Questões de Concurso Sobre análise sintática em português

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Q4104955 Português

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Veja os quadrinhos: 

Alternativas
Q4104641 Português

Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.



Procurar o quê*


   O que a gente procura muito e sempre não é isto nem aquilo. É outra coisa.

   

 Se me perguntam que coisa é essa, não respondo, porque não é da conta de ninguém o que estou procurando.   


   Mesmo que quisesse responder, eu não podia. Não sei o que procuro. Deve ser por isso mesmo que procuro.


   Me chamam de bobo porque vivo olhando aqui e ali, nos ninhos, nos caramujos, nas panelas, nas folhas de bananeira, nas do muro, nos espaços vazios.


   Até agora não encontrei nada. Ou encontrei coisas que não eram a coisa procurada sem saber, e desejava.


   Meu irmão diz que não tenho mesmo jeito, porque não sinto o prazer dos outros na água do açude, na comida, na manga, e no inventar um prazer que ninguém sentiu ainda.


   Ele tem experiência de mato e de cidade, sabe explorar os mundos, as horas. Eu tropeço no possível e não desisto de fazer a descoberta do que tem dentro da casa do impossível.


   Um dia descubro. Vai ser fácil, existente, de pegar na mão e sentir. Não sei o que é. Não imagino forma, cor, tamanho. Nesse dia vou rir de todos.


   Ou não. A coisa que me espera, não poderei mostrar a ninguém. Há de ser invisível para todo mundo, menos para mim, que de tanto procurar fiquei com merecimento de achar e direito de esconder.



* Este poema em prosa é de Carlos Drummond de Andrade, e consta do livro Esquecer para lembrar, no qual o poeta se dedica a recordar experiências marcantes de sua infância. Rio de Janeiro: José Olympio, 1979, p. 43.

O menino mantém sua busca em alta intensidade, não acatando as sugestões dos companheiros.


Transpondo a frase acima para a voz passiva, seus verbos assumem as seguintes formas:

Alternativas
Q4104634 Português

Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.



Um inseto sentimental


    A primeira frase da crônica é quase sempre a mais difícil, mas quando as palavras aparecem no papel, a mão que segura a caneta fica mais leve e envereda para um lugar desconhecido...


    No entanto, basta surgir um inseto para mudar toda a história: o movimento da mão é interrompido pelo intruso, que voa em círculos e faz com insistência. Uma picada no pescoço ou no braço pode acabar com a alegria de escrever uma crônica, mesmo sabendo que vou reescrevê-la mais tarde. Deixo a caneta na mesa, pego ao acaso uma revista e tento afugentar o intruso. Não há mais silêncio, já me desconcentrou, apagou a ideia luminosa da crônica que nasceria.


    Apago a lâmpada: talvez ele se acalme na penumbra. O voo lento pode ser uma trégua e, pensando bem, o inseto não é tão ameaçador assim. De repente, um voo rápido em espiral, e três palmos ele se equilibra no helicóptero perfeito. Uns segundos depois, navega na horizontal e se refugia numa caixa de papelão.


    Acendo a lâmpada, me aproximo da caixa e vejo meu ex-inimigo no centro de uma fotografia antiga. Repousa no rosto de uma mulher ainda jovem, que sorri para a lente do fotógrafo. Pego com cuidado a foto, saio do quarto e o inseto some na tarde morna. Minha mãe me abraça numa manhã de 1960: nós dois alinhados no banco da praça da Matriz, aonde ela levara seu menino para ver o aviário e conversar com os pássaros. Devo essa lembrança ao inseto estranho e sentimental, que me roubou a ideia de uma crônica, mas me deu outra. Agora, quando já escurece, o pegar a caneta e escrever a primeira frase, quase sempre a mais difícil.



                                                                           (Adaptado de HATUM, Milton. Um solitário à espreita. São Paulo: Companhia das Letras, 2013, p. 11-12)

Entre os recursos da elaboração deste texto, pode-se afirmar que
Alternativas
Q4104325 Português

Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.



Procurar o quê*



    O que a gente procura muito e sempre não é isto nem aquilo. É outra coisa.


    Se me perguntam que coisa é essa, não respondo, porque não é da conta de ninguém o que estou procurando.


    Mesmo que quisesse responder, eu não podia. Não sei o que procuro. Deve ser por isso mesmo que procuro.


    Me chamam de bobo porque vivo olhando aqui e ali, nos ninhos, nos caramujos, nas panelas, nas folhas de bananeira, nas do muro, nos espaços vazios.


    Até agora não encontrei nada. Ou encontrei coisas que não eram a coisa procurada sem saber, e desejava.


    Meu irmão diz que não tenho mesmo jeito, porque não sinto o prazer dos outros na água do açude, na comida, na manga, e no inventar um prazer que ninguém sentiu ainda.


    Ele tem experiência de mato e de cidade, sabe explorar os mundos, as horas. Eu tropeço no possível e não desisto de fazer a descoberta do que tem dentro da casa do impossível.


