Questões de Concurso Sobre o sujeito moderno em filosofia

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Q3525113 Filosofia
Na Crítica da razão pura, Kant apresenta sua crítica ao empirismo de Hume. Diz o filósofo: “Hume concluiu pois, falsamente, da contingência da nossa ação de determinar segundo a lei, a contingência da própria lei e confundiu a passagem do conceito de uma coisa à experiência possível (…) com a síntese dos objetos da experiência real que, na verdade, é sempre empírica”.
A crítica kantiana mencionada está pautada em sua concepção de causalidade como
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Q3525104 Filosofia
Na Crítica da razão pura, Kant explica a criticidade presente em sua filosofia: “Em todos os seus empreendimentos deve a razão submeter-se à crítica e não pode fazer qualquer ataque à liberdade desta, sem se prejudicar a si mesma e atrair sobre si uma suspeita desfavorável. Nada há de tão importante, com respeito à utilidade, nem nada de tão sagrado que possa furtar-se a esta investigação aprofundada que não faz exceção para ninguém”.
A criticidade da filosofia kantiana se fundamenta no método que
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Q3525102 Filosofia
Um dos filósofos estudados no livro Filosofando: introdução à filosofia, de Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins, é Francis Bacon. Dizem elas: “É conhecido como severo crítico da filosofia medieval, por considerá-la desinteressada e contemplativa, uma vez que, de acordo com o espírito da nova ciência moderna, Bacon aspirava a um saber instrumental que possibilitasse o controle da natureza. (…) Bacon inicia seu trabalho pela denúncia dos preconceitos e das noções falsas que dificultam a apreensão da realidade, aos quais chama de ídolos”.
A crítica do filósofo aos ídolos corresponde à crítica 
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Q3525093 Filosofia
Na obra Filosofando: introdução à filosofia, Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins abordam a filosofia de Michel Foucault, afirmando que “A extensão progressiva de dispositivos disciplinares ao longo daqueles séculos e sua multiplicação no corpo social configuram o que se chama ‘sociedade disciplinar’”. Para as autoras, “(…) de acordo com uma ‘microfísica do poder’, Foucault identifica que o poder não se exerce de um ponto central como qualquer instância do Estado, mas se encontra disseminado em uma rede de instituições disciplinares”.
Os dois conceitos apresentados em Foucault investigam
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Q3525082 Filosofia
No prefácio da segunda edição da obra Crítica da Razão Pura, Kant apresenta uma de suas contribuições fundamentais para o desenvolvimento da estética transcendental, como se segue: “Deste modo, a razão especulativa concede-nos, ainda assim, campo livre para essa extensão, embora o tivesse que deixar vazio, competindo-nos a nós preenchê-lo, se pudermos, com os dados práticos, ao que por ela mesmo somos convidados”.
O excerto corresponde
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Q3523817 Filosofia
A definição de Alves et al. (2024) traz que “(...) é também aquilo que nos provoca, que nos desacomoda (...) é aquele movimento que força o pensamento a pensar e que, portanto, nos convoca a pensar em nossos próprios termos, sem referência a qualquer outro”. 
O trecho se refere ao 
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Q3523504 Filosofia
No caso do segundo Wittgenstein, pode-se dizer que na obra Investigações filosóficas a linguagem, entendida como tendo uma estrutura básica, uma forma lógica, desaparece, dissolve-se, fragmenta-se, dando lugar aos jogos de linguagem, múltiplos, multifacetados. Se adotamos a noção de jogo de linguagem, o significado não é mais estabelecido pela forma da proposição, nem pelo sentido de seus componentes, nem por sua relação com fatos, como ele defendia anteriormente (Marcondes, 2010).
Para o segundo Wittgenstein, o significado se estabeleceria
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Q3523503 Filosofia
Os filósofos da Escola de Frankfurt criticaram a concepção de ciência originária do positivismo lógico, postulando a necessidade de uma diferença radical entre a metodologia das ciências naturais e formais como a física e a matemática e a metodologia das ciências humanas e sociais, e questionando a adoção da lógica das ciências naturais como paradigma de cientificidade (Marcondes, 2010. Adaptado).
Para os filósofos da Escola de Frankfurt, a concepção de ciência do positivismo lógico teria como consequência
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Q3523485 Filosofia
“A matemática e a física são os dois conhecimentos teóricos da razão que devem determinar a priori o seu objeto, a primeira de uma maneira totalmente pura e a segunda, pelo menos, parcialmente pura, mas também por imperativo de outras formas de conhecimento que não as da razão” (Kant, 1999).
Segundo o excerto, o conhecimento da física
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Q3523484 Filosofia
O nexo causal entre tudo o que acontece é um pressuposto filosófico que remonta, pelo menos, aos filósofos pré-socráticos. Entretanto, David Hume questiona o princípio causal. De fato, no exemplo famoso, se observarmos o movimento das bolas de bilhar em uma mesa, tudo o que vemos é o impacto do taco sobre a primeira bola e, por sua vez, o impacto da primeira sobre a segunda (Marcondes, 2010. Adaptado).
Segundo o excerto, para Hume,
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Q3523482 Filosofia
Podemos considerar o projeto filosófico de Descartes como uma defesa do novo modelo de ciência inaugurado por Copérnico, Kepler e Galileu contra a concepção escolástica em vigor na Idade Média. A defesa desse novo modelo depende da possibilidade de mostrar que a nova ciência se encontra no caminho certo, ao passo que a ciência antiga havia adotado concepções falsas e errôneas, como, por exemplo, o sistema geocêntrico de cosmo. No entanto, se, como diz Descartes no início do Discurso do método, o bom senso, isto é, a racionalidade, é natural ao ser humano, sendo compartilhada por todos, o que explica a possibilidade e a ocorrência do erro, do engano, da falsidade? (Marcondes, 2010. Adaptado).
Segundo Descartes, a causa do erro, do engano e da falsidade seria
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Q3523481 Filosofia
Assim como em Descartes, a filosofia de Francis Bacon caracteriza-se por uma ruptura bastante explícita em relação à tradição anterior, sobretudo a escolástica medieval de inspiração aristotélica. Tal como ocorreu em Descartes, a preocupação fundamental de Bacon foi com a formulação de um método que evitasse o erro e coloque o ser humano no caminho do conhecimento correto (Marcondes, 2010. Adaptado).
Um aspecto relevante do método proposto por Bacon diz respeito
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Q3504309 Filosofia
Considere a definição a seguir.

