tratada de forma simplificada.” (1º§), pode-se afirmar que:
Alternativas
Q4187651 Português
Texto para responder à questão


    De acordo com dados do Censo 2022, o Brasil abriga cerca de 1,7 milhão de pessoas indígenas, pertencentes a 391 povos e falantes de 295 línguas distintas. Esses números indicam a enorme diversidade social e cultural existente entre os povos indígenas. Reconhecer essa pluralidade é um passo essencial para que a escola compreenda que a abordagem dessa temática exige sensibilidade, conhecimento e não pode ser tratada de forma simplificada.


    Segundo Delmira de Almeida Peres, coordenadora adjunta do Programa Saberes Indígenas na Escola, Núcleo UNILA, e doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação em Educação na Universidade Estadual de Maringá (UEM/PR), quando reproduz estereótipos, a escola ensina exclusão ao invés de cidadania intercultural.


    “Os estereótipos produzem impactos profundos: reforçam o racismo estrutural e epistemológico, naturalizam a invisibilização dos povos indígenas, impedem estudantes de compreenderem a diversidade brasileira, produzem preconceito e discriminação nas escolas e formam cidadãos com visão histórica incompleta do país”, diz.


    Em março de 2008, foi homologada a Lei nº 11.645, que torna obrigatório o estudo da história e cultura indígena e afro- -brasileira nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio. Entretanto, não há essa obrigatoriedade nos estabelecimentos de ensino superior para os cursos de formação de professores (licenciaturas), o que reflete no que é ensinado na escola.


(Por: Nairim Bernardo. Disponível em: https://novaescola.org.br/. Acesso em: junho de 2026. Fragmento. Adaptado.)
De acordo com o conteúdo apresentado no parágrafo introdutório do texto, observa-se em sua estrutura:
Alternativas
Q4187308 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Tomar colágeno mantém elasticidade da pele, mas não previne rugas


O consumo diário de suplementos de colágeno melhora a elasticidade e a hidratação da pele, contribuindo para uma aparência mais jovem. Entretanto, evidências científicas indicam que essa suplementação não impede o surgimento de rugas. Uma revisão recente de estudos avaliou os dados disponíveis e concluiu que cápsulas ou pó de colágeno trazem benefícios moderados à pele quando utilizados de forma contínua, embora não representem uma solução imediata para o envelhecimento cutâneo. 


Os resultados também sugerem que esses suplementos ajudam a reduzir desgaste, dor e rigidez nas articulações associados à artrite. A análise reuniu dados de mais de uma centena de estudos envolvendo milhares de participantes, investigando os possíveis efeitos do colágeno sobre diferentes aspectos da saúde. 


O colágeno é uma proteína produzida naturalmente pelo organismo e exerce papel estrutural importante ao fornecer suporte e resistência à pele, às unhas, aos ossos e a tecidos conjuntivos como tendões e cartilagens. Com o passar do tempo, porém, a produção dessa proteína diminui, enquanto o colágeno já existente sofre degradação mais acelerada. Esse processo é intensificado por fatores como tabagismo e exposição frequente ao sol. Durante a menopausa, por exemplo, a pele feminina perde cerca de um terço do colágeno existente, o que contribui para alterações visíveis na estrutura cutânea.


No mercado, existem diferentes tipos de suplementos, incluindo versões de origem marinha, bovina e alternativas voltadas ao público vegano. A revisão científica, no entanto, não encontrou evidências suficientes para afirmar que algum desses tipos seja mais eficaz do que os demais. 


Os pesquisadores destacam que muitas investigações sobre suplementos de colágeno receberam financiamento da indústria do setor, o que exige cautela na interpretação dos resultados. Ainda assim, a revisão que reuniu esses dados avaliou de forma ampla as evidências disponíveis. 


De acordo com os autores, o colágeno não deve ser considerado uma solução universal contra o envelhecimento. Quando utilizado de forma contínua ao longo do tempo, traz benefícios consistentes para aspectos como hidratação e tônus da pele, além de auxiliar em condições articulares. Esses efeitos contribuem para uma aparência mais jovem, mas não eliminam completamente os sinais do envelhecimento.


Nesse contexto, o colágeno deve ser visto como parte de uma estratégia mais ampla de cuidado com a pele  envelhecida ou afetada pela exposição solar, e não como um tratamento capaz de impedir o aparecimento de rugas.


