Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q3680303 Português

Leia o texto para responder a questão.

Cafezinho 

Leio a reclamação de um repórter irritado que precisava falar com um delegado e lhe disseram que o homem havia ido tomar um cafezinho. Ele esperou longamente, e chegou à conclusão de que o funcionário passou o dia inteiro tomando café.

Tinha razão o rapaz de ficar zangado. Mas com um pouco de imaginação e bom humor podemos pensar que uma das delícias do gênio carioca é exatamente esta frase:

- Ele foi tomar café.

A vida é triste e complicada. Diariamente é preciso falar com um número excessivo de pessoas. O remédio é ir tomar um "cafezinho". Para quem espera nervosamente, esse "cafezinho" é qualquer coisa infinita e torturante. Depois de esperar duas ou três horas dá vontade de dizer:

- Bem cavalheiro, eu me retiro. Naturalmente o Sr. Bonifácio morreu afogado no cafezinho.

Ah, sim, mergulhemos de corpo e alma no cafezinho. Sim, deixemos em todos os lugares este recado simples e vago:

- Ele saiu para tomar um café e disse que volta já. Quando a Bem-amada vier com seus olhos tristes e perguntar:

- Ele está?

- Alguém dará o nosso recado sem endereço. Quando vier o amigo e quando vier o credor, e quando vier o parente, e quando vier a tristeza, e quando a morte vier, o recado será o mesmo:

- Ele disse que ia tomar um cafezinho…

 Podemos, ainda, deixar o chapéu. Devemos até comprar um chapéu especialmente para deixá-lo. Assim dirão:

- Ele foi tomar um café. Com certeza volta logo. O chapéu dele está aí…

Ah! fujamos assim, sem drama, sem tristeza, fujamos assim. A vida é complicada demais. Gastamos muito pensamento, muito sentimento, muita palavra. O melhor é não estar.

Quando vier a grande hora de nosso destino nós teremos saído há uns cinco minutos para tomar um café. Vamos, vamos tomar um cafezinho.


Rubem Braga

Qual é a visão do autor sobre a atitude de "tomar um cafezinho" como forma de evasão?
Alternativas
Q3680302 Português

Leia o texto para responder a questão.

Cafezinho 

Leio a reclamação de um repórter irritado que precisava falar com um delegado e lhe disseram que o homem havia ido tomar um cafezinho. Ele esperou longamente, e chegou à conclusão de que o funcionário passou o dia inteiro tomando café.

Tinha razão o rapaz de ficar zangado. Mas com um pouco de imaginação e bom humor podemos pensar que uma das delícias do gênio carioca é exatamente esta frase:

- Ele foi tomar café.

A vida é triste e complicada. Diariamente é preciso falar com um número excessivo de pessoas. O remédio é ir tomar um "cafezinho". Para quem espera nervosamente, esse "cafezinho" é qualquer coisa infinita e torturante. Depois de esperar duas ou três horas dá vontade de dizer:

- Bem cavalheiro, eu me retiro. Naturalmente o Sr. Bonifácio morreu afogado no cafezinho.

Ah, sim, mergulhemos de corpo e alma no cafezinho. Sim, deixemos em todos os lugares este recado simples e vago:

- Ele saiu para tomar um café e disse que volta já. Quando a Bem-amada vier com seus olhos tristes e perguntar:

- Ele está?

- Alguém dará o nosso recado sem endereço. Quando vier o amigo e quando vier o credor, e quando vier o parente, e quando vier a tristeza, e quando a morte vier, o recado será o mesmo:

- Ele disse que ia tomar um cafezinho…

 Podemos, ainda, deixar o chapéu. Devemos até comprar um chapéu especialmente para deixá-lo. Assim dirão:

- Ele foi tomar um café. Com certeza volta logo. O chapéu dele está aí…

Ah! fujamos assim, sem drama, sem tristeza, fujamos assim. A vida é complicada demais. Gastamos muito pensamento, muito sentimento, muita palavra. O melhor é não estar.

