Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q3893018 Português

Leia o texto a seguir.



Algoritmização da vida: Implementação de IAs na

segurança pública e seus impactos



Por Ana Carolina Ferreira  



“Muda-se a tecnologia, mas o racismo estrutural presente no policiamento continua o mesmo. Vemos que o uso da Inteligência Artificial (IA), na verdade, tira a responsabilidade da polícia, porque se houve erro foi culpa do algoritmo e não de quem programou” – Paulo Cruz Terra, docente do Departamento de História da Universidade Federal Fluminense.


Disponível em: <https://www.uff.br/?q=noticias/27-09-2023/algoritmizacao-da-vida-implementacao-de-ias-na-seguranca-publica-e-seus-impactos>. Acesso em: 08 de out. de 2023.

O texto trata de racismo estrutural para abordar qual erro no uso da IAs na segurança pública?
Alternativas
Q3893010 Português

Leia o Texto 4 para responder à questão.



Meu filho, você não merece nada 



Ao conviver com os bem mais jovens, com aqueles que se tornaram adultos há pouco e com aqueles que estão tateando para virar gente grande, percebo que estamos diante da geração mais preparada – e, ao mesmo tempo, da mais despreparada. Preparada do ponto de vista das habilidades, despreparada porque não sabe lidar com frustrações. Preparada porque é capaz de usar as ferramentas da tecnologia, despreparada porque despreza o esforço. Preparada porque conhece o mundo em viagens protegidas, despreparada porque desconhece a fragilidade da matéria da vida. E por tudo isso sofre, sofre muito, porque foi ensinada a acreditar que nasceu com o patrimônio da felicidade. E não foi ensinada a criar a partir da dor. 


BRUM, Eliane. Revista Época. Disponível em:

<http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca>.Acesso em: 07 out. 2023.

Considere os recursos de coesão e de coerência textual sobre a repetição das palavras “preparada” e “despreparada”. Na organização do texto, essa repetição 
Alternativas
Q3893009 Português

Leia a tirinha a seguir.



                                               Imagem associada para resolução da questão


La Vie En Rose por Adão Iturrusgarai. Folha de São Paulo, 30/09/2013.

Disponível em: <http://adao.blog.uol.com.br/>.Acesso em: 30 out. 2023.  




Com base nos aspectos morfossintáticos, visuais e semânticos que constroem a tira, 

Alternativas
Q3893006 Português

Leia a tirinha a seguir.


                                                    Imagem associada para resolução da questão


Disponível em: <https://www.pedrocordier.com/tag/calvin-e-haroldo/>. Acesso

                                                                                                     em: 30 out. 2023.  




Na tira, a construção do efeito de ironia deve-se 

Alternativas
Q3893004 Português

Leia o Texto 2 para responder à questão.


Texto 2 


A variação linguística é uma realidade que, embora razoavelmente bem estudada pela sociolinguística, pela dialetologia e pela linguística histórica, provoca, em geral, reações sociais muito negativas. O senso comum tem escassa percepção de que a língua é um fenômeno heterogêneo que alberga grande variação e está em mudança contínua. Por isso, costuma folclorizar a variação regional, demoniza a variação social e tende a interpretar as mudanças como sinais de deterioração da língua.


O senso comum não se dá bem com a variação linguística e chega, muitas vezes, a explosões de ira e a gestos de grande violência simbólica diante de fatos de variação. Boa parte de uma educação de qualidade tem a ver precisamente com o ensino de língua – um ensino que garanta o domínio das práticas socioculturais de leitura, da escrita e da fala nos espaços públicos.


E esse domínio inclui o das variedades linguísticas historicamente identificadas como as mais próprias a essas práticas – isto é, as variedades escritas e faladas que devem ser identificadas como constitutivas da chamada norma culta. Isso pressupõe, inclusive, uma ampla discussão sobre o próprio conceito de norma culta e suas efetivas características no Brasil contemporâneo.


ZILLES, A. M; FARACO, C. A. Apresentação. In: ZILLES, A. M; FARACO, C.

  A. (org.). Pedagogia da variação linguística: língua, diversidade e ensino.  

São Paulo: Parábola, 2015. [Adaptado].

De acordo com o texto, a variação linguística
Alternativas
Q3893002 Português

Leia o Texto 1 para responder à questão.



Texto 1 



Arroz doce tradicional


Ingredientes 

1/2 litro de leite

2 xícaras de arroz branco (já lavado)

3 xícaras de açúcar

canela em pau (uso e quantidade a gosto)

1 lata de leite condensado 



Modo de preparo

Cozinhar o arroz no leite, juntamente com a canela. Mexer de tempos em tempos e, 20 minutos depois, acrescentar o açúcar, deixar mais 20 minutos e, logo em seguida, acrescentar o leite condensado e deixar mais 20 minutos. Colocar em uma travessa, levar à geladeira e servir. 



Disponível em: <https://www.facebook.com/receitasdothales>. Acesso em: 05

                             out. 2023.

