Questões de Concurso Sobre linguística
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I – fala → escrita
II – fala → fala
III – escrita → fala
IV – escrita → escrita
É verdadeiro o que se afirma em:
I – Plano universal – saber elocutivo
II – Plano histórico – saber idiomático
III – Plano individual – saber expressivo
É verdadeiro o que se afirma em:
I – Funcionalidade II – Relevância III – Contextualização
É verdadeiro o que se afirma em:
I – Regras gramaticais constituem um conjunto de normas que contextualizam o correto uso das unidades da língua.
II – As regras gramaticais estabelecem, por exemplo, as relações de sentido entre as partes do texto, tais como: relação de causa entre duas orações.
III – As regras gramaticais têm maior aplicabilidade nas conversas informais do que no âmbito acadêmico.
É falso o que se afirma em:
Professor 1 – Ensinar gramática é orientar o educando a praticar a língua materna, tendo como referência o funcionamento efetivo da língua. Ensinar uma gramática que seja relevante, funcional, que traga algum tipo de interesse, uma gramática que prevê mais de uma norma, enfim, que é da língua, que é das pessoas.
Professor 2 – Um grande desafio, pois a juventude hoje é totalmente digitalizada, por isso é muito difícil chamar a atenção desses alunos para compreender a importância da gramática. Mas penso que é importante ensinar o aluno a ler, falar e escrever de acordo com a norma-padrão.
A partir da situação apresentada, verifica-se que os professores 1 e 2 privilegiam, respectivamente, o conceito de gramática
In this case, the phenomenon of translanguaging can be identified as
TEXTO 1
DISMENORREIA – sinônimos e nomes populares: cólica menstrual, menstruação dolorosa.
O que é: é a dor pélvica (baixo ventre) que ocorre antes ou durante o período menstrual e pode impedir as atividades normais ou necessitar de medicação específica.
DISMENORREIA. ABC da Saúde Informações Médicas. 2021. Disponível em: https://www.abcdasaude.com.br/ ginecologia-e-obstetricia/dismenorreia-colica-menstrual/. Acesso em: 12 maio 2024 (adaptado).
TEXTO 2
DISMENORREIA – substantivo feminino.
Rubrica: ginecologia – cólica antes ou durante a menstruação.
Etimologia: 2dis- + menorreia
2dis – prefixo de origem grega muito usado na terminologia científica; exprime as ideias de: 1) dificuldade: dispneia; 2) privação: dissimetria.
MENORREIA – substantivo feminino.
1 Rubrica: fisiologia – o fluxo normal das menstruações.
2 Rubrica: Medicina. Estatística: pouco usado – menstruação abundante, excessiva; menorragia.
DISMENORREIA; MENORREIA. Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2009 (adaptado).
Após essa dinâmica, os alunos concluíram que, apesar de conhecerem a doença nomeada pela palavra, não usam esse termo para fazer referência a ela no dia a dia, preferindo seus nomes populares: “cólica” ou “cólica menstrual”.
A partir da atividade realizada, a docente espera que os alunos sejam capazes de
Se a linguagem molda a forma como enxergamos, sentimos, pensamos e vivenciamos o mundo, muitos dos problemas enfrentados pelos estudantes indígenas se encontram no fato de que o mundo pensado por eles do ponto de vista cultural e linguístico por si só é um fator que amplifica os obstáculos encontrados em sua permanência na universidade. Ademais, subjaz à política linguística elitista (nem sempre explícita) das universidades a ideologia do déficit linguístico, segundo a qual as línguas autóctones são “primitivas”, cabendo aos indígenas o aprendizado da língua do outro, a língua historicamente hegemônica com todos os seus aparatos ideológicos (escrita, literatura, gramáticas, ciência, leis), sob pena de permanecerem marginalizados.
PONSO, L. C. Letramento acadêmico indígena e quilombola: uma política linguística afirmativa voltada à interculturalidade crítica. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/tla/article/ view/8653744/18764. Acesso em: 24 abr. 2024 (adaptado).
TEXTO 2
A Língua Portuguesa invadiu nosso corpo-território, invadiu nosso espaço, a nossa mente. Se a gente foi obrigado a aprender uma língua que não é nossa, a gente foi obrigado a engolir o nosso espírito, a gente foi obrigado a silenciar o nosso ser, silenciar nossa língua, silenciar nossa cosmovisão, a nossa cultura. A gente precisa resgatar as nossas línguas originárias para que a gente possa construir uma linguagem de liberdade. Porque, realmente, é um desafio muito grande a gente decolonizar dentro da própria estrutura colonial que é a Língua Portuguesa. – Lyryca Cunha – artista indígena e psicóloga.
