Questões de Concurso Comentadas sobre história do brasil em história

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Q3885318 História

“A Primeira República delimita-se pelos parênteses de duas intervenções militares e pontua-se com várias outras intervenções de menor consequência. Em um país que de 1831 a 1889 não presenciara crise política nacional provocada por interferência da força armada, o fato sinaliza mudança importante”.

(CARVALHO, José Murilo de. Forças Armadas e política no Brasil. São Paulo; Todavia, 2019. p. 29)


A Proclamação da República no Brasil, em 15 de novembro de 1889, contou com a participação decisiva das Forças Armadas, especialmente do Exército. 

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Q3885313 História

“A chegada dos exploradores e comerciantes portugueses na costa africana ao sul do Sahara, no início do século XV, representaria definitivamente um novo desenvolvimento importante na história do comércio de escravos na África em termos de intensidade de seu desenvolvimento, da origem dos escravos, e dos usos a que esses escravos eram colocados”.

(KLEIN, Herbert S. O tráfico de escravos no Atlântico: Novas abordagens para as Américas. Ribeirão Preto: FUNPEC Editora, 2004. p. 9).


O tráfico negreiro atlântico foi um dos pilares da formação econômica e social das sociedades coloniais americanas entre os séculos XVI e XIX.

Considerando suas características e implicações históricas, assinale a alternativa CORRETA.

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Q3883283 História
O Plano Brasil Novo, popularmente conhecido como Plano Collor I (1990), utilizou medidas drásticas no combate à hiperinflação. Do ponto de vista da intervenção estatal na economia, a medida mais controversa e seu impacto político imediato foram:
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Q3883282 História
Durante o Segundo Reinado, a chamada "Conciliação" (1853-1858) representou um momento singular da política imperial. Esse arranjo político teve como principal característica:
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Q3881987 História
A intervenção portuguesa na região do rio Madeira, a partir de meados do século XVIII, relaciona-se diretamente às transformações na política territorial da Coroa, após a assinatura do Tratado de Madri (1750). Fundamentado no princípio do uti possidetis, o tratado vinculava o direito ao território à sua efetiva ocupação, levando Portugal a adotar novas estratégias de afirmação do domínio colonial na Amazônia.
Nesse contexto, a reorientação da política territorial portuguesa materializou-se 
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Q3880684 História
No final do século XIX e no início do século XX, a economia da borracha na Amazônia esteve estreitamente ligada às disputas territoriais na região do atual Acre e às redefinições do mapa político da América do Sul, intensificadas após a independência de antigas colônias espanholas, como a Bolívia.
Nesse contexto, a construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré esteve inserida em um conjunto de medidas políticas, diplomáticas e econômicas adotadas pelo Estado brasileiro para enfrentar esses impasses.

Com base nesse cenário histórico, assinale a afirmativa correta.
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Q3880683 História
Desde o período colonial, a região dos vales dos rios Guaporé e Madeira ocupou posição estratégica na definição das fronteiras amazônicas.

A respeito do papel histórico e atual da região citada, avalie as afirmativas a seguir e assinale (V) para verdadeira e (F) para falsa.

( ) Nos primeiros séculos da colonização, a presença portuguesa na região esteve associada à exploração econômica, à navegação fluvial e à necessidade de assegurar a posse territorial frente ao império espanhol.
( ) Ao longo do século XX, políticas de integração nacional, como a criação do Território Federal do Guaporé, a construção da Ferrovia Madeira-Mamoré e, posteriormente, da rodovia BR364, buscaram fortalecer a presença do Estado brasileiro e integrar a Amazônia Ocidental ao restante do país.
( ) Atualmente, a região continua sendo estratégica, enfrentando desafios relacionados ao controle das fronteiras internacionais, à circulação de pessoas e mercadorias, às migrações e à atuação do Estado na garantia da soberania nacional.

As afirmativas são, respectivamente, 
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Q3880426 História
Sem dúvida alguma, o número de negros escravos entrados na Amazônia colonial foi bem menor que aquele introduzido no Nordeste, contudo, a questão que se coloca não é a de inverter as cifras do tráfico negreiro ou a de se comprovar que a Amazônia, enquanto região cultural é tão ou mais africana do que o Nordeste Agrário do Litoral. Trata-se, isso sim, de se duvidar do “vazio humano” (no caso, a presença africana) com o qual sempre se caracterizou a região.
Adaptado de VERGOLINO-HENRY, Anaíza; FIGUEIREDO, Napoleão. A presença africana na Amazônia colonial: uma notícia histórica, Belém: Arquivo Público do Pará, 1990. p. 31.