Considerando o gênero textual das duas partes que compõem o texto, as sequências textuais predominantes são, respectivamente: 
Alternativas
Q3892930 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A MAIOR IRONIA PRESENCIADA POR TODOS NÓS


(1º§) Com o ensino cada vez pior - e ainda por cima sendo mais difícil conseguir uma reprovação, temos gente saindo das universidades quase sem saber coordenar pensamentos e expressá-los por escrito, ou melhor: sem saber o que pensar das coisas, desinformados e desinteressados de quase tudo.

(2º§) Fico imaginando como será em algumas décadas. A ignorância alastrando-se pelas casas, escolas, universidades, escritórios, congressos, senados... Multidões consumistas ululando nas portas e corredores de gigantescos shoppings, países inteiros saindo da obscuridade - não pela democracia, mas para participar da orgia de aquisições, e entrar na modernidade.

(3º§) Em algumas coisas sou tão pessimista: essa é uma delas. Mas acredito que os que ainda quiserem pensar, estudar, descobrir, inventar, pintar, dançar, cantar ou escrever vão viver numa espécie de ilha. Talvez em universidades tradicionais ou ultra adiantadas, ou no aconchego de bibliotecas em casa, praticamente todas de e-books ou recursos com que nem sonhamos, exigindo pouco espaço. Já existem em países adiantados intelectuais, pensadores, pesquisadores, cientistas pagos simplesmente para pensar.

(4º§) Criar, inventar, descobrir. Um deles, meu conhecido, cujo hobby é tocar piano, conseguiu, sem ter de pedir, uma sala enorme à prova de som, para tocar altas horas ou de dia, sem incomodar vizinhos.

(5º§) As atuais agitações em países do Oriente me fizeram pensar que a filosofia (os gregos) foi substituída pela religião, a religião pelas ideologias, e as ideologias, atualmente, pelo consumismo.

(6º§) Não sou contra consumir, gosto do meu celular eficiente e relativamente moderno, embora saiba que em poucas semanas, ou dias, ele estará ultrapassado. Isso não me incomoda. Não me deixa ansiosa por trocar este por outro, que em pouco tempo também deverá ser substituído, numa compulsão idiota. Não gosto é dessa compulsão idiota. Meu computador e meu notebook são atualizados e eficientes, mas não me importa que em algumas semanas estejam superados, desde que funcionem bem. Gosto de poder trocar de carro quando o outro bate biela (não sei o que é biela mas ouvi falar). Porém, nem posso nem desejo estar sempre com o último modelo, ou o mais luxuoso. Diante da miséria de meu país, acho que isso me envergonharia, como caríssimas joias e bolsas ou roupas de grife.

(7º§) Vivo uma busca de simplicidade, que ajuda bastante a viver curtindo mais e melhor as coisas boas que existem no meio do horror. Podem ser simplíssimas, como um livro interessante, um Mozart profundo, as crianças que correm no jardim de uma casinha que temos na montanha. Um casal de guaxinins fez seu ninho embaixo da varanda, nosso novo encantamento. Se a gente não consegue coisas desse tipo, a vida fica pesada demais. Corrida demais. Relógios demais, compromissos demais, bebida, comida, contas demais, e de repente a velha que chamamos Morte revira seus olhos sinistros de gato, limpa os bigodes e prepara o bote.

(8º§) E nós, onde estamos? Em casa, na cama, na loja, no bar, na praia, na multidão enlouquecida, na solidão do hospital - ou rodeados de alguns afetos essenciais? Ou sozinhos, mas apaziguados? Ou em alguma ilha, que pode ser de artistas ou pensadores dignamente valorizados, ou no minúsculo escritório, ou quarto, em casa, sentindo o contentamento de alguns momentos bons, ou simplesmente refletindo, contemplando?

(9º§) Vamos ter "aproveitado" a vida, coisa que se aconselha aos jovens desde o tempo de minhas avós - aos rapazes naturalmente, naqueles tempos de moças recatadíssimas-, vamos continuar infantilizados, ou vamos melhorar um pouco como seres humanos?

(10º§) Ou isso tudo não nos interessa nadinha (o que é mais provável)?


(Lya Luft. Professora. Palestrante. Escritora) − (Adaptado)
Analise as assertivas com V (Verdadeiro) ou F (Falso):

(__)A palavra "ironia", usada no texto, comprova o descaso pessoal da voz do texto em relação à vida que ela leva de excessiva esnobação.
(__)O uso de verbos e pronomes em primeira pessoa tanto do singular quanto do plural comprovam que a voz do texto se inclui nas ideias que apresenta para comprovar o que chama de ironia.
(__)Com o trecho: "Com o ensino cada vez pior - e ainda por cima sendo mais difícil conseguir uma reprovação", - a voz do texto desfaz a ideia de ironia apresentada a partir da frase que dá título ao texto.
(__)O trecho: "sem saber o que pensar das coisas" − sugere falta de noção, comprovada pela desinformação para construir um pensamento coerente.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q3892833 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A MAIOR IRONIA PRESENCIADA POR TODOS NÓS 


(1º§) Com o ensino cada vez pior - e ainda por cima sendo mais difícil conseguir uma reprovação, temos gente saindo das universidades quase sem saber coordenar pensamentos e expressá-los por escrito, ou melhor: sem saber o que pensar das coisas, desinformados e desinteressados de quase tudo.

