Questões de Concurso Sobre escolas literárias em literatura

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Q3826338 Literatura

O texto seguinte servirá de base para responder à questão. 


“Gemeu roucamente um rugido abafado.

Ouviu-o Hortência no quarto contíguo e, assustada, julgando o irmão doente, perguntou-lhe:

— Tens alguma coisa, Lourenço?

— Não, não é nada...

E ficou muito quieto durante alguns momentos.

A pouco e pouco foi-se-lhe a imaginação despertando novamente, porém tomando agora outro destino para as suas fantasias. Entrou a pensar na irmã, na idade dela, nas suas bonitas formas de virgem — com uma grande volúpia no fundo dos olhos. Apertou os braços sobre o peito, como abraçando alguém... Idealizava formosamente apetitoso o corpo de Hortência e começou a experimentar vagos desejos de vê-la, de sentir-lhe o calor do sangue de encontro a seu corpo, de afagá-la carinhosamente, longamente, nos êxtases da criminosa paixão, e súbitas erguida em seu dissoluto espírito libérrimo. A norte-americana do circo foi substituída por Hortência. O desejo banal e comum cedeu lugar à aspiração incestuosa.”



Fragmento do romance Hortência, de Marques de Carvalho.

O fragmento do romance Hortência, de Marques de Carvalho, não deixa perceber:
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Q3821067 Literatura
Leia o poema “Ismália” a seguir:
Quando Ismália enlouqueceu, Pôs-se na torre a sonhar… Viu uma lua no céu, Viu outra lua no mar.
No sonho em que se perdeu, Banhou-se toda em luar… Queria subir ao céu, Queria descer ao mar…
E, no desvario seu, Na torre pôs-se a cantar… Estava perto do céu, Estava longe do mar…
E como um anjo pendeu As asas para voar… Queria a lua do céu, Queria a lua do mar…
As asas que Deus lhe deu Ruflaram de par em par… Sua alma subiu ao céu, Seu corpo desceu ao mar…
“Ismália” é um poema ___________ e nele se identifica a temática do(a) ______________________.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas da frase acima.
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Q3821066 Literatura
Assinale a alternativa que apresenta um poeta que NÃO fez parte do movimento modernista brasileiro.
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Q3819844 Literatura
 “Olhai os Lírios do Campo”, publicado em 1938, é um dos romances mais conhecidos da literatura brasileira, abordando temas como ambição, ética, conflitos existenciais e valores humanos por meio da trajetória do personagem Eugênio Fontes. A obra consolidou a carreira de um importante escritor gaúcho, reconhecido nacional e internacionalmente por sua contribuição à literatura brasileira. Em 2025, completam-se 50 anos de sua morte. Quem é o autor dessa obra? 
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Q3818133 Literatura
A literatura brasileira do século XX e do início do século XXI caracteriza-se por profundas transformações estéticas, ideológicas e formais, refletindo as mudanças sociais, históricas e culturais do país e abrindo espaço para múltiplas experiências de linguagem e representação (BOSI, 2020. adaptado.)
De acordo com esse enfoque, assinale a alternativa correta.
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Q4034606 Literatura
"DIABO À barca, à barca, houlá! que temos gentil maré!  - Ora venha o carro a ré! COMPANHEIRO Feito, feito! Bem está! Vai tu muitieramá,  e atesa aquele palanco  e despeja aquele banco, pera a gente que virá."

O texto acima pertence à peça Auto da Barca do Inferno, escrita em 1517 pelo humanista português Gil Vicente. Essa obra é uma das mais emblemáticas do autor, considerado o 'pai do teatro português'. Encenada pela primeira vez em 1531, integra a chamada Trilogia das Barcas, juntamente com Auto da Barca do Purgatório e Auto da Barca da Glória.
Com base em toda obra 'Auto da Barca do Inferno, identifique a alternativa INCORRETA.
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Q4034594 Literatura
 O Romantismo no Brasil foi um movimento literário marcado por uma produção diversificada, englobando textos poéticos, teatrais e romances.
Seu marco inicial é a publicação do livro de poemas Suspiros Poéticos e Saudades, de Gonçalves de Magalhães (1811-1882), em 1836. Nesse mesmo ano, a Revista Niterói, publicada em Paris, também se destacou como precursora do movimento. Após a Independência do Brasil, em 7 de setembro de 1822, os escritores desse período passaram a buscar a autonomia da literatura, retomando elementos da cultura brasileira. Isso se deve ao fato de que, durante os séculos de colonização, o país sofreu forte influência dos modelos europeus, especialmente de Portugal.
Considere as características do Romantismo:

I.Rompimento com a tradição clássica: o romantismo veio romper com os modelos clássicos greco-romanos, fundamentados na busca da perfeição e na arte erudita.

