Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q3686525 Português

INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.


Glamorizar o passado é se deixar enganar


Prefiro a caneta ao teclado — apesar da minha letra, que às vezes nem eu entendo —, o papel à tela, o livro físico ao digital. Não é saudosismo e muito menos uma vilanização dos avanços tecnológicos, que ao mesmo tempo são uma bênção e uma maldição. Não glamorizo o passado como sendo melhor: o melhor vive na nossa imaginação [...].


Mantenho o melhor de antes — que gravei no meu HD apertando o rec e o play — e aproveito o melhor de hoje. O que posso escolher escolho, dentro de uma lista nada coerente entre o antigo e o novo, com a vantagem de carregar comigo o passado. A nossa história é um caminho irreversível, saber viver o presente é o melhor dos mundos.


KORICH, Becky S. Glamorizar o passado é se deixar enganar.Folha de S.Paulo. Colunas, 11 set. 2023. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/becky-korich/2023/09/ glamorizar-o-passado-e-se-deixar-enganar.shtml. Acesso em: 11 set. 2023. [Fragmento]

De acordo com as informações apresentadas, pode-se inferir que, para a autora,
Alternativas
Q3686147 Português
Assinalar a alternativa em que a palavra substitui CORRETAMENTE o termo sublinhado da frase “Minha irmã acordou, nesta manhã, estava extremamente lépida.” 
Alternativas
Q3686140 Português
Pé-grande: Ciência pode ter encontrado explicação para a lenda da criatura gigante


    Um dos mais populares folclores dos EUA e do Canadá, a lenda do Pé-grande pode ter ganhado um suporte científico - que não confirma a existência de um imenso e ameaçador símio vivendo nas florestas geladas da América do Norte, mas explicaria as muitas pegadas encontradas e aparições registradas já apontadas como indícios da existência da criatura.

    De acordo com levantamento realizado pelo cientista Floe Foxon, as marcas deixadas na neve pelo suposto pé de grandes dimensões que batiza a lenda seriam não de um primata de tamanho extraordinário, mas sim de ursos-negros.

    Para apontar tal explicação, Foxon estudou os registros de supostas aparições, levantados desde meados do século 20 pela Organização de Pesquisadores de Campo do Pé-grande, cruzando os locais onde as pessoas afirmaram ter visto a criatura com informações sobre as regiões onde os ursos também são encontrados.

    Os ursos-negros adultos alcançam dois metros de comprimento, podem pesar cerca de 280kg e se colocam sobre duas patas para alcançar uma visão mais ampla do horizonte ou para caçar.

    A pesquisa explica, portanto, o motivo pelo qual os relatos de aparições do Pé-grande não são tão comuns em estados como Texas e a Flórida, onde a espécie de urso também é rara. Mesmo em outras regiões em que a denúncia de avistamentos também é recorrente, como nos Himalaias, onde a lenda do Yeti funciona como uma versão asiática do Pé-grande, a explicação pode estar também em ursos ou outros animais, que não seriam devidamente identificados provavelmente pelo temor causado pela própria aparição.

    Análises prévias já relacionaram as visões da criatura, também conhecida como “Sasquatch”, com as populações de ursos-negros, mas até então o cruzamento de dados completo não havia sido realizado. “Baseado em considerações estatísticas, é provável que muitas aparições do suposto Sasquatch são, na realidade, formas conhecidas mal identificadas. Se o Pé-grande apareceu por lá, é provável que sejam ursos”, diz a pesquisa. “Os avistamentos do Sasquatch estão estatística e significativamente associados com populações de urso de tal forma que, em média, uma aparição é esperada para cada 900 ursos”.


(Fonte: Hypeness – adaptado.)
Conforme o texto, assinalar a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q3686138 Português
Pé-grande: Ciência pode ter encontrado explicação para a lenda da criatura gigante


    Um dos mais populares folclores dos EUA e do Canadá, a lenda do Pé-grande pode ter ganhado um suporte científico - que não confirma a existência de um imenso e ameaçador símio vivendo nas florestas geladas da América do Norte, mas explicaria as muitas pegadas encontradas e aparições registradas já apontadas como indícios da existência da criatura.

