Questões de Concurso Sobre escolas literárias em literatura

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Q4358381 Literatura
Gonçalves de Magalhães é considerado um marco do teatro romântico brasileiro por diversos historiadores do Teatro.
Assinale a opção que apresenta o movimento teatral no qual Gonçalves de Magalhães se inscreve, tendo contribuido para sua consolidação no Brasil.  
Alternativas
Q4358378 Literatura
O Simbolismo é uma expressão teatral que teve sua origem na França, no final do século XIX, em um movimento de rejeição dos princípios do Realismo e do Naturalismo.
São autores que pertencem ao Simbolismo:   
Alternativas
Q4353984 Literatura
 A literatura brasileira constitui um campo marcado por diferentes projetos estéticos, nos quais as formas de representação artística se modificam em diálogo com processos históricos e culturais. Essas transformações permitem reconhecer distintas concepções de literatura ao longo de sua formação (BOSI, 2017). 
Considerando as principais manifestações da literatura brasileira, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4348571 Literatura
O Modernismo brasileiro estabeleceu relações complexas com transformações artísticas internacionais e, simultaneamente, com debates acerca da constituição de repertórios culturais brasileiros. Analise as asserções a seguir.
I.A primeira geração modernista brasileira estruturou sua proposta estética pela rejeição das experiências das vanguardas europeias, consideradas incompatíveis com a construção de uma linguagem artística nacional.
PORQUE
II.Artistas modernistas brasileiros dialogaram com experiências internacionais ao mesmo tempo em que reelaboraram temas, formas e referências ligados à sociedade e à cultura brasileiras.
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4348168 Literatura
Na pesquisa e no ensino de História, a utilização de obras literárias como fontes históricas pressupõe uma abordagem interdisciplinar, na qual os textos são analisados em seus contextos de produção e confrontados com outras fontes, permitindo compreender representações, valores e conflitos sociais.

Considerando as possibilidades de utilização da literatura como fonte para a pesquisa histórica e para o ensino de História, as afirmativas a seguir estão corretas, EXCETO uma delas. Assinale-a. 
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Q4342400 Literatura
A produção artística brasileira desenvolveu-se por meio de diferentes linguagens e movimentos que dialogaram com transformações sociais e culturais, incluindo experiências voltadas à construção de formas próprias de expressão e à reelaboração das referências provenientes de outros contextos.
Considerando o desenvolvimento do modernismo brasileiro, analise as assertivas abaixo e classifique cada uma como verdadeira (V) ou falsa (F).
(__)A Semana de Arte Moderna de 1922 tornou-se referência do modernismo brasileiro ao reunir propostas de renovação estética em diferentes manifestações artísticas.
(__)O modernismo brasileiro desenvolveu experiências de renovação que dialogaram criticamente com referências estrangeiras e com elementos culturais existentes no país.
(__)O movimento modernista adotou a reprodução dos padrões acadêmicos europeus como estratégia para consolidar uma identidade artística brasileira vinculada às tradições clássicas.
(__)A produção modernista incorporou discussões sobre identidade nacional, linguagem e manifestações culturais brasileiras em diferentes momentos de seu desenvolvimento.
(__)A renovação modernista estabeleceu uma linguagem artística uniforme, compartilhada pelos diferentes autores e movimentos que integraram suas diversas fases. 
A sequência correta, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q4339101 Literatura
O texto I abaixo serve de base de análise para a questão.