Linguagens Opressoras Étinicoraciais. Ep. 2: Comunicação Com Cuidado. Entrevistados: Lyrica Cunha e Salloma Salomão. Entrevistadora: Aline Rodrigues [S. l.]: Spotify, 01 jul. 2021. Podcast. Disponível em: https://open.spotify.com/episode/. Acesso em: 4 maio 2024 (adaptado).
Considerando as reflexões apresentadas nos Textos 1 e 2, uma política linguística que tenha como objetivo principal a inclusão e a permanência dos povos originários em contextos escolares e acadêmicos brasileiros deve propor que
O uso de caracteres como x (como, por exemplo, em “amigx”), @ (como, por exemplo, em “amig@”) e o uso de e (como, por exemplo, em “amigue”) fechando substantivos e adjetivos é, de fato, uma estratégia de neutralização de gênero, em que se propõe o emprego de uma terceira marca, além da masculina e da feminina. A oposição, nesse caso, não seria privativa nem equipolente, mas gradual, nos termos da Escola de Praga.
SCHWINDT, L. C. Sobre gênero neutro em português brasileiro e os limites do sistema linguístico. Revista da ABRALIN, [S. l.], v. 19, n. 1, p. 1 - 23, 2020 (adaptado).
O texto traz uma análise do uso da linguagem neutra, que pretende questionar a hegemonia patriarcal e aumentar as possibilidades de representação de indivíduos que se identificam como pessoas não binárias, por exemplo.
Considerando-se as reflexões apresentadas sobre o uso do gênero neutro, é possível afirmar que
BAGNO, M. Preconceito Linguístico. Termos de Alfabetização, Leitura e Escrita para Educadores. Glossário Ceale. Disponível em: ceale.fae.ufmg.br/glossarioceale/verbetes/preconceito-linguistico. Acesso em: 2 maio 2024 (adaptado).
Uma professora de Língua Portuguesa, ao avaliar um texto produzido por um aluno da 1ª série do Ensino Médio, assinalou quatro sentenças. Na primeira, havia sido usado o verbo “ter” como sinônimo de “existir”. Na segunda, a forma infinitiva “considerar” havia sido escrita como “considerá”, ou seja, sem o “r” e com vogal final acentuada graficamente. Na terceira, constava a forma “barrer”, em vez de “varrer”. Na quarta, constava a expressão “dar um jeito na corrupção”.
Considerando-se a perspectiva apresentada por Bagno, a fim de promover a autonomia e a valorização discente e os conhecimentos sobre variação e mudança linguísticas, é adequado nessa situação a professora
Simbora que o tempo é rei
Vive agora, não há depois
(…) Tudo, tudo, tudo que nóis tem é nóis
(…) Tudo que nóis tem é uns aos outros, tudo.
EMICIDA. AmarElo. Álbum. São Paulo: Laboratório Fantasma, 2019.
A partir da proposta metodológica da professora, assinale a opção correta, a respeito do uso de “nóis”.
PAIVA, V. L. M. de O. e. Tecnologias digitais no ensino de línguas: passado, presente e futuro. Revista da Abralin, v. XVIII, n. 1, p. 1-26, 2019 (adaptado).
Preocupada em atender às habilidades da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) de Língua Portuguesa que discorrem sobre o ensino mediado pelas tecnologias, uma professora dos Anos Finais do Ensino Fundamental propôs, em seu planejamento, uma atividade que mobilizasse o uso criativo dos recursos tecnológicos. Para tanto, solicitou a seus alunos que gravassem, em seus smartphones, um vídeo divertido, destinado a um amigo, e que utilizassem os recursos disponíveis no aparelho ou em aplicativos para torná-lo animado, como aceleração ou diminuição da velocidade da voz, ruídos estranhos, performance de algum personagem preferido, entre outras possibilidades. Feito isso, deveriam postá-lo em uma rede social e marcar o colega na publicação. Se este colega o repostasse em suas próprias redes sociais, a atividade teria êxito.