“Na experiência estética, o sentimento imediato da beleza opera como abertura de um espaço que nos libera da submissão mecânica às regras do entendimento, do dever ético e das demandas do desejo sensível.” (ROSENFIELD, Kathin, 2006, p. 29).

Essa definição de prazer estético é atribuída a
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Q3504308 Filosofia
O Empirismo defende que todo o conhecimento advém da experiência sensível e que as sensações e percepções dependem das coisas exteriores. Segundo essa corrente filosófica, o conhecimento
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Q3504307 Filosofia
Ao analisar corpus teóricos como a psicanálise freudiana, o marxismo ou a psicologia de Adler, Karl Popper escreveu:

"Quanto a Adler, fiquei muito impressionado com uma experiência pessoal. Uma vez, em 1919, relatei a ele um caso que não me parecia particularmente adleriano, mas que ele não encontrou dificuldade para analisar em termos de sua teoria do sentimento de inferioridade, sem ter nem mesmo visto a criança. Um pouco chocado, perguntei como podia ter tanta certeza. 'Por causa da minha experiência, já tive mil casos assim', respondeu ele. Depois disso, não pude deixar de dizer: 'e agora, suponho, sua experiência aumentou para mil e um casos."
(BARONE, Steven; BRUCE, MICHAEL, Bruce. (ORG). Os 100 argumentos mais importantes da filosofia ocidental. Tradução de Ana Lucia da Rocha Franco. São Paulo: Cultrix, 2013. pp 407).

