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Questões de Concurso Sobre disfagia e mastigação em fonoaudiologia

Questões Discursivas

Foram encontradas 1.806 questões

Ano: 2026 Banca: FURB Órgão: FURB - SC Prova: FURB - 2026 - FURB - SC - Fonoaudiólogo |
Q4000696 Fonoaudiologia
Várias manobras auxiliam no tratamento das disfagias orofaríngeas. A manobra que tem como objetivo aumentar o movimento de posteriorização da base da língua com a parede posterior da faringe é conhecida como:
Alternativas
Q3999894 Fonoaudiologia
A Disfunção Temporomandibular (DTM) é reconhecida pelo Ministério da Saúde como uma condição musculoesquelética de alta prevalência, afetando de 15% a 30% da população adulta brasileira, com maior incidência entre mulheres e impacto direto sobre funções estomatognáticas, como mastigação, deglutição, fala e mobilidade mandibular (Brasil, 2022). Estudos recentes também apontam que fatores musculares, articulares e psicossociais interagem no desenvolvimento e manutenção da DTM, tornando o manejo interdisciplinar um componente essencial da abordagem terapêutica (Nascimento et al., 2024).
Fonte: BRASIL. Ministério da Saúde. Diretrizes de Atenção à Dor Orofacial e Disfunção Temporomandibular. Brasília: Ministério da Saúde, 2022.
NASCIMENTO, Lucas Mateus do; CHIANCA, Rafaelly Domingos Campos de Souza; SILVA, Ricardo Felipe Ferreira da; MENDONÇA, Luana da Rocha Alves. Estudo das diferentes formas de tratamento para disfunções temporomandibulares. Revista Ciência Plural, [S. l.], v. 10, n. 2, p. 1–14, 2024.
Com base nessas informações e considerando o tratamento para disfunções temporomandibulares, analise as afirmações a seguir.

I- A efetividade das intervenções em DTM é condicionada por uma avaliação integrada das funções estomatognáticas, pois padrões mastigatórios, amplitude e controle da mobilidade mandibular e características neuromusculares influenciam as opções e os resultados terapêuticos.
II- Entre as abordagens conservadoras recomendadas na literatura, destacam-se exercícios musculares direcionados, técnicas manuais e de mobilização articular, assim como medidas termoterápicas, podendo tais recursos ser combinados de forma adaptada ao perfil clínico do paciente.
III- A condução terapêutica pode ser estabelecida de maneira autônoma por profissionais treinados em terapia orofacial, desde que se mantenha uma avaliação funcional rigorosa e critérios clínicos adequados ao acompanhamento do paciente.
IV- Elementos psicoemocionais, como estressores crônicos e padrões de ansiedade, são fatores que podem modular a dor orofacial e contribuir para a manutenção ou exacerbação dos sintomas, devendo ser considerados na avaliação e no planejamento terapêutico.
V- As placas oclusais são descritas como recurso integrante do arsenal conservador para DTM, indicadas em situações nas quais se busca reduzir sobrecargas oclusais, modular atividade muscular e proteger estruturas articulares, frequentemente em combinação com outras medidas.

É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3999892 Fonoaudiologia
Texto III

Marcos, 72 anos, diagnóstico de Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) esporádica há 4 anos. Início apendicular, com progressão para comprometimento bulbar nos últimos 2 anos. Atualmente acamado, com importante fraqueza global e dependência extensa para atividades diárias. Está em uso contínuo de riluzol desde o diagnóstico.

Há 6 meses, evoluiu com piora respiratória e episódios de pneumonia aspirativa, sendo submetido à traqueostomia eletiva. Utiliza ventilação mecânica de suporte noturno e oxigênio suplementar. Apresenta tosse muito fraca, acúmulo de secreções e necessidade frequente de aspiração traqueal. Tentativa de válvula de fala não foi bem-sucedida por intolerância, sem obtenção de fonação funcional.

Havia presença de disartronia severa antes da traqueostomia. Atualmente, não há comunicação oral efetiva. Registros anteriores descrevem voz fraca, soprosa, hipointensa, com redução de ressonância e velocidade de fala. Compreensão e cognição preservadas, utilizando comunicação alternativa simples (acenos e pranchas básicas).

