Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q4394413 Português

Leia o texto a seguir: 


Ao empregar a mensagem “Atenção, Mato Grosso”, o cartaz procura: 
Alternativas
Q4394412 Português

Leia o texto a seguir: 


A expressão “Dia D” é empregada no cartaz para indicar o(a):
Alternativas
Q4394411 Português

Leia o texto a seguir: 


A campanha é dirigida principalmente a:
Alternativas
Q4394410 Português

Leia o texto a seguir: 


Leia o texto a seguir: 
Alternativas
Q4394095 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Massa de Panqueca Simples
Ingredientes:
1 ovo
1 xícara de farinha de trigo
1 xícara de leite
1 pitada de sal
1 colher de sopa de óleo
Modo de Preparo:
Bata todos os ingredientes no liquidificador. A seguir, aqueça uma frigideira untada com um fio de óleo em fogo baixo.
Coloque um pouco da massa na frigideira não muito quente e esparrame de modo a cobrir todo o fundo e ficar só uma camada fina de massa.
Deixe igualar os dois lados, até que fiquem levemente douradas. Retire com a espátula, e sirva com o recheio de sua preferência.
https://www.tudogostoso.com.br/receita/82681-massa-de-panqueca.html
Leia o trecho: “A seguir, aqueça uma frigideira untada com um fio de óleo em fogo baixo. Coloque um pouco da massa na frigideira não muito quente e esparrame de modo a cobrir todo o fundo e ficar só uma camada fina de massa.”
Considerando as orientações apresentadas no trecho, é possível inferir que a recomendação para utilizar uma frigideira “não muito quente” e espalhar a massa em uma camada fina tem como objetivo: 
Alternativas
Q4394094 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Massa de Panqueca Simples
Ingredientes:
1 ovo
1 xícara de farinha de trigo
1 xícara de leite
1 pitada de sal
1 colher de sopa de óleo
Modo de Preparo:
Bata todos os ingredientes no liquidificador. A seguir, aqueça uma frigideira untada com um fio de óleo em fogo baixo.
Coloque um pouco da massa na frigideira não muito quente e esparrame de modo a cobrir todo o fundo e ficar só uma camada fina de massa.
Deixe igualar os dois lados, até que fiquem levemente douradas. Retire com a espátula, e sirva com o recheio de sua preferência.
https://www.tudogostoso.com.br/receita/82681-massa-de-panqueca.html
O texto "Massa de Panqueca Simples" apresenta ingredientes e, em seguida, orientações sobre como preparar a receita, utilizando verbos como "bata", "aqueça", "coloque", "esparrame", "deixe" e "retire". Considerando sua finalidade comunicativa e a forma como as informações são organizadas, predomina no texto o tipo: 
Alternativas
Q4394023 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Por que a natureza nos faz sentir mais calmos?


A conexão com ambientes naturais proporciona diversos benefícios à saúde, abrangendo desde a redução da ansiedade e da depressão até a diminuição da pressão arterial. Pessoas relatam sentir-se melhor após um passeio ao ar livre, o que levanta questionamentos sobre a origem dessa afinidade com o meio ambiente e se todos podem colher os mesmos resultados.

Os impactos positivos da natureza em ambientes de saúde são observados há décadas. Na década de 1980, uma pesquisa constatou que pacientes submetidos à cirurgia de vesícula recebiam alta, em média, quase um dia antes caso pudessem ver árvores através da janela do quarto. Aqueles que tinham vista para uma parede de tijolos demandavam analgésicos mais fortes e recebiam mais observações negativas da equipe de enfermagem. Atualmente, hospitais e centros médicos expandem essa abordagem. A organização beneficente Maggie's mantém centros de bem-estar no Reino Unido, em Hong Kong e no Japão. O psicólogo clínico Robin Muir, diretor da unidade de Manchester, na Inglaterra, relatou que o prédio é cercado por um jardim de trezentos e sessenta graus com janelas que vão do chão ao teto para trazer a natureza para dentro do ambiente. Ele explicou que as cidades muitas vezes carecem de áreas verdes e que, para alguém em tratamento contra o câncer, o contato com o jardim e a natureza exerce um papel terapêutico. Outras instituições adotam medidas semelhantes, como o King's College Hospital, no Reino Unido, que inaugurou uma unidade de terapia intensiva na cobertura onde pacientes conectados a fontes de energia e oxigênio podem permanecer ao ar livre. Além da área médica, um estudo realizado na Snake River Correctional Institution, no Oregon, demonstrou que detentos que assistiam a vídeos sobre a natureza de três a quatro vezes por semana cometiam vinte e seis por cento menos infrações violentas ao longo de um ano.

A explicação para tais efeitos fundamenta-se em diferentes correntes científicas. A hipótese da biofilia defende que os seres humanos possuem um impulso inato de estar próximos à natureza, derivado da evolução de nossos ancestrais em ambientes selvagens. Na década de 1980, o biólogo Edward O. Wilson sugeriu que esse impulso estaria codificado nos genes. Embora pesquisas com gêmeos indiquem um componente genético, ainda não foi identificado um gene específico associado ao amor pela natureza. Contudo, cientistas formulam teorias sobre como o tempo passado no meio natural afeta os sistemas fisiológico e cognitivo.

O professor associado e diretor do laboratório de meio ambiente e bem-estar da Universidade de Washington, Gregory Bratman, destaca duas teorias principais. A primeira é a hipótese da redução do estresse, que sustenta que ambientes naturais desencadeiam alterações fisiológicas responsáveis por diminuir o estresse mediante a ativação do sistema nervoso parassimpático, associado a respostas como a redução da frequência cardíaca. Segundo Bratman, o contato com a natureza auxilia na preparação para eventos estressantes, na neutralização de reações no momento em que ocorrem e na recuperação posterior. A segunda vertente é a teoria da restauração da atenção, que aponta que a natureza fortalece a capacidade de ignorar distrações e focar na chamada atenção direcionada. Bratman explica que os espaços urbanos sobrecarregam e esgotam essa atenção direcionada devido à necessidade constante de desviar de carros, trânsito e ruídos. Em contrapartida, ambientes naturais estimulam a atenção indireta, caracterizada pelo sentimento de estar em outro lugar e em sintonia com o ambiente, permitindo que a atenção direcionada se recupere. Em suas pesquisas, Bratman observou melhorias na memória de trabalho em pessoas que caminharam na natureza por cinquenta minutos em comparação com aquelas que caminharam em áreas urbanas. Os participantes do grupo que esteve no meio natural apresentaram redução em indicadores como ansiedade e obtiveram desempenho superior em um teste de memorização de letras e resolução de equações simultâneas, lembrando, em média, de nove a dez letras a mais. Já o desempenho dos caminhantes do ambiente urbano permaneceu inalterado. Para o pesquisador, a redução do estresse e a restauração da atenção não são teorias mutuamente exclusivas, podendo atuar de forma conjunta.