TEXTO I

    Um certo Miguilim morava com sua mãe, seu pai e seus irmãos, longe, longe daqui, muito depois da Vereda-do-Frangod'Água e de outras veredas sem nome ou pouco conhecidas, em ponto remoto, no Mutum. No meio dos Campos Gerais, mas num covoão em trecho de matas, terra preta, pé de serra. Miguilim tinha oito anos. Quando completara sete, havia saído dali, pela primeira vez: o Tio Terêz levou-o a cavalo, à frente da sela, para ser crismado no Sucuriju, por onde o bispo passava. Da viagem, que durou dias, ele guardara aturdidas lembranças, embaraçadas em sua cabecinha. De uma, nunca pôde se esquecer: alguém, que já estivera no Mutum, tinha dito: "É um lugar bonito, entre morro e morro, com muita pedreira e muito mato, distante de qualquer parte; e lá chove sempre..."
    Mas sua mãe, que era linda e com cabelos pretos e compridos, se doía de tristeza de ter de viver ali. Queixava-se, principalmente nos demorados meses chuvosos, quando carregava o tempo, tudo tão sozinho, tão escuro, o ar ali era mais escuro; ou, mesmo na estiagem, qualquer dia, de tardinha, na hora do sol entrar. — "Oê, ah, o triste recanto..." — ela exclamava. Mesmo assim, enquanto esteve fora, só com o tio Terêz, Miguilim padeceu tanta saudade, de todos e de tudo, que às vezes nem conseguia chorar, e ficava sufocado.
    Quando voltou para casa, seu maior pensamento era que tinha a boa notícia para dar à mãe: o que o homem tinha falado — que o Mutum era lugar bonito... A mãe, quando ouvisse essa certeza, havia de se alegrar, ficava consolada. Era um presente; e a ideia de poder trazê-lo desse jeito de cor, como uma salvação, deixava-o febril até nas pernas. Tão grave, grande, que nem o quis dizer à mãe na presença dos outros, mas insofria por ter de esperar; e, assim que pôde estar com ela só, abraçou-se a seu pescoço e contou-lhe, estremecido, aquela revelação. A mãe não lhe deu valor nenhum, mas mirou triste e apontou o morro; dizia:
    — Estou sempre pensando que lá por detrás dele acontecem outras coisas, que o morro está tapando de mim, e que eu nunca hei de poder ver...
    Era a primeira vez que a mãe falava com ele um assunto todo sério. No fundo de seu coração, ele não podia, porém, concordar, por mais que gostasse dela: e achava que o moço que tinha falado aquilo era que estava com a razão. [...]
    De repente lá vinha um homem a cavalo. Eram dois. Um senhor de fora, o claro da roupa. Miguilim saudou, pedindo a bênção. O homem trouxe o cavalo cá bem junto. Ele era de óculos, corado, alto, com um chapéu diferente, mesmo.
     — Deus te abençoe, pequenino. Como é teu nome?
     — Miguilim. Eu sou irmão do Dito.
     — E seu irmão Dito é o dono daqui?
    — Não, meu senhor. O Ditinho está em glória. O homem esbarrava o avanço do cavalo, que era zelado, manteúdo, formoso como nenhum outro. Redizia:
    — Ah, não sabia, não. Deus o tenha em sua guarda... Mas, que é que há, Miguilim?
    Miguilim queria ver se o homem estava mesmo sorrindo para ele, por isso é que o encarava.
    — Por que você aperta os olhos assim? Você não é limpo de vista? Vamos até lá. Quem é que está em tua casa?
    — É Mãe, e os meninos...
    Estava Mãe, estava Tio Terêz, estavam todos. O senhor alto e claro se apeou. O outro, que vinha com ele, era um camarada.
    O senhor perguntava à Mãe muitas coisas do Miguilim. Depois perguntava a ele mesmo:
   — Miguilim, espia daí: quantos dedos da minha mão você está enxergando? E agora?
    Miguilim espremia os olhos. Drelina e a Chica riam. Tomezinho tinha ido se esconder.
    — Este nosso rapazinho tem a vista curta. Espera aí, Miguilim...
    E o senhor tirava os óculos e punha-os em Miguilim, com todo o jeito.
    — Olha, agora!