Quando vier a grande hora de nosso destino nós teremos saído há uns cinco minutos para tomar um café. Vamos, vamos tomar um cafezinho.


Rubem Braga

Como o autor sugere que as pessoas deixem recados quando forem tomar um café?
Alternativas
Q3680301 Português

Leia o texto para responder a questão.

Cafezinho 

Leio a reclamação de um repórter irritado que precisava falar com um delegado e lhe disseram que o homem havia ido tomar um cafezinho. Ele esperou longamente, e chegou à conclusão de que o funcionário passou o dia inteiro tomando café.

Tinha razão o rapaz de ficar zangado. Mas com um pouco de imaginação e bom humor podemos pensar que uma das delícias do gênio carioca é exatamente esta frase:

- Ele foi tomar café.

A vida é triste e complicada. Diariamente é preciso falar com um número excessivo de pessoas. O remédio é ir tomar um "cafezinho". Para quem espera nervosamente, esse "cafezinho" é qualquer coisa infinita e torturante. Depois de esperar duas ou três horas dá vontade de dizer:

- Bem cavalheiro, eu me retiro. Naturalmente o Sr. Bonifácio morreu afogado no cafezinho.

Ah, sim, mergulhemos de corpo e alma no cafezinho. Sim, deixemos em todos os lugares este recado simples e vago:

- Ele saiu para tomar um café e disse que volta já. Quando a Bem-amada vier com seus olhos tristes e perguntar:

- Ele está?

- Alguém dará o nosso recado sem endereço. Quando vier o amigo e quando vier o credor, e quando vier o parente, e quando vier a tristeza, e quando a morte vier, o recado será o mesmo:

- Ele disse que ia tomar um cafezinho…

 Podemos, ainda, deixar o chapéu. Devemos até comprar um chapéu especialmente para deixá-lo. Assim dirão:

- Ele foi tomar um café. Com certeza volta logo. O chapéu dele está aí…

Ah! fujamos assim, sem drama, sem tristeza, fujamos assim. A vida é complicada demais. Gastamos muito pensamento, muito sentimento, muita palavra. O melhor é não estar.

Quando vier a grande hora de nosso destino nós teremos saído há uns cinco minutos para tomar um café. Vamos, vamos tomar um cafezinho.


Rubem Braga

O texto sugere que a expressão "Ele foi tomar um café" é usada como uma justificativa para:
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Q3680294 Português

Leia o texto a seguir.


Com o sucesso dos aplicativos de entrega, impulsionados pela pandemia, o número de entregadores no Brasil cresceu rapidamente. Eram apenas 33 mil em 2016; no final de 2022, eram 383 mil. O crescimento se deu tanto entre os entregadores de moto (que são, ao todo, 323 mil) quanto entre aqueles que usam outros veículos (55,5 mil).


Disponível em: . Acesso em: 06 abr. 2023.


O aumento do número de entregadores que trabalham para aplicativos indica 

Alternativas
Q3680291 Português

Leia o texto a seguir.


Consumo de carne bovina no Brasil cai ao menor nível em 18 anos.


Disponível em: . Acesso em: 04 abr. 2023.


Aqueda histórica no consumo de carne no Brasil, nos últimos anos, tem como uma de suas causas  

Alternativas
Q3680279 Português

Leia o Texto 3 para responder à questão.


Texto 3


Quando as plantas são submetidas a algum tipo de estresse, elas emitem sons em uma frequência que os humanos não conseguem ouvir, mas são semelhantes ao estouro de plástico bolha. Ele pode ser detectado a mais de um metro de distância e seu volume é semelhante ao de uma conversa normal. Uma pesquisa da Universidade de Tel Aviv, publicada na revista Cell, estudou esses sons em plantas de tomate e tabaco "estressadas", seja devido à falta de água ou porque um caule foi cortado.


Disponível em: . Acesso em: 03 mar. 2023. [Adaptado].

Na oração “Ele pode ser detectado a mais de um metro de distância”, o pronome “ele” retoma o substantivo
Alternativas
Q3680278 Português

Leia o Texto 3 para responder à questão.