Apesar dos benefícios gerais, a experiência com a natureza varia entre os indivíduos. Em um estudo japonês que comparou jovens em florestas e em ambientes urbanos, a maioria dos que ficaram na floresta apresentaram aumento na atividade do sistema nervoso parassimpático, enquanto os outros apresentaram redução. Diante disso, pesquisadores investigam como diferentes tipos de ambientes naturais impactam diferentes pessoas. Em um experimento realizado em El Paso, no Texas, participantes submetidos a uma situação estressante foram expostos a três cenários em realidade virtual: uma paisagem verde, uma paisagem desértica e um ambiente de escritório como grupo de controle. A hipótese inicial previa que o ambiente verde traria mais benefícios com base na teoria psicoevolutiva de redução do estresse, segundo a qual vegetações ativam o sistema de repouso por sinalizar a presença de água, presas e visibilidade de predadores. Contudo, o ambiente desértico promoveu a recuperação do estresse em nível semelhante, o que surpreendeu a equipe.

O avanço das pesquisas indica que o contato com a natureza beneficia a saúde da população em geral. Diante do dado de que a maior parte da população mundial reside em vilas e cidades, segundo a Organização das Nações Unidas, Bratman ressalta a necessidade de planejar o acesso a áreas verdes para todos, sobretudo para as crianças em pátios escolares e bairros. O especialista conclui que, embora os efeitos diários no humor possam parecer pequenos, a exposição repetida ao longo de dias, semanas, meses ou anos acumula-se e gera transformações profundas no bem-estar ao longo do tempo.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4gv2jey3dqo.adaptado.
A hipótese inicial previa que o ambiente verde traria mais benefícios com base na teoria psicoevolutiva de redução do estresse, segundo a qual vegetações ativam o sistema de repouso por sinalizar a presença de água, presas e visibilidade de predadores. Contudo, o ambiente desértico promoveu a recuperação do estresse em nível semelhante, o que surpreendeu a equipe.

Considerando a produção de sentido e a coesão básica, especialmente o emprego de conectivos no trecho apresentado, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4394018 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Por que a natureza nos faz sentir mais calmos?


A conexão com ambientes naturais proporciona diversos benefícios à saúde, abrangendo desde a redução da ansiedade e da depressão até a diminuição da pressão arterial. Pessoas relatam sentir-se melhor após um passeio ao ar livre, o que levanta questionamentos sobre a origem dessa afinidade com o meio ambiente e se todos podem colher os mesmos resultados.

Os impactos positivos da natureza em ambientes de saúde são observados há décadas. Na década de 1980, uma pesquisa constatou que pacientes submetidos à cirurgia de vesícula recebiam alta, em média, quase um dia antes caso pudessem ver árvores através da janela do quarto. Aqueles que tinham vista para uma parede de tijolos demandavam analgésicos mais fortes e recebiam mais observações negativas da equipe de enfermagem. Atualmente, hospitais e centros médicos expandem essa abordagem. A organização beneficente Maggie's mantém centros de bem-estar no Reino Unido, em Hong Kong e no Japão. O psicólogo clínico Robin Muir, diretor da unidade de Manchester, na Inglaterra, relatou que o prédio é cercado por um jardim de trezentos e sessenta graus com janelas que vão do chão ao teto para trazer a natureza para dentro do ambiente. Ele explicou que as cidades muitas vezes carecem de áreas verdes e que, para alguém em tratamento contra o câncer, o contato com o jardim e a natureza exerce um papel terapêutico. Outras instituições adotam medidas semelhantes, como o King's College Hospital, no Reino Unido, que inaugurou uma unidade de terapia intensiva na cobertura onde pacientes conectados a fontes de energia e oxigênio podem permanecer ao ar livre. Além da área médica, um estudo realizado na Snake River Correctional Institution, no Oregon, demonstrou que detentos que assistiam a vídeos sobre a natureza de três a quatro vezes por semana cometiam vinte e seis por cento menos infrações violentas ao longo de um ano.

A explicação para tais efeitos fundamenta-se em diferentes correntes científicas. A hipótese da biofilia defende que os seres humanos possuem um impulso inato de estar próximos à natureza, derivado da evolução de nossos ancestrais em ambientes selvagens. Na década de 1980, o biólogo Edward O. Wilson sugeriu que esse impulso estaria codificado nos genes. Embora pesquisas com gêmeos indiquem um componente genético, ainda não foi identificado um gene específico associado ao amor pela natureza. Contudo, cientistas formulam teorias sobre como o tempo passado no meio natural afeta os sistemas fisiológico e cognitivo.

O professor associado e diretor do laboratório de meio ambiente e bem-estar da Universidade de Washington, Gregory Bratman, destaca duas teorias principais. A primeira é a hipótese da redução do estresse, que sustenta que ambientes naturais desencadeiam alterações fisiológicas responsáveis por diminuir o estresse mediante a ativação do sistema nervoso parassimpático, associado a respostas como a redução da frequência cardíaca. Segundo Bratman, o contato com a natureza auxilia na preparação para eventos estressantes, na neutralização de reações no momento em que ocorrem e na recuperação posterior. A segunda vertente é a teoria da restauração da atenção, que aponta que a natureza fortalece a capacidade de ignorar distrações e focar na chamada atenção direcionada. Bratman explica que os espaços urbanos sobrecarregam e esgotam essa atenção direcionada devido à necessidade constante de desviar de carros, trânsito e ruídos. Em contrapartida, ambientes naturais estimulam a atenção indireta, caracterizada pelo sentimento de estar em outro lugar e em sintonia com o ambiente, permitindo que a atenção direcionada se recupere. Em suas pesquisas, Bratman observou melhorias na memória de trabalho em pessoas que caminharam na natureza por cinquenta minutos em comparação com aquelas que caminharam em áreas urbanas. Os participantes do grupo que esteve no meio natural apresentaram redução em indicadores como ansiedade e obtiveram desempenho superior em um teste de memorização de letras e resolução de equações simultâneas, lembrando, em média, de nove a dez letras a mais. Já o desempenho dos caminhantes do ambiente urbano permaneceu inalterado. Para o pesquisador, a redução do estresse e a restauração da atenção não são teorias mutuamente exclusivas, podendo atuar de forma conjunta.

Apesar dos benefícios gerais, a experiência com a natureza varia entre os indivíduos. Em um estudo japonês que comparou jovens em florestas e em ambientes urbanos, a maioria dos que ficaram na floresta apresentaram aumento na atividade do sistema nervoso parassimpático, enquanto os outros apresentaram redução. Diante disso, pesquisadores investigam como diferentes tipos de ambientes naturais impactam diferentes pessoas. Em um experimento realizado em El Paso, no Texas, participantes submetidos a uma situação estressante foram expostos a três cenários em realidade virtual: uma paisagem verde, uma paisagem desértica e um ambiente de escritório como grupo de controle. A hipótese inicial previa que o ambiente verde traria mais benefícios com base na teoria psicoevolutiva de redução do estresse, segundo a qual vegetações ativam o sistema de repouso por sinalizar a presença de água, presas e visibilidade de predadores. Contudo, o ambiente desértico promoveu a recuperação do estresse em nível semelhante, o que surpreendeu a equipe.

O avanço das pesquisas indica que o contato com a natureza beneficia a saúde da população em geral. Diante do dado de que a maior parte da população mundial reside em vilas e cidades, segundo a Organização das Nações Unidas, Bratman ressalta a necessidade de planejar o acesso a áreas verdes para todos, sobretudo para as crianças em pátios escolares e bairros. O especialista conclui que, embora os efeitos diários no humor possam parecer pequenos, a exposição repetida ao longo de dias, semanas, meses ou anos acumula-se e gera transformações profundas no bem-estar ao longo do tempo.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4gv2jey3dqo.adaptado.
O texto desenvolve uma discussão a partir de informações e situações relacionadas ao tema abordado, estabelecendo relações entre diferentes aspectos ao longo de sua exposição.