    Um dia descubro. Vai ser fácil, existente, de pegar na mão e sentir. Não sei o que é. Não imagino forma, cor, tamanho. Nesse dia vou rir de todos.


    Ou não. A coisa que me espera, não poderei mostrar a ninguém. Há de ser invisível para todo mundo, menos para mim, que de tanto procurar fiquei com merecimento de achar e direito de esconder.


* Este poema em prosa é de Carlos Drummond de Andrade, e consta do livro Esquecer para lembrar, no qual o poeta se dedica a recordar experiências marcantes de sua infância. Rio de Janeiro: José Olympio, 1979, p. 43.

O menino mantém sua busca em alta intensidade, não acatando as sugestões dos companheiros.


Transpondo a frase acima para a voz passiva, seus verbos assumem as seguintes formas:

Alternativas
Q4104315 Português

Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.



Um inseto sentimental



    A primeira frase da crônica é quase sempre a mais difícil, mas quando as palavras aparecem no papel, a mão que segura a caneta fica mais leve e envereda para um lugar desconhecido...


    No entanto, basta surgir um inseto para mudar toda a história: o movimento da mão é interrompido pelo intruso, que voa em círculos e faz com insistência. Uma picada no pescoço ou no braço pode acabar com a alegria de escrever uma crônica, mesmo sabendo que vou reescrevê-la mais tarde. Deixo a caneta na mesa, pego ao acaso uma revista e tento afugentar o intruso. Não há mais silêncio, já me desconcentrou, apagou a ideia luminosa da crônica que nasceria.


    Apago a lâmpada: talvez ele se acalme na penumbra. O voo lento pode ser uma trégua e, pensando bem, o inseto não é tão ameaçador assim. De repente, um voo rápido em espiral, e três palmos ele se equilibra no helicóptero perfeito. Uns segundos depois, navega na horizontal e se refugia numa caixa de papelão.


    Acendo a lâmpada, me aproximo da caixa e vejo meu ex-inimigo no centro de uma fotografia antiga. Repousa no rosto de uma mulher ainda jovem, que sorri para a lente do fotógrafo. Pego com cuidado a foto, saio do quarto e o inseto some na tarde morna. Minha mãe me abraça numa manhã de 1960: nós dois alinhados no banco da praça da Matriz, aonde ela levara seu menino para ver o aviário e conversar com os pássaros. Devo essa lembrança ao inseto estranho e sentimental, que me roubou a ideia de uma crônica, mas me deu outra. Agora, quando já escurece, o pegar a caneta e escrever a primeira frase, quase sempre a mais difícil.


                                                                           (Adaptado de HATUM, Milton. Um solitário à espreita. São Paulo: Companhia das Letras, 2013, p.11-12).

Entre os recursos da elaboração desse texto, pode-se afirmar que

Alternativas
Q4103645 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.

Saúde mental dos trabalhadores passa a integrar o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais

    A Segurança e Saúde no Trabalho (SST) no Brasil vivencia um momento de importante evolução normativa. O capítulo 1.5 da Norma Regulamentadora no 1 (NR-1), que estabelece os requisitos para o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) - uma estrutura sistematizada para a identificação de perigos, avaliação e controle de riscos, análise de acidentes e preparação para emergências, articulado com as demais ações de saúde - passou por significativa atualização mediante a Portaria MTE no 1.419, de 27 de agosto de 2024.
    Uma das inovações mais significativas da revisão, que entrou em vigor no dia 26 de maio de2026, foi a inclusão expressa dos fatores de riscos psicossociais relacionados ao trabalho - ligados à forma como o trabalho é organizado - que passam a integrar o gerenciamento de riscos ocupacionais das empresas, ao lado de riscos físicos, químicos, biológicos e de acidentes.
Na prática, situações como metas abusivas, jornadas exaustivas, assédio moral ou sexual, pressão excessiva, conflitos interpessoais, falta de autonomia e falhas de gestão tornam-se passíveis de fiscalização e auditoria. Esses fatores já eram analisados de forma indireta, sobretudo a partir das normas de ergonomia, mas agora se tornam exigência explícita dentro do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR).
    O conceito de sistema de gestão em segurança e saúde no trabalho consolidou-se internacionalmente a partir da década de 1970, impulsionado por avanços científicos, industriais e regulatórios. A partir de então, ficou claro que a prevenção de acidentes e doenças ocupacionais não se sustenta em ações pontuais, mas exige uma abordagem estruturada e contínua.
    O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) lanÇou, em março de 2026, o Manual de Interpretação e Aplicação do Capítulo 1.5 da Norma Regulamentadora no 1 (NR-1), que trata do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO). O objetivo da publicação é orientar empregadores, trabalhadores, profissionais de segurança e saúde no trabalho e demais atores sociais na implementação de um sistema de gestão voltado à prevenção de riscos no ambiente de trabalho.
    O material apresenta orientações técnicas e interpretativas sobre como identificar, avaliar e gerenciar riscos ocupacionais, contribuindo para a correta aplicação das atualizações recentes da NR-1. Entre os temas abordados está também o gerenciamento dos riscos psicossociais, que incluem fatores relacionados à organização do trabalho que podem impactar a saúde mental dos trabal hadores. 
    A iniciativa faz parte das ações do tt/TE para Íortalecer a cultura de prevenção e incentivar a criação de ambientes de trabalho mais seguros e saudávels. As orientações tambem reforçam a importância da adoção de medidas preventivas e da gestão contínua dos riscos ocupaclonais nas organizações.

