Questões de Concurso Sobre escolas literárias em literatura

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Q3979629 Literatura
Analise o excerto abaixo, retirado da obra Memórias Póstumas de Brás Cubas, Machado de Assis:

“Bom e fiel amigo! Não, não me arrependo das vinte apólices que lhe deixei. E foi assim que cheguei à cláusula dos meus dias; foi assim que me encaminhei para o undiscovered country de Hamlet, sem as ânsias nem as dúvidas do moço príncipe, mas pausado e trôpego, como quem se retira tarde do espetáculo. Tarde e aborrecido. Viram-me ir umas nove ou dez pessoas, entre elas três senhoras, minha irmã Sabina, casada com o Cotrim, — a filha, um líriodo-vale, — e…tenham paciência! daqui a pouco lhes direi quem era a terceira senhora. Contentem-se de saber que essa anônima, ainda que não parenta, padeceu mais do que as parentas. É verdade, padeceu mais. Não digo que se carpisse, não digo que se deixasse rolar pelo chão, convulsa. Nem o meu óbito era coisa altamente dramática… um solteirão que expira aos sessenta e quatro anos, não parece que reúna em si todos os elementos de uma tragédia. E dado que sim, o que menos convinha a essa anônima era aparentá-lo. De pé, à cabeceira da cama, com os olhos estúpidos, a boca entreaberta, a triste senhora mal podia crer na minha extinção.”

Em relação à escola literária a qual pertence o texto, é correto afirmar que:
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Q3974704 Literatura
“O Alienista”


    No vilarejo de Itaguaí, o renomado Dr. Simão Bacamarte decide construir a Casa Verde, um espaço dedicado ao estudo da mente humana. Sua intenção é diagnosticar e acolher os chamados "loucos", buscando delimitar os domínios da razão e da loucura.
    Inicialmente, são internados indivíduos com comportamentos realmente anômalos, mas logo o alienista amplia os critérios, incluindo sutis excêntricas. Isso provoca estranhamento na comunidade, que passa a questionar sua sanidade e autoridade científica.
    A Casa Verde logo se enche, e a população local começa a temer o poder arbitrário do médico. O barbeiro Porfirio, figura influente na vila, lidera manifestações contra aqueles que são internados sem justificativa clara.
    Em resposta, Bacamarte reafima seu compromisso com a ciência e a seriedade de seus atos, recusando justificações a leigos. Isso intensifica o atrito entre a prática científica e a sensibilidade social dos moradores.
    As tensões culminam na chamada "Revolta dos Canijicas", organizada por Porfirio, que deseja destruir a Casa Verde para retomar o controle cívico do vilarejo. No entanto, o conflito expõe a fragilidade da racionalidade em meio à mobilização popular.
    Curiosamente, Bacamarte não recua, e sua dedicação extrema reforça tanto a crítica ao cientificismo quanto o questionamento da própria sanidade do alienista — afinal, quem define o padrão da normalidade?
   Em seguida, a maioria da população é acometida por critérios diagnósticos flexíveis e internada, demonstrando o absurdo do método. A Casa Verde se torna símbolo de controle e opressão travestida de ciência.
      Por fim, Bacamarte conclui que a sanidade é praticamente impossível — ele decide internar a si mesmo, isolando-se, até o fim de seus dias. O leitor é deixado a refletir sobre os limites do saber humano e seu potencial opressivo.



(Machado de Assis. Fonte: ASSIS, M. de. O Alienista. In: Papéis Avulsos. Rio de Janeiro: Garnier, 1882. Adaptado.) 
O conflito entre o barbeiro Porfírio e Simão Bacamarte simboliza, principalmente,  
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Q3929643 Literatura
Quatro grandes temas presidem à formação da literatura brasileira como sistema entre 1750 e 1880, em correlação íntima com a elaboração de uma consciência nacional: o conhecimento da realidade local; a valorização das populações aborígenes; o desejo de contribuir para o progresso do país; a incorporação aos padrões europeus. No interior desses limites os poetas cantarão as suas mágoas, os romancistas descreverão as situações dramáticas, os ensaístas traçarão as suas fórmulas. No fundo do desabafo mais pessoal ou da elucubração mais aérea, o escritor pretende inscrever-se naquelas balizas, que dão à nossa literatura, vista no conjunto, esse estranho caráter de nativismo e estrangeirismo; pieguice e realidade; utilitarismo e gratuidade. 

