Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q2285924 Português
Texto para a questão


O GRANDE ENCONTRO DOS DESAPARECIDOS

(Crônica de Moacyr Scliar)


“Sem destino: 102,2 mil desapareceram em 6 meses.”

Folha de São Paulo, caderno C - Cotidiano, 10 jul. 1999


Uma vez ao ano os desaparecidos se reúnem. Sempre em data diferente e em local diferente: às margens de um grande rio, no meio da floresta, no alto de uma montanha. Ninguém falta. Por certos mecanismos de comunicação, do qual só os desaparecidos têm conhecimento, a notícia chega a todos e a cada um deles.

No dia aprazado lá estão. Usam máscaras, naturalmente. Alguns – precaução adicional – colocam vendas sobre os olhos: não querem ver os rostos, mesmos disfarçados, dos outros desaparecidos.

O encontro é, sobretudo, de trabalho. Para isso, os desaparecidos são divididos em comissões temáticas, que têm como objetivo responder a perguntas cruciais: é lícito desaparecer quando há uma crise na família? O desemprego é uma boa razão para o desaparecimento? Deve uma possível reaparição ser precedida de exigências ao grupo, à comunidade, ao país?

As discussões são intensas e acaloradas. Mas há também tempo para amenidades, para amável convívio, em que os desaparecidos intercambiam experiências e relatam episódios diversos, pitorescos ou não. Entre as figuras mais interessantes está a de um ancião com cerca de 90 anos, desaparecido quando bebê. Criado por feras do mato, ele preferiu, no entanto, desaparecer na civilização e assim percorreu o Brasil de sul a norte e de leste a oeste, desaparecendo em cidades, em fazendas, em feiras livres e até numa grande convenção do comércio lojista. Suas histórias, engraçadas ou trágicas, são muito apreciadas.

À medida que se aproxima o final do encontro, os desaparecidos vão ficando cada vez mais inquietos; consultam o relógio ou miram o crepúsculo. Em breve terão de desaparecer, e isso será um choque. Sentir-seão melhor depois que sumirem, depois que se dissolverem no anonimato. Mas a ânsia os acompanhará para sempre, mesmo nos momentos de maior liberdade. Dentro de cada desaparecido há um ser incógnito que faz força para aparecer. E que, em algum momento, o conseguirá.

FONTE: https://contobrasileiro.com.br/o-grande-encontro-dos-desaparecidos-cronicade-moacyr-scliar/
A coesão é elemento essencial para o desenvolvimento do texto. Sendo assim, no fragmento “E que, em algum momento, o conseguirá”, o termo em destaque, no contexto em que ocorre, recupera:
Alternativas
Q2285922 Português
Texto para a questão


O GRANDE ENCONTRO DOS DESAPARECIDOS

(Crônica de Moacyr Scliar)


“Sem destino: 102,2 mil desapareceram em 6 meses.”

Folha de São Paulo, caderno C - Cotidiano, 10 jul. 1999


Uma vez ao ano os desaparecidos se reúnem. Sempre em data diferente e em local diferente: às margens de um grande rio, no meio da floresta, no alto de uma montanha. Ninguém falta. Por certos mecanismos de comunicação, do qual só os desaparecidos têm conhecimento, a notícia chega a todos e a cada um deles.

No dia aprazado lá estão. Usam máscaras, naturalmente. Alguns – precaução adicional – colocam vendas sobre os olhos: não querem ver os rostos, mesmos disfarçados, dos outros desaparecidos.

O encontro é, sobretudo, de trabalho. Para isso, os desaparecidos são divididos em comissões temáticas, que têm como objetivo responder a perguntas cruciais: é lícito desaparecer quando há uma crise na família? O desemprego é uma boa razão para o desaparecimento? Deve uma possível reaparição ser precedida de exigências ao grupo, à comunidade, ao país?

As discussões são intensas e acaloradas. Mas há também tempo para amenidades, para amável convívio, em que os desaparecidos intercambiam experiências e relatam episódios diversos, pitorescos ou não. Entre as figuras mais interessantes está a de um ancião com cerca de 90 anos, desaparecido quando bebê. Criado por feras do mato, ele preferiu, no entanto, desaparecer na civilização e assim percorreu o Brasil de sul a norte e de leste a oeste, desaparecendo em cidades, em fazendas, em feiras livres e até numa grande convenção do comércio lojista. Suas histórias, engraçadas ou trágicas, são muito apreciadas.

