Questões de Concurso
Sobre história geral em história
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Uma professora de História propôs que os estudantes analisassem não apenas os fatos históricos em si, mas também as formas pelas quais esses fatos foram organizados, narrados e justificados ao longo do tempo. Durante o debate, os alunos foram levados a questionar as estruturas narrativas usadas por diferentes historiadores, refletindo sobre categorias como causalidade, tempo, sujeito e intencionalidade. A proposta buscava deslocar o foco do "acontecimento" para os modos como a História é escrita. Tal abordagem se aproxima do seguinte conceito:
1.(__) Durante a Primeira Guerra Mundial, embora milhões de homens tenham sido mobilizados para o front, a atuação feminina permaneceu restrita a funções domésticas e ao cuidado infantil. Sua participação em áreas industriais e de transporte não era autorizada, sendo limitada, em termos de apoio ao front, a serviços médicos como enfermagem e condução de ambulâncias, especialmente sob a coordenação da Cruz Vermelha.
2.(__) Durante a Primeira Guerra Mundial, a atuação feminina foi ampla e institucionalizada, com programas estatais voltados ao recrutamento de mulheres como: exércitos auxiliares femininos (como o Women's Army Corps nos EUA e a Auxiliary Territorial Service no Reino Unido); engajamento agrícola no Women's Land Army; e trabalho industrial especializado, inclusive em produção de aeronaves, tanques e munição.
3.(__) A contribuição feminina à Primeira Guerra Mundial fortaleceu os argumentos do movimento sufragista, que pleiteava o direito ao voto. Isso resultou em conquistas como direito de voto para mulheres acima de 30 anos no Reino Unido (1918) e expansão gradual desse direito em outras nações europeias e nos EUA.
A sequência CORRETA é:
No que diz respeito às fontes e documentos, é correto afirmar:
Considerando o ensino de História na etapa do Ensino Fundamental, é correto afirmar que esses processos são:
Com relação a essas “bases epistemológicas”, marque a opção que NÃO corresponde às suas características:
No 4o e 5o ano há uma alteração significativa, tendo em vista o que tradicionalmente é aprendido nesta fase, em que a História se desloca do particular e da localidade onde se vive para tempos e espaços mais longínquos. Tal mudança apresenta-se como possibilidade de melhorar a articulação com os Anos Finais do Ensino Fundamental, diminuindo o descompasso entre essas duas fases da escolarização.
(São Paulo (Estado). Secretaria da Educação, Currículo Paulista. São Paulo: SEDUC, 2019. Adaptado)
Nesta perspectiva, entre os temas indicados pelo Currículo Paulista para 4o e 5o ano, é correto identificar
Mais um exemplo bem conhecido: vencedores e vencidos. Os espanhóis conquistaram o México. Portanto, são os homens maus. Os índios foram conquistados. Portanto, são os homens bons. Esse raciocínio é um mau caminho para a compreensão de um fenômeno histórico. Só podemos analisar a conquista da América por meio de uma complexa política de alianças. Sem o apoio de grupos indígenas, Cortés não teria conquistado a cidade do México.
(Janice Theodoro, “Educação para um mundo em transformação”. Em: Leandro Karnal (org.), História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas. São Paulo: Contexto, 2015. Adaptado)
O texto critica uma concepção de História baseada em uma estrutura de pensamento
O problema, em termos do processo de ensino- -aprendizagem, é que o abandono da diacronia, da ideia de processo, pode transformar o conhecimento histórico numa sabedoria de almanaque mal digerida, em que acontecimentos, instituições e movimentos ocorrem do nada para o nada. Será que é isso o que mais nos interessa com relação à disciplina História? Misturar Galileu e Einstein ou Espártaco e Zumbi como se fossem contemporâneos prontos a dialogar pode desistoricizar suas práticas e formas de pensamento se não estivermos muito atentos.
(Jaime Pinsky; Carla Bassanezi Pinsky, “Por uma história prazerosa e consequente”. Em: Leandro Karnal (org.), História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas. São Paulo: Contexto, 2015. Adaptado)
O texto faz uma crítica ao ensino de História que se propõe a trabalhar com
A história do judaísmo, cristianismo e islamismo pode ser bastante ilustrativa para os estudos comparados de História das Religiões. São três religiões que surgiram em períodos históricos diferentes.
