Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q3733445 Português

A tipologia textual é dividida em cinco tipos de texto: Narrativa; descritiva; dissertativa; expositiva; injuntiva.


(https://blog.mettzer.com/tipologia-textual)



Analise os textos seguintes:



I. "Brasil é o baixo nível cultural da população devido à falta de leitura de boa qualidade. Segundo o Pisa (Programa internacional de avaliação de alunos), que verifica a capacidade de leitura do jovem, dentre os 32 países envolvidos na pesquisa de 2001, o nosso ficou com a última colocação. Um dos fatores que provocam a falta de domínio da leitura na avaliação brasileira é a escassez de livrarias: apenas uma para cada 84,4 mil habitantes".


II. Certa vez os animais resolveram preparar seus filhos para enfrentar as dificuldades do mundo atual e, por isso, organizaram uma escola. Adotaram um currículo prático que constava de corrida, escalada, natação e voo. Para facilitar o ensino, todos os alunos deveriam aprender todas as matérias. O pato, exímio em natação, (melhor mesmo que o professor), conseguiu notas regulares em voo, mas era aluno fraco em corridas e escalada. Para compensar esta fraqueza, ficava retido na escola todo dia, fazendo exercícios extras. De tanto treinar corrida ficou com os pés terrivelmente esfolados e, por isso, não conseguia mais nadar como antes. (...)


III. De forma geral, a Avaliação Escolar pode ser definida como um meio de obter informações sobre os avanços e as dificuldades de cada aluno, constituindo-se em um procedimento permanente de suporte ao processo ensino-aprendizagem, de orientação para o professor planejar suas ações, a fim de conseguir ajudar o aluno a prosseguir, com êxito, seu processo de escolarização. Os instrumentos de avaliação mais usados são provas escritas ou orais, seminários, tarefas, pesquisas e dinâmicas de grupo.



Marque a alternativa com a correta e respectiva identificação da tipologia textual.

Alternativas
Q3732709 Português
Considere a crônica a seguir, escrita por Paulo Mendes Campos, para responder a próxima questão.

“Um dos aforismos pungentes da literatura é este: é preciso estar sempre bêbado – de vinho, de poesia, de religião. O homem bebe para disfarçar a humilhação terrestre; para ser consolado; para driblar a si mesmo; o homem bebe como o poeta escreve seus versos, o compositor faz uma sonata, o místico sai arrebatado pela janela do claustro, a adolescente adora cinema, o fiel se confessa, o neurótico busca o analista. Quem foge de si mesmo se encontra. Quem procura encontrar-se, se afasta de si mesmo. Não é paradoxo, é o imbricamento da natureza humana. E esta é uma espiral inflacionária cuja moeda, em desvalorização permanente, é a nossa precária percepção da realidade. Somos inflacionados pelo nosso próprio vazio: a reação nervosa da embriaguez parece encher- -nos ou pelo menos atenuar a presença do espírito desesperado dentro do corpo perfeitamente disposto a possuir os bens terrestres e gozá-los. Não defendo o alcoolismo, respeitável Sr. Alcoólico Anônimo. Queira entender-me com um pouco mais de sutileza, se me faz o favor. Modestamente embora, falando do alto duma tribuna para uma plateia vazia, defendo é o homem. O uísque não me interessa, o que me interessa é a criatura humana, esta pobre e arrogante criatura humana já confrangida por um destino obscuro, arrumada odiosamente numa sociedade dividida em castas, uma sociedade sanguessuga, uma sociedade engenhosamente arquitetada para triturar as classes de baixo a fim de transformar a dolorosa matéria-prima em petróleo, aço, eletricidade, veículos, aparelhos domésticos, tecidos, alimentos. Segue-se a segunda fase do processo industrial: correias de transmissão levam estes bens terrestres ao alto forno, que os transforma miraculosamente em palácios, iates, cavalos de corrida, joias, amantes de luxo. Mas os ricos também bebem, e quanto! Bebem às vezes por má consciência, outras por má educação, e bebem porque todos os bens terrestres são fantasias que se desfazem de repente ao hálito da morte. Pois o que eu advogo no meu desespero-dialético é a melhor distribuição das fantasias terrestres. Será a única maneira eficiente de reduzir o alcoolismo. A máquina social de hoje cria sobre o indivíduo uma inumerável série de compressões, que o desequilibram e o infelicitam. O alcoolismo é uma das variadíssimas consequências desse extraordinário mal-estar coletivo. Transpondo a porta do bar, o homem age com toda a pureza e inocência, buscando fugir ao sofrimento, tentando cumprir a sua vocação para o prazer; se encontra no bar um novo mal, a degradação, o desemprego, a debilitação orgânica, a morte prematura, isto é outra história”.

(Por que bebemos tanto assim?, por Paulo Mendes Campos, com adaptações).
No trecho “criatura humana já confrangida por um destino obscuro”, o termo “confrangida” poderia ser substituído, sem prejuízo ao sentido geral do texto, por:
Alternativas
Q3732706 Português
Considere a crônica a seguir, escrita por Paulo Mendes Campos, para responder a próxima questão.