À medida que se aproxima o final do encontro, os desaparecidos vão ficando cada vez mais inquietos; consultam o relógio ou miram o crepúsculo. Em breve terão de desaparecer, e isso será um choque. Sentir-seão melhor depois que sumirem, depois que se dissolverem no anonimato. Mas a ânsia os acompanhará para sempre, mesmo nos momentos de maior liberdade. Dentro de cada desaparecido há um ser incógnito que faz força para aparecer. E que, em algum momento, o conseguirá.

FONTE: https://contobrasileiro.com.br/o-grande-encontro-dos-desaparecidos-cronicade-moacyr-scliar/
Segundo o texto, o principal motivo pelo qual os desaparecidos se reúnem é: 
Alternativas
Q2285921 Português
Texto para a questão


O GRANDE ENCONTRO DOS DESAPARECIDOS

(Crônica de Moacyr Scliar)


“Sem destino: 102,2 mil desapareceram em 6 meses.”

Folha de São Paulo, caderno C - Cotidiano, 10 jul. 1999


Uma vez ao ano os desaparecidos se reúnem. Sempre em data diferente e em local diferente: às margens de um grande rio, no meio da floresta, no alto de uma montanha. Ninguém falta. Por certos mecanismos de comunicação, do qual só os desaparecidos têm conhecimento, a notícia chega a todos e a cada um deles.

No dia aprazado lá estão. Usam máscaras, naturalmente. Alguns – precaução adicional – colocam vendas sobre os olhos: não querem ver os rostos, mesmos disfarçados, dos outros desaparecidos.

O encontro é, sobretudo, de trabalho. Para isso, os desaparecidos são divididos em comissões temáticas, que têm como objetivo responder a perguntas cruciais: é lícito desaparecer quando há uma crise na família? O desemprego é uma boa razão para o desaparecimento? Deve uma possível reaparição ser precedida de exigências ao grupo, à comunidade, ao país?

As discussões são intensas e acaloradas. Mas há também tempo para amenidades, para amável convívio, em que os desaparecidos intercambiam experiências e relatam episódios diversos, pitorescos ou não. Entre as figuras mais interessantes está a de um ancião com cerca de 90 anos, desaparecido quando bebê. Criado por feras do mato, ele preferiu, no entanto, desaparecer na civilização e assim percorreu o Brasil de sul a norte e de leste a oeste, desaparecendo em cidades, em fazendas, em feiras livres e até numa grande convenção do comércio lojista. Suas histórias, engraçadas ou trágicas, são muito apreciadas.

À medida que se aproxima o final do encontro, os desaparecidos vão ficando cada vez mais inquietos; consultam o relógio ou miram o crepúsculo. Em breve terão de desaparecer, e isso será um choque. Sentir-seão melhor depois que sumirem, depois que se dissolverem no anonimato. Mas a ânsia os acompanhará para sempre, mesmo nos momentos de maior liberdade. Dentro de cada desaparecido há um ser incógnito que faz força para aparecer. E que, em algum momento, o conseguirá.

FONTE: https://contobrasileiro.com.br/o-grande-encontro-dos-desaparecidos-cronicade-moacyr-scliar/
Qual das seguintes reescrituras do fragmento "Por certos mecanismos de comunicação, do qual só os desaparecidos têm conhecimento, a notícia chega a todos e a cada um deles" mantém seu sentido original, considerando-se o contexto, e a adequação ao padrão normativo da língua portuguesa?
Alternativas
Q2285920 Português
Texto para a questão


O GRANDE ENCONTRO DOS DESAPARECIDOS

(Crônica de Moacyr Scliar)


“Sem destino: 102,2 mil desapareceram em 6 meses.”

Folha de São Paulo, caderno C - Cotidiano, 10 jul. 1999


Uma vez ao ano os desaparecidos se reúnem. Sempre em data diferente e em local diferente: às margens de um grande rio, no meio da floresta, no alto de uma montanha. Ninguém falta. Por certos mecanismos de comunicação, do qual só os desaparecidos têm conhecimento, a notícia chega a todos e a cada um deles.

No dia aprazado lá estão. Usam máscaras, naturalmente. Alguns – precaução adicional – colocam vendas sobre os olhos: não querem ver os rostos, mesmos disfarçados, dos outros desaparecidos.

