Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q2277349 Português
Resposta global à varíola dos macacos caminha para repetir desigualdade da Covid-19


   Sem que tenhamos ainda superado o impacto da Covid-19, enfrentamos agora uma nova emergência de saúde pública, a varíola dos macacos. Ao lado dos EUA, o Brasil é o país com o maior número de mortes (11) e ocupa a segunda posição em número de casos, de acordo com o último Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde. Um fato cada vez mais evidente é que as reações ao avanço da doença parecem repetir erros que tornaram a resposta à Covid-19 desigual e injusta, deixando milhões de pessoas em países pobres sem acesso a vacinas e tratamentos.
     Nos últimos anos, surtos de varíola dos macacos já afetavam países da África, sendo República Democrática do Congo e Nigéria os mais impactados. Felizmente, há como preveni-la. É provável que vacinas já existentes para a varíola comum gerem uma proteção cruzada para outros vírus da mesma família. Portanto, há indícios de que podem ser eficazes para a varíola dos macacos, e testes de efetividade estão sendo realizados.
      No entanto, essa era uma doença negligenciada, com deficiências na capacidade de resposta nos países onde é endêmica. Ao chegar a quase 100 países não endêmicos, ela ganhou destaque, mas os locais mais afetados seguem excluídos. Isso porque a vacina hoje considerada mais eficaz, a Jynneos, tem estoques muito baixos e preço muito alto. Para complicar, toda produção é controlada por uma única empresa.
      Apesar de a empresa, a Bavarian Nordic, ser dinamarquesa, mais de 7 milhões das 10 milhões de doses fabricadas até agora pertencem aos EUA, que financiaram seu desenvolvimento. O resto foi comprado por Canadá, Austrália, Israel e países europeus. Novos lotes estão sendo produzidos, mas em quantidades limitadas.
      A Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) anunciou em setembro acordo para comprar 130 mil doses para 12 países da América Latina, incluindo o Brasil, que contratou 50 mil. No entanto, só 9.800 chegaram até o momento. O acesso a medicamentos também é um desafio. Das 11 mortes ocorridas no Brasil, ao menos 6 foram de pessoas com HIV/Aids, o que revela a necessidade de uma diretriz específica de tratamento rápido para casos graves nesta população. Um entrave é que o antiviral Tecovirimat, melhor opção até o momento, tem estoques reduzidos e a maior parte está de posse dos EUA.
      Países africanos ainda não receberam nenhuma vacina, e há muita incerteza sobre quando isso irá acontecer. A empresa declarou capacidade produtiva entre 30 e 40 milhões de doses anuais, na melhor das hipóteses, e tem dúvidas se consegue responder à demanda.
    Outra barreira é o preço. Estima-se que países ricos paguem cerca de US$ 110 por dose, e o presidente da Bavarian Nordic já disse que o preço será igual para todos.
     Como se não bastassem exemplos de outras pandemias, essa é mais uma demonstração do que ocorre quando uma tecnologia essencial de saúde é patenteada e colocada em situação de monopólio. Desigualdades são reforçadas, vacinas, diagnósticos e medicamentos se tornam bens de luxo e uma crise torna-se oportunidade de lucro.
    Mas há saídas. Cada vez mais as tecnologias de saúde são desenvolvidas com investimentos públicos. O conhecimento gerado dessa forma não pode ser controlado de forma exclusiva por uma empresa. Deve ser aberto, permitindo diversas fontes de produção.
     Além disso, investimentos planejados nas estratégias globais de resposta a pandemias precisam contemplar produtores em todas as regiões. Essa diversidade é fundamental para obter equidade no acesso a tecnologias. Regras mais efetivas de transparência para investimentos em pesquisa, formulação de preços e contratos de compra e distribuição também têm papel-chave.
      Não é absurdo conceber um mundo onde nenhum país fica para trás em uma crise de saúde, onde vacinas e outras tecnologias de saúde são tratadas como bens comuns e decisões sobre como enfrentar uma pandemia são guiadas pela solidariedade, transparência e ética. Absurdo é seguir aceitando como inevitáveis as crises de acesso a medicamentos, diagnósticos e vacinas.

