Questões de Concurso
Sobre escolas literárias em literatura
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Leia os versos de Tomás Antônio Gonzaga para responder à questão.

(Tomás Antônio Gonzaga. Marília de Dirceu. Em: Alfredo Bosi. História concisa da literatura brasileira. 2015)
Considere as seguintes obras representativas da prosa literária potiguar:
I Opúsculo Humanitário, de Nísia Floresta.
II A Princesa de Bambuluá, de Câmara Cascudo.
III Rua da Estrela, de Nei Leandro de Castro.
IV Francisca, de Ana Cláudia Trigueiro.
Analise as afirmativas, relacionando obras e autores indicados em cada item, e assinale a opção correta.
Considere a coletânea de excertos a seguir:


A poesia potiguar, segundo proposta sistematizada por Constância Lima Duarte e Diva Cunha, na obra Literatura do Rio Grande do Norte, percorre quatro grandes fases: formação, transição, modernismo e vertentes contemporâneas. A partir dos excertos colacionados, é possível observar transformações temáticas e formais nesse percurso histórico-literário. Com base nesses versos e em aspectos de cada fase, assinale a opção correta.
A partir dessas considerações, analise as descrições a seguir:
I Suas obras inovaram a estrutura narrativa ao usar a ironia como ferramenta de crítica social, desestabilizando discursos dominantes sobre classe e poder. No conto “Pílades e Orestes”, a relação entre os personagens é apresentada com forte carga emocional e interdependência, cabendo ao leitor crítico interpretar se o que os une é o amor, o desejo ou o interesse.
II Em um romance naturalista considerado pioneiro na abordagem de temas transgressores à época, o autor expõe o preconceito e a violência contra corpos dissidentes em uma sociedade rigidamente normatizada. A obra retrata a relação entre um marinheiro e um jovem grumete, sendo uma das primeiras manifestações literárias a tensionar os limites das convenções sociais do século XIX.
III Explorou de forma intensa e subjetiva as experiências afetivas e existenciais de personagens marginalizados, frequentemente atravessados pela fluidez do desejo e pela incerteza identitária. Seus contos tornaram-se referência na literatura queer brasileira ao problematizar o não pertencimento e a angústia da exclusão.
IV Construiu narrativas que evidenciam a opressão e a busca por autonomia feminina, utilizando personagens femininas que transitam entre o desejo e a repressão social. No romance As Meninas, o entrelaçamento de perspectivas evidencia conflitos de gênero e poder durante a ditadura militar.
V Sua literatura flerta com o fantástico e com a exploração de arquétipos femininos, em um universo em que o feminino ora se impõe como resistência, ora se vê subjugado pelo patriarcado. No conto “A Moça Tecelã”, apresenta um olhar sensível sobre a complexidade das relações interpessoais e as imposições sobre as mulheres.
VI Em sua obra Amora, revisita e ressignifica experiências femininas e queer por meio de contos que desafiam a heteronormatividade e evidenciam a pluralidade da experiência de ser mulher no Brasil contemporâneo.
As descrições acima referem-se, respectivamente, aos seguintes autores e às suas obras:
Considerando essa perspectiva, assinale a opção que associa, corretamente, o estilo de época e sua relação com a questão da identidade nacional.
Reconhecendo as disputas de autoria, voz e perspectiva que marcam essas produções literárias, assinale a opção em que se estabelece, corretamente, a distinção entre a literatura indianista, a indigenista e a indígena.
Assinale a alternativa CORRETA:
O escritor que o texto faz referência é:
Texto 2
Na hora do lobo
Quando um homem consome a madrugada
rabiscando umas folhas de papel
e ele sabe que a vida é tonelada
oscilando na ponta de um cordel;
ele sabe que o fim de toda estrada
não desagua no inferno nem no céu,
e ele pensa na feira, na empregada,
água e luz, condomínio e aluguel;
Quando um homem fatiga a voz cansada
com palavras da Torre de Babel
e ele entende que a coisa mais amada
se transmuda na coisa mais cruel;
Quando a taça em que bebe está quebrada,
tanto vidro a boiar em tanto fel
e no peito uma dor desatinada
essa dor que é tão nítida e fiel;
Quando um homem de boca tão calada
sente a mente girar num carrossel,
ele escreve através da madrugada
com cuidados de abelha que faz mel:
sua vida, talvez, foi destinada
a salvar estas folhas de papel.
Braulio Tavares, O homem artificial
Fernando Pessoa é considerado modernista, uma vez que foi um dos escritores que iniciaram o movimento em Portugal. No Brasil, o Modernismo teve início com a Semana de Arte Moderna de 1922, que contou com a participação de diversos artistas e escritores que buscavam renovar a literatura e as artes no país. Com base no Modernismo brasileiro, analise as afirmativas a seguir.
I. A primeira fase do Modernismo brasileiro (1922-1930) foi marcada pelo caráter experimental e pelo desejo de ruptura com as normas estéticas e literárias anteriores.
II. A segunda fase do Modernismo (1930-1945) manteve o tom radical da primeira geração e evitou qualquer aprofundamento em temas sociais e psicológicos.
III. A terceira fase modernista (Geração de 45) foi caracterizada por uma busca maior pelo rigor formal e pelo equilíbrio entre forma e conteúdo, sendo considerada uma reação à liberdade extrema da primeira fase.
IV. Entre os principais autores modernistas brasileiros, destacam-se Mário de Andrade, Oswald de Andrade e Manuel Bandeira na primeira fase; Graciliano Ramos e Jorge Amado na segunda fase; e João Cabral de Melo Neto e Clarice Lispector na terceira fase.
Está CORRETO o que se afirma em:
Coluna I.
A- João Romão.
B- Bertoleza.
C- Miranda.
D- Jerônimo.
E- Rita Baiana.
Coluna II.
1- “...Negociante português, estabelecido na Rua do Hospício com uma loja de fazendas por atacado.”
2- “... A força de touro (...) e talvez, principalmente, a grande seriedade do seu caráter e a pureza austera dos seus costumes.”
3- “E, no entanto, adorava o amigo, tinha por ele o fanatismo irracional das caboclas do Amazonas pelo branco a que se escravizam, (...) são capazes de matarse para poupar ao seu ídolo a vergonha do seu amor”.
4- “Ela saltou em meio da roda, com os braços na cintura, rebolando as ilhargas e bamboleando a cabeça, (...) como numa sofreguidão de gozo carnal, num requebrado luxurioso que a punha ofegante.”
5- Deixando de pagar todas as vezes que podia e nunca deixando de receber, enganando os fregueses, roubando nos pesos e nas medidas.