Fonte: BRASIL. Ministério da Saúde. Saúde mental dos trabalhadores passa a integrar o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais. Brasília, 2026 (com adaptações).
A respeito das estruturas linguísticas e das relações morfossintáticas presentes nos Íragmentos do último parágrafo do texto, analise as partes que seguem.
(1ª parte) No trecho incentivar a criação de ambientes de trabalho mais seguros e saudáveis, o vocábulo mais classifica-se moíologícamente cotno um advérbro de intensidade, atuando no texto como um modíficador de doís adjetívos (seguros e saudáveis).
(2ª parte) No trecho As orientações também reforçam a importância da adoção de medidas preventivas, a forma verbal reforçam dpresenta um sujeíto composto, visto que o seu núcleo (As orientações) se encontra flexionado no plural.
Pode-se afirmar que
Alternativas
Q4103643 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.

Saúde mental dos trabalhadores passa a integrar o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais

    A Segurança e Saúde no Trabalho (SST) no Brasil vivencia um momento de importante evolução normativa. O capítulo 1.5 da Norma Regulamentadora no 1 (NR-1), que estabelece os requisitos para o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) - uma estrutura sistematizada para a identificação de perigos, avaliação e controle de riscos, análise de acidentes e preparação para emergências, articulado com as demais ações de saúde - passou por significativa atualização mediante a Portaria MTE no 1.419, de 27 de agosto de 2024.
    Uma das inovações mais significativas da revisão, que entrou em vigor no dia 26 de maio de2026, foi a inclusão expressa dos fatores de riscos psicossociais relacionados ao trabalho - ligados à forma como o trabalho é organizado - que passam a integrar o gerenciamento de riscos ocupacionais das empresas, ao lado de riscos físicos, químicos, biológicos e de acidentes.
Na prática, situações como metas abusivas, jornadas exaustivas, assédio moral ou sexual, pressão excessiva, conflitos interpessoais, falta de autonomia e falhas de gestão tornam-se passíveis de fiscalização e auditoria. Esses fatores já eram analisados de forma indireta, sobretudo a partir das normas de ergonomia, mas agora se tornam exigência explícita dentro do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR).
    O conceito de sistema de gestão em segurança e saúde no trabalho consolidou-se internacionalmente a partir da década de 1970, impulsionado por avanços científicos, industriais e regulatórios. A partir de então, ficou claro que a prevenção de acidentes e doenças ocupacionais não se sustenta em ações pontuais, mas exige uma abordagem estruturada e contínua.
    O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) lanÇou, em março de 2026, o Manual de Interpretação e Aplicação do Capítulo 1.5 da Norma Regulamentadora no 1 (NR-1), que trata do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO). O objetivo da publicação é orientar empregadores, trabalhadores, profissionais de segurança e saúde no trabalho e demais atores sociais na implementação de um sistema de gestão voltado à prevenção de riscos no ambiente de trabalho.
    O material apresenta orientações técnicas e interpretativas sobre como identificar, avaliar e gerenciar riscos ocupacionais, contribuindo para a correta aplicação das atualizações recentes da NR-1. Entre os temas abordados está também o gerenciamento dos riscos psicossociais, que incluem fatores relacionados à organização do trabalho que podem impactar a saúde mental dos trabal hadores. 
    A iniciativa faz parte das ações do tt/TE para Íortalecer a cultura de prevenção e incentivar a criação de ambientes de trabalho mais seguros e saudávels. As orientações tambem reforçam a importância da adoção de medidas preventivas e da gestão contínua dos riscos ocupaclonais nas organizações.

Fonte: BRASIL. Ministério da Saúde. Saúde mental dos trabalhadores passa a integrar o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais. Brasília, 2026 (com adaptações).
Considere o seguinte fragmento de texto: O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) lançou, em março de 2026, o Manua! de Interpretação e Aplicação do Capítulo 1.5 da Norma Regulamentadora nº 1. No plano sintático e de estruturação do período, as vírgulas que isolam a expressão sublinhada justificam-se gramaticalmente porque o termo:
Alternativas
Q4103460 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.

