Questões de Concurso
Sobre disfagia e mastigação em fonoaudiologia
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I. A avaliação clínica da deglutição é um procedimento de beira de leito que permite inferir, com base em sinais clínicos observáveis, o risco de penetração e aspiração laringotraqueal, sendo reconhecida como etapa essencial no rastreamento e diagnóstico da disfagia orofaríngea.
II. A ausência de tosse durante ou após a oferta de alimento é suficiente para descartar aspiração laringotraqueal, uma vez que a tosse reflexa é o principal indicador clínico de disfagia em todos os perfis de pacientes.
III. A avaliação clínica da deglutição deve contemplar aspectos como nível de consciência, controle de saliva, qualidade vocal após a deglutição e eficiência mastigatória, pois esses elementos compõem o raciocínio clínico do fonoaudiólogo na definição da via e da consistência alimentar mais segura.
IV. Quando há suspeita de aspiração silente — especialmente em pacientes neurológicos — a avaliação clínica isolada apresenta limitações reconhecidas, sendo os exames instrumentais, como a videoendoscopia da deglutição e a videofluoroscopia, indicados para confirmação diagnóstica.
Quais estão corretas?
Leia o caso a seguir.
Um paciente de 62 anos desenvolve dificuldade súbita para engolir após uma lesão neurológica focal que compromete o IX par craniano (glossofaríngeo).
Considerando as funções motoras e sensoriais dos pares cranianos na deglutição, qual manifestação é compatível com o comprometimento deste paciente?
Leia o caso a seguir.
Um paciente apresenta quadro confirmado de acidente vascular encefálico (AVE) envolvendo tronco cerebral. Após estabilização clínica, é encaminhado para avaliação da deglutição.
Considerando as manifestações típicas das desordens da deglutição após AVE, qual achado é compatível com esse tipo de lesão?
A disfagia pode ser definida como sendo a dificuldade ou incapacidade de deglutir alimentos, saliva e/ou secreção de forma adequada e segura. Assinale V para VERDADEIRO ou F para FALSO e assinale a alternativa com a sequência CORRETA:
( ) A disfagia pode ser classificada em três tipos principais com base na fase da deglutição afetada e em sua localização: oral, faríngea e esofágica.
( ) A avaliação indireta da disfagia compreende a observação do paciente enquanto ele realiza a deglutição de alimentos em vários volumes e consistências, com alimentos pastosos, líquidos (sejam eles espessados ou não) e sólidos.
( ) Uma avaliação fonoaudiológica adequada visa identificar os riscos de desnutrição, desidratação e broncoaspiração, além de determinar a via de alimentação mais segura para o paciente com adaptação da alimentação oral, ou uma via alternativa de alimentação.
( ) Alteração da voz após engolir é um dos sinais observados em pessoas com disfagia.
( ) A disfagia ocorre apenas em idosos e sempre está associada a causas neurológicas.
Analise as seguintes alterações de funções estomatognáticas: respiração frequentemente oronasal; mastigação com incisão posterior; tônus rebaixado nos elevadores da mandíbula com comprometimento de trituração e pulverização; deglutição com projeção anterior de língua com anteriorização de cabeça; fala com projeção anterior de língua em /t/, /d/, /n/, /l/ e língua posicionada no assoalho da cavidade oral.
Com base na classificação de oclusão de Angle, tais funções alteradas podem ser devido a uma modificação vertical do tipo
No manejo de disfagia orofaríngea neurogênica em adultos, o fonoaudiólogo pode indicar a manobra postural de cabeça denominada de “queixo para baixo” pedindo ao paciente que abaixe o queixo em direção ao peito antes de deglutir, conferindo se há correto selamento labial.
Tal posicionamento de cabeça causa uma acomodação miofuncional de estreitamento da região supraglótica e aumento do espaço valecular e tem por objetivo:
Considere a fisiologia da deglutição em fase oral, faríngea e esofágica para responder esta questão sobre senescência. Com o envelhecimento ocorre redução da sensibilidade tátil, térmica e gustativa da cavidade oral, interferindo na formação do bolo alimentar e no tempo de resposta motora para a deglutição.
Nesse sentido, no envelhecimento, podem ocorrer alterações nas fases oral e faríngea da deglutição, tais como:
A deglutição no neonato é caracterizada, inicialmente, por um movimento repetitivo de bombeamento do leite que ocorre de acordo com um padrão de movimentação anteroposterior da língua, justificado pelas condições restritas de espaço da cavidade oral do neonato.
Esse movimento repetitivo é denominado de
Considere as fases da deglutição normal em oral, faríngea e esofágica.
Na fase faríngea, o isolamento entre a cavidade oral e nasal é realizado pelo