Quanto à deglutição, apresentou piora progressiva, com episódios de engasgos e aspiração. Há 5 meses, foi instalada gastrostomia (PEG) como via principal de alimentação. Pequenas ofertas orais durante higiene bucal provocam tosse, queda transitória da saturação e presença de secreção salivar espessa, além de história de “voz úmida” registrada anteriormente à traqueostomia.

Na avaliação fonoaudiológica recente, apresentou: face com fraqueza de fechamento labial; língua com atrofia e fasciculações, com mobilidade bastante reduzida; palato com elevação limitada e assimétrica; tosse voluntária ineficaz e articulação impossibilitada funcionalmente.


Escore funcional:

- ALSFRS-R total: ALSFRS-R (Amyotrophic Lateral Sclerosis Functional Rating Scale – Revised) que avalia desempenho em comunicação, deglutição, mobilidade e respiração: 9/48

- ALSFRS-R – subescala bulbar (fala, salivação, deglutição): 1/12

- Escala de Plaitakis – domínio bulbar que avalia face, língua, palato, fala e deglutição): 2/15
Os estudos de Albuquerque, Pernambuco e Lopes (2022) sobre Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) destacam que as alterações da deglutição podem ocorrer em praticamente todos os pacientes ao longo da evolução da doença, exigindo intervenções multidisciplinares que priorizem segurança alimentar e redução do risco aspirativo.
Fonte: ALBUQUERQUE, K. M. F.; PERNAMBUCO, L.; LOPES, L. W. Impacto do tratamento medicamentoso na voz, fala e deglutição de pacientes com esclerose lateral amiotrófica: revisão sistemática.Audiology Communication Research, v.27, e2999, p. 1-9, 2022.

Considerando o caso do Senhor Marcos e a conduta fonoaudiológica para manejo da disfagia, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3998487 Fonoaudiologia
A mastigação combina ações mecânicas e químicas para transformar os alimentos em bolo alimentar, sendo o estágio inicial e fundamental do processo de digestão. Sobre esse tema, assinale a alternativa INCORRETA: 
Alternativas
Q3998486 Fonoaudiologia
No tratamento da Disfagias Orofaríngeas, são utilizadas manobras, visando melhorar a deglutição, direcionando o bolo alimentar de forma segura; limpar resíduos após a deglutição; e fortalecer o fechamento laríngeo. Sobre as manobras de proteção de via aérea e de limpeza de resíduos, assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q3998485 Fonoaudiologia
A atuação fonoaudiológica na UTI Neonatal foca na adequação do sistema estomatognático e na segurança da alimentação, visando o desenvolvimento global do recém-nascido (RN). A transição da alimentação por sonda para a via oral (VO) é um processo criterioso que utiliza a estimulação sensório-motora para garantir a segurança e eficácia do aleitamento. Dentre os indicadores de estresse na oferta oral, NÃO se inclui: 
Alternativas
Q3995440 Fonoaudiologia
A eficiência da mastigação depende da capacidade de gerar força oclusal para triturar os alimentos. Qual é considerado o músculo mais potente do sistema estomatognático, exercendo uma força de fechamento que pode ultrapassar 80 kg em indivíduos adultos?  
Alternativas
Q3995438 Fonoaudiologia
Durante a avaliação clínica da deglutição à beira do leito, o fonoaudiólogo observa que o paciente apresenta voz molhada após a oferta de consistência líquida, porém sem presença de tosse reflexa imediata. Qual a interpretação clínica mais adequada para este achado? 
Alternativas
Q3991388 Fonoaudiologia
Considerando os transtornos da deglutição em pacientes que sofreram Acidente Vascular Encefálico e em portadores de Doença de Parkinson, analise as afirmativas a seguir:

I.No Acidente Vascular Encefálico de tronco encefálico, a disfagia costuma ser grave devido ao comprometimento dos centros de controle bulbares da deglutição.
II.A Doença de Parkinson é caracterizada por movimentos de 'língua em bomba' durante a fase oral e atraso no disparo do reflexo de deglutição faríngeo.
III.O uso de manobras de limpeza, como a deglutição múltipla, é contraindicado para pacientes neurológicos devido ao risco de fadiga excessiva da musculatura faríngea.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3991383 Fonoaudiologia
A disfagia orofaríngea pode causar graves complicações pulmonares decorrentes da aspiração de alimento ou saliva. Sobre a avaliação clínica da deglutição à beira do leito, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3983838 Fonoaudiologia
Dentre os exames que o paciente com disfagia pode ser encaminhado pela atenção básica para realizar consiste no uso de um transdutor com o objetivo de avaliar a dinâmica da deglutição, focando em movimentos biomecânicos, como a elevação da laringe e o deslocamento do osso hioide, de forma não-invasiva.