A afirmativa que condiz de modo mais específico com a crítica proposta por Popper à psicologia adleriana é:
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Q3504306 Filosofia
Descartes em sua obra Discurso do método afirma:

“Minha existência como coisa que pensa está doravante garantida e vejo claramente que esta coisa pensante é mais fácil, enquanto tal, de conhecer do que o corpo, a cujo respeito até agora nada me certifica. Este Cogito, este "eu penso", modelo de pensamento claro e distinto, dá-me a garantia subjetiva de toda ideia clara e distinta no tempo em que a percebo.”
(2ª ed. São Paulo: Abril Cultural, 1979, p.14 - Coleção Os Pensadores)

De acordo com esse pensamento, a filosofia
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Q3504302 Filosofia
A Filosofia Patrística teve início por volta do século I d.C., com as Epístolas de São Paulo e o Evangelho de São João, e se estendeu até o século VIII. Essa corrente filosófica surgiu da tentativa de conciliar o Cristianismo com o pensamento filosófico greco-romano. Seu principal objetivo era harmonizar fé e razão. Nesse contexto, os pensadores patrísticos defendiam a religião cristã contra críticas teóricas e morais, além de difundirem seus ensinamentos por meio da formulação de dogmas. Os principais representantes da Patrística são:
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Q3504296 Filosofia
No parágrafo 189 da Fenomenologia do Espírito, Hegel, ao tratar da consciência de si, escreve:

“(...) e uma consciência de si não é puramente para si, mas para um outro, isto é, como consciência essente, ou consciência na figura da coisidade. São essenciais ambos os momentos; porém como, de início, são desiguais e opostos, e ainda não resultou sua reflexão na unidade, assim os dois momentos são como duas figuras opostas da consciência: uma a consciência independente para a qual o ser-para-si é a essência; outra, a consciência dependente para a qual a essência é a vida, ou o ser para um Outro”.
(HEGEL, Georg Wilhelm Friedrich. A Fenomenologia do Espírito. Tradução de Paulo Meneses. Vozes: Petrópolis, 2014, p. 146 - 147)

Essa passagem da obra de Hegel diz respeito à dialética 
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Q3440096 Filosofia
Sobre origem das ideias e princípios de causalidade, temos a seguinte afirmação:

Partindo dessa concepção da origem das ideias e do conhecimento, Hume, o mais radical dos empiristas, chegará a negar validade universal ao princípio de causalidade e à noção de necessidade a ele associada. A causalidade não seria, assim, uma propriedade do real, mas simplesmente o resultado de nossa forma habitual de perceber fenômenos, relacionando-os como causa e efeito, a partir de sua repetição constante.

MARCONDES, Danilo. O empirismo inglês. In: REZENDE, Antonio (Org.). Curso de Filosofia: para professores e estudantes dos cursos de ensino médio e de graduação. Rio de Janeiro: Zahar, 1986. p. 120-121.

Avalie as afirmações abaixo e julgue se elas são Verdadeiras (V) ou Falsas (F) em relação ao que se afirma no trecho.

( ) Podemos definir uma causa como um objeto seguido de outro de tal forma que todos os objetos semelhantes ao primeiro são seguidos de objetos semelhantes ao segundo.
( ) Objetos semelhantes sempre se encontram em conexão com outros objetos semelhantes.
( ) Um objeto seguido de outro, e cuja aparição sempre conduz o pensamento à ideia desse outro objeto.
( ) A relação de causa e efeito é obtida e fundamentada racionalmente sem relação direta com a experiência

A sequência correta está descrita em:
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Q3440095 Filosofia
    O estudo das condições a priori do conhecimento foi denominado por Kant “transcendental”, que nada tem a ver com o “transcendente”, mas com aquelas condições que, de parte do sujeito, contribuem constitutivamente para a possibilidade da experiência. A demonstração da necessidade a priori para a experiência ocupou o centro da Crítica da razão pura sob o nome de “Dedução transcendental das categorias”

ROHDEN, Valério. O criticismo kantiano. In: REZENDE, Antonio (Org.). Curso de Filosofia: para professores e estudantes dos cursos de ensino médio e de graduação. Rio de Janeiro: Zahar, 1986. p. 131.

Com base nesse trecho, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Respostas
141: B
142: E
143: B
144: B
145: D
146: E
147: B
148: E
149: B
150: D
151: B
152: E
153: B
154: C
155: D
156: B
157: D
158: A
159: B
160: D