Questões de Concurso
Sobre escolas literárias em literatura
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I. As cantigas líricas, divididas em cantigas de amigo e de natureza, exploravam sentimentos subjetivos e relações interpessoais.
II. As cantigas satíricas se subdividiam em cantigas de escárnio e de maldizer.
III. As cantigas de maldizer faziam uso de linguagem ambígua e indireta para ironizar ou ridicularizar comportamentos sociais, enquanto as de escárnio se caracterizavam pela crítica mais explícita e direta, por vezes marcada pelo uso de termos ofensivos.
Está(ão) correta(s), apenas, a(s) seguinte(s) proposição(ões).
( ) Fase heroica do Modernismo.
( ) Romantismo.
( ) Arcadismo.
( ) Realismo.
( ) Romance de 30.
( ) Barroco.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo é:
“Ainda não tinha vencido cem braças de caminho, quando um assobio, que repercutiu nas matas, me veio orientar acerca do perigo iminente, que aí me aguardava. E logo dois homens apareceram, e amarraram-me com cordas. Era uma prisioneira – era uma escrava! Foi embalde que supliquei em nome de minha filha, que me restituíssem a liberdade: os bárbaros sorriam-se das minhas lágrimas, e olhavam-me sem compaixão. Julguei enlouquecer, julguei morrer, mas não me foi possível... a sorte me reservava ainda longos combates. Quando me arrancaram daqueles lugares, onde tudo me ficava – pátria, esposo, mãe e filha, e liberdade! Meu Deus! O que se passou no fundo de minha alma, só vós o pudestes avaliar! ...
Meteram-me a mim e a mais trezentos companheiros de infortúnio e de cativeiro no estreito e infecto porão de um navio. Trinta dias de cruéis tormentos, e de falta absoluta de tudo quanto é mais necessário à vida passamos nessa sepultura até que abordamos as praias brasileiras. Para caber a mercadoria humana no porão fomos amarrados em pé e para que não houvesse receio de revolta, acorrentados como os animais ferozes das nossas matas, que se levam para recreio dos potentados da Europa. Davam-nos a água imunda, podre e dada com mesquinhez, a comida má e ainda mais porca: vimos morrer ao nosso lado muitos companheiros à falta de ar, de alimento e de água. É horrível lembrar que criaturas humanas tratem a seus semelhantes assim e que não lhes doa a consciência de levá-los à sepultura asfixiados e famintos!
Muitos não deixavam chegar esse último extremo – davam-se à morte”.
O trecho anterior faz parte do romance ______________, de ________________, considerado o primeiro romance de autoria feminina negra do Brasil, no qual Mãe Suzana, uma escravizada, ganha a voz e pode narrar sua própria história numa construção narrativa inovadora para a literatura do período ________________.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
I. Trata-se de um poema de Gregório de Matos Guerra, representante do Arcadismo brasileiro.
II. Uma das características típicas do período literário ao qual o poema pertence é a dualidade entre a vida terrena e a salvação da alma, presente na negociação com Deus.
III. Outra característica típica do período do Arcadismo, ao qual o texto pertence, é o bucolismo, como se nota pela temática do pastoralismo no último terceto.
Quais estão corretas?
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto.
Considerando a maior visibilidade dada à autoria negra em nossa literatura atualmente, assinale a alternativa que NÃO apresenta um(a) autor(a) contemporâneo(a):
Com base na crítica literária, indique a alternativa que melhor expressa o Realismo machadiano.
Comando: Considerando a leitura de Candido, identifique a alternativa que melhor caracteriza o papel da natureza na produção romântica.
Considere a situação a seguir.
Em uma escola, na turma do 2º ano do Ensino Médio, o professor de língua portuguesa e literatura selecionou o romance Dom Casmurro, de Machado de Assis, para trabalhar com a sua turma ao longo do bimestre. Para isso, o docente adotou os seguintes procedimentos:
● dividiu a turma em 10 grupos, com 4 componentes;
● dividiu os capítulos da referida obra entre os grupos (nove grupos ficaram com 15 capítulos e um grupo com 13);
● orientou que cada grupo produzisse, como tarefa para casa, resumos dos capítulos sorteados;
● solicitou que cada grupo produzisse uma linha do tempo do período histórico em que o romance foi escrito, destacando fatos políticos, datas importantes e características do realismo brasileiro;
● realizou leitura breve de trechos da obra em sala de aula para treinar análise sintática e linguagem denotativa; e
● aplicou uma prova com questões objetivas sobre as características da escola literária, dos dados biográficos do escritor, dos fatos políticos e de sintaxe do período composto;
Não foi possível promover a leitura integral da obra em sala de aula, nem a discussão interpretativa coletiva.
Considerando a discussão sobre letramento literário desenvolvida pelo pesquisador Rildo Cosson, na obra Letramento Literário: teoria e prática (2006), conclui-se que, ao promover a leitura de fragmentos da obra,
Leia os poemas reproduzidos a seguir.
Canção do exílio
(Gonçalves Dias)
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.
Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar – sozinho, à noite –
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
DIAS, Gonçalves. Poesia. Coleção "Nossos Clássicos". São Paulo: Agir, 1969.
Canção do exílio
(Murilo Mendes)
Minha terra tem macieiras da Califórnia
onde cantam gaturamos de Veneza.
Os poetas da minha terra
são pretos que vivem em torres de ametista,
os sargentos do exército são monistas, cubistas,
os filósofos são polacos vendendo a prestações.
A gente não pode dormir
com os oradores e os pernilongos.
Os sururus em família têm por testemunha a Gioconda.
Eu morro sufocado
em terra estrangeira.
Nossas flores são mais bonitas
nossas frutas mais gostosas
mas custam cem mil réis a dúzia.
Ai quem me dera chupar uma carambola de verdade
e ouvir um sabiá com certidão de idade!
MENDES, Murilo. Poesia completa e prosa. org. por l. Stegagno Picchio. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994.