A respeito da formação social da Amazônia colonial e da presença africana na região, é correto informar que a interpretação do autor, no trecho apresentado,
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Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: AL-RO Provas: FGV - 2026 - AL-RO - Analista Legislativo (Administração) | FGV - 2026 - AL-RO - Analista Legislativo (Arquitetura) | FGV - 2026 - AL-RO - Analista Legislativo (Contabilidade) | FGV - 2026 - AL-RO - Analista Legislativo (Arquivologia) | FGV - 2026 - AL-RO - Analista Legislativo (Psicologia) | FGV - 2026 - AL-RO - Analista Legislativo (Engenharia Civil) | FGV - 2026 - AL-RO - Analista Legislativo (Assistência Social) | FGV - 2026 - AL-RO - Analista Legislativo (Biblioteconomia) | FGV - 2026 - AL-RO - Analista Legislativo (Engenharia de Segurança do Trabalho) | FGV - 2026 - AL-RO - Analista Legislativo (Engenharia de Computação) | FGV - 2026 - AL-RO - Analista Legislativo (Engenharia Elétrica) | FGV - 2026 - AL-RO - Analista Legislativo (Engenharia Eletrônica e Telecomunicação) | FGV - 2026 - AL-RO - Analista Legislativo (Comunicação Social - Publicidade e Propaganda) | FGV - 2026 - AL-RO - Analista Legislativo (Engenharia Mecânica) | FGV - 2026 - AL-RO - Analista Legislativo (Estatística) | FGV - 2026 - AL-RO - Analista Legislativo (Matemática) | FGV - 2026 - AL-RO - Analista Legislativo (Taquigrafia) | FGV - 2026 - AL-RO - Analista Legislativo (Pedagogia) | FGV - 2026 - AL-RO - Analista Legislativo (Tecnologia da Informação - Análise e Desenvolvimento de Sistemas) | FGV - 2026 - AL-RO - Analista Legislativo (Tecnologia da Informação - Banco de Dados) | FGV - 2026 - AL-RO - Analista Legislativo (Tecnologia da Informação - Infraestrutura de Redes e Comunicação) |
Q3880047 História
A ocupação colonial da Amazônia, nos séculos XVII e XVIII, articulou estratégias militares, administrativas, religiosas e econômicas, para afirmar a soberania portuguesa, explorar recursos e controlar populações indígenas, sendo os rios Amazonas, Madeira, Guaporé e Mamoré decisivos para a incorporação da região ao Império Português.

Sobre as bases da ocupação colonial da Amazônia e seus desdobramentos na região que hoje corresponde ao estado de Rondônia, assinale a afirmativa correta. 
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Q3879190 História
A chegada dos portugueses ao Brasil aconteceu no século XV. Marque a alternativa que corresponde ao século por extenso que ocorreu este fato:
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Q3878644 História
Leia o texto a seguir.

O ambiente de sadia renovação, gerado no país pela vitória da Revolução de 30, não ficou, felizmente, restrito aos Estados mais adiantados. A transformação operou-se também em Goiás. E o Governo revolucionário que se instalou neste Estado veio proporcionar a ideia da mudança da capital goiana a oportunidade de caminhar, afinal, para a ambicionada realização. A nossa atitude decorre tanto do desejo de darmos a este grande Estado o ritmo de evolução que lhe é próprio, quanto dos compromissos morais que tacitamente assumimos nos tempos em que militávamos na oposição. Ontem revolucionário na oposição, hoje revolucionário no governo.

Adaptado de Relatório apresentado ao Exmo. Sr. Dr. Getúlio Vargas, e ao povo goiano, pelo Dr. Pedro Ludovico Teixeira, Interventor Federal neste Estado, 1930-33. Goiás, 1934, pág. 122.

Com base na leitura do texto, assinale a opção que indica corretamente os motivos pelos quais Pedro Ludovico propôs a mudança da capital de Goiás.
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Q3878411 História
Leia o trecho a seguir.