(2º§) Fico imaginando como será em algumas décadas. A ignorância alastrando-se pelas casas, escolas, universidades, escritórios, congressos, senados... Multidões consumistas ululando nas portas e corredores de gigantescos shoppings, países inteiros saindo da obscuridade - não pela democracia, mas para participar da orgia de aquisições, e entrar na modernidade. 

(3º§) Em algumas coisas sou tão pessimista: essa é uma delas. Mas acredito que os que ainda quiserem pensar, estudar, descobrir, inventar, pintar, dançar, cantar ou escrever vão viver numa espécie de ilha. Talvez em universidades tradicionais ou ultra adiantadas, ou no aconchego de bibliotecas em casa, praticamente todas de e-books ou recursos com que nem sonhamos, exigindo pouco espaço. Já existem em países adiantados intelectuais, pensadores, pesquisadores, cientistas pagos simplesmente para pensar.

(4º§) Criar, inventar, descobrir. Um deles, meu conhecido, cujo hobby é tocar piano, conseguiu, sem ter de pedir, uma sala enorme à prova de som, para tocar altas horas ou de dia, sem incomodar vizinhos.

(5º§) As atuais agitações em países do Oriente me fizeram pensar que a filosofia (os gregos) foi substituída pela religião, a religião pelas ideologias, e as ideologias, atualmente, pelo consumismo.

(6º§) Não sou contra consumir, gosto do meu celular eficiente e relativamente moderno, embora saiba que em poucas semanas, ou dias, ele estará ultrapassado. Isso não me incomoda. Não me deixa ansiosa por trocar este por outro, que em pouco tempo também deverá ser substituído, numa compulsão idiota. Não gosto é dessa compulsão idiota. Meu computador e meu notebook são atualizados e eficientes, mas não me importa que em algumas semanas estejam superados, desde que funcionem bem. Gosto de poder trocar de carro quando o outro bate biela (não sei o que é biela mas ouvi falar). Porém, nem posso nem desejo estar sempre com o último modelo, ou o mais luxuoso. Diante da miséria de meu país, acho que isso me envergonharia, como caríssimas joias e bolsas ou roupas de grife.

(7º§) Vivo uma busca de simplicidade, que ajuda bastante a viver curtindo mais e melhor as coisas boas que existem no meio do horror. Podem ser simplíssimas, como um livro interessante, um Mozart profundo, as crianças que correm no jardim de uma casinha que temos na montanha. Um casal de guaxinins fez seu ninho embaixo da varanda, nosso novo encantamento. Se a gente não consegue coisas desse tipo, a vida fica pesada demais. Corrida demais. Relógios demais, compromissos demais, bebida, comida, contas demais, e de repente a velha que chamamos Morte revira seus olhos sinistros de gato, limpa os bigodes e prepara o bote.

(8º§) E nós, onde estamos? Em casa, na cama, na loja, no bar, na praia, na multidão enlouquecida, na solidão do hospital - ou rodeados de alguns afetos essenciais? Ou sozinhos, mas apaziguados? Ou em alguma ilha, que pode ser de artistas ou pensadores dignamente valorizados, ou no minúsculo escritório, ou quarto, em casa, sentindo o contentamento de alguns momentos bons, ou simplesmente refletindo, contemplando?

(9º§) Vamos ter "aproveitado" a vida, coisa que se aconselha aos jovens desde o tempo de minhas avós - aos rapazes naturalmente, naqueles tempos de moças recatadíssimas-, vamos continuar infantilizados, ou vamos melhorar um pouco como seres humanos?

(10º§) Ou isso tudo não nos interessa nadinha (o que é mais provável)?


(Lya Luft. Professora. Palestrante. Escritora) − (Adaptado)
Analise as assertivas com V (Verdadeiro) ou F (Falso):

(__)A palavra "ironia", usada no texto, comprova o descaso pessoal da voz do texto em relação à vida que ela leva de excessiva esnobação.
(__)O uso de verbos e pronomes em primeira pessoa tanto do singular quanto do plural comprovam que a voz do texto se inclui nas ideias que apresenta para comprovar o que chama de ironia.
(__)Com o trecho: "Com o ensino cada vez pior - e ainda por cima sendo mais difícil conseguir uma reprovação", - a voz do texto desfaz a ideia de ironia apresentada a partir da frase que dá título ao texto.
(__)O trecho: "sem saber o que pensar das coisas" − sugere falta de noção, comprovada pela desinformação para construir um pensamento coerente.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q3892783 Português
À MARGEM DE UM SONHO

(1º§) Lá se vai uma estória.

(2º§) Menino, magricelo e desdentado, reclamava da encurvada chatice em volta. Ninguém o ouvia, por estarem ocupados com a mesmice de sempre: juros bancários exorbitantes, dívidas vergonhosas, empréstimos. Lengalengas de barbas espessas – geração em geração. Velhacas!

(3º§) Apareceu um sujeitinho de meia idade, simpático, a oferecer uma viagem e tanto: ao reino unido do Sonho. Pedia segredo absoluto, bagagem só de mão, muita delicadeza. Os daqui seriam avisados a não se preocuparem com nada, esperança trotava manso. De trem o percurso, um alerta de vez em quando, céus e céus. Alegria. Marota a moçoila – mãos dadas com o sujeitinho ainda de meia idade.