“Um dos aforismos pungentes da literatura é este: é preciso estar sempre bêbado – de vinho, de poesia, de religião. O homem bebe para disfarçar a humilhação terrestre; para ser consolado; para driblar a si mesmo; o homem bebe como o poeta escreve seus versos, o compositor faz uma sonata, o místico sai arrebatado pela janela do claustro, a adolescente adora cinema, o fiel se confessa, o neurótico busca o analista. Quem foge de si mesmo se encontra. Quem procura encontrar-se, se afasta de si mesmo. Não é paradoxo, é o imbricamento da natureza humana. E esta é uma espiral inflacionária cuja moeda, em desvalorização permanente, é a nossa precária percepção da realidade. Somos inflacionados pelo nosso próprio vazio: a reação nervosa da embriaguez parece encher- -nos ou pelo menos atenuar a presença do espírito desesperado dentro do corpo perfeitamente disposto a possuir os bens terrestres e gozá-los. Não defendo o alcoolismo, respeitável Sr. Alcoólico Anônimo. Queira entender-me com um pouco mais de sutileza, se me faz o favor. Modestamente embora, falando do alto duma tribuna para uma plateia vazia, defendo é o homem. O uísque não me interessa, o que me interessa é a criatura humana, esta pobre e arrogante criatura humana já confrangida por um destino obscuro, arrumada odiosamente numa sociedade dividida em castas, uma sociedade sanguessuga, uma sociedade engenhosamente arquitetada para triturar as classes de baixo a fim de transformar a dolorosa matéria-prima em petróleo, aço, eletricidade, veículos, aparelhos domésticos, tecidos, alimentos. Segue-se a segunda fase do processo industrial: correias de transmissão levam estes bens terrestres ao alto forno, que os transforma miraculosamente em palácios, iates, cavalos de corrida, joias, amantes de luxo. Mas os ricos também bebem, e quanto! Bebem às vezes por má consciência, outras por má educação, e bebem porque todos os bens terrestres são fantasias que se desfazem de repente ao hálito da morte. Pois o que eu advogo no meu desespero-dialético é a melhor distribuição das fantasias terrestres. Será a única maneira eficiente de reduzir o alcoolismo. A máquina social de hoje cria sobre o indivíduo uma inumerável série de compressões, que o desequilibram e o infelicitam. O alcoolismo é uma das variadíssimas consequências desse extraordinário mal-estar coletivo. Transpondo a porta do bar, o homem age com toda a pureza e inocência, buscando fugir ao sofrimento, tentando cumprir a sua vocação para o prazer; se encontra no bar um novo mal, a degradação, o desemprego, a debilitação orgânica, a morte prematura, isto é outra história”.

(Por que bebemos tanto assim?, por Paulo Mendes Campos, com adaptações).
Ao afirmar que “Quem foge de si mesmo se encontra”, o autor faz uso da figura de linguagem denominada:
Alternativas
Q3732702 Português
Considere a descrição a seguir, escrita pelo viajante Bartolomé Bossi a respeito de uma cultura indígena, para responder a próxima questão.

“Estas tribos de guaicurus ocupam as margens do Chaco em uma grande extensão. Todos os anos fazem suas incursões contra as tribos vizinhas, especialmente contra os guanás: desta tribo são os escravos que possuem. Só cativam mulheres, jovens e crianças. Os últimos abraçam facilmente os hábitos e a língua de seus senhores e, como estes os tratam com afeto, jamais pensam em abandoná-los. Entre os guaicurus existe uma forte distinção de classes que se divide em nobres, plebeus e escravos; a maior distinção traduz-se pelo número de escravos; nisto se resume sua vaidade e seu orgulho. Os guaicurus são de estatura mais que regular e bem formados. Sua musculatura é forte e marcada; seu olhar imponente; indolentes por natureza. Comem muitas vezes ao dia; o jacaré é um manjar muito preferido por eles. Pintam a cara e o corpo com urucum e jenipapo, introduzindo a tinta na epiderme; os desenhos não carecem de fantástica simetria. As mulheres põem maior esmero neste adorno indelével. A mulher, só quando chega aos trinta anos conserva seus filhos: antes procura sempre abortar, e serve-se dos meios mais cruéis e bárbaros, fazendo-se maltratar e pisotear o ventre. Só depois dos trinta anos começa a preocupar-se com a conservação de sua prole; devendo notar-se que essa raça de mulheres são impecáveis desde então como mães de família, pelos cuidados e pela ternura que consagram a seus filhos. No caráter destes índios predomina a soberba, olham com o mais alto desprezo as demais tribos; professam um ódio visceral aos paraguaios e são muito partidários dos brasileiros. Contentam-se com a posse de uma única mulher, da qual lhes é dado separar-se por mútuo acordo. Crêem em um Ente Criador, mas não lhe rendem nenhum culto manifesto. Não têm nenhuma ideia de recompensas ou castigos futuros; só afirmam que a alma dos capitães transporta-se a uma mansão de delícias contínuas, privilégio do qual também gozam os pretensos adivinhos que há entre eles, que também exercem a profissão de médicos. Estes seres privilegiados, espécie de sacerdotes, que se dizem intérpretes desse Ente Criador, servem-se de sua misteriosa preponderância para estimular a barbárie e ferocidade da tribo."