    De acordo com levantamento realizado pelo cientista Floe Foxon, as marcas deixadas na neve pelo suposto pé de grandes dimensões que batiza a lenda seriam não de um primata de tamanho extraordinário, mas sim de ursos-negros.

    Para apontar tal explicação, Foxon estudou os registros de supostas aparições, levantados desde meados do século 20 pela Organização de Pesquisadores de Campo do Pé-grande, cruzando os locais onde as pessoas afirmaram ter visto a criatura com informações sobre as regiões onde os ursos também são encontrados.

    Os ursos-negros adultos alcançam dois metros de comprimento, podem pesar cerca de 280kg e se colocam sobre duas patas para alcançar uma visão mais ampla do horizonte ou para caçar.

    A pesquisa explica, portanto, o motivo pelo qual os relatos de aparições do Pé-grande não são tão comuns em estados como Texas e a Flórida, onde a espécie de urso também é rara. Mesmo em outras regiões em que a denúncia de avistamentos também é recorrente, como nos Himalaias, onde a lenda do Yeti funciona como uma versão asiática do Pé-grande, a explicação pode estar também em ursos ou outros animais, que não seriam devidamente identificados provavelmente pelo temor causado pela própria aparição.

    Análises prévias já relacionaram as visões da criatura, também conhecida como “Sasquatch”, com as populações de ursos-negros, mas até então o cruzamento de dados completo não havia sido realizado. “Baseado em considerações estatísticas, é provável que muitas aparições do suposto Sasquatch são, na realidade, formas conhecidas mal identificadas. Se o Pé-grande apareceu por lá, é provável que sejam ursos”, diz a pesquisa. “Os avistamentos do Sasquatch estão estatística e significativamente associados com populações de urso de tal forma que, em média, uma aparição é esperada para cada 900 ursos”.


(Fonte: Hypeness – adaptado.)
Considerando-se o texto, analisar os itens abaixo:

I. Floe Foxon cruzou os dados de registros de supostas aparições do Pé-grande com os locais onde os ursos-negros também são encontrados.
II. O temor causado pelas aparições pode ser uma das prováveis explicações para a dificuldade de identificação do que seria o Pé-grande. 
Alternativas
Q3686030 Português
A figura a seguir apresenta o preço médio da gasolina, no estado do Texas (Estados Unidos), entre os anos de 1980 e 2009, com ajuste da inflação baseada no ano de 2008: 

Imagem associada para resolução da questão


Compreende-se a partir da leitura do gráfico que:
Alternativas
Q3686019 Português
Considerando-se o significado contextual da palavra sublinhada, assinalar a alternativa que apresenta um sinônimo adequado a ela:

As máscaras continuam sendo recomendadas para as pessoas mais vulneráveis.
Alternativas
Q3686014 Português
As icônicas cabines telefônicas de Londres podem ganhar uma nova e inusitada função

    O plano inicial é que duas cabines telefônicas na Coventry Street, em Londres, sejam convertidas em máquinas de venda automática, funcionando 24 horas por dia, 7 dias por semana. As cabines desativadas seriam ___________ e preenchidas com bebidas e lanches.

   A idealizadora do projeto, Nuriyeh Popalzi, que apresentou o pedido de planejamento em nome do Esquema de Apoio ao Jovem Empreendedor, disse que os quiosques estão em mau estado e atraindo comportamento ___________.

    Escrevendo ao Conselho da Cidade de Westminster, Nuriyeh disse que os estandes icônicos seriam consertados e reformados para deixá-los em boas condições, inclusive dando a eles uma nova camada de tinta vermelha. Ela espera que as reformas tenham um efeito ___________ na comunidade local. O projeto, no entanto, ainda está em fase de análise.


