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Q3700292 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

“Quando falamos (ou escrevemos), tendemos a nos adequar à situação de uso da língua em que nos encontramos: se é uma situação formal, tentaremos usar uma linguagem formal; se é uma situação descontraída, uma linguagem descontraída, e assim por diante. Essa nossa tentativa de adequação se baseia naquilo que consideramos ser o grau de aceitabilidade do que estamos dizendo por parte de nosso interlocutor ou interlocutores. [...]
É totalmente inadequado, por exemplo, fazer uma palestra num congresso científico usando gírias, expressões marcadamente regionais, palavrões etc. A plateia dificilmente aceitará isso. É claro que se o objetivo do palestrante for precisamente chocar seus ouvintes, aquela linguagem será muito adequada... Não é adequado que um agrônomo se dirija a um lavrador analfabeto usando uma terminologia altamente técnica e especializada, a menos que queira não se fazer entender. Como sempre, tudo vai depender de quem diz o quê, a quem, como, quando, onde, por que e visando que efeito.”
BAGNO, Marcos. Preconceito linguístico: o que é, como se faz. 15 ed. Loyola: São Paulo, 2002. 
Com base no trecho lido, pode-se depreender que
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Tema central: Interpretação de texto – adequação linguística. A questão exige a compreensão sobre como se deve adaptar a linguagem ao contexto e ao interlocutor, conceito fundamental para o cargo de Professor de Língua Portuguesa.

Justificativa da alternativa correta (A):
A alternativa A é a única que expressa corretamente a ideia da adequação linguística, central no fragmento de Marcos Bagno. Segundo o autor, ao nos comunicarmos, buscamos o ponto de equilíbrio entre o nível de formalidade e aquilo que acreditamos ser aceito pelo interlocutor, seja na oralidade ou na escrita.
Esse entendimento está fundamentado em gramáticas como a de Cunha & Cintra e nos manuais de redação oficiais, que também defendem a adaptação da linguagem conforme a situação. O princípio da adequação recomenda escolher registros linguísticos de acordo com: lugar, interlocutor, finalidade e conteúdo.

Análise das alternativas incorretas:

B) Erro de conceito: Limita a adequação à norma-padrão. Marcos Bagno destaca que contexto e interlocutor são mais importantes do que seguir, cegamente, a variedade culta. Em diferentes situações sociais, uma forma não padrão pode ser a mais apropriada.

C) Erro de interpretação: Afirma que linguagem formal é dispensável em situações formais, o que contraria o texto e a norma-padrão, que aponta o registro formal como adequado para eventos como palestras e congressos.

D) Falsa atribuição: Bagno não afirma que o uso de linguagem técnica é sempre apropriado. Pelo contrário, exemplifica que ela pode ser inadequada, dependendo do receptor, como no caso do agrônomo diante de um lavrador analfabeto.

E) Generalização indevida: Não existe regra rígida de adequação. O texto enfatiza a flexibilidade e a avaliação constante das situações, objetivo defendido por estudiosos como Bechara e por Bagno.

Dica para provas: Fique atento a palavras generalizadoras (“sempre”, “nunca”, “sem exceção”) ou que incluem conceitos não trazidos pelo texto (como “norma-padrão” em contextos flexíveis).

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encontrar o ponto de equilíbrio entre a adequação e a aceitação é essencial ao empregar a língua nos diferentes contextos em que nos encontramos, seja de forma oral ou escrita. 

A)

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