    Miguilim olhou. Nem não podia acreditar! Tudo era uma claridade, tudo novo e lindo e diferente, as coisas, as árvores, as caras das pessoas. Via os grãozinhos de areia, a pele da terra, as pedrinhas menores, as formiguinhas passeando no chão de uma distância. E tonteava. Aqui, ali, meu Deus, tanta coisa, tudo... O senhor tinha retirado dele os óculos, e Miguilim ainda apontava, falava, contava tudo como era, como tinha visto. Mãe esteve assim assustada; mas o senhor dizia que aquilo era do modo mesmo, só que Miguilim também carecia de usar óculos, dali por diante. O senhor bebia café com eles. Era o doutor José Lourenço, do Curvelo. Tudo podia. Coração de Miguilim batia descompasso, ele careceu de ir lá dentro, contar à Rosa, à Maria Pretinha, a Mãitina. A Chica veio correndo atrás, mexeu:
    — Miguilim, você é piticego... E ele respondeu:
  — Donazinha... Quando voltou, o doutor José Lourenço já tinha ido embora. [...]
    Miguilim não sabia. Todos eram maiores do que ele, as coisas reviravam sempre dum modo tão diferente, eram grandes demais.
    — Pra onde ele foi?
    — A foi p´ra a Vereda do Tipã, onde os caçadores estão. Mas amanhã ele volta, de manhã, antes de ir s´embora para a cidade. Disse que, você querendo. Miguilim, ele junto te leva... O doutor era homem muito bom, levava o Miguilim, lá ele comprava uns óculos pequenos, entrava para a escola, depois aprendia ofício. Você mesmo quer ir?
    Miguilim não sabia. Fazia peso para não soluçar. Sua alma, até ao fundo, se esfriava. Mas Mãe disse:
     — Vai, meu filho. É a luz dos teus olhos, que só Deus teve poder para te dar. Vai. Fim do ano, a gente puder, faz a viagem também. Um dia todos se encontram...
    E Mãe foi arrumar a roupinha dele. A Rosa matava galinha, para pôr na capanga, com farofa. Miguilim ia no cavalo Diamante — depois era vendido lá na cidade, o dinheiro ficava pra ele.
    — Mãe, é o mar? Ou é para a banda do Pau-Roxo, Mãe? É muito longe?
   — Mais longe é, meu filhinho. Mas é do lado do Pau-Roxo não. É o contrário... A Mãe suspirava suave.
    — Mãe, mas por que é, então, para que é, que aconteceu tudo?!
   — Miguilim, me abraça, meu filhinho, que eu tenho tanto amor... [...] O doutor chegou. 
    — Miguilim, você está aprontado? Está animoso? Miguilim abraçava todos, um por um, dizia adeus até aos cachorros, ao Papaco-o-Paco, ao gato Sossõe que lambia as mãozinhas se asseando. Beijou a mão da mãe do Grivo.
     — Dá lembrança a seo Aristeu... Dá lembrança a seo Deográcias... Estava abraçado com Mãe. Podiam sair. Mas, então, de repente, Miguilim parou em frente do doutor. Todo tremia, quase sem coragem de dizer o que tinha vontade. Por fim, disse. Pediu. O doutor entendeu e achou graça. Tirou os óculos, pôs na cara de Miguilim. E Miguilim olhou para todos, com tanta força. Saiu lá fora. Olhou os matos escuros de cima do morro, aqui a casa, a cerca de feijão-bravo e são-caetano; o céu, o curral, o quintal; os olhos redondos e os vidros altos da manhã. Olhou, mais longe, o gado pastando perto do brejo, florido de são-josés, como um algodão. O verde dos buritis, na primeira vereda. O Mutum era bonito! Agora ele sabia. Olhou Mãitina, que gostava de o ver de óculos, batia palmas-de-mão e gritava:
   — Cena, Corinta!... Olhou o redondo de pedrinhas, debaixo do jenipapeiro. Olhava mais era para Mãe. Drelina era bonita, a Chica, Tomezinho. Sorriu para Tio Terêz:
    — Tio Terêz, o senhor parece com o Pai... Todos choravam. O doutor limpou a goela, disse:
    — Não sei, quando eu tiro esses óculos, tão fortes, até meus olhos se enchem d´água...
     Miguilim entregou a ele os óculos outra vez. Um soluçozinho veio. Sempre alegre, Miguilim... Sempre alegre, Miguilim... Nem sabia o que era alegria e tristeza. Mãe o beijava. A Rosa punhalhe doces-de-leite nas algibeiras, para a viagem. Papaco-oPaco falava, alto, falava.