No que se refere aos aspectos morfossintáticos e semânticos estabelecidos na tirinha, analise as partes que seguem: 
(1ª parte) A estruturd Lembre-se disso ao ouvir o canto das cigarras! expressa uma relação de temporalidade, de modo que sua perferta substítuíção por uma oração desenvolvida exige o emprego da conjunção conquanto.
(2ª parte) O vocábulo poucos, no segundo quadrínho, classifica-se como um pronome indefínído adjetivo, cuja função síntática é determínar o advérbío de tempo dias.
(3ª parte) O acento círcunflexo no termo têm, no segundo quadrinho, é de natureza diíerenctal, justificando-se pela concordâncía com o sujeito plura/.
Pode-se afirmar que:
Alternativas
Q4103457 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.

A respeito da estrutura morfossintática, das relações fonéticas e dos mecanismos de coesão textual presentes na tirinha, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4103392 Português
Para responder à questão, Ieia a charge abaixo.

Na fala EU SEI, MAS NÃO TEM MERENDA, o verbo saber é transitivo direto, o que exige um complemento. No contexto estrutural do diálogo, a expressão EU SEI retoma de Íorma elíptica qual informação? 
Alternativas
Q4103233 Português

Para responder à questão, leia a charge abaixo. 



Analise sintaticamente o verbo CONTAR na frase falada pelo pássaro engaiolado. De acordo com a gramática normativa, esse verbo classifica-se, neste contexto específico, como:

Alternativas
Q4103116 Português
Assinale a alternativa cuja palavra destacada apresenta função adjetiva, qualificando algum ser mencionado no enunciado. 
Alternativas
Q4102670 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.



Analise o período proferido pelo robô:



Este é o emprego mais Iegal que já roubei!



Considerando a estrutura morfossintática do período, os aspectos relacionados à voz verbal e as relações entre fonemas e grafemas presentes nas palavras do enunciado, assinale a alternativa CORRETA. 

Alternativas
Q4101735 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.



Cartas entre Freud e Einstein buscaram entender as

guerras, diz filósofo


    O filósofo Denis Lerrer Rosenfield apresentou uma análise sobre a correspondência entre Albert Einstein e Sigmund Freud, que buscava compreender as causas da guerra e da violência entre sociedades consideradas civilizadas. Em entrevista ao WW Especial da CNN Brasil, Rosenfield falou sobre seu livro "Reflexões filosóficas sobre a guerra", que examina essas cartas históricas.


    "Eu fiquei fascinado pela correspondência do Einstein e do Freud. E sobretudo eu fiquei fascinado porque são dois pensadores que se perguntam precisamente pelo porquê", destacou o filósofo. Segundo ele, ambos os intelectuais abandonaram o "conforto" de acreditar em um desenvolvimento histórico sempre voltado para maior humanidade e se confrontaram com um fenômeno para o qual não tinham respostas prontas: a recorrência das guerras.


    De acordo com Rosenfield, enquanto Einstein demonstrava perplexidade diante da guerra, sem conseguir elaborar instrumentos intelectuais para compreendê-la, Freud tentou desenvolver novas categorias para analisar esse fenômeno. "O Freud é perplexo, mas tem uma vantagem nesse sentido. Ele quer elaborar a categoria. Como é que eu vou pensar esse novo fenômeno?", explicou o filosofo.


A partir dessa reflexão, Freud desenvolveu os conceitos de pulsão de vida (Eros) e pulsão de morte (Thanatos), concluindo que a violência e a guerra estão enraizadas na natureza humana. "Ele diz o seguinte: a guerra está enraizada na natureza humana. A guerra faz parte da natureza humana, a violência faz parte da natureza humana", relatou Rosenfield, acrescentando que Freud passou a analisar esses impulsos não apenas no âmbito individual, mas também coletivo.


    O filosofo também destacou como essa correspondência reflete a frustração de uma geração que acreditava que o século XX seria marcado pela superação da violência entre sociedades civilizadas. Ele mencionou o escritor Stefan Zweig, que em sua obra "O mundo de ontem" expressa nostalgia por uma época de cultura e refinamento que foi irremediavelmente perdida com as guerras. "Ele tem uma nostalgia daquele mundo. É o homem de Viena, de Paris, da literatura e da música. E ele sabe que aquele mundo está irremediavelmente perdido", observou Rosenfield.


    Segundo o filosofo, tanto Einstein quanto Freud tiveram que abandonar categorias voltadas para a formação de uma humanidade melhor e confrontar o "fato bruto" da recorrência da guerra ao longo da história. Essa análise revela como dois dos maiores intelectuais do século XX foram forçados a repensar suas concepções sobre a natureza humana diante da realidade dos conflitos que marcaram sua época.


Fonte: https://www.cnnbrasil.com.brlinternacional/cartas-entre-

freud- e-einstein- buscaram-entender-as-guerras-diz-filosofo/

(com adaptações).

Considere o seguinte trecho do texto:


Essa análise revela como dois dos maiores intelectuais do século XX foram forçados a repensar suas concepções...


Com base nos aspectos morfossintáticos e semânticos do trecho acima, analise as assertivas que seguem:


I. A palavra repensar é formada por derivação parassintética, visto que o prefixo "re-" e o sufixo verbal "-ar" foram anexados simultaneamente ao radical.