II.Contrário ao formalismo e tradicionalismo das escolas anteriores, o romantismo utiliza versos com rima e métricas, porém com uma linguagem informal e regionalista.

III.Indianismo: o indígena é eleito como herói nacional, sendo idealizado como um ser puro e inocente.

IV.Nacionalismo e ufanismo: os valores culturais, históricos e artísticos do Brasil são exaltados pelos escritores que mostram orgulho da nação.


São características do Romantismo:
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Q4034386 Literatura
Judge the sentences below as TRUE (T) or FALSE (F) concerning intertextuality and composition in T. S. Eliot's The Waste Land.

(__)The poem assembles a collage of voices, registers, and languages, fusing fragments and citations to stage modernist cultural crisis.
(__)"April is the cruellest month" reverses Chaucer's springtime optimism in the General Prologue to The Canterbury Tales , creating an ironic counter-allusion.
(__)The poem reached print without substantial external editing; Ezra Pound's role did not affect the final architecture of the text.


The CORRECT sequence is:
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Q3985500 Literatura

Cartaz para responder a questão



O romance "Macunaíma", de Mário de Andrade, é considerado uma obra-prima do Modernismo brasileiro e se destaca pela:
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Q3980237 Literatura
O Romantismo brasileiro, movimento literário do século XIX, é marcado pela exaltação dos sentimentos, do nacionalismo, da natureza e do subjetivismo. Sobre os principais autores desse movimento, considere as assertivas a seguir.

I. José de Alencar é um dos maiores nomes do Romantismo brasileiro, sendo conhecido por suas obras que exploram o nacionalismo, a cultura indígena e a literatura indianista, como Iracema e O Guarani.
II. Gil Vicente, autor de peças teatrais faz parte do Romantismo brasileiro, recuperando traços renascentistas.
III. Álvares de Azevedo é um autor do Romantismo, destacando-se pela sua poesia melancólica, pelo idealismo e pelo pessimismo característicos desse período, em obras como Lira dos Vinte Anos.
IV. Castro Alves, com sua poesia engajada e romântica, é conhecido principalmente por suas obras abolicionistas, como Navio Negreiro, sendo um grande representante do Romantismo brasileiro.
V. Mário de Andrade pertence ao Romantismo e busca por uma identidade nacional em suas obras.

Está CORRETO o que se afirma em:
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Q3979629 Literatura
Analise o excerto abaixo, retirado da obra Memórias Póstumas de Brás Cubas, Machado de Assis:

“Bom e fiel amigo! Não, não me arrependo das vinte apólices que lhe deixei. E foi assim que cheguei à cláusula dos meus dias; foi assim que me encaminhei para o undiscovered country de Hamlet, sem as ânsias nem as dúvidas do moço príncipe, mas pausado e trôpego, como quem se retira tarde do espetáculo. Tarde e aborrecido. Viram-me ir umas nove ou dez pessoas, entre elas três senhoras, minha irmã Sabina, casada com o Cotrim, — a filha, um líriodo-vale, — e…tenham paciência! daqui a pouco lhes direi quem era a terceira senhora. Contentem-se de saber que essa anônima, ainda que não parenta, padeceu mais do que as parentas. É verdade, padeceu mais. Não digo que se carpisse, não digo que se deixasse rolar pelo chão, convulsa. Nem o meu óbito era coisa altamente dramática… um solteirão que expira aos sessenta e quatro anos, não parece que reúna em si todos os elementos de uma tragédia. E dado que sim, o que menos convinha a essa anônima era aparentá-lo. De pé, à cabeceira da cama, com os olhos estúpidos, a boca entreaberta, a triste senhora mal podia crer na minha extinção.”

