Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

Foram encontradas 140.294 questões

Q3366662 Português
O texto a seguir deve ser utilizado para responder a questão.

Poema: A Escola é

Escola é

...o lugar que se faz amigos.

Não se trata só de prédios, salas, quadros,
Programas, horários, conceitos...
Escola é sobretudo, gente
Gente que trabalha, que estuda
Que alegra, se conhece, se estima.

O Diretor é gente,
O coordenador é gente,
O professor é gente,
O aluno é gente,
Cada funcionário é gente.

E a escola será cada vez melhor
Na medida em que cada um se comporte
Como colega, amigo, irmão.
Nada de “ilha cercada de gente por todos os lados”
Nada de conviver com as pessoas e depois,
Descobrir que não tem amizade a ninguém.
Nada de ser como tijolo que forma a parede,
Indiferente, frio, só.

Importante na escola não é só estudar, não é só trabalhar,
É também criar laços de amizade,
É criar ambiente de camaradagem,
É conviver, é se “amarrar nela”!

Ora é lógico...
Numa escola assim vai ser fácil!Estudar, trabalhar, crescer,

Fazer amigos, educar-se, ser feliz.
É por aqui que podemos começar a melhorar o mundo.

(Paulo Freire.) 
O texto valoriza a dimensão humana no ambiente escolar. Com base no texto, assinale a alternativa que apresenta a principal tese defendida pelo autor.
Alternativas
Q3366548 Português
O texto a seguir deve ser utilizado para responder a questão.

A ÁGUIA E A CORUJA

    Coruja e Águia, depois de muita briga, resolveram fazer as pazes.
    — Basta de guerra, disse a coruja. O mundo é tão grande, e tolice maior que o mundo é andarmos a comer os filhotes uma da outra.
    — Perfeitamente — respondeu a Águia. — Também eu não quero outra coisa.
   — Nesse caso combinemos isto: de ora em diante não comerás nunca os meus filhotes. — Muito bem. Mas como posso distinguir os teus filhotes?
    — Coisa fácil. Sempre que encontrares uns borrachos lindos, bem feitinhos de corpo, alegres, cheios de uma graça especial que não existe em nenhum outro filhote de nenhuma outra ave, já sabes, são os meus.
    — Está feito! concluiu a Águia. Dias depois, andando a caça, a Águia encontrou um ninho com três monstrengos dentro, que piavam de bico muito aberto.
    — Horríveis bichos! — disse ela. Vê-se logo que não são os filhos da coruja. E comeu-os.
    Mas eram os filhos da coruja. Ao regressar à toca a triste mãe chorou amargamente o desastre e foi justar contas com a rainha das aves.
    — Quê? — disse esta, admirada. Eram teus filhos aqueles monstrenguinhos? Pois olha, não se pareciam nada com o retrato que deles me fizeste... Para retrato de filho ninguém acredite em pintor pai. Lá diz o ditado: quem o feio ama, bonito lhe parece.


(Monteiro Lobato. Fabulas. São Paulo: Brasiliense, 1972, p. 10-11.)
A palavra “monstrengos”, usada para descrever os filhotes da coruja, transmite a ideia de:

Assinale a alternativa que apresenta a melhor substituição de sentido para a palavra “monstrengos” usada para descrever os filhotes da coruja.
Alternativas
Q3366542 Português
O texto a seguir deve ser utilizado para responder a questão.

A ÁGUIA E A CORUJA

    Coruja e Águia, depois de muita briga, resolveram fazer as pazes.
    — Basta de guerra, disse a coruja. O mundo é tão grande, e tolice maior que o mundo é andarmos a comer os filhotes uma da outra.
    — Perfeitamente — respondeu a Águia. — Também eu não quero outra coisa.
   — Nesse caso combinemos isto: de ora em diante não comerás nunca os meus filhotes. — Muito bem. Mas como posso distinguir os teus filhotes?
    — Coisa fácil. Sempre que encontrares uns borrachos lindos, bem feitinhos de corpo, alegres, cheios de uma graça especial que não existe em nenhum outro filhote de nenhuma outra ave, já sabes, são os meus.
    — Está feito! concluiu a Águia. Dias depois, andando a caça, a Águia encontrou um ninho com três monstrengos dentro, que piavam de bico muito aberto.
    — Horríveis bichos! — disse ela. Vê-se logo que não são os filhos da coruja. E comeu-os.
    Mas eram os filhos da coruja. Ao regressar à toca a triste mãe chorou amargamente o desastre e foi justar contas com a rainha das aves.
    — Quê? — disse esta, admirada. Eram teus filhos aqueles monstrenguinhos? Pois olha, não se pareciam nada com o retrato que deles me fizeste... Para retrato de filho ninguém acredite em pintor pai. Lá diz o ditado: quem o feio ama, bonito lhe parece.


(Monteiro Lobato. Fabulas. São Paulo: Brasiliense, 1972, p. 10-11.)
No trecho: “Para retrato de filho ninguém acredite em pintor pai.”, a expressão pode ser interpretada como: Assinale a alternativa que melhor expressa o sentido do trecho.
Alternativas
Q3366505 Português
Sandra trabalha como cozinheira em uma escola. Um dia, ela percebeu que a colega esqueceu de desligar o forno. Em vez de criticar, ela foi até lá, desligou o forno e depois falou com calma com a colega, ajudando-a, sem brigar.


O que Sandra demonstrou com essa atitude?
Alternativas
Q3366339 Português
Dificuldades de Aprendizagem

        Na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), 30% dos alunos de Matemática, Leitura e Ciência apresentam dificuldades de aprendizagem em pelo menos uma dessas áreas. Esses números permanecem inalterados há cerca de 20 anos, embora escolas desses países tenham recebido um computador para cada dois alunos.

        Isso prova que temos de aperfeiçoar o emprego dessas tecnologias, para evitar o desperdício. Aconselha-se utilizar uma aprendizagem personalizada e digital. É o caminho do sucesso, para evitar que se ampliem as desigualdades na educação. O chamamento visa especialmente à consciência dos professores.

         O Fórum Nacional de Aprendizagem Profissional reconhece que houve significativas alterações desde o advento da Lei nº 10.097/2.000, que modificou a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Num país que está com 12,3 milhões de desempregados, é importante cuidar da demanda de adolescentes por profissionalização, exigindo ações integradas entre o Estado e a sociedade civil, a partir de um novo conceito de aprendizagem.

        Reconhece o Fórum que a qualificação antes atrelada à formação de mão-de-obra passou a ser mais abrangente. Pede-se um programa com foco na formação integral do aprendiz.

         Dentre as principais inovações da lei nº 10.097/2.000, podemos citar a extensão da obrigatoriedade do cumprimento da cota de aprendizes, de 5% a 15% dos trabalhadores em funções que demandam formação profissional, e também a inclusão das escolas técnicas e entidades sem fins lucrativos, que tenham por objetivo a assistência ao adolescente e a educação profissional. Esse item chama para o setor da educação os cuidados com o ensino técnico, o que exigirá uma série de providências fundamentais para que tudo dê certo.

       Já a caminho dessas alterações, nos últimos 12 anos, quase 3 milhões de jovens foram beneficiados, caracterizando o processo por dois aspectos essenciais: a interiorização e a democratização do acesso, com a implantação de inúmeros polos no interior dos estados.