Texto 3


Quando as plantas são submetidas a algum tipo de estresse, elas emitem sons em uma frequência que os humanos não conseguem ouvir, mas são semelhantes ao estouro de plástico bolha. Ele pode ser detectado a mais de um metro de distância e seu volume é semelhante ao de uma conversa normal. Uma pesquisa da Universidade de Tel Aviv, publicada na revista Cell, estudou esses sons em plantas de tomate e tabaco "estressadas", seja devido à falta de água ou porque um caule foi cortado.


Disponível em: . Acesso em: 03 mar. 2023. [Adaptado].

O tema central da notícia do Texto 3 trata das 
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Q3680275 Português

Leia o Texto 2 para responder à questão.


Texto 2


Comemora-se o Dia da Educação em 15 de março. Já dizia um pensador outrora: “Se a educação é cara, experimente pagar o preço da ignorância”. Pois bem, em 2019, o mundo foi assolado pela Covid-19, uma das maiores pandemias da história da humanidade. Em curto espaço de tempo, medidas sanitárias adotadas em caráter emergencial transformaram as relações sociais do planeta. Dentre elas, o isolamento, o distanciamento, o uso de máscaras, a necessidade de higienizar as mãos com frequência e a limpeza cuidadosa dos ambientes coletivos. A exigência de tais protocolos e a espera pela imunização de professores e alunos dificultaram o funcionamento das escolas, prejudicando a saúde física, emocional e cognitiva de jovens e crianças. A partir dessa realidade, a função social da escola ganha destaque e nasce uma nova forma de ser e pensar a educação para as futuras gerações.


Disponível em: . Acesso em: 04 mar. 2023.

O argumento central desta carta do leitor é o fato de a pandemia da Covid-19 ter mostrado que a função social da educação deve
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Q3680273 Português

Leia o Texto 1 para responder à questão.


Texto 1


Uma verdade universal que não varia de acordo com o hemisfério ou a cultura, a riqueza ou a pobreza, a religião ou a cor da pele. Talvez o único traço que una gregos e troianos [...]: não há, jamais, em nenhum hotel, pasta de dentes. [...] Escovar os dentes é mais importante até do que tomar banho. Claro, eu indico (e sigo a orientação) que se faça os dois com bastante regularidade, mas é possível acordar, lavar o rosto, escovar os dentes e sair pro mundo. Intolerável, contudo, é acordar, tomar banho, NÃO escovar os dentes e sair por aí. Pasta de dentes é um troço fácil de se esquecer. [...]. Aí você chega no hotel de madrugada. Se dá conta de que esqueceu a pasta. Liga na portaria. Teriam pasta de dentes pra vender? Não, eles não têm. É um dogma. [...] Que ojeriza ao flúor é essa capaz de vencer até o amor ao vil metal? Os hotéis ganhariam muito entrando no mercado das pastas. Como fazem com tudo, jogariam o preço nas alturas. "Sim, senhor Antônio, temos aqui uma Colgate Antitártaro por R$39,99 e uma Oral B branqueadora por R$54,00." "Beleza. Manda aí a Colgate, então. Mais um misto e duas Cocas-zero." Mas não. Se recusam.


Disponível em: . Acesso em: 03 mar. 2023. [Adaptado].

No final do Texto 1, para enfatizar o suposto “dogma” contra a venda de pasta de dentes nos hotéis, o autor faz uso do recurso da 
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Q3680272 Português

Leia o Texto 1 para responder à questão.


