Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q3737217 Português

 A VIDA É COMO A DENGUE

Renato Essenfelder

Os sintomas foram se acumulando rapidamente. No intervalo de dois ou três dias, estavam todos lá: cansaço, depois cansaço extremo. Moleza, fraqueza. Inapetência. Enxaqueca em grau até então desconhecido (pode respirar mais baixo, por favor?) - e já não lembrava nem o que havia almoçado horas antes. Enjoos. Nas semanas anteriores, a dor na coluna havia me levado duas vezes ao PS Ortopédico (Primeiro foram os anti-inflamatórios, depois os analgésicos, depois as bolsas térmicas, depois acupuntura, depois RPG e então, enfim, admitamos: só Deus). Mas só quando surgiu a febre alta, repentina, instantânea, suspeitei realmente.
(...)
Fui acometido por uma certeza fria de que era dengue. A dengue daria sentido a tudo, ao cansaço, à insatisfação, à moleza, à inapetência. À vida, nestes dias. Era dengue. Preparei as malas para ir ao hospital e decretar triunfalmente: estou com dengue. Meus amigos tiveram dengue. Colegas de trabalho tiveram dengue. Matei um mosquito de listras brancas dentro do meu carro esses dias. Tenho todos os sintomas do Google, digo, da dengue, portanto é saber qual tipo e se vou sobreviver. O médico contestou. Fez-me pagar um exame particular, já que os planos de saúde já não cobrem mais testes de dengue - como se sabe, servem para todas as coisas de que não precisamos.
Paguei para ver.
Não era dengue. Fiquei desconcertado. O rosário que daria sentido aos meus sintomas - e a mais do que isso, aos meus dias - se desfazia.
Não era dengue, era a vida.
Aquela doença que me andava deprimindo, exaurindo, que na quinta-feira às sete horas da noite engolfou meu corpo na cama como um oceano de algodão - era a vida.
Era a vida, que também derruba. A vida, que não é transmitida por mosquitos, mas por mães, e da qual a gente só se lembra assim, de vez em quando, quando um mosquito inocula um falso vírus, quando uma dor trava a coluna, quando alguém próximo morre.
A vida, que, quando ignorada, volta-se contra nós de mansinho, com lábios de Monalisa, enfraquecendo pernas e pés, costas e ombros, turvando a vista e ricocheteando furiosamente nas paredes do crânio até que nos apercebamos dela. A vida, cachorro que morde a mão, cachorro cuja indignação é inexplicável até que notada.
A vida de minhas retinas tão fatigadas. A vida de acordar muito cedo, estender-se na rua até tarde, culpar- se pela pouca atenção à família, à mulher, ao cachorro, às crianças e velhos que morrem sem vida; ao corpo, ao sono, à cabeça. A vida de São Paulo, Brasil, classe média, escritor fatigado de 34 anos.
Eu não sei se fez sol ou se choveu, ontem à tarde. Não lembro o que comi no almoço. Tenho 16 relatórios para esta semana.
A vida é como a dengue. 

(Fonte: https://www.estadao.com.br/emais/renatoessenfelder/a-vida-e-como-a-dengue/ - Adaptado)

Releia atentamente o segundo parágrafo do texto, iniciando por "Fui acometido por uma certeza fria de que era dengue." A certeza mencionada pelo autor é enfatizada pelo emprego do seguinte recurso de linguagem: 
Alternativas
Q3737214 Português