II. O verbo revela encontra-se na voz passiva sintética, indicando que o sujeito sofre a ação verbal.


III. Embora pertença à classe dos numerais cardinais, o vocábulo dois caracteriza-se por ser uma palavra variável que admite flexão de gênero.


Está CORRETO o que se afirma em:

Alternativas
Ano: 2026 Banca: Instituto Legalle Órgão: Prefeitura de São Vendelino - RS Provas: Instituto Legalle - 2026 - Prefeitura de São Vendelino - RS - Professor de Atendimento Educacional Especializado (AEE) | Instituto Legalle - 2026 - Prefeitura de São Vendelino - RS - Professor de Educação Básica - Educação Infantil | Instituto Legalle - 2026 - Prefeitura de São Vendelino - RS - Professor de Educação Básica - Ensino Fundamental docência na disciplina de Ciências | Instituto Legalle - 2026 - Prefeitura de São Vendelino - RS - Professor de Educação Básica - Ensino Fundamental docência na disciplina de Matemática | Instituto Legalle - 2026 - Prefeitura de São Vendelino - RS - Professor de Educação Básica - Ensino Fundamental docência na disciplina de Português | Instituto Legalle - 2026 - Prefeitura de São Vendelino - RS - Professor de Educação Básica - Ensino Fundamental docência nas disciplinas de História/Geografia | Instituto Legalle - 2026 - Prefeitura de São Vendelino - RS - Professor de Educação Básica - Séries ou Anos Iniciais do Ensino Fundamental | Instituto Legalle - 2026 - Prefeitura de São Vendelino - RS - Professor Educação Básica - para a docência na disciplina de Língua Estrangeira Moderna) Inglês | Instituto Legalle - 2026 - Prefeitura de São Vendelino - RS - Professor Educação Básica - para a docência nas disciplinas de Artes | Instituto Legalle - 2026 - Prefeitura de São Vendelino - RS - Servente | Instituto Legalle - 2026 - Prefeitura de São Vendelino - RS - Professor Educação Básica - para a docência na disciplina de Língua Estrangeira Moderna) Alemão |
Q4101627 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.



A Educação no Brasil: entre metas e desigualdades


    O IBGE lançou no final de 2025 a Síntese de Indicadores Sociais (SIS): Uma análise das condições de vida da população brasileira 2025. A publicação examinou a frequência escolar e o nível de instrução, comparando-os com as metas do Plano Nacional de Educação (PNE). A taxa de frequência escolar bruta (mede a proporção de crianças e jovens em determinada faixa etária que frequentam a escola, estando ou não na série adequada à idade) para crianças de 0 a 3 anos chegou a 39,7% em 2024, apontando uma melhoria de mais de 9 pontos percentuais em relação a 2016 (início da série histórica dessa publicação).


    Mas esses percentuais ainda estão abaixo da Meta 1 do PNE, que tem o objetivo de universalizar a educação infantil entre as crianças de 4 a 5 anos e garantir ao menos 50% de cobertura para aquelas com até 3 anos. Na faixa etária de 0 a 3 anos, o principal motivo para a criança não ter frequentado a escola foi por opção dos pais. A falta de escolas ou vagas era um fator também bastante  destacado, mais fortemente na Região Norte.


    Na faixa intermediária (de 6 a 14 anos), a taxa ficou estável, com 99,5% em 2024. Já para a faixa etária de 15 a 17 anos, que está majoritariamente no Ensino Médio, a taxa de frequência escolar bruta alcançou 93,5% em 2024, um dos avanços mais significativos da série. No entanto, a Meta 3 do PNE, que buscava a universalização total (100%) do atendimento escolar para essa faixa, ainda não foi plenamente atingida. Já para os jovens de 18 a 24 anos, a taxa de frequência bruta ficou em 31,5% em 2024, retornando ao patamar de 2016, mas permanecendo abaixo da Meta 12 do PNE (50%). Essa taxa havia tido uma redução entre 2019 (31,3%) e 2022 (30,6%).


    A pesquisa também avaliou a qualidade do fluxo escolar, ou seja, se os alunos estão na série correta para a idade, usando a Taxa Ajustada de Frequência Escolar Líquida (TAFEL). Para a faixa do Ensino Médio (15 a 17 anos), a TAFEL teve um aumento contínuo e chegou a 76,8% em 2024. Outro ponto positivo é que a média de anos de estudo para os jovens de 18 a 29 anos atingiu 11,9 anos em 2024, ficando muito próxima da Meta 8 do PNE, que almeja um mínimo de 12 anos. Isso mostra que, em média, a juventude está passando mais tempo na escola. Essa média, no entanto, não mostra desigualdades, pois a média era 9,4 anos para moradores da zona rural. Médio, o estudo revela uma grande desigualdade entre homens e mulheres. Para os homens, o motivo mais citado para não frequentar a escola foi a necessidade de trabalhar, alcançando 61,2% em 2024. Já para as mulheres, os principais motivos estavam ligados ao trabalho não remunerado: gravidez e ter que realizar afazeres domésticos e de cuidados (38,2%). Isso indica que as responsabilidades domésticas e de cuidado ainda são um grande obstáculo para a educação feminina.