       Isso tudo envolve a inclusão da aprendizagem na área do desporto e a criação do sistema de cotas sociais, por meio de novo instrumento legal, que é o Decreto nº 8.740/2016. Sem dúvida, podemos concordar com o fato de que a Lei da Terceirização e a prometida Reforma do Ensino Médio podem ensejar modificações em todos esses propósitos, mas eles não trarão efeitos negativos se forem analisados sob o prisma da aprendizagem correta, como se deve fazer.

     O que é indiscutível é que há uma crescente demanda de mão-de-obra qualificada. O que torna a profissionalização prioritária, valorizando a escolaridade e a aprendizagem. Queremos ampliar as oportunidades de emprego digno, com o indispensável crescimento econômico de que carece a nação. Na verdade, queremos alcançar o pleno emprego para homens e mulheres, inclusive para jovens com deficiência, até o ano de 2030, com remuneração igual para trabalhos de igual valor. Todos devemos nos empenhar no alcance dessa instrumentação de justiça social.

(Arnaldo Niskier, Crônicas.)
Sobre a tipologia textual, analise o texto base. Assinale a alternativa que melhor representa o tipo e o gênero do texto apresentado.
Alternativas
Q3366337 Português
Dificuldades de Aprendizagem

        Na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), 30% dos alunos de Matemática, Leitura e Ciência apresentam dificuldades de aprendizagem em pelo menos uma dessas áreas. Esses números permanecem inalterados há cerca de 20 anos, embora escolas desses países tenham recebido um computador para cada dois alunos.

        Isso prova que temos de aperfeiçoar o emprego dessas tecnologias, para evitar o desperdício. Aconselha-se utilizar uma aprendizagem personalizada e digital. É o caminho do sucesso, para evitar que se ampliem as desigualdades na educação. O chamamento visa especialmente à consciência dos professores.

         O Fórum Nacional de Aprendizagem Profissional reconhece que houve significativas alterações desde o advento da Lei nº 10.097/2.000, que modificou a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Num país que está com 12,3 milhões de desempregados, é importante cuidar da demanda de adolescentes por profissionalização, exigindo ações integradas entre o Estado e a sociedade civil, a partir de um novo conceito de aprendizagem.

        Reconhece o Fórum que a qualificação antes atrelada à formação de mão-de-obra passou a ser mais abrangente. Pede-se um programa com foco na formação integral do aprendiz.

         Dentre as principais inovações da lei nº 10.097/2.000, podemos citar a extensão da obrigatoriedade do cumprimento da cota de aprendizes, de 5% a 15% dos trabalhadores em funções que demandam formação profissional, e também a inclusão das escolas técnicas e entidades sem fins lucrativos, que tenham por objetivo a assistência ao adolescente e a educação profissional. Esse item chama para o setor da educação os cuidados com o ensino técnico, o que exigirá uma série de providências fundamentais para que tudo dê certo.

       Já a caminho dessas alterações, nos últimos 12 anos, quase 3 milhões de jovens foram beneficiados, caracterizando o processo por dois aspectos essenciais: a interiorização e a democratização do acesso, com a implantação de inúmeros polos no interior dos estados.

       Isso tudo envolve a inclusão da aprendizagem na área do desporto e a criação do sistema de cotas sociais, por meio de novo instrumento legal, que é o Decreto nº 8.740/2016. Sem dúvida, podemos concordar com o fato de que a Lei da Terceirização e a prometida Reforma do Ensino Médio podem ensejar modificações em todos esses propósitos, mas eles não trarão efeitos negativos se forem analisados sob o prisma da aprendizagem correta, como se deve fazer.

     O que é indiscutível é que há uma crescente demanda de mão-de-obra qualificada. O que torna a profissionalização prioritária, valorizando a escolaridade e a aprendizagem. Queremos ampliar as oportunidades de emprego digno, com o indispensável crescimento econômico de que carece a nação. Na verdade, queremos alcançar o pleno emprego para homens e mulheres, inclusive para jovens com deficiência, até o ano de 2030, com remuneração igual para trabalhos de igual valor. Todos devemos nos empenhar no alcance dessa instrumentação de justiça social.

(Arnaldo Niskier, Crônicas.)
No trecho “a formação integral do aprendiz”, a palavra “integral” assume valor semântico específico. Considerando a semântica da palavra “integral”, assinale a alternativa que expressa corretamente o sentido predominante nesse contexto.
Alternativas
Q3366333 Português
Dificuldades de Aprendizagem

        Na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), 30% dos alunos de Matemática, Leitura e Ciência apresentam dificuldades de aprendizagem em pelo menos uma dessas áreas. Esses números permanecem inalterados há cerca de 20 anos, embora escolas desses países tenham recebido um computador para cada dois alunos.

        Isso prova que temos de aperfeiçoar o emprego dessas tecnologias, para evitar o desperdício. Aconselha-se utilizar uma aprendizagem personalizada e digital. É o caminho do sucesso, para evitar que se ampliem as desigualdades na educação. O chamamento visa especialmente à consciência dos professores.

         O Fórum Nacional de Aprendizagem Profissional reconhece que houve significativas alterações desde o advento da Lei nº 10.097/2.000, que modificou a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Num país que está com 12,3 milhões de desempregados, é importante cuidar da demanda de adolescentes por profissionalização, exigindo ações integradas entre o Estado e a sociedade civil, a partir de um novo conceito de aprendizagem.

        Reconhece o Fórum que a qualificação antes atrelada à formação de mão-de-obra passou a ser mais abrangente. Pede-se um programa com foco na formação integral do aprendiz.

         Dentre as principais inovações da lei nº 10.097/2.000, podemos citar a extensão da obrigatoriedade do cumprimento da cota de aprendizes, de 5% a 15% dos trabalhadores em funções que demandam formação profissional, e também a inclusão das escolas técnicas e entidades sem fins lucrativos, que tenham por objetivo a assistência ao adolescente e a educação profissional. Esse item chama para o setor da educação os cuidados com o ensino técnico, o que exigirá uma série de providências fundamentais para que tudo dê certo.

       Já a caminho dessas alterações, nos últimos 12 anos, quase 3 milhões de jovens foram beneficiados, caracterizando o processo por dois aspectos essenciais: a interiorização e a democratização do acesso, com a implantação de inúmeros polos no interior dos estados.

       Isso tudo envolve a inclusão da aprendizagem na área do desporto e a criação do sistema de cotas sociais, por meio de novo instrumento legal, que é o Decreto nº 8.740/2016. Sem dúvida, podemos concordar com o fato de que a Lei da Terceirização e a prometida Reforma do Ensino Médio podem ensejar modificações em todos esses propósitos, mas eles não trarão efeitos negativos se forem analisados sob o prisma da aprendizagem correta, como se deve fazer.

     O que é indiscutível é que há uma crescente demanda de mão-de-obra qualificada. O que torna a profissionalização prioritária, valorizando a escolaridade e a aprendizagem. Queremos ampliar as oportunidades de emprego digno, com o indispensável crescimento econômico de que carece a nação. Na verdade, queremos alcançar o pleno emprego para homens e mulheres, inclusive para jovens com deficiência, até o ano de 2030, com remuneração igual para trabalhos de igual valor. Todos devemos nos empenhar no alcance dessa instrumentação de justiça social.

(Arnaldo Niskier, Crônicas.)
Sobre a coesão textual, analise a frase: “Isso tudo envolve a inclusão da aprendizagem na área do desporto e a criação do sistema de cotas sociais [...]”. A expressão “isso tudo” exerce qual função no texto?
Alternativas
Q3366332 Português
Dificuldades de Aprendizagem

        Na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), 30% dos alunos de Matemática, Leitura e Ciência apresentam dificuldades de aprendizagem em pelo menos uma dessas áreas. Esses números permanecem inalterados há cerca de 20 anos, embora escolas desses países tenham recebido um computador para cada dois alunos.

        Isso prova que temos de aperfeiçoar o emprego dessas tecnologias, para evitar o desperdício. Aconselha-se utilizar uma aprendizagem personalizada e digital. É o caminho do sucesso, para evitar que se ampliem as desigualdades na educação. O chamamento visa especialmente à consciência dos professores.

         O Fórum Nacional de Aprendizagem Profissional reconhece que houve significativas alterações desde o advento da Lei nº 10.097/2.000, que modificou a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Num país que está com 12,3 milhões de desempregados, é importante cuidar da demanda de adolescentes por profissionalização, exigindo ações integradas entre o Estado e a sociedade civil, a partir de um novo conceito de aprendizagem.

        Reconhece o Fórum que a qualificação antes atrelada à formação de mão-de-obra passou a ser mais abrangente. Pede-se um programa com foco na formação integral do aprendiz.

         Dentre as principais inovações da lei nº 10.097/2.000, podemos citar a extensão da obrigatoriedade do cumprimento da cota de aprendizes, de 5% a 15% dos trabalhadores em funções que demandam formação profissional, e também a inclusão das escolas técnicas e entidades sem fins lucrativos, que tenham por objetivo a assistência ao adolescente e a educação profissional. Esse item chama para o setor da educação os cuidados com o ensino técnico, o que exigirá uma série de providências fundamentais para que tudo dê certo.

       Já a caminho dessas alterações, nos últimos 12 anos, quase 3 milhões de jovens foram beneficiados, caracterizando o processo por dois aspectos essenciais: a interiorização e a democratização do acesso, com a implantação de inúmeros polos no interior dos estados.

       Isso tudo envolve a inclusão da aprendizagem na área do desporto e a criação do sistema de cotas sociais, por meio de novo instrumento legal, que é o Decreto nº 8.740/2016. Sem dúvida, podemos concordar com o fato de que a Lei da Terceirização e a prometida Reforma do Ensino Médio podem ensejar modificações em todos esses propósitos, mas eles não trarão efeitos negativos se forem analisados sob o prisma da aprendizagem correta, como se deve fazer.

     O que é indiscutível é que há uma crescente demanda de mão-de-obra qualificada. O que torna a profissionalização prioritária, valorizando a escolaridade e a aprendizagem. Queremos ampliar as oportunidades de emprego digno, com o indispensável crescimento econômico de que carece a nação. Na verdade, queremos alcançar o pleno emprego para homens e mulheres, inclusive para jovens com deficiência, até o ano de 2030, com remuneração igual para trabalhos de igual valor. Todos devemos nos empenhar no alcance dessa instrumentação de justiça social.

(Arnaldo Niskier, Crônicas.)
No primeiro parágrafo do texto, o autor menciona que os resultados educacionais permanecem inalterados há 20 anos, mesmo com o uso de computadores. Com base nesse trecho, assinale a alternativa que expressa corretamente a ideia implícita.
Alternativas
Ano: 2025 Banca: IBADE Órgão: Prefeitura de Rolim de Moura - RO Provas: IBADE - 2025 - Prefeitura de Rolim de Moura - RO - Motorista de Veículos Pesados | IBADE - 2025 - Prefeitura de Rolim de Moura - RO - Borracheiro | IBADE - 2025 - Prefeitura de Rolim de Moura - RO - Braçal | IBADE - 2025 - Prefeitura de Rolim de Moura - RO - Carpinteiro | IBADE - 2025 - Prefeitura de Rolim de Moura - RO - Costureira | IBADE - 2025 - Prefeitura de Rolim de Moura - RO - Eletricista de Alta-Baixa Tensão | IBADE - 2025 - Prefeitura de Rolim de Moura - RO - Motorista de Veículos Leves | IBADE - 2025 - Prefeitura de Rolim de Moura - RO - Operador de Máquinas Pesadas | IBADE - 2025 - Prefeitura de Rolim de Moura - RO - Mecânico de Veículos e Máquinas Pesadas | IBADE - 2025 - Prefeitura de Rolim de Moura - RO - Coveiro | IBADE - 2025 - Prefeitura de Rolim de Moura - RO - Cozinheira | IBADE - 2025 - Prefeitura de Rolim de Moura - RO - Eletricista de Veículos | IBADE - 2025 - Prefeitura de Rolim de Moura - RO - Eletricista Predial | IBADE - 2025 - Prefeitura de Rolim de Moura - RO - Lavadeira | IBADE - 2025 - Prefeitura de Rolim de Moura - RO - Operador de Minicarregadeira | IBADE - 2025 - Prefeitura de Rolim de Moura - RO - Operador de Pá Cerregadeira | IBADE - 2025 - Prefeitura de Rolim de Moura - RO - Operador de Retroescavadeira | IBADE - 2025 - Prefeitura de Rolim de Moura - RO - Operador de Retroescavadeira PC | IBADE - 2025 - Prefeitura de Rolim de Moura - RO - Operador de Trator de Pneu | IBADE - 2025 - Prefeitura de Rolim de Moura - RO - Pedreiro | IBADE - 2025 - Prefeitura de Rolim de Moura - RO - Serviços Gerais | IBADE - 2025 - Prefeitura de Rolim de Moura - RO - Soldador | IBADE - 2025 - Prefeitura de Rolim de Moura - RO - Vigia | IBADE - 2025 - Prefeitura de Rolim de Moura - RO - Zelador |
Q3366148 Português
Assinale a alternativa que apresenta duas palavras sinônimas.
Alternativas
Q3365918 Português
Assinale a alternativa em que as palavras destacadas são classificadas como antônimos
Alternativas
Q3365679 Português

Texto para a questão. 


1   Quem nunca se deparou com alguma antiga anotação e se frustrou por não conseguir entender a própria
caligrafia? A triste verdade: estamos esquecendo como escrever à mão!

    Escrever à mão está entre as técnicas culturais mais importantes da evolução humana. Milhares de anos atrás,
4 as informações eram esculpidas em argila ou pedra, ou escritas com tinta em folhas de palmeira,  pergaminho ou papiro. Até a invenção da imprensa, a escrita à mão era a única maneira de registrar a linguagem em qualquer meio que fosse.

7   A escrita mais antiga de que se tem conhecimento tem cerca de 5 mil a 6 mil anos: desenvolvida pelos sumérios
no atual Iraque, a escrita cuneiforme era utilizada na administração do comércio. Essa escrita pictórica consistia em
cerca de 900 pictogramas e ideogramas, ou seja, símbolos e sinais que eram riscados em tábuas de argila úmida com
10 pedaços de madeira. Com o tempo, essa "caligrafia" evoluiu para várias fontes e também para nosso alfabeto
moderno.
   Ao contrário da fala, a escrita antigamente era reservada apenas a uma minoria: a nobreza, os intelectuais e os

13 comerciantes. O fato de tantas pessoas saberem ler e escrever hoje em dia é resultado da introdução da escolaridade obrigatória no século XX.
    Nestes tempos virtuais, nós nos limitamos a digitar em computadores e smartphones e, quando muito,