Especialistas em nutrição também destacam a importância da alimentação para a saúde da pele. Nutrientes como a vitamina C participam da formação de colágeno e são obtidos por meio de alimentos como frutas cítricas, frutas vermelhas, vegetais verdes, pimentões e tomates. O zinco, presente em carnes, aves, frutos do mar, nozes, sementes e grãos integrais, também contribui para a produção dessa proteína pelo organismo.


Especialistas em dermatologia ressaltam que são necessários mais estudos específicos e metodologicamente robustos para confirmar os efeitos atribuídos à suplementação de colágeno.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4g0p2dmj4eo.adaptado. 


 

O texto discute resultados de pesquisas científicas sobre os efeitos da suplementação de colágeno no organismo humano, apresentando informações sobre possíveis benefícios, limites de sua utilização e fatores associados ao envelhecimento da pele.


De acordo com as informações apresentadas no texto, assinale a alternativa CORRETA. 

Alternativas
Q4187285 Português

Q_10 ASS.png (1049×314)


Veja os quadrinhos:

Alternativas
Q4187283 Português

Crônica, de Martha Medeiros.


Se você quiser me contar seus segredos

Sou de todo ouvido.

Se os seus sonhos não derem certo,

Estarei sempre lá para você.

Se precisar se esconder,

Terá sempre minha mão.

Mesmo se o céu desabar,

Estarei sempre contigo.

Sempre que precisar de um lugar,

Haverá meu canto, pode ficar.

Se alguém quebrar seu coração.

Juntos cuidaremos.

Quando sentir um vazio,

Você não estará sozinha.

Se você se perder lá fora,

Te buscarei.

Te levarei para algum lugar

Se precisar pensar.

E quando tudo parecer estar perdido,

E você precisar de alguém

Eu estarei sempre aqui. 

Quanto aos tipos de frases, marque a alternativa onde temos uma frase exclamativa. 
Alternativas
Q4187276 Português

Crônica, de Martha Medeiros.


Se você quiser me contar seus segredos

Sou de todo ouvido.

Se os seus sonhos não derem certo,

Estarei sempre lá para você.

Se precisar se esconder,

Terá sempre minha mão.

Mesmo se o céu desabar,

Estarei sempre contigo.

Sempre que precisar de um lugar,

Haverá meu canto, pode ficar.

Se alguém quebrar seu coração.

Juntos cuidaremos.

Quando sentir um vazio,

Você não estará sozinha.

Se você se perder lá fora,

Te buscarei.

Te levarei para algum lugar

Se precisar pensar.

E quando tudo parecer estar perdido,

E você precisar de alguém

Eu estarei sempre aqui. 

Analise o texto e marque a alternativa incorreta.
Alternativas
Q4186953 Português
TEXTO I

Menos da metade dos brasileiros tem domínio de tarefas digitais avançadas

Pesquisa da CNI indica defasagem em habilidades ligadas à tecnologia e diferença entre faixas etárias

Victória Batalha

    O novo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que 44,5% dos brasileiros apresentam nível médio-alto ou alto nesse tipo de habilidade, que inclui uso de inteligência artificial, planilhas e configuração de sistemas. Quando consideradas também atividades básicas, o índice de domínio sobe para pouco mais de 54%. A pesquisa “Retratos da Sociedade Brasileira: mercado de trabalho na visão da população” divulgou os dados nesta sexta-feira, 17.
    Diferença entre idades expõe lacuna
    A especialista em Políticas e Indústrias da CNI, Cláudia Perdigão, disse que o brasileiro precisa se capacitar para continuar acompanhando o avanço da tecnologia, como a indústria 4.0, a robotização e a inteligência artificial.
    Os dados revelam uma diferença relevante entre faixas etárias. Jovens de 16 a 24 anos concentram os maiores índices de domínio, com 65,7%. Na sequência aparecem pessoas de 25 a 34 anos, com 63,2%. A partir daí, o percentual recua de forma progressiva. Entre 35 e 44 anos, fica em 53,4%. Na faixa de 45 a 59 anos, cai para 36%. Entre os brasileiros com 60 anos ou mais, o índice chega a 9,9%.
  A avaliação da CNI indica necessidade de maior qualificação da população para acompanhar o avanço das tecnologias, especialmente em áreas ligadas à automação e à inteligência artificial.
   O estudo também menciona análise do Observatório Nacional da Indústria sobre novas ocupações ligadas à IA. A entidade identifica seis funções emergentes, com potencial de gerar ao menos 4.950 vagas.
    A pesquisa foi realizada pelo instituto Nexus, com 2 mil entrevistados de 16 anos ou mais, distribuídos pelos 26 Estados e pelo Distrito Federal. As entrevistas ocorreram entre 10 e 15 de outubro de 2025. 