(Felipe de Carvalho. Em: 16/11/2022. Disponível em: https://www.msf.org.br/noticias/resposta-global-a-variola-dos-macacos-caminha-pararepetir-desigualdade-da-covid-19/.)
Referente às relações de sentido existentes entre segmentos do texto, considere os termos destacados a seguir e indique a alternativa em que a pretensão enunciativa foi adequadamente indicada.
Alternativas
Q2277348 Português
Resposta global à varíola dos macacos caminha para repetir desigualdade da Covid-19


   Sem que tenhamos ainda superado o impacto da Covid-19, enfrentamos agora uma nova emergência de saúde pública, a varíola dos macacos. Ao lado dos EUA, o Brasil é o país com o maior número de mortes (11) e ocupa a segunda posição em número de casos, de acordo com o último Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde. Um fato cada vez mais evidente é que as reações ao avanço da doença parecem repetir erros que tornaram a resposta à Covid-19 desigual e injusta, deixando milhões de pessoas em países pobres sem acesso a vacinas e tratamentos.
     Nos últimos anos, surtos de varíola dos macacos já afetavam países da África, sendo República Democrática do Congo e Nigéria os mais impactados. Felizmente, há como preveni-la. É provável que vacinas já existentes para a varíola comum gerem uma proteção cruzada para outros vírus da mesma família. Portanto, há indícios de que podem ser eficazes para a varíola dos macacos, e testes de efetividade estão sendo realizados.
      No entanto, essa era uma doença negligenciada, com deficiências na capacidade de resposta nos países onde é endêmica. Ao chegar a quase 100 países não endêmicos, ela ganhou destaque, mas os locais mais afetados seguem excluídos. Isso porque a vacina hoje considerada mais eficaz, a Jynneos, tem estoques muito baixos e preço muito alto. Para complicar, toda produção é controlada por uma única empresa.
      Apesar de a empresa, a Bavarian Nordic, ser dinamarquesa, mais de 7 milhões das 10 milhões de doses fabricadas até agora pertencem aos EUA, que financiaram seu desenvolvimento. O resto foi comprado por Canadá, Austrália, Israel e países europeus. Novos lotes estão sendo produzidos, mas em quantidades limitadas.
      A Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) anunciou em setembro acordo para comprar 130 mil doses para 12 países da América Latina, incluindo o Brasil, que contratou 50 mil. No entanto, só 9.800 chegaram até o momento. O acesso a medicamentos também é um desafio. Das 11 mortes ocorridas no Brasil, ao menos 6 foram de pessoas com HIV/Aids, o que revela a necessidade de uma diretriz específica de tratamento rápido para casos graves nesta população. Um entrave é que o antiviral Tecovirimat, melhor opção até o momento, tem estoques reduzidos e a maior parte está de posse dos EUA.
      Países africanos ainda não receberam nenhuma vacina, e há muita incerteza sobre quando isso irá acontecer. A empresa declarou capacidade produtiva entre 30 e 40 milhões de doses anuais, na melhor das hipóteses, e tem dúvidas se consegue responder à demanda.
    Outra barreira é o preço. Estima-se que países ricos paguem cerca de US$ 110 por dose, e o presidente da Bavarian Nordic já disse que o preço será igual para todos.
     Como se não bastassem exemplos de outras pandemias, essa é mais uma demonstração do que ocorre quando uma tecnologia essencial de saúde é patenteada e colocada em situação de monopólio. Desigualdades são reforçadas, vacinas, diagnósticos e medicamentos se tornam bens de luxo e uma crise torna-se oportunidade de lucro.
    Mas há saídas. Cada vez mais as tecnologias de saúde são desenvolvidas com investimentos públicos. O conhecimento gerado dessa forma não pode ser controlado de forma exclusiva por uma empresa. Deve ser aberto, permitindo diversas fontes de produção.
     Além disso, investimentos planejados nas estratégias globais de resposta a pandemias precisam contemplar produtores em todas as regiões. Essa diversidade é fundamental para obter equidade no acesso a tecnologias. Regras mais efetivas de transparência para investimentos em pesquisa, formulação de preços e contratos de compra e distribuição também têm papel-chave.
      Não é absurdo conceber um mundo onde nenhum país fica para trás em uma crise de saúde, onde vacinas e outras tecnologias de saúde são tratadas como bens comuns e decisões sobre como enfrentar uma pandemia são guiadas pela solidariedade, transparência e ética. Absurdo é seguir aceitando como inevitáveis as crises de acesso a medicamentos, diagnósticos e vacinas.