O bandeirismo no período colonial deu origem a democracia brasileira, graças a mobilidade externa que conseguiu uma geografia antitotalitária; hierarquização do negro e do índio, que foram deslocados do comunismo tribal para a área social em que operavam os bandeirantes; absorção de grupos étnicos através da assimilação de seus elementos; desfeudalização dos engenhos. O objetivo era incrementar o povoamento. O “Projeto Rondon”, hoje em pleno desenvolvimento, completa o bandeirismo. Portanto, o bandeirismo como foi praticado pelos paulistas durante três séculos pertence, naturalmente, a História. Até hoje existe uma “personalidade bandeirante” na sociedade brasileira. Quando se fala em “Estado bandeirante”, já se sabe qual é; “povo bandeirante”, também. Mas “bandeirar”, hoje em dia, é imposição do Brasil inteiro, que atende ao seu “imperialismo interno” e depende, muito ainda, da aventura criadora tradicional do período colonial.

Adaptado de: RICARDO, Cassiano. Marcha para Oeste. São Paulo: Universidade de São Paulo, 4 edição, 1970, pp. xxxi – xxxix. 

O trecho, de Cassiano Ricardo, ideólogo do Estado Novo e publicado em 1940, serviu de base para a política de “Marcha para o Oeste” do governo Vargas.

Com base na sua leitura, é correto afirmar que a imagem do bandeirismo do período colonial brasileiro foi usada pelo governo Vargas como símbolo de 
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Q3878410 História
O período de maior intensidade do Ciclo do Ouro em Goiás ocorreu entre os séculos XVIII e XIX, quando a região se tornou um importante centro de mineração no Brasil colonial. A descoberta de grandes depósitos de ouro atraiu trabalhadores, comerciantes e aventureiros, estimulando o crescimento de assentamentos na região.

Assinale a opção que apresenta corretamente os impactos da mineração na ocupação de Goiás durante o auge do ciclo do ouro.
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Q3878324 História
"O Golpe de 1964 instaurou o Regime Militar que, em síntese, viabilizou a entrada do grande capital, isto é, do capital norte-americano, inserido o Brasil, no padrão de acumulação capitalista, ou seja, na esfera da primazia do capital internacional[...] Nesse cenário, a educação passou a ser considerada, em uma visão apologista, como móvel do desenvolvimento nacional e, nessa direção, deveria estar voltada para o mercado de trabalho[...] Nessa perspectiva, essa posição foi fortalecida pela vinda de consultores norte-americanos e pelo financiamento da United States Agency for Internacional Development (USAID), para, entre outros objetivos, promover a construção de uma rede de escolas, voltadas para a capacitação de jovens para o mercado de trabalho. Essa Agência exerceu grande influência na elaboração de políticas para a formação profissional" (Caires; Oliveira, 2016, p. 75).

De acordo com essas autoras, é correto afirmar que o acordo MEC/USAID para direcionar as políticas de educação profissional para jovens no Brasil baseavase no ideário
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Q3878323 História
No trecho a seguir, Almeida (2010) descreve o episódio envolvendo os conflitos e o julgamento sobre as terras da Reserva Raposa do Sol, em Roraima.

"Em dezembro de 2008, cinco povos indígenas (macuxi, wapixana, ingaricó, patamona e taurepang), há 30 anos em disputa pela demarcação de suas terras nessa reserva, tiveram seus direitos defendidos pela advogada indigenista Joênia Batista de Carvalho. Índia wapixana, Joênia foi a primeira indígena a defender uma causa no Supremo Tribunal Federal. Acontecimento histórico, nas palavras da própria Joênia, que nos convida a refletir sobre a história dos índios em nosso país. Sem entrar no mérito da questão, cabe assinalar a atuação de Joênia que, formada em direito, atuou como defensora de seu próprio grupo. Participou do ritual do julgamento com a toga que a função exige e com o rosto pintado conforme as tradições de seu povo. Com coragem e determinação, defendeu os direitos dos índios, que acabaram ganhando a causa. Alguém duvida que ela seja índia?" (Almeida, 2010, p. 19).