(Bartolomé Bossi, Viagem Pitoresca, com adaptações).
Segundo a avaliação do autor do texto, no caráter dos guaicurus predominaria a “soberba”. Marque a alternativa que indica um possível antônimo de “soberba”.
Alternativas
Q3732701 Português
Considere a descrição a seguir, escrita pelo viajante Bartolomé Bossi a respeito de uma cultura indígena, para responder a próxima questão.

“Estas tribos de guaicurus ocupam as margens do Chaco em uma grande extensão. Todos os anos fazem suas incursões contra as tribos vizinhas, especialmente contra os guanás: desta tribo são os escravos que possuem. Só cativam mulheres, jovens e crianças. Os últimos abraçam facilmente os hábitos e a língua de seus senhores e, como estes os tratam com afeto, jamais pensam em abandoná-los. Entre os guaicurus existe uma forte distinção de classes que se divide em nobres, plebeus e escravos; a maior distinção traduz-se pelo número de escravos; nisto se resume sua vaidade e seu orgulho. Os guaicurus são de estatura mais que regular e bem formados. Sua musculatura é forte e marcada; seu olhar imponente; indolentes por natureza. Comem muitas vezes ao dia; o jacaré é um manjar muito preferido por eles. Pintam a cara e o corpo com urucum e jenipapo, introduzindo a tinta na epiderme; os desenhos não carecem de fantástica simetria. As mulheres põem maior esmero neste adorno indelével. A mulher, só quando chega aos trinta anos conserva seus filhos: antes procura sempre abortar, e serve-se dos meios mais cruéis e bárbaros, fazendo-se maltratar e pisotear o ventre. Só depois dos trinta anos começa a preocupar-se com a conservação de sua prole; devendo notar-se que essa raça de mulheres são impecáveis desde então como mães de família, pelos cuidados e pela ternura que consagram a seus filhos. No caráter destes índios predomina a soberba, olham com o mais alto desprezo as demais tribos; professam um ódio visceral aos paraguaios e são muito partidários dos brasileiros. Contentam-se com a posse de uma única mulher, da qual lhes é dado separar-se por mútuo acordo. Crêem em um Ente Criador, mas não lhe rendem nenhum culto manifesto. Não têm nenhuma ideia de recompensas ou castigos futuros; só afirmam que a alma dos capitães transporta-se a uma mansão de delícias contínuas, privilégio do qual também gozam os pretensos adivinhos que há entre eles, que também exercem a profissão de médicos. Estes seres privilegiados, espécie de sacerdotes, que se dizem intérpretes desse Ente Criador, servem-se de sua misteriosa preponderância para estimular a barbárie e ferocidade da tribo."

(Bartolomé Bossi, Viagem Pitoresca, com adaptações).
Em relação à prática do aborto, o autor do texto dá a entender que era:
Alternativas
Ano: 2023 Banca: NC-UFPR Órgão: PM-PR Prova: NC-UFPR - 2023 - PM-PR - Cadete |
Q3732675 Português
O texto a seguir é referência para a questão.


Os modelos de competição (que podemos entender como modelos de relações sociais) são classificados em: competição primária 1 sem regras, competição entre duas pessoas com regras, competição de muitas pessoas a um só nível, competição de dois níveis 2 do tipo oligárquico, e, competição de dois níveis do tipo crescentemente democrático. Com exceção do primeiro tipo, os modelos se 3 assemelham a jogos reais como xadrez, futebol, tênis ou tantos outros esportes. Representam a competição segundo regras, as 4 quais podem variar em sua escala de presença e importância. “Todos os modelos se baseiam em duas ou mais pessoas que medem 5 suas forças” (ELIAS, 2005, p. 80), ou seja, na distribuição potencial de poder ao longo de uma configuração qualquer. O equilíbrio 6 de poder, segundo ELIAS (2005), constitui um elemento integral de todas as relações humanas, as quais são, comumente, 7 multipolares. Nesse caso, os modelos de jogos poderiam ajudar a “uma melhor compreensão do tal equilíbrio do poder, não como 8 uma ocorrência extraordinária, mas como uma ocorrência cotidiana” (ELIAS, 2005, p. 80). Elias entende que ninguém vem ao mundo 9 desprovido de poder, pois este é um elemento básico nas relações humanas. Ocorre que como por vezes o desequilíbrio de poder 10 é muito grande, algumas perspectivas teóricas acabam reificando o poder em suas análises. 

STAREPRAVO, Fernando Augusto; SOUZA, Juliano de; MARCHI JUNIOR, Wanderley. A teoria dos jogos competitivos de Norbert Elias como alternativa à leitura das políticas públicas de esporte e lazer no Brasil. Revista Brasileira de Educação Física e Esporte, São Paulo, v. 26, n. 4, p. 658-659. Adaptado. 
Observe o seguinte excerto do texto:
O equilíbrio de poder, segundo ELIAS (2005), constitui um elemento integral de todas as relações humanas, as quais são, comumente, multipolares.

Assinale alternativa em que o trecho destacado é parafraseado adequadamente. 
Alternativas
Ano: 2023 Banca: NC-UFPR Órgão: PM-PR Prova: NC-UFPR - 2023 - PM-PR - Cadete |
Q3732674 Português
O texto a seguir é referência para a questão.