    As desigualdades regionais, de renda e de cor ou raça ainda persistem. Por exemplo, a Região Nordeste ainda enfrenta um grande desafio no letramento, registrando uma taxa de analfabetismo de 11,1% para pessoas com 15 anos ou mais em 2024, o que é duas vezes maior do que a média nacional (5,3%). A desigualdade de renda também e clara: enquanto os jovens de 18 a 29 anos nos 25% com menores rendimentos tinham em média 10,6 anos de estudo, aqueles no quartil de maiores rendimentos alcançaram uma média de 13,5 anos. Além disso, apesar de as mulheres brancas terem a maior taxa de frequência escolar líquida (TAFEL) em relação a todos os outros grupos, a vantagem feminina não supera a desigualdade racial, e as mulheres e homens pretos ou pardos ainda tinham as taxas mais baixas no Ensino Superior.


Fonte: https://educa.ibge.gov.br/jovens/materias-

especiais/23113-a-educacao-no-brasil-entre-metas-e-

desigualdades.html (com adaptações).

Na oração A pesquisa também avaliou a qualidade do fluxo escolar, a análise sintática CORRETA do termo A pesquisa aponta que ele é um:
Alternativas
Q4101589 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.



Comissão pública fluxo de atendimento a crianças

vítimas de abuso


    A Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Infantil (Conaeti) publicou, no dia 25 de maio, o Fluxo Nacional de Atendimento a Crianças e Adolescentes Vítimas de Exploração Sexual. O procedimento faz parte da Resolução nº 8, disponível no Diário Oficial da União, e estabelece métodos padronizados para atuação articulada entre órgãos públicos e entidades da sociedade civil a respeito do tema. A norma reconhece a exploração sexual de crianças e adolescentes como uma das piores formas de trabalho infantil, conforme normas internacionais e legislação brasileira.


    O texto define essa prática como o uso de menores para fins sexuais mediante qualquer forma de compensação, inclusive não financeira, como presentes ou favores. O normativo também reforça que o eventual consentimento da vítima não descaracteriza a exploração e destaca que a proteção deve ser prioritária, envolvendo família, sociedade e Estado.


    Entre as principais diretrizes do fluxo está a atuação coordenada da rede de proteção, formada por instituições como conselhos tutelares, Ministério Público, forças de segurança, auditoria fiscal do trabalho e serviços das áreas de saúde, assistência social e educação.


    O documento estabelece princípios que devem orientar o atendimento às vítimas, como celeridade, respeito à dignidade, não discriminação e garantia do direito à informação. Um dos pontos centrais é evitar a revitimização, assegurando que crianças e adolescentes não sejam expostos a repetidas situações de relato da violência. A escuta especializada deve ocorrer em ambiente seguro, com abordagem sensível e sem culpabilização das vítimas, conforme os parâmetros da Lei nº 13.431/2017.


    O modelo de atendimento está estruturado em três fases principais:


Notícia de fato ou denúncia: envolve o recebimento e registro de informações sobre possíveis casos, que podem ser comunicados por qualquer pessoa ou instituição, inclusive por meio do Disque 100;


Comunicação e acionamento: inclui o encaminhamento às autoridades competentes, como conselho tutelar, auditoria fiscal do trabalho e órgãos de segurança pública;


Proteção e responsabilização: abrange o atendimento às vítimas e a adoção de medidas administrativas, civis e criminais para responsabilização dos envolvidos.


    O Sistema Único de Saúde (SUS) deve oferecer atendimento integral, incluindo apoio psicológico. O Sistema Único de Assistência Social (Suas) fica responsável por acompanhar as vítimas e suas famílias, com serviços especializados.


    As escolas também são apontadas como espaços estratégicos para identificação de casos e prevenção.


    No âmbito da responsabilização, órgãos como polícias, Ministérios Públicos e Justiça devem atuar na investigação, punição dos responsáveis, além de garantir medidas protetivas às vítimas.


    A norma prevê que o fluxo seja adaptado à realidade regional, a fim de evitar sobreposição de ações e reduzir riscos de revitimização.


Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-05/comissao-publica-fluxo-de-atendimento-criancas-vitimas-de-abuso (adaptado)

Considere o seguinte período retirado do texto: A Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Infantil (Conaeti) publicou, no dia 25 de maio, o Fluxo Nacional de Atendimento. Considerando isso, assinale a alternativa que apresenta a transposição morfossintática CORRETA dessa oração da voz ativa para a voz passiva analítica, mantendo-se a mesma relação temporal.
Alternativas
Q4101301 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Como foi a descoberta do "fungo zumbi" brasileiro.



O autor principal do trabalho que descreve o Purpureocillium atlanticum é o micologista brasileiro João Araújo, professor na Universidade de Copenhague, na Dinamarca.