16 fazemos uma lista de compras ou poucas outras anotações à mão. Raramente — ou com certa relutância — nos
comunicamos por meio de canetas e papel, enquanto a comunicação por e-mails, mensagens de texto ou —
sobretudo entre os mais jovens — por mensagens de voz virou a regra. 
19  Em plena era digital, agora nos parece extremamente tedioso escrever um texto mais longo à mão. Para que
um cartão de aniversário ou uma carta sejam escritos de forma particularmente bela, é necessário dedicar toda nossa concentração. 
22   Desde crianças, aprendemos a escrever à mão da forma mais correta e ordenada possível. Embora todas as
crianças aprendam as mesmas letras, a escrita de cada um é sempre muito particular. Durante a adolescência e o
início da fase adulta, nossa caligrafia costuma mudar significativamente, mas depois disso ela permanece
25  praticamente a mesma para a maioria das pessoas — cada um desenvolve uma caligrafia única.
      Mas sem prática e controle, a caligrafia só tende a piorar. Problemas de caligrafia são há muito um problema
da sociedade como um todo, e não apenas dos estudantes, como muitas vezes se supõe. A caligrafia correta e legível,
28  afinal, passa por uma verificação na escola.
      Ainda assim, a Associação Alemã de Educação e Formação vem há anos reclamando do declínio das
habilidades de escrita e do aumento dos déficits motores entre crianças em idade escolar. De acordo com o Estudo
31  sobre o desenvolvimento, os problemas e as intervenções na questão da caligrafia (STEP 2022), cada vez mais crianças
estão tendo dificuldades para escrever de forma rápida e legível. E os lockdowns e a prática de ensino domiciliar
durante a pandemia do coronavírus só pioraram a situação.
34   À medida que as pessoas envelhecem, durante a adolescência e no início da idade adulta, a caligrafia tende a
se tornar cada vez mais ilegível — também por causa da falta de prática e controle. 
    Digitar em um teclado é imbatível, especialmente para textos mais longos, pois a estrutura do texto pode ser
37 alterada conforme desejado. A correção automática também elimina erros banais, tornando a escrita mais rápida,
mais legível e menos cansativa.
     A escrita à mão, por outro lado, desafia o cérebro mais do que a digitação e, portanto, promove o aprendizado.
40 Além disso, ao se escrever, o cérebro compara a escrita resultante com modelos aprendidos das letras e palavras e
ajusta a posição dos dedos em tempo real. Olhos e cérebro monitoram constantemente se os dedos estão segurando
a caneta corretamente, aplicando a quantidade certa de pressão, e se claras linhas são criadas ao escrever. Isso requer
43 uma coordenação muito precisa entre os processos visuais e motores. É essa combinação de informação visual e processamento de informação que promove o aprendizado.
   De fato, a escrita à mão é mais lenta do que a digitação, mas isso não é necessariamente uma desvantagem. A
46 lentidão natural nos obriga a processar informações de forma mais intensiva.
  Resumimos o que ouvimos ou pensamos com mais clareza, destacamos palavras-chave ou citações concisas,
às vezes usamos setas ou marcadores para estabelecer conexões e, geralmente, nos envolvemos mais intensamente
49 com o conteúdo, retendo-o em nossa memória por mais tempo.  




                                                                                      Internet:https://g1.globo.com/ (com adaptações).

Assinale a alternativa cuja frase apresenta o verbo “esquecer” com o mesmo sentido em que ele está empregado no seguinte trecho do texto: “estamos esquecendo como escrever à mão!” (linha 2). 
Alternativas
Q3365678 Português

Texto para a questão. 


1   Quem nunca se deparou com alguma antiga anotação e se frustrou por não conseguir entender a própria
caligrafia? A triste verdade: estamos esquecendo como escrever à mão!

    Escrever à mão está entre as técnicas culturais mais importantes da evolução humana. Milhares de anos atrás,
4 as informações eram esculpidas em argila ou pedra, ou escritas com tinta em folhas de palmeira,  pergaminho ou papiro. Até a invenção da imprensa, a escrita à mão era a única maneira de registrar a linguagem em qualquer meio que fosse.

7   A escrita mais antiga de que se tem conhecimento tem cerca de 5 mil a 6 mil anos: desenvolvida pelos sumérios
no atual Iraque, a escrita cuneiforme era utilizada na administração do comércio. Essa escrita pictórica consistia em
cerca de 900 pictogramas e ideogramas, ou seja, símbolos e sinais que eram riscados em tábuas de argila úmida com
10 pedaços de madeira. Com o tempo, essa "caligrafia" evoluiu para várias fontes e também para nosso alfabeto
moderno.
   Ao contrário da fala, a escrita antigamente era reservada apenas a uma minoria: a nobreza, os intelectuais e os

13 comerciantes. O fato de tantas pessoas saberem ler e escrever hoje em dia é resultado da introdução da escolaridade obrigatória no século XX.
    Nestes tempos virtuais, nós nos limitamos a digitar em computadores e smartphones e, quando muito,

16 fazemos uma lista de compras ou poucas outras anotações à mão. Raramente — ou com certa relutância — nos
comunicamos por meio de canetas e papel, enquanto a comunicação por e-mails, mensagens de texto ou —
sobretudo entre os mais jovens — por mensagens de voz virou a regra. 
19  Em plena era digital, agora nos parece extremamente tedioso escrever um texto mais longo à mão. Para que
um cartão de aniversário ou uma carta sejam escritos de forma particularmente bela, é necessário dedicar toda nossa concentração. 
22   Desde crianças, aprendemos a escrever à mão da forma mais correta e ordenada possível. Embora todas as
crianças aprendam as mesmas letras, a escrita de cada um é sempre muito particular. Durante a adolescência e o
início da fase adulta, nossa caligrafia costuma mudar significativamente, mas depois disso ela permanece
25  praticamente a mesma para a maioria das pessoas — cada um desenvolve uma caligrafia única.
      Mas sem prática e controle, a caligrafia só tende a piorar. Problemas de caligrafia são há muito um problema
da sociedade como um todo, e não apenas dos estudantes, como muitas vezes se supõe. A caligrafia correta e legível,
28  afinal, passa por uma verificação na escola.
      Ainda assim, a Associação Alemã de Educação e Formação vem há anos reclamando do declínio das
habilidades de escrita e do aumento dos déficits motores entre crianças em idade escolar. De acordo com o Estudo
31  sobre o desenvolvimento, os problemas e as intervenções na questão da caligrafia (STEP 2022), cada vez mais crianças
estão tendo dificuldades para escrever de forma rápida e legível. E os lockdowns e a prática de ensino domiciliar
durante a pandemia do coronavírus só pioraram a situação.
34   À medida que as pessoas envelhecem, durante a adolescência e no início da idade adulta, a caligrafia tende a
se tornar cada vez mais ilegível — também por causa da falta de prática e controle. 
    Digitar em um teclado é imbatível, especialmente para textos mais longos, pois a estrutura do texto pode ser
37 alterada conforme desejado. A correção automática também elimina erros banais, tornando a escrita mais rápida,
mais legível e menos cansativa.
     A escrita à mão, por outro lado, desafia o cérebro mais do que a digitação e, portanto, promove o aprendizado.
40 Além disso, ao se escrever, o cérebro compara a escrita resultante com modelos aprendidos das letras e palavras e
ajusta a posição dos dedos em tempo real. Olhos e cérebro monitoram constantemente se os dedos estão segurando
a caneta corretamente, aplicando a quantidade certa de pressão, e se claras linhas são criadas ao escrever. Isso requer
43 uma coordenação muito precisa entre os processos visuais e motores. É essa combinação de informação visual e processamento de informação que promove o aprendizado.
   De fato, a escrita à mão é mais lenta do que a digitação, mas isso não é necessariamente uma desvantagem. A
46 lentidão natural nos obriga a processar informações de forma mais intensiva.
  Resumimos o que ouvimos ou pensamos com mais clareza, destacamos palavras-chave ou citações concisas,
às vezes usamos setas ou marcadores para estabelecer conexões e, geralmente, nos envolvemos mais intensamente
49 com o conteúdo, retendo-o em nossa memória por mais tempo.  