(Felipe de Carvalho. Em: 16/11/2022. Disponível em: https://www.msf.org.br/noticias/resposta-global-a-variola-dos-macacos-caminha-pararepetir-desigualdade-da-covid-19/.)
Pode-se afirmar que, de acordo com o título do texto:
Alternativas
Q2276816 Português
O relacionamento humano no trabalho e com o trabalho deve ser baseado na ética. Entretanto, a conduta ética não deve ser entendida apenas como se comportar conforme o que lhe é permitido. Essencialmente, ela deve estar ligada às orientações internas que regem as suas ações, como por exemplo, a empatia, a motivação, a proatividade, a eficiência, o prazer na realização do cumprimento de seus ofícios.

Marque a alternativa que CONCORDA com o descrito acima sobre o relacionamento humano no ambiente de trabalho.
Alternativas
Q2276757 Português
Procrastinação: entenda essa inimiga. E livre-se dela.

Adiar tarefas importantes em prol de atividades inúteis é uma tendência universal, com raízes biológicas.
Mas quando o problema se torna crônico pode (e vai) arruinar sua carreira. Conheça as causas
da procrastinação e veja estratégias científicas para combatê-la. Só não deixe para ler depois.

    “O homem que adia o trabalho está sempre a lutar com desastres.” A frase é da obra “Os trabalhos e os dias”, do poeta grego Hesíodo, que viveu e escreveu no século 8 a.C. No texto em questão, ele aconselha o seu irmão Perses, com quem tem desavenças, sobre a questão do trabalho – alertando-o para nunca deixar as tarefas importantes para depois.
    “Não adies para amanhã nem depois de amanhã, pois não enche o celeiro o homem negligente, nem aquele que adia: a atenção faz o trabalho prosperar”, continua o poeta.
     A obra grega em questão é tão antiga quanto os trechos mais ancestrais da Bíblia, escritos na mesma época. E registra a luta da humanidade contra um demônio persistente: a procrastinação – o ato de não deixar para amanhã aquilo que pode ser feito depois de amanhã.
    Pior. Tecnologias que facilitam a vida sempre trouxeram como efeito colateral um convite ao adiamento sem fim. Em 1920, por exemplo, a escritora inglesa Virginia Woolf reclamou sobre estar perdendo tempo demais com as novidades de sua época em vez de se concentrar naquilo que realmente importava. “Planejei uma manhã de escrita tão boa, e gastei a nata do meu cérebro no telefone”, escreveu em seu diário.
      Tudo bem, Mrs. Woolf. Até este texto foi finalizado poucas horas antes do prazo derradeiro – em parte por conta da procrastinação deste que vos escreve.
     A culpa não é (só) nossa. A procrastinação é um fenômeno universal e atemporal porque tem causas biológicas, psicológicas e sociais. Embora alguns sofram mais com ela do que outros, ninguém consegue fugir totalmente da tentação de adiar tarefas.
      Na dúvida, culpe Darwin. Humanos não são muito afeitos a tarefas cuja recompensa só vem em longo prazo. “Nosso cérebro é bom em escolher o que nos traz benefício no aqui e agora”, explica Claudia Feitosa-Santana, neurocientista pela Universidade de São Paulo (USP) e autora do livro “Eu controlo como eu me sinto” (2021). “Tudo que é visto como algo que está lá no futuro, o cérebro é bom em literalmente não escolher”.
       Curtir memes no TikTok, jogar um game ou ver aquele episódio a mais de uma série na Netflix à 1h da manhã trazem doses de prazer e felicidade instantaneamente. Adiantar o relatório, estudar para a prova ou organizar o guarda-roupas são tarefas que, além de desagradáveis, seguem uma lógica de longo prazo – e podem (quase) sempre ser deixadas para depois. O lado primitivo do seu cérebro sempre vai preferir gastar energia e atenção com algo que traga resultado imediato.
       Os primatas do gênero Homo, que deram origem à nossa espécie, evoluíram por dois milhões de anos em ambiente selvagem. Nossa massa cinzenta foi forjada ali, não no relativo conforto da civilização. E segue programada para viver sob aquelas condições. Gastar energia com tarefas que só trarão algum benefício lá na frente simplesmente não é a melhor opção para um cérebro que está a todo momento tentando achar comida e fugir de predadores. O melhor mesmo é focar no agora.
      Mas claro que nosso cérebro também tem um lado 100% racional – é o córtex pré-frontal, a parte que, como o nome diz, fica bem na frente da nossa cabeça. Ele é responsável por aquilo que nos diferencia dos animais – o pensamento a longo prazo, o planejamento. O córtex pré-frontal sabe que estudar matemática, ler um pouquinho por dia e adiantar o trabalho para não deixar acumular em cima do prazo são decisões importantes.
       A procrastinação, no fim das contas, é o resultado de uma briga entre a parte primitiva do cérebro, que quer guardar sua energia para missões mais imediatistas, e a parte racional, que puxa para empreitadas desagradáveis, mas necessárias. E o resultado às vezes é um “bug” que faz a gente travar, sem saber se inicia ou não a tarefa – tudo isso enquanto sente culpa e tensão, porque seu córtex pré-frontal faz questão de te lembrar que deveria estar na ação.
      Mas, para ser justo, apontar o dedo para Darwin não é lá a melhor desculpa. É que as origens biológicas são apenas uma parte da causa – e nem são as mais relevantes. O vício de adiar até o último momento não afeta todo mundo de maneira igual. “Embora todo mundo procrastine, nem todo mundo é um procrastinador”, diz Joseph Ferrari, professor de psicologia da Universidade de Chicago (EUA).
        Uma das estratégias mais indicadas para vencer a procrastinação é tentar vencer a ideia de que as tarefas são difíceis ou desafiadoras demais. Lembra daquele conceito de que, quanto mais procrastinamos, mais a bola de neve aumenta e parece ameaçadora? Para evitar isso, quebre as obrigações em missões menores, e vá cumprindo-as uma a uma ao longo de todo o prazo. Ao vencer as primeiras etapas, as restantes vão se tornando menos e menos amedrontadoras – afinal, você percebe que consegue cumpri-las mais rápido do que pensava. 
        Nessa mesma lógica, é preciso elencar o que fazer primeiro. Gastar tempo com atividades fáceis e deixar o grosso para o final do prazo é justamente uma estratégia de procrastinação. E fazer o mais difícil primeiro serve de incentivo para matar o resto – na lógica do “o pior já passou”. Também dá para aplicar a estratégia das recompensas aqui. Para cada “etapa” da empreitada cumprida com antecedência, se dê algum benefício – uma pausa maior, um episódio da série, uma partida de seu game favorito etc. Se você estiver numa posição de liderança, considere o mesmo para toda a equipe.
        Para aquelas tarefas pequenas e simples, a dica é encaixá-las nos momentos em que a produção de outras atividades já está rolando, de modo que elas não fiquem sendo eternamente procrastinadas.
       Outra dica realista é aceitar um pouco de procrastinação. Como vimos, ela é um comportamento universal, que não será 100% evitável. Mesmo rotinas saudáveis e organizadas, com períodos de descanso e lazer bem encaixados, vão eventualmente encontrar a tentação de deixar atividades para depois do planejado inicialmente.