Antonio Candido. Formação da literatura brasileira: momentos decisivos. Belo Horizonte; Rio de Janeiro: Editora Itatiaia, 1997, p. 66-67.

 Considerando-se os quatro grandes temas que, de acordo com o texto, balizam a atividade literária no Brasil entre os séculos XVIII e XIX, é possível concluir que os poetas e romancistas a que o autor se refere vinculam-se aos períodos literários do
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Q3928895 Literatura
I-Juca Pirama

 Gonçalves Dias

 Meu canto de morte,
 Guerreiros, ouvi:
 Sou filho das selvas,
 Nas selvas cresci;
 Guerreiros, descendo
 Da tribo tupi.

 Da tribo pujante,
 Que agora anda errante
 Por fado inconstante,
 Guerreiros, nasci;

 Sou bravo, sou forte,
 Sou filho do Norte;
 Meu canto de morte,
 Guerreiros, ouvi.

 Já vi cruas brigas,
 De tribos imigas,
 E as duras fadigas
 Da guerra provei;

 Nas ondas mendaces
 Senti pelas faces
 Os silvos fugaces
 Dos ventos que amei.

 Andei longes terras
 Lidei cruas guerras,
 Vaguei pelas serras
 Dos vis Aimoréis;

 Vi lutas de bravos,
 Vi fortes — escravos!
 De estranhos ignavos
 Calcados aos pés.

 E os campos talados,
 E os arcos quebrados,
 E os piagas coitados
 Já sem maracás;

 E os meigos cantores,
 Servindo a senhores,
 Que vinham traidores,
 Com mostras de paz.


Internet: <www.dominiopublico.gov.br>.
No que se refere à relação entre literatura, identidade e sociedade, infere-se da leitura do fragmento de I-Juca Pirama que esse texto  
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Q3928894 Literatura
I-Juca Pirama

 Gonçalves Dias

 Meu canto de morte,
 Guerreiros, ouvi:
 Sou filho das selvas,
 Nas selvas cresci;
 Guerreiros, descendo
 Da tribo tupi.

 Da tribo pujante,
 Que agora anda errante
 Por fado inconstante,
 Guerreiros, nasci;

 Sou bravo, sou forte,
 Sou filho do Norte;
 Meu canto de morte,
 Guerreiros, ouvi.

 Já vi cruas brigas,
 De tribos imigas,
 E as duras fadigas
 Da guerra provei;

 Nas ondas mendaces
 Senti pelas faces
 Os silvos fugaces
 Dos ventos que amei.

 Andei longes terras
 Lidei cruas guerras,
 Vaguei pelas serras
 Dos vis Aimoréis;

 Vi lutas de bravos,
 Vi fortes — escravos!
 De estranhos ignavos
 Calcados aos pés.

 E os campos talados,
 E os arcos quebrados,
 E os piagas coitados
 Já sem maracás;

 E os meigos cantores,
 Servindo a senhores,
 Que vinham traidores,
 Com mostras de paz.


Internet: <www.dominiopublico.gov.br>.
Com base na temática e na estrutura literária do texto I-Juca Pirama, é correto afirmar que ele é representativo do movimento literário denominado
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Q3921811 Literatura
Para responder à questão, leia o início do capítulo VI do romance Iracema, do escritor José de Alencar.


    Martim vai a passo e passo por entre os altos juazeiros que cercam a cabana do Pajé.

    Era o tempo em que o doce aracati1 chega do mar e derrama a deliciosa frescura pelo árido sertão. A planta respira; um suave arrepio erriça2 a verde coma3 da floresta.

    O cristão contempla o ocaso do sol. A sombra, que desce dos montes e cobre o vale, penetra sua alma. Lembra-se do lugar onde nasceu, dos entes queridos que ali deixou. Sabe ele se tornará a vê-los algum dia?

    Em torno carpe4 a natureza o dia que expira. Soluça a onda trépida5 e lacrimosa; geme a brisa na folhagem [...].

    Iracema parou em face do jovem guerreiro:

    — É a presença de Iracema que perturba a serenidade no rosto do estrangeiro?

    Martim pousou brandos olhos na face da virgem:

    — Não, filha de Araquém; tua presença alegra como a luz da manhã. Foi a lembrança da pátria que trouxe a saudade ao coração presago6 .

    — Uma noiva te espera?

     O forasteiro desviou os olhos. Iracema dobrou a cabeça sobre a espádua como a tenra7 palma da carnaúba, quando a chuva peneira8 na várzea.