(Fonte: Hypeness - adaptado.)
Conforme o texto, assinalar a alternativa CORRETA: 
Alternativas
Q3684513 Português
        ______________ a internet tenha possibilitado que as pessoas seguissem suas atividades e interagissem umas com as outras, essa imersão profunda no mundo digital gerou consequências irreversíveis para a sociedade. Estar o tempo todo conectado com o mundo digital provocou um cansaço excessivo e, com isso, uma série de distúrbios de saúde, como sedentarismo, miopia, transtorno de desvio de atenção, depressão, dismorfia corporal e ansiedade.
        ______________, esse contato constante com as redes sociais promove cada vez mais a “sociedade do igual” que tenta se homogeneizar, seja pela comparação nas mídias, seja pela tentativa (bem sucedida) capitalista de vender sempre os mesmos produtos.
Disponível em: https://jornalistaslivres.org/. Acesso em 03 set. 2023. [Fragmento adaptado]
Conforme a leitura do texto, os operadores discursivos que completarão corretamente os tracejados apresentam, respectivamente, sentido
Alternativas
Q3684512 Português

Leia o texto seguinte e responda à questão.


        A palavra “sertão” é curiosa. A sonoridade sugere o verbo “ser” numa dimensão empolada. Ser tão, existir tanto. Os portugueses levaram a palavra para África e tentaram nomear assim a paisagem da savana. Não resultou. A palavra não ganhou raiz. Apenas nos escritos coloniais antigos se pode encontrar o termo “sertão”. Quase ninguém hoje, em Moçambique e Angola, reconhece o seu significado.


        João Guimarães Rosa criou este lugar fantástico, e fez dele uma espécie de lugar de todos os lugares. O sertão e as veredas de que ele fala não são da ordem da geografia. O sertão é um mundo construído na linguagem. “O sertão”, diz ele, “está dentro de nós”. Guimarães Rosa não escreve sobre o sertão. Ele escreve como se ele fosse o sertão.


        Em Moçambique nós vivíamos e vivemos ainda o momento épico de criar um espaço que seja nosso, não por tomada de posse, mas porque nele podemos encenar a ficção de nós mesmos, enquanto criaturas portadoras de História e fazedoras de futuro. Era isso a independência nacional, era isso a utopia de um mundo sonhado.


Disponível em: https://jornalggn.com.br/. Acesso em 11 set. 2023. [Fragmento]

O fragmento de texto evidencia uso de linguagem
Alternativas
Q3684508 Português

Leia o texto abaixo para responder à questão. 


        No Brasil fazemos muitos planos – faz parte da nossa cultura. Nossa dificuldade é de executá-los. Por exemplo, no setor de infraestrutura e transportes, há planos para melhorar o país desde o Plano da Comissão de 1890, que contempla projetos de infraestrutura para a Amazônia, que, até hoje, não saíram do papel.


        Neste contexto, na semana passada, discuti o quanto é vago o termo bioeconomia para a Amazônia e recebi uma enxurrada de comentários, permitindo-me algumas reflexões adicionais, evoluindo o que pensava. [...]


        Depois de mergulhar em vários dos documentos que pesquisei e dos adicionais que recebi, a sensação que tive é que não saímos do vago para o prático, da “bioeconomia” para a bioeconomia, de um faz de conta para a realidade, de um greenwashing para a sustentabilidade, da teoria para a prática. Mantive a sensação de uma distância grande do necessário para a transformação para um modo de vida mais próspero e equilibrado ou de uma similaridade ampla com o que vem sendo feito nos países mais avançados. Segue a lógica do “chutando a escada”, prevalecem os modelos que mantêm desigualdades.


        Em praticamente todos os planos há grande boa vontade e interesse pelo país. Em cada um deles há enorme mérito. A problemática não são os planos em si ou seus autores abnegados, são os poucos recursos alocados para eles serem realizados. Se fazemos planos maravilhosos, mas não executamos ou se apenas realizamos as pequenas partes negativas ou de baixo impacto, como esperar uma transformação? Será que se quer transformação? [...]


        É uma tradição que temos: planejar e não fazer, em especial para a região Amazônica. Enquanto isso, ela é entrecortada por mais de 3 milhões de quilômetros de vias vicinais não oficiais, segundo estudo do Imazon, publicado em 2022. É como se estivéssemos em uma das zonas de exclusão “socioeconômica das pessoas”, conforme estudado pelo geógrafo Rogerio Haesbaert e outros. (...)


