Questões de Concurso
Sobre história geral em história
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“Concluída a unificação da Itália sob o domínio romano, em vésperas da primeira guerra púnica, a península dos Apeninos era povoada por uma série de comunidades dotadas de situações jurídicas diversas sob soberania romana. Além dos “aliados” com autonomia nominal (socii), havia “comunidades de semicidadãos” com cidadania romana, mas nem o direito de intervir na escolha dos funcionários romanos (civitates sine suffragio); colônias da liga latina chefiada por Roma (coloniae Latinae); comunidades de populações locais com cidadania romana e uma administração comunal própria (municipia); e, finalmente, colônias romanas (coloniae civium Romanorum).”
ALFÖLDY, GÉZA. A história social de Roma. Lisboa: Editorial Presença, 1989. P. 43.
A partir da leitura do excerto, é correto concluir que
“[...] de um modo geral, consagrou-se no campo da história o predomínio do texto, da palavra e da retórica nos domínios da escrita, afirmando-se a tendência de utilizar a imagem como mera ilustração de um discurso. Historiadores, em princípio e por formação, estão familiarizados com o mundo da escrita, e é ainda bastante recente para eles a aceitação das imagens como uma linguagem tão expressiva quanto a do mundo do texto.”
(PESAVENTO, Sandra Jatahy. O mundo da imagem: território da história cultural. In: PESAVENTO, et al. Narrativas, imagens e práticas sociais: percurso em história cultural. Porto Alegre, Asterisco, 2008, p.108)
No que diz respeito ao Ensino de História,
“(...) O debate político desencadeou profundas divergências sobre as direções e os ritmos da perestroika. Os cidadãos começavam a murmurar que abriam a geladeira e não encontravam a perestroika lá. Escassez de produtos, filas. Não se atingia a almejada qualidade, e despencava a quantidade.”
REIS FILHO, Daniel Aarão. A aventura socialista no século XX. 2. Ed. São Paulo: Atual, 1999. (Coleção Discutindo a história). p.89.
O excerto trata das transformações no Socialismo Real, no final do século XX, cujo projeto objetivava a
“’Estou intimamente convencido, em minha alma de cavalheiro, de que estou lutando pela civilização”, escreveu Louis Mariet, na Páscoa de 1915, antes de participar de seu primeiro ataque. “Compreendo muito bem qual é o meu dever; não deixarei de cumpri-lo... Não sou absolutamente um guerreiro; mas me tornarei um guerreiro por necessidade.’”
EKSTEINS, Modris. A sagração da primavera. 2. Ed. Rio de Janeiro: Rocco, 1992. p. 231.
O excerto faz referência a grandes questões e contradições do Século XIX que repercutiram no Século XX. Entre essas repercussões, destaca-se
“(...) E também formam redes umas com as outras – ou com as outras. Na Itália, mas também na Alemanha, elas exercem o essencial do poder – uma senhoria – por sistemas de alianças comerciais e políticas. Isso é particularmente claro na Itália, onde as cidades fazem oposição ao Império ou ao papa, e até contra os dois.”
LE GOFF, Jacques. Em busca da Idade Média. Rio de Janeiro: Civilização brasileira. 6ª ed. 2005. pg. 160.
O excerto assinala as mudanças ocorridas, a partir do século XI, no mundo feudal e se refere, mais precisamente,
Texto 1:
“[...] o sistema de fábrica representou a perda desse controle pelos trabalhadores domésticos. Na fábrica, a hierarquia, a disciplina, a vigilância e outras formas de controle tornaram-se tangíveis a tal ponto que os trabalhadores acabaram por submeter-se a um regime de trabalho, [...] o que representou, em última instância, o domínio do capitalista sobre o processo de trabalho.”
(DECCA, E. S. de. O nascimento das fábricas. São Paulo: Brasiliense, 1984. p. 24)
Texto 2:
O Uber anunciou nesta quarta-feira, 4, uma nova função em seu aplicativo para motoristas no Brasil. Já disponível na última atualização do app, a ferramenta vai começar a enviar notificações ao motorista quando ele se aproximar do limite de 12 horas dirigindo em um único dia. Caso atinja esse limite, o condutor será automaticamente desconectado e não poderá receber mais viagens.
ESTADÃO. Nova função do Uber vai impedir motorista de dirigir por mais de 12 horas. Disponível em: https://mobilidade.estadao.com.br/mobilidade-para-que/nova-funcao-do-uber-vai-impedirmotorista-de-dirigir-por-mais-de-12-horas/ Acesso em: 10 mai. 2025.