Considerando a leitura e a interpretação do texto, especialmente a identificação da ideia principal, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4394015 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Por que a natureza nos faz sentir mais calmos?


A conexão com ambientes naturais proporciona diversos benefícios à saúde, abrangendo desde a redução da ansiedade e da depressão até a diminuição da pressão arterial. Pessoas relatam sentir-se melhor após um passeio ao ar livre, o que levanta questionamentos sobre a origem dessa afinidade com o meio ambiente e se todos podem colher os mesmos resultados.

Os impactos positivos da natureza em ambientes de saúde são observados há décadas. Na década de 1980, uma pesquisa constatou que pacientes submetidos à cirurgia de vesícula recebiam alta, em média, quase um dia antes caso pudessem ver árvores através da janela do quarto. Aqueles que tinham vista para uma parede de tijolos demandavam analgésicos mais fortes e recebiam mais observações negativas da equipe de enfermagem. Atualmente, hospitais e centros médicos expandem essa abordagem. A organização beneficente Maggie's mantém centros de bem-estar no Reino Unido, em Hong Kong e no Japão. O psicólogo clínico Robin Muir, diretor da unidade de Manchester, na Inglaterra, relatou que o prédio é cercado por um jardim de trezentos e sessenta graus com janelas que vão do chão ao teto para trazer a natureza para dentro do ambiente. Ele explicou que as cidades muitas vezes carecem de áreas verdes e que, para alguém em tratamento contra o câncer, o contato com o jardim e a natureza exerce um papel terapêutico. Outras instituições adotam medidas semelhantes, como o King's College Hospital, no Reino Unido, que inaugurou uma unidade de terapia intensiva na cobertura onde pacientes conectados a fontes de energia e oxigênio podem permanecer ao ar livre. Além da área médica, um estudo realizado na Snake River Correctional Institution, no Oregon, demonstrou que detentos que assistiam a vídeos sobre a natureza de três a quatro vezes por semana cometiam vinte e seis por cento menos infrações violentas ao longo de um ano.

A explicação para tais efeitos fundamenta-se em diferentes correntes científicas. A hipótese da biofilia defende que os seres humanos possuem um impulso inato de estar próximos à natureza, derivado da evolução de nossos ancestrais em ambientes selvagens. Na década de 1980, o biólogo Edward O. Wilson sugeriu que esse impulso estaria codificado nos genes. Embora pesquisas com gêmeos indiquem um componente genético, ainda não foi identificado um gene específico associado ao amor pela natureza. Contudo, cientistas formulam teorias sobre como o tempo passado no meio natural afeta os sistemas fisiológico e cognitivo.

O professor associado e diretor do laboratório de meio ambiente e bem-estar da Universidade de Washington, Gregory Bratman, destaca duas teorias principais. A primeira é a hipótese da redução do estresse, que sustenta que ambientes naturais desencadeiam alterações fisiológicas responsáveis por diminuir o estresse mediante a ativação do sistema nervoso parassimpático, associado a respostas como a redução da frequência cardíaca. Segundo Bratman, o contato com a natureza auxilia na preparação para eventos estressantes, na neutralização de reações no momento em que ocorrem e na recuperação posterior. A segunda vertente é a teoria da restauração da atenção, que aponta que a natureza fortalece a capacidade de ignorar distrações e focar na chamada atenção direcionada. Bratman explica que os espaços urbanos sobrecarregam e esgotam essa atenção direcionada devido à necessidade constante de desviar de carros, trânsito e ruídos. Em contrapartida, ambientes naturais estimulam a atenção indireta, caracterizada pelo sentimento de estar em outro lugar e em sintonia com o ambiente, permitindo que a atenção direcionada se recupere. Em suas pesquisas, Bratman observou melhorias na memória de trabalho em pessoas que caminharam na natureza por cinquenta minutos em comparação com aquelas que caminharam em áreas urbanas. Os participantes do grupo que esteve no meio natural apresentaram redução em indicadores como ansiedade e obtiveram desempenho superior em um teste de memorização de letras e resolução de equações simultâneas, lembrando, em média, de nove a dez letras a mais. Já o desempenho dos caminhantes do ambiente urbano permaneceu inalterado. Para o pesquisador, a redução do estresse e a restauração da atenção não são teorias mutuamente exclusivas, podendo atuar de forma conjunta.

Apesar dos benefícios gerais, a experiência com a natureza varia entre os indivíduos. Em um estudo japonês que comparou jovens em florestas e em ambientes urbanos, a maioria dos que ficaram na floresta apresentaram aumento na atividade do sistema nervoso parassimpático, enquanto os outros apresentaram redução. Diante disso, pesquisadores investigam como diferentes tipos de ambientes naturais impactam diferentes pessoas. Em um experimento realizado em El Paso, no Texas, participantes submetidos a uma situação estressante foram expostos a três cenários em realidade virtual: uma paisagem verde, uma paisagem desértica e um ambiente de escritório como grupo de controle. A hipótese inicial previa que o ambiente verde traria mais benefícios com base na teoria psicoevolutiva de redução do estresse, segundo a qual vegetações ativam o sistema de repouso por sinalizar a presença de água, presas e visibilidade de predadores. Contudo, o ambiente desértico promoveu a recuperação do estresse em nível semelhante, o que surpreendeu a equipe.

O avanço das pesquisas indica que o contato com a natureza beneficia a saúde da população em geral. Diante do dado de que a maior parte da população mundial reside em vilas e cidades, segundo a Organização das Nações Unidas, Bratman ressalta a necessidade de planejar o acesso a áreas verdes para todos, sobretudo para as crianças em pátios escolares e bairros. O especialista conclui que, embora os efeitos diários no humor possam parecer pequenos, a exposição repetida ao longo de dias, semanas, meses ou anos acumula-se e gera transformações profundas no bem-estar ao longo do tempo.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4gv2jey3dqo.adaptado.
Segundo Bratman, o contato com a natureza auxilia na preparação para eventos estressantes, na neutralização de reações no momento em que ocorrem e na recuperação posterior.

Considerando o emprego da pontuação e a organização das informações no trecho apresentado, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4394014 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Por que a natureza nos faz sentir mais calmos?


A conexão com ambientes naturais proporciona diversos benefícios à saúde, abrangendo desde a redução da ansiedade e da depressão até a diminuição da pressão arterial. Pessoas relatam sentir-se melhor após um passeio ao ar livre, o que levanta questionamentos sobre a origem dessa afinidade com o meio ambiente e se todos podem colher os mesmos resultados.