(4º§) Largada a partida de manhã, névoa negra a esconder o trem das delícias – ao todo eram seis os viajantes. Paisagens, alaranjadas rubras rosáceas, desenhando vales e montanhas comoventes, natureza íntima. 
Menino, confortavelzinho, se perguntava o porquê da escolha, mal acreditando no que escolhera. Atribui às repetidas orações, rezas repletas de fé, a todos os santos. Todinhos. Não queria a ralha descontente de alguém.

(5º§) Com tamanhas interrogações adormeceu o menino, sonhando com o raro voo dos anjos rumo ao irreverente lago dos santos. Assustouse lago? Irreverente? Anjos? Novas e milhares de incertezas povoaram-lhe a cabeçola, crescia e crescia de tamanho, ocupando, gratuito, o assento inteiro da locomotiva. Menino, (lhe eram oferecidas revistas aos montes, para que nada escapasse aos tediosos olhos.)

(6º§) No caudaloso lago, surge uma neguinha, ares de donzela, a lançar o seminu corpo num canto enfeitiçado pelos santos. Quem diria, “o pecado não mora ao lado”, nem debaixo da mesa, tampouco na lousa mágica. Menino – exausto com inúmeras magias, oxalá um tediozinho, saudades.

(7º§) E o senhor de meia idade? Sumira? Sonhara com as revistas ou não?

(8º§) Canto do lago guardava um mistério e um tesouro – cisnes brincalhões a trancafiar as esguias neguinhas de caracóis trançados. Bonitíssimos. Menino louco de vontade em possuí-las, embora não mais o peito franzino, por um viés homem. Chaves só com os santos, infinitos em número, com qual deles? Realidade maldita? Mais vale um feitiço na alma do que dois dedos de prosa. Perderam-se os anéis.

(9º§) Menino jurou ao primeiro santo da pecaminosa fila, um majestoso anel de jade, extraído da terra. Imaginava e acontecia. Modelando com farta paixão a cobiça. Nos sonhos as ideias ganham, ternas e ferrenhas.

(10º§) Apesar das profundas olheiras, menino insistia na viagem lá atrás, desconhecendo, talvez, a estrada de volta. Ou não. O primeiro santo acenou um suplício: numa linguagem oblíqua, requisitava simples perdão. Foi-se uma estória...

(AMBRÓSIO, Ana Lia Vianna. Escritora. Jornal A Tarde Salvador. Bahia) – (Adaptado)
Sobre a composição estrutural do texto, marque a alternativa incorreta
Alternativas
Q3892620 Português
A maçã


No outro dia eu estava traindo o meu médico com um apfelstrudel quando comecei a pensar seriamente na maçã. Na importância da maçã na história do mundo e nos seus significados para a humanidade, nunca muito bem explicados. Dois-pontos. A Bíblia não especifica qual era o fruto proibido que Adão e Eva comeram naquele dia fatídico em que, desobedecendo a Deus, perdemos o Paraíso e em troca ganhamos a mortalidade, o sexo e a indústria do vestuário. Pensando bem, a única fruta que era certo que havia no Paraíso era o figo, pois foi com folhas de figueira que cobriram a nossa protonudez. Só muito mais tarde convencionou-se que, para provocar tanto estrago de uma vez só, a fruta proibida do Paraíso tinha que ser uma maçã. Como a maçã não tem propriedades afrodisíacas nem, que se saiba, estimula a inteligência ou o desrespeito à autoridade, conclui-se que sua reputação se deve à sua aparência, ao seu rubor lustroso e à rigidez das suas formas, que de algum modo simbolizam rebeldia e luxúria. A maçã é um triunfo da sugestão sobre a verdade. Existem frutas muito mais lúbricas, como o próprio figo e a escandalosa romã, enquanto a maçã é recomendada para crianças e convalescentes (no erótico “Cãntico dos cãnticos” ela só entra como terapia: “Confortai-me com maçãs, pois desfaleço de amor”), e mesmo assim a sua fama de provocadora persiste. Também não se sabe ao certo que fruta caiu na cabeça de Newton para que ele descobrisse a gravidade, mas na história ficou que era uma maçã. A maçã parece que está sempre querendo nos dizer alguma coisa. E, no meu caso pessoal, continua induzindo à desobediência e ao pecado. A fruta não me seduz, mas não resisto a nenhum doce feito com maçã, que é a maçã com ainda mais culpa. Não tem sido fácil conciliar a necessidade da dieta e do combate ao colesterol com a minha busca do apfelstrudel perfeito. Mas todos temos uma missão a cumprir neste mundo.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.
Considere o excerto: “Existem frutas muito mais lúbricas, como o próprio figo e a escandalosa romã, enquanto a maçã é recomendada para crianças e convalescentes”. Neste contexto, a conjunção ‘enquanto’ è responsável por estabelecer uma relação de proporcionalidade com a oração anterior, já que:
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Q3892619 Português
A maçã