Assinale a alternativa que indica esse exame.
Alternativas
Q3982477 Fonoaudiologia
Sobre as manobras de cabeça para que o paciente realize uma ingesta via oral segura, temos aquela que objetiva isolar comprometimentos laterais da parede da faringe e prega vocal, favorecendo com que o bolo desça pelo lado bom ou em que o fechamento da rima glótica esteja compensado. O paciente deve manter o queixo virado para o lado comprometido, da prega vocal ou da parede faríngea que estiver comprometida, durante a deglutição do bolo.
Essa manobra é denominada
Alternativas
Q3982476 Fonoaudiologia
 Na reabilitação das disfagias orofaríngeas, a técnica que utilizamos para retirar restos alimentares da cavidade oral e recessos faríngeos é denominada
Alternativas
Q3982475 Fonoaudiologia
Sobre o Nervo Vago, analise as afirmativas abaixo:

I. Os componentes sensitivos viscerais gerais e especiais do vago inervam faringe, laringe, esôfago, corpos aórticos, arco da aorta, vísceras abdominais e torácicas, botões gustatórios da cavidade oral posterior e laringe.
II. As fibras motoras branquioméricas são responsáveis pela fala e deglutição.
III. As fibras sensitivas gerais são responsáveis pelo controle do sistema cardiovascular e tratos respiratório е gastrintestinal.

Está CORRETO o que se afirma apenas em
Alternativas
Q3982474 Fonoaudiologia
 Sobre a inervação das estruturas responsáveis pela deglutição, o par de nervo craniano responsável por inervar 2/3 anteriores da língua e também responsável pela gustação denomina-se
Alternativas
Q3982473 Fonoaudiologia
Na avaliação da deglutição pelo protocolo PARD (Protocolo Fonoaudiológico de Avaliação do Risco para Disfagia), há um parâmetro que é definido como o tempo entre a captação completa do bolo até o início da elevação do complexo hiolaríngeo, determinada pelo disparo do reflexo de deglutição. Esse parâmetro é denominado 
Alternativas
Q3982472 Fonoaudiologia
 Paciente, 10 anos, comparece ao ambulatório de reabilitação fonoaudiológica para a primeira consulta. Na anamnese, os pais informam que a criança alimenta-se de todas as consistências sem sinais disfágicos, porém sem uso de derivados do leite de vaca devido à alergia à proteína. Segundo a escala de FOIS (Escala Funcional de Ingestão por Via Oral), esse paciente encontra-se no nível 
Alternativas
Q3982467 Fonoaudiologia
Paciente com quadro de disfagia, necessitando de ajuste de consistência alimentar. O fonoaudiólogo explica na copa, junto com o nutricionista, que os líquidos ao serem espessados, no teste de fluxo, o conteúdo flui através de uma seringa de bico liso de 10 ml deixando de 1 a 4 ml na seringa após 10 segundos. Esse nível descrito, conforme o IDDSI (Iniciativa Internacional de Padronização de Dietas para Disfagia), corresponde ao seguinte nível: 
Alternativas
Q3982466 Fonoaudiologia
Existem alguns instrumentos de avaliação da disfagia, assim como instrumentos de triagem. O EAT-10 (Eating Assessment Tool) é um instrumento de triagem na identificação de alterações da deglutição.
Sobre ele, analise as afirmativas abaixo:

I. É composto de 10 perguntas, com resposta do tipo sim ou não, cuja porcentagem maior de 50% é indicativo de disfagia.
II. É composto de 10 perguntas que o paciente gradua de 0 a 4, e uma pontuação maior que 5 é indicativo de alteração da deglutição.
III. Além de perguntas que geram pontuação, o EAT-10 também tem perguntas abertas para se entender o problema de deglutição do paciente.

Está CORRETO o que se afirma em 
Alternativas
Q3982457 Fonoaudiologia
NÃO é uma causa subjacente de disfagia: 
Alternativas
Respostas
141: A
142: A
143: E
144: C
145: A
146: E
147: D
148: B
149: A
150: A
151: D
152: B
153: A
154: D
155: E
156: C
157: D
158: B
159: B
160: C