Texto 1


Uma verdade universal que não varia de acordo com o hemisfério ou a cultura, a riqueza ou a pobreza, a religião ou a cor da pele. Talvez o único traço que una gregos e troianos [...]: não há, jamais, em nenhum hotel, pasta de dentes. [...] Escovar os dentes é mais importante até do que tomar banho. Claro, eu indico (e sigo a orientação) que se faça os dois com bastante regularidade, mas é possível acordar, lavar o rosto, escovar os dentes e sair pro mundo. Intolerável, contudo, é acordar, tomar banho, NÃO escovar os dentes e sair por aí. Pasta de dentes é um troço fácil de se esquecer. [...]. Aí você chega no hotel de madrugada. Se dá conta de que esqueceu a pasta. Liga na portaria. Teriam pasta de dentes pra vender? Não, eles não têm. É um dogma. [...] Que ojeriza ao flúor é essa capaz de vencer até o amor ao vil metal? Os hotéis ganhariam muito entrando no mercado das pastas. Como fazem com tudo, jogariam o preço nas alturas. "Sim, senhor Antônio, temos aqui uma Colgate Antitártaro por R$39,99 e uma Oral B branqueadora por R$54,00." "Beleza. Manda aí a Colgate, então. Mais um misto e duas Cocas-zero." Mas não. Se recusam.


Disponível em: . Acesso em: 03 mar. 2023. [Adaptado].

Na frase “Pasta de dentes é um troço fácil de se esquecer”, a escolha da palavra “troço” é um recurso estilístico característico da língua 
Alternativas
Q3680271 Português

Leia o Texto 1 para responder à questão.


Texto 1


Uma verdade universal que não varia de acordo com o hemisfério ou a cultura, a riqueza ou a pobreza, a religião ou a cor da pele. Talvez o único traço que una gregos e troianos [...]: não há, jamais, em nenhum hotel, pasta de dentes. [...] Escovar os dentes é mais importante até do que tomar banho. Claro, eu indico (e sigo a orientação) que se faça os dois com bastante regularidade, mas é possível acordar, lavar o rosto, escovar os dentes e sair pro mundo. Intolerável, contudo, é acordar, tomar banho, NÃO escovar os dentes e sair por aí. Pasta de dentes é um troço fácil de se esquecer. [...]. Aí você chega no hotel de madrugada. Se dá conta de que esqueceu a pasta. Liga na portaria. Teriam pasta de dentes pra vender? Não, eles não têm. É um dogma. [...] Que ojeriza ao flúor é essa capaz de vencer até o amor ao vil metal? Os hotéis ganhariam muito entrando no mercado das pastas. Como fazem com tudo, jogariam o preço nas alturas. "Sim, senhor Antônio, temos aqui uma Colgate Antitártaro por R$39,99 e uma Oral B branqueadora por R$54,00." "Beleza. Manda aí a Colgate, então. Mais um misto e duas Cocas-zero." Mas não. Se recusam.


Disponível em: . Acesso em: 03 mar. 2023. [Adaptado].

O Texto 1 faz uso do humor para discutir uma questão aparentemente banal por meio do
Alternativas
Q3680106 Português

Texto para responder à questão.


Rimas em língua de sinais: como rappers surdos estão mudando a música 


Em abril de 2023, o DJ americano Supalee organizou o evento Supafest Reunion 2023 para celebrar os artistas e promotores da comunidade surda dos Estados Unidos. (...) Muitos desses artistas, ativistas e empresários contribuíram para uma cena de hip hop cada vez maior dentro da comunidade surda, que inclui um subgênero do rap conhecido como dip hop. À medida que o hip hop celebra seu 50º aniversário, cinco décadas de seu impacto cultural reverberam nos ambientes mainstream e underground. O que teve origem no Bronx, em Nova York, pode agora ser encontrado um pouco por todo o mundo, assumindo novas formas à medida que evoluiu numa diversidade de espaços e lugares (...). Dip hop é um dos muitos estilos de rap que se desenvolveram ao longo dos anos. Mas se destaca de outros subgêneros do hip hop porque os rappers criam rimas em línguas de sinais e músicas baseadas em suas experiências culturais na comunidade surda.


