Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q3683154 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 04 e, a seguir, responda à questão que a ele se referem.


Texto 04


A palavra

Rubem Braga


    Tanto que tenho falado, tanto que tenho escrito como não imaginar que, sem querer, feri alguém?


    Às vezes sinto, numa pessoa que acabo de conhecer, uma hostilidade surda, ou uma reticência de mágoas. Imprudente ofício é este, de viver em voz alta. Às vezes, também a gente tem o consolo de saber que alguma coisa que se disse por acaso ajudou alguém a se reconciliar consigo mesmo ou com a sua vida de cada dia; a sonhar um pouco, a sentir uma vontade de fazer alguma coisa boa.


     Agora sei que outro dia eu disse uma palavra que fez bem a alguém. Nunca saberei que palavra foi; deve ter sido alguma frase espontânea e distraída que eu disse com naturalidade porque senti no momento – e depois esqueci.


    Tenho uma amiga que certa vez ganhou um canário, e o canário não cantava. Deram-lhe receitas para fazer o canário cantar; que falasse com ele, cantarolasse, batesse alguma coisa ao piano; que pusesse a gaiola perto quando trabalhasse em sua máquina de costura; que arranjasse para lhe fazer companhia, algum tempo, outro canário cantador; até mesmo que ligasse o rádio um pouco alto durante uma transmissão de jogo de futebol... Mas o canário não cantava.


     Um dia a minha amiga estava sozinha em casa, distraída, e assobiou uma pequena frase melódica de Beethoven – o canário começou a cantar alegremente. Haveria alguma secreta ligação entre a alma do velho artista morto e o pequeno pássaro de ouro?


     Alguma coisa que eu disse distraído – talvez palavras de algum poeta antigo – foi despertar melodias esquecidas dentro da alma de alguém. Foi como se a gente soubesse que de repente, num reino muito distante, uma princesa muito triste tivesse sorrido. E isso fizesse bem ao coração do povo; iluminasse um pouco as suas pobres choupanas e as suas remotas esperanças.


Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/11536/a-palavra. Acesso em: 19 ago. 2023. 

Assinale a alternativa CORRETA, tendo em vista os recursos de linguagem usados no texto.


I. Verifica-se o uso da linguagem denotativa e também da linguagem conotativa.


II. Constata-se a ausência de marcas que comprovam o uso da coloquialidade.


III. Observam-se características que comprovam o uso da função metalinguística


IV. Percebe-se, ao longo do texto, o uso reiterado dos discursos direto e indireto.


V. Verificam-se elementos linguísticos que comprovam o uso da subjetividade.


Estão CORRETAS as afirmativas

Alternativas
Q3683152 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 04 e, a seguir, responda à questão que a ele se referem.


Texto 04


A palavra

Rubem Braga


    Tanto que tenho falado, tanto que tenho escrito como não imaginar que, sem querer, feri alguém?


    Às vezes sinto, numa pessoa que acabo de conhecer, uma hostilidade surda, ou uma reticência de mágoas. Imprudente ofício é este, de viver em voz alta. Às vezes, também a gente tem o consolo de saber que alguma coisa que se disse por acaso ajudou alguém a se reconciliar consigo mesmo ou com a sua vida de cada dia; a sonhar um pouco, a sentir uma vontade de fazer alguma coisa boa.


     Agora sei que outro dia eu disse uma palavra que fez bem a alguém. Nunca saberei que palavra foi; deve ter sido alguma frase espontânea e distraída que eu disse com naturalidade porque senti no momento – e depois esqueci.


    Tenho uma amiga que certa vez ganhou um canário, e o canário não cantava. Deram-lhe receitas para fazer o canário cantar; que falasse com ele, cantarolasse, batesse alguma coisa ao piano; que pusesse a gaiola perto quando trabalhasse em sua máquina de costura; que arranjasse para lhe fazer companhia, algum tempo, outro canário cantador; até mesmo que ligasse o rádio um pouco alto durante uma transmissão de jogo de futebol... Mas o canário não cantava.


     Um dia a minha amiga estava sozinha em casa, distraída, e assobiou uma pequena frase melódica de Beethoven – o canário começou a cantar alegremente. Haveria alguma secreta ligação entre a alma do velho artista morto e o pequeno pássaro de ouro?


     Alguma coisa que eu disse distraído – talvez palavras de algum poeta antigo – foi despertar melodias esquecidas dentro da alma de alguém. Foi como se a gente soubesse que de repente, num reino muito distante, uma princesa muito triste tivesse sorrido. E isso fizesse bem ao coração do povo; iluminasse um pouco as suas pobres choupanas e as suas remotas esperanças.


Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/11536/a-palavra. Acesso em: 19 ago. 2023. 

Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista as ideias veiculadas pelo texto 04.


I. As palavras de um escritor alcançam muitas pessoas que ele não conhece, por isso, às vezes, ele pode, sem que saiba, magoar algumas dessas pessoas.


II. As palavras, faladas ou escritas, só ferem as pessoas quando, por trás dessas palavras, há, de fato, essa intenção.


III. As palavras ditas sem pretensões, podem, muitas vezes, magoar as pessoas.


IV. As pessoas, de maneiras diferentes, podem ser tocadas pelas palavras, como ilustra o exemplo do canário, figurativamente.


V. As palavras faladas ou escritas despretensiosamente podem despertar bons sentimentos e amenizar sofrimentos.


Estão CORRETAS as afirmativas 

Alternativas
Q3683150 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 03 e, a seguir, responda às questões, que a ele se referem.


Texto 03 


a_6 aa.png (853×245)

Disponível em: https://br.pinterest.com/. Acesso em: 17 ago. 2023. 


A alternativa que apresenta uma inferência que está em desacordo com o texto é

Alternativas
Q3683148 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 02 e, a seguir, responda às questões que a ele se referem.


Texto 02 


q_4 aa.png (863×272)

           Disponível em: https://www.plataformaredigir.com.br. Acesso em: 17 ago. 2023.


Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista as ideias que se inferem do texto.


I. O consumo exagerado pode obrigar a um aumento da carga de trabalho.


II. O vício pelo trabalho é uma das causas de não se aproveitar bem a vida.


III. Algumas pessoas não têm consciência de que consomem exageradamente.


IV. As pessoas mal remuneradas estão sempre insatisfeitas por trabalharem.


V. O consumista, às vezes, precisa ser lembrado de que extrapola nos gastos.


Estão CORRETAS as afirmativas 

Alternativas
Q3683146 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão que a ele se refere.


Texto 01


Você tem fome de quê?


    Afinal, você tem fome de quê? A pergunta que a banda Titãs fez na música Comida continua sendo a pergunta que não quer calar. E tomara que não cale mesmo, assim temos a chance de repensar o que consumimos e expandir os horizontes para mais possibilidades do que aquelas que pairam na zona de conforto ou nas expectativas alheias.


    Esse foi o caminho que fiz quando assisti ao filme Fome de Sucesso. Intuitivamente, fui fazendo as associações e pensando que os filmes realmente nos trazem essa oportunidade. É através da narrativa de outras pessoas, que aparentemente não têm nada a ver conosco, que nos sentimos parte daquela história de alguma forma — mesmo que elas pertençam a uma cultura distante e que falem um idioma com o qual não nos identificamos.


    A protagonista dessa história é a jovem Aoy, que trabalha no restaurante tradicional da família na Tailândia e tem uma vida bem comum, sem luxo nem glamour, mas com uma família amorosa e amigos presentes. Até que é descoberta por um olheiro, que vê nela um talento desperdiçado. Ela poderia fazer sucesso na equipe de um chef famoso, subir na carreira e ganhar muito dinheiro. Fome de Sucesso é sobre essa vontade (que beira à obsessão) de ser bem-sucedida a qualquer custo, submetendo-se a situações tóxicas a ponto de prejudicar, e muito, a saúde mental.


    Com o panorama da culinária tailandesa e o mundo da fama, do dinheiro e da futilidade como pano de fundo, mergulhamos no universo gastronômico indigesto dessa história para pensar sobre a nossa vida. O consumo do alimento é metáfora para refletirmos sobre tudo que consumimos: informação, relacionamentos, bens.


    Nossas escolhas constroem quem somos — e trazem consequências, para o bem e para o mal. Aoy precisa chegar ao limite para entender que tipo de sucesso realmente nutre, de forma saudável e duradoura, seu corpo e sua alma.


Disponível em: https://vidasimples.com/. Acesso em: 17 ago. 2023. Adaptado. 

Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista os recursos presentes na estrutura do texto.


I. Apresenta uma resenha do filme “Fome de Sucesso”, para estabelecer relação com o assunto sobre o qual se constrói a argumentação.


II. Usa o recurso da intertextualidade, por exemplo, ao citar a banda Titãs e um dos trechos da música “Comida”, da referida banda.


III. Utiliza o recurso da oposição ao citar situações do filme “Fome de sucesso” para refletir sobre tipos de sucesso.


IV. Emprega o recurso da interrogação para introduzir o tema e já suscitar uma reflexão sobre ele.


V. Usa, reiteradamente, a linguagem metafórica na construção dos argumentos que sustentam a defesa de um ponto de vista.


Estão CORRETAS as afirmativas 

Alternativas
Q3683145 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão que a ele se refere.


Texto 01


Você tem fome de quê?


    Afinal, você tem fome de quê? A pergunta que a banda Titãs fez na música Comida continua sendo a pergunta que não quer calar. E tomara que não cale mesmo, assim temos a chance de repensar o que consumimos e expandir os horizontes para mais possibilidades do que aquelas que pairam na zona de conforto ou nas expectativas alheias.


    Esse foi o caminho que fiz quando assisti ao filme Fome de Sucesso. Intuitivamente, fui fazendo as associações e pensando que os filmes realmente nos trazem essa oportunidade. É através da narrativa de outras pessoas, que aparentemente não têm nada a ver conosco, que nos sentimos parte daquela história de alguma forma — mesmo que elas pertençam a uma cultura distante e que falem um idioma com o qual não nos identificamos.


    A protagonista dessa história é a jovem Aoy, que trabalha no restaurante tradicional da família na Tailândia e tem uma vida bem comum, sem luxo nem glamour, mas com uma família amorosa e amigos presentes. Até que é descoberta por um olheiro, que vê nela um talento desperdiçado. Ela poderia fazer sucesso na equipe de um chef famoso, subir na carreira e ganhar muito dinheiro. Fome de Sucesso é sobre essa vontade (que beira à obsessão) de ser bem-sucedida a qualquer custo, submetendo-se a situações tóxicas a ponto de prejudicar, e muito, a saúde mental.


    Com o panorama da culinária tailandesa e o mundo da fama, do dinheiro e da futilidade como pano de fundo, mergulhamos no universo gastronômico indigesto dessa história para pensar sobre a nossa vida. O consumo do alimento é metáfora para refletirmos sobre tudo que consumimos: informação, relacionamentos, bens.


    Nossas escolhas constroem quem somos — e trazem consequências, para o bem e para o mal. Aoy precisa chegar ao limite para entender que tipo de sucesso realmente nutre, de forma saudável e duradoura, seu corpo e sua alma.


Disponível em: https://vidasimples.com/. Acesso em: 17 ago. 2023. Adaptado. 

Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista as ideias veiculadas no texto 01.


I. As narrativas ficcionais possibilitam fazer reflexões sobre a realidade.


II. O termo “fome” relaciona-se a necessidades biológicas e emocionais.


III. O convívio, no dia a dia, com situações tóxicas provoca adoecimento.


IV. O sucesso, sob qualquer condição, deve ser uma meta a se alcançar.


V. A obsessão pelo sucesso deve ser a força motriz do êxito profissional.


Estão CORRETAS as afirmativas  

Alternativas
Q3682927 Português
"Compreender a singularidade de cada pequeno indivíduo, suas características, peculiaridades e ritmos de desenvolvimento é essencial para identificar e satisfazer suas demandas fundamentais. Enquanto as necessidades ___, como alimentação adequada, abrigo, afeto, segurança e educação, são comuns a todas as crianças, a maneira como são expressas e a intensidade com que se manifestam podem variar significativamente de acordo com a ___." A alternativa que contém as palavras que completam correta e respectivamente o texto é: 
Alternativas
Q3682768 Português

Observe a gravura abaixo e responda. O que significa o gesto do menino?


Imagem associada para resolução da questão

Alternativas
Q3682764 Português
Escolha e marque com X a frase em que aparece o nome de uma cidade:
Alternativas
Q3682729 Português

Leia o trecho do conto A terceira margem do rio, de João Guimarães Rosa. Neste trecho, o narrador descreve o momento em que o pai, de posse de sua canoa, se despede da família. 


"(...) Sem alegria nem cuidado, nosso pai encalcou o chapéu e decidiu um adeus para a gente. Nem falou outras palavras, não pegou matula e trouxa, não fez alguma recomendação. Nossa mãe, a gente achou que ela ia esbravejar, mas persistiu somente alva de pálida, mascou o beiço e bramou: _“Cê vai, ocê fique, você nunca volte!” Nosso pai suspendeu a resposta. Espiou manso para mim, me acenando de vir também, por uns passos. Temi a ira de nossa mãe, mas obedeci, de vez de jeito. O rumo daquilo me animava, chega que um propósito perguntei: _“Pai, o senhor me leva junto, nessa sua canoa?” Ele só retornou o olhar em mim, e me botou a bênção, com gesto me mandando para trás.

ROSA, Guimarães. Primeiras Estórias. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1988, p. 32

"Nossa mãe, a gente achou que ela ia esbravejar, mas persistiu somente alva de pálida, (...)" 


A palavra destacada exprime uma: 

Alternativas
Q3682716 Português

Minha energia é o desafio, minha motivação é o impossível, e é por isso que eu preciso ser, à força e a esmo, inabalável.


(Augusto Branco)

De acordo com o aforismo, pode-se inferir que: 
Alternativas
Q3682715 Português
Xícara

Parece que tudo quebrou: momentos, pessoas, alguns móveis, alguns sentimentos, abraços, amigos, tudo, ou quase tudo... todavia ela estava lá, uma porcelana que fazia parte de um jogo que ganhei no casamento, aniversário, dia das mães - sou mãe? - não importa, ou importa. Só sei que ela estava lá, a única sobrevivente, até o pires já se esvaíra. 


Eu, nos meus oitenta, sessenta, vinte, seis. Qual idade certa? Era aquela em que às vezes eu acreditava ser. As rugas no rosto não eram rugas, eram traços que demonstravam os ponteiros do relógio que disparou sem pedir licença e levou consigo memórias de presente, passado e futuro. Futuro tem memórias? Já se misturavam memórias inventadas de verdadeiras memórias. Tudo numa mistura como numa batedeira de um bolo sem fermento, pois sem sentido, sem ordem cronológica. Claro! O relógio já não dizia a hora certa.


Contudo ela estava sempre ali. Minha xícara. Dela não me permitia esquecer. Trazia na fumaça que subia, durante o café, ou chá, retratos de fatos, feitos, assombros, escombros nesse vazio que se tornara meu sobrado da alma.

Meu nome? Para que lembrar? Eles me lembravam quando a mim vinham me oferecer aconchego, olhares externando exclamações, interrogações, reticências... pois o tempo era incerto, o destino era incerto, o enredo se desenrolava num tecer desordenado, sem nexo, sem conflito, sem clímax, sem foco narrativo. 

O que importava que ela estava lá. Aquela xícara, a minha xícara, exprimindo parte da sobrevivência de minhas memórias. Naquela casa, minha casa, agora, em alguns momentos, estranha, não reconhecia os móveis. Por isso insistia que precisava ir embora. Entretanto se ela estava lá é porque era a minha casa, ou levara a minha tão significativa xícara. Dela não me esquecia jamais. Não queria que ela quebrasse jamais, pois ao quebrar, quebraria minha história, minha pulsação, meu respirar... meu... de quem estou falando?... Quebrou... sem nenhum suspiro... só estilhaços dela no chão, de meus escombros da alma. 


(Tulius Mendonça)
A xícara apresenta tanto um sentido denotativo quanto conotativo no texto, pois traz ao mesmo tempo um objeto de valor estimável como um propulsor de memórias de sua vida nos escombros de sua alma. No desfecho da narrativa, as palavras, as ações verbais e o objeto transmitem uma ambiguidade entre:
Alternativas
Q3682694 Português
Responda a questão de acordo com a Lei 8.069/90 – Estatuto da Criança e do Adolescente. 
Assinale a alternativa INCORRETA:
Alternativas
Q3682640 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 05 e, a seguir, responda às questões, que a ele se referem.


Texto 05


Q_19 AUD.png (791×262)

Disponível em: https://br.pinterest.com/. Acesso em: 18 ago. 2023. 



Assinale a alternativa que está de acordo com o texto 05.

Alternativas
Q3682638 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 04 e, a seguir, responda às questões que a ele se referem.


Texto 04


Acolha a sua imperfeição


    Para que a argila pudesse se transformar em uma xícara de porcelana, cheia de ondulações e delicadeza, a artista plástica Laura Loscalzo precisou ficar atenta a um elemento que nada tem a ver com a matéria-prima, o torno de modelagem ou o forno de queima das peças: ela teve que olhar para o seu perfeccionismo – e como ele a impedia de criar.


    Embrulhado como uma bonita chave que nos promete a excelência e o bom resultado, o que ele faz é nos trancar para o lado de fora do campo das oportunidades e da alegria em materializar nossos talentos no mundo. “Hoje eu tenho certeza de que o perfeccionismo não só nos limita como também nos domina. Porque dá medo imaginar que não vai ser possível chegar ao resultado maravilhoso que você idealiza. E, em vez de dizer ‘ok, vamos tentar e ver no que vai dar’, você nem começa”, conta.


    Por muitos anos, antes de criar a Iaiá, seu estúdio de cerâmica e porcelana artesanal, Laura deixou de lado o trabalho com as artes de que ela gostava ainda criança. Formou-se em cinema, trabalhou em agências e escritórios. E, quando a vontade de se dedicar ao fazer manual fez barulho, foi logo silenciada pela voz do perfeccionismo, que insistia em questionar “mas e se não ficar bom o bastante? E se você errar? E se as pessoas não gostarem?” [...]


    “Reduzir o nível de perfeccionismo envolve coragem, mas é libertador. Muitas vezes por trás da busca pela perfeição está a vontade de aprovação social, ainda que isso signifique viver um script que não é seu. Ousar ser menos perfeito significa desenvolver a coragem de ser autêntico e viver a vida que eu acho que vale a pena”, diz a psicóloga e mestre Yara Nico, que tem se dedicado a estudar o tema. [...]


Disponível em: https://vidasimples.com. Acesso em: 18 ago. 2023. Adaptado.

Assinale a alternativa que está em desacordo com o texto, tendo em vista as consequências do perfeccionismo. 
Alternativas
Q3682635 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 03 e, a seguir, responda às questões que a ele se referem.


Texto 03


Q_14 AUD.png (719×380)

Disponível em: https://www.pensador.com/. Acesso em: 18 ago. 2023.


De acordo com o texto, é CORRETO afirmar  

Alternativas
Q3682634 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 02 e, a seguir, responda à questão que a ele se referem.


Texto 02 


Q_13 AUD.png (1004×288)

Disponível em: https://feedobem.com/artigos/. Acesso em: 18 ago. 2023.


De acordo com o texto, é CORRETO afirmar:

Alternativas
Q3682632 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda às questões que a ele se referem.


Texto 01


Relaxa, ninguém está pensando em você

Patrick Santos


“O tempo é o senhor da razão”, já nos alertava, ainda no século passado, o notável escritor francês, Marcel Proust. De fato, nada melhor do que o tempo para nos bafejar com a experiência e nos dar alguns caminhos para discernir o que vale a pena ou não levar em consideração e, em especial, saber com quem e com o que devemos, de fato, nos importar na vida. Penso que ainda perdemos muito tempo nos preocupando com o que os outros pensam sobre nósP [...]


    A grande verdade é que, na maior parte do tempo, as pessoas só estão pensando em si mesmas. Não têm tempo para se preocupar com que você está fazendo ou se está fazendo bem, porque estão absortas nos próprios dramas.


    Dias desses estava no metrô e fiquei reparando no comportamento das pessoas no vagão. Uns estavam sentados olhando pro nada como quem embarca numa viagem interna nas próprias histórias, outros olhando para seus smartphones procurando distração, ouvindo música...


    A atenção das pessoas pode até se voltar para você por um momento (se você tiver um sucesso ou um fracasso público fenomenal, por exemplo), mas logo se volta para onde sempre esteve: nelas mesmas.


    Embora a princípio possa parecer terrível e solitário imaginar que você não é a prioridade de ninguém, essa ideia pode ser incrivelmente libertadora.


Disponível em: https://vidasimples.com/. Acesso em: 20 ago. 2023. Adaptado. 

Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista as ideias veiculadas no texto 01.


I. A vida nos mostra, com o tempo, com quem, de fato, devemos nos importar.


II. A preocupação com a vida alheia é sempre uma prioridade para as pessoas.


III. O fato de saber que as pessoas não estão preocupadas conosco é libertador.


IV. As pessoas se sentem solitárias ao saber que não são prioridade de ninguém.


V. As pessoas, na maior parte do tempo, estão focadas nos próprios problemas.


Estão CORRETAS as afirmativas  

Alternativas
Q3681739 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 04 e, a seguir, responda às questões que a ele se referem.


Texto 04


Acolha a sua imperfeição


    Para que a argila pudesse se transformar em uma xícara de porcelana, cheia de ondulações e delicadeza, a artista plástica Laura Loscalzo precisou ficar atenta a um elemento que nada tem a ver com a matéria-prima, o torno de modelagem ou o forno de queima das peças: ela teve que olhar para o seu perfeccionismo – e como ele a impedia de criar.

    


    Embrulhado como uma bonita chave que nos promete a excelência e o bom resultado, o que ele faz é nos trancar para o lado de fora do campo das oportunidades e da alegria em materializar nossos talentos no mundo. “Hoje eu tenho certeza de que o perfeccionismo não só nos limita como também nos domina. Porque dá medo imaginar que não vai ser possível chegar ao resultado maravilhoso que você idealiza. E, em vez de dizer ‘ok, vamos tentar e ver no que vai dar’, você nem começa”, conta.


    

    Por muitos anos, antes de criar a Iaiá, seu estúdio de cerâmica e porcelana artesanal, Laura deixou de lado o trabalho com as artes de que ela gostava ainda criança. Formou-se em cinema, trabalhou em agências e escritórios. E, quando a vontade de se dedicar ao fazer manual fez barulho, foi logo silenciada pela voz do perfeccionismo, que insistia em questionar “mas e se não ficar bom o bastante? E se você errar? E se as pessoas não gostarem?” [...]



    “Reduzir o nível de perfeccionismo envolve coragem, mas é libertador. Muitas vezes por trás da busca pela perfeição está a vontade de aprovação social, ainda que isso signifique viver um script que não é seu. Ousar ser menos perfeito significa desenvolver a coragem de ser autêntico e viver a vida que eu acho que vale a pena”, diz a psicóloga e mestre Yara Nico, que tem se dedicado a estudar o tema. [...]



Disponível em: https://vidasimples.com. Acesso em: 18 ago. 2023. Adaptado.

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 04 e, a seguir, responda às questões que a ele se referem.


Texto 04


Acolha a sua imperfeição


    Para que a argila pudesse se transformar em uma xícara de porcelana, cheia de ondulações e delicadeza, a artista plástica Laura Loscalzo precisou ficar atenta a um elemento que nada tem a ver com a matéria-prima, o torno de modelagem ou o forno de queima das peças: ela teve que olhar para o seu perfeccionismo – e como ele a impedia de criar.


    Embrulhado como uma bonita chave que nos promete a excelência e o bom resultado, o que ele faz é nos trancar para o lado de fora do campo das oportunidades e da alegria em materializar nossos talentos no mundo. “Hoje eu tenho certeza de que o perfeccionismo não só nos limita como também nos domina. Porque dá medo imaginar que não vai ser possível chegar ao resultado maravilhoso que você idealiza. E, em vez de dizer ‘ok, vamos tentar e ver no que vai dar’, você nem começa”, conta.


    Por muitos anos, antes de criar a Iaiá, seu estúdio de cerâmica e porcelana artesanal, Laura deixou de lado o trabalho com as artes de que ela gostava ainda criança. Formou-se em cinema, trabalhou em agências e escritórios. E, quando a vontade de se dedicar ao fazer manual fez barulho, foi logo silenciada pela voz do perfeccionismo, que insistia em questionar “mas e se não ficar bom o bastante? E se você errar? E se as pessoas não gostarem?” [...]


    “Reduzir o nível de perfeccionismo envolve coragem, mas é libertador. Muitas vezes por trás da busca pela perfeição está a vontade de aprovação social, ainda que isso signifique viver um script que não é seu. Ousar ser menos perfeito significa desenvolver a coragem de ser autêntico e viver a vida que eu acho que vale a pena”, diz a psicóloga e mestre Yara Nico, que tem se dedicado a estudar o tema. [...]


Disponível em: https://vidasimples.com. Acesso em: 18 ago. 2023. Adaptado. 


Analise os itens a seguir, tendo em vista os recursos argumentativos e linguísticos usados na construção do texto.


I. Exemplificação.


II. Intertextualidade.


III. Personificação.


IV. Estrangeirismo.


V. Metáfora.


Estão CORRETOS os itens

Alternativas
Q3681735 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 03 e, a seguir, responda às questões que a ele se referem.


Texto 03


Q_14 AUD.png (719×380)


Disponível em: https://www.pensador.com/. Acesso em: 18 ago. 2023. 

Alternativas
Respostas
42021: C
42022: A
42023: D
42024: B
42025: E
42026: B
42027: B
42028: D
42029: D
42030: C
42031: B
42032: B
42033: C
42034: D
42035: D
42036: A
42037: C
42038: B
42039: E
42040: A