Em relação à escola literária a qual pertence o texto, é correto afirmar que:
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Q3974704 Literatura
“O Alienista”


    No vilarejo de Itaguaí, o renomado Dr. Simão Bacamarte decide construir a Casa Verde, um espaço dedicado ao estudo da mente humana. Sua intenção é diagnosticar e acolher os chamados "loucos", buscando delimitar os domínios da razão e da loucura.
    Inicialmente, são internados indivíduos com comportamentos realmente anômalos, mas logo o alienista amplia os critérios, incluindo sutis excêntricas. Isso provoca estranhamento na comunidade, que passa a questionar sua sanidade e autoridade científica.
    A Casa Verde logo se enche, e a população local começa a temer o poder arbitrário do médico. O barbeiro Porfirio, figura influente na vila, lidera manifestações contra aqueles que são internados sem justificativa clara.
    Em resposta, Bacamarte reafima seu compromisso com a ciência e a seriedade de seus atos, recusando justificações a leigos. Isso intensifica o atrito entre a prática científica e a sensibilidade social dos moradores.
    As tensões culminam na chamada "Revolta dos Canijicas", organizada por Porfirio, que deseja destruir a Casa Verde para retomar o controle cívico do vilarejo. No entanto, o conflito expõe a fragilidade da racionalidade em meio à mobilização popular.
    Curiosamente, Bacamarte não recua, e sua dedicação extrema reforça tanto a crítica ao cientificismo quanto o questionamento da própria sanidade do alienista — afinal, quem define o padrão da normalidade?
   Em seguida, a maioria da população é acometida por critérios diagnósticos flexíveis e internada, demonstrando o absurdo do método. A Casa Verde se torna símbolo de controle e opressão travestida de ciência.
      Por fim, Bacamarte conclui que a sanidade é praticamente impossível — ele decide internar a si mesmo, isolando-se, até o fim de seus dias. O leitor é deixado a refletir sobre os limites do saber humano e seu potencial opressivo.



(Machado de Assis. Fonte: ASSIS, M. de. O Alienista. In: Papéis Avulsos. Rio de Janeiro: Garnier, 1882. Adaptado.) 
O conflito entre o barbeiro Porfírio e Simão Bacamarte simboliza, principalmente,  
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Q3929643 Literatura
Quatro grandes temas presidem à formação da literatura brasileira como sistema entre 1750 e 1880, em correlação íntima com a elaboração de uma consciência nacional: o conhecimento da realidade local; a valorização das populações aborígenes; o desejo de contribuir para o progresso do país; a incorporação aos padrões europeus. No interior desses limites os poetas cantarão as suas mágoas, os romancistas descreverão as situações dramáticas, os ensaístas traçarão as suas fórmulas. No fundo do desabafo mais pessoal ou da elucubração mais aérea, o escritor pretende inscrever-se naquelas balizas, que dão à nossa literatura, vista no conjunto, esse estranho caráter de nativismo e estrangeirismo; pieguice e realidade; utilitarismo e gratuidade. 

Antonio Candido. Formação da literatura brasileira: momentos decisivos. Belo Horizonte; Rio de Janeiro: Editora Itatiaia, 1997, p. 66-67.

 Considerando-se os quatro grandes temas que, de acordo com o texto, balizam a atividade literária no Brasil entre os séculos XVIII e XIX, é possível concluir que os poetas e romancistas a que o autor se refere vinculam-se aos períodos literários do
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Q3928895 Literatura
I-Juca Pirama

 Gonçalves Dias

 Meu canto de morte,
 Guerreiros, ouvi:
 Sou filho das selvas,
 Nas selvas cresci;
 Guerreiros, descendo
 Da tribo tupi.

 Da tribo pujante,
 Que agora anda errante
 Por fado inconstante,
 Guerreiros, nasci;

 Sou bravo, sou forte,
 Sou filho do Norte;
 Meu canto de morte,
 Guerreiros, ouvi.

 Já vi cruas brigas,
 De tribos imigas,
 E as duras fadigas
 Da guerra provei;

 Nas ondas mendaces
 Senti pelas faces
 Os silvos fugaces
 Dos ventos que amei.

 Andei longes terras
 Lidei cruas guerras,
 Vaguei pelas serras
 Dos vis Aimoréis;

 Vi lutas de bravos,
 Vi fortes — escravos!
 De estranhos ignavos
 Calcados aos pés.

 E os campos talados,
 E os arcos quebrados,
 E os piagas coitados
 Já sem maracás;

 E os meigos cantores,
 Servindo a senhores,
 Que vinham traidores,
 Com mostras de paz.


