Questões de Concurso
Sobre escolas literárias em literatura
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Assinale a alternativa que apresenta o contexto artístico e político do poema:
Leia o texto a seguir e informe qual é o período literário que ele está incluso:
MANIFESTO DA POESIA PAU - BRASIL.
A poesia existe nos fatos. Os casebres de açafrão e de ocre nos verdes da Favela, sob o azul cabralino, são fatos estéticos. O Carnaval no Rio é o acontecimento religioso da raça. Pau-Brasil. Wagner submerge ante os cordões de Botafogo. Bárbaro e nosso. A formação étnica rica. Riqueza vegetal. O minério. A cozinha. O vatapá, o ouro e a dança. Toda a história bandeirante e a história comercial do Brasil. O lado doutor, o lado citações, o lado autores conhecidos. Comovente. Rui Barbosa: uma cartola na Senegâmbia. Tudo revertendo em riqueza. A riqueza dos bailes e das frases feitas. Negras de jockey. Odaliscas no Catumbi. Falar difícil. O lado doutor. Fatalidade do primeiro branco aportado e dominando politicamente as selvas selvagens. O bacharel. Não podemos deixar de ser doutos. Doutores. País de dores anônimas, de doutores anônimos. O Império foi assim. Eruditamos tudo. Esquecemos o gavião de penacho. A nunca exportação de poesia. A poesia anda oculta nos cipós maliciosos da sabedoria. Nas lianas da saudade universitária. Mas houve um estouro nos aprendimentos. Os homens que sabiam tudo se deformaram como borrachas sopradas. Rebentaram. A volta à especialização. Filósofos fazendo filosofia, críticos, crítica, donas de casa tratando de cozinha. A Poesia para os poetas. Alegria dos que não sabem e descobrem.
Trecho presente em: http://www.ufrgs.br/cdrom/oandrade/oandrade.pdf
Leia o texto para responder à questão.
É São Paulo construída sobre sete colinas, à feição tradicional de Roma, a cidade cesárea, “capita” da Latinidade de que provimos; e beija-lhe os pés a grácil e inquieta linfa do Tietê. As águas são magníficas, os ares tão amenos quanto os de Aquisgrana ou de Anverres, e a área tão a eles igual em salubridade e abundância, que bem se poderá afirmar, ao modo fino dos cronistas, que de três AAA se gera espontaneamente a fauna urbana.
Cidade é belíssima, e grato o seu convívio. Toda cortada de ruas habilmente estreitas e tomadas por estátuas e lampiões graciosíssimos e de rara escultura; tudo diminuindo com astúcia o espaço de forma tal, que nessas artérias não cabe a população. Assim se obtém o efeito dum grande acúmulo de gentes, cuja estimativa pode ser aumentada à vontade, o que é propício às eleições que são invenção dos inimitáveis mineiros; ao mesmo tempo que os edis dispõem de largo assunto com que ganhem dias honrados e a admiração de todos, com surtos de eloquência do mais puro estilo e sublimado lavor.
(Mário de Andrade, Macunaíma. Em: Alfredo Bosi. História concisa da literatura brasileira. 50. ed. São Paulo: Cultrix, 2015)
Leia os versos do poeta arcádico Filinto Elísio para responder à questão.
Lede, que é tempo, os clássicos honrados;
Herdai seus bens, herdai essas conquistas,
Que em reinos dos romanos e dos gregos
Com indefeso estudo conseguiram.
Vereis então que garbo, que facúndia
Orna o verso gentil quanto sem eles
É delambido e peco o pobre verso.
Lede, que é grã cegueira esse descuido,
Antes bruteza! Mal se ganha o prêmio
Do alto saber, sem ímproba fadiga.
O meditado estudo aço é, que rijo
Fere do nosso engenho a aguda escarpa;
E os pensamentos de sutil arrojo
Faíscas são brilhantes, que ressaltam
Do batido fuzil aporfiado.
Se ousamos escrever, destas centelhas,
Ordenadas com próvido artifício,
Se compõe formosíssimo luzeiro
Ou astro, que nos rudes olhos fere
Do vulgo, e que a prudentes muito agrada.