Os modelos de competição (que podemos entender como modelos de relações sociais) são classificados em: competição primária 1 sem regras, competição entre duas pessoas com regras, competição de muitas pessoas a um só nível, competição de dois níveis 2 do tipo oligárquico, e, competição de dois níveis do tipo crescentemente democrático. Com exceção do primeiro tipo, os modelos se 3 assemelham a jogos reais como xadrez, futebol, tênis ou tantos outros esportes. Representam a competição segundo regras, as 4 quais podem variar em sua escala de presença e importância. “Todos os modelos se baseiam em duas ou mais pessoas que medem 5 suas forças” (ELIAS, 2005, p. 80), ou seja, na distribuição potencial de poder ao longo de uma configuração qualquer. O equilíbrio 6 de poder, segundo ELIAS (2005), constitui um elemento integral de todas as relações humanas, as quais são, comumente, 7 multipolares. Nesse caso, os modelos de jogos poderiam ajudar a “uma melhor compreensão do tal equilíbrio do poder, não como 8 uma ocorrência extraordinária, mas como uma ocorrência cotidiana” (ELIAS, 2005, p. 80). Elias entende que ninguém vem ao mundo 9 desprovido de poder, pois este é um elemento básico nas relações humanas. Ocorre que como por vezes o desequilíbrio de poder 10 é muito grande, algumas perspectivas teóricas acabam reificando o poder em suas análises. 

STAREPRAVO, Fernando Augusto; SOUZA, Juliano de; MARCHI JUNIOR, Wanderley. A teoria dos jogos competitivos de Norbert Elias como alternativa à leitura das políticas públicas de esporte e lazer no Brasil. Revista Brasileira de Educação Física e Esporte, São Paulo, v. 26, n. 4, p. 658-659. Adaptado. 
Com base no texto, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3732182 Português
O papel do coordenador pedagógico é primordial no planejamento, implementação e avaliação das propostas pedagógicas, além de ser um facilitador na comunicação entre professores, alunos e pais. Assumindo uma postura proativa e colaborativa, o coordenador pedagógico tem o poder de impactar diretamente o desempenho da escola e a qualidade do ensino oferecido aos alunos. Os coordenadores pedagógicos enfrentam diversos desafios em sua atuação, tais como a implementação de tendências pedagógicas na prática escolar, a elaboração de um plano de ação pedagógico eficiente, a gestão de recursos e a capacitação dos profissionais envolvidos na educação. Além disso, os coordenadores devem estar atentos às constantes mudanças no cenário educacional e às necessidades específicas de sua comunidade escolar, a fim de promover uma gestão escolar eficaz e participativa. (...)
-esstaateeis-paaaammeehora-a--ggesao-eeccooar) oordenacao-pedagogica-5-estrategias-para-melhorar-a-gestao-escolar)

Neste contexto, é fundamental que os coordenadores pedagógicos busquem:
Marque a alternativa com a frase coerente para dar sentido ao conteúdo enunciado
Alternativas
Q3731534 Português
O mundo restaurado


O pai ganha os presentes que um pai costuma ganhar. Camisas, lenços, uma gravata muito parecida com a que deu para alguém no ano passado, meias. Alguns livros, alguns vinhos. Mas fica de olho nos presentes das crianças. Com o ar condescendente de quem tem um saudável interesse nas atividades dos filhos. Mas louco de inveja.

― Meu filho. Um Autorama!

― É, pai.

― Vamos armar agora mesmo!

― Agora não, pai. Amanhã, a gente arma.

― Amanhã, nada. Agora! Arreda essa papelada pra lá. Aqui na sala mesmo tem lugar.

A mãe intervém.

― Você está louco? Armar esse negócio no meio da sala, no meio da festa?! E as crianças precisam ir dormir. Foi excitação demais para um dia só.

O pai fica olhando com ressentimento o Autorama que desaparece da sala embaixo do braço do guri. Pensa, vagamente, em seguir o filho e propor uma barganha. “Escuta, a mãe não está nos ouvindo. Eu te dou todos os meus lenços e tu deixa eu armar o Autorama aqui no teu quarto, com a porta fechada.” Mas não. Os convidados, o que pensariam dele? Na certa que estaria bêbado, como no ano passado. Ele examina o livro que ganhou do cunhado. O Mundo Restaurado, de Henry Kissinger. O cunhado, inexplicavelmente, lhe atribui um grave interesse nos problemas contemporâneos. Vive lhe mandando recortes de jornal com trechos sublinhados e pontos de exclamação na margem. Às vezes, telefona, com recados cifrados.

― Lembra aquela nossa conversa?

― Qual?

― Veja na terceira página do Correio de hoje. Um pequeno tópico no canto inferior direito. É a prova de tudo aquilo que nós discutíamos no outro dia, lembra?

― Não.

― A crise é irreversível, meu filho. Um abração.

Ele só ganha presente de homem sério. De homem preocupado com os problemas contemporâneos. Lenços brancos, camisas sóbrias, meias pretas e marrons. No ano passado, deu para um primo taciturno uma gravata cinza escura com manchas pretas e estrias roxas, como hematomas. Com um cartão gozando a seriedade do primo. Este ano recebeu de volta a mesma gravata. Sem cartão. As pessoas, pensa, me confundem com um adulto. Vê a filha mais velha que passa equilibrando várias caixas de presentes.