Os impactos positivos da natureza em ambientes de saúde são observados há décadas. Na década de 1980, uma pesquisa constatou que pacientes submetidos à cirurgia de vesícula recebiam alta, em média, quase um dia antes caso pudessem ver árvores através da janela do quarto. Aqueles que tinham vista para uma parede de tijolos demandavam analgésicos mais fortes e recebiam mais observações negativas da equipe de enfermagem. Atualmente, hospitais e centros médicos expandem essa abordagem. A organização beneficente Maggie's mantém centros de bem-estar no Reino Unido, em Hong Kong e no Japão. O psicólogo clínico Robin Muir, diretor da unidade de Manchester, na Inglaterra, relatou que o prédio é cercado por um jardim de trezentos e sessenta graus com janelas que vão do chão ao teto para trazer a natureza para dentro do ambiente. Ele explicou que as cidades muitas vezes carecem de áreas verdes e que, para alguém em tratamento contra o câncer, o contato com o jardim e a natureza exerce um papel terapêutico. Outras instituições adotam medidas semelhantes, como o King's College Hospital, no Reino Unido, que inaugurou uma unidade de terapia intensiva na cobertura onde pacientes conectados a fontes de energia e oxigênio podem permanecer ao ar livre. Além da área médica, um estudo realizado na Snake River Correctional Institution, no Oregon, demonstrou que detentos que assistiam a vídeos sobre a natureza de três a quatro vezes por semana cometiam vinte e seis por cento menos infrações violentas ao longo de um ano.

A explicação para tais efeitos fundamenta-se em diferentes correntes científicas. A hipótese da biofilia defende que os seres humanos possuem um impulso inato de estar próximos à natureza, derivado da evolução de nossos ancestrais em ambientes selvagens. Na década de 1980, o biólogo Edward O. Wilson sugeriu que esse impulso estaria codificado nos genes. Embora pesquisas com gêmeos indiquem um componente genético, ainda não foi identificado um gene específico associado ao amor pela natureza. Contudo, cientistas formulam teorias sobre como o tempo passado no meio natural afeta os sistemas fisiológico e cognitivo.

O professor associado e diretor do laboratório de meio ambiente e bem-estar da Universidade de Washington, Gregory Bratman, destaca duas teorias principais. A primeira é a hipótese da redução do estresse, que sustenta que ambientes naturais desencadeiam alterações fisiológicas responsáveis por diminuir o estresse mediante a ativação do sistema nervoso parassimpático, associado a respostas como a redução da frequência cardíaca. Segundo Bratman, o contato com a natureza auxilia na preparação para eventos estressantes, na neutralização de reações no momento em que ocorrem e na recuperação posterior. A segunda vertente é a teoria da restauração da atenção, que aponta que a natureza fortalece a capacidade de ignorar distrações e focar na chamada atenção direcionada. Bratman explica que os espaços urbanos sobrecarregam e esgotam essa atenção direcionada devido à necessidade constante de desviar de carros, trânsito e ruídos. Em contrapartida, ambientes naturais estimulam a atenção indireta, caracterizada pelo sentimento de estar em outro lugar e em sintonia com o ambiente, permitindo que a atenção direcionada se recupere. Em suas pesquisas, Bratman observou melhorias na memória de trabalho em pessoas que caminharam na natureza por cinquenta minutos em comparação com aquelas que caminharam em áreas urbanas. Os participantes do grupo que esteve no meio natural apresentaram redução em indicadores como ansiedade e obtiveram desempenho superior em um teste de memorização de letras e resolução de equações simultâneas, lembrando, em média, de nove a dez letras a mais. Já o desempenho dos caminhantes do ambiente urbano permaneceu inalterado. Para o pesquisador, a redução do estresse e a restauração da atenção não são teorias mutuamente exclusivas, podendo atuar de forma conjunta.

Apesar dos benefícios gerais, a experiência com a natureza varia entre os indivíduos. Em um estudo japonês que comparou jovens em florestas e em ambientes urbanos, a maioria dos que ficaram na floresta apresentaram aumento na atividade do sistema nervoso parassimpático, enquanto os outros apresentaram redução. Diante disso, pesquisadores investigam como diferentes tipos de ambientes naturais impactam diferentes pessoas. Em um experimento realizado em El Paso, no Texas, participantes submetidos a uma situação estressante foram expostos a três cenários em realidade virtual: uma paisagem verde, uma paisagem desértica e um ambiente de escritório como grupo de controle. A hipótese inicial previa que o ambiente verde traria mais benefícios com base na teoria psicoevolutiva de redução do estresse, segundo a qual vegetações ativam o sistema de repouso por sinalizar a presença de água, presas e visibilidade de predadores. Contudo, o ambiente desértico promoveu a recuperação do estresse em nível semelhante, o que surpreendeu a equipe.

O avanço das pesquisas indica que o contato com a natureza beneficia a saúde da população em geral. Diante do dado de que a maior parte da população mundial reside em vilas e cidades, segundo a Organização das Nações Unidas, Bratman ressalta a necessidade de planejar o acesso a áreas verdes para todos, sobretudo para as crianças em pátios escolares e bairros. O especialista conclui que, embora os efeitos diários no humor possam parecer pequenos, a exposição repetida ao longo de dias, semanas, meses ou anos acumula-se e gera transformações profundas no bem-estar ao longo do tempo.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4gv2jey3dqo.adaptado.
O desempenho dos caminhantes do ambiente urbano permaneceu inalterado.
Considerando as relações de sinonímia, antonímia e sentido das palavras e expressões no contexto apresentado, associe a Coluna 1 à Coluna 2.

Coluna 1

1.Permaneceu
2.Inalterado
3.Permaneceu inalterado
4.Alterado

Coluna 2

(__)Expressa, no contexto, sentido equivalente a "continuou".
(__)Apresenta sentido oposto ao de "inalterado".
(__)Indica, no contexto, que o desempenho continuou no mesmo estado.
(__)Apresenta sentido equivalente a "não modificado".

Assinale a alternativa com a sequência correta, de cima para baixo.
Alternativas
Q4393638 Português
Leia o excerto abaixo:

"O relógio da repartição marcava cinco minutos além do horário de encerramento do expediente externo. O atendente, com a pasta de couro já debaixo do braço, olhou para a fila que ainda dobrava o corredor, suspirou de modo audível, recolocou o crachá no peito e puxou a cadeira para a frente do terminal."

Da leitura atenta das ações do atendente, depreende-se implicitamente que o servidor:
Alternativas
Q4393637 Português
Leia o trecho a seguir:

"O trabalho remoto no serviço público, regulamentado em diversas esferas nos últimos anos, exige metas objetivas de desempenho. Dados preliminares da Controladoria indicam que a produtividade das equipes em regime híbrido cresceu 14% no primeiro semestre de apuração, embora os custos com infraestrutura tecnológica e segurança da informação tenham registrado elevação de 8% no mesmo período orçamentário."

Com base estritamente nas informações explícitas veiculadas pelo texto, conclui-se que: 
Alternativas
Q4393635 Português
Leia o trecho abaixo:

"Considerando os dados apresentados, verifica-se que o aumento das taxas de desemprego nos últimos trimestres está diretamente relacionado à retração do setor industrial. Conclui-se, portanto, que políticas de incentivo à produção nacional são necessárias para a reversão desse cenário."