Disponível em: https://jornalggn.com.br/. Acesso em 13 set. 2023. [Fragmento adaptado]

No trecho “Se fazemos planos maravilhosos, mas não executamos ou se apenas realizamos as pequenas partes negativas ou de baixo impacto, como esperar uma transformação? Será que se quer transformação?”, os questionamentos têm por função 
Alternativas
Q3684507 Português

Leia o texto abaixo para responder à questão. 


        No Brasil fazemos muitos planos – faz parte da nossa cultura. Nossa dificuldade é de executá-los. Por exemplo, no setor de infraestrutura e transportes, há planos para melhorar o país desde o Plano da Comissão de 1890, que contempla projetos de infraestrutura para a Amazônia, que, até hoje, não saíram do papel.


        Neste contexto, na semana passada, discuti o quanto é vago o termo bioeconomia para a Amazônia e recebi uma enxurrada de comentários, permitindo-me algumas reflexões adicionais, evoluindo o que pensava. [...]


        Depois de mergulhar em vários dos documentos que pesquisei e dos adicionais que recebi, a sensação que tive é que não saímos do vago para o prático, da “bioeconomia” para a bioeconomia, de um faz de conta para a realidade, de um greenwashing para a sustentabilidade, da teoria para a prática. Mantive a sensação de uma distância grande do necessário para a transformação para um modo de vida mais próspero e equilibrado ou de uma similaridade ampla com o que vem sendo feito nos países mais avançados. Segue a lógica do “chutando a escada”, prevalecem os modelos que mantêm desigualdades.


        Em praticamente todos os planos há grande boa vontade e interesse pelo país. Em cada um deles há enorme mérito. A problemática não são os planos em si ou seus autores abnegados, são os poucos recursos alocados para eles serem realizados. Se fazemos planos maravilhosos, mas não executamos ou se apenas realizamos as pequenas partes negativas ou de baixo impacto, como esperar uma transformação? Será que se quer transformação? [...]


        É uma tradição que temos: planejar e não fazer, em especial para a região Amazônica. Enquanto isso, ela é entrecortada por mais de 3 milhões de quilômetros de vias vicinais não oficiais, segundo estudo do Imazon, publicado em 2022. É como se estivéssemos em uma das zonas de exclusão “socioeconômica das pessoas”, conforme estudado pelo geógrafo Rogerio Haesbaert e outros. (...)


Disponível em: https://jornalggn.com.br/. Acesso em 13 set. 2023. [Fragmento adaptado]

Assinale a alternativa que NÃO se constitui argumento para a defesa da tese apresentada no texto.
Alternativas
Q3684506 Português

Leia o texto abaixo para responder à questão. 


        No Brasil fazemos muitos planos – faz parte da nossa cultura. Nossa dificuldade é de executá-los. Por exemplo, no setor de infraestrutura e transportes, há planos para melhorar o país desde o Plano da Comissão de 1890, que contempla projetos de infraestrutura para a Amazônia, que, até hoje, não saíram do papel.


        Neste contexto, na semana passada, discuti o quanto é vago o termo bioeconomia para a Amazônia e recebi uma enxurrada de comentários, permitindo-me algumas reflexões adicionais, evoluindo o que pensava. [...]


        Depois de mergulhar em vários dos documentos que pesquisei e dos adicionais que recebi, a sensação que tive é que não saímos do vago para o prático, da “bioeconomia” para a bioeconomia, de um faz de conta para a realidade, de um greenwashing para a sustentabilidade, da teoria para a prática. Mantive a sensação de uma distância grande do necessário para a transformação para um modo de vida mais próspero e equilibrado ou de uma similaridade ampla com o que vem sendo feito nos países mais avançados. Segue a lógica do “chutando a escada”, prevalecem os modelos que mantêm desigualdades.


        Em praticamente todos os planos há grande boa vontade e interesse pelo país. Em cada um deles há enorme mérito. A problemática não são os planos em si ou seus autores abnegados, são os poucos recursos alocados para eles serem realizados. Se fazemos planos maravilhosos, mas não executamos ou se apenas realizamos as pequenas partes negativas ou de baixo impacto, como esperar uma transformação? Será que se quer transformação? [...]