Internet: <www.dominiopublico.gov.br>.
No que se refere à relação entre literatura, identidade e sociedade, infere-se da leitura do fragmento de I-Juca Pirama que esse texto  
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Q3928894 Literatura
I-Juca Pirama

 Gonçalves Dias

 Meu canto de morte,
 Guerreiros, ouvi:
 Sou filho das selvas,
 Nas selvas cresci;
 Guerreiros, descendo
 Da tribo tupi.

 Da tribo pujante,
 Que agora anda errante
 Por fado inconstante,
 Guerreiros, nasci;

 Sou bravo, sou forte,
 Sou filho do Norte;
 Meu canto de morte,
 Guerreiros, ouvi.

 Já vi cruas brigas,
 De tribos imigas,
 E as duras fadigas
 Da guerra provei;

 Nas ondas mendaces
 Senti pelas faces
 Os silvos fugaces
 Dos ventos que amei.

 Andei longes terras
 Lidei cruas guerras,
 Vaguei pelas serras
 Dos vis Aimoréis;

 Vi lutas de bravos,
 Vi fortes — escravos!
 De estranhos ignavos
 Calcados aos pés.

 E os campos talados,
 E os arcos quebrados,
 E os piagas coitados
 Já sem maracás;

 E os meigos cantores,
 Servindo a senhores,
 Que vinham traidores,
 Com mostras de paz.


Internet: <www.dominiopublico.gov.br>.
Com base na temática e na estrutura literária do texto I-Juca Pirama, é correto afirmar que ele é representativo do movimento literário denominado
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Q3921811 Literatura
Para responder à questão, leia o início do capítulo VI do romance Iracema, do escritor José de Alencar.


    Martim vai a passo e passo por entre os altos juazeiros que cercam a cabana do Pajé.

    Era o tempo em que o doce aracati1 chega do mar e derrama a deliciosa frescura pelo árido sertão. A planta respira; um suave arrepio erriça2 a verde coma3 da floresta.

    O cristão contempla o ocaso do sol. A sombra, que desce dos montes e cobre o vale, penetra sua alma. Lembra-se do lugar onde nasceu, dos entes queridos que ali deixou. Sabe ele se tornará a vê-los algum dia?

    Em torno carpe4 a natureza o dia que expira. Soluça a onda trépida5 e lacrimosa; geme a brisa na folhagem [...].

    Iracema parou em face do jovem guerreiro:

    — É a presença de Iracema que perturba a serenidade no rosto do estrangeiro?

    Martim pousou brandos olhos na face da virgem:

    — Não, filha de Araquém; tua presença alegra como a luz da manhã. Foi a lembrança da pátria que trouxe a saudade ao coração presago6 .

    — Uma noiva te espera?

     O forasteiro desviou os olhos. Iracema dobrou a cabeça sobre a espádua como a tenra7 palma da carnaúba, quando a chuva peneira8 na várzea.

    — Ela não é mais doce do que Iracema, a virgem dos lábios de mel, nem mais formosa! murmurou o estrangeiro.

    — A flor da mata é formosa quando tem rama que a abrigue e tronco onde se enlace. Iracema não vive n’alma de um guerreiro: nunca sentiu a frescura do seu sorriso.

    Emudeceram ambos, com os olhos no chão, escutando a palpitação dos seios que batiam opressos.


(Iracema, 2006.)


1 aracati: brisa do vento.

2 erriçar: arrepiar.

3 coma: copa de árvores frondosas.

4 carpir: lamentar.

5 trépido: trêmulo.

6 presago: que adivinha.

7 tenro: delicado.

8 peneirar: chuviscar.
Um traço característico da prosa romântica que pode ser encontrado nesse trecho é
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Q3921808 Literatura
Para responder à questão, leia o capítulo IV do romance Quincas Borba, de Machado de Assis.


     Este Quincas Borba, se acaso me fizeste o favor de ler as Memórias póstumas de Brás Cubas, é aquele mesmo náufrago da existência, que ali aparece, mendigo, herdeiro inopinado, e inventor de uma filosofia. Aqui o tens agora em Barbacena. [...]

    Saberia Rubião que o nosso Quincas Borba trazia aquele grãozinho de sandice, que um médico supôs achar-lhe? Seguramente, não; tinha-o por homem esquisito. É, todavia, certo que o grãozinho não se despegou do cérebro de Quincas Borba, — nem antes, nem depois da moléstia que lentamente o comeu. Quincas Borba tivera ali alguns parentes, mortos já agora em 1867; o último foi o tio que o deixou por herdeiro de seus bens. Rubião ficou sendo o único amigo do filósofo. Regia então uma escola de meninos, que fechou para tratar do enfermo. Antes de professor, metera ombros a algumas empresas, que foram a pique. [...]