(Bruno Carbinatto. Disponível em: https://vocesa.abril.com.br/desenvolvimento-pessoal/procrastinacao-entenda-essa-inimiga-e-livre-se-dela/. Acesso em: 20/07/2023. Fragmento.)
No fragmento do subtítulo “Só não deixe para ler depois.”, infere-se que o autor utiliza uma linguagem mais descontraída com a finalidade de se aproximar do leitor. Assinale a afirmativa em que ocorre esse mesmo recurso. 
Alternativas
Q2276665 Português
Assinale a alternativa em que os termos destacados são sinônimos:
Alternativas
Q2276662 Português
        Durante a Primeira Guerra Mundial, os soldados diziam que amputar uma perna era morrer duas vezes: a primeira durante a operação, a segunda de febre. De fato, infecções bacterianas do coto do membro amputado eram tão frequentes que a cirurgia só era indicada em casos de gangrena, sangramento incontrolável e outras situações extremas. A descoberta da caverna Liang Tebo, em Borneo, na Indonésia, acaba de revelar que esse tipo de cirurgia já era realizado há muito mais tempo do que imaginávamos. 
        Liang Tebo é uma caverna com 160 m³, formada por três câmaras com pinturas pré-históricas nas paredes da câmara superior, que datam de 41 mil anos atrás, no Pleistoceno tardio. Em 2020, escavações no assoalho dessa caverna encontraram um cemitério a 1,5 metro de profundidade. Entre as ossadas, chamou a atenção a de um adulto deitado de costas, com as pernas flexionadas, na qual faltava o pé esquerdo. O esqueleto foi batizado de TB1.
        Acompanhada com scanning a laser, a remoção cuidadosa dos ossos mostrou que 75% deles estavam preservados, bem como todos os dentes. Os estudos das cartilagens de crescimento [...] permitiram concluir que se tratava de um espécimen de Homo sapiens, com 19 a 20 anos de idade. [...]
        Mas, o que mais chamou a atenção dos paleontólogos foram as evidências de que a amputação do pé seccionou os ossos da perna – tíbia e fíbula – com incidência oblíqua, numa linha regular, como a das incisões cirúrgicas. Por acidente, uma amputação com essas características só poderia ser provocada por lâminas metálicas de uma máquina moderna. Esmagamento por acidente ou mordida de animal deixariam fragmentos ósseos irregulares, jamais um corte oblíquo linear. [...]
        A realização de uma cirurgia dessas proporções sugere que, no Pleistoceno tardio, milhares de anos antes do advento da agricultura, numa população de caçadores-coletores que habitavam cavernas, cirurgiões já tinham adquirido conhecimentos anatômicos sobre a disposição topográfica dos músculos, ossos, artérias, veias e nervos dos membros inferiores, que lhes permitia executar uma intervenção que só se tornaria rotina 30 mil anos mais tarde.