 O nascimento de um movimento musical

Em 2005, o rapper Warren “Wawa” Snipe criou o termo “DIP HOP” em ASL e em inglês para classificar um estilo de rap em desenvolvimento na comunidade surda. Embora os artistas desse estilo identifiquem sua música de maneiras diferentes — alguns usam rótulos como “deaf rap”, “deaf hip-hop” e “sign rap” — a designação dip hop vai além de adicionar um qualificador ao gênero musical mais amplo de rap. Em vez disso, indica um estilo independente fundamentado no hip hop e na cultura surda. (...) De muitas maneiras, o dip hop seguiu uma trajetória não muito diferente do hip hop. No final dos anos 1990 e início dos anos 2000, DJs surdos e empresários do entretenimento organizaram festas (...), eventos noturnos e reuniões sociais. Esses locais ofereceram oportunidades para rappers, DJs, dançarinos e outros artistas começarem a desenvolver e explorar seu próprio estilo de hip hop e se conectar com outros rappers e DJs. Cidades com  escolas para surdos serviram como centros culturais para networking musical. (...) Além disso, maior acesso à tecnologia de gravação, sites de streaming de vídeo e mídias sociais deram aos artistas surdos ferramentas para criar música e se conectar com outros artistas e fãs. Embora a incorporação da linguagem de sinais seja um elemento fundamental do dip hop — e permaneça na vanguarda da definição desse estilo — o dip hop se estende muito além da criação de canções de rap originais em linguagem de sinais. Ele envolve expressão musical que é moldada através do prisma cultural surdo — canções que reorientam as noções dominantes do que pode ser considerado música. Ao mesmo tempo, cada artista tem seu próprio estilo de rap, com performances de dip hop assumindo uma variedade de formas e estruturas diferentes. Por exemplo, alguns artistas de dip hop trabalham com linguagens orais e manuais para tornar sua música acessível a pessoas que ouvem. Há aqueles que tocam nos dois idiomas simultaneamente, e outros que pré-gravam sua faixa vocal, que toca ao fundo enquanto eles fazem rap em língua de sinais. (...) Dip hop, como muitos estilos de música, ganha vida por meio de apresentações ao vivo. Os artistas se movem pelo palco com as mãos voando no ar enquanto o público pulsa ao ritmo da batida do baixo. Alguns artistas mergulham ainda mais seu público na experiência musical usando instrumentos e equipamentos especializados, como subwoofers, objetos que podem conduzir vibrações como balões, ou novas formas de tecnologia háptica (tecnologias que um usuário experimenta por meio do sentido do tato). (...)


Entrando no 'mainstream'


Os artistas do dip hop têm lutado para serem reconhecidos como músicos — para que sua arte seja o foco das atenções, em vez do fato de serem surdos ou deficientes auditivos. (...) Em 2009, o rapper finlandês Marko “Signmark” Vuoriheimo assinou um contrato com a gravadora Warner Music Finland (...). Foi a primeira vez na história que um artista surdo assinou contrato com uma grande gravadora. (...) À medida que o dip hop evolui, ele continua a ultrapassar os limites da convenção. (...) 


BBC News. Adaptado. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cernnp4xrwzo