    A opinião ostensiva do médico era que a doença do Quincas Borba iria saindo devagar. Um dia, o nosso Rubião, acompanhando o médico até à porta da rua, perguntou-lhe qual era o verdadeiro estado do amigo. Ouviu que estava perdido, completamente perdido; mas, que o fosse animando. Para que tornar-lhe a morte mais aflitiva pela certeza...?

    — Lá isso, não, atalhou Rubião; para ele, morrer é negócio fácil. Nunca leu um livro que ele escreveu, há anos, não sei que negócio de filosofia...

     — Não; mas filosofia é uma coisa, e morrer de verdade é outra; adeus.


(Quincas Borba, 2012.)
No primeiro parágrafo, o narrador refere-se a Quincas Borba como “inventor de uma filosofia”. No contexto do romance, tal filosofia é denominada Humanitismo (cujo lema era “Ao vencedor, as batatas”) e pode ser vista como uma espécie de sátira
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Q3921747 Literatura
Para responder à questão, leia a “Lira VIII” da obra poética Marília de Dirceu, de Tomás Antônio Gonzaga




1grilhão: corrente de ferro usada para prender as pernas de criminosos.

2 rular: produzir arrulos (sons emitidos pelas pombas).

3 c’os: com os.

4 mole pouso: macio pouso (ou seja, ninho).

5 altivo: dominado pela arrogância, pela soberba.
A “Lei da Natureza” a que o eu lírico se refere em seu refrão é 
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Q3921746 Literatura
Para responder à questão, leia a “Lira VIII” da obra poética Marília de Dirceu, de Tomás Antônio Gonzaga




1grilhão: corrente de ferro usada para prender as pernas de criminosos.

2 rular: produzir arrulos (sons emitidos pelas pombas).

3 c’os: com os.

4 mole pouso: macio pouso (ou seja, ninho).

5 altivo: dominado pela arrogância, pela soberba.
Depreende-se da lira que
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Q3921599 Literatura

Para responder à questão, leia o trecho do romance Triste fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto.


   

      E foi obedecendo a essa ordem de ideias que [Policarpo Quaresma] comprou aquele sítio, cujo nome — Sossego — cabia tão bem à nova vida que adotara, após a tempestade que o sacudira durante quase um ano. [...]


    Ele foi contente. Como era tão simples viver na nossa terra! Quatro contos de réis por ano, tirados da terra, facilmente, docemente, alegremente! Oh! terra abençoada! Como é que toda a gente queria ser empregado público, apodrecer numa banca, sofrer na sua independência e no seu orgulho? Como é que se preferia viver em casas apertadas, sem ar, sem luz, respirar um ambiente epidêmico, sustentar-se de maus alimentos, quando se podia tão facilmente obter uma vida feliz, farta, livre, alegre e saudável?


    E era agora que ele chegava a essa conclusão, depois de ter sofrido a miséria da cidade e o emasculamento1 da repartição pública, durante tanto tempo! Chegara tarde, mas não a ponto de que não pudesse, antes da morte, travar conhecimento com a doce vida campestre e a feracidade2 das terras brasileiras. Então pensou que foram vãos aqueles seus desejos de reformas capitais nas instituições e costumes: o que era principal à grandeza da pátria estremecida era uma forte base agrícola, um culto pelo seu solo ubérrimo3, para alicerçar fortemente todos os outros destinos que ela tinha de preencher.


(Triste fim de Policarpo Quaresma, 2011.)


1emasculamento: perda da virilidade, perda da força ou do vigor.

2feracidade: fertilidade.

3ubérrimo: extremamente úbere (ou seja, fértil).

Como se sabe, o nacionalismo exacerbado e delirante de Policarpo Quaresma leva-o a se engajar em três projetos que visavam reformar o Brasil. O trecho transcrito dá conta do projeto agrícola do protagonista que, no contexto do romance, foi
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Respostas
101: A
102: B
103: A
104: B
105: A
106: A
107: B
108: C
109: C
110: E
111: A
112: B
113: E
114: E
115: D
116: E
117: D
118: A
119: C
120: A