 A VIDA É COMO A DENGUE

Renato Essenfelder

Os sintomas foram se acumulando rapidamente. No intervalo de dois ou três dias, estavam todos lá: cansaço, depois cansaço extremo. Moleza, fraqueza. Inapetência. Enxaqueca em grau até então desconhecido (pode respirar mais baixo, por favor?) - e já não lembrava nem o que havia almoçado horas antes. Enjoos. Nas semanas anteriores, a dor na coluna havia me levado duas vezes ao PS Ortopédico (Primeiro foram os anti-inflamatórios, depois os analgésicos, depois as bolsas térmicas, depois acupuntura, depois RPG e então, enfim, admitamos: só Deus). Mas só quando surgiu a febre alta, repentina, instantânea, suspeitei realmente.
(...)
Fui acometido por uma certeza fria de que era dengue. A dengue daria sentido a tudo, ao cansaço, à insatisfação, à moleza, à inapetência. À vida, nestes dias. Era dengue. Preparei as malas para ir ao hospital e decretar triunfalmente: estou com dengue. Meus amigos tiveram dengue. Colegas de trabalho tiveram dengue. Matei um mosquito de listras brancas dentro do meu carro esses dias. Tenho todos os sintomas do Google, digo, da dengue, portanto é saber qual tipo e se vou sobreviver. O médico contestou. Fez-me pagar um exame particular, já que os planos de saúde já não cobrem mais testes de dengue - como se sabe, servem para todas as coisas de que não precisamos.
Paguei para ver.
Não era dengue. Fiquei desconcertado. O rosário que daria sentido aos meus sintomas - e a mais do que isso, aos meus dias - se desfazia.
Não era dengue, era a vida.
Aquela doença que me andava deprimindo, exaurindo, que na quinta-feira às sete horas da noite engolfou meu corpo na cama como um oceano de algodão - era a vida.
Era a vida, que também derruba. A vida, que não é transmitida por mosquitos, mas por mães, e da qual a gente só se lembra assim, de vez em quando, quando um mosquito inocula um falso vírus, quando uma dor trava a coluna, quando alguém próximo morre.
A vida, que, quando ignorada, volta-se contra nós de mansinho, com lábios de Monalisa, enfraquecendo pernas e pés, costas e ombros, turvando a vista e ricocheteando furiosamente nas paredes do crânio até que nos apercebamos dela. A vida, cachorro que morde a mão, cachorro cuja indignação é inexplicável até que notada.
A vida de minhas retinas tão fatigadas. A vida de acordar muito cedo, estender-se na rua até tarde, culpar- se pela pouca atenção à família, à mulher, ao cachorro, às crianças e velhos que morrem sem vida; ao corpo, ao sono, à cabeça. A vida de São Paulo, Brasil, classe média, escritor fatigado de 34 anos.
Eu não sei se fez sol ou se choveu, ontem à tarde. Não lembro o que comi no almoço. Tenho 16 relatórios para esta semana.
A vida é como a dengue. 

(Fonte: https://www.estadao.com.br/emais/renatoessenfelder/a-vida-e-como-a-dengue/ - Adaptado)

"Fui acometido por uma certeza fria de que era dengue. A dengue daria sentido a tudo, ao cansaço, à insatisfação, à moleza, à inapetência"

Assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, SINÔNIMOS para as palavras destacadas no trecho acima, transcrito do texto. 
Alternativas
Q3737213 Português

 A VIDA É COMO A DENGUE

Renato Essenfelder

Os sintomas foram se acumulando rapidamente. No intervalo de dois ou três dias, estavam todos lá: cansaço, depois cansaço extremo. Moleza, fraqueza. Inapetência. Enxaqueca em grau até então desconhecido (pode respirar mais baixo, por favor?) - e já não lembrava nem o que havia almoçado horas antes. Enjoos. Nas semanas anteriores, a dor na coluna havia me levado duas vezes ao PS Ortopédico (Primeiro foram os anti-inflamatórios, depois os analgésicos, depois as bolsas térmicas, depois acupuntura, depois RPG e então, enfim, admitamos: só Deus). Mas só quando surgiu a febre alta, repentina, instantânea, suspeitei realmente.
(...)
Fui acometido por uma certeza fria de que era dengue. A dengue daria sentido a tudo, ao cansaço, à insatisfação, à moleza, à inapetência. À vida, nestes dias. Era dengue. Preparei as malas para ir ao hospital e decretar triunfalmente: estou com dengue. Meus amigos tiveram dengue. Colegas de trabalho tiveram dengue. Matei um mosquito de listras brancas dentro do meu carro esses dias. Tenho todos os sintomas do Google, digo, da dengue, portanto é saber qual tipo e se vou sobreviver. O médico contestou. Fez-me pagar um exame particular, já que os planos de saúde já não cobrem mais testes de dengue - como se sabe, servem para todas as coisas de que não precisamos.
Paguei para ver.
Não era dengue. Fiquei desconcertado. O rosário que daria sentido aos meus sintomas - e a mais do que isso, aos meus dias - se desfazia.
Não era dengue, era a vida.
Aquela doença que me andava deprimindo, exaurindo, que na quinta-feira às sete horas da noite engolfou meu corpo na cama como um oceano de algodão - era a vida.
Era a vida, que também derruba. A vida, que não é transmitida por mosquitos, mas por mães, e da qual a gente só se lembra assim, de vez em quando, quando um mosquito inocula um falso vírus, quando uma dor trava a coluna, quando alguém próximo morre.
A vida, que, quando ignorada, volta-se contra nós de mansinho, com lábios de Monalisa, enfraquecendo pernas e pés, costas e ombros, turvando a vista e ricocheteando furiosamente nas paredes do crânio até que nos apercebamos dela. A vida, cachorro que morde a mão, cachorro cuja indignação é inexplicável até que notada.
A vida de minhas retinas tão fatigadas. A vida de acordar muito cedo, estender-se na rua até tarde, culpar- se pela pouca atenção à família, à mulher, ao cachorro, às crianças e velhos que morrem sem vida; ao corpo, ao sono, à cabeça. A vida de São Paulo, Brasil, classe média, escritor fatigado de 34 anos.
Eu não sei se fez sol ou se choveu, ontem à tarde. Não lembro o que comi no almoço. Tenho 16 relatórios para esta semana.
A vida é como a dengue. 