                                                                                      Internet:https://g1.globo.com/ (com adaptações).

Assinale a alternativa que apresenta uma reescrita que é gramaticalmente correta e mantém o sentido do seguinte trecho do texto: “desenvolvida pelos sumérios no atual Iraque, a escrita cuneiforme era utilizada na administração do comércio.” (linhas 7-8).
Alternativas
Q3365676 Português

Texto para a questão. 


1   Quem nunca se deparou com alguma antiga anotação e se frustrou por não conseguir entender a própria
caligrafia? A triste verdade: estamos esquecendo como escrever à mão!

    Escrever à mão está entre as técnicas culturais mais importantes da evolução humana. Milhares de anos atrás,
4 as informações eram esculpidas em argila ou pedra, ou escritas com tinta em folhas de palmeira,  pergaminho ou papiro. Até a invenção da imprensa, a escrita à mão era a única maneira de registrar a linguagem em qualquer meio que fosse.

7   A escrita mais antiga de que se tem conhecimento tem cerca de 5 mil a 6 mil anos: desenvolvida pelos sumérios
no atual Iraque, a escrita cuneiforme era utilizada na administração do comércio. Essa escrita pictórica consistia em
cerca de 900 pictogramas e ideogramas, ou seja, símbolos e sinais que eram riscados em tábuas de argila úmida com
10 pedaços de madeira. Com o tempo, essa "caligrafia" evoluiu para várias fontes e também para nosso alfabeto
moderno.
   Ao contrário da fala, a escrita antigamente era reservada apenas a uma minoria: a nobreza, os intelectuais e os

13 comerciantes. O fato de tantas pessoas saberem ler e escrever hoje em dia é resultado da introdução da escolaridade obrigatória no século XX.
    Nestes tempos virtuais, nós nos limitamos a digitar em computadores e smartphones e, quando muito,

16 fazemos uma lista de compras ou poucas outras anotações à mão. Raramente — ou com certa relutância — nos
comunicamos por meio de canetas e papel, enquanto a comunicação por e-mails, mensagens de texto ou —
sobretudo entre os mais jovens — por mensagens de voz virou a regra. 
19  Em plena era digital, agora nos parece extremamente tedioso escrever um texto mais longo à mão. Para que
um cartão de aniversário ou uma carta sejam escritos de forma particularmente bela, é necessário dedicar toda nossa concentração. 
22   Desde crianças, aprendemos a escrever à mão da forma mais correta e ordenada possível. Embora todas as
crianças aprendam as mesmas letras, a escrita de cada um é sempre muito particular. Durante a adolescência e o
início da fase adulta, nossa caligrafia costuma mudar significativamente, mas depois disso ela permanece
25  praticamente a mesma para a maioria das pessoas — cada um desenvolve uma caligrafia única.
      Mas sem prática e controle, a caligrafia só tende a piorar. Problemas de caligrafia são há muito um problema
da sociedade como um todo, e não apenas dos estudantes, como muitas vezes se supõe. A caligrafia correta e legível,
28  afinal, passa por uma verificação na escola.
      Ainda assim, a Associação Alemã de Educação e Formação vem há anos reclamando do declínio das
habilidades de escrita e do aumento dos déficits motores entre crianças em idade escolar. De acordo com o Estudo
31  sobre o desenvolvimento, os problemas e as intervenções na questão da caligrafia (STEP 2022), cada vez mais crianças
estão tendo dificuldades para escrever de forma rápida e legível. E os lockdowns e a prática de ensino domiciliar
durante a pandemia do coronavírus só pioraram a situação.
34   À medida que as pessoas envelhecem, durante a adolescência e no início da idade adulta, a caligrafia tende a
se tornar cada vez mais ilegível — também por causa da falta de prática e controle. 
    Digitar em um teclado é imbatível, especialmente para textos mais longos, pois a estrutura do texto pode ser
37 alterada conforme desejado. A correção automática também elimina erros banais, tornando a escrita mais rápida,
mais legível e menos cansativa.
     A escrita à mão, por outro lado, desafia o cérebro mais do que a digitação e, portanto, promove o aprendizado.
40 Além disso, ao se escrever, o cérebro compara a escrita resultante com modelos aprendidos das letras e palavras e
ajusta a posição dos dedos em tempo real. Olhos e cérebro monitoram constantemente se os dedos estão segurando
a caneta corretamente, aplicando a quantidade certa de pressão, e se claras linhas são criadas ao escrever. Isso requer
43 uma coordenação muito precisa entre os processos visuais e motores. É essa combinação de informação visual e processamento de informação que promove o aprendizado.
   De fato, a escrita à mão é mais lenta do que a digitação, mas isso não é necessariamente uma desvantagem. A
46 lentidão natural nos obriga a processar informações de forma mais intensiva.
  Resumimos o que ouvimos ou pensamos com mais clareza, destacamos palavras-chave ou citações concisas,
às vezes usamos setas ou marcadores para estabelecer conexões e, geralmente, nos envolvemos mais intensamente
49 com o conteúdo, retendo-o em nossa memória por mais tempo.  




                                                                                      Internet:https://g1.globo.com/ (com adaptações).

A expressão “À medida que” (linha 34) transmite ideia de  
Alternativas
Q3365674 Português

Texto para a questão. 


1   Quem nunca se deparou com alguma antiga anotação e se frustrou por não conseguir entender a própria
caligrafia? A triste verdade: estamos esquecendo como escrever à mão!

    Escrever à mão está entre as técnicas culturais mais importantes da evolução humana. Milhares de anos atrás,
4 as informações eram esculpidas em argila ou pedra, ou escritas com tinta em folhas de palmeira,  pergaminho ou papiro. Até a invenção da imprensa, a escrita à mão era a única maneira de registrar a linguagem em qualquer meio que fosse.

7   A escrita mais antiga de que se tem conhecimento tem cerca de 5 mil a 6 mil anos: desenvolvida pelos sumérios
no atual Iraque, a escrita cuneiforme era utilizada na administração do comércio. Essa escrita pictórica consistia em
cerca de 900 pictogramas e ideogramas, ou seja, símbolos e sinais que eram riscados em tábuas de argila úmida com
10 pedaços de madeira. Com o tempo, essa "caligrafia" evoluiu para várias fontes e também para nosso alfabeto
moderno.
   Ao contrário da fala, a escrita antigamente era reservada apenas a uma minoria: a nobreza, os intelectuais e os

13 comerciantes. O fato de tantas pessoas saberem ler e escrever hoje em dia é resultado da introdução da escolaridade obrigatória no século XX.
    Nestes tempos virtuais, nós nos limitamos a digitar em computadores e smartphones e, quando muito,