De acordo com a interpretação da autora, é correto afirmar que o episódio é significativo porque evidencia o
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Q3878317 História
"[Nos anos 1960] os valores democráticos não estruturavam a sociedade brasileira. As tradições e a cultura política não haviam sido gestadas segundo referências democráticas. [...] Portanto, as esquerdas revolucionárias dos anos 1960 e 1970, como de resto a sociedade, inseridas nestas referências e tradições, não tinham a democracia como um valor supremo. A democracia era burguesa, liberal, parte de um sistema que se queria derrubar. Após a revolução, o socialismo seria o caminho para se chegar à verdadeira democracia, da maioria, do proletariado" (Rollemberg, In: Delgado; Ferreira, 2003, p. 47-49 ).

De acordo com essa historiadora, a ditadura enfrentou os grupos esquerdistas de luta armada, tendo como meta o projeto de
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Q3878316 História
"Deixando de lado as condições específicas em que foi produzido esse discurso do exercício do poder, o que de mais significativo existe nele é o fato de periodizar a história do Brasil em duas etapas, sendo o divisor de águas uma revolução, a Revolução de 30. (...) Há um lugar a partir do qual deve-se ler a história – este é o passado memorizado como o domínio das oligarquias – e a partir daí, a revelação da história se dá através da ideia-chave de revolução de 30. (...) Esse discurso como exercício efetivo do poder político, além de periodizar a história, define o lugar onde ela deve ser lida – o passado memorizado como domínio das oligarquias e o presente como uma revolução sem prazo para acabar. (...) Como o discurso do exercício do poder, a Revolução de 30 oculta o percurso das classes sociais em conflito não apenas anulando a existência de determinados agentes, mas, principalmente, definindo enfaticamente o lugar da história para todos os agentes sociais" (De Decca, 1992, p. 75-107 ).

Na releitura da “Revolução de 1930”, é correto afirmar que o historiador Edgar De Decca defende a tese de que a interpretação oficial (dos vencedores) apresentou o movimento como resultado
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Q3878315 História
O trecho a seguir é da obra Direito público brasileiro e análise da Constituição do Império, publicada em 1857, de autoria de José Antônio Pimenta Bueno, que recebeu o título de marquês de São Vicente.
“[…] Assim fundou-se o Império do Brasil, ou por outra frase, a nação brasileira, que é a associação de todos os brasileiros; que é a sociedade civil e política de um povo americano livre e independente. […] é evidente que a sociedade civil não poderia existir sem qualificar, sem fixar previamente os caracteres segundo os quais pudesse reconhecer os membros de que se compõe e os que lhe são estranhos. A qualidade de nacional ou brasileiro adquire-se, pois, segundo a lei civil” (Bueno, In: Mattos, 1991, p. 14).

De acordo com a Constituição do Império (1824), a sequência que apresenta corretamente os excluídos do status de “cidadão brasileiro” está indicada em
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Q3878310 História
Este é um fragmento da fala de Rafael Printz Viana, morador da comunidade quilombola do Abui, no alto Trombetas/Pará: “a floresta é, como nós a chamamo essa música – nossa mãe cachoeira – assim nós chamamo também nossa mãe floresta, nossa mãe porque dela tiramos pode se dizer de um tudo, desde a saúde […] Então quer dizer, nossa mãe floresta é vida” (Funes, In: Reis; Gomes, 1996, p.550).

Sobre a relação quilombola/meio ambiente na Amazônia, interpretada por Funes (1996), está correto afirmar, EXCETO que
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Q3878308 História
"Quilombos, palenques, maroons são diferentes denominações para o mesmo fenômeno nas diversas sociedades escravistas nas Américas: os grupos organizados de negros fugidos. No Brasil, esses agrupamentos também eram chamados de mocambos. Fugir do senhor e se juntar a outros rebeldes foi uma estratégia de luta desde que os primeiros tumbeiros aportaram na costa brasileira até as vésperas da abolição" (Albuquerque, W.R. de; Filho, W.F., 2006, p. 118).

Sobre as fugas dos escravos e formação dos quilombos, é correto afirmar que Albuquerque (2006) defende a tese de que
Alternativas
Respostas
501: D
502: E
503: B
504: D
505: A
506: D
507: E
508: A
509: E
510: B
511: D
512: B
513: D
514: D
515: B
516: E
517: A
518: C
519: E
520: B