(Fonte: https://www.estadao.com.br/emais/renatoessenfelder/a-vida-e-como-a-dengue/ - Adaptado)

Em relação ao texto acima, é CORRETO afirmar que se trata de uma 
Alternativas
Q3737122 Português
Texto

NOMOFOBIA: O QUE É, SINTOMAS E COMO EVITAR

Manuel Reis


    A nomofobia é um termo que descreve o medo de ficar sem contato com o celular, sendo uma palavra derivada da expressão inglesa "no mobile phone phobia". Este termo não é reconhecido pela comunidade médica, mas tem sido utilizado e estudado desde 2008 para descrever o comportamento de dependência e os sentimentos de angústia e ansiedade que algumas pessoas demonstram quando não têm o celular por perto.

    Normalmente a nomofobia é identificada principalmente em pré-adolescentes e adolescentes, já que são os que mais consomem esse tipo de tecnologia e permanecem mais tempo nas redes sociais.

    Por ser uma fobia, nem sempre é possível identificar a causa que leva a pessoa a sentir ansiedade por estar longe do celular, mas, em alguns casos, esses sentimentos são justificados com o medo de não conseguir saber o que está acontecendo no mundo ou de necessitar de assistência médica e não ter como pedir ajuda.

Principais sintomas

Alguns sinais que podem ajudar a identificar que se tem nomofobia incluem: 


  • Sentir ansiedade quando se fica muito tempo sem usar o celular;
  • Necessitar fazer várias pausas no trabalho para utilizar o celular;
  • Nunca desligar o celular, mesmo para dormir;
  • Acordar no meio da noite para ir ao celular;
  • Carregar frequentemente o celular para garantir que se tem sempre bateria;
  • Ficar muito chateado quando se esquece o celular em casa;
  • Verificar o telefone frequentemente para ver se tem notificações;
  • Ansiedade quando está em um ambiente sem sinal de internet;
  • Levar o carregador de telefone para todos os lugares por medo de a bateria acabar.

    Além disso, outros sintomas físicos que parecem estar associados aos sinais nomofobia são os de vício, como aumento do batimento cardíaco, sensação de transpiração excessiva, agitação e respiração rápida.

    Uma vez que a nomofobia ainda está sendo estudada e não é reconhecida como um transtorno psicológico, ainda não existe uma lista fixa de sintomas, existindo apenas vários formulários diversos que ajudam a pessoa a entender se pode ter algum nível de dependência para com o celular. (...)


Como evitar a dependência

Para tentar combater a nomofobia há algumas orientações que podem ser seguidas todos os dias:


  • Ter vários momentos durante o dia em que não se está com o celular e se dá preferência para conversas frente a frente;
  • Diminuir progressivamente o uso do celular;
  • Não utilizar o celular nos primeiros 30 minutos após acordar e nos últimos 30 minutos antes de dormir;
  • Colocar o celular para carregar numa superfície longe da cama;
  • Desligar o celular durante a noite.


    Quando já existe algum grau de dependência, pode ser necessário consultar um psicólogo para iniciar terapia, que pode incluir vários tipos de técnicas para tentar lidar com a ansiedade gerada pela falta do celular, como ioga, meditação guiada ou visualização positiva.
(Fonte: https://www.tuasaude.com/nomofobia/ - Adaptado)
Leia os quadrinhos abaixo atentamente. A seguir, assinale a afirmativa CORRETA considerando também o texto “Nomofobia: o que é, sintomas e como evitar”.
Imagem associada para resolução da questão (Fonte: http:/www.arionaurocartuns.com.br/2016/09/charge-viciocelular-intemet html)
Alternativas
Q3736579 Português

Leia o excerto da notícia publicada em https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/como-tecnologia-esta-ajudando-a-ucrania-a-resistir-ao-avancorusso/.



Como tecnologia está ajudando a Ucrânia a resistir ao avanço russo.



Imagem associada para resolução da questão



Em uma sala no leste da Ucrânia, jovens se sentam em uma longa mesa repleta de laptops, com os olhos grudados na televisão, a um braço de distância.


Eles observam figuras escuras no topo de uma colina, que parecem entrar em pânico e, então, correr. É um vídeo ao vivo de um pequeno ___________ ucraniano a vários quilômetros de distância – um dispositivo usado para auxiliar equipes de artilharia e acertar soldados russos em suas trincheiras.


A alternativa que completa corretamente a lacuna é:

Alternativas
Q3736565 Português

Leia o texto para responder à próxima questão.



“A gente pode morar numa casa mais ou menos, numa rua mais ou menos, numa cidade mais ou menos, e até ter um governo mais ou menos.


A gente pode dormir numa cama mais ou menos, comer um feijão mais ou menos, ter um transporte mais ou menos, e até ser obrigado a acreditar mais ou menos no futuro.


A gente pode olhar em volta e sentir que tudo está mais ou menos...


Tudo bem!


O que a gente não pode mesmo, nunca, de jeito nenhum...


é amar mais ou menos, sonhar mais ou menos, ser amigo mais ou menos, namorar mais ou menos, ter fé mais ou menos, e acreditar mais ou menos.


Senão a gente corre o risco de se tornar uma pessoa mais ou menos”.


(Chico Xavier).

De acordo com o texto, marque a alternativa incorreta. 
Alternativas
Q3736554 Português

Realize a leitura da notícia publicada pela CNN Brasil.



Três brasileiros entram para lista dos 200 melhores cantores da história; saiba quem:


[...]


“Mestre da sutileza cosmopolita” foi como a revista chamou um dos fundadores da Bossa Nova.


[...]


“Como uma luminosa rainha, a diva baiana, transformava em ouro tudo, o que tocava [...]”.


[...]



A revista o colocou como o Bob Dylan do Brasil, “um roqueiro revolucionário com uma forte inclinação literária”. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/tres-brasileiros-entram-para-a-lista-dos-200- melhores-cantores-da-historia-saiba-quem/ - Divulgada em: 03/01/2023.



Os nomes dos artistas da referida notícia são:

Alternativas
Q3736549 Português

Quando comunicamos com alguém, transmitimos ao nosso interlocutor uma determinada mensagem que, sob a forma de um código é levada até ele por meio de um canal, ou veículo de comunicação.


Veja, por exemplo, esta ilustração:



Oi, Daniela.


As atividades, estão quase prontas; eu as mandarei ainda hoje.


Beijos.


Pedro.



Sendo assim, relacione a Coluna I com a Coluna II e marque a alternativa devida.


Coluna I.


A- Emissor.


B- Receptor.


C- Mensagem.


D- Código.


E- Canal.



Coluna II.


1- As questões do concurso, estão quase prontas; eu as mandarei ainda hoje. Beijos.


2- Computador / internet.


3- Daniela.


4- Língua Portuguesa.


5- Pedro. 

Alternativas
Q3736548 Português

m se tratando de figuras de linguagem, relacione a Coluna I com a Coluna II e marque a alternativa devida.



Coluna I.



A- Hipérbole.


B- Eufemismo. 


C- Ironia.


D- Gradação.


E- Elipse.



Coluna II.



1- É uma forma de expressão que possibilita ao ouvinte (ou leitor) perceber, no enunciado, a intenção do falante de criticar, censurar, ou ridicularizar alguém, ou alguma coisa.


2- Consiste na omissão de uma palavra (ou expressão) que o contexto permite ao leitor/ouvinte identificar com certa facilidade.


3- É a figura por meio da qual o falante se refere a determinados fatos desagradáveis, utilizando palavras e expressões suaves e polidas, em substituição a outras, constrangedoras, dolorosas, chocantes.


4- É uma série de palavras, ou expressões, em que o sentido vai se intensificando, ou atenuando, (enfraquecendo) continuamente.


5- Consiste no exagero intencional, com a finalidade de intensificar a expressividade e, assim, impressionar o ouvinte (ou leitor).

Alternativas
Q3736540 Português

Leia o texto para responder à próxima questão.



Aonde quer que eu vá. (Paralamas do Sucesso).


Olhos fechados

Pra te encontrar

Não estou ao seu lado

Mas posso sonhar



Aonde quer que eu vá

Levo você no olhar

Aonde quer que eu vá

Aonde quer que eu vá



Não sei bem certo

Se é só ilusão

Se é você já perto

Se é intuição



Aonde quer que eu vá

Levo você no olhar

Aonde quer que eu vá

Aonde quer que eu vá



Longe daqui

Longe de tudo

Meus sonhos vão te buscar

Volta pra mim

Vem pro meu mundo

Eu sempre vou te esperar



La-ra-ra

La-ra-ra-ra



Não sei bem certo

Se é só ilusão

Se é você já perto

Se é intuição



E aonde quer que eu vá

Levo você no olhar

Aonde quer que eu vá

Aonde quer que eu vá



La-la-ra-ra

La-ra-ra

De acordo com o texto, assinale a alternativa incorreta. 
Alternativas
Q3736503 Português
No trecho "Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado de nossa miséria" de "Memórias Póstumas de Brás Cubas", de Machado de Assis, qual é a ideia principal transmitida por Brás Cubas nessa frase?
Alternativas
Q3736502 Português
Leia o excerto a seguir e responda à questão.

"De repente, teve vontade de chorar. Há quanto tempo não chorava? Tinha esquecido o que era isso, e agora, sem motivo, de repente, começavam a descer-lhe as lágrimas pelo rosto. Ela ficou sentada, pensando. 'É bom chorar de vez em quando,' pensou. 'Cansa menos do que sorrir.'"

Clarice Lispector, "A Hora da Estrela"

Com base na passagem, qual é o sentimento expresso pela personagem no momento em questão?
Alternativas
Q3736500 Português
A aleatoriedade do universo é um tema que tem intrigado filósofos e cientistas ao longo dos séculos. A ideia de que eventos aparentemente desconexos podem ser regidos por princípios universais é um conceito complexo. O filósofo Sagan argumenta que, embora possamos considerar muitos eventos como aleatórios, a verdade é que nosso entendimento atual do universo ainda não é completo o suficiente para discernir completamente a imprevisibilidade. Para ele, a complexidade e a interconexão de todas as coisas muitas vezes resultam em aparências aleatórias, mas que podem, em última análise, ser compreendidas por meio do aprofundamento da pesquisa científica.

No contexto do texto, qual é o conceito discutido pelo filósofo Sagan relacionado à aleatoriedade que ele considera ser resultado da complexidade e interconexão de todas as coisas? 
Alternativas
Q3736498 Português
Em uma sociedade cada vez mais digitalizada, a privacidade tornou-se uma preocupação central. A disseminação de informações pessoais online levanta questões sobre quem tem acesso a esses dados e como eles são usados. No entanto, é importante notar que a privacidade não é apenas uma questão de segurança de dados. Ela também se relaciona com o direito das pessoas de controlar o que é compartilhado sobre suas vidas e como elas podem manter seus segredos ou informações sensíveis protegidos.

De acordo com o texto, qual é um aspecto fundamental da privacidade na sociedade digitalizada?
Alternativas
Q3736496 Português
Naquela tarde de verão, o céu estava sereno e a brisa era suave. As folhas das árvores balançavam preguiçosamente, criando uma atmosfera de tranquilidade no parque. As crianças, entretanto, estavam cheias de energia, correndo e rindo, aproveitando o último dia das férias de verão. Aqueles momentos de diversão e alegria eram um contraste perfeito com o ambiente sereno ao seu redor.