No outro dia eu estava traindo o meu médico com um apfelstrudel quando comecei a pensar seriamente na maçã. Na importância da maçã na história do mundo e nos seus significados para a humanidade, nunca muito bem explicados. Dois-pontos. A Bíblia não especifica qual era o fruto proibido que Adão e Eva comeram naquele dia fatídico em que, desobedecendo a Deus, perdemos o Paraíso e em troca ganhamos a mortalidade, o sexo e a indústria do vestuário. Pensando bem, a única fruta que era certo que havia no Paraíso era o figo, pois foi com folhas de figueira que cobriram a nossa protonudez. Só muito mais tarde convencionou-se que, para provocar tanto estrago de uma vez só, a fruta proibida do Paraíso tinha que ser uma maçã. Como a maçã não tem propriedades afrodisíacas nem, que se saiba, estimula a inteligência ou o desrespeito à autoridade, conclui-se que sua reputação se deve à sua aparência, ao seu rubor lustroso e à rigidez das suas formas, que de algum modo simbolizam rebeldia e luxúria. A maçã é um triunfo da sugestão sobre a verdade. Existem frutas muito mais lúbricas, como o próprio figo e a escandalosa romã, enquanto a maçã é recomendada para crianças e convalescentes (no erótico “Cãntico dos cãnticos” ela só entra como terapia: “Confortai-me com maçãs, pois desfaleço de amor”), e mesmo assim a sua fama de provocadora persiste. Também não se sabe ao certo que fruta caiu na cabeça de Newton para que ele descobrisse a gravidade, mas na história ficou que era uma maçã. A maçã parece que está sempre querendo nos dizer alguma coisa. E, no meu caso pessoal, continua induzindo à desobediência e ao pecado. A fruta não me seduz, mas não resisto a nenhum doce feito com maçã, que é a maçã com ainda mais culpa. Não tem sido fácil conciliar a necessidade da dieta e do combate ao colesterol com a minha busca do apfelstrudel perfeito. Mas todos temos uma missão a cumprir neste mundo.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.
A palavra ‘lúbrica’, no excerto “Existem frutas muito mais lúbricas”, è empregada com sentido conotativo, e é sinônimo de:
Alternativas
Q3892618 Português
A maçã


No outro dia eu estava traindo o meu médico com um apfelstrudel quando comecei a pensar seriamente na maçã. Na importância da maçã na história do mundo e nos seus significados para a humanidade, nunca muito bem explicados. Dois-pontos. A Bíblia não especifica qual era o fruto proibido que Adão e Eva comeram naquele dia fatídico em que, desobedecendo a Deus, perdemos o Paraíso e em troca ganhamos a mortalidade, o sexo e a indústria do vestuário. Pensando bem, a única fruta que era certo que havia no Paraíso era o figo, pois foi com folhas de figueira que cobriram a nossa protonudez. Só muito mais tarde convencionou-se que, para provocar tanto estrago de uma vez só, a fruta proibida do Paraíso tinha que ser uma maçã. Como a maçã não tem propriedades afrodisíacas nem, que se saiba, estimula a inteligência ou o desrespeito à autoridade, conclui-se que sua reputação se deve à sua aparência, ao seu rubor lustroso e à rigidez das suas formas, que de algum modo simbolizam rebeldia e luxúria. A maçã é um triunfo da sugestão sobre a verdade. Existem frutas muito mais lúbricas, como o próprio figo e a escandalosa romã, enquanto a maçã é recomendada para crianças e convalescentes (no erótico “Cãntico dos cãnticos” ela só entra como terapia: “Confortai-me com maçãs, pois desfaleço de amor”), e mesmo assim a sua fama de provocadora persiste. Também não se sabe ao certo que fruta caiu na cabeça de Newton para que ele descobrisse a gravidade, mas na história ficou que era uma maçã. A maçã parece que está sempre querendo nos dizer alguma coisa. E, no meu caso pessoal, continua induzindo à desobediência e ao pecado. A fruta não me seduz, mas não resisto a nenhum doce feito com maçã, que é a maçã com ainda mais culpa. Não tem sido fácil conciliar a necessidade da dieta e do combate ao colesterol com a minha busca do apfelstrudel perfeito. Mas todos temos uma missão a cumprir neste mundo.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.
Ao mencionar que ‘A maçã è um triunfo da sugestão sobre a verdade’, o autor se refere:
Alternativas
Q3892617 Português
A maçã