― Te desafio para uma partida de damas. Não é uma proposta carinhosa. É um desafio mesmo. Posso derrotar qualquer criança nesta sala! Dama, moinho, bola de gude, palavra-cruzada…

A filha o ignora e também vai para o quarto. Decidiram, ele e a mulher, não dar nenhuma arma de brinquedo no Natal. Nem arco e flecha. Os psicólogos não aconselham. Mas ele agora tem uma lembrança que lhe sobe até a garganta e fica atravessada: aos doze anos ganhou uma metralhadora de latão que cuspia fogo. Tinha uma manivela do lado que a gente girava e a metralhadora cuspia fogo! O cunhado senta ao seu lado, com um copo de uísque na mão. Aponta para o livro.

― Isso aí explica muita coisa. Lembras daquela minha tese?…

Mas ele não ouve mais nada. Ergue o Henry Kissinger até os olhos, como se mirasse uma metralhadora, e começa a girar uma manivela invisível do lado do livro. Ao mesmo tempo, com a boca imita o ruído de tiros, e descobre entusiasmado que ainda não perdeu o jeito. O cunhado fica olhando, entre surpreso e divertido, enquanto ele varre a sala com rajadas imaginárias.

Luís Fernando Veríssimo. Ed Mort – todas as histórias. 1ª Ed. São Paulo: Objetiva, 2011
Considere o seguinte excerto: “No ano passado, deu para um primo taciturno uma gravata cinza escura com manchas pretas e estrias roxas”. Neste contexto, a palavra “taciturno” é sinônimo de: 
Alternativas
Q3731532 Português
O mundo restaurado


O pai ganha os presentes que um pai costuma ganhar. Camisas, lenços, uma gravata muito parecida com a que deu para alguém no ano passado, meias. Alguns livros, alguns vinhos. Mas fica de olho nos presentes das crianças. Com o ar condescendente de quem tem um saudável interesse nas atividades dos filhos. Mas louco de inveja.

― Meu filho. Um Autorama!

― É, pai.

― Vamos armar agora mesmo!

― Agora não, pai. Amanhã, a gente arma.

― Amanhã, nada. Agora! Arreda essa papelada pra lá. Aqui na sala mesmo tem lugar.

A mãe intervém.

― Você está louco? Armar esse negócio no meio da sala, no meio da festa?! E as crianças precisam ir dormir. Foi excitação demais para um dia só.

O pai fica olhando com ressentimento o Autorama que desaparece da sala embaixo do braço do guri. Pensa, vagamente, em seguir o filho e propor uma barganha. “Escuta, a mãe não está nos ouvindo. Eu te dou todos os meus lenços e tu deixa eu armar o Autorama aqui no teu quarto, com a porta fechada.” Mas não. Os convidados, o que pensariam dele? Na certa que estaria bêbado, como no ano passado. Ele examina o livro que ganhou do cunhado. O Mundo Restaurado, de Henry Kissinger. O cunhado, inexplicavelmente, lhe atribui um grave interesse nos problemas contemporâneos. Vive lhe mandando recortes de jornal com trechos sublinhados e pontos de exclamação na margem. Às vezes, telefona, com recados cifrados.

― Lembra aquela nossa conversa?

― Qual?

― Veja na terceira página do Correio de hoje. Um pequeno tópico no canto inferior direito. É a prova de tudo aquilo que nós discutíamos no outro dia, lembra?

― Não.

― A crise é irreversível, meu filho. Um abração.

Ele só ganha presente de homem sério. De homem preocupado com os problemas contemporâneos. Lenços brancos, camisas sóbrias, meias pretas e marrons. No ano passado, deu para um primo taciturno uma gravata cinza escura com manchas pretas e estrias roxas, como hematomas. Com um cartão gozando a seriedade do primo. Este ano recebeu de volta a mesma gravata. Sem cartão. As pessoas, pensa, me confundem com um adulto. Vê a filha mais velha que passa equilibrando várias caixas de presentes.

― Te desafio para uma partida de damas. Não é uma proposta carinhosa. É um desafio mesmo. Posso derrotar qualquer criança nesta sala! Dama, moinho, bola de gude, palavra-cruzada…

A filha o ignora e também vai para o quarto. Decidiram, ele e a mulher, não dar nenhuma arma de brinquedo no Natal. Nem arco e flecha. Os psicólogos não aconselham. Mas ele agora tem uma lembrança que lhe sobe até a garganta e fica atravessada: aos doze anos ganhou uma metralhadora de latão que cuspia fogo. Tinha uma manivela do lado que a gente girava e a metralhadora cuspia fogo! O cunhado senta ao seu lado, com um copo de uísque na mão. Aponta para o livro.

― Isso aí explica muita coisa. Lembras daquela minha tese?…

Mas ele não ouve mais nada. Ergue o Henry Kissinger até os olhos, como se mirasse uma metralhadora, e começa a girar uma manivela invisível do lado do livro. Ao mesmo tempo, com a boca imita o ruído de tiros, e descobre entusiasmado que ainda não perdeu o jeito. O cunhado fica olhando, entre surpreso e divertido, enquanto ele varre a sala com rajadas imaginárias.