(drauziovarella.uol.com.br/drauzio/artigos/o-cirurgia o-mais-velho-do-mundo/).  
Sobre o texto, assinale a alternativa incorreta:  
Alternativas
Q2276661 Português
        Durante a Primeira Guerra Mundial, os soldados diziam que amputar uma perna era morrer duas vezes: a primeira durante a operação, a segunda de febre. De fato, infecções bacterianas do coto do membro amputado eram tão frequentes que a cirurgia só era indicada em casos de gangrena, sangramento incontrolável e outras situações extremas. A descoberta da caverna Liang Tebo, em Borneo, na Indonésia, acaba de revelar que esse tipo de cirurgia já era realizado há muito mais tempo do que imaginávamos. 
        Liang Tebo é uma caverna com 160 m³, formada por três câmaras com pinturas pré-históricas nas paredes da câmara superior, que datam de 41 mil anos atrás, no Pleistoceno tardio. Em 2020, escavações no assoalho dessa caverna encontraram um cemitério a 1,5 metro de profundidade. Entre as ossadas, chamou a atenção a de um adulto deitado de costas, com as pernas flexionadas, na qual faltava o pé esquerdo. O esqueleto foi batizado de TB1.
        Acompanhada com scanning a laser, a remoção cuidadosa dos ossos mostrou que 75% deles estavam preservados, bem como todos os dentes. Os estudos das cartilagens de crescimento [...] permitiram concluir que se tratava de um espécimen de Homo sapiens, com 19 a 20 anos de idade. [...]
        Mas, o que mais chamou a atenção dos paleontólogos foram as evidências de que a amputação do pé seccionou os ossos da perna – tíbia e fíbula – com incidência oblíqua, numa linha regular, como a das incisões cirúrgicas. Por acidente, uma amputação com essas características só poderia ser provocada por lâminas metálicas de uma máquina moderna. Esmagamento por acidente ou mordida de animal deixariam fragmentos ósseos irregulares, jamais um corte oblíquo linear. [...]
        A realização de uma cirurgia dessas proporções sugere que, no Pleistoceno tardio, milhares de anos antes do advento da agricultura, numa população de caçadores-coletores que habitavam cavernas, cirurgiões já tinham adquirido conhecimentos anatômicos sobre a disposição topográfica dos músculos, ossos, artérias, veias e nervos dos membros inferiores, que lhes permitia executar uma intervenção que só se tornaria rotina 30 mil anos mais tarde.

(drauziovarella.uol.com.br/drauzio/artigos/o-cirurgia o-mais-velho-do-mundo/).  
Sobre o texto, assinale a alternativa correta:  
Alternativas
Q2275913 Português

O ChatGPT é um bom papo






(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/cristina-bonorino/noticia/2023/02/o-chatgpt-e-um-bom-

papo-cldx2owri001t0157ci60utf6.html – texto adaptado especialmente para esta prova). 

Com base somente no que é expresso pelo texto, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q2275912 Português

O ChatGPT é um bom papo






(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/cristina-bonorino/noticia/2023/02/o-chatgpt-e-um-bom-

papo-cldx2owri001t0157ci60utf6.html – texto adaptado especialmente para esta prova). 

Analise as assertivas abaixo sobre o texto, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) No primeiro parágrafo do texto, a autora recomenda que o leitor conheça o ChatGPT. ( ) No segundo parágrafo do texto, a autora explica o que é o ChatGPT e como funcionam programas de computação no geral. ( ) No quarto e no quinto parágrafos, a autora menciona inúmeras solicitações que fez ao ChatGPT.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: 
Alternativas
Q2275456 Português

Leia o texto 2 e responda a questão.