Nesse contexto, ao associar diferentes linguagens e tecnologias ao planejamento de ensino a partir de uma abordagem sociointeracional de linguagem, o uso de recursos tecnológicos favorece a
RAJAGOPALAN, K. Línguas nacionais como bandeiras patrióticas, ou a linguística que nos deixou na mão: observando mais de perto o chauvinismo linguístico emergente no Brasil. In: SILVA, F. L. da; RAJAGOPALAN, K. (org.). A linguística que nos faz falhar: investigação crítica. São Paulo: Parábola, 2004. p. 14 (adaptado).
Com base nas informações apresentadas, quanto ao uso de léxico estrangeiro associado à tecnologia computacional e à Internet, assinale a opção correta.
TEXTO 1
Disponível em: https://www.instagram.com/escola_
da_depressao2018/. Acesso em: 10 jun. 2024. TEXTO 2
Disponível em: https://www.instagram.com/escoladadepressao/. Acesso em: 10 jun. 2024. Nessa situação, ao analisar os textos com os alunos, o professor deve considerar que
Conforme estudos interacionistas da linguagem, o processo de produção, recepção e circulação dos textos escritos deve levar em conta o contexto de produção, que corresponde ao conjunto de parâmetros que podem exercer influência sobre a forma como um texto é organizado. Assim, a produção de todo texto inscreve-se no quadro das atividades de uma formação social e, mais precisamente, no quadro de uma forma de interação comunicativa que implica o mundo social (normas, valores, regras etc.) e o mundo subjetivo (imagem que o agente dá de si ao agir).
BRONCKART, J. P. Atividade de linguagem, textos e discursos: por um interacionismo sócio-discursivo. São Paulo: EDUC, 1999 (adaptado).
TEXTO 2
O bêbado e as 10 garrafas
Eu tinha lá em casa dez garrafas de cachaça, da boa.
Mas tão boa que resolvi levar dez garrafas para casa, mas Dona Patroa obrigou-me a jogá-las fora.
Peguei a primeira garrafa, bebi um copo e joguei o resto na pia.
Peguei a segunda garrafa, bebi outro copo e joguei o resto na pia.
Peguei a terceira garrafa, bebi o resto e joguei o copo na pia.
Peguei a quarta garrafa, bebi na pia e joguei o resto no copo.
Peguei o quinto copo, joguei a rolha na pia e bebi a garrafa.
Peguei a sexta pia, bebi a garrafa e joguei o copo no resto.
A sétima garrafa eu peguei no resto e bebi a pia.
Peguei no copo, bebi no resto e joguei a pia na oitava garrafa.
Joguei a nona pia no copo, peguei na garrafa e bebi o resto.
O décimo copo, eu peguei a garrafa no resto e me joguei na pia.
Não me lembro do que eu fiz com a patroa.
Disponível em: http://www.fontedoriso.com.br/. Acesso em: 8 maio 2024 (adaptado).
Um aspecto fundamental para a produção do efeito de sentido de uma produção escrita é a consideração de parâmetros contextuais relativos a conhecimentos coletivos, seja da ordem do mundo social, seja do mundo subjetivo, conforme descrito no Texto 1.
Considerando-se o exposto, é correto afirmar que a condição de produção capaz de materializar de forma mais direta o efeito de sentido da embriaguez, posto em cena no Texto 2, é
Based on this scenario, the approach that best fosters critical reflection and promotes understanding of English as a lingua franca should require the teacher to
Paulo: Fernanda, look how I can speak in English: We are Carnaval / We are, we are folia / We are, we are the world of Carnaval / We are Bahia.
Fernanda: That’s not English, it does not make sense. Nobody would say: We are Carnival. An American would say: I like Carnival or I don’t like Carnival.
Paulo: Well, I am Brazilian and my English is Brazilian. I speak Brazilian English, my friend!
Considering this scenario, the English teacher decided to widen the debate and involve the rest of the class. She said that language is more than just a means of verbal communication: it is a social construct shaped by cultural, historical and social context. She emphasized that language reflects the norms, values and identities of a language community, which is constituted through the interactions between its members. In addition to grammatical skills, language also involves the interpretation and production of meaning in different social and cultural contexts and is subject to change both during its use and in its influence on us. Finally, echoing Leffa (2002), the teacher also said that, when learning a new language, we negotiate the code without denying who we are, because a Brazilian who speaks English is not an American, a British or an Australian who speaks English: s/he is a Brazilian who speaks English. She concluded by saying that the language you learn is not foreign; it is not from others — it can also belong to you and be part of your identity.
That situation shows that the teacher recognized the relationship between language and identity as