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Q3875268 Fisioterapia
Maria, 55 anos, encontra-se no período pós-operatório de mastectomia total associada ao esvaziamento axilar. Durante a avaliação fisioterapêutica, a paciente queixa-se de dificuldade para elevar o braço lateralmente para realizar atividades básicas. Ao exame físico, o fisioterapeuta observa uma redução na força do membro superior envolvido, além de uma evidente instabilidade e falha na rotação superior da escápula durante a tentativa de movimento ativo. Considerando as complicações cinético-funcionais e as alterações musculares decorrentes desse procedimento cirúrgico, assinale a afirmativa CORRETA.
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: O achado decisivo é a falha de rotação superior da escápula com instabilidade escapular durante a elevação lateral do braço no pós-operatório de mastectomia com esvaziamento axilar. Esse padrão é compatível com fraqueza do serrátil anterior, músculo essencial para a estabilização escapulotorácica e para a rotação superior necessária à abdução ativa, geralmente por lesão do nervo torácico longo.

Tema central: Disfunção escapular pós-mastectomia
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque fraqueza muscular no pós-operatório não é contraindicação absoluta à cinesioterapia ativa. Além disso, restringir o tratamento apenas à drenagem linfática manual é inadequado, pois o quadro envolve déficit cinético-funcional do ombro e da escápula.
B
Errada
Está errada porque a instabilidade escapular não é consequência exclusiva da retirada do peitoral maior, e o enunciado nem informa essa retirada. A base também aponta que complicações pós-mastectomia podem envolver lesão de nervos periféricos, especialmente do nervo torácico longo.
C
Certa
A alternativa C está correta porque relaciona adequadamente a limitação da abdução ativa e a alteração da estabilização escapular à fraqueza do serrátil anterior, cuja inervação é feita pelo nervo torácico longo. No contexto de esvaziamento axilar, esse nervo pode ser lesionado, produzindo o padrão descrito de instabilidade escapular e dificuldade para elevar o braço lateralmente.
D
Errada
Está errada porque afirma que a intervenção fisioterapêutica deve ser evitada de forma geral no ambiente hospitalar, o que contraria a reabilitação pós-operatória progressiva. A preservação da cicatriz, isoladamente, não justifica suspensão global da fisioterapia.
E
Errada
Está errada porque cria uma contraindicação absoluta e genérica para exercícios pendulares e alongamentos passivos nas primeiras semanas, sem sustentação na base. Recursos de mobilização podem ser empregados de forma criteriosa conforme a fase pós-operatória e as condições locais.
Pegadinha da questão
A banca tentou deslocar o raciocínio para limitações inespecíficas do ombro no pós-operatório, mas o achado decisivo era escapular: falha de rotação superior com instabilidade da escápula. Isso aponta para serrátil anterior e nervo torácico longo, e não para proibição de exercícios ou explicação exclusiva por retirada muscular.
Dica para questões semelhantes
  • Quando a questão trouxer dificuldade de abdução junto com falha de rotação superior da escápula, pense primeiro em disfunção escapulotorácica.
  • Associe serrátil anterior à estabilização da escápula na parede torácica e à rotação superior necessária para elevar o braço.
  • Em cirurgia com esvaziamento axilar, considere lesão do nervo torácico longo como causa plausível de fraqueza do serrátil anterior.
  • Desconfie de alternativas com termos absolutos como 'contraindicação absoluta', 'exclusiva' e 'deve ser evitada' quando a base descreve reabilitação progressiva.

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