Luís Fernando Veríssimo. Ed Mort – todas as histórias. 1ª Ed. São Paulo: Objetiva, 2011
Considere o excerto: “enquanto ele varre a sala com rajadas imaginárias.” Neste contexto, o pronome pessoal “ele” se refere ao personagem: 
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Q3731531 Português
O mundo restaurado


O pai ganha os presentes que um pai costuma ganhar. Camisas, lenços, uma gravata muito parecida com a que deu para alguém no ano passado, meias. Alguns livros, alguns vinhos. Mas fica de olho nos presentes das crianças. Com o ar condescendente de quem tem um saudável interesse nas atividades dos filhos. Mas louco de inveja.

― Meu filho. Um Autorama!

― É, pai.

― Vamos armar agora mesmo!

― Agora não, pai. Amanhã, a gente arma.

― Amanhã, nada. Agora! Arreda essa papelada pra lá. Aqui na sala mesmo tem lugar.

A mãe intervém.

― Você está louco? Armar esse negócio no meio da sala, no meio da festa?! E as crianças precisam ir dormir. Foi excitação demais para um dia só.

O pai fica olhando com ressentimento o Autorama que desaparece da sala embaixo do braço do guri. Pensa, vagamente, em seguir o filho e propor uma barganha. “Escuta, a mãe não está nos ouvindo. Eu te dou todos os meus lenços e tu deixa eu armar o Autorama aqui no teu quarto, com a porta fechada.” Mas não. Os convidados, o que pensariam dele? Na certa que estaria bêbado, como no ano passado. Ele examina o livro que ganhou do cunhado. O Mundo Restaurado, de Henry Kissinger. O cunhado, inexplicavelmente, lhe atribui um grave interesse nos problemas contemporâneos. Vive lhe mandando recortes de jornal com trechos sublinhados e pontos de exclamação na margem. Às vezes, telefona, com recados cifrados.

― Lembra aquela nossa conversa?

― Qual?

― Veja na terceira página do Correio de hoje. Um pequeno tópico no canto inferior direito. É a prova de tudo aquilo que nós discutíamos no outro dia, lembra?

― Não.

― A crise é irreversível, meu filho. Um abração.

Ele só ganha presente de homem sério. De homem preocupado com os problemas contemporâneos. Lenços brancos, camisas sóbrias, meias pretas e marrons. No ano passado, deu para um primo taciturno uma gravata cinza escura com manchas pretas e estrias roxas, como hematomas. Com um cartão gozando a seriedade do primo. Este ano recebeu de volta a mesma gravata. Sem cartão. As pessoas, pensa, me confundem com um adulto. Vê a filha mais velha que passa equilibrando várias caixas de presentes.

― Te desafio para uma partida de damas. Não é uma proposta carinhosa. É um desafio mesmo. Posso derrotar qualquer criança nesta sala! Dama, moinho, bola de gude, palavra-cruzada…

A filha o ignora e também vai para o quarto. Decidiram, ele e a mulher, não dar nenhuma arma de brinquedo no Natal. Nem arco e flecha. Os psicólogos não aconselham. Mas ele agora tem uma lembrança que lhe sobe até a garganta e fica atravessada: aos doze anos ganhou uma metralhadora de latão que cuspia fogo. Tinha uma manivela do lado que a gente girava e a metralhadora cuspia fogo! O cunhado senta ao seu lado, com um copo de uísque na mão. Aponta para o livro.

― Isso aí explica muita coisa. Lembras daquela minha tese?…

Mas ele não ouve mais nada. Ergue o Henry Kissinger até os olhos, como se mirasse uma metralhadora, e começa a girar uma manivela invisível do lado do livro. Ao mesmo tempo, com a boca imita o ruído de tiros, e descobre entusiasmado que ainda não perdeu o jeito. O cunhado fica olhando, entre surpreso e divertido, enquanto ele varre a sala com rajadas imaginárias.

Luís Fernando Veríssimo. Ed Mort – todas as histórias. 1ª Ed. São Paulo: Objetiva, 2011
O texto retrata desvantagens de ser um adulto, a partir de um episódio de comemoração familiar com troca de presentes. O desagrado do personagem principal, que é pai, é expresso no trecho: 
Alternativas
Q3731384 Português
Sobre os componentes estruturais de uma carta, marque a alternativa com informação incorreta.
Alternativas
Q3731378 Português

Bilhete é uma forma de comunicação bastante utilizada como meio informativo, principalmente quando relacionado a pessoas próximas, com certo grau de intimidade. Algumas características são fundamentais para identificar esse gênero textual, como: "Mensagem curta; linguagem informal", entre outros elementos característicos do bilhete. Este tipo de texto serve para: "Deixar um recado; fazer um convite a alguém; comunicar uma novidade, entre outros aspectos.


(https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/linguaportuguesa/bilhete)


Entre os elementos que compõem o bilhete, temos:


I.Destinatário: quem recebe o bilhete. / Remetente: quem escreve o bilhete.

II.Corpo de Texto: mensagem curta que será encaminhada.