ROSA, Guimarães. Campo Geral. Adaptado.
Os fragmentos do texto I são pertencentes a “Campo Geral”, de Guimarães Rosa. Esta produção é classificada como Novela enquanto gênero, a qual compõe um conjunto de sete narrativas criadas e interligadas pelo autor, cujo nome é “Corpo de Baile”. Sobre isso, pode-se afirmar em relação à escola literária da obra que esta:
Alternativas
Q4334810 Literatura

Leia o texto a seguir e responda à questão.



Texto I



LÍNGUA PORTUGUESA


Última flor do Lácio, inculta e bela,

És, a um tempo, esplendor e sepultura;

Ouro nativo, que, na ganga impura,

A bruta mina entre os cascalhos vela...


Amo-te assim, desconhecida e obscura,

Tuba de alto clangor, lira singela,

Que tens o trom e o silvo da procela,

E o arrolo da saudade e da ternura!


Amo o teu viço agreste e o teu aroma

De virgens selvas e de oceanos largos!

Amo-te, ó rude e doloroso idioma,


Em que da voz materna ouvi: “meu filho!”

E em que Camões chorou, no exílio amargo,

O gênio sem ventura e o amor sem brilho!



BILAC, Olavo. Língua Portuguesa. In: BILAC, Olavo. Poesias. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1888.

O poema “Língua Portuguesa”, produzido por Olavo Bilac, representa a estética literária do:
Alternativas
Q4334220 Literatura
O movimento surrealista, conforme formulado em seu manifesto de 1924, propõe um modo de expressão que valoriza o funcionamento real do pensamento, livre do controle exercido pela razão e de toda preocupação estética ou moral. Nessa concepção, a técnica que se baseia em escrever depressa, sem assunto preconcebido e sem a tentação de reler, com o objetivo de exteriorizar o pensamento de forma espontânea, denomina-se:
Alternativas
Q4330252 Literatura
Machado de Assis é considerado um dos maiores escritores da literatura brasileira; suas obras se caracterizam pela: 
Alternativas
Q4322854 Literatura
A literatura brasileira e portuguesa foi marcada, ao longo do século XIX, por diferentes movimentos literários que refletiram mudanças estéticas, sociais e filosóficas de cada época. Considerando esses movimentos, complete as lacunas do texto a seguir.
O movimento literário conhecido como_____, que teve em José de Alencar um de seus principais representantes no Brasil, valorizava temas nacionalistas, a idealização da natureza e do indígena, além de uma linguagem marcada pela subjetividade e pela emoção. Em contraposição a essa estética, o_____, influenciado pelo cientificismo e pelo determinismo do século XIX, buscava retratar a realidade de forma objetiva e impessoal, com destaque, no Brasil, para a obra de Aluísio Azevedo. Já em Portugal, o movimento______, representado por autores como Eça de Queirós, também se caracterizou pela crítica social e pela análise objetiva dos costumes da sociedade burguesa.

Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas, na ordem em que aparecem.
Alternativas
Q4322469 Literatura

“Pernambucano”, “recifense”… Quem define o gentílico de um lugar?


Por Bela Lobato

(Disponível em: super.abril.com.br/coluna/oraculo/pernambucano-recifense-quem-define-o-gentilico-de-umlugar/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que indica, correta e respectivamente, a autoria das obras “Ponciá Vicêncio”, “Quarto de Despejo” e “Úrsula”.
Alternativas
Q4322468 Literatura

“Pernambucano”, “recifense”… Quem define o gentílico de um lugar?


Por Bela Lobato

(Disponível em: super.abril.com.br/coluna/oraculo/pernambucano-recifense-quem-define-o-gentilico-de-umlugar/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Leia o poema a seguir, analisando suas características e temática:

Ah! que eu não morra sem provar, ao menos Sequer por um instante, nesta vida Amor igual ao meu!
Dá, Senhor Deus, que eu sobre a terra encontre Um anjo, uma mulher, uma obra tua, Que sinta o meu sentir;
Uma alma que me entenda, irmã da minha, Que escute o meu silêncio, que me siga Dos ares na amplidão!
Que em laço estreito unidas, juntas, presas, Deixando a terra e o lodo, aos céus remontem Num êxtase de amor!

Assinale a alternativa que indica o movimento literário relacionado ao texto.
Alternativas
Q4317329 Literatura

Insetos a favor da Lei: a entomologia forense como aliada da justiça na Amazônia


No Pará, peritos e pesquisadores utilizam moscas e outros insetos para estimar o tempo de morte, identificar circunstâncias de crimes e ampliar as possibilidades de investigação forense.


        Era mais um dia de plantão do perito criminal Augusto Andrade. Dessa vez, ele tinha sido chamado para coletar evidências em uma residência no município de São Domingos do Araguaia, região sudeste do estado do Pará. No local, o corpo de uma mulher tinha sido encontrado e a suspeita era de morte natural. Chegando lá, algo chamou a atenção do perito. “Havia muitas moscas. Mais do que deveriam”, disse. Para Augusto, que tem a experiência de anos recolhendo evidências em locais de crime no interior do estado, isso significava uma coisa: “Algum ferimento havia sido aberto ali”, disse ele.