Texto 2

O ESTRANGEIRISMO INVADIU A LÍNGUA PORTUGUESA


Sabrina Vilarinho






Disponível em: https://mundoeducacao.uol.com.br/educacao/o-estrangeirismo-invadiu-lingua-portuguesa.htm. Acesso em: 19 de maio 2023. [Adaptado].


“Virou moda falar ‘chic, bem’, ou melhor, falar em inglês, francês e, se fosse possível de se entender, até em alemão.” (§ 3)

Em relação ao trecho acima, analise as seguintes afirmativas:

I. O termo “até” possui um sentido denotativo de inclusão.
II. A expressão “ou melhor” pode ser substituída sem prejuízo de sentido por “aliás”.
III. As aspas em “chic, bem” foram utilizadas com a intenção de retificar um raciocínio da autora.
IV. A expressão “Virou moda” evidencia exclusivamente a posição da autora em relação à incorporação das novas consoantes k, w e y no alfabeto.

Está INCORRETO o que se afirma, apenas, em:
Alternativas
Q2275455 Português

Leia o texto 2 e responda a questão.


Texto 2

O ESTRANGEIRISMO INVADIU A LÍNGUA PORTUGUESA


Sabrina Vilarinho






Disponível em: https://mundoeducacao.uol.com.br/educacao/o-estrangeirismo-invadiu-lingua-portuguesa.htm. Acesso em: 19 de maio 2023. [Adaptado].


“Mas o que são meras letrinhas coligadas ao abecedário, perto de centenas de palavras forasteiras que já coexistem com nosso bom e velho português?” (§ 2)
A palavra sublinhada, no trecho acima, tem como antônimo:
Alternativas
Q2275454 Português

Leia o texto 2 e responda a questão.


Texto 2

O ESTRANGEIRISMO INVADIU A LÍNGUA PORTUGUESA


Sabrina Vilarinho






Disponível em: https://mundoeducacao.uol.com.br/educacao/o-estrangeirismo-invadiu-lingua-portuguesa.htm. Acesso em: 19 de maio 2023. [Adaptado].


“Agora, o que não podemos deixar de analisar é: por que usamos determinada palavra se ela já existe na Língua Portuguesa? Parece desnecessário e até absurdo! Essa posição, sim, deve ser criticada e abolida.” (§ 10)
No contexto em que foram utilizadas no trecho acima, as palavras sublinhadas:
Alternativas
Q2275452 Português

Leia o texto 2 e responda a questão.


Texto 2

O ESTRANGEIRISMO INVADIU A LÍNGUA PORTUGUESA


Sabrina Vilarinho






Disponível em: https://mundoeducacao.uol.com.br/educacao/o-estrangeirismo-invadiu-lingua-portuguesa.htm. Acesso em: 19 de maio 2023. [Adaptado].


De acordo com o texto 2, é INCORRETO afirmar que alguns brasileiros têm:
Alternativas
Q2275444 Português

Leia o texto 1 e responda a questão.


Texto 1

SERVIDOR PÚBLICO DO FUTURO DEVE SE SENTIR

FELIZ E TER EMPATIA, AFIRMA PESQUISADOR



Ter espírito público é uma das características consideradas essenciais por especialistas para oferecer o melhor atendimento ao cidadão.

Tatiana Cavalcanti




Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2023/03/servidor-publico-do-futuro-trabalha-com-prazer-tem-vocacao-e-sesente-feliz-no-que-faz.shtml. Acesso em: 19 de maio 2023. [Adaptado].

Tendo em vista as ideias apresentadas no texto, assinale a alternativa em que a substituição do elemento grifado pela palavra em negrito MODIFICA o sentido do enunciado:
Alternativas
Q2275443 Português

Leia o texto 1 e responda a questão.


Texto 1

SERVIDOR PÚBLICO DO FUTURO DEVE SE SENTIR

FELIZ E TER EMPATIA, AFIRMA PESQUISADOR



Ter espírito público é uma das características consideradas essenciais por especialistas para oferecer o melhor atendimento ao cidadão.

Tatiana Cavalcanti




Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2023/03/servidor-publico-do-futuro-trabalha-com-prazer-tem-vocacao-e-sesente-feliz-no-que-faz.shtml. Acesso em: 19 de maio 2023. [Adaptado].