No outro dia eu estava traindo o meu médico com um apfelstrudel quando comecei a pensar seriamente na maçã. Na importância da maçã na história do mundo e nos seus significados para a humanidade, nunca muito bem explicados. Dois-pontos. A Bíblia não especifica qual era o fruto proibido que Adão e Eva comeram naquele dia fatídico em que, desobedecendo a Deus, perdemos o Paraíso e em troca ganhamos a mortalidade, o sexo e a indústria do vestuário. Pensando bem, a única fruta que era certo que havia no Paraíso era o figo, pois foi com folhas de figueira que cobriram a nossa protonudez. Só muito mais tarde convencionou-se que, para provocar tanto estrago de uma vez só, a fruta proibida do Paraíso tinha que ser uma maçã. Como a maçã não tem propriedades afrodisíacas nem, que se saiba, estimula a inteligência ou o desrespeito à autoridade, conclui-se que sua reputação se deve à sua aparência, ao seu rubor lustroso e à rigidez das suas formas, que de algum modo simbolizam rebeldia e luxúria. A maçã é um triunfo da sugestão sobre a verdade. Existem frutas muito mais lúbricas, como o próprio figo e a escandalosa romã, enquanto a maçã é recomendada para crianças e convalescentes (no erótico “Cãntico dos cãnticos” ela só entra como terapia: “Confortai-me com maçãs, pois desfaleço de amor”), e mesmo assim a sua fama de provocadora persiste. Também não se sabe ao certo que fruta caiu na cabeça de Newton para que ele descobrisse a gravidade, mas na história ficou que era uma maçã. A maçã parece que está sempre querendo nos dizer alguma coisa. E, no meu caso pessoal, continua induzindo à desobediência e ao pecado. A fruta não me seduz, mas não resisto a nenhum doce feito com maçã, que é a maçã com ainda mais culpa. Não tem sido fácil conciliar a necessidade da dieta e do combate ao colesterol com a minha busca do apfelstrudel perfeito. Mas todos temos uma missão a cumprir neste mundo.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.
O autor faz referência à história bíblica no excerto “continua induzindo â desobediência e ao pecado” porque:
Alternativas
Q3892571 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

 

O AVANÇO DA TECNOLOGIA E AS TRANSFORMAÇÕES NA SOCIEDADE

 

(1º§) Mudar é preciso, sendo imprescindível estarmos preparados para lidar com a velocidade em que ocorrem as transformações na sociedade. É algo surpreendente e sem precedentes o quanto mudamos na forma de comunicar, relacionar, produzir, consumir e se informar. Podemos perceber isso no mundo do trabalho, no consumo e nos hábitos da população, como exemplo pedir uma refeição, um transporte, fazer uma compra, uma transferência bancária e realizar uma reunião pelo celular.


(2º§) Estamos conectados 24 horas por cada dia e podemos acompanhar em tempo real tudo que ocorre do outro lado do mundo. A tecnologia e a inovação são dois itens que proporcionam evolução e revolução. Quem não acompanhar esse ritmo de transformação ficará desatualizado e fora do contexto social.


(3º§) Há um tempo, falava-se em globalização, que era a quebra de barreiras entre países. Chegamos à era digital, em que suas informações transitam em velocidade instantânea e há comunicação direta entre as pessoas, sem limites de tempo e espaço, estamos falando da quarta revolução industrial e na indústria.


(4º§) Por muito tempo temia-se o avanço tecnológico e não tínhamos a noção de aonde chegaríamos. Falava-se em substituir o homem pela máquina, mas o que podemos perceber é que houve uma integração entre eles.


(5º§) O maior patrimônio das empresas é seu capital intelectual e de seus colaboradores. O ser humano, principalmente dotado de conhecimento, será sempre necessário na concepção de produtos, serviços e na interface com a máquina.


(5º§) Além de lutar pela sobrevivência em mercado acirrado e de elevados custos, as empresas precisam intensificar essa cultura de inovação para se tornarem competitivas. O grande diferencial é criar meios inteligentes de gerar informações, integrar sistemas e oferecer soluções. São necessárias políticas de incentivo à pesquisa e à ciência.


(6º§) Essa é uma realidade em vários países, que, ao longo dos anos, têm investido em avanços tecnológicos e na inovação, como: Alemanha, Estados Unidos, Japão, Coreia. São nações que valorizam e têm orgulho de suas empresas.


(7º§) É importante entender que a tecnologia avança com muita rapidez. Não temos noção de aonde chegaremos com o avanço da tecnologia, mas precisamos estar preparados.

 

(O avanço da tecnologia e as transformações na sociedade - Agência de Notícias da Indústria (portaldaindustria.com.br)) − (Adaptado) - (Disponível 10.11.2023).

Marque a alternativa com o trecho escrito com um pronome que remete o leitor à ideia de ambiguidade. 
Alternativas
Q3892483 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Vespa invasora ameaça abelhas



Uma invasão de vespas asiáticas ameaça prejudicar as populações de abelhas no Reino Unido, pois os insetos se alimentam de abelhas e vespas nativas, prejudicando a biodiversidade. O alerta surge no momento em que cientistas renomados divulgam um relatório global sobre as ameaças causadas por espécies invasoras, também chamadas de espécies exóticas. Estudos mostram que os invasores têm influência em 60% das extinções de animais e plantas do planeta.


Espécies exóticas são seres vivos transportados pelos humanos a lugares onde não estariam naturalmente. Exemplos vão desde a Uva do Japão até fungos que matam árvores. Eles são um dos cinco principais impulsionadores da perda de biodiversidade e prevê-se que o problema se agrave.


A vespa asiática é um exemplo de espécie exótica em risco de ganhar uma posição permanente no Reino Unido. Em Folkestone, um dos focos de ocorrência de vespas asiáticas, o apicultor Simon contabiliza os custos para suas abelhas. Ele diz que os predadores que comem abelhas causam devastação, com dez das suas dezessete colmeias perdidas rapidamente. "Esses insetos se estabelecerão aqui e predarão todos os outros, especialmente as abelhas, sua fonte natural de alimento", alerta. "Eles acabarão destruindo ou complicando a apicultura para todos, reduzindo a biodiversidade na área de toda a Inglaterra."