Considere o excerto: “Ele envolve expressão musical que é moldada através do prisma cultural surdo — canções que reorientam as noções dominantes do que pode ser considerado música.” Nas alternativas a seguir, a expressão que melhor substitui “prisma”, sem alteração de sentido, é: 
Alternativas
Q3680081 Português
Muitas vezes, confunde-se tipos textuais com gêneros textuais. A seguir, foram apresentadas algumas características específicas dos tipos textuais e/ ou gêneros textuais. Assinale a alternativa que caracteriza especificamente os tipos textuais. 
Alternativas
Q3680080 Português
Os diferentes gêneros textuais permitem ao professor uma abordagem diferenciada capaz de extrair melhores resultados, uma vez que os educandos são únicos e possuem características, interesses e valores específicos. Dentro desse contexto, assinale a alternativa incorreta.
Alternativas
Q3680079 Português
A coesão textual são os mecanismos linguísticos que permitem uma conexão lógico-semântica entre as partes de um texto. Nesse sentido, complete o enunciado a seguir:
A coesão ________________________ ocorre quando um termo é substituído por outro dentro do texto. Esse tipo de coesão estabelece uma relação de sinonímia, antonímia, hiponímia ou hiperonímia.
Alternativas
Q3680078 Português
A produção textual compreende a capacidade de elaborar, por meio de palavras, concepções e ideias ligadas a um determinado assunto ou tema.
Em relação aos tipos textuais, assinale a alternativa incorreta. 
Alternativas
Q3680073 Português
Os gêneros textuais possuem características e especificidades próprias, que permitem sua classificação, a partir da análise sistemática de seu conteúdo, objetivando elencar esses aspectos diferenciadores. Ao ler um texto, você observa que ele foi organizado por meio de frases descritivas, predominando o uso de adjetivos valorativos e locuções adjetivas. Neste exemplo, há uma função social do texto apresentado. Pautado nas características apresentadas, é pertinente afirmar que o texto em questão é: 
Alternativas
Q3679980 Português
Considere o excerto: “Um dos hábitos mais característicos envolvia crianças, que iam de casa em casa cantando rimas ou entoando orações para as almas dos mortos.” Dentre as palavras apresentadas nas alternativas a seguir, aquela que melhor substitui a palavra “entoando”, no contexto em que ocorre, é: 
Alternativas
Q3679978 Português
Texto para responder a questãp.


Halloween: a curiosa origem do Dia das Bruxas


É celebrado no dia 31 de outubro, principalmente nos Estados Unidos, mas, hoje em dia, é comemorado em diversos outros países, inclusive no Brasil. Hábitos como o de crianças se fantasiarem para sair de porta em porta atrás de doces, ou de espalhar pela casa enfeites e adereços “assustadores” como abóboras esculpidas e iluminadas (...) são cada vez mais populares. No entanto, sua origem pouco tem a ver com o significado moderno que essa festa adquiriu.

De onde vem o nome do Halloween?

O Halloween tem suas raízes não na cultura americana, mas no Reino Unido. Seu nome deriva de “All Hallows’ Eve”. “Hallow” é um termo antigo para “santo”, e “eve” é o mesmo que “véspera”. O termo designava, até o século 16, a noite anterior ao Dia de Todos os Santos, celebrado em 1º de novembro. Mas uma coisa é a etimologia de seu nome, outra completamente diferente é a origem do Halloween moderno.

Como esta festa começou?

Desde o século 18, historiadores apontam para um antigo festival pagão ao falar da origem do Halloween: o festival celta de Samhain (termo que significa “fim do verão”). O Samhain durava três dias e começava em 31 de outubro. Segundo acadêmicos, era uma homenagem ao “Rei dos mortos”. Estudos recentes destacam que o Samhain tinha entre suas maiores marcas a fogueira e celebrava a abundância de comida após a época de colheita. O problema com essa teoria é que ela se baseia em poucas evidências além da época do ano em que os festivais eram realizados. A comemoração, a linguagem e o significado do festival de outubro mudavam conforme a região. Os galeses celebravam, por exemplo, o “Calan Gaeaf”. Há pontos em comum entre esse festival realizado no País de Gales e o Samhain, celebração predominantemente irlandesa e escocesa, mas há muitas diferenças também. Em meados do século 8, o papa Gregório Terceiro mudou a data do Dia de Todos os Santos de 13 de maio - a data do festival romano dos mortos - para 1º de novembro, a data do Samhain. Não se tem certeza se Gregório Terceiro ou seu sucessor, Gregório Quarto, tornaram a celebração do Dia de Todos os Santos obrigatória na tentativa de “cristianizar” o Samhain. Mas, quaisquer que fossem seus motivos, a nova data para esse dia fez com que a celebração cristã dos santos e a do Samhain fossem unidas. Assim, tradições pagãs e cristãs acabaram se misturando.


Quando surgiu o Dia das Bruxas?

