Sem dúvida alguma, o número de negros escravos entrados na ...

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Q3880426 História
Sem dúvida alguma, o número de negros escravos entrados na Amazônia colonial foi bem menor que aquele introduzido no Nordeste, contudo, a questão que se coloca não é a de inverter as cifras do tráfico negreiro ou a de se comprovar que a Amazônia, enquanto região cultural é tão ou mais africana do que o Nordeste Agrário do Litoral. Trata-se, isso sim, de se duvidar do “vazio humano” (no caso, a presença africana) com o qual sempre se caracterizou a região.
Adaptado de VERGOLINO-HENRY, Anaíza; FIGUEIREDO, Napoleão. A presença africana na Amazônia colonial: uma notícia histórica, Belém: Arquivo Público do Pará, 1990. p. 31.

A respeito da formação social da Amazônia colonial e da presença africana na região, é correto informar que a interpretação do autor, no trecho apresentado,
Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O trecho afirma que não se trata de inverter as cifras do tráfico nem de comparar a Amazônia ao Nordeste, mas de duvidar do "vazio humano" atribuído à região quanto à presença africana. Isso afasta a leitura meramente quantitativa e leva à alternativa A.

Tema central: presença africana na Amazônia colonial
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque traduz o sentido do excerto: o autor rejeita uma leitura centrada apenas em números e comparação estatística quando isso apaga ou minimiza a presença africana na formação da Amazônia colonial. A referência ao "vazio humano" mostra a crítica à invisibilização dessa participação, e não uma disputa para provar superioridade demográfica em relação ao Nordeste.
B
Errada
Está errada porque desloca a tese para a predominância de nativos, tapuios e mamelucos, mas o trecho não afirma isso nem apresenta essa composição como ponto central. Introduz conteúdo não sustentado pelo excerto.
C
Errada
Está errada porque conclui que a menor presença numérica de africanos teria inviabilizado impacto relevante, justamente a leitura que o autor combate. O texto nega que a análise deva reduzir a questão às cifras do tráfico e critica o apagamento da presença africana.
D
Errada
Está errada porque atribui ao autor a defesa de um debate concentrado na comparação estatística com o Nordeste, quando o excerto afirma expressamente que não se trata disso. Há negação textual direta da tese da alternativa.
E
Errada
Está errada porque afirma validação da noção de "vazio humano", mas o autor propõe exatamente duvidar dessa caracterização no que se refere à presença africana. A alternativa inverte o sentido literal do trecho.
Pegadinha da questão
Confundir menor expressão numérica com irrelevância histórica ou transformar a comparação com o Nordeste em eixo central, quando o texto a usa apenas para afastar essa leitura.
Dica para questões semelhantes
  • Quando o texto disser expressamente "não se trata de", elimine as alternativas que transformam esse ponto negado em tese principal.
  • Se o autor critica uma noção, como "vazio humano", descarte alternativas que tratem essa noção como validada.
  • Não confunda menor expressão numérica com irrelevância histórica quando o próprio excerto combate essa redução.

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Comentários

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O gabarito oficial da banca FGV para esta questão é a Alternativa A.

O texto de Anaíza Vergolino-Henry e Napoleão Figueiredo propõe uma revisão historiográfica sobre a participação do negro na Amazônia. Vamos entender por que a A é a correta e por que as outras estão incorretas:

  • Por que a A está correta? O autor afirma explicitamente que o objetivo não é "inverter as cifras" (os números), mas sim duvidar do conceito de "vazio humano" africano. A alternativa A reflete exatamente isso: a crítica de que focar apenas na quantidade (o fato de haver menos escravizados do que no Nordeste) acaba por invisibilizar ou minimizar a importância social e cultural que essa população teve na região.
  • B: Embora mencione grupos que de fato compunham a sociedade amazônica (nativos, tapuios), o texto foca na presença africana e na crítica à ideia de que ela era inexistente ou irrelevante.
  • C: Esta alternativa diz o oposto do texto. O autor defende que, apesar do número reduzido, houve sim uma presença que deve ser estudada, e não que ela foi "inviabilizada".
  • D: O texto diz o contrário: "a questão que se coloca não é a de inverter as cifras... ou de se comprovar que a Amazônia é tão ou mais africana que o Nordeste". O autor quer fugir dessa comparação estatística pura.
  • E: O autor questiona e "duvida" da noção de "vazio humano", enquanto a alternativa afirma que ele a "valida".

FONTE: GEMINI

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