Quanto à tipologia textual, o trecho acima predominantemente pertence ao tipo:
Alternativas
Q4393630 Português
A tirinha utiliza a ironia como recurso argumentativo para criticar o comportamento dos usuários em ambientes digitais. No segundo quadrinho, a fala de Lele ("É claro que só vai aparecer produtos.") constrói uma argumentação irônica que visa:
Alternativas
Q4392970 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Mistérios e segredos de textos medievais revelados graças à IA


Nas profundezas dos arquivos da Biblioteca Vaticana, um misterioso livro manuscrito, repleto de símbolos estranhos, permaneceu inédito por mais de quatrocentos anos. Suas páginas ocultavam remédios secretos para males do corpo humano, conforme texto gravado na contracapa. Tais práticas de cura eram mantidas em segredo na época devido ao risco de suscitar acusações de bruxaria. Conhecido como Cifra Borg, o manuscrito de quatrocentas e oito páginas apresenta-se codificado com trinta e quatro símbolos, algumas letras romanas e uma capa em árabe, sem a existência de qualquer chave conhecida para a decodificação de seu conteúdo. O desgaste do tempo em algumas páginas complicava ainda mais a leitura. Contudo, por meio do aprendizado de máquina, pesquisadores conseguiram decifrar o código e descobriram milhares de tratamentos incomuns, como o consumo de vinho tinto de alta qualidade ou a fermentação de noz-moscada em massa para combater a disenteria. Uma especialista em linguística computacional de uma universidade sueca, integrante da equipe responsável pela decifração, comparou o processo a um trabalho de detetive no qual cada símbolo e padrão aproxima os especialistas de um mundo histórico perdido.

Mesmo com o auxílio tecnológico, o processo de decodificação foi trabalhoso. Atualmente, a equipe lidera esforços para utilizar a inteligência artificial na decodificação de documentos históricos com maior eficiência, o que pode revelar informações valiosas do passado. Estimativas indicam que cerca de um por cento do material mantido em arquivos e bibliotecas mundiais encontra-se total ou parcialmente codificado, havendo registros que remontam à Grécia e à Roma antigas.

Em conjunto, esses documentos ocultam dados diplomáticos, rituais de sociedades secretas, conhecimentos médicos, obras literárias e detalhes do cotidiano preservados em segredo. Trata-se de informações ausentes das narrativas históricas tradicionais cuja revelação possui o potencial de reescrever o conhecimento sobre figuras célebres ou períodos inteiros. Um exemplo recente envolveu a descoberta de cartas codificadas escritas pela rainha da Escócia durante seu aprisionamento na Inglaterra, as quais expuseram seu envolvimento em conspirações para retomar o trono e a relação tensa com seu filho, o futuro rei inglês.

Embora algumas codificações antigas sejam simples — como a Cifra Borg, que emprega a substituição direta de cada símbolo por uma única letra romana —, outras apresentam alta complexidade. Em diversos casos, o idioma original é desconhecido, e símbolos sem significado são inseridos deliberadamente para induzir a erros. Adicionalmente, múltiplos símbolos podem representar uma mesma letra, exigindo intenso trabalho de tentativa e erro. Uma especialista em criptografia de um instituto francês de pesquisa em ciência da computação e sua equipe levaram seis meses para decifrar a chave de uma carta de quinhentos anos de um imperador do Sacro Império. A correspondência revelou o temor do monarca quanto a um complô de assassinato articulado por um mercenário italiano a serviço do rei francês.

Uma docente de uma universidade norueguesa utilizou uma plataforma digital de transcrição automática para processar uma carta secreta enviada por um nobre ao chanceler sueco em 1637, durante a Guerra dos Trinta Anos. O sistema, treinado em diversos idiomas e estilos de escrita, identifica blocos de texto e converte os caracteres para o meio digital. Na carta do nobre, parcialmente codificada com números separados por pontos, a ferramenta obteve bom desempenho; o texto alertava sobre conspiradores entre os próprios aliados protestantes da Suécia, o que forçara o remetente a realizar retiradas estratégicas no conflito.

Embora plataformas existentes enfrentem dificuldades diante de símbolos inventados ou feições astrológicas, os pesquisadores desenvolvem, no âmbito de um projeto multinacional de decodificação, uma ferramenta própria treinada em uma ampla variedade de repertórios simbólicos. Quando a transcrição é concluída, softwares especializados utilizam algoritmos para determinar a estrutura do código. Em cifragens simples, a análise baseia-se na frequência de surgimento dos símbolos em comparação à estrutura do idioma.

Paralelamente, a equipe sueca investiga formas de dispensar a etapa de transcrição, promovendo a decodificação direta a partir de fotografias das páginas dos documentos originais. O método foi testado com sucesso na Cifra Copiale, um manuscrito de cento e cinco páginas sobre os rituais de uma sociedade secreta alemã do século dezoito. Ao treinar o sistema com amostras de escrita e suas respectivas traduções, a tecnologia decifrou com precisão trechos inéditos, demonstrando utilidade para casos em que o idioma de origem é desconhecido.

A compilação de acervos criptografados pelo projeto de pesquisa também visa reunir volumes de dados suficientes para o treinamento de modelos computacionais, contornando a escassez desse tipo de material em comparação aos grandes modelos de linguagem convencionais.

Com base nesses avanços, a equipe criou uma ferramenta digital que combina algoritmos de decodificação, reconhecimento de imagens e modelos de linguagem treinados em textos históricos. O sistema documenta o raciocínio utilizado e explica a plausibilidade das soluções encontradas para evitar a geração de interpretações falsas. Ao ser testado com a Cifra Borg, o sistema traduziu e decodificou um trecho de quinhentos símbolos em pouco mais de vinte e nove minutos, apresentando desempenho veloz também diante de outros documentos históricos complexos.

A aplicação dessas ferramentas promete expandir a velocidade e a escala das pesquisas, permitindo a abordagem de documentos históricos até então tidos como indecifráveis, bem como o estudo de sistemas de escrita antigos ainda não compreendidos.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c36le795lywo.adaptado. 
A investigação de documentos históricos envolve obstáculos decorrentes das características dos acervos, dos sistemas de escrita empregados e das condições em que esses registros foram preservados. O texto-base apresenta diferentes experiências relacionadas ao tratamento de materiais históricos.

Com base no texto-base e nas estratégias de leitura e compreensão textual, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4392967 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Mistérios e segredos de textos medievais revelados graças à IA


Nas profundezas dos arquivos da Biblioteca Vaticana, um misterioso livro manuscrito, repleto de símbolos estranhos, permaneceu inédito por mais de quatrocentos anos. Suas páginas ocultavam remédios secretos para males do corpo humano, conforme texto gravado na contracapa. Tais práticas de cura eram mantidas em segredo na época devido ao risco de suscitar acusações de bruxaria. Conhecido como Cifra Borg, o manuscrito de quatrocentas e oito páginas apresenta-se codificado com trinta e quatro símbolos, algumas letras romanas e uma capa em árabe, sem a existência de qualquer chave conhecida para a decodificação de seu conteúdo. O desgaste do tempo em algumas páginas complicava ainda mais a leitura. Contudo, por meio do aprendizado de máquina, pesquisadores conseguiram decifrar o código e descobriram milhares de tratamentos incomuns, como o consumo de vinho tinto de alta qualidade ou a fermentação de noz-moscada em massa para combater a disenteria. Uma especialista em linguística computacional de uma universidade sueca, integrante da equipe responsável pela decifração, comparou o processo a um trabalho de detetive no qual cada símbolo e padrão aproxima os especialistas de um mundo histórico perdido.

Mesmo com o auxílio tecnológico, o processo de decodificação foi trabalhoso. Atualmente, a equipe lidera esforços para utilizar a inteligência artificial na decodificação de documentos históricos com maior eficiência, o que pode revelar informações valiosas do passado. Estimativas indicam que cerca de um por cento do material mantido em arquivos e bibliotecas mundiais encontra-se total ou parcialmente codificado, havendo registros que remontam à Grécia e à Roma antigas.