“ ‘[...] Não podemos falhar com as crianças. O servidor público da educação respeita as diferentes configurações familiares. Ele abraça, escuta e entende, sem julgamentos, independentemente se está há muito ou há pouco tempo no funcionalismo. Faz a diferença na vida dessas pessoas.’ ”
(§ 5) No contexto em que foi utilizado, o conteúdo informativo expresso no termo grifado acima caracteriza um processo de coesão:
Alternativas
Q2275442 Português

Leia o texto 1 e responda a questão.


Texto 1

SERVIDOR PÚBLICO DO FUTURO DEVE SE SENTIR

FELIZ E TER EMPATIA, AFIRMA PESQUISADOR



Ter espírito público é uma das características consideradas essenciais por especialistas para oferecer o melhor atendimento ao cidadão.

Tatiana Cavalcanti




Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2023/03/servidor-publico-do-futuro-trabalha-com-prazer-tem-vocacao-e-sesente-feliz-no-que-faz.shtml. Acesso em: 19 de maio 2023. [Adaptado].

“Os trabalhadores ingressam no funcionalismo por meio de concurso, que mede o conhecimento geral desses candidatos; mas estes, embora bem preparados para a prova, muitas vezes, não estão ligados ao propósito do serviço público [...].” (§ 10)
É INCORRETO afirmar que o trecho acima apresenta:
Alternativas
Q2275441 Português

Leia o texto 1 e responda a questão.


Texto 1

SERVIDOR PÚBLICO DO FUTURO DEVE SE SENTIR

FELIZ E TER EMPATIA, AFIRMA PESQUISADOR



Ter espírito público é uma das características consideradas essenciais por especialistas para oferecer o melhor atendimento ao cidadão.

Tatiana Cavalcanti




Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2023/03/servidor-publico-do-futuro-trabalha-com-prazer-tem-vocacao-e-sesente-feliz-no-que-faz.shtml. Acesso em: 19 de maio 2023. [Adaptado].

O objetivo comunicativo do texto 1 é:
Alternativas
Q2275199 Português
Texto CG2A1-II


    Estima-se que 12 bilhões de dias de trabalho são perdidos anualmente por causa da depressão e da ansiedade, custando à economia mundial quase 1 trilhão de dólares. Os dados são do relatório Diretrizes sobre Saúde Mental no Trabalho, publicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em setembro de 2022, e confirmam a necessidade de se trazer o debate ainda mais à tona. Na mesma época, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) publicou uma nota conjunta com a OMS, na qual as novas diretrizes são explicadas por meio de estratégias práticas para governos, empregadores, trabalhadores e suas organizações, nos setores públicos e privados. “De acordo com as diretrizes globais, 60% da população mundial trabalha e esse trabalho pode impactar a saúde mental tanto de forma positiva quando negativa. As diretrizes também apontam questões importantes referentes à inserção e à permanência de pessoas com problemas de saúde mental no mercado de trabalho. Além do estigma e das barreiras que essas pessoas vivenciam para ingressar no mercado de trabalho, a ausência de estruturas de suporte afeta a sustentação das atividades laborais”, explica a consultora nacional de saúde mental da OMS, Cláudia Braga.
    De acordo com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), em 2022, 209.124 mil pessoas foram afastadas do trabalho por transtornos mentais, entre depressão, distúrbios emocionais e Alzheimer, enquanto, em 2021, foram registrados 200.244 afastamentos. “Esse cenário nos mostra a importância de discutirmos essas questões e esperamos que essas diretrizes possam nortear os debates sobre as responsabilidades dos diferentes atores, de modo a mobilizarmos esforços para prevenir os impactos negativos do trabalho na saúde mental, promover e proteger a saúde mental e o bem-estar dos trabalhadores e trabalhadoras, assim como dar suporte às pessoas com problemas de saúde mental para que tenham seus direitos garantidos”, afirma a consultora da OMS.

Erika Farias. Alertas globais chamam a atenção para o papel do trabalho na saúde mental. Internet: <epsjv.fiocruz.br>(com adaptações). 

No que se refere a aspectos linguísticos do texto CG2A1-II, julgue o seguinte item.



A substituição da expressão “essas pessoas” (último período do primeiro parágrafo) por elas preservaria a coesão textual e a correção gramatical do parágrafo.