16 fazemos uma lista de compras ou poucas outras anotações à mão. Raramente — ou com certa relutância — nos
comunicamos por meio de canetas e papel, enquanto a comunicação por e-mails, mensagens de texto ou —
sobretudo entre os mais jovens — por mensagens de voz virou a regra. 
19  Em plena era digital, agora nos parece extremamente tedioso escrever um texto mais longo à mão. Para que
um cartão de aniversário ou uma carta sejam escritos de forma particularmente bela, é necessário dedicar toda nossa concentração. 
22   Desde crianças, aprendemos a escrever à mão da forma mais correta e ordenada possível. Embora todas as
crianças aprendam as mesmas letras, a escrita de cada um é sempre muito particular. Durante a adolescência e o
início da fase adulta, nossa caligrafia costuma mudar significativamente, mas depois disso ela permanece
25  praticamente a mesma para a maioria das pessoas — cada um desenvolve uma caligrafia única.
      Mas sem prática e controle, a caligrafia só tende a piorar. Problemas de caligrafia são há muito um problema
da sociedade como um todo, e não apenas dos estudantes, como muitas vezes se supõe. A caligrafia correta e legível,
28  afinal, passa por uma verificação na escola.
      Ainda assim, a Associação Alemã de Educação e Formação vem há anos reclamando do declínio das
habilidades de escrita e do aumento dos déficits motores entre crianças em idade escolar. De acordo com o Estudo
31  sobre o desenvolvimento, os problemas e as intervenções na questão da caligrafia (STEP 2022), cada vez mais crianças
estão tendo dificuldades para escrever de forma rápida e legível. E os lockdowns e a prática de ensino domiciliar
durante a pandemia do coronavírus só pioraram a situação.
34   À medida que as pessoas envelhecem, durante a adolescência e no início da idade adulta, a caligrafia tende a
se tornar cada vez mais ilegível — também por causa da falta de prática e controle. 
    Digitar em um teclado é imbatível, especialmente para textos mais longos, pois a estrutura do texto pode ser
37 alterada conforme desejado. A correção automática também elimina erros banais, tornando a escrita mais rápida,
mais legível e menos cansativa.
     A escrita à mão, por outro lado, desafia o cérebro mais do que a digitação e, portanto, promove o aprendizado.
40 Além disso, ao se escrever, o cérebro compara a escrita resultante com modelos aprendidos das letras e palavras e
ajusta a posição dos dedos em tempo real. Olhos e cérebro monitoram constantemente se os dedos estão segurando
a caneta corretamente, aplicando a quantidade certa de pressão, e se claras linhas são criadas ao escrever. Isso requer
43 uma coordenação muito precisa entre os processos visuais e motores. É essa combinação de informação visual e processamento de informação que promove o aprendizado.
   De fato, a escrita à mão é mais lenta do que a digitação, mas isso não é necessariamente uma desvantagem. A
46 lentidão natural nos obriga a processar informações de forma mais intensiva.
  Resumimos o que ouvimos ou pensamos com mais clareza, destacamos palavras-chave ou citações concisas,
às vezes usamos setas ou marcadores para estabelecer conexões e, geralmente, nos envolvemos mais intensamente
49 com o conteúdo, retendo-o em nossa memória por mais tempo.  




                                                                                      Internet:https://g1.globo.com/ (com adaptações).

Ao comparar a escrita à mão com a digitação, o autor defende que 
Alternativas
Q3365673 Português

Texto para a questão. 


1   Quem nunca se deparou com alguma antiga anotação e se frustrou por não conseguir entender a própria
caligrafia? A triste verdade: estamos esquecendo como escrever à mão!

    Escrever à mão está entre as técnicas culturais mais importantes da evolução humana. Milhares de anos atrás,
4 as informações eram esculpidas em argila ou pedra, ou escritas com tinta em folhas de palmeira,  pergaminho ou papiro. Até a invenção da imprensa, a escrita à mão era a única maneira de registrar a linguagem em qualquer meio que fosse.

7   A escrita mais antiga de que se tem conhecimento tem cerca de 5 mil a 6 mil anos: desenvolvida pelos sumérios
no atual Iraque, a escrita cuneiforme era utilizada na administração do comércio. Essa escrita pictórica consistia em
cerca de 900 pictogramas e ideogramas, ou seja, símbolos e sinais que eram riscados em tábuas de argila úmida com
10 pedaços de madeira. Com o tempo, essa "caligrafia" evoluiu para várias fontes e também para nosso alfabeto
moderno.
   Ao contrário da fala, a escrita antigamente era reservada apenas a uma minoria: a nobreza, os intelectuais e os

13 comerciantes. O fato de tantas pessoas saberem ler e escrever hoje em dia é resultado da introdução da escolaridade obrigatória no século XX.
    Nestes tempos virtuais, nós nos limitamos a digitar em computadores e smartphones e, quando muito,

16 fazemos uma lista de compras ou poucas outras anotações à mão. Raramente — ou com certa relutância — nos
comunicamos por meio de canetas e papel, enquanto a comunicação por e-mails, mensagens de texto ou —
sobretudo entre os mais jovens — por mensagens de voz virou a regra. 
19  Em plena era digital, agora nos parece extremamente tedioso escrever um texto mais longo à mão. Para que
um cartão de aniversário ou uma carta sejam escritos de forma particularmente bela, é necessário dedicar toda nossa concentração. 
22   Desde crianças, aprendemos a escrever à mão da forma mais correta e ordenada possível. Embora todas as
crianças aprendam as mesmas letras, a escrita de cada um é sempre muito particular. Durante a adolescência e o
início da fase adulta, nossa caligrafia costuma mudar significativamente, mas depois disso ela permanece
25  praticamente a mesma para a maioria das pessoas — cada um desenvolve uma caligrafia única.
      Mas sem prática e controle, a caligrafia só tende a piorar. Problemas de caligrafia são há muito um problema
da sociedade como um todo, e não apenas dos estudantes, como muitas vezes se supõe. A caligrafia correta e legível,
28  afinal, passa por uma verificação na escola.
      Ainda assim, a Associação Alemã de Educação e Formação vem há anos reclamando do declínio das
habilidades de escrita e do aumento dos déficits motores entre crianças em idade escolar. De acordo com o Estudo
31  sobre o desenvolvimento, os problemas e as intervenções na questão da caligrafia (STEP 2022), cada vez mais crianças
estão tendo dificuldades para escrever de forma rápida e legível. E os lockdowns e a prática de ensino domiciliar
durante a pandemia do coronavírus só pioraram a situação.
34   À medida que as pessoas envelhecem, durante a adolescência e no início da idade adulta, a caligrafia tende a
se tornar cada vez mais ilegível — também por causa da falta de prática e controle. 
    Digitar em um teclado é imbatível, especialmente para textos mais longos, pois a estrutura do texto pode ser
37 alterada conforme desejado. A correção automática também elimina erros banais, tornando a escrita mais rápida,
mais legível e menos cansativa.
     A escrita à mão, por outro lado, desafia o cérebro mais do que a digitação e, portanto, promove o aprendizado.
40 Além disso, ao se escrever, o cérebro compara a escrita resultante com modelos aprendidos das letras e palavras e
ajusta a posição dos dedos em tempo real. Olhos e cérebro monitoram constantemente se os dedos estão segurando
a caneta corretamente, aplicando a quantidade certa de pressão, e se claras linhas são criadas ao escrever. Isso requer
43 uma coordenação muito precisa entre os processos visuais e motores. É essa combinação de informação visual e processamento de informação que promove o aprendizado.
   De fato, a escrita à mão é mais lenta do que a digitação, mas isso não é necessariamente uma desvantagem. A
46 lentidão natural nos obriga a processar informações de forma mais intensiva.
  Resumimos o que ouvimos ou pensamos com mais clareza, destacamos palavras-chave ou citações concisas,
às vezes usamos setas ou marcadores para estabelecer conexões e, geralmente, nos envolvemos mais intensamente
49 com o conteúdo, retendo-o em nossa memória por mais tempo.  




                                                                                      Internet:https://g1.globo.com/ (com adaptações).