Fonte: BATALHA, Victória. Menos da metade dos brasileiros tem domínio de tarefas digitais avançadas. https://revistaoeste.com/tecnologia/menos-da-metade-dos-brasileiros-temdominio-de-tarefas-digitais-avancadas
Quanto à tipologia e à função social do texto I, é correto afirmar que este possui uma elaboração de natureza: 
Alternativas
Q4186952 Português
TEXTO I

Menos da metade dos brasileiros tem domínio de tarefas digitais avançadas

Pesquisa da CNI indica defasagem em habilidades ligadas à tecnologia e diferença entre faixas etárias

Victória Batalha

    O novo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que 44,5% dos brasileiros apresentam nível médio-alto ou alto nesse tipo de habilidade, que inclui uso de inteligência artificial, planilhas e configuração de sistemas. Quando consideradas também atividades básicas, o índice de domínio sobe para pouco mais de 54%. A pesquisa “Retratos da Sociedade Brasileira: mercado de trabalho na visão da população” divulgou os dados nesta sexta-feira, 17.
    Diferença entre idades expõe lacuna
    A especialista em Políticas e Indústrias da CNI, Cláudia Perdigão, disse que o brasileiro precisa se capacitar para continuar acompanhando o avanço da tecnologia, como a indústria 4.0, a robotização e a inteligência artificial.
    Os dados revelam uma diferença relevante entre faixas etárias. Jovens de 16 a 24 anos concentram os maiores índices de domínio, com 65,7%. Na sequência aparecem pessoas de 25 a 34 anos, com 63,2%. A partir daí, o percentual recua de forma progressiva. Entre 35 e 44 anos, fica em 53,4%. Na faixa de 45 a 59 anos, cai para 36%. Entre os brasileiros com 60 anos ou mais, o índice chega a 9,9%.
  A avaliação da CNI indica necessidade de maior qualificação da população para acompanhar o avanço das tecnologias, especialmente em áreas ligadas à automação e à inteligência artificial.
   O estudo também menciona análise do Observatório Nacional da Indústria sobre novas ocupações ligadas à IA. A entidade identifica seis funções emergentes, com potencial de gerar ao menos 4.950 vagas.
    A pesquisa foi realizada pelo instituto Nexus, com 2 mil entrevistados de 16 anos ou mais, distribuídos pelos 26 Estados e pelo Distrito Federal. As entrevistas ocorreram entre 10 e 15 de outubro de 2025. 

Fonte: BATALHA, Victória. Menos da metade dos brasileiros tem domínio de tarefas digitais avançadas. https://revistaoeste.com/tecnologia/menos-da-metade-dos-brasileiros-temdominio-de-tarefas-digitais-avancadas
Segundo o texto I, diante dos números divulgados sobre as habilidades dos brasileiros quanto a tarefas digitais, constata-se que: 
Alternativas
Q4186913 Português

TEXTO I


OAB cria comissão para pressionar reforma do Judiciário.

Grupo deve articular e reunir propostas de mudanças


Davi Vittorazzi



    O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) criou uma comissão para promover a reforma do Poder Judiciário. A iniciativa ocorre em meio às discussões de mudanças na estrutura da Justiça, que deve também estar em pauta nas eleições deste ano. Segundo a portaria que instaura o grupo, a finalidade é articular propostas já aprovadas pela OAB sobre o tema. O documento foi publicado em 14 de abril.

    A instituição justifica que, nos últimos anos, vem “amadurecendo reflexões institucionais relevantes sobre o aperfeiçoamento da estrutura, do funcionamento e dos mecanismos de controle do Poder Judiciário, em temas que dizem respeito à própria conformação do Estado Democrático de Direito”.

    O colegiado será responsável por coordenar a atuação institucional da OAB, mobilizar a advocacia e consolidar contribuições das seccionais para o encaminhamento das medidas. Para o presidente nacional da instituição, Beto Simonetti, a atuação da entidade busca dar sequência às deliberações já consolidadas internamente.

    “A OAB já aprovou em plenário seu apoio a itens fundamentais da reforma do Judiciário, como a adoção de mandatos fixos para ministros do STF, limitação das decisões monocráticas e estabelecimento de regras para a atuação de parentes de juízes na advocacia”, afirmou o presidente da entidade. “Uma comissão sobre o tema foi formalmente constituída pelo Conselho Federal da OAB. Qualquer discussão sobre reforma do Judiciário só será legítima, no entanto, se envolver a advocacia.”