    — Ela não é mais doce do que Iracema, a virgem dos lábios de mel, nem mais formosa! murmurou o estrangeiro.

    — A flor da mata é formosa quando tem rama que a abrigue e tronco onde se enlace. Iracema não vive n’alma de um guerreiro: nunca sentiu a frescura do seu sorriso.

    Emudeceram ambos, com os olhos no chão, escutando a palpitação dos seios que batiam opressos.


(Iracema, 2006.)


1 aracati: brisa do vento.

2 erriçar: arrepiar.

3 coma: copa de árvores frondosas.

4 carpir: lamentar.

5 trépido: trêmulo.

6 presago: que adivinha.

7 tenro: delicado.

8 peneirar: chuviscar.
Um traço característico da prosa romântica que pode ser encontrado nesse trecho é
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Q3921808 Literatura
Para responder à questão, leia o capítulo IV do romance Quincas Borba, de Machado de Assis.


     Este Quincas Borba, se acaso me fizeste o favor de ler as Memórias póstumas de Brás Cubas, é aquele mesmo náufrago da existência, que ali aparece, mendigo, herdeiro inopinado, e inventor de uma filosofia. Aqui o tens agora em Barbacena. [...]

    Saberia Rubião que o nosso Quincas Borba trazia aquele grãozinho de sandice, que um médico supôs achar-lhe? Seguramente, não; tinha-o por homem esquisito. É, todavia, certo que o grãozinho não se despegou do cérebro de Quincas Borba, — nem antes, nem depois da moléstia que lentamente o comeu. Quincas Borba tivera ali alguns parentes, mortos já agora em 1867; o último foi o tio que o deixou por herdeiro de seus bens. Rubião ficou sendo o único amigo do filósofo. Regia então uma escola de meninos, que fechou para tratar do enfermo. Antes de professor, metera ombros a algumas empresas, que foram a pique. [...]

    A opinião ostensiva do médico era que a doença do Quincas Borba iria saindo devagar. Um dia, o nosso Rubião, acompanhando o médico até à porta da rua, perguntou-lhe qual era o verdadeiro estado do amigo. Ouviu que estava perdido, completamente perdido; mas, que o fosse animando. Para que tornar-lhe a morte mais aflitiva pela certeza...?

    — Lá isso, não, atalhou Rubião; para ele, morrer é negócio fácil. Nunca leu um livro que ele escreveu, há anos, não sei que negócio de filosofia...

     — Não; mas filosofia é uma coisa, e morrer de verdade é outra; adeus.


(Quincas Borba, 2012.)
No primeiro parágrafo, o narrador refere-se a Quincas Borba como “inventor de uma filosofia”. No contexto do romance, tal filosofia é denominada Humanitismo (cujo lema era “Ao vencedor, as batatas”) e pode ser vista como uma espécie de sátira
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Q3921747 Literatura
Para responder à questão, leia a “Lira VIII” da obra poética Marília de Dirceu, de Tomás Antônio Gonzaga




1grilhão: corrente de ferro usada para prender as pernas de criminosos.

2 rular: produzir arrulos (sons emitidos pelas pombas).

3 c’os: com os.

4 mole pouso: macio pouso (ou seja, ninho).

5 altivo: dominado pela arrogância, pela soberba.
A “Lei da Natureza” a que o eu lírico se refere em seu refrão é 
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Q3921746 Literatura
Para responder à questão, leia a “Lira VIII” da obra poética Marília de Dirceu, de Tomás Antônio Gonzaga




1grilhão: corrente de ferro usada para prender as pernas de criminosos.

2 rular: produzir arrulos (sons emitidos pelas pombas).

3 c’os: com os.

4 mole pouso: macio pouso (ou seja, ninho).

5 altivo: dominado pela arrogância, pela soberba.
Depreende-se da lira que
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Q3921599 Literatura

Para responder à questão, leia o trecho do romance Triste fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto.


   

      E foi obedecendo a essa ordem de ideias que [Policarpo Quaresma] comprou aquele sítio, cujo nome — Sossego — cabia tão bem à nova vida que adotara, após a tempestade que o sacudira durante quase um ano. [...]