De acordo com o texto, o acontecimento histórico que fez a escrita à mão deixar de ser a única forma de registrar a linguagem foi  
Alternativas
Q3365672 Português

Texto para a questão. 


1   Quem nunca se deparou com alguma antiga anotação e se frustrou por não conseguir entender a própria
caligrafia? A triste verdade: estamos esquecendo como escrever à mão!

    Escrever à mão está entre as técnicas culturais mais importantes da evolução humana. Milhares de anos atrás,
4 as informações eram esculpidas em argila ou pedra, ou escritas com tinta em folhas de palmeira,  pergaminho ou papiro. Até a invenção da imprensa, a escrita à mão era a única maneira de registrar a linguagem em qualquer meio que fosse.

7   A escrita mais antiga de que se tem conhecimento tem cerca de 5 mil a 6 mil anos: desenvolvida pelos sumérios
no atual Iraque, a escrita cuneiforme era utilizada na administração do comércio. Essa escrita pictórica consistia em
cerca de 900 pictogramas e ideogramas, ou seja, símbolos e sinais que eram riscados em tábuas de argila úmida com
10 pedaços de madeira. Com o tempo, essa "caligrafia" evoluiu para várias fontes e também para nosso alfabeto
moderno.
   Ao contrário da fala, a escrita antigamente era reservada apenas a uma minoria: a nobreza, os intelectuais e os

13 comerciantes. O fato de tantas pessoas saberem ler e escrever hoje em dia é resultado da introdução da escolaridade obrigatória no século XX.
    Nestes tempos virtuais, nós nos limitamos a digitar em computadores e smartphones e, quando muito,

16 fazemos uma lista de compras ou poucas outras anotações à mão. Raramente — ou com certa relutância — nos
comunicamos por meio de canetas e papel, enquanto a comunicação por e-mails, mensagens de texto ou —
sobretudo entre os mais jovens — por mensagens de voz virou a regra. 
19  Em plena era digital, agora nos parece extremamente tedioso escrever um texto mais longo à mão. Para que
um cartão de aniversário ou uma carta sejam escritos de forma particularmente bela, é necessário dedicar toda nossa concentração. 
22   Desde crianças, aprendemos a escrever à mão da forma mais correta e ordenada possível. Embora todas as
crianças aprendam as mesmas letras, a escrita de cada um é sempre muito particular. Durante a adolescência e o
início da fase adulta, nossa caligrafia costuma mudar significativamente, mas depois disso ela permanece
25  praticamente a mesma para a maioria das pessoas — cada um desenvolve uma caligrafia única.
      Mas sem prática e controle, a caligrafia só tende a piorar. Problemas de caligrafia são há muito um problema
da sociedade como um todo, e não apenas dos estudantes, como muitas vezes se supõe. A caligrafia correta e legível,
28  afinal, passa por uma verificação na escola.
      Ainda assim, a Associação Alemã de Educação e Formação vem há anos reclamando do declínio das
habilidades de escrita e do aumento dos déficits motores entre crianças em idade escolar. De acordo com o Estudo
31  sobre o desenvolvimento, os problemas e as intervenções na questão da caligrafia (STEP 2022), cada vez mais crianças
estão tendo dificuldades para escrever de forma rápida e legível. E os lockdowns e a prática de ensino domiciliar
durante a pandemia do coronavírus só pioraram a situação.
34   À medida que as pessoas envelhecem, durante a adolescência e no início da idade adulta, a caligrafia tende a
se tornar cada vez mais ilegível — também por causa da falta de prática e controle. 
    Digitar em um teclado é imbatível, especialmente para textos mais longos, pois a estrutura do texto pode ser
37 alterada conforme desejado. A correção automática também elimina erros banais, tornando a escrita mais rápida,
mais legível e menos cansativa.
     A escrita à mão, por outro lado, desafia o cérebro mais do que a digitação e, portanto, promove o aprendizado.
40 Além disso, ao se escrever, o cérebro compara a escrita resultante com modelos aprendidos das letras e palavras e
ajusta a posição dos dedos em tempo real. Olhos e cérebro monitoram constantemente se os dedos estão segurando
a caneta corretamente, aplicando a quantidade certa de pressão, e se claras linhas são criadas ao escrever. Isso requer
43 uma coordenação muito precisa entre os processos visuais e motores. É essa combinação de informação visual e processamento de informação que promove o aprendizado.
   De fato, a escrita à mão é mais lenta do que a digitação, mas isso não é necessariamente uma desvantagem. A
46 lentidão natural nos obriga a processar informações de forma mais intensiva.
  Resumimos o que ouvimos ou pensamos com mais clareza, destacamos palavras-chave ou citações concisas,
às vezes usamos setas ou marcadores para estabelecer conexões e, geralmente, nos envolvemos mais intensamente
49 com o conteúdo, retendo-o em nossa memória por mais tempo.  




                                                                                      Internet:https://g1.globo.com/ (com adaptações).

Com base nas ideias veiculadas no texto, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3365511 Português
No quinto parágrafo, na expressão “para o estado”, o estado a que se faz referência é o estado
Alternativas
Q3365458 Português

Texto I


Somos Todos Africanos


Sempre que entram em crise, as civilizações começam a olhar para o seu passado buscando inspiração para o futuro. Hoje estamos no coração de uma fenomenal crise planetária que afeta todas as civilizações. Ela pode significar um salto rumo a um estado superior da hominização, bem como uma tragédia ameaçadora para toda a nossa espécie. Num momento assim radical, não é sem interesse sondar as nossas raízes mais ancestrais e aquele começo seminal em que deixamos de ser primatas e passamos a ser humanos. Aqui deve haver lições que nos podem ser muito úteis. Hoje é consenso entre os paleontólogos e antropólogos que a aventura da hominização se iniciou na África, cerca de sete milhões de anos atrás. Ela se acelerou passando pelo homo habilis, erectus, neanderthalensis até chegar ao homo sapiens, cerca de 100 mil anos atrás. Da África, ele se propagou para a Ásia, há sessenta mil anos; para a Europa, há 40 mil anos; e para as Américas, há 30 mil anos.


A África não é apenas o lugar geográfico das origens. É o arquétipo primal, o conjunto das marcas impressas na alma do ser humano, presente ainda hoje como informações indeléveis, à semelhança daquelas inscritas em nosso código genético. Foi na África que o ser humano elaborou suas primeiras sensações, onde se articularam as crescentes conexões neurais (cerebralização), brilharam os primeiros pensamentos, fortaleceu-se a juvenilização (processo semelhante ao de um jovem que mostra plasticidade e capacidade de aprendizagem) e emergiu a complexidade social que permitiu o surgimento da linguagem e da cultura. Há um espírito da África presente em cada um dos seres humanos.


Vejo três eixos principais do espírito da África que podem significar uma verdadeira terapia para a nossa crise global.


O primeiro é a Mãe-terra. Espalhando-se pelos vastos espaços africanos, nossos ancestrais entraram em profunda comunhão com a Terra, sentindo a interconexão que todas as coisas guardam entre si. Mesmo vítimas da exploração colonialista, os atuais africanos não perderam esse sentido materno da Terra, tão bem representado pela queniana Wangari Mathai, ganhadora do Prêmio Nobel da Paz por plantar milhões de árvores e devolver, assim, vitalidade à Terra. Precisamos nos reapropriar desse espírito da Terra para salvar Gaia, nossa Mãe e única Casa Comum.


O segundo eixo é a matriz relacional (relational matrix, no dizer dos antropólogos). Os africanos usam a palavra ubuntu, que significa força que conecta a todos formando a comunidade dos humanos. Quer dizer, eu me faço humano através do conjunto das conexões com a vida, a natureza, os outros e o Divino. (...) 