Em entrevista à BBC News Brasil, ele detalhou que a expedição envolveu diversos pesquisadores, de várias áreas do conhecimento, que foram até uma reserva particular chamada Alto da Figueira, no município de Nova Friburgo, para observar e catalogar novas espécies de plantas, fungos e animais.


Os especialistas observaram a "ponta" do fungo — conhecida tecnicamente como estroma, ou corpo de frutificação — no chão da floresta e, com a ajuda de um canivete, Araújo escavou a área ao redor para retirá-lo por inteiro.


A análise mostrou que a espécie havia infectado uma aranha de alçapão, que já estava morta.


Esse corpo de frutificação citado anteriormente é a estrutura pela qual os esporos do fungo são liberados para garantir a propagação da espécie.


"Daí, uma vez em contato com outra aranha, os esporos perfuram o exoesqueleto para chegar à hemolinfa, onde estão os órgãos e o 'sangue' do bicho", detalha Araújo, que também é pesquisador associado honorário do Kew Gardens.


"Essas células do fungo começam então a se reproduzir e rapidamente o corpo do hospedeiro [a aranha de alçapão] fica todo tomado."


"O fungo solta substâncias para lutar contra o sistema imunológico do hospedeiro, que acaba morrendo", completa o pesquisador.


Araújo explica que uma espécie de fungo, a Purpureocillium atypicola, que tem uma ação semelhante, já havia sido descrita anteriormente em lugares como Japão, Estados Unidos e Tailândia.


Só que uma análise mais detalhada revelou que fungos classificados como integrantes dessa espécie podem ser, na verdade, diferentes espécies, com genéticas e características próprias.


"Nós vimos que, de fato, são espécies bastante distintas, que foram todas agrupadas dentro desse nome, Purpureocillium atypicola", observa o cientista.


"O que propomos agora, a partir das novas informações, é que o Purpureocillium atypicola é, na verdade um complexo de várias espécies, que inclui o Purpureocillium atlanticum entre eles."


Para fazer esse tipo de observação tão detalhada, a equipe de pesquisadores contou com uma nova ferramenta: o Oxford Nanopore, um pequeno aparelho que permite fazer o sequenciamento genético de seres vivos de forma portátil, no próprio campo de pesquisa.


"A grande vantagem desta tecnologia é poder usá-la logo ali, no momento em que o fungo ainda está fresco", contextualiza o micologista Vasco Fachada, do Kew Gardens, que não esteve envolvido diretamente com a pesquisa do Purpureocillium.


"O fato de o tecido do fungo ainda estar vivo aumenta a probabilidade de uma sequência genética de qualidade e de um estudo melhor", complementa ele.


Dezenas de espécies catalogadas pelo termo genérico "fungos zumbi" já foram descritas pela Ciência.


A mais famosa delas é o Ophiocordyceps, que foi retratado num dos episódios do documentário Planet Earth, da BBC Studios, narrado pelo naturalista britânico David Attenborough.


Esse trecho do documentário serviu de inspiração para os criadores da franquia The Last of Us, que faz sucesso no videogame e na televisão.


Na ficção, a história se passa num futuro pós-apocalíptico, em que a civilização entrou em colapso depois de uma pandemia causada por um fungo capaz de controlar a mente das pessoas e transformá-las em zumbis.


Na vida real, os gêneros Cordyceps e Ophiocordyceps são capazes de invadir o organismo de insetos, como algumas formigas, controlar o sistema nervoso deles e levá-los para um lugar mais alto, onde os esporos do microrganismo se espalham com facilidade.


Mas qual a relação entre o Ophiocordyceps e o Purpureocillium atlanticum recém-descoberto?


"O Purpureocillium está na família do Ophiocordyceps, então eles são próximos, são primos, vamos dizer assim", responde Araújo.


Ao contrário do que foi descrito com diversos representantes dos Ophiocordyceps, que controlam o sistema nervoso do inseto-hospedeiro para que ele morra num lugar mais alto, para facilitar o espalhamento de esporos, isso não parece acontecer com o Purpureocillium atlanticum: a aranha vítima desse fungo foi encontrada enterrada, e o esporo do fungo cresceu em direção ao solo, acima da camada de terra e folhas que cobriram o local onde o artrópode padeceu.


Mas, apesar dos paralelos entre vida real e ficção, a princípio não há motivos para se preocupar com o Purpureocillium atlanticum: ele se especializou em infectar aranhas de alçapão e parece não causar nenhum mal para seres humanos ou outras espécies.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/cq5y62ln2q1o

"A grande vantagem desta tecnologia é poder usá-la logo ali, no momento em que o fungo ainda está fresco", contextualiza o micologista Vasco Fachada, do Kew Gardens, que não esteve envolvido diretamente com a pesquisa do Purpureocillium."



Considerando a função sintática desempenhada pelos termos no texto, marque V, para as afirmativas verdadeiras, ou F, para as falsas:



(__) A forma pronominal 'la' em 'usá-la' exerce a função de objeto direto, substituindo o termo 'vantagem'.


