Questões de Concurso
Sobre fisioterapia em traumato-ortopedia e reumatologia em fisioterapia
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(__)A entorse decorre de movimento que excede a amplitude fisiológica da articulação, com estiramento ou ruptura de estruturas ligamentares e quadro de dor e edema local.
(__)A luxação consiste na fratura completa da diáfise de um osso longo, com a separação dos fragmentos ósseos e a preservação da congruência das superfícies articulares adjacentes.
(__)O estiramento muscular resulta do alongamento excessivo das fibras além do seu limite elástico, com graus de gravidade conforme a extensão da lesão das fibras acometidas.
(__)A consolidação de uma fratura evolui melhor com mobilização ampla e carga total sobre o segmento desde o momento do trauma, dispensado o período inicial de imobilização do foco.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
(__)A osteoartrite é uma doença inflamatória de origem autoimune, alheia à degeneração da cartilagem articular e à sobrecarga mecânica das articulações acometidas.
(__)A artrite reumatoide é uma doença inflamatória sistêmica e autoimune que acomete as articulações de forma simétrica, com dor, edema e rigidez, em especial pela manhã.
(__)O repouso articular absoluto e prolongado constitui a conduta de eleição nas doenças reumáticas, recomendando-se a imobilização contínua das articulações acometidas.
(__)A cinesioterapia e a manutenção da amplitude de movimento integram a conduta fisioterapêutica nas doenças articulares, contribuindo para a preservação da função.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Coluna A:
1. Amputação de Lisfranc. 2. Amputação de Syme. 3. Amputação de Chopart. 4. Palmilha 3/4 (três quartos). 5. Prótese transtibial.
Coluna B:
( ) Amputação realizada por desarticulação da articulação tibiotársica, com preservação do coxim plantar do calcâneo, permitindo apoio distal do coto e adaptação protética funcional. ( ) Ressecção do pe ao nível da articulação tarsometatarsal, com preservação parcial do mediopé e necessidade frequente de órtese para controle de deformidades em equino. ( ) Dispositivo de descarga plantar que se estende até aproximadamente 2/3 do comprimento do pé, utilizado para redistribuição de carga e suporte biomecânico em alterações do antepé e mediopé. ( ) Dispositivo protético que permite substituição funcional do segmento amputado por meio de encaixe, componentes estruturais e pé protético. ( ) Amputação que preserva o calcâneo, permitindo apoio plantar parcial, mas com tendência à deformidade em equino-varo devido ao desequilíbrio muscular.
Qual alternativa preenche, CORRETAMENTE, de cima para baixo, os parênteses acima?
A consolidação óssea tem uma fase ________, em que ocorre formação de hematoma e proliferação celular; uma fase ________, em que há formação de calo ósseo que une a fenda e a ossificação; e uma fase de ________, durante a qual ocorre consolidação e remodelamento do osso.
I. A bursite é a inflamação da bursa, estrutura com membrana sinovial perto de proeminências ósseas, articulações, tendões e ligamentos. Sua função é reduzir atrito, evitar desgaste e facilitar movimentos, sendo crucial na biomecânica articular. Existem muitas bursas no corpo, com algumas bursites, como a trocantérica, sendo mais comuns em mulheres entre 40 e 60 anos, embora ocorra em todas as idades. Além disso, em jovens, pode surgir por estilo de vida ou atividade física.
II. O diagnóstico assertivo da bursite do quadril requer combinação de história clínica detalhada e exame físico. Dor na região lateral do quadril que piora à palpação e limitação da abdução são sintomas comuns. A investigação dos hábitos do paciente é crucial para identificar as causas. Entretanto, caso os sinais e sintomas levem à dúvida diagnóstica, o médico poderá solicitar exames complementares para descartar outras causas de dor no quadril. A ultrassonografia pode auxiliar na identificação da inflamação da bursa, e a ressonância magnética é o exame mais preciso para avaliar a bursa e diferenciar de outras patologias, como tendinites.