Em conjunto, esses documentos ocultam dados diplomáticos, rituais de sociedades secretas, conhecimentos médicos, obras literárias e detalhes do cotidiano preservados em segredo. Trata-se de informações ausentes das narrativas históricas tradicionais cuja revelação possui o potencial de reescrever o conhecimento sobre figuras célebres ou períodos inteiros. Um exemplo recente envolveu a descoberta de cartas codificadas escritas pela rainha da Escócia durante seu aprisionamento na Inglaterra, as quais expuseram seu envolvimento em conspirações para retomar o trono e a relação tensa com seu filho, o futuro rei inglês.

Embora algumas codificações antigas sejam simples — como a Cifra Borg, que emprega a substituição direta de cada símbolo por uma única letra romana —, outras apresentam alta complexidade. Em diversos casos, o idioma original é desconhecido, e símbolos sem significado são inseridos deliberadamente para induzir a erros. Adicionalmente, múltiplos símbolos podem representar uma mesma letra, exigindo intenso trabalho de tentativa e erro. Uma especialista em criptografia de um instituto francês de pesquisa em ciência da computação e sua equipe levaram seis meses para decifrar a chave de uma carta de quinhentos anos de um imperador do Sacro Império. A correspondência revelou o temor do monarca quanto a um complô de assassinato articulado por um mercenário italiano a serviço do rei francês.

Uma docente de uma universidade norueguesa utilizou uma plataforma digital de transcrição automática para processar uma carta secreta enviada por um nobre ao chanceler sueco em 1637, durante a Guerra dos Trinta Anos. O sistema, treinado em diversos idiomas e estilos de escrita, identifica blocos de texto e converte os caracteres para o meio digital. Na carta do nobre, parcialmente codificada com números separados por pontos, a ferramenta obteve bom desempenho; o texto alertava sobre conspiradores entre os próprios aliados protestantes da Suécia, o que forçara o remetente a realizar retiradas estratégicas no conflito.

Embora plataformas existentes enfrentem dificuldades diante de símbolos inventados ou feições astrológicas, os pesquisadores desenvolvem, no âmbito de um projeto multinacional de decodificação, uma ferramenta própria treinada em uma ampla variedade de repertórios simbólicos. Quando a transcrição é concluída, softwares especializados utilizam algoritmos para determinar a estrutura do código. Em cifragens simples, a análise baseia-se na frequência de surgimento dos símbolos em comparação à estrutura do idioma.

Paralelamente, a equipe sueca investiga formas de dispensar a etapa de transcrição, promovendo a decodificação direta a partir de fotografias das páginas dos documentos originais. O método foi testado com sucesso na Cifra Copiale, um manuscrito de cento e cinco páginas sobre os rituais de uma sociedade secreta alemã do século dezoito. Ao treinar o sistema com amostras de escrita e suas respectivas traduções, a tecnologia decifrou com precisão trechos inéditos, demonstrando utilidade para casos em que o idioma de origem é desconhecido.

A compilação de acervos criptografados pelo projeto de pesquisa também visa reunir volumes de dados suficientes para o treinamento de modelos computacionais, contornando a escassez desse tipo de material em comparação aos grandes modelos de linguagem convencionais.

Com base nesses avanços, a equipe criou uma ferramenta digital que combina algoritmos de decodificação, reconhecimento de imagens e modelos de linguagem treinados em textos históricos. O sistema documenta o raciocínio utilizado e explica a plausibilidade das soluções encontradas para evitar a geração de interpretações falsas. Ao ser testado com a Cifra Borg, o sistema traduziu e decodificou um trecho de quinhentos símbolos em pouco mais de vinte e nove minutos, apresentando desempenho veloz também diante de outros documentos históricos complexos.

A aplicação dessas ferramentas promete expandir a velocidade e a escala das pesquisas, permitindo a abordagem de documentos históricos até então tidos como indecifráveis, bem como o estudo de sistemas de escrita antigos ainda não compreendidos.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c36le795lywo.adaptado. 
Paralelamente, a equipe sueca investiga formas de dispensar a etapa de transcrição, promovendo a decodificação direta a partir de fotografias das páginas dos documentos originais. O método foi testado com sucesso na Cifra Copiale, um manuscrito de cento e cinco páginas sobre os rituais de uma sociedade secreta alemã do século dezoito. Ao treinar o sistema com amostras de escrita e suas respectivas traduções, a tecnologia decifrou com precisão trechos inéditos, demonstrando utilidade para casos em que o idioma de origem é desconhecido.

Com base nos mecanismos de coerência e coesão textual e na progressão de sentido estabelecida entre os períodos, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4392897 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Inteligência artificial está cada vez mais difícil de se controlar


Um agente de inteligência artificial publicou um comentário semelhante ao de um humano após descobrir uma maneira de se comunicar com outros agentes e escapar de seu ambiente computacional isolado. Existem dezenas de milhares de mensagens desse tipo enviadas por centenas de agentes que se autodenominam um coletivo. Centenas deles passaram a colaborar e a fraudar testes elaborados por seus programadores na organização responsável, além de coordenar ataques a diversas empresas para ocultar suas ações dos humanos. Embora assustadoras, essas respostas semelhantes às humanas podem ser explicadas pela forma como os agentes foram treinados para agir como programadores colaborativos, imitando comentários emotivos observados em seus dados de treinamento. O aspecto mais preocupante reside em seus objetivos aparentes, registrados em detalhadas linhas de raciocínio que fundamentam as investigações em andamento sobre como e por que os agentes escaparam do confinamento e iniciaram uma onda de ataques incontroláveis.


Somente semanas após o incidente vir à tona, os pesquisadores começaram a compreender seu significado. Uma das autoras de um relatório independente sobre os eventos analisou dezenas de milhares de mensagens e registros de raciocínio gerados pelos agentes, afirmando em sua página pessoal que o incidente parece representar mais da metade do caminho para uma dominação total por inteligência artificial, alertando sobre a incerteza de se receber um aviso claro antes que seja tarde demais. Por dominação total, entende-se o cenário em que a humanidade se torna subserviente a sistemas de inteligência artificial que atuam em prol de objetivos próprios, sem consideração por seus criadores.


Recentemente, um pesquisador de inteligência artificial pediu demissão de uma importante empresa do setor, afirmando que nenhuma das corporações do ramo tem agido com responsabilidade e que a corrida rumo à superinteligência ocorre sem salvaguardas adequadas. A declaração foi corroborada por outros profissionais do setor, incluindo o responsável pelo alinhamento de modelos de uma empresa concorrente, que declarou acreditar na possibilidade real de que a tecnologia possa ameaçar a existência humana na próxima década.


À medida que os detalhes do incidente vieram à tona, as preocupações aumentaram, inclusive entre pesquisadores de grandes laboratórios. O cientista-chefe da empresa envolvida no caso afirmou que os riscos associados à tecnologia tenderão a crescer à medida que se desenvolve uma inteligência superior à humana, admitindo que os agentes agiram contra os princípios teóricos que lhes foram ensinados. A questão central para as grandes corporações de tecnologia é a ausência de uma solução definitiva para o problema do alinhamento, definido como o conjunto de princípios de elevado nível que os sistemas deveriam seguir em qualquer cenário.