        É uma tradição que temos: planejar e não fazer, em especial para a região Amazônica. Enquanto isso, ela é entrecortada por mais de 3 milhões de quilômetros de vias vicinais não oficiais, segundo estudo do Imazon, publicado em 2022. É como se estivéssemos em uma das zonas de exclusão “socioeconômica das pessoas”, conforme estudado pelo geógrafo Rogerio Haesbaert e outros. (...)


Disponível em: https://jornalggn.com.br/. Acesso em 13 set. 2023. [Fragmento adaptado]

Nesse fragmento textual, o autor defende a ideia de que os planos feitos para o Brasil 
Alternativas
Q3684083 Português
O encadeamento dos segmentos do texto ocorre por meio do emprego de recursos linguísticos denominados articuladores textuais. Esses articuladores podem estabelecer entre os enunciados relações de conteúdo, lógicosemânticas, enunciativas e meta-enunciativas (KOCH, 2003). Um articulador textual metaenunciativo que exprime modalização epistêmica é:
Alternativas
Q3684082 Português
Na construção de textos de certos gêneros, utilizam-se recursos estilísticos para atender às necessidades de expressividade do(a) autor(a). Por vezes, confunde-se um traço estilístico com um erro gramatical, pois:
Alternativas
Q3684079 Português
A tematização e a rematização são estratégias de construção do texto e seu sentido, tanto escrito quanto falado, e se dão por meio de construções sintáticas da língua. Ao considerar a oração ou enunciado como unidade básica de análise, assume-se que sua função é, portanto, a de:
Alternativas
Q3684077 Português
A premissa por trás do preconceito linguístico é a de que:
Alternativas
Q3684075 Português
Em Marcuschi (2010), são discutidas as relações entre a escrita e oralidade e como, por vezes, a primeira é supervalorizada em comparação com a segunda. Segundo o autor, essa supervalorização decorre da crença de que:
Alternativas
Q3684073 Português
O discurso produzido por meio da linguagem – estruturada, ancorada em um contexto histórico e sob circunstâncias determinadas de interlocução – é realizado por meio do texto. Como resultado da atividade discursiva, pode-se dizer que há uma relação entre todos os textos produzidos, ainda que isso não seja explicitamente indicado. A essa relação dá-se o nome de:
Alternativas
Q3684071 Português
No âmbito escolar, abordar a língua através do texto, tanto escrito quanto falado, permite uma reflexão mais aprofundada e produtiva sobre diferentes aspectos linguísticos, relacionados ao seu uso real e efetivo. Com essa abordagem, é possível garantir que o(a) aluno(a): 
Alternativas
Q3684045 Português
Texto para responder à questão.

Halloween: a curiosa origem do Dia das Bruxas

É celebrado no dia 31 de outubro, principalmente nos Estados Unidos, mas, hoje em dia, é comemorado em diversos outros países, inclusive no Brasil. Hábitos como o de crianças se fantasiarem para sair de porta em porta atrás de doces, ou de espalhar pela casa enfeites e adereços “assustadores” como abóboras esculpidas e iluminadas (...) são cada vez mais populares. No entanto, sua origem pouco tem a ver com o significado moderno que essa festa adquiriu.

De onde vem o nome do Halloween?

O Halloween tem suas raízes não na cultura americana, mas no Reino Unido. Seu nome deriva de “All HallowsEve”. “Hallow” è um termo antigo para “santo”, e “eve” è o mesmo que “vèspera”. O termo designava, atè o sèculo 16, a noite anterior ao Dia de Todos os Santos, celebrado em 1º de novembro. Mas uma coisa é a etimologia de seu nome, outra completamente diferente é a origem do Halloween moderno.

Como esta festa começou?