O encontro é, sobretudo, de trabalho. Para isso, os desaparecidos são divididos em comissões temáticas, que têm como objetivo responder a perguntas cruciais: é lícito desaparecer quando há uma crise na família? O desemprego é uma boa razão para o desaparecimento? Deve uma possível reaparição ser precedida de exigências ao grupo, à comunidade, ao país?

As discussões são intensas e acaloradas. Mas há também tempo para amenidades, para amável convívio, em que os desaparecidos intercambiam experiências e relatam episódios diversos, pitorescos ou não. Entre as figuras mais interessantes está a de um ancião com cerca de 90 anos, desaparecido quando bebê. Criado por feras do mato, ele preferiu, no entanto, desaparecer na civilização e assim percorreu o Brasil de sul a norte e de leste a oeste, desaparecendo em cidades, em fazendas, em feiras livres e até numa grande convenção do comércio lojista. Suas histórias, engraçadas ou trágicas, são muito apreciadas.

À medida que se aproxima o final do encontro, os desaparecidos vão ficando cada vez mais inquietos; consultam o relógio ou miram o crepúsculo. Em breve terão de desaparecer, e isso será um choque. Sentir-seão melhor depois que sumirem, depois que se dissolverem no anonimato. Mas a ânsia os acompanhará para sempre, mesmo nos momentos de maior liberdade. Dentro de cada desaparecido há um ser incógnito que faz força para aparecer. E que, em algum momento, o conseguirá.

FONTE: https://contobrasileiro.com.br/o-grande-encontro-dos-desaparecidos-cronicade-moacyr-scliar/
O texto de Moacyr Scliar é desenvolvido a partir de uma notícia de jornal, citada pelo autor logo abaixo do título. Sobre essa relação, é correto afirmar que:
Alternativas
Q2285734 Português
Texto para a questão


Leia a entrevista do escritor uruguaio Eduardo Galeano (1940 – 2015) ao Programa Sangue Latino, do Canal Brasil, gravado em 2009. 


“Acho que o exercício da solidariedade, quando se pratica de verdade, no dia a dia, é também um exercício de humildade que ensina você a se reconhecer nos outros e reconhecer a grandeza escondida nas coisas pequenininhas, o que implica denunciar a falsa grandeza nas coisas grandinhas em um mundo que confunde grandeza com grandinho (...) achei uma boa definição das minhas intenções, do que eu gostaria de fazer escrevendo: ser capaz de olhar o que não se olha, mas que merece ser olhado. As pequenas, as minúsculas coisas da gente anônima, da gente que os intelectuais costumam desprezar, esse micromundo onde eu acredito que se alimenta de verdade a grandeza do universo. E ao mesmo tempo ser capaz de contemplar o universo através do buraco da fechadura, ou seja, a partir das coisas pequenas ser capaz de olhar as grandes, os grandes mistérios da vida, o mistério da dor humana, mas também o mistério da persistência humana nesta mania, às vezes inexplicável, de lutar por um mundo que seja a casa de todos e não a casa de pouquinhos e o inferno da maioria e outras coisas mais. A capacidade da beleza, a capacidade de formosura da gente mais simples, às vezes da gente mais singela que tem uma insólita capacidade de formosura que, às vezes, se manifesta em uma canção, em um grafite, em uma conversa qualquer. A que as crianças têm… o que acontece é que depois nós, adultos, ocupamos em transformá-las em nós mesmos, e aí destruímos a vida delas. Mas temos que ver o que é uma criança, não? São todas pagãs… faz pouco tempo eu sofri uma tragédia, morreu meu companheiro Morgan, meu cachorro, meu companheiro de passeio, que me acompanhava também escrevendo porque, quando eu perdia a mão, e já levava 18 horas escrevendo, com a sua perna me dizia: ‘Vamos, nos vamos. A vida não termina aqui, nos livros. Vem, vamos passear juntos’, e aí íamos os dois. E ele morreu assim que eu andava com uma música muito ruim na alma e, realmente, falando de perdas, a perda do Morgan foi muito importante para mim, me arrancou um pedaço do peito. E, bem, estava assim, muito triste e saí a caminhar aqui, pelo bairro, e era cedo, de manhãzinha. Não conseguia dormir, me vesti, fui caminhar e cruzei com uma menina muito nova, devia ter uns dois anos, não mais que dois, que vinha brincando na direção oposta e ela vinha cumprimentando a grama, a graminha, as plantinhas. ‘Bom dia, graminha!’, dizia: ‘bom dia, graminha!’. Ou seja, nessa idade somos todos pagãos e nessa idade somos todos poetas. Depois o mundo se ocupa de apequenar nossa alma. Isso que chamamos ‘crescimento’, ‘desenvolvimento’…

(...)