A partir da análise dos dois textos, conclui-se que
Com base nesse cenário, assinale a alternativa incorreta em relação à Revolução Francesa:
Com base nesse contexto, assinale a alternativa incorreta:
Com base no contexto histórico das Cruzadas, assinale a alternativa que apresenta corretamente uma de suas consequências para a sociedade europeia:
Sobre esse contexto, assinale a alternativa correta:
(__)A construção das identidades está sempre associada a dinâmicas históricas e culturais.
(__)A memória coletiva é neutra e desvinculada de ideologias.
(__)As relações de gênero são socialmente construídas, e não biologicamente determinadas.
(__)O poder simbólico pode legitimar desigualdades sociais por meio da cultura.
Qual das alternativas abaixo indica a análise correta das afirmações dadas, de cima para baixo?
I.A capacidade de análise crítica de fontes históricas.
II.O reconhecimento de diferentes sujeitos históricos e suas narrativas.
III.A naturalização de hierarquias sociais como parte do processo civilizatório.
IV.A aceitação passiva dos fatos históricos como verdades absolutas.
Quais dos itens acima estão corretos?
COLUNA A – Conflitos entre grandes potências.
1. Primeira Guerra Mundial (1914–1918). 2. Crise de 1929 e Grande Depressão. 3. Segunda Guerra Mundial (1939–1945). 4. Guerra Fria e polarização ideológica. 5. Neoliberalismo e reestruturação do capitalismo global (década de 1990).
COLUNA B – Impactos no Brasil.
( )Avanço da industrialização de base estatal, com forte nacionalismo econômico e criação de empresas como a Petrobras.
( )Adoção de políticas de contenção do Estado e privatizações de setores estratégicos, afetando a economia e o trabalho.
( )Estímulo à substituição de importações, devido à escassez de produtos europeus e norte-americanos.
( )Redução da exportação de café e aumento do desemprego urbano, com crise do modelo agroexportador.
( )Alinhamento diplomático com os EUA, fortalecimento do anticomunismo e repressão aos movimentos sociais.
Assinale a sequência CORRETA:
“A expansão marítima europeia, iniciada no final da Idade Média, intensificou a acumulação de capital, ampliou o comércio e possibilitou a consolidação de impérios ultramarinos. Séculos depois, os efeitos dessa lógica de expansão seriam retomados com maior intensidade, sobretudo por potências industrializadas que transformaram a dominação colonial em instrumento estratégico do capitalismo monopolista.”
Com base na leitura do texto e nos conhecimentos sobre a transição do feudalismo para o capitalismo, a consolidação do capitalismo nos EUA e a crise mundial do liberalismo, assinale a alternativa CORRETA:
Tal período, antiaristocrático e anticlerical, acentuou o menosprezo à Idade Média, vista como momento áureo da nobreza e do clero. A filosofia da época censurava sobretudo a forte religiosidade medieval, o pouco apego da Idade Média a um estrito racionalismo e o peso político de que a Igreja então desfrutara. Afirmava-se que “sem religião seríamos um pouco mais felizes”, ou que a humanidade sempre marchou em direção ao progresso, com exceção do período no qual predominou o cristianismo, isto é, a Idade Média.
(Hilário Franco Júnior, A Idade Média, nascimento do ocidente. São Paulo: Brasiliense, 2001. Adaptado)
O trecho faz referência ao pensamento
Ao lado de meu interesse por temas específicos e variados, se criou para sempre um amplo interesse metodológico — talvez relacionado ao meu antigo interesse por filosofia — que subjaz, meio obsessivamente, a tudo o que escrevo. Quando decidi estudar feitiçaria, não estava fundamentalmente interessado na perseguição às bruxas, mas o que me seduzia era abordar as perguntas dos inquisidores de modo a poder escapar de seu controle, o que, evidentemente, envolvia um problema metodológico.
(Maria Lúcia Garcia Pallares-Burke. As muitas faces da história – Nove entrevistas. São Paulo: Editora UNESP, 2000. Adaptado)
O trecho, destacado da entrevista da autora Maria Lúcia Garcia Pallares Burke com o historiador italiano Carlo Ginzburg, discute uma metodologia de pesquisa histórica relacionada à leitura dos documentos
Roma jamais conheceu a transformação social de um governo despótico, que quebrasse a dominação aristocrática e conduzisse a uma subsequente democratização da cidade, baseada em uma firme agricultura média ou pequena. Em vez disto, uma nobreza hereditária manteve seu poder sólido baseado em uma constituição cívica extremamente complexa, que passou por importantes modificações populares no decorrer de uma prolongada luta social violenta dentro da cidade, mas que nunca foi abolida ou substituída. A luta das classes mais pobres sempre fora conduzida por plebeus enriquecidos, que defendiam a causa popular para promover seus próprios interesses adventícios.
(Perry Anderson, Passagens da Antiguidade ao Feudalismo. São Paulo: Brasiliense, 1998. Adaptado)
De acordo com Perry Anderson, os tribunos da plebe foram homens que