O terceiro eixo são os rituais. Experiências importantes da vida pessoal, social e sazonal são celebradas com ritos, danças, músicas e apresentações de máscaras, portadores de energia cósmica. É nos rituais que as forças negativas e positivas se equilibram e que se aprofunda o sentido da vida.

Se reincorporarmos o espírito da África, a crise não precisará ser uma tragédia.


(Leonardo Boff, Jornal do Brasil, 2010 – Adaptado).

“A África não é apenas o lugar geográfico das origens. É o arquétipo primal, o conjunto das marcas impressas na alma do ser humano, presente ainda hoje como informações indeléveis (...)” o termo destacado pode ser substituído, sem prejuízo, por:
Alternativas
Q3365454 Português

Texto I


Somos Todos Africanos


Sempre que entram em crise, as civilizações começam a olhar para o seu passado buscando inspiração para o futuro. Hoje estamos no coração de uma fenomenal crise planetária que afeta todas as civilizações. Ela pode significar um salto rumo a um estado superior da hominização, bem como uma tragédia ameaçadora para toda a nossa espécie. Num momento assim radical, não é sem interesse sondar as nossas raízes mais ancestrais e aquele começo seminal em que deixamos de ser primatas e passamos a ser humanos. Aqui deve haver lições que nos podem ser muito úteis. Hoje é consenso entre os paleontólogos e antropólogos que a aventura da hominização se iniciou na África, cerca de sete milhões de anos atrás. Ela se acelerou passando pelo homo habilis, erectus, neanderthalensis até chegar ao homo sapiens, cerca de 100 mil anos atrás. Da África, ele se propagou para a Ásia, há sessenta mil anos; para a Europa, há 40 mil anos; e para as Américas, há 30 mil anos.


A África não é apenas o lugar geográfico das origens. É o arquétipo primal, o conjunto das marcas impressas na alma do ser humano, presente ainda hoje como informações indeléveis, à semelhança daquelas inscritas em nosso código genético. Foi na África que o ser humano elaborou suas primeiras sensações, onde se articularam as crescentes conexões neurais (cerebralização), brilharam os primeiros pensamentos, fortaleceu-se a juvenilização (processo semelhante ao de um jovem que mostra plasticidade e capacidade de aprendizagem) e emergiu a complexidade social que permitiu o surgimento da linguagem e da cultura. Há um espírito da África presente em cada um dos seres humanos.


Vejo três eixos principais do espírito da África que podem significar uma verdadeira terapia para a nossa crise global.


O primeiro é a Mãe-terra. Espalhando-se pelos vastos espaços africanos, nossos ancestrais entraram em profunda comunhão com a Terra, sentindo a interconexão que todas as coisas guardam entre si. Mesmo vítimas da exploração colonialista, os atuais africanos não perderam esse sentido materno da Terra, tão bem representado pela queniana Wangari Mathai, ganhadora do Prêmio Nobel da Paz por plantar milhões de árvores e devolver, assim, vitalidade à Terra. Precisamos nos reapropriar desse espírito da Terra para salvar Gaia, nossa Mãe e única Casa Comum.


O segundo eixo é a matriz relacional (relational matrix, no dizer dos antropólogos). Os africanos usam a palavra ubuntu, que significa força que conecta a todos formando a comunidade dos humanos. Quer dizer, eu me faço humano através do conjunto das conexões com a vida, a natureza, os outros e o Divino. (...) 


O terceiro eixo são os rituais. Experiências importantes da vida pessoal, social e sazonal são celebradas com ritos, danças, músicas e apresentações de máscaras, portadores de energia cósmica. É nos rituais que as forças negativas e positivas se equilibram e que se aprofunda o sentido da vida.

Se reincorporarmos o espírito da África, a crise não precisará ser uma tragédia.


(Leonardo Boff, Jornal do Brasil, 2010 – Adaptado).

“Se reincorporarmos o espírito da África, a crise não precisará ser uma tragédia.” Esse espírito africano é formado pelos três eixos:
Alternativas
Q3365453 Português

Texto I


Somos Todos Africanos


Sempre que entram em crise, as civilizações começam a olhar para o seu passado buscando inspiração para o futuro. Hoje estamos no coração de uma fenomenal crise planetária que afeta todas as civilizações. Ela pode significar um salto rumo a um estado superior da hominização, bem como uma tragédia ameaçadora para toda a nossa espécie. Num momento assim radical, não é sem interesse sondar as nossas raízes mais ancestrais e aquele começo seminal em que deixamos de ser primatas e passamos a ser humanos. Aqui deve haver lições que nos podem ser muito úteis. Hoje é consenso entre os paleontólogos e antropólogos que a aventura da hominização se iniciou na África, cerca de sete milhões de anos atrás. Ela se acelerou passando pelo homo habilis, erectus, neanderthalensis até chegar ao homo sapiens, cerca de 100 mil anos atrás. Da África, ele se propagou para a Ásia, há sessenta mil anos; para a Europa, há 40 mil anos; e para as Américas, há 30 mil anos.


A África não é apenas o lugar geográfico das origens. É o arquétipo primal, o conjunto das marcas impressas na alma do ser humano, presente ainda hoje como informações indeléveis, à semelhança daquelas inscritas em nosso código genético. Foi na África que o ser humano elaborou suas primeiras sensações, onde se articularam as crescentes conexões neurais (cerebralização), brilharam os primeiros pensamentos, fortaleceu-se a juvenilização (processo semelhante ao de um jovem que mostra plasticidade e capacidade de aprendizagem) e emergiu a complexidade social que permitiu o surgimento da linguagem e da cultura. Há um espírito da África presente em cada um dos seres humanos.


Vejo três eixos principais do espírito da África que podem significar uma verdadeira terapia para a nossa crise global.


O primeiro é a Mãe-terra. Espalhando-se pelos vastos espaços africanos, nossos ancestrais entraram em profunda comunhão com a Terra, sentindo a interconexão que todas as coisas guardam entre si. Mesmo vítimas da exploração colonialista, os atuais africanos não perderam esse sentido materno da Terra, tão bem representado pela queniana Wangari Mathai, ganhadora do Prêmio Nobel da Paz por plantar milhões de árvores e devolver, assim, vitalidade à Terra. Precisamos nos reapropriar desse espírito da Terra para salvar Gaia, nossa Mãe e única Casa Comum.


O segundo eixo é a matriz relacional (relational matrix, no dizer dos antropólogos). Os africanos usam a palavra ubuntu, que significa força que conecta a todos formando a comunidade dos humanos. Quer dizer, eu me faço humano através do conjunto das conexões com a vida, a natureza, os outros e o Divino. (...) 


O terceiro eixo são os rituais. Experiências importantes da vida pessoal, social e sazonal são celebradas com ritos, danças, músicas e apresentações de máscaras, portadores de energia cósmica. É nos rituais que as forças negativas e positivas se equilibram e que se aprofunda o sentido da vida.

Se reincorporarmos o espírito da África, a crise não precisará ser uma tragédia.


(Leonardo Boff, Jornal do Brasil, 2010 – Adaptado).

O texto I, Somos Todos Africanos é predominantemente: 
Alternativas
Respostas
20581: C
20582: C
20583: C
20584: D
20585: C
20586: A
20587: C
20588: C
20589: A
20590: A
20591: B
20592: C
20593: D
20594: A
20595: D
20596: C
20597: B
20598: C
20599: D
20600: B