As moscas eram os vestígios

        O laudo científico foi encaminhado para a Polícia Civil, que junto a outras evidências passou investigar o caso como homicídio. Essa não foi a primeira vez que esses insetos ajudaram Augusto em uma investigação. Em outras sete cenas de crime, as moscas foram fundamentais em determinar o chamado “Intervalo Post Mortem” (IPM) - uma estimativa sobre quanto tempo uma pessoa foi morta, dado essencial nas investigações criminais. Em um dos casos, o perito chegou a coletar ovos de moscas que estavam em um cadáver e os levou para a Polícia Científica de Marabá, onde analisou o tempo em que se desenvolviam. “As moscas têm um ciclo de vida de dias. Então dependendo do estágio em que a mosca está no corpo, se larvas ou os ovos, a gente pode dizer há quanto tempo um cadáver está ali”, diz.


        Augusto explica que esse tipo de dado torna o laudo mais técnico, auxiliando a Polícia Civil, caso eles já tenham um suspeito ou uma linha de investigação. “A Polícia Civil pode comparar com o que eles já apuraram. Por exemplo, se uma pessoa está mentindo ou não sobre determinada informação, ou se a evidência é convergente com aquela linha já adota da”, disse.


Entomologia Forense

        Contar com insetos como ‘microinvestigadores’ não é uma novidade nem na perícia e nem na ciência. A entomolo gia forense (entomo - inseto; logia - estudo) aplica o estudo dos insetos e outros artrópodes a procedimentos legais, auxili ando nas investigações criminais. O primeiro registro disto está em um manual de medicina chinês, datado do século XIII, que relata a investigação de um homicídio.


        “Um dia alguém observou uma pessoa assassinada e suspeitavam de um determinado aldeão. Foram lá na casa de le e acharam uma foice com sangue e vermes, indicando que aquela tinha sido a arma do crime. A partir disso começa-se o estudo da entomologia. Esses bichinhos aqui seriam, digamos assim, os nossos aliados para descobrir quem é o criminoso, as circunstâncias e o local do crime”, explica o professor Danilo Oliveira, entomologista e docente na Universidade do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa).


        No Brasil, os primeiros registros de insetos auxiliando em investigações estão datados de 1908. Mesmo assim, es tudos na área ainda carecem de investimentos. Além de essenciais para os ecossistemas, o professor explica que alguns insetos também são capazes de fornecer dados que vão desde as circunstâncias do crime e o local em que o crime ocorreu, até a identificação do criminoso. “Essa observação torna possível responder algumas perguntas e ajuda a entender como foi a morte, qual que foi a causa, o local onde isso aconteceu. E aí a gente tem algumas espécies que nos ajudam muito assim, e que se destacam”, diz.


        Entre os principais insetos de importância forense estão as moscas, os besouros e até borboletas. Danilo explica que, quando há um corpo morto, os dípteros, ou seja, as moscas, são os primeiros a chegar.

        “As moscas depositam ovos no cadáver. Esses ovos eclodem em larvas. Essas larvas vão crescendo em etapas e es sas etapas têm duração específica. É nesse tempo de ‘crescimento’ que estão os dados da investigação”, explica o profes sor.


Por exemplo, se em um cadáver é coletada uma larva de uma espécie cujo ciclo de desenvolvimento demora 10 di as, e após a coleta a larva demora 5 dias para se desenvolver, isto significa que os outros 5 dias ocorreram antes do corpo ser encontrado. Com isso é possível saber a duração de cada etapa e calcular o intervalo pós-morte, ou seja, uma estimativa de quanto tempo aquela pessoa morreu. “Mas essa é uma estimativa que também depende das condições do ambiente, localização, clima”, diz.

[...]


(Vanessa Monteiro. Supervisão Ruanne Lima. Edição Carla Fischer. Fotos de Lucas dos Santos Alves. Publicado em 29/09/2025. Dispononível em: www.amazoniavox.com/reportagens/view/141/pt-br/insetos_a_favor_da_lei_a_entomologia_forense_como_aliada_da_justica_na_amazonia)

Embora o texto “Insetos a favor da Lei: a entomologia forense como aliada da justiça na Amazônia” pertença ao campo jornalístico-científico, sua construção discursiva mobiliza uma perspectiva de conhecimento fundada na observação, na evidência material, na relação entre fenômenos e na tentativa de explicação objetiva da realidade. Tais procedimentos permitem estabelecer um diálogo crítico com determinadas concepções presentes na literatura brasileira do final do século XIX. Considerando essa aproximação, assinale a alternativa que melhor interpreta a relação entre o texto e o projeto estético ideológico do Naturalismo brasileiro.
Alternativas
Q4305841 Literatura

Diferentes movimentos e manifestações artísticas contribuíram para a formação e a transformação da cultura brasileira, estabelecendo relações com os contextos históricos, sociais e culturais de suas épocas.