O Dia das Bruxas, o Halloween, que conhecemos hoje, tomou forma entre 1500 e 1800. Fogueiras tornaram-se especialmente populares nessa festa. Elas eram usadas na queima do joio (que celebrava o fim da colheita no Samhain), como símbolo do rumo a ser seguido pelas almas cristãs no purgatório ou para repelir a bruxaria e a peste negra. Outro costume de Halloween era o de prever o futuro – previa-se a data da morte de uma pessoa ou o nome de seu futuro marido ou mulher. (...) A comida era um componente importante do Halloween, assim como de muitos outros festivais. Um dos hábitos mais característicos envolvia crianças, que iam de casa em casa cantando rimas ou entoando orações para as almas dos mortos. Em troca, elas recebiam bolos de boa sorte que representavam o espírito de uma pessoa que havia sido liberada do purgatório. (...)


Como a festa chegou à América?

Em 1845, durante o período conhecido na Irlanda como a “Grande Fome”, um milhão de pessoas foram forçadas a emigrar para os Estados Unidos, levando junto sua história e tradições. Não é coincidência que as primeiras referências ao Halloween apareceram na América pouco depois disso. Em 1870, por exemplo, uma revista americana publicou uma reportagem em que o descrevia como feriado “inglês”. A princípio, as tradições do Dia das Bruxas nos Estados Unidos uniam brincadeiras comuns no Reino Unido rural com rituais de colheita americanos. (...) O milho era um cultivo importante da agricultura americana — e acabou entrando com tudo na simbologia característica do Halloween americano. Tanto que, no início do século 20, espantalhos — típicos de colheitas de milho — eram muito usados em decorações do Dia das Bruxas. Foi nos EUA também que a abóbora passou a ser sinônimo de Halloween. No Reino Unido, o legume mais “entalhado” ou esculpido era o turnip, um tipo de nabo. (...) A tradição moderna de “doces ou travessuras” também é americana. (...)


E quanto ao Halloween moderno?

(...) Por aqui, desde 2003, também se celebra nesta mesma data o Dia do Saci, fruto de um projeto de lei que busca resgatar figuras do folclore brasileiro, em contraposição ao Dia das Bruxas. (...) Atualmente, o festival conserva pouco de sua origem, mas, apesar de ter ganhado nova roupagem, dá oportunidade para que adultos brinquem com seus medos e fantasias. 

BBC News Brasil. Adaptado. Disponível em: 
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn39d
7d7dnlo 
Considere o excerto: “Há pontos em comum entre esse festival realizado no País de Gales e o Samhain, celebração predominantemente irlandesa e escocesa, mas há muitas diferenças também.” modificação No contexto que apresentado, o a advérbio “predominantemente” exprime incide sobre “irlandesa e escocesa” com o sentido de:
Alternativas
Q3679977 Português
Texto para responder a questãp.


Halloween: a curiosa origem do Dia das Bruxas


É celebrado no dia 31 de outubro, principalmente nos Estados Unidos, mas, hoje em dia, é comemorado em diversos outros países, inclusive no Brasil. Hábitos como o de crianças se fantasiarem para sair de porta em porta atrás de doces, ou de espalhar pela casa enfeites e adereços “assustadores” como abóboras esculpidas e iluminadas (...) são cada vez mais populares. No entanto, sua origem pouco tem a ver com o significado moderno que essa festa adquiriu.

De onde vem o nome do Halloween?

O Halloween tem suas raízes não na cultura americana, mas no Reino Unido. Seu nome deriva de “All Hallows’ Eve”. “Hallow” é um termo antigo para “santo”, e “eve” é o mesmo que “véspera”. O termo designava, até o século 16, a noite anterior ao Dia de Todos os Santos, celebrado em 1º de novembro. Mas uma coisa é a etimologia de seu nome, outra completamente diferente é a origem do Halloween moderno.

Como esta festa começou?