III.Despedida: mensagem que finaliza o texto, normalmente acompanhada de uma linguagem informal, que pode ser: beijos, abraços, se cuida, dentre outros.

IV.Data: dia em que o bilhete foi escrito.



Marque a alternativa que tem a opção correta.

Alternativas
Q3731310 Português
No próximo dia 30 de julho, o Brasil se une a países ao redor do mundo para marcar o Dia de Combate ao Tráfico de Pessoas. A data tem como objetivo alertar a sociedade sobre o crime que afeta cerca de 2,5 milhões de pessoas e movimenta aproximadamente 32 bilhões de dólares por ano, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). A atividade criminosa é persistente por ser lucrativa e por estar diretamente ligada à desigualdade social, econômica, racial e de gênero. Essas desigualdades, também chamadas de estruturais por serem sistemáticas e duradouras, contribuem para que grupos vulneráveis da população, como as mulheres e crianças pobres, os migrantes, os refugiados e os socialmente excluídos, aceitem propostas enganadoras e abusivas.

nganadoras e abusivas. Disponível em: https://www12.senado.leg.br/noticias/infomaterias/2023/07/trafico-de-pessoas-exploracao-sexual-e-trabalho-escravo-uma-conexaoalarmante-no-brasil. Acesso em: 21 jul. 2023. (Fragmento).

Os elementos textuais relacionam-se entre si estabelecendo vínculos coesivos. Nesse sentido, os trechos destacados apresentam relações 
Alternativas
Q3731285 Português
O poder da atitude
Como duas mulheres venceram uma batalha contra o governo da África do Sul

Uma chuva leve e fina caía nas ruas da Cidade do Cabo, África do Sul, quando as ativistas ambientais Makoma Lekalakala e Liz McDaid saíram do Supremo Tribunal Ocidental. Do alto dos degraus do tribunal elas receberam os aplausos dos apoiadores que as aguardavam.
 “Vitória do povo!”, declarou triunfante Liz, de 55 anos, com Makoma, de 52, em pé a seu lado. “Como resultado da ação judicial, o povo da África do Sul terá de ser consultado”.
 Era 26 de abril de 2017. As duas mulheres tinham acabado de liderar uma coalizão de organizações populares de toda a África do Sul em uma longa batalha judicial ao estilo de Davi versus Golias. Elas haviam processado os mais altos poderes do país a fim de invalidar um acordo de energia nuclear secreto, celebrado entre o governo e a Rússia, que custaria 76 bilhões de dólares. As duas argumentaram que o governo não podia fazer acordos de energia sem consulta pública e debate democrático.
E elas venceram!


 MULLENS, Anne. O poder da atitude. Seleções. Rio de Janeiro, Rhada Brasil Edições, p. 38, fev/2019. [Fragmento].

No texto, a referência à história de Davi e Golias, em que Davi, de forma muito improvável, vence Golias, é uma forma de 
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Q3731284 Português
O Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro foi palco das comemorações do centenário da Independência do Brasil. Tornou-se guardião de nossa tradição histórica desde 1838, quando se iniciaram as atividades voltadas para sedimentar o corpo da memória nacional. O instituto procurava estabelecer um laço de continuidade entre a história do Brasil e a história europeia, fixando, dessa maneira, o Brasil na tradição civilizatória europeia. A partir da memória escrita por Von Martius, o IHGB inicia a obra de coligir, organizar e interpretar a marcha dos acontecimentos históricos brasileiros com base no estudo das três raças formadoras da nacionalidade. Entretanto, nota-se um visível empenho em aprofundar o estudo da atuação dos portugueses no período colonial. Em relação aos indígenas, abre-se uma polêmica acerca da sua identificação como portadores da identidade nacional. Varhagen critica largamente tal pretensão, presente sobretudo nos escritores românticos. Para o instituto, o indígena deveria ser tomado como objeto de pesquisa histórica e etnográfica, atestando a superioridade da raça branca e mesmo sugerindo o seu aproveitamento como mãode-obra. Quanto aos negros, pouco havia a pesquisar. Lamentavam-se, como em quase todos os discursos ilustrados à época, os males oriundos da escravidão, delineando, sob o signo da ausência, a participação do negro em nossa história. 
SANDES, Noé Freire. A invenção da Nação: entre a Monarquia e a República. Goiânia: Editora UFG, 2000. p. 81. [Fragmento adaptado].

Os termos negritados promovem, no texto, EXCETO, o efeito de 
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Q3731283 Português

Um livro existe sem leitor? Ele pode existir como objeto, mas, sem leitor, o texto do qual ele é portador é apenas virtual. Será que o mundo do texto existe quando não há ninguém para dele se apossar, para dele fazer uso, para inscrevê-lo na memória ou para transformá-lo em experiência? Paul Ricoeur lembrou muitas vezes o fato de que um mundo de textos que não é conquistado, apropriado por um mundo de leitores, não é senão um mundo de textos possíveis, inertes, sem existência verdadeira.


 CHARTIER, Roger. A aventura do livro: do leitor ao navegador. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo: Editora da UNESP, 1998. p. 154. [Fragmento adaptado].