    A comissão de reforma do Judiciário

    A secretária-geral da OAB Nacional, Rose Morais, vai presidir a comissão. Também integram o grupo os conselheiros federais Breno Augusto Pinto de Miranda (MT), Marilena Indira Winter (PR) e Silvia Virginia Silva de Souza (SP), além dos presidentes das seccionais Daniela Borges (BA), Márcio Nogueira (RO) e Rafael Lara Martins (GO).

    A portaria também prevê a participação das seccionais e conselhos federais, que terão prazo de 15 dias para encaminhar sugestões ao colegiado, com apoio técnico da assessoria jurídica do Conselho Federal. As seccionais de São Paulo e Rio Grande do Sul já apresentaram contribuições. Os documentos serão analisados em conjunto com as demais propostas.



Fonte: VITTORAZZI, Davi. OAB cria comissão para pressionar reforma do Judiciário. https://revistaoeste.com/politica/oab-cria-comissao-parapressionar-reforma-do-judiciario 

Em relação ao texto I, é correto afirmar quanto à sua Tipologia e Gênero textual que se trata de uma produção de natureza
Alternativas
Q4186912 Português

TEXTO I


OAB cria comissão para pressionar reforma do Judiciário.

Grupo deve articular e reunir propostas de mudanças


Davi Vittorazzi



    O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) criou uma comissão para promover a reforma do Poder Judiciário. A iniciativa ocorre em meio às discussões de mudanças na estrutura da Justiça, que deve também estar em pauta nas eleições deste ano. Segundo a portaria que instaura o grupo, a finalidade é articular propostas já aprovadas pela OAB sobre o tema. O documento foi publicado em 14 de abril.

    A instituição justifica que, nos últimos anos, vem “amadurecendo reflexões institucionais relevantes sobre o aperfeiçoamento da estrutura, do funcionamento e dos mecanismos de controle do Poder Judiciário, em temas que dizem respeito à própria conformação do Estado Democrático de Direito”.

    O colegiado será responsável por coordenar a atuação institucional da OAB, mobilizar a advocacia e consolidar contribuições das seccionais para o encaminhamento das medidas. Para o presidente nacional da instituição, Beto Simonetti, a atuação da entidade busca dar sequência às deliberações já consolidadas internamente.

    “A OAB já aprovou em plenário seu apoio a itens fundamentais da reforma do Judiciário, como a adoção de mandatos fixos para ministros do STF, limitação das decisões monocráticas e estabelecimento de regras para a atuação de parentes de juízes na advocacia”, afirmou o presidente da entidade. “Uma comissão sobre o tema foi formalmente constituída pelo Conselho Federal da OAB. Qualquer discussão sobre reforma do Judiciário só será legítima, no entanto, se envolver a advocacia.”

    A comissão de reforma do Judiciário

    A secretária-geral da OAB Nacional, Rose Morais, vai presidir a comissão. Também integram o grupo os conselheiros federais Breno Augusto Pinto de Miranda (MT), Marilena Indira Winter (PR) e Silvia Virginia Silva de Souza (SP), além dos presidentes das seccionais Daniela Borges (BA), Márcio Nogueira (RO) e Rafael Lara Martins (GO).

    A portaria também prevê a participação das seccionais e conselhos federais, que terão prazo de 15 dias para encaminhar sugestões ao colegiado, com apoio técnico da assessoria jurídica do Conselho Federal. As seccionais de São Paulo e Rio Grande do Sul já apresentaram contribuições. Os documentos serão analisados em conjunto com as demais propostas.



Fonte: VITTORAZZI, Davi. OAB cria comissão para pressionar reforma do Judiciário. https://revistaoeste.com/politica/oab-cria-comissao-parapressionar-reforma-do-judiciario 

De acordo com o texto, é correto afirmar que: 
Alternativas
Q4186889 Português
Aludindo-se a figuras de linguagem, relacione a Coluna I com a Coluna II e marque a alternativa correta.

Coluna I.
A- Eufemismo.
B- Antítese.
C- Hipérbole.
D- Metáfora. 
E- Prosopopeia.

Coluna II.
1- Estou morrendo de sono.
2- O amor e o ódio andam de mãos dadas.
3- Minha namorada é um doce.
4- O sol abraçou a cidade logo pela manhã.
5- Partiu desta para melhor. 
Alternativas
Respostas
921: C
922: C
923: B
924: D
925: A
926: A
927: A
928: A
929: B
930: A
931: B
932: A
933: C
934: D
935: D
936: D
937: A
938: E
939: C
940: B