Questões de Concurso
Sobre história geral em história
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Com base nessa leitura, que trata da “Grande Guerra e o Atlântico”, analise a participação da Marinha do Brasil na Primeira Guerra Mundial e assinale a opção correta.
Com base na citada obra de Paulo Miceli, analise as afirmativas abaixo.
I- Immanuel Kant definiu o Iluminismo como a “saída do homem da sua menoridade”, estado este caracterizado pela incapacidade de se servir do próprio entendimento sem a orientação de outrem, resumindo o espírito do movimento na divisa: Ousa saber!
II- Em seu Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade, Jean-Jacques Rousseau exaltou o desenvolvimento técnico e científico de seu tempo, afirmando que as grandes obras e invenções humanas haviam finalmente eliminado a “cegueira do homem” e garantido a felicidade plena da espécie.
III- Segundo o autor, as ideias iluministas forneceram o “substrato do ideário da Revolução Francesa”, convencendo seus contemporâneos de que a miséria e a tirania, por serem obras dos homens e não desígnios divinos, poderiam ser superadas pelo uso da razão.
Assinale a opção correta.
I. Consolidou juridicamente princípios relacionados à igualdade civil e à proteção da propriedade privada, embora preservasse limitações sociais e políticas características da sociedade do período. II. Estabeleceu mecanismos de descentralização política e autonomia administrativa regional, restringindo a capacidade de intervenção do Estado francês sobre os territórios incorporados ao Império. III. Consolidou princípios relacionados à secularização parcial das relações civis, eliminou mecanismos de autoridade patriarcal e ampliou a igualdade política entre homens e mulheres na sociedade francesa.
Quais estão INCORRETAS?
I. A Cultura de Clóvis ficou conhecida pela produção de instrumentos de pedra polida associados ao desenvolvimento das primeiras práticas agrícolas sedentárias identificadas em diferentes regiões da América do Norte. II. A hipótese tradicional “Clóvis First” defendia que os grupos associados à Cultura de Clóvis representariam os primeiros habitantes do continente americano, vinculando o povoamento inicial às migrações realizadas através do estreito de Bering. III. Estudos arqueológicos recentes indicam a existência de ocupações humanas anteriores à Cultura de Clóvis em diferentes regiões das Américas, ampliando os debates sobre cronologia, rotas migratórias e processos de povoamento continental.
Quais estão corretas?
Nos últimos anos os estudos relativos ao fim do Mundo Antigo e à Antiguidade Tardia ganharam novas perspectivas. Tais estudos comportam um recorte temporal compreendido entre os séculos IV e VIII da era cristã no Ocidente e revelam preceitos distintos daquela já, felizmente, distante da ideia que colocava tal período histórico como época de “barbárie” e “trevas”.
GREIN, Everton. Translatio ad mundus: a transformação do mundo romano e a antiguidade tardia. Elementos teóricos para uma perspectiva historiográfica. História da Historiografia — International Journal of Theory and History of Historiography, Ouro Preto, v. 2, n. 3, p. 106–122, 2009.
De acordo com o texto, como a historiografia recente tem caracterizado o período histórico conhecido como Antiguidade Tardia?
A instituição social (uma sociedade de estudos de...) permanece a condição de uma linguagem científica [...] A instituição não dá apenas estabilidade social a uma ‘doutrina’. Ela a torna possível e, sub-repticiamente, a determina.
CERTEAU, Michel de. A operação historiográfica. In: A escrita da história. 2ª edição. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2007, p. 70.
De acordo com o texto, a operação historiográfica está diretamente ligada
História esquecida
Há mais de 8.500 anos, muito antes de a Noruega ter um nome, uma mulher viveu à beira do mar, em um mundo moldado pelo fim da Era do Gelo e pela lenta elevação dos oceanos. Hoje ela é conhecida como a Mulher de Søgne, identificada pela arqueologia como Hummervikholmen, mas em sua vida foi apenas parte de uma comunidade costeira, filha, pescadora e viajante do litoral. Ela caminhou por terras que não existem mais, posteriormente engolidas pelo avanço das águas. Seus restos mortais foram encontrados abaixo do atual nível do mar, no sul da Noruega, em uma área que era terra firme ou uma costa rasa. Ao longo de milênios, o oceano selou sua história, preservando-a até sua redescoberta. A mulher viveu durante o Mesolítico Inicial (cerca de 6600 e 6400 a.C.), sendo uma das pessoas mais antigas já identificadas em território norueguês. Pertencia às primeiras comunidades de caçadores-coletores que se estabeleceram na Escandinávia após o recuo das geleiras. Análises científicas indicam que mais de 80% de sua alimentação vinha de recursos marinhos, como peixes, mariscos e focas, o que revela um profundo conhecimento do mar, das marés e das tecnologias de pesca. Apenas fragmentos de seu crânio sobreviveram, mas eles indicam que era uma mulher adulta, possivelmente entre 20 e 40 anos. Geneticamente, fazia parte dos caçadores-coletores mesolíticos escandinavos, uma população formada pela mistura de linhagens do oeste e do leste da Europa glacial. Não é possível determinar com precisão sua aparência, mas sabe-se que havia grande diversidade física nesses grupos. Qualquer reconstrução facial é, portanto, uma interpretação informada, não uma verdade absoluta. Ainda assim, sua existência lembra que a história europeia começou muito antes das cidades e da escrita, com pessoas comuns enfrentando mudanças ambientais profundas e deixando rastros silenciosos que atravessaram o tempo até chegar a nós.
Disponível em: https://www.instagram.com/p/DTcYKTylP03/?igsh=MWFqZ3hyMzFqaWZkO A%3D%3D. Acesso em: 15 jan. 2026.
Segundo o texto, qual a importância de se reconstruir a imagem da mulher encontrada na Escandinávia?