Relacione os movimentos ou manifestações apresentados na Coluna I às características indicadas na Coluna II. 


COLUNA I


1. Modernismo brasileiro


2. Tropicalismo


3. Literatura de cordel


4. Bossa nova



COLUNA II


(_) Manifestação literária popular tradicionalmente difundida por meio de folhetos, marcada pela presença da poesia em versos e fortemente associada à cultura nordestina.


(_) Movimento cultural do final da década de 1960 que promoveu a combinação de referências brasileiras e estrangeiras e dialogou com diferentes linguagens artísticas e elementos da cultura de massa.


(_) Movimento artístico e literário que, especialmente a partir da década de 1920, questionou convenções estéticas anteriores e buscou novas formas de expressão relacionadas também à realidade e à identidade brasileiras.


(_) Expressão musical associada ao final da década de 1950 e à década seguinte, caracterizada por transformações na interpretação e na linguagem musical, com forte diálogo entre o samba e elementos do jazz.


Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.

Alternativas
Q4305591 Literatura

Instruções: A questão refere-se ao texto de Ailton Krenak.



Do sonho e da terra



(Disponível em: Krenak, A. Ideias para adiar o fim do mundo. Companhia das Letras: 2019 – texto adaptado especialmente para essa prova).

Considerando as intertextualidades possíveis entre o cânone literário brasileiro e as literaturas contemporâneas, o texto de Krenak poderia ser trabalhado em uma aula de literatura brasileira sobre ___________________ , uma vez que as tensões entre a cultura ocidental e a cosmovisão indígena são uma temática central dos textos e narrativas desse período literário.

Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna do trecho acima.
Alternativas
Q4301878 Literatura
Sobre Memorial de Aires, último romance escrito por Machado de Assis, publicado em 1908, ano de sua morte, leia as afirmações, indique se elas são (F) falsas ou (V) verdadeiras e marque a alternativa propícia.

( ) Se, de um lado, Fidélia participa do mundo da vida por sua juventude e beleza, de outro achase no campo de polarização da morte, pela viuvez.
( ) Nos parágrafos finais do romance, há uma meditação do Conselheiro Aires que encerra uma lição, uma espécie de ensinamento moral extraído da experiência relatada: se os mortos vão depressa, os velhos ainda vão mais depressa que os mortos... Viva a mocidade!
( ) Observando, pormenorizadamente, a polaridade vida x morte nas personagens do romance, podemos dividi-las em dois grandes grupos: o da velhice, (morte) e o da juventude, (vida).
( ) Ao longo da leitura do romance morreram Noronha, Barão de Santa-Pia e o Leiloeiro Fernandes.
Alternativas
Q4300636 Literatura
Considere as afirmativas relacionadas à trajetória de Lindolf Bell apresentadas a seguir. Registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__)A Catequese Poética, iniciada em 1964, levou a poesia a ruas, praças, escolas e fábricas.
(__)A produção de Bell manteve-se limitada ao livro impresso, pois o poeta considerava os demais suportes inadequados à circulação da palavra.
(__)A trajetória do poeta inclui os "corpoemas", camisetas com poemas produzidas em escala industrial.


Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta: 
Alternativas
Q4297486 Literatura
Uma afirmativa correta sobre Alberto de Oliveira, personalidade ilustre de Saquarema, está apresentada na seguinte alternativa:
Alternativas
Q4297072 Literatura
O romance brasileiro produzido a partir da década de 1930 caracterizou-se pelo amadurecimento das conquistas formais de 1922, pela consolidação da prosa de ficção e por uma profunda reflexão sobre a realidade histórica, social e regional do país. Considerando o panorama da literatura brasileira do século XX, o escritor Érico Veríssimo integra qual momento do movimento modernista?
Alternativas
Respostas
1: C
2: C
3: C
4: C
5: E
6: D
7: D
8: D
9: B
10: D
11: D
12: A
13: B
14: B
15: A
16: A
17: A
18: E
19: D
20: C