Questões de Concurso
Sobre o sujeito moderno em filosofia
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“Ao conhecer algo, não é o homem, ou melhor, a mente humana que vai se adequar ao objeto, mas o objeto que se adapta à mente humana. Na verdade, conhecemos, não as coisas em si, mas a imagem que produzimos das mesmas e a esta imagem nossa mente aplica uma série de categorias (espaço, tempo, número, causalidade, etc…) que são “a priori, ou seja, que estão na mente antes mesmo de havermos conhecido algo”. Deste modo, portanto, é possível conhecer os fatos e suas relações.”
Rossoni, S. A história da ciência e do conhecimento: algumas (in)certezas. Revista de Ciências Humanas, v. 4, n. 4, p. 171-194, 2012.
As ideias presentes no texto refletem o pensamento:
Para David Hume, como consequência da falibilidade da razão humana,
Para Descartes, os erros decorrentes da confiança do sujeito nos sentidos podem ser combatidos por meio
1. Período marcado por avanços significativos, principalmente na esfera do conhecimento filosófico e do conhecimento científico.
2. Sob os holofotes do Iluminismo, houve uma aproximação dos indivíduos das doutrinas e dogmas do catolicismo, fundamentadas no racionalismo e no método experimental.
3. A ideia de progresso associado a um modelo de evolução transforma-se em condição indispensável para o indivíduo, recaindo sobre ele a responsabilidade de encontrar respostas pertinentes aos acontecimentos.
4. Representa um modelo de ruptura, de uma mudança de foco e de uma guinada em relação aos padrões e aos modelos filosóficos da Idade Média.
5. Entre os pensadores do período, destacaram- -se nomes como o de Descartes, Leibniz, Abelardo, Sartre, Locke e Hume.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Considerando esse objetivo, analise os itens a seguir.
I. Explorar posições que distinguem os campos da razão e da revelação sem tratá-los como necessariamente contraditórios.
II. Discutir como a argumentação racional foi empregada por filósofos medievais na reflexão sobre conteúdos da fé.
III. Apresentar a conciliação entre fé e razão como dependente da demonstração racional de toda verdade revelada.
Está correto o que se afirma em
Durante uma aula sobre Sartre, os estudantes afirmam que, se o ser humano é livre, então a presença dos outros não tem qualquer relevância para sua existência. O professor percebe que a turma ainda não compreendeu adequadamente a relação entre liberdade e alteridade no pensamento do filósofo e decide aprofundar essa explicação.
Considerando os aspectos do pensamento de Sartre que devem ser esclarecidos, analise os itens a seguir.
I. Confirmar a conclusão da turma, definindo a liberdade como a plena independência do sujeito em relação aos demais.
II. Analisar uma situação em que alguém, surpreendido sob o olhar alheio, descobre-se também como objeto para outrem.
III. Mostrar que a presença do outro afeta o modo como o sujeito se apreende, sem por isso suprimir sua liberdade.
Assinale a opção que identifica os itens compatíveis com a intervenção pedagógica do professor.
No período moderno, diferentes filósofos divergiram quanto ao número e à natureza das substâncias, isto é, das realidades consideradas fundamentais para explicar tudo o que existe.
Assinale a opção que identifica corretamente um filósofo dualista e sua posição.
Em uma discussão sobre liberdade e responsabilidade moral, um estudante afirma que, se as ações humanas decorrem necessariamente de causas anteriores, ninguém pode ser considerado livre nem responsável pelo que faz. Ao analisar a argumentação apresentada, o professor percebe que o aluno identifica liberdade com ausência de determinação causal. Como resposta, ele decide abordar um autor cuja posição filosófica demonstra a compatibilidade entre eles.
Assinale a opção que apresenta o autor cuja posição filosófica sustenta a compatibilidade entre liberdade e determinação causal.
Se a verdade reside na concordância de um conhecimento com o seu objeto, então esse objeto tem de ser distinguido de outros; pois um conhecimento é falso quando não concorda com o objeto a que é referido, mesmo que contenha algo que poderia perfeitamente valer acerca de outros objetos. Um critério universal da verdade seria, então, aquele que fosse válido a respeito de todos os conhecimentos independentemente de seus objetos. É evidente, no entanto, que, na medida em que se faz aí abstração de todo o conteúdo do conhecimento (referência ao objeto), e tendo em vista que a verdade diz respeito justamente a tal conteúdo, é inteiramente impossível e absurdo perguntar-se por uma característica da verdade desse conteúdo dos conhecimentos; e é evidente, portanto, que seria impossível fornecer um índice suficiente e ao mesmo tempo universal da verdade.
KANT, I. Crítica da razão pura. Petrópolis, RJ: Vozes; Bragança Paulista, SP: Editora Universitária São Francisco, 2015.
Na análise de textos filosóficos, distinguem-se as teses defendidas e os argumentos mobilizados.
Assinale a opção que apresenta corretamente essa distinção para o trecho citado.
Ao teorizar sobre as condições transcendentais do conhecimento, a filosofia crítica de Kant ofereceu uma resposta aos limites que havia identificado tanto na posição empirista quanