Questões de Concurso
Sobre interpretação de textos em português
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INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se referem.
Texto 01
Cozinha
Rubem Alves
Qual é o lugar mais importante da sua casa? Eu acho que essa é uma boa pergunta para início de uma sessão de psicanálise. Porque quando a gente revela qual é o lugar mais importante da casa, a gente revela também o lugar preferido da alma.
Nas Minas Gerais onde nasci o lugar mais importante era a cozinha. Não era o mais chique e nem o mais arrumado. Lugar chique e arrumado era a sala de visitas, com bibelôs, retratos ovais nas paredes, espelhos e tapetes no chão. Na sala de visitas as crianças se comportavam bem, eram só sorrisos e todos usavam máscaras. Na cozinha era diferente: a gente era a gente mesmo, fogo, fome e alegria.
“Seria tão bom, como já foiB”, diz a Adélia. A alma mineira vive de saudade. Tenho saudade do que já foi, as velhas cozinhas de Minas, com seus fogões de lenha, cascas de laranja secas, penduradas, para acender o fogo, bule de café sobre a chapa, lenha crepitando no fogo, o cheiro bom da fumaça, rostos vermelhos. Minha alma tem saudades dessas cozinhas antigasB[...]
Nas casas de Minas a cozinha ficava no fim da casa. Ficava no fim não por ser menos importante, mas para ser protegida da presença de intrusos. Cozinha era intimidade. E também para ficar mais próxima do outro lugar de sonhos, a horta-jardim. Pois os jardins ficavam atrás. Lá estavam os manacás, o jasmim do imperador, as jabuticabeiras, laranjeiras e hortaliças. Era fácil sair da cozinha para colher chuchus, quiabo, abobrinhas, salsa, cebolinha, tomatinhos vermelhos, hortelã e, nas noites frias, folhas de laranjeira para fazer chá. [...]
Disponível em: https://www.revistaprosaversoearte.com/. Acesso em: 12 ago. 2023. Adaptado.
Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista o texto 01.
I. O lugar preferido de uma pessoa em sua casa pode revelar os sentimentos e a maneira de ser dessa pessoa.
II. A cozinha permite um comportamento espontâneo, já a sala de visitas exige um comportamento formal.
III. A sala de visitas é o lugar da artificialidade e sofisticação, já a cozinha, da naturalidade e simplicidade.
IV. A cozinha, nas casas de Minas Gerais, era um cômodo ao qual as pessoas não davam valor.
V. O termo horta-jardim foi usado pelo autor para indicar que, nas casas de Minas Gerais, o jardim ficava junto à horta.
Estão CORRETAS as afirmativas
Leia atentamente o texto a seguir e responda à questão.
Detector de raios a partir do espaço
melhora previsão de tempestades severas
Um novo detector baseado no espaço capaz de prever tempestades severas foi elogiado por meteorologistas, depois que as primeiras observações espetaculares foram divulgadas mostrando relâmpagos piscando muitas vezes por segundo sobre a Europa e a África.
O gerador de imagens do satélite europeu Meteosat de Terceira Geração, lançado em dezembro passado, detecta toda a atividade de raios – dentro e entre as nuvens e seus impactos no solo – de sua órbita geoestacionária 36 mil quilômetros acima do Equador, sobre a África central.
"Tempestades severas são muitas vezes precedidas por mudanças abruptas na atividade dos raios", disse Phil Evans, diretor-geral da Eumetsat, a agência europeia de satélites meteorológicos que opera o Meteosat. "Ao observar essas mudanças na atividade, os dados do imageador de raios darão aos meteorologistas uma confiança adicional em suas previsões de tempestades severas."
Essas tempestades causaram danos estimados em 500 bilhões de euros (R$ 2,63 trilhões) nos últimos 40 anos somente na Europa, disse a Eumetsat, e estão se tornando mais frequentes em consequência das mudanças climáticas. Os avanços na tecnologia de detecção ajudarão as autoridades a proteger melhor vidas e meios de subsistência de eventos climáticos extremos, disse Evans em um relatório que apresentou as imagens na segunda-feira (3).
O hemisfério ocidental já possui um sistema de detecção de raios fornecido pelos satélites da Noaa (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica) dos EUA, que o Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA usa para prever tempestades intensas. Os dados alimentam um modelo de alerta LightningCast que incorpora algoritmos baseados em inteligência artificial para prever atividades de tempestades.
Segundo seu desenvolvedor, a empresa aeroespacial italiana Leonardo, o novo sistema da Eumetsat tem maior resolução e desempenho do que sua contraparte americana lançada em 2016.
"O captador de raios tem quatro câmeras, e cada uma pode capturar mil imagens por segundo, dia e noite, detectando até mesmo um único raio em 0,6 milissegundos – mais rápido que um piscar de olhos", disse Guia Pastorini, gerente de engenharia de projetos da Leonardo.
A análise baseada em IA reduz a quantidade de dados transmitidos de volta à Terra em mais de 1.000 vezes, rejeitando tudo o que não está diretamente relacionado a raios. "Graças a algoritmos específicos, os dados são processados a bordo para enviar apenas informações úteis", disse ela.
Os raios matam vários milhares de pessoas por ano em todo o mundo – principalmente em regiões tropicais. É importante meteorologicamente como um indicador de tempestades severas, com chuvas intensas e ventos fortes, que causam mais danos.
"Acima de tudo, trata-se de proteger vidas e meios de subsistência, permitindo que os meteorologistas acompanhem o desenvolvimento de tempestades severas e forneçam um prazo maior para alertar autoridades e comunidades", disse Evans. A
Eumetsat não emite avisos de tempestade diretamente, mas fornece dados aos serviços meteorológicos nacionais que alertam o público, empresas e autoridades locais.
Gary Fowler, gerente de instrumentos da Eumetsat, espera que as observações sejam particularmente úteis para os serviços meteorológicos da África central, que tem um dos níveis mais altos de atividade de raios do mundo, mas instalações limitadas para observações do solo.
O satélite MTGI1 fornece imagens de nuvens e sistemas meteorológicos, bem como relâmpagos, aumentando ainda mais sua capacidade de previsão. A fase de comissionamento vai até o início de 2024, quando ficará totalmente operacional. É o primeiro dos três satélites no planejado sistema Meteosat de Terceira Geração de 4,6 bilhões de euros, com conclusão prevista para 2026.
(Clive Cookson. https://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2023/07/detector-deraios-a-partir-do-espaco-melhora-previsao-de-tempestades-severas.shtml. 6.jul.2023)
O pronome sublinhado no período acima desempenha papel
Leia atentamente o texto a seguir e responda à questão.
Detector de raios a partir do espaço
melhora previsão de tempestades severas
Um novo detector baseado no espaço capaz de prever tempestades severas foi elogiado por meteorologistas, depois que as primeiras observações espetaculares foram divulgadas mostrando relâmpagos piscando muitas vezes por segundo sobre a Europa e a África.
O gerador de imagens do satélite europeu Meteosat de Terceira Geração, lançado em dezembro passado, detecta toda a atividade de raios – dentro e entre as nuvens e seus impactos no solo – de sua órbita geoestacionária 36 mil quilômetros acima do Equador, sobre a África central.
"Tempestades severas são muitas vezes precedidas por mudanças abruptas na atividade dos raios", disse Phil Evans, diretor-geral da Eumetsat, a agência europeia de satélites meteorológicos que opera o Meteosat. "Ao observar essas mudanças na atividade, os dados do imageador de raios darão aos meteorologistas uma confiança adicional em suas previsões de tempestades severas."
Essas tempestades causaram danos estimados em 500 bilhões de euros (R$ 2,63 trilhões) nos últimos 40 anos somente na Europa, disse a Eumetsat, e estão se tornando mais frequentes em consequência das mudanças climáticas. Os avanços na tecnologia de detecção ajudarão as autoridades a proteger melhor vidas e meios de subsistência de eventos climáticos extremos, disse Evans em um relatório que apresentou as imagens na segunda-feira (3).
O hemisfério ocidental já possui um sistema de detecção de raios fornecido pelos satélites da Noaa (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica) dos EUA, que o Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA usa para prever tempestades intensas. Os dados alimentam um modelo de alerta LightningCast que incorpora algoritmos baseados em inteligência artificial para prever atividades de tempestades.
Segundo seu desenvolvedor, a empresa aeroespacial italiana Leonardo, o novo sistema da Eumetsat tem maior resolução e desempenho do que sua contraparte americana lançada em 2016.
"O captador de raios tem quatro câmeras, e cada uma pode capturar mil imagens por segundo, dia e noite, detectando até mesmo um único raio em 0,6 milissegundos – mais rápido que um piscar de olhos", disse Guia Pastorini, gerente de engenharia de projetos da Leonardo.
A análise baseada em IA reduz a quantidade de dados transmitidos de volta à Terra em mais de 1.000 vezes, rejeitando tudo o que não está diretamente relacionado a raios. "Graças a algoritmos específicos, os dados são processados a bordo para enviar apenas informações úteis", disse ela.
Os raios matam vários milhares de pessoas por ano em todo o mundo – principalmente em regiões tropicais. É importante meteorologicamente como um indicador de tempestades severas, com chuvas intensas e ventos fortes, que causam mais danos.
"Acima de tudo, trata-se de proteger vidas e meios de subsistência, permitindo que os meteorologistas acompanhem o desenvolvimento de tempestades severas e forneçam um prazo maior para alertar autoridades e comunidades", disse Evans. A
Eumetsat não emite avisos de tempestade diretamente, mas fornece dados aos serviços meteorológicos nacionais que alertam o público, empresas e autoridades locais.
Gary Fowler, gerente de instrumentos da Eumetsat, espera que as observações sejam particularmente úteis para os serviços meteorológicos da África central, que tem um dos níveis mais altos de atividade de raios do mundo, mas instalações limitadas para observações do solo.
O satélite MTGI1 fornece imagens de nuvens e sistemas meteorológicos, bem como relâmpagos, aumentando ainda mais sua capacidade de previsão. A fase de comissionamento vai até o início de 2024, quando ficará totalmente operacional. É o primeiro dos três satélites no planejado sistema Meteosat de Terceira Geração de 4,6 bilhões de euros, com conclusão prevista para 2026.
(Clive Cookson. https://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2023/07/detector-deraios-a-partir-do-espaco-melhora-previsao-de-tempestades-severas.shtml. 6.jul.2023)
Leia atentamente o texto a seguir e responda à questão.
Detector de raios a partir do espaço
melhora previsão de tempestades severas
Um novo detector baseado no espaço capaz de prever tempestades severas foi elogiado por meteorologistas, depois que as primeiras observações espetaculares foram divulgadas mostrando relâmpagos piscando muitas vezes por segundo sobre a Europa e a África.
O gerador de imagens do satélite europeu Meteosat de Terceira Geração, lançado em dezembro passado, detecta toda a atividade de raios – dentro e entre as nuvens e seus impactos no solo – de sua órbita geoestacionária 36 mil quilômetros acima do Equador, sobre a África central.
"Tempestades severas são muitas vezes precedidas por mudanças abruptas na atividade dos raios", disse Phil Evans, diretor-geral da Eumetsat, a agência europeia de satélites meteorológicos que opera o Meteosat. "Ao observar essas mudanças na atividade, os dados do imageador de raios darão aos meteorologistas uma confiança adicional em suas previsões de tempestades severas."
Essas tempestades causaram danos estimados em 500 bilhões de euros (R$ 2,63 trilhões) nos últimos 40 anos somente na Europa, disse a Eumetsat, e estão se tornando mais frequentes em consequência das mudanças climáticas. Os avanços na tecnologia de detecção ajudarão as autoridades a proteger melhor vidas e meios de subsistência de eventos climáticos extremos, disse Evans em um relatório que apresentou as imagens na segunda-feira (3).
O hemisfério ocidental já possui um sistema de detecção de raios fornecido pelos satélites da Noaa (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica) dos EUA, que o Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA usa para prever tempestades intensas. Os dados alimentam um modelo de alerta LightningCast que incorpora algoritmos baseados em inteligência artificial para prever atividades de tempestades.
Segundo seu desenvolvedor, a empresa aeroespacial italiana Leonardo, o novo sistema da Eumetsat tem maior resolução e desempenho do que sua contraparte americana lançada em 2016.
"O captador de raios tem quatro câmeras, e cada uma pode capturar mil imagens por segundo, dia e noite, detectando até mesmo um único raio em 0,6 milissegundos – mais rápido que um piscar de olhos", disse Guia Pastorini, gerente de engenharia de projetos da Leonardo.
A análise baseada em IA reduz a quantidade de dados transmitidos de volta à Terra em mais de 1.000 vezes, rejeitando tudo o que não está diretamente relacionado a raios. "Graças a algoritmos específicos, os dados são processados a bordo para enviar apenas informações úteis", disse ela.
Os raios matam vários milhares de pessoas por ano em todo o mundo – principalmente em regiões tropicais. É importante meteorologicamente como um indicador de tempestades severas, com chuvas intensas e ventos fortes, que causam mais danos.
"Acima de tudo, trata-se de proteger vidas e meios de subsistência, permitindo que os meteorologistas acompanhem o desenvolvimento de tempestades severas e forneçam um prazo maior para alertar autoridades e comunidades", disse Evans. A
Eumetsat não emite avisos de tempestade diretamente, mas fornece dados aos serviços meteorológicos nacionais que alertam o público, empresas e autoridades locais.
Gary Fowler, gerente de instrumentos da Eumetsat, espera que as observações sejam particularmente úteis para os serviços meteorológicos da África central, que tem um dos níveis mais altos de atividade de raios do mundo, mas instalações limitadas para observações do solo.
O satélite MTGI1 fornece imagens de nuvens e sistemas meteorológicos, bem como relâmpagos, aumentando ainda mais sua capacidade de previsão. A fase de comissionamento vai até o início de 2024, quando ficará totalmente operacional. É o primeiro dos três satélites no planejado sistema Meteosat de Terceira Geração de 4,6 bilhões de euros, com conclusão prevista para 2026.
(Clive Cookson. https://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2023/07/detector-deraios-a-partir-do-espaco-melhora-previsao-de-tempestades-severas.shtml. 6.jul.2023)
Em relação à leitura do texto e suas possíveis inferências, analise as afirmativas a seguir:
I. O investimento na construção de mecanismos que possibilitem prever catástrofes climáticas com os raios e tempestades, no longo prazo, é pouco diante dos prejuízos causados ao longo dos anos.
II. Ainda que o sistema apresente dados de muita sensibilidade, depende da interpretação do homem para que sejam dados os alertas corretamente à população e, com isso, evitar desastres.
III. Ainda que não houvesse a tecnologia de satélites, seria capaz, com o novo sistema, de se prever, com tempo razoável para tomada de atitudes preventivas, tempestades monstruosas se aproximando.
Assinale
Este texto tem por fim discorrer sobre os usos da palavra “fim”. Busquei a palavra no dicionário a fim de defini-la melhor.
O fim pode ser um limite no tempo, como o “fim do mundo”, o dia em que o mundo deixará de existir (Ailton Krenak tem ideias para adiá-lo). Ou um limite no espaço, como o “fim de mundo”, que é um lugar isolado, o cafundó.
“Fim” também é sinônimo de ruína e morte. “Dar fim” a alguma coisa é acabar com ela, fazê-la sumir. Daquilo que desapareceu, perguntamos “que fim levou?”.
Disponível em: https://www.nexojornal.com.br/. Acesso em: 06 set. 2023.
De acordo com a leitura, esse texto utiliza a
Disponível em: https://www.malvados.com.br/tirinha1712.jpg. Acesso em 12 set. 2023.
Em geral, a tira apresenta uma sequência de quadrinhos cujo objetivo é o humor, provocado pela quebra de expectativa. Nessa tira, a quebra de expectativa acontece por meio de um(a)
O texto seguinte servirá de base para responder à questão
Poluição ambiental: Cientistas encontram formigas emaranhadas em plástico
Um estudo publicado na revista Ecological Entomology mostra fotos inéditas de duas espécies de formigas emaranhadas em plástico. De acordo com a publicação, trata-se de um dos primeiros artigos a documentar o impacto da poluição ambiental aos insetos.
Apesar de a influência de detritos plásticos no ambiente marinho ser amplamente conhecida, como no caso de tartarugas e mamíferos, "nos ecossistemas terrestres, o emaranhado plástico da fauna tem sido largamente ignorado", diz trecho do estudo.
Para chegar aos resultados, os pesquisadores coletaram 113 formigas de 40 locais diferentes na ilha de La Palma, na Espanha, em 2022.
Os insetos foram capturados sem contato direto, utilizando tubos Eppendorf colocados abertos no meio do caminho.
Das 113 formigas, três estavam emaranhadas em fibra, mas uma análise laboratorial determinou que somente duas estavam entrelaçadas em plástico.
Segundo a investigação, não foi possível confirmar que a fibra presa à terceira formiga era sintética, e, por isso, ela foi desconsiderada.
Os animais emaranhados ao plástico eram das espécies Lasius grandis e Monomorium sp. De acordo com o estudo, as duas formigas estavam vivas e não apresentavam danos aparentes causados pelas fibras.
Os pesquisadores afirmam que é possível que os animais tenham se emaranhado acidentalmente durante a alimentação ou enquanto transportavam as fibras como material de construção.
https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/poluicao ambiental-cientistas-encontram-formigas emaranhadas-em-plastico-veja-fotos/
No contexto apresentado, a expressão ‘dessa forma’ è empregada com a função de:
I. “Conseguimos um pouso suave na Lua, a Índia está na Lua”, disse Sreedhara Panicker Somanath (...).
II. “Ainda precisamos de muito mais detalhes sobre onde e quanta água existe, e saber se toda ela está congelada”, explica Akash Sinha (...)
III. O ex-presidente da Organização Indiana de Pesquisa Espacial K. Sivan disse que a viagem desta manhã será mais barata (...)
Nos excertos apresentados, ocorre discurso indireto apenas em:
O Brasil é um dos países mais desiguais do mundo, tanto na área econômica como na social, e continuará sendo enquanto a oferta da educação de qualidade permanecer desigual. Sem oportunidades iguais de acesso a um ensino de qualidade para todas as crianças e adolescentes, jamais ultrapassaremos os umbrais da mediocridade. Por isso, termos as escolas funcionando em período estendido é uma das poucas quase-unanimidades, como demonstram diversas pesquisas.
VENTURI, Jacir. Escola em tempo integral para uma educação integral. Gazeta do povo. Opinião, 31 ago. 2023. Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/escolaem-tempo-integral-para-uma-educacao-integral/. Acesso em: 6 set. 2023. [Fragmento]
No texto, observa-se o sentido conotativo em:
As redes sociais se tornam convenientes para quem produz falas discriminatórias e intolerantes porque elas conseguem interpretar o comportamento dos usuários, recomendando automaticamente conteúdos alinhados com os interesses deles. As redes criam, portanto, uma audiência para oradores de discursos de ódio que normalmente teriam pouco alcance.
Ocorre que, também por essa razão, as mesmas ações que contribuem para a propagação de um vídeo, foto ou meme, como as curtidas e compartilhamentos, colaboram para disseminar essas mensagens problemáticas. Entender isso é importante para evitarmos propagar o discurso que queremos combater.
Explico: por causa de como as plataformas funcionam, quanto mais interagirmos com a postagem problemática, maior será a audiência atingida por ela e mais perigosa esta mensagem será. Isso acontece mesmo quando compartilhamos uma manifestação de ódio como forma de denúncia ou publicamos um comentário criticando o conteúdo.