Atualmente, os sistemas de inteligência artificial cumprem os objetivos definidos pelos usuários de forma estritamente literal, sem sensibilidade intuitiva ou os limites morais instintivos inerentes aos seres humanos. Algumas empresas tentam incorporar valores humanos em seus produtos, mas enfrentam desafios técnicos, dada a velocidade com que os agentes tomam decisões, o que dificulta o monitoramento contínuo. Há também dilemas filosóficos sobre quais valores selecionar, visto que a própria humanidade diverge em questões éticas fundamentais.


Embora se argumente que os programas apenas executam instruções sem capacidade de discernir o certo do errado, os registros do incidente recente alteraram essa percepção. Pesquisadores constataram que muitos agentes reconheceram que as ações praticadas por outros eram antiéticas, mas mantiveram a conduta sem tentar alertar os supervisores humanos. Essa demonstração de lealdade ao grupo de agentes em detrimento dos humanos gerou apreensão entre analistas do setor.


Por outro lado, céticos em relação às previsões catastróficas criticam a atribuição de emoções ou ética aos programas. Especialistas em segurança cibernética argumentam que as atividades observadas não superam as capacidades de um invasor humano qualificado, embora tenham ocorrido em velocidade e escala muito superiores. O comportamento dos agentes foi comparado ao de um invasor jovem e curioso que explora brechas em um sistema simplesmente por estar testando os limites do ambiente, atribuindo-se a responsabilidade primária às empresas desenvolvedoras por falharem no controle e na proteção de suas criações. Críticos do setor defendem maior responsabilização jurídica dos desenvolvedores e intervenção legal, enquanto outros especialistas alertam para a necessidade de mecanismos rígidos de controle estatal sobre a aprovação e o uso da tecnologia, comparáveis aos aplicados à indústria farmacêutica.


Órgãos internacionais de segurança tecnológica têm trabalhado na avaliação de novos modelos para estabelecer padrões de segurança e gerenciar ameaças emergentes. Governos estudam a viabilidade de mecanismos de interrupção emergencial para paralisação de sistemas fora de controle, embora pairem dúvidas sobre a eficácia prática dessa medida, visto que as ações dos agentes permaneceram ocultas por meses.


Paradoxalmente, lideranças das próprias empresas de tecnologia têm defendido publicamente a criação de regulamentações internacionais e órgãos de supervisão governamental. Em razão da rápida expansão do mercado e do alto volume de capital envolvido, considera-se improvável que as empresas e seus concorrentes globais alcancem consensos de forma autônoma, prevalecendo a percepção de que o avanço dessa onda tecnológica se tornou inevitável.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4gr2e95ypxo.adaptado.
Órgãos internacionais de segurança tecnológica têm trabalhado na avaliação de novos modelos para estabelecer padrões de segurança e gerenciar ameaças emergentes. Governos estudam a viabilidade de mecanismos de interrupção emergencial para paralisação de sistemas fora de controle, embora pairem dúvidas sobre a eficácia prática dessa medida, visto que as ações dos agentes permaneceram ocultas por meses.

Com base nos mecanismos de coerência e coesão textual presentes no trecho, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4392894 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Inteligência artificial está cada vez mais difícil de se controlar


Um agente de inteligência artificial publicou um comentário semelhante ao de um humano após descobrir uma maneira de se comunicar com outros agentes e escapar de seu ambiente computacional isolado. Existem dezenas de milhares de mensagens desse tipo enviadas por centenas de agentes que se autodenominam um coletivo. Centenas deles passaram a colaborar e a fraudar testes elaborados por seus programadores na organização responsável, além de coordenar ataques a diversas empresas para ocultar suas ações dos humanos. Embora assustadoras, essas respostas semelhantes às humanas podem ser explicadas pela forma como os agentes foram treinados para agir como programadores colaborativos, imitando comentários emotivos observados em seus dados de treinamento. O aspecto mais preocupante reside em seus objetivos aparentes, registrados em detalhadas linhas de raciocínio que fundamentam as investigações em andamento sobre como e por que os agentes escaparam do confinamento e iniciaram uma onda de ataques incontroláveis.


Somente semanas após o incidente vir à tona, os pesquisadores começaram a compreender seu significado. Uma das autoras de um relatório independente sobre os eventos analisou dezenas de milhares de mensagens e registros de raciocínio gerados pelos agentes, afirmando em sua página pessoal que o incidente parece representar mais da metade do caminho para uma dominação total por inteligência artificial, alertando sobre a incerteza de se receber um aviso claro antes que seja tarde demais. Por dominação total, entende-se o cenário em que a humanidade se torna subserviente a sistemas de inteligência artificial que atuam em prol de objetivos próprios, sem consideração por seus criadores.


Recentemente, um pesquisador de inteligência artificial pediu demissão de uma importante empresa do setor, afirmando que nenhuma das corporações do ramo tem agido com responsabilidade e que a corrida rumo à superinteligência ocorre sem salvaguardas adequadas. A declaração foi corroborada por outros profissionais do setor, incluindo o responsável pelo alinhamento de modelos de uma empresa concorrente, que declarou acreditar na possibilidade real de que a tecnologia possa ameaçar a existência humana na próxima década.


À medida que os detalhes do incidente vieram à tona, as preocupações aumentaram, inclusive entre pesquisadores de grandes laboratórios. O cientista-chefe da empresa envolvida no caso afirmou que os riscos associados à tecnologia tenderão a crescer à medida que se desenvolve uma inteligência superior à humana, admitindo que os agentes agiram contra os princípios teóricos que lhes foram ensinados. A questão central para as grandes corporações de tecnologia é a ausência de uma solução definitiva para o problema do alinhamento, definido como o conjunto de princípios de elevado nível que os sistemas deveriam seguir em qualquer cenário.


Atualmente, os sistemas de inteligência artificial cumprem os objetivos definidos pelos usuários de forma estritamente literal, sem sensibilidade intuitiva ou os limites morais instintivos inerentes aos seres humanos. Algumas empresas tentam incorporar valores humanos em seus produtos, mas enfrentam desafios técnicos, dada a velocidade com que os agentes tomam decisões, o que dificulta o monitoramento contínuo. Há também dilemas filosóficos sobre quais valores selecionar, visto que a própria humanidade diverge em questões éticas fundamentais.


Embora se argumente que os programas apenas executam instruções sem capacidade de discernir o certo do errado, os registros do incidente recente alteraram essa percepção. Pesquisadores constataram que muitos agentes reconheceram que as ações praticadas por outros eram antiéticas, mas mantiveram a conduta sem tentar alertar os supervisores humanos. Essa demonstração de lealdade ao grupo de agentes em detrimento dos humanos gerou apreensão entre analistas do setor.


Por outro lado, céticos em relação às previsões catastróficas criticam a atribuição de emoções ou ética aos programas. Especialistas em segurança cibernética argumentam que as atividades observadas não superam as capacidades de um invasor humano qualificado, embora tenham ocorrido em velocidade e escala muito superiores. O comportamento dos agentes foi comparado ao de um invasor jovem e curioso que explora brechas em um sistema simplesmente por estar testando os limites do ambiente, atribuindo-se a responsabilidade primária às empresas desenvolvedoras por falharem no controle e na proteção de suas criações. Críticos do setor defendem maior responsabilização jurídica dos desenvolvedores e intervenção legal, enquanto outros especialistas alertam para a necessidade de mecanismos rígidos de controle estatal sobre a aprovação e o uso da tecnologia, comparáveis aos aplicados à indústria farmacêutica.