(Eliane Moura da Silva, “Estudos de religião para um novo milênio”. Em: Leandro Karnal (org.), História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas. São Paulo: Contexto, 2015. Adaptado)
Acerca das três religiões, é correto afirmar que
O patrimônio intelectual de origem medieval é impressionante. Fazem parte desse patrimônio inúmeras técnicas intelectuais.
(Hilário Franco Junior, A Idade Média: nascimento do Ocidente. São Paulo: Brasiliense, 2001. Adaptado)
Entre os exemplos desse patrimônio, é possível identificar
Mesmo no Brasil muitos elementos medievais continuam presentes. A herança medieval no Brasil continua viva ainda hoje nos nossos traços essenciais.
(Hilário Franco Junior, A Idade Média: nascimento do Ocidente. São Paulo: Brasiliense, 2001. Adaptado)
De acordo com o autor, entre os exemplos desta herança, é possível identificar
O rei vinha, desde a Idade Média, tendo seu caráter de soberano superando o de suserano, o aspecto propriamente monárquico (“poder único”) sobrepujando o feudal, contratual, os vassalos tornando-se súditos.
(Hilário Franco Junior, A Idade Média: nascimento do Ocidente. São Paulo: Brasiliense, 2001. Adaptado)
Para Hilário Franco Junior, tal lugar ocupado pelo monarca desde a Idade Média seria uma evidência de que
O Romantismo da primeira metade do século XIX inverteu, contudo, o preconceito em relação à Idade Média. O ponto de partida foi a questão da identidade nacional, que ganhara forte significado com a Revolução Francesa. As conquistas de Napoleão tinham alimentado o fenômeno, pois a pretensão do imperador francês de reunir a Europa sob uma única direção despertou em cada região dominada ou ameaçada uma valorização de suas especificidades, de sua história.
(Hilário Franco Junior, A Idade Média: nascimento do Ocidente. São Paulo: Brasiliense, 2001. Adaptado)
De acordo com o autor, a nostalgia romântica pela Idade Média fazia com que ela fosse considerada
Li muitas vezes, narrei frequentemente, relatos de guerras e de batalhas. Conhecia eu verdadeiramente, no sentido pleno do verbo conhecer, conhecia por dentro, antes de ter eu mesmo experimentado a atroz náusea, o que são, para um exército, o cerco, para um povo, a derrota? Na verdade, conscientemente ou não, é sempre a nossas experiências cotidianas que, para nuançá- -las onde se deve, atribuímos matizes novos, em última análise os elementos, que nos servem para reconstituir o passado.
(Marc Bloch, Apologia da história ou o ofício do historiador. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2002. Adaptado)
Para Marc Bloch, é fundamental que os historiadores
Não há menos beleza numa equação exata do que numa frase correta. Mas cada ciência tem sua estética que lhe é própria. Os fatos humanos são, por essência, fenômenos muito delicados, entre os quais muitos escapam à medida matemática. Para bem traduzi-los, portanto para bem penetrá-los, uma grande finesse, uma cor correta no tom verbal, são necessárias.
(Marc Bloch, Apologia da história ou o ofício do historiador. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2002. Adaptado)
No trecho, Marc Bloch sugere
Robespierristas, anti-robespierristas, nós vos imploramos: por piedade, dizei-nos simplesmente quem foi Robespierre.
(Marc Bloch, Apologia da história ou o ofício do historiador. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2002. Adaptado)
O apelo de Marc Bloch enfatiza a importância do esforço do historiador de
O quarto grande motivo para o desencadeamento da partilha da África foram os interesses em torno da livre navegação e do livre comércio nas bacias do Níger e do Zaire manifestado sobretudo pela Grã-Bretanha, que manifestava também o sonho de um domínio territorial cada vez mais dificultado pelos interesses de outros países europeus.
(Leila Leite Hernandez, África na sala de aula: visita à História Contemporânea. São Paulo: Selo Negro, 2005. Adaptado)
Na segunda metade do século XIX, o sonho do domínio territorial britânico abarcava os territórios