Filinto Elísio, “Preceitos aos poetas. — Estilo. — Pintura das ideias. Variedade e propriedade”. Em: Massaud Moisés, A Literatura Portuguesa Através Dos Textos, 2012)
Leia os versos do poeta arcádico Filinto Elísio para responder à questão.
Lede, que é tempo, os clássicos honrados;
Herdai seus bens, herdai essas conquistas,
Que em reinos dos romanos e dos gregos
Com indefeso estudo conseguiram.
Vereis então que garbo, que facúndia
Orna o verso gentil quanto sem eles
É delambido e peco o pobre verso.
Lede, que é grã cegueira esse descuido,
Antes bruteza! Mal se ganha o prêmio
Do alto saber, sem ímproba fadiga.
O meditado estudo aço é, que rijo
Fere do nosso engenho a aguda escarpa;
E os pensamentos de sutil arrojo
Faíscas são brilhantes, que ressaltam
Do batido fuzil aporfiado.
Se ousamos escrever, destas centelhas,
Ordenadas com próvido artifício,
Se compõe formosíssimo luzeiro
Ou astro, que nos rudes olhos fere
Do vulgo, e que a prudentes muito agrada.
Filinto Elísio, “Preceitos aos poetas. — Estilo. — Pintura das ideias. Variedade e propriedade”. Em: Massaud Moisés, A Literatura Portuguesa Através Dos Textos, 2012)
O todo sem a parte não é todo
“O todo sem a parte não é todo, A parte sem o todo não é parte, Mas se a parte o faz todo, sendo parte, Não se diga, que é parte, sendo todo. Em todo o sacramento está Deus todo, E todo assiste inteiro em qualquer parte, E feito em partes todo em toda a parte, Em qualquer parte sempre fica o todo. O braço de Jesus não seja parte, Pois que feito Jesus em partes todo, Assiste cada parte em sua parte. (...)”
Fonte: https://pt.wikisource.org/wiki/O_todo_sem_a_parte_n% C3%A3o_%C3%A9_todo
( ) A obra incorpora mitos e lendas como estratégia de valorização e ressignificação de matrizes culturais indígenas, africanas e europeias.
( ) A figura de “herói sem nenhum caráter” simboliza uma identidade nacional fixa, que preserva traços culturais imutáveis ao longo da narrativa.
( ) O texto modernista recorre a recursos de hibridização linguística, mesclando registros populares e eruditos como forma de representar a diversidade brasileira.
( ) Guedes (2021) interpreta Macunaíma como um questionamento crítico da ideia de um caráter nacional único, desafiando visões simplistas sobre o povo brasileiro.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
I. A prosa introspectiva de Clarice Lispector, especialmente em obras como “A paixão segundo G.H.” (1964), representa uma inflexão no projeto modernista ao deslocar o foco do social para a interioridade subjetiva.
PORQUE
II. Segundo Alfredo Bosi (2015), a prosa de Clarice apresenta uma radicalização do experimentalismo modernista, marcada pela ruptura da narrativa linear, pela densidade filosófica e pela linguagem autorreflexiva.
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta.
Coluna I. A- Amâncio. B- Pai de Amâncio. C- Mãe de Amâncio. D- Professor Pires. E- Madame Brizard.
Coluna II. 1- Protecionismo exagerado, estava sempre em defesa de Amâncio.
2- Muito tirano, ríspido e também repressivo no tratamento com os alunos.
3- Extremamente severo e repressivo, provoca em Amâncio reações de medo e não de afeto.
4- Apoia o romance de Amélia com Amâncio, um rapaz rico. Vê a possibilidade de conseguir bens materiais e vantagens sociais através dele.
5- Entretanto, o seu tipo franzino, meio imberbe (...) ninguém acreditaria que ali estivesse um sonhador, um sensual, um louco.
Portanto, a partir do poema de Cruz e Souza, esse aprofundamento poderia ocorrer por meio de