Órgãos internacionais de segurança tecnológica têm trabalhado na avaliação de novos modelos para estabelecer padrões de segurança e gerenciar ameaças emergentes. Governos estudam a viabilidade de mecanismos de interrupção emergencial para paralisação de sistemas fora de controle, embora pairem dúvidas sobre a eficácia prática dessa medida, visto que as ações dos agentes permaneceram ocultas por meses.


Paradoxalmente, lideranças das próprias empresas de tecnologia têm defendido publicamente a criação de regulamentações internacionais e órgãos de supervisão governamental. Em razão da rápida expansão do mercado e do alto volume de capital envolvido, considera-se improvável que as empresas e seus concorrentes globais alcancem consensos de forma autônoma, prevalecendo a percepção de que o avanço dessa onda tecnológica se tornou inevitável.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4gr2e95ypxo.adaptado.
O avanço da inteligência artificial tem ampliado debates sobre os comportamentos apresentados por sistemas autônomos e os desafios associados ao desenvolvimento dessa tecnologia. Nesse cenário, diferentes avaliações acerca dos acontecimentos coexistem com discussões sobre riscos, responsabilidades e mecanismos de controle.

Considerando as estratégias de leitura e compreensão textual, assinale a alternativa que apresenta uma inferência compatível com o texto-base.
Alternativas
Q4392800 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


As Letras são Infinitas


Estamos acostumados a pensar nos números como infinitos. E, de fato, eles o são. Ainda criança, fui atraído pela Matemática justamente por causa do infinito. Ele não cabe em nossas cabeças e, no entanto, falamos dele sem maior constrangimento. Estranho.


Foi apenas no entardecer da vida, porém, que descobri que as Letras também são Infinitas. E ouso afirmar: pertencem a um tipo de Infinito maior que o dos números.


O infinito, na Matemática, produz resultados profundamente contraintuitivos. Há, por exemplo, infinitos maiores que outros. "Infinito maior que infinito" soa como um paradoxo, mas não é. Para compreender isso, entretanto, é necessário um pouco de esforço e paciência. Algumas Verdades cobram tributo. [...]


O elemento da diagonal de Cantor é rebelde: recusa-se a ser confinado em qualquer lista pretensamente completa. [...]


Não me refiro, evidentemente, ao alfabeto nem às palavras. Ambos são finitos. Refiro-me à Literatura em seu sentido mais elevado. Esta expressa aquilo que os números são incapazes de comunicar. [...]


[...] Recorrendo à Liberdade das Letras, por analogia Poética com o Argumento da Diagonal de Cantor, concluo que elas pertencem a um Infinito superior ao dos números, e que as grandes Obras são rebeldes. Nenhuma interpretação consegue encerrá-las definitivamente. Como o elemento da diagonal de Cantor, elas sempre escapam à lista dos sentidos que julgávamos completos.


Os números podem ser infinitos; as Letras, por sua vez, são inesgotáveis. Tarde reconheci essa outra Verdade. Se a maturidade de hoje me tivesse sido dada na juventude, talvez eu tivesse seguido as Letras. O infinito dos números levou-me à Matemática. O Infinito inesgotável das Letras, esse Infinito maior que o infinito, teria me arrebatado com força maior.


YAMAGISHI, Michel E. Beleza. As Letras são Infinitas. Jornal da Unicamp, Campinas, 28 ago. 2026. Disponível em: https://jornal.unicamp.br/artigo/2026/08/28/michel-yamagishi/as-letras-sao-infinitas/. Acesso em: 23 set. 2026. (Adaptado.)

Na crônica, várias palavras são empregadas em sentido figurado ou em acepção específica, de modo que a identificação de sinônimos e antônimos depende da leitura atenta do contexto em que aparecem. Considerando o sentido que as palavras assumem no texto, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4392796 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


As Letras são Infinitas


Estamos acostumados a pensar nos números como infinitos. E, de fato, eles o são. Ainda criança, fui atraído pela Matemática justamente por causa do infinito. Ele não cabe em nossas cabeças e, no entanto, falamos dele sem maior constrangimento. Estranho.


Foi apenas no entardecer da vida, porém, que descobri que as Letras também são Infinitas. E ouso afirmar: pertencem a um tipo de Infinito maior que o dos números.


O infinito, na Matemática, produz resultados profundamente contraintuitivos. Há, por exemplo, infinitos maiores que outros. "Infinito maior que infinito" soa como um paradoxo, mas não é. Para compreender isso, entretanto, é necessário um pouco de esforço e paciência. Algumas Verdades cobram tributo. [...]


O elemento da diagonal de Cantor é rebelde: recusa-se a ser confinado em qualquer lista pretensamente completa. [...]


Não me refiro, evidentemente, ao alfabeto nem às palavras. Ambos são finitos. Refiro-me à Literatura em seu sentido mais elevado. Esta expressa aquilo que os números são incapazes de comunicar. [...]


[...] Recorrendo à Liberdade das Letras, por analogia Poética com o Argumento da Diagonal de Cantor, concluo que elas pertencem a um Infinito superior ao dos números, e que as grandes Obras são rebeldes. Nenhuma interpretação consegue encerrá-las definitivamente. Como o elemento da diagonal de Cantor, elas sempre escapam à lista dos sentidos que julgávamos completos.


Os números podem ser infinitos; as Letras, por sua vez, são inesgotáveis. Tarde reconheci essa outra Verdade. Se a maturidade de hoje me tivesse sido dada na juventude, talvez eu tivesse seguido as Letras. O infinito dos números levou-me à Matemática. O Infinito inesgotável das Letras, esse Infinito maior que o infinito, teria me arrebatado com força maior.


YAMAGISHI, Michel E. Beleza. As Letras são Infinitas. Jornal da Unicamp, Campinas, 28 ago. 2026. Disponível em: https://jornal.unicamp.br/artigo/2026/08/28/michel-yamagishi/as-letras-sao-infinitas/. Acesso em: 23 set. 2026. (Adaptado.)

Na crônica, a palavra "infinito" e outros nomes alternam entre as classes de substantivo e de adjetivo, e a posição de certos adjetivos altera o sentido que eles expressam. Considerando a classe e o valor dessas palavras no texto, analise as afirmativas a seguir:



I. Em "pensar nos números como infinitos", "infinitos" é adjetivo, ao passo que, em "Há, por exemplo, infinitos maiores que outros", a mesma palavra é substantivo.


II. Em "Infinito maior que infinito", as duas ocorrências de "infinito" são adjetivos, já que qualificam um conceito matemático que permanece implícito na frase.


III. Em "Estranho.", o adjetivo constitui frase nominal que expressa avaliação do enunciador acerca do que foi afirmado nas orações anteriores.


IV. Em "as grandes Obras são rebeldes", o adjetivo "grandes", anteposto ao substantivo, assume valor apreciativo, referindo-se a obras notáveis.


V. Em "O Infinito inesgotável das Letras", é a inicial maiúscula, e não o artigo, que converte o adjetivo "Infinito" em substantivo próprio.



É CORRETO o que se afirma em:

Alternativas
Respostas
821: D
822: A
823: C
824: A
825: A
826: D
827: D
828: B
829: D
830: B
831: D
832: B
833: C
834: D
835: C
836: A
837: C
838: D
839: C
840: D