Considerando o contexto, os termos em destaque em “Isso que chamamos ‘crescimento’, ‘desenvolvimento…” são utilizados:
Alternativas
Q2285732 Português
Texto para a questão


Leia a entrevista do escritor uruguaio Eduardo Galeano (1940 – 2015) ao Programa Sangue Latino, do Canal Brasil, gravado em 2009. 


“Acho que o exercício da solidariedade, quando se pratica de verdade, no dia a dia, é também um exercício de humildade que ensina você a se reconhecer nos outros e reconhecer a grandeza escondida nas coisas pequenininhas, o que implica denunciar a falsa grandeza nas coisas grandinhas em um mundo que confunde grandeza com grandinho (...) achei uma boa definição das minhas intenções, do que eu gostaria de fazer escrevendo: ser capaz de olhar o que não se olha, mas que merece ser olhado. As pequenas, as minúsculas coisas da gente anônima, da gente que os intelectuais costumam desprezar, esse micromundo onde eu acredito que se alimenta de verdade a grandeza do universo. E ao mesmo tempo ser capaz de contemplar o universo através do buraco da fechadura, ou seja, a partir das coisas pequenas ser capaz de olhar as grandes, os grandes mistérios da vida, o mistério da dor humana, mas também o mistério da persistência humana nesta mania, às vezes inexplicável, de lutar por um mundo que seja a casa de todos e não a casa de pouquinhos e o inferno da maioria e outras coisas mais. A capacidade da beleza, a capacidade de formosura da gente mais simples, às vezes da gente mais singela que tem uma insólita capacidade de formosura que, às vezes, se manifesta em uma canção, em um grafite, em uma conversa qualquer. A que as crianças têm… o que acontece é que depois nós, adultos, ocupamos em transformá-las em nós mesmos, e aí destruímos a vida delas. Mas temos que ver o que é uma criança, não? São todas pagãs… faz pouco tempo eu sofri uma tragédia, morreu meu companheiro Morgan, meu cachorro, meu companheiro de passeio, que me acompanhava também escrevendo porque, quando eu perdia a mão, e já levava 18 horas escrevendo, com a sua perna me dizia: ‘Vamos, nos vamos. A vida não termina aqui, nos livros. Vem, vamos passear juntos’, e aí íamos os dois. E ele morreu assim que eu andava com uma música muito ruim na alma e, realmente, falando de perdas, a perda do Morgan foi muito importante para mim, me arrancou um pedaço do peito. E, bem, estava assim, muito triste e saí a caminhar aqui, pelo bairro, e era cedo, de manhãzinha. Não conseguia dormir, me vesti, fui caminhar e cruzei com uma menina muito nova, devia ter uns dois anos, não mais que dois, que vinha brincando na direção oposta e ela vinha cumprimentando a grama, a graminha, as plantinhas. ‘Bom dia, graminha!’, dizia: ‘bom dia, graminha!’. Ou seja, nessa idade somos todos pagãos e nessa idade somos todos poetas. Depois o mundo se ocupa de apequenar nossa alma. Isso que chamamos ‘crescimento’, ‘desenvolvimento’…

(...)

Por se tratar de uma entrevista, Eduardo Galeano deixa vários termos implícitos ao longo de sua fala, pois já foram explicitados anteriormente. A passagem “A capacidade da beleza, a capacidade de formosura da gente mais simples, às vezes da gente mais singela que tem uma insólita capacidade de formosura que, às vezes, se manifesta em uma canção, em um grafite, em uma conversa qualquer” é um exemplo desse processo. Considerando o contexto, se a reescrevêssemos explicitando o que está implícito, teríamos:
Alternativas
Q2285730 Português
Texto para a questão


Leia a entrevista do escritor uruguaio Eduardo Galeano (1940 – 2015) ao Programa Sangue Latino, do Canal Brasil, gravado em 2009. 