Desde o século 18, historiadores apontam para um antigo festival pagão ao falar da origem do Halloween: o festival celta de Samhain (termo que significa “fim do verão”). O Samhain durava três dias e começava em 31 de outubro. Segundo acadêmicos, era uma homenagem ao “Rei dos mortos”. Estudos recentes destacam que o Samhain tinha entre suas maiores marcas a fogueira e celebrava a abundância de comida após a época de colheita. O problema com essa teoria é que ela se baseia em poucas evidências além da época do ano em que os festivais eram realizados. A comemoração, a linguagem e o significado do festival de outubro mudavam conforme a região. Os galeses celebravam, por exemplo, o “Calan Gaeaf”. Há pontos em comum entre esse festival realizado no País de Gales e o Samhain, celebração predominantemente irlandesa e escocesa, mas há muitas diferenças também. Em meados do século 8, o papa Gregório Terceiro mudou a data do Dia de Todos os Santos de 13 de maio - a data do festival romano dos mortos - para 1º de novembro, a data do Samhain. Não se tem certeza se Gregório Terceiro ou seu sucessor, Gregório Quarto, tornaram a celebração do Dia de Todos os Santos obrigatória na tentativa de “cristianizar” o Samhain. Mas, quaisquer que fossem seus motivos, a nova data para esse dia fez com que a celebração cristã dos santos e a do Samhain fossem unidas. Assim, tradições pagãs e cristãs acabaram se misturando.


Quando surgiu o Dia das Bruxas?

O Dia das Bruxas, o Halloween, que conhecemos hoje, tomou forma entre 1500 e 1800. Fogueiras tornaram-se especialmente populares nessa festa. Elas eram usadas na queima do joio (que celebrava o fim da colheita no Samhain), como símbolo do rumo a ser seguido pelas almas cristãs no purgatório ou para repelir a bruxaria e a peste negra. Outro costume de Halloween era o de prever o futuro – previa-se a data da morte de uma pessoa ou o nome de seu futuro marido ou mulher. (...) A comida era um componente importante do Halloween, assim como de muitos outros festivais. Um dos hábitos mais característicos envolvia crianças, que iam de casa em casa cantando rimas ou entoando orações para as almas dos mortos. Em troca, elas recebiam bolos de boa sorte que representavam o espírito de uma pessoa que havia sido liberada do purgatório. (...)


Como a festa chegou à América?

Em 1845, durante o período conhecido na Irlanda como a “Grande Fome”, um milhão de pessoas foram forçadas a emigrar para os Estados Unidos, levando junto sua história e tradições. Não é coincidência que as primeiras referências ao Halloween apareceram na América pouco depois disso. Em 1870, por exemplo, uma revista americana publicou uma reportagem em que o descrevia como feriado “inglês”. A princípio, as tradições do Dia das Bruxas nos Estados Unidos uniam brincadeiras comuns no Reino Unido rural com rituais de colheita americanos. (...) O milho era um cultivo importante da agricultura americana — e acabou entrando com tudo na simbologia característica do Halloween americano. Tanto que, no início do século 20, espantalhos — típicos de colheitas de milho — eram muito usados em decorações do Dia das Bruxas. Foi nos EUA também que a abóbora passou a ser sinônimo de Halloween. No Reino Unido, o legume mais “entalhado” ou esculpido era o turnip, um tipo de nabo. (...) A tradição moderna de “doces ou travessuras” também é americana. (...)


E quanto ao Halloween moderno?

(...) Por aqui, desde 2003, também se celebra nesta mesma data o Dia do Saci, fruto de um projeto de lei que busca resgatar figuras do folclore brasileiro, em contraposição ao Dia das Bruxas. (...) Atualmente, o festival conserva pouco de sua origem, mas, apesar de ter ganhado nova roupagem, dá oportunidade para que adultos brinquem com seus medos e fantasias. 

BBC News Brasil. Adaptado. Disponível em: 
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn39d
7d7dnlo 
Assinale a alternativa em que todas as palavras apresentadas remetem ao mesmo referente no texto.  
Alternativas
Respostas
42061: A
42062: C
42063: A
42064: D
42065: B
42066: B
42067: C
42068: C
42069: D
42070: B
42071: A
42072: D
42073: A
42074: C
42075: B
42076: E
42077: D
42078: D
42079: D
42080: B