Qual é o antônimo da palavra "sereno" no contexto do texto?
Alternativas
Q3736494 Português
Nos recônditos das profundezas oceânicas, onde a luz do sol não alcança, a vida marinha assume uma aparência surpreendente e peculiar. Nessas regiões escuras e misteriosas, encontra-se uma das criaturas mais fascinantes do reino marinho: o peixe-ogro, também conhecido como Melanocetus johnsonii.
O peixe-ogro é uma espécie adaptada à vida nas profundezas abissais, onde a pressão é esmagadora e a comida escassa. Ele possui uma estrutura mandibular extraordinária, caracterizada por uma grande boca e dentes afiados, que se assemelha à aparência de um ogro mitológico. No entanto, sua fisionomia singular serve a um propósito notável. O peixe-ogro possui uma bioluminescência especial que atrai presas na escuridão. Ele aguarda pacientemente, balançando uma isca bioluminescente na ponta de um apêndice, atraindo pequenos peixes e crustáceos que, ao se aproximarem, tornam-se suas presas.
Esse ciclo de vida peculiar destaca a incrível capacidade de adaptação das criaturas marinhas às condições extremas do ambiente abissal. Além disso, revela a diversidade surpreendente da vida na Terra, muitas vezes escondida nas profundezas inexploradas do oceano.

Com base no texto acima, qual é a principal adaptação do peixe-ogro (Melanocetus johnsonii) ao seu ambiente nas profundezas abissais?
Alternativas
Q3736493 Português
Leia o seguinte texto e responda à pergunta: Os sinônimos são palavras que possuem significados semelhantes, mas nem sempre são intercambiáveis em todas as situações. Essas palavras podem diferir em nuances, uso contextual e intensidade. A habilidade de escolher o sinônimo adequado depende do contexto da comunicação, buscando uma expressão mais precisa ou elegante.
Considere a frase: “Ela estava extremamente feliz com a notícia.” Neste contexto, qual das alternativas a seguir é o sinônimo mais apropriado para 'feliz' que mantém a mesma intensidade de emoção?
Alternativas
Q3736491 Português
Leia o texto para responder à questão.


Ostra feliz não faz pérola


    As ostras, seres macios e saborosos, têm uma habilidade notável: a capacidade de construir conchas duras para se protegerem. Em um recife marinho, vivia uma colônia de ostras que irradiava felicidade. No entanto, havia uma ostra solitária que emitia um canto triste. O motivo? Um pequeno grão de areia estava preso em sua carne, causando dor constante. Mas essa ostra sofredora não se entregou ao desespero; seu corpo sabia como se livrar da dor. Enquanto continuava a cantar sua melodia triste, ela secretamente cobria o grão de areia com camadas de uma substância lisa, brilhante e redonda. Um dia, um pescador capturou toda a colônia de ostras, incluindo a ostra sofredora. Em casa, ao saborear uma deliciosa sopa de ostras, o pescador deparou com um objeto duro em uma das ostras. Era uma pérola deslumbrante. Surpreendentemente, apenas a ostra que havia sofrido tinha produzido uma pérola. Ele a presenteou a sua esposa.

     Essa história das ostras também se aplica aos seres humanos. Nietzsche, em seu ensaio sobre o nascimento da tragédia grega, notou que os gregos abraçaram a tragédia de forma séria, sem a promessa de transformá-la em comédia no além, como os cristãos. A diferença crucial era que os gregos, assim como a ostra que cria uma pérola, transformavam a tragédia em beleza. A beleza não apagava a tragédia, mas tornava-a suportável. O sofrimento pode ser a fonte de criação da beleza, e aqueles que passam por angústias são frequentemente os artistas que produzem obras extraordinárias. Beethoven, apesar de surdo, compôs uma música celebrando a alegria. Van Gogh, Cecília Meireles, Fernando Pessoa... todos transformaram sua dor em arte.


Alves, Rubem. Ostra feliz não faz pérola. São Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2008. [Texto adaptado]. 
Com base no excerto da crônica de Rubem Alves, qual é a lição que podemos tirar da história das ostras e como ela se relaciona com a perspectiva de Nietzsche sobre a tragédia grega e a criatividade humana?
Alternativas
Q3736490 Português
Leia o texto para responder à questão.


Ostra feliz não faz pérola


    As ostras, seres macios e saborosos, têm uma habilidade notável: a capacidade de construir conchas duras para se protegerem. Em um recife marinho, vivia uma colônia de ostras que irradiava felicidade. No entanto, havia uma ostra solitária que emitia um canto triste. O motivo? Um pequeno grão de areia estava preso em sua carne, causando dor constante. Mas essa ostra sofredora não se entregou ao desespero; seu corpo sabia como se livrar da dor. Enquanto continuava a cantar sua melodia triste, ela secretamente cobria o grão de areia com camadas de uma substância lisa, brilhante e redonda. Um dia, um pescador capturou toda a colônia de ostras, incluindo a ostra sofredora. Em casa, ao saborear uma deliciosa sopa de ostras, o pescador deparou com um objeto duro em uma das ostras. Era uma pérola deslumbrante. Surpreendentemente, apenas a ostra que havia sofrido tinha produzido uma pérola. Ele a presenteou a sua esposa.

     Essa história das ostras também se aplica aos seres humanos. Nietzsche, em seu ensaio sobre o nascimento da tragédia grega, notou que os gregos abraçaram a tragédia de forma séria, sem a promessa de transformá-la em comédia no além, como os cristãos. A diferença crucial era que os gregos, assim como a ostra que cria uma pérola, transformavam a tragédia em beleza. A beleza não apagava a tragédia, mas tornava-a suportável. O sofrimento pode ser a fonte de criação da beleza, e aqueles que passam por angústias são frequentemente os artistas que produzem obras extraordinárias. Beethoven, apesar de surdo, compôs uma música celebrando a alegria. Van Gogh, Cecília Meireles, Fernando Pessoa... todos transformaram sua dor em arte.


Alves, Rubem. Ostra feliz não faz pérola. São Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2008. [Texto adaptado]. 
Dentro do excerto, uma análise compara a perspectiva dos gregos com a dos cristãos em relação à tragédia e explora como os gregos a encaravam. Com base no texto, qual é a diferença central entre a abordagem dos gregos e dos cristãos em relação à tragédia e como os gregos a enfrentavam, de acordo com Nietzsche?
Alternativas
Q3735168 Português
No tocante a elementos da obra literária, analise os itens e assinale a alternativa correta.

I- Exemplos de expressões na linguagem não literária, (ou corriqueira) e exemplos de uso da mesma expressão, porém, de acordo com alguns escritores, na linguagem literária - Linguagem não literária: [Anoitece.]; [Teus cabelos loiros brilham.]; [Aos cinquenta anos, inesperadamente, apaixonei-me de novo.]. Os mesmos exemplos na linguagem literária: [A mão da noite embrulha os horizontes.] (Alvarenga Peixoto); [Os clarins de ouro dos teus cabelos cantam na luz!] (Mário Quintana); [Na curva dos cinquenta, derrapei neste amor.] (Carlos Drummond de Andrade).
II- Outra diferença entre a linguagem literária e não literária é com relação ao tratamento do conteúdo: ao passo que, nos textos não literários (jornalísticos, científicos, históricos, etc.) as palavras servem para veicular uma série de informações, o texto literário funciona de maneira a chamar a atenção para a própria língua no sentido de explorar vários aspectos como a sonoridade, a estrutura sintática e o sentido das palavras.
III- Alguns fatores são responsáveis pelas diferenças entre linguagem oral e linguagem escrita: o contexto, a intenção do falante, do escritor, o tópico do que se diz, ou escreve.
IV- A oralidade e a escrita são duas formas de variação linguística, onde a oralidade é geralmente marcada pela linguagem coloquial (ou informal), enquanto a escrita, em grande parte, está associada à linguagem culta (ou formal).
Alternativas
Respostas
41581: B
41582: B
41583: A
41584: B
41585: C
41586: B
41587: C
41588: A
41589: C
41590: A
41591: C
41592: D
41593: D
41594: D
41595: D
41596: C
41597: D
41598: B
41599: A
41600: B