    Ele foi contente. Como era tão simples viver na nossa terra! Quatro contos de réis por ano, tirados da terra, facilmente, docemente, alegremente! Oh! terra abençoada! Como é que toda a gente queria ser empregado público, apodrecer numa banca, sofrer na sua independência e no seu orgulho? Como é que se preferia viver em casas apertadas, sem ar, sem luz, respirar um ambiente epidêmico, sustentar-se de maus alimentos, quando se podia tão facilmente obter uma vida feliz, farta, livre, alegre e saudável?


    E era agora que ele chegava a essa conclusão, depois de ter sofrido a miséria da cidade e o emasculamento1 da repartição pública, durante tanto tempo! Chegara tarde, mas não a ponto de que não pudesse, antes da morte, travar conhecimento com a doce vida campestre e a feracidade2 das terras brasileiras. Então pensou que foram vãos aqueles seus desejos de reformas capitais nas instituições e costumes: o que era principal à grandeza da pátria estremecida era uma forte base agrícola, um culto pelo seu solo ubérrimo3, para alicerçar fortemente todos os outros destinos que ela tinha de preencher.


(Triste fim de Policarpo Quaresma, 2011.)


1emasculamento: perda da virilidade, perda da força ou do vigor.

2feracidade: fertilidade.

3ubérrimo: extremamente úbere (ou seja, fértil).

Como se sabe, o nacionalismo exacerbado e delirante de Policarpo Quaresma leva-o a se engajar em três projetos que visavam reformar o Brasil. O trecho transcrito dá conta do projeto agrícola do protagonista que, no contexto do romance, foi
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Q3917632 Literatura
Aos afetos, e lágrimas derramadas na ausência da
dama a quem queria bem


Ardor em firme Coração nascido;
pranto por belos olhos derramado;
incêndio em mares de água disfarçado;
rio de neve em fogo convertido:


Tu, que em um peito abrasas escondido;
tu, que em um rosto corres desatado;
quando fogo, em cristais aprisionado;
quando cristal, em chamas derretido:


Se és fogo, como passas brandamente?
Se és neve, como queimas com porfia?
Mas ai, que andou Amor em ti prudente!


Pois, para temperar a tirania,
como quis que aqui fosse a neve ardente,
permitiu parecesse a chama fria.

Acerca do poema, é CORRETO afirmar que:

I. A poesia de Gregório de Matos se divide em líricoamorosa, sacra, satírica e erótica. O poema em questão é erótico.
II. O poema apresenta dois elementos da natureza, o fogo e a água. O primeiro refere-se ao ardor e o segundo pode se referir tanto ao pranto quanto à contenção da paixão do eu-lírico.
III. As palavras que se referem, nas primeiras e segundas estrofes, ao fogo são “ardor”, “incêndio”, “abrasas”, “chamas” e a própria palavra “fogo”.

Assinale a alternativa CORRETA: 
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Q3917631 Literatura
Leia o poema a seguir:

O destro Cupido um dia Extraiu mimosas cores De frescos lírios, e rosas, De jasmins, e de outras flores.

Com as mais delgadas penas Usa de uma, e de outra tinta, E nos ângulos do cobre A quatro belezas pinta.

Por fazer pensar a todos No seu liso centro escreve Um letreiro, que pergunta: "Este espaço a quem se deve?"

Vênus, que viu a pintura, E leu a letra engenhosa, Pôs por baixo "Eu dele cedo; Dê-se a Marília formosa."

Gonzaga, Tomás Antônio. Marília de Dirceu, Lira XXVI, parte I.

Sobre o poema, é CORRETO afirmar que: 
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Q3917368 Literatura
Texto 4.
Fábula de um arquiteto


A arquitetura como construir portas,
de abrir; ou como construir o aberto;
construir, não como ilhar e prender,
nem construir como fechar secretos;
construir portas abertas, em portas;
casas exclusivamente portas e tecto.
O arquiteto: o que abre para o homem
(tudo se sanearia desde casas abertas)
portas por-onde, jamais portas-contra;
por onde, livres: ar luz razão certa.
Até que, tantos livres o amedrontando,
renegou dar a viver no claro e aberto.
Onde vãos de abrir, ele foi amurando
opacos de fechar; onde vidro, concreto;
até fechar o homem: na capela útero,
com confortos de matriz, outra vez feto.


João Cabral de Melo Neto (1966)
A leitura de Fábula de um arquiteto, associada ao conjunto da obra de João Cabral de Melo Neto, permite afirmar que o poeta se insere na lírica moderna brasileira por
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Q3854166 Literatura
Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando o movimento literário que reúne as características estéticas empregadas às construções dos respectivos poemas.

Coluna 1 1. Parnasianismo. 2. Barroco. 3. Romantismo.
Coluna 2 ( ) “O todo sem a parte não é todo. A parte sem o todo não é parte. Mas se a parte o faz todo, sendo parte, Não se diga que é parte, sendo todo”.
( ) “Doce Amor – a sorrir-se brandamente Em sonhos me falou com tal brandura, Que eu só de o escutar vida mais pura Senti coar-me n’alma fundamente”.
( ) “Quero que a estrofe cristalina, Dobrada ao jeito Do ourives, saia da oficina Sem um defeito”.


A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
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Q3854165 Literatura
O rompimento com os padrões culturais do século anterior resultou no aparecimento de novas técnicas, tanto no domínio da lírica quanto no da ficção. As principais conquistas do movimento foram, entre outras, o verso livre, o fluxo de consciência, a colagem e a montagem cinematográfica no campo da narrativa, liberdade no uso dos sinais de pontuação e multiplicação das vozes narrativas. Assinale a alternativa que indica o movimento literário ao qual se refere o trecho. 
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Q3854158 Literatura
São características do movimento Simbolista presente no trecho do poema “A Catedral”, do poeta Alphonsus de Guimaraens, EXCETO:

Entre brumas, ao longe, surge a aurora. O hialino orvalho aos poucos se evapora, Agoniza o arrebol. A catedral ebúrnea do meu sonho Aparece, na paz do céu risonho, Toda branca de sol.
E o sino canta em lúgubres responsos: “Pobre Alphonsus! Pobre Alphonsus!”
O astro glorioso segue a eterna estrada. Uma áurea seta lhe cintila em cada Refulgente raio de luz. A catedral ebúrnea do meu sonho, Onde os meus olhos tão cansados ponho, Recebe a bênção de Jesus.
E o sino clama em lúgubres responsos: “Pobre Alphonsus! Pobre Alphonsus!”
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Q3854156 Literatura
A dedicatória “Ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver” abre o romance _______________________, de ________________, marco inicial do _________________ brasileiro.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
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Q3853145 Literatura
A relação entre arte e sociedade é tema recorrente nos estudos culturais contemporâneos. No campo da literatura, a poesia tem passado por transformações significativas ao longo do tempo, acompanhando as mudanças sociais e culturais de cada período. Especialistas apontam que vivemos em uma sociedade caracterizada pela provisoriedade das instituições, paixões e crenças, com uma vivência multifacetada e fragmentada, o que alguns pensadores denominam "modernidade líquida". Nesse contexto, a arte poética contemporânea captura essa sensibilidade em constante mutação. Considerando os debates sobre o espaço da poesia na sociedade contemporânea, analise as afirmativas a seguir:

I.O rap e os slams são reconhecidos como formas de poesia da atualidade, por vezes apropriando-se de recursos da tradição poética para responder ao momento presente.
II.As formas poéticas clássicas, como o soneto e a ode, constituem um arcabouço formal que pode receber conteúdo e visão contemporâneos, não sendo necessário abandoná-las.
III.As vanguardas artísticas do início do século XX buscaram preservar o lugar nobre da poesia, reforçando os padrões estéticos tradicionais herdados do Romantismo.

É correto o que se afirma em:
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Q3850988 Literatura

Leia o poema abaixo, de Manuel Bandeira, integrante da poesia modernista brasileira.


TEXTO II


Poema tirado de uma notícia de jornal [Manuel Bandeira]


João Gostoso era carregador de feira livre e morava no morro da Babilônia num barracão [sem número

Uma noite ele chegou no bar Vinte de Novembro

Bebeu

Cantou

Dançou

Depois se atirou na lagoa Rodrigo de Freitas e morreu afogado.


[Libertinagem, 1930]

O poema “Poema tirado de uma notícia de jornal” (1930), de Manuel Bandeira, integra o Modernismo brasileiro e apresenta características que rompem com modelos estéticos anteriores. Considerando os paradigmas literários do século XX, o texto revela: 
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Q3826873 Literatura
Com relação ao Barroco e ao Arcadismo no Brasil, assinale a afirmação que diferencia, com clareza, procedimentos estéticos e valores.
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Respostas
181: A
182: B
183: E
184: E
185: D
186: E
187: D
188: A
189: C
190: A
191: E
192: B
193: C
194: E
195: C
196: A
197: C
198: D
199: C
200: C