III. A avaliação fisioterapêutica é crucial para identificar alterações biomecânicas que causam recidiva da bursite. Avaliar o paciente estática e dinamicamente (postura, assimetria, padrões motores, compensações musculares, marcha) direciona a reabilitação. E, a orientação do paciente é vital. Para evitar a recidiva, deve-se minimizar impactos laterais no quadril com superfícies macias, evitar deitar-se no lado afetado inicialmente, movimentos repetitivos e manter um peso saudável.
IV. O tratamento não medicamentoso inicial foca na redução da inflamação e dor. O uso da crioterapia no local por 20 minutos (mínimo três vezes ao dia) e a aplicação do laser de baixa intensidade são recursos que podem ser utilizados. Além disso, a redução da atividade física pode acelerar o controle inflamatório e a dor. E, a liberação miofascial pode ser usada em casos de aumento da tensão muscular local, evitando compressão direta na bursa.
V. Exercícios para fortalecimento muscular do quadril e melhora da flexibilidade devem ser introduzidos à medida que o paciente relata melhora do quadro de dor. Para isso, são alguns dos exercícios recomendados: exercícios de elevação de quadril (ponte), elevação de quadril com perna elevada para fortalecimento glúteo (a orientação deve ser de associar a contração abdominal durante o movimento), agachamento (ter cuidado para o joelho não ultrapassar a linha da ponta do pé para evitar sobrecarga nessa articulação), exercícios para fortalecimento de abdutores de quadril, além de alongamentos. E, com a progressão do tratamento e melhora dos sinais e sintomas, exercícios de propriocepção em superfícies instáveis podem ser associados. Por fim, para a última fase do processo de recuperação serão priorizados exercícios funcionais para simular atividades do dia a dia, como subir e descer escadas.
( ) Dor: é um dos sintomas mais importantes, com a evolução do processo patológico, ela aparece com o uso mínimo e até mesmo ao repouso.
( ) Rigidez: perdura por um período de 30 minutos nas últimas horas do dia, é agravada por movimento, e o acometimento de grandes e pequenas articulações não causa incapacidade.
( ) Função reduzida: altera-se em decorrência da dor, da perda de amplitude de movimento e da força muscular.
( ) Estabilidade articular: acontece pela perda de congruência da cartilagem.
( ) Ganho da mobilidade: ocorre devido à degeneração da cartilagem, aos espasmos musculares secundários à dor e fraqueza muscular pelo desuso da articulação, como reação protetora decorrente do quadro doloroso.
( ) Atrofia muscular: os músculos podem tornar-se atróficos ou hipotônicos.
( ) Deformidades: ocorre por um alinhamento defeituoso da articulação.
( ) Edema: ocorre em períodos de agudização.
1. Colar cervical.
2. Colar Philadelfia.
3. Órtese Minerva.
4. Órtese de Jewett.
5. Órtese Milwaukee.
6. Colete de Charleston.
A. Órtese que tem o objetivo de realinhar a coluna vertebral e a caixa torácica, apresenta um sistema de pressão de três pontos, com duas almofadas anteriores, ao nível do esterno e da sínfise púbica, e uma almofada posterior toracolombar.
B. Colete para a região toracolombar com uso único e exclusivamente noturno, quando os efeitos da gravidade estão minimizados.
C. Órtese cervicotoracolombossacra que consiste em uma estrutura composta por uma cintura pélvica, duas verticais posteriores, uma vertical anterior e um anel superior, que fica na parte superior do tórax e pode ser ocultado pela maioria das roupas.
D. Órtese utilizada para lesões na cervical alta, tem extensão mandibular e occipital e uma estrutura rígida na parte anterior.
E. Órtese cervicotorácica de controle máximo, não invasiva, que tem uma estrutura rígida posterior, desde a cervical até a metade do tronco.
F. Órtese de controle mínimo, confeccionada em espuma de polietileno com uma cobertura em algodão e fecho de velcro. Utilizada para manter a estabilidade da coluna vertebral e uma postura adequada durante o dia e/ou sono.