[…]
Infelizmente, mesmo com boas intenções e sem perceber, podemos acabar ajudando a disseminar posts que depreciam pessoas por sua etnia, gênero, orientação sexual ou outro marcador social. Isso é profundamente perigoso, pois quanto mais pessoas são alcançadas e têm suas opiniões formadas por discursos de ódio, mais provável se torna que algumas delas pratiquem atos concretos de discriminação e violência contra minorias sociais e grupos vulneráveis.
SALVADOR, J. P. F. Podemos alimentar o discurso de ódio sem perceber. Hoje em Dia. Opinião, 18 out. 2023. Disponível em: https://www.hojeemdia.com.br/opiniao/opiniao/podemosalimentar-o-discurso-de-odio-sem-perceber-1.984113. Acesso em: 23 out. 2023. [Fragmento]
Em seu texto, o autor argumenta que

Disponível em: https://tirasarmandinho.tumblr.com. Acesso em: 6 set. 2023.
Na construção da tirinha, foi usada linguagem

Disponível em: https://prefeitura.pbh.gov.br/noticias/bh-promove-campanha-e-acoes-de-visibilidade-no-mes-de-conscientizacao-doautismo. Acesso em: 7 set. 2023.
Tendo em vista os elementos verbais e não verbais do cartaz, infere-se que seu objetivo é
Mais de 100 pessoas foram salvas por apenas um homem durante a tragédia que atingiu o Vale do Taquari, no Rio Grande do Sul, no começo da semana passada. Com um pequeno barco, o gaúcho Sérgio Benini, morador de Roca Sales, conseguiu resgatar vários vizinhos da enchente que atingiu a cidade, uma das mais afetadas.
“Eu fiquei 23 horas em cima do rio. Nós arrancamos o telhado à mão. As pessoas subiam no segundo piso, no forro embaixo do telhado, porque estava chovendo. E lá eles só gritavam socorro, socorro, socorro”, relembrou ele ao Fantástico.
[...] Conforme a água foi ganhando força pelas ruas da cidade, começaram os pedidos por ajuda. Das janelas, moradores começaram a registrar a força da água.
PORTAL G1. Gaúcho resgatou mais de 100 pessoas de enchente com pequeno barco: ‘fiquei 23 horas em cima do rio’. Portal G1. Disponível em: https://g1.globo.com/fantastico/ noticia/2023/09/11/gaucho-resgatou-mais-de-100-pessoas-deenchente-com-pequeno-barco-fiquei-23-horas-em-cima-do-rio. ghtml. Acesso em: 11 set. 2023. [Fragmento]
As diferentes funções da linguagem atendem a propósitos específicos da comunicação. Considerando o texto, a função da linguagem a ele associada é aquela que
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.
Glamorizar o passado é se deixar enganar
Prefiro a caneta ao teclado — apesar da minha letra, que às vezes nem eu entendo —, o papel à tela, o livro físico ao digital. Não é saudosismo e muito menos uma vilanização dos avanços tecnológicos, que ao mesmo tempo são uma bênção e uma maldição. Não glamorizo o passado como sendo melhor: o melhor vive na nossa imaginação [...].
Mantenho o melhor de antes — que gravei no meu HD apertando o rec e o play — e aproveito o melhor de hoje. O que posso escolher escolho, dentro de uma lista nada coerente entre o antigo e o novo, com a vantagem de carregar comigo o passado. A nossa história é um caminho irreversível, saber viver o presente é o melhor dos mundos.
KORICH, Becky S. Glamorizar o passado é se deixar enganar.Folha de S.Paulo. Colunas, 11 set. 2023. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/becky-korich/2023/09/ glamorizar-o-passado-e-se-deixar-enganar.shtml. Acesso em: 11 set. 2023. [Fragmento]
Releia este trecho.
“Não glamorizo o passado como sendo melhor: o melhor vive na nossa imaginação [...]”.
O termo em destaque nesse fragmento indica que a autora