É correto afirmar que a pergunta “Um livro existe sem leitor?” cumpre, no texto, a função de

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Q3731282 Português

Fragmento 1


Desde o início da história da música no Brasil é possível observar a circularidade entre as culturas erudita e popular. O historiador Carlo Ginzburg pensa a relação entre o erudito e o popular e fala da circularidade entre as culturas das classes dominantes e as das classes subalternas. É um relacionamento feito de influências recíprocas, que se move de baixo para cima e de cima para baixo. A música brasileira foi gestada por meio desse relacionamento circular feito de influências recíprocas, com circulação de elementos de vários povos. ALFONSO, Sandra Mara. O violão: da marginalidade à Academia. Uberlândia: EDUFU, 2009. p. 26. [Fragmento adaptado].


Fragmento 2



O violão, presente no cotidiano dos brasileiros, seja nas ruas, nos morros, nas salas de concertos ou nas escolas de música, viveu entre o preconceito da popularidade e o prestígio da erudição no início da sua história no Brasil, quando era considerado vulgar e sem valor artístico. Sobre esta história ainda há muito a escrever: uma história rica, que envolve encontro de etnias, de sons e de ritmos que chegaram ao país. A presença de personagens que marcaram fatos e a trajetória do instrumento nos mostram e nos levam a compreender uma realidade social e as características da cultura no nosso país.


ALFONSO, Sandra Mara. O violão: da marginalidade à Academia. Uberlândia: EDUFU, 2009. p. 19. [Fragmento adaptado].




Considerando os fragmentos recortados do livro de Alfonso (2009), assinale a alternativa que apresenta a asserção INCORRETA a respeito da relação entre os dois fragmentos.

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Q3731281 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


O homem não vive só de pão, nem de know-how, segurança, filhos ou sexo. As pessoas no mundo inteiro empregam o máximo de tempo que podem em atividades que, na luta para sobreviver e reproduzir-se, parecem sem sentido. Em todas as culturas, as pessoas contam histórias e recitam poesia. Elas gracejam, riem, caçoam. Cantam e dançam. Decoram superfícies. Executam rituais. Refletem sobre as causas da sorte e do azar e têm crenças acerca do sobrenatural que contradizem tudo o mais que conhecem sobre o mundo. Inventam teorias sobre o universo e o lugar que nele ocupam.


 Como se isso já não fosse suficientemente intrigante, quanto mais biologicamente frívola e vã é uma atividade, mais as pessoas a exaltam. Arte, literatura, música, sátira, religião e filosofia são consideradas não só deleitantes, mas nobres. São a melhor obra da mente, o que faz a vida digna de ser vivida. Por que nos empenhamos pelo trivial e pelo fútil e os vivenciamos como sublimes? Para muitas pessoas instruídas, essa pergunta parece horrivelmente filistina, até imoral. Mas ela é inevitável para quem quer que se interesse pela constituição biológica do Homo sapiens.


PINKER, Steven. Como a mente funciona. São Paulo: Cia das Letras, 1998. p. 546. [Fragmento].

Conforme Koch (2002, p. 40), “a coesão sequencial diz respeito aos procedimentos linguísticos por meio dos quais se estabelecem, entre segmentos do texto (enunciados, partes de enunciados, parágrafos e sequências textuais), diversos tipos de relações semânticas e/ou pragmáticas, à medida que se faz o texto progredir”. Essa progressão textual pode se dar por meio da sequenciação frástica e/ou da sequenciação parafrástica.


Com base nessa informação, assinale a alternativa INCORRETA sobre a relação entre o recurso de sequenciação e sua respectiva designação. 

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Q3731280 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


O homem não vive só de pão, nem de know-how, segurança, filhos ou sexo. As pessoas no mundo inteiro empregam o máximo de tempo que podem em atividades que, na luta para sobreviver e reproduzir-se, parecem sem sentido. Em todas as culturas, as pessoas contam histórias e recitam poesia. Elas gracejam, riem, caçoam. Cantam e dançam. Decoram superfícies. Executam rituais. Refletem sobre as causas da sorte e do azar e têm crenças acerca do sobrenatural que contradizem tudo o mais que conhecem sobre o mundo. Inventam teorias sobre o universo e o lugar que nele ocupam.


 Como se isso já não fosse suficientemente intrigante, quanto mais biologicamente frívola e vã é uma atividade, mais as pessoas a exaltam. Arte, literatura, música, sátira, religião e filosofia são consideradas não só deleitantes, mas nobres. São a melhor obra da mente, o que faz a vida digna de ser vivida. Por que nos empenhamos pelo trivial e pelo fútil e os vivenciamos como sublimes? Para muitas pessoas instruídas, essa pergunta parece horrivelmente filistina, até imoral. Mas ela é inevitável para quem quer que se interesse pela constituição biológica do Homo sapiens.


PINKER, Steven. Como a mente funciona. São Paulo: Cia das Letras, 1998. p. 546. [Fragmento].

O trecho “... quanto mais biologicamente frívola e vã é uma atividade, mais as pessoas a exaltam” (parágrafo 2) expressa uma relação de sentido de 
Alternativas
Respostas
41621: B
41622: E
41623: A
41624: B
41625: B
41626: D
41627: B
41628: A
41629: A
41630: D
41631: E
41632: B
41633: C
41634: B
41635: A
41636: C
41637: B
41638: C
41639: A
41640: C