Alternativas
Q2275192 Português
Texto CG2A1-II


    Estima-se que 12 bilhões de dias de trabalho são perdidos anualmente por causa da depressão e da ansiedade, custando à economia mundial quase 1 trilhão de dólares. Os dados são do relatório Diretrizes sobre Saúde Mental no Trabalho, publicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em setembro de 2022, e confirmam a necessidade de se trazer o debate ainda mais à tona. Na mesma época, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) publicou uma nota conjunta com a OMS, na qual as novas diretrizes são explicadas por meio de estratégias práticas para governos, empregadores, trabalhadores e suas organizações, nos setores públicos e privados. “De acordo com as diretrizes globais, 60% da população mundial trabalha e esse trabalho pode impactar a saúde mental tanto de forma positiva quando negativa. As diretrizes também apontam questões importantes referentes à inserção e à permanência de pessoas com problemas de saúde mental no mercado de trabalho. Além do estigma e das barreiras que essas pessoas vivenciam para ingressar no mercado de trabalho, a ausência de estruturas de suporte afeta a sustentação das atividades laborais”, explica a consultora nacional de saúde mental da OMS, Cláudia Braga.
    De acordo com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), em 2022, 209.124 mil pessoas foram afastadas do trabalho por transtornos mentais, entre depressão, distúrbios emocionais e Alzheimer, enquanto, em 2021, foram registrados 200.244 afastamentos. “Esse cenário nos mostra a importância de discutirmos essas questões e esperamos que essas diretrizes possam nortear os debates sobre as responsabilidades dos diferentes atores, de modo a mobilizarmos esforços para prevenir os impactos negativos do trabalho na saúde mental, promover e proteger a saúde mental e o bem-estar dos trabalhadores e trabalhadoras, assim como dar suporte às pessoas com problemas de saúde mental para que tenham seus direitos garantidos”, afirma a consultora da OMS.

Erika Farias. Alertas globais chamam a atenção para o papel do trabalho na saúde mental. Internet: <epsjv.fiocruz.br>(com adaptações). 

Julgue o item que se segue, considerando as ideias e estruturas linguísticas do texto CG2A1-II. 



No segundo período do primeiro parágrafo, o vocábulo “ainda” classifica-se como advérbio e expressa circunstância de intensidade, podendo ser substituído por “muito”, sem prejuízo ao sentido e à correção gramatical do texto.

Alternativas
Q2275191 Português
Texto CG2A1-II


    Estima-se que 12 bilhões de dias de trabalho são perdidos anualmente por causa da depressão e da ansiedade, custando à economia mundial quase 1 trilhão de dólares. Os dados são do relatório Diretrizes sobre Saúde Mental no Trabalho, publicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em setembro de 2022, e confirmam a necessidade de se trazer o debate ainda mais à tona. Na mesma época, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) publicou uma nota conjunta com a OMS, na qual as novas diretrizes são explicadas por meio de estratégias práticas para governos, empregadores, trabalhadores e suas organizações, nos setores públicos e privados. “De acordo com as diretrizes globais, 60% da população mundial trabalha e esse trabalho pode impactar a saúde mental tanto de forma positiva quando negativa. As diretrizes também apontam questões importantes referentes à inserção e à permanência de pessoas com problemas de saúde mental no mercado de trabalho. Além do estigma e das barreiras que essas pessoas vivenciam para ingressar no mercado de trabalho, a ausência de estruturas de suporte afeta a sustentação das atividades laborais”, explica a consultora nacional de saúde mental da OMS, Cláudia Braga.
    De acordo com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), em 2022, 209.124 mil pessoas foram afastadas do trabalho por transtornos mentais, entre depressão, distúrbios emocionais e Alzheimer, enquanto, em 2021, foram registrados 200.244 afastamentos. “Esse cenário nos mostra a importância de discutirmos essas questões e esperamos que essas diretrizes possam nortear os debates sobre as responsabilidades dos diferentes atores, de modo a mobilizarmos esforços para prevenir os impactos negativos do trabalho na saúde mental, promover e proteger a saúde mental e o bem-estar dos trabalhadores e trabalhadoras, assim como dar suporte às pessoas com problemas de saúde mental para que tenham seus direitos garantidos”, afirma a consultora da OMS.

Erika Farias. Alertas globais chamam a atenção para o papel do trabalho na saúde mental. Internet: <epsjv.fiocruz.br>(com adaptações). 

Julgue o item que se segue, considerando as ideias e estruturas linguísticas do texto CG2A1-II. 



De acordo com o texto, os dados relativos à saúde mental no trabalho, tanto no contexto mundial quanto no nacional, evidenciam a necessidade de ampliação do debate sobre esse tema. 

Alternativas
Respostas
41941: C
41942: A
41943: D
41944: B
41945: D
41946: B
41947: B
41948: C
41949: D
41950: D
41951: A
41952: D
41953: B
41954: B
41955: D
41956: D
41957: B
41958: C
41959: C
41960: C