“Acho que o exercício da solidariedade, quando se pratica de verdade, no dia a dia, é também um exercício de humildade que ensina você a se reconhecer nos outros e reconhecer a grandeza escondida nas coisas pequenininhas, o que implica denunciar a falsa grandeza nas coisas grandinhas em um mundo que confunde grandeza com grandinho (...) achei uma boa definição das minhas intenções, do que eu gostaria de fazer escrevendo: ser capaz de olhar o que não se olha, mas que merece ser olhado. As pequenas, as minúsculas coisas da gente anônima, da gente que os intelectuais costumam desprezar, esse micromundo onde eu acredito que se alimenta de verdade a grandeza do universo. E ao mesmo tempo ser capaz de contemplar o universo através do buraco da fechadura, ou seja, a partir das coisas pequenas ser capaz de olhar as grandes, os grandes mistérios da vida, o mistério da dor humana, mas também o mistério da persistência humana nesta mania, às vezes inexplicável, de lutar por um mundo que seja a casa de todos e não a casa de pouquinhos e o inferno da maioria e outras coisas mais. A capacidade da beleza, a capacidade de formosura da gente mais simples, às vezes da gente mais singela que tem uma insólita capacidade de formosura que, às vezes, se manifesta em uma canção, em um grafite, em uma conversa qualquer. A que as crianças têm… o que acontece é que depois nós, adultos, ocupamos em transformá-las em nós mesmos, e aí destruímos a vida delas. Mas temos que ver o que é uma criança, não? São todas pagãs… faz pouco tempo eu sofri uma tragédia, morreu meu companheiro Morgan, meu cachorro, meu companheiro de passeio, que me acompanhava também escrevendo porque, quando eu perdia a mão, e já levava 18 horas escrevendo, com a sua perna me dizia: ‘Vamos, nos vamos. A vida não termina aqui, nos livros. Vem, vamos passear juntos’, e aí íamos os dois. E ele morreu assim que eu andava com uma música muito ruim na alma e, realmente, falando de perdas, a perda do Morgan foi muito importante para mim, me arrancou um pedaço do peito. E, bem, estava assim, muito triste e saí a caminhar aqui, pelo bairro, e era cedo, de manhãzinha. Não conseguia dormir, me vesti, fui caminhar e cruzei com uma menina muito nova, devia ter uns dois anos, não mais que dois, que vinha brincando na direção oposta e ela vinha cumprimentando a grama, a graminha, as plantinhas. ‘Bom dia, graminha!’, dizia: ‘bom dia, graminha!’. Ou seja, nessa idade somos todos pagãos e nessa idade somos todos poetas. Depois o mundo se ocupa de apequenar nossa alma. Isso que chamamos ‘crescimento’, ‘desenvolvimento’…

(...)

Considerando que o texto é uma entrevista, é correto afirmar que:
Alternativas
Q2285552 Português

Texto para o item.





Internet: <em.com.br> (com adaptações).

Em relação aos aspectos linguísticos do texto, julgue o item.


No segmento “também desperta dúvidas sobre os limites éticos” (linha 14), a substituição de “sobre os” por em relação aos preservaria tanto a correção gramatical do texto, quanto a coerência de suas ideias.  

Alternativas
Q2285551 Português

Texto para o item.





Internet: <em.com.br> (com adaptações).

Em relação aos aspectos linguísticos do texto, julgue o item.


A substituição da forma verbal “lidam” (linha 24) por lidem não comprometeria nem a correção gramatical nem a coerência das ideias do texto. 

Alternativas
Q2285549 Português

Texto para o item.





Internet: <em.com.br> (com adaptações).

Em relação aos aspectos linguísticos do texto, julgue o item.


A oração introduzida pelo vocábulo “pois” (linha 12) exprime uma conclusão a respeito do fato expresso anteriormente, o de que “o aperfeiçoamento conquistado pelo grupo de cientistas é indiscutível” (linhas 11 e 12).

Alternativas
Q2285548 Português

Texto para o item.





Internet: <em.com.br> (com adaptações).

Em relação aos aspectos linguísticos do texto, julgue o item.


Estariam mantidos os sentidos e a correção gramatical do texto, caso o trecho “em que se constroem essas estruturas” (linhas 8 e 9) fosse reescrito como onde são construídas essas estruturas. 

Alternativas
Q2285545 Português

Texto para o item.





Internet: <em.com.br> (com adaptações).

Em relação aos aspectos linguísticos do texto, julgue o item.


O trecho “As diretrizes da Sociedade Internacional para Pesquisa de Células‑Tronco sobre o tema afirmam que” (linhas 15 e 16) poderia ser reescrito, mantendo‑se a correção gramatical e sem prejuízo às relações de coesão textual, da seguinte forma: Segundo as diretrizes da Sociedade Internacional para Pesquisa de Células‑Tronco sobre o tema, [...].

Alternativas
Q2285541 Português

Texto para o item.





Internet: <em.com.br> (com adaptações).

A respeito dos sentidos e dos aspectos gramaticais do texto, julgue o item.


Estaria mantida a clareza das ideias expressas no último período do texto se, na linha 26, o vocábulo “sempre” fosse deslocado para imediatamente depois do vocábulo “feito”.

Alternativas
Q2285540 Português

Texto para o item.





Internet: <em.com.br> (com adaptações).

A respeito dos sentidos e dos aspectos gramaticais do texto, julgue o item.


A forma verbal “suscita” (linha 6) poderia ser substituída, sem prejuízo à coerência das ideias do texto, por motiva.

Alternativas
Q2285539 Português

Texto para o item.





Internet: <em.com.br> (com adaptações).

A respeito dos sentidos e dos aspectos gramaticais do texto, julgue o item.


Estariam mantidos os sentidos e a correção gramatical do texto, caso o segmento “se parece com as” (linha 2) fosse reescrito como assemelha‑se às.

Alternativas
Q2285538 Português

Texto para o item.





Internet: <em.com.br> (com adaptações).

A respeito dos sentidos e dos aspectos gramaticais do texto, julgue o item.


É correto inferir da leitura do texto que o fato de o estudo apresentado na reunião anual da Sociedade Internacional para Pesquisa de Células‑Tronco, em junho de 2023, nos EUA, não ter sido ainda revisado por pares invalida os resultados do experimento.

Alternativas
Q2285537 Português

Texto para o item.





Internet: <em.com.br> (com adaptações).

A respeito dos sentidos e dos aspectos gramaticais do texto, julgue o item.


De acordo com o primeiro parágrafo do texto, a estrutura criada a partir de células‑tronco, em laboratório, por cientistas do Reino Unido e dos EUA difere de um embrião natural, porque não é criada com espermatozoides e óvulos. 

Alternativas
Q2285536 Português

Texto para o item.





Internet: <em.com.br> (com adaptações).

A respeito dos sentidos e dos aspectos gramaticais do texto, julgue o item.


A criação dos modelos embrionários de que trata o texto, embora tecnicamente indiscutível, contraria as diretrizes da Sociedade Internacional para Pesquisa de Células‑Tronco.

Alternativas
Q2285535 Português

Texto para o item.





Internet: <em.com.br> (com adaptações).

A respeito dos sentidos e dos aspectos gramaticais do texto, julgue o item.


O texto informa o público leitor a respeito de um experimento científico pioneiro com modelos de embriões humanos criados a partir de células‑tronco e da questão ética que envolve pesquisas dessa natureza. 

Alternativas
Q2285308 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto IV a seguir para responder à questão.


TEXTO IV


Por conta de vira praga

Qual será o motivo de tantas pessoas passarem a usar a expressão por conta de em vez da limpíssima e castiça locução por causa de? Talvez achem por causa de muito simples, quem sabe vulgar, pouco literária. Por isso se ouvem ou leem coisas como: “Por conta desse deixa-disso, somado ao preconceito, o projeto de parceria civil está encostado há dez anos, sem perspectiva de ser votado.”; “Tudo por conta de dois moradores, que não quiseram mais a feira na rua em que moram...”; “Por conta do calor, os vidros dianteiros estavam abaixados.”

Disponível em: http://portugueseoutrascoisas.blogspot. com/2012/04/por-causa-de-ou-por-conta-de.html. Acesso em: 7 jul. 2023. [Fragmento adaptado]
De acordo com o texto IV, é correto afirmar que
Alternativas
Respostas
41521: D
41522: B
41523: C
41524: C
41525: B
41526: C
41527: A
41528: C
41529: C
41530: E
41531: E
41532: C
41533: E
41534: C
41535: C
41536: E
41537: C
41538: E
41539: C
41540: C