Quando visitamos seu apiário, vimos várias vespas asiáticas capturadas naquele dia. O Departamento do Meio Ambiente afirma que a vespa asiática não representa maior risco para a saúde humana do que outras vespas, mas causa danos às colônias de abelhas que produzem mel e outros insetos benéficos. A população britânica foi aconselhada a se manter atenta e relatar imediatamente caso uma vespa seja vista.


É importante tomar cuidado para não se aproximar ou perturbar o ninho. "Ao garantir o alerta sobre possíveis casos o mais cedo possível, podemos tomar medidas rápidas e eficazes para acabar com a ameaça representada pelas vespas asiáticas", disse Nicola Spence, chefe do Departamento do Meio Ambiente e responsável pela saúde das abelhas.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/c061pgrk3rko. Adaptado.

As vespas invasoras têm causado estragos na Europa continental e ameaçam infestar o Reino Unido, com ninhos encontrados em vários locais.



Assinale a opção correta de acordo com o texto base. 

Alternativas
Q3888563 Português
Os parlamentares americanos ovacionaram Zelensky durante o discurso (em 21.12.22), quando ele afirmou que a ajuda que os EUA vêm fornecendo não é “caridade”, mas um investimento na segurança global.

(BBC News. Disponível em https://bityli.com/Y5g4U. Acesso em 23.12.2022. Adaptado)

Zelensky, presidente ucraniano,
Alternativas
Q3888550 Português
Leia o texto para responder à questão.


Falta de educação não é crime


    Além de um diploma que nunca me animei a desenrolar – disso não posso ser acusado −, guardei poucas lembranças de um curso de Direito feito há muitos anos. Quase sempre um latinório (rebus sic stantibus, pacta sunt servanda, sublata causa) que por algum motivo sobe às vezes à superfície, como fragmentos de um avião caído no oceano, uma poltrona aqui, ali uma bandeja de comida. Há uma frase, porém, que grudou em mim com a persistência da mais indelével das tatuagens.

    O autor é um falecido professor de Direito Penal que costumava nos propor umas histórias de malfeitos, para que identificássemos o crime e calculássemos a pena. Havia quem só faltasse prescrever a cadeira elétrica, no afã de agradar ao homem, cujo autoritarismo era, como certas fraturas, exposto. Além de amalucado, seja dito: mandava imprimir seus livros com sua própria letra, que era redonda, meio infantil.

    Naquele exercício de identificar crimes e calcular penas, o professor nos surpreendeu com uma história bombástica, e, por mais que pelejássemos, não conseguimos encaixá-la na lei. Tratava-se de uma pegadinha: o suposto criminoso (que eu já ia condenando a uns quinze anos de cadeia) podia ser acusado, no máximo, de grosseria − e foi então que o professor tatuou a frase na minha memória:

    − Falta de educação não é crime!

    Seis palavras que, para mal de meus pecados, o convívio com o semelhante faz regurgitarem várias vezes ao dia. Hoje mesmo, no estacionamento da padaria, foi aquele sujeito que ocupou duas vagas com o seu carrão, sem deixar espaço para mais ninguém. Falta de educação não é crime!, perorou lá do fundo dos tempos o finado professor. É uma pena que não seja.


(WERNECK, Humberto. O espalhador de passarinhos & outras crônicas. Sabará: Editora Dubolsinho. 2010. Fragmento adaptado)
Segundo o texto, é correto afirmar que, em relação à faculdade de Direito, o autor
Alternativas
Q3888549 Português
Leia o texto para responder à questão.


Falta de educação não é crime


    Além de um diploma que nunca me animei a desenrolar – disso não posso ser acusado −, guardei poucas lembranças de um curso de Direito feito há muitos anos. Quase sempre um latinório (rebus sic stantibus, pacta sunt servanda, sublata causa) que por algum motivo sobe às vezes à superfície, como fragmentos de um avião caído no oceano, uma poltrona aqui, ali uma bandeja de comida. Há uma frase, porém, que grudou em mim com a persistência da mais indelével das tatuagens.

    O autor é um falecido professor de Direito Penal que costumava nos propor umas histórias de malfeitos, para que identificássemos o crime e calculássemos a pena. Havia quem só faltasse prescrever a cadeira elétrica, no afã de agradar ao homem, cujo autoritarismo era, como certas fraturas, exposto. Além de amalucado, seja dito: mandava imprimir seus livros com sua própria letra, que era redonda, meio infantil.

    Naquele exercício de identificar crimes e calcular penas, o professor nos surpreendeu com uma história bombástica, e, por mais que pelejássemos, não conseguimos encaixá-la na lei. Tratava-se de uma pegadinha: o suposto criminoso (que eu já ia condenando a uns quinze anos de cadeia) podia ser acusado, no máximo, de grosseria − e foi então que o professor tatuou a frase na minha memória:

    − Falta de educação não é crime!

    Seis palavras que, para mal de meus pecados, o convívio com o semelhante faz regurgitarem várias vezes ao dia. Hoje mesmo, no estacionamento da padaria, foi aquele sujeito que ocupou duas vagas com o seu carrão, sem deixar espaço para mais ninguém. Falta de educação não é crime!, perorou lá do fundo dos tempos o finado professor. É uma pena que não seja.