Desde o século 18, historiadores apontam para um antigo festival pagão ao falar da origem do Halloween: o festival celta de Samhain (termo que significa “fim do verão”). O Samhain durava três dias e começava em 31 de outubro. Segundo acadêmicos, era uma homenagem ao “Rei dos mortos”. Estudos recentes destacam que o Samhain tinha entre suas maiores marcas a fogueira e celebrava a abundância de comida após a época de colheita. O problema com essa teoria é que ela se baseia em poucas evidências além da época do ano em que os festivais eram realizados. A comemoração, a linguagem e o significado do festival de outubro mudavam conforme a região. Os galeses celebravam, por exemplo, o “Calan Gaeaf”. Há pontos em comum entre esse festival realizado no País de Gales e o Samhain, celebração predominantemente irlandesa e escocesa, mas há muitas diferenças também. Em meados do século 8, o papa Gregório Terceiro mudou a data do Dia de Todos os Santos de 13 de maio - a data do festival romano dos mortos - para 1º de novembro, a data do Samhain. Não se tem certeza se Gregório Terceiro ou seu sucessor, Gregório Quarto, tornaram a celebração do Dia de Todos os Santos obrigatória na tentativa de “cristianizar” o Samhain. Mas, quaisquer que fossem seus motivos, a nova data para esse dia fez com que a celebração cristã dos santos e a do Samhain fossem unidas. Assim, tradições pagãs e cristãs acabaram se misturando.

Quando surgiu o Dia das Bruxas?

O Dia das Bruxas, o Halloween, que conhecemos hoje, tomou forma entre 1500 e 1800. Fogueiras tornaram-se especialmente populares nessa festa. Elas eram usadas na queima do joio (que celebrava o fim da colheita no Samhain), como símbolo do rumo a ser seguido pelas almas cristãs no purgatório ou para repelir a bruxaria e a peste negra. Outro costume de Halloween era o de prever o futuro – previa-se a data da morte de uma pessoa ou o nome de seu futuro marido ou mulher. (...) A comida era um componente importante do Halloween, assim como de muitos outros festivais. Um dos hábitos mais característicos envolvia crianças, que iam de casa em casa cantando rimas ou entoando orações para as almas dos mortos. Em troca, elas recebiam bolos de boa sorte que representavam o espírito de uma pessoa que havia sido liberada do purgatório. (...)

Como a festa chegou à América?

Em 1845, durante o período conhecido na Irlanda como a “Grande Fome”, um milhão de pessoas foram forçadas a emigrar para os Estados Unidos, levando junto sua história e tradições. Não é coincidência que as primeiras referências ao Halloween apareceram na América pouco depois disso. Em 1870, por exemplo, uma revista americana publicou uma reportagem em que o descrevia como feriado “inglês”. A princípio, as tradições do Dia das Bruxas nos Estados Unidos uniam brincadeiras comuns no Reino Unido rural com rituais de colheita americanos. (...) O milho era um cultivo importante da agricultura americana — e acabou entrando com tudo na simbologia característica do Halloween americano. Tanto que, no início do século 20, espantalhos — típicos de colheitas de milho — eram muito usados em decorações do Dia das Bruxas. Foi nos EUA também que a abóbora passou a ser sinônimo de Halloween. No Reino Unido, o legume mais “entalhado” ou esculpido era o turnip, um tipo de nabo. (...) A tradição moderna de “doces ou travessuras” tambèm è americana. (...)

E quanto ao Halloween moderno?

(...) Por aqui, desde 2003, também se celebra nesta mesma data o Dia do Saci, fruto de um projeto de lei que busca resgatar figuras do folclore brasileiro, em contraposição ao Dia das Bruxas. (...) Atualmente, o festival conserva pouco de sua origem, mas, apesar de ter ganhado nova roupagem, dá oportunidade para que adultos brinquem com seus medos e fantasias.

BBC News Brasil. Adaptado. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn39d 7d7dnlo
De acordo com o texto, todos os eventos listados a seguir podem se relacionar, de alguma forma, à origem do Halloween, exceto:
Alternativas
Respostas
42001: C
42002: A
42003: D
42004: C
42005: A
42006: B
42007: D
42008: D
42009: A
42010: B
42011: B
42012: A
42013: B
42014: B
42015: C
42016: B
42017: B
42018: C
42019: D
42020: C