(__) O vocábulo 'fresco' exerce a função de predicativo do objeto, indicando que o fungo se encontrava em estado recente de conservação, ainda biologicamente ativo, condição que favorece a análise genética.


(__) A forma verbal 'contextualiza' não apresenta sujeito expresso no texto e corresponde ao verbo "contextualizar" flexionado no presente do indicativo.


(__) O vocábulo 'ainda' exerce função de adjunto adverbial, exprimindo continuidade no tempo, indicando a permanência temporária do estado de frescor do fungo.



A sequência que preenche corretamente os itens acima, de cima para baixo, é: 

Alternativas
Q4099442 Português
Ainda é cedo, amor
Mal começaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora de partida
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar

Preste atenção, querida
Embora eu saiba que estás resolvida
Em cada esquina cai um pouco tua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és

Ouça-me bem, amor
Preste atenção, o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos, tão mesquinho
Vai reduzir as ilusões a pó

Preste atenção, querida
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares, estás à beira do abismo
Abismo que cavaste com os teus pés


Disponível em: https://www.letras.mus.br/cartola/44901/. Acesso em: 27 mai.
2026. (Adaptado).

Nos versos: “Ainda é cedo, amor”, “Preste atenção, querida”, as palavras “amor” e “querida” são vocativos que têm por função 
Alternativas
Q4099363 Português
Ciclo da Água

        A água no planeta é encontrada nos estados sólido, líquido e gasoso, distribuída em diferentes reservatórios. A água no estado sólido ocorre nas geleiras; na forma gasosa, como vapor, está na atmosfera, em nuvens. Acima da superfície do solo, a água no estado líquido corre em rios, lagos e oceanos. Abaixo da superfície, a água é armazenada nos poros e outras aberturas existentes nas rochas. Além disso, os seres vivos — animais e plantas — também reservam água. No corpo de um adulto, cerca de 60% da massa corporal total é água, podendo variar de 45 a 75%, dependendo da idade e do sexo.

        Estes reservatórios de água estão em permanente intercâmbio, e a energia solar é o principal motor desta circulação. Assim, uma molécula de água que forma uma nuvem pode cair na forma de chuva, infiltrar-se no solo, ser captada por um poço e estar dentro de você um tempo depois. Este movimento da água entre diferentes reservatórios é o que chamamos de ciclo da água.

        Existem diversos processos que controlam esta circulação, como a precipitação da água contida nas nuvens na forma de chuva, granizo e orvalho, ou mesmo como neve nas regiões frias ou com elevada altitude. Outro processo é o escoamento superficial, no qual a água que precipita como chuva ou provém do degelo da neve e de geleiras escoa no terreno em direção às porções mais baixas, como rios e lagos, em fluxo contínuo até encontrar o oceano.

Fonte: Secretaria do Meio Ambiente de São Paulo. Adaptado.
Ler o enunciado abaixo e assinalar a alternativa que contém o seu sujeito.
Assim, uma molécula de água pode cair na forma de chuva, infiltrar-se no solo e estar dentro de você depois.
Alternativas
Q4099155 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.

A Cartomante - Machado de Assis (1896), fragmento

Hamlet observa a Horácio que há mais cousas no céu e na terra do que sonha a nossa filosofia. Era a mesma explicação que dava a bela Rita ao moço Camilo, numa sexta-feira de novembro de 1869, quando este ria dela, por ter ido na véspera consultar uma cartomante; a diferença é que o fazia por outras palavras.
- Ria, ria. Os homens são assim; não acreditam em nada. Pois saiba que fui, e que ela adivinhou o motivo da consulta, antes mesmo que eu lhe dissesse o que era. Apenas começou a botar as cartas, disse-me: "A senhora gosta de uma pessoa...". Confessei que sim, e então ela continuou a botar as cartas, combinou-as, e no fim declarou-me que eu tinha medo de que você me esquecesse, mas que não era verdade...
- Errou! - interrompeu Camilo, rindo.
Camilo pegou-lhe nas mãos, e olhou para ela sério e fixo. Jurou que lhe queria muito, que os seus sustos pareciam de criança; em todo o caso, quando tivesse algum receio, a melhor cartomante era ele mesmo. Depois, repreendeu-a; disse-lhe que era imprudente andar por essas casas. Vilela podia sabê-lo, e depois...
- Qual saber! Tive muita cautela, ao entrar na casa. Foi então que ela, sem saber que traduzia Hamlet em vulgar, disse-lhe que havia muita cousa misteriosa e verdadeira neste mundo. Se ele não acreditava, paciência; mas o certo é que a cartomante adivinhara tudo.
No trecho "Camilo pegou-lhe nas mãos", o pronome "Ihe" apresenta valor semântico de:
Alternativas
Respostas
181: C
182: B
183: A
184: E
185: D
186: A
187: C
188: A
189: C
190: B
191: C
192: B
193: C
194: B
195: B
196: B
197: B
198: E
199: A
200: A