(WERNECK, Humberto. O espalhador de passarinhos & outras crônicas. Sabará: Editora Dubolsinho. 2010. Fragmento adaptado)
De acordo com o texto, é correto afirmar que o autor frequentemente se lembra da frase − Falta de educação não é crime! – porque ela
Alternativas
Q3888546 Português
Leia o texto para responder à questão.


    Leonardo Da Vinci aprendeu sobretudo a partir de um tipo de investigação e observação “com a mão na massa”. Ele se voltou para o estudo da anatomia e até mesmo para a prática da dissecção a fim de representar corpos de humanos e de cavalos com precisão, mas seguiu investigando por pura curiosidade. Já se disse que a anatomia foi o campo em que ele fez as descobertas mais abrangentes. Leonardo parece ter sido o primeiro a estudar o desenvolvimento da arteriosclerose e também desvendou a função da válvula aórtica no coração. De maneira similar, começou a estudar óptica para aprimorar sua arte, mas depois descobriu, por exemplo, que a pupila do olho se dilata e se contrai segundo a luminosidade ou a escuridão dos objetos à vista.

    Leonardo também era entusiasta da geometria e estudou campos que hoje conhecemos por mecânica, hidráulica, química, botânica, zoologia, geologia e cartografia. Ironicamente, agora são necessários muitos especialistas para avaliar as realizações de Leonardo em todas essas disciplinas.

    Ele era fascinado pelo movimento da água, o qual observava, por exemplo, jogando nela grãos e corantes. Leonardo também fez experimentos químicos com tinta e preparação de superfícies para pintura. Seus cadernos de anotações revelam uma cuidadosa observação de plantas, assim como sua famosa pintura A virgem das rochas, na qual ele representou apenas as flores que seriam encontradas em uma gruta úmida em determinada estação do ano. A geologia e a botânica alpinas estão representadas com precisão nessa obra.

    Leonardo também colecionou fósseis, os quais via como evidência da história da Terra. Calculou a idade das árvores examinando seus anéis. E observou cuidadosamente não apenas cavalos e pássaros, mas também morcegos, lagartos e crocodilos. Os mapas que ele fez revelam seu interesse pela geografia. Como o artista Giorgio Vasari comentou em sua biografia de Leonardo, “mesmo as coisas mais difíceis a que voltou seu pensamento, ele as resolveu com facilidade”.


(BURKE, Peter. O polímata. São Paulo: Editora Unesp. 2020. Fragmento adaptado)
No trecho − ...a pupila do olho se dilata e se contrai segundo a luminosidade ou a escuridão dos objetos à vista (1° parágrafo) −, o vocábulo em destaque pode ser substituído, sem prejuízo do sentido original, pela expressão
Alternativas
Q3888545 Português
Leia o texto para responder à questão.


    Leonardo Da Vinci aprendeu sobretudo a partir de um tipo de investigação e observação “com a mão na massa”. Ele se voltou para o estudo da anatomia e até mesmo para a prática da dissecção a fim de representar corpos de humanos e de cavalos com precisão, mas seguiu investigando por pura curiosidade. Já se disse que a anatomia foi o campo em que ele fez as descobertas mais abrangentes. Leonardo parece ter sido o primeiro a estudar o desenvolvimento da arteriosclerose e também desvendou a função da válvula aórtica no coração. De maneira similar, começou a estudar óptica para aprimorar sua arte, mas depois descobriu, por exemplo, que a pupila do olho se dilata e se contrai segundo a luminosidade ou a escuridão dos objetos à vista.

    Leonardo também era entusiasta da geometria e estudou campos que hoje conhecemos por mecânica, hidráulica, química, botânica, zoologia, geologia e cartografia. Ironicamente, agora são necessários muitos especialistas para avaliar as realizações de Leonardo em todas essas disciplinas.

    Ele era fascinado pelo movimento da água, o qual observava, por exemplo, jogando nela grãos e corantes. Leonardo também fez experimentos químicos com tinta e preparação de superfícies para pintura. Seus cadernos de anotações revelam uma cuidadosa observação de plantas, assim como sua famosa pintura A virgem das rochas, na qual ele representou apenas as flores que seriam encontradas em uma gruta úmida em determinada estação do ano. A geologia e a botânica alpinas estão representadas com precisão nessa obra.

    Leonardo também colecionou fósseis, os quais via como evidência da história da Terra. Calculou a idade das árvores examinando seus anéis. E observou cuidadosamente não apenas cavalos e pássaros, mas também morcegos, lagartos e crocodilos. Os mapas que ele fez revelam seu interesse pela geografia. Como o artista Giorgio Vasari comentou em sua biografia de Leonardo, “mesmo as coisas mais difíceis a que voltou seu pensamento, ele as resolveu com facilidade”.


(BURKE, Peter. O polímata. São Paulo: Editora Unesp. 2020. Fragmento adaptado)
Segundo o texto, é correto afirmar que Leonardo Da Vinci
Alternativas
Respostas
41541: A
41542: B
41543: A
41544: C
41545: D
41546: B
41547: B
41548: B
41549: A
41550: A
41551: C
41552: B
41553: C
41554: C
41555: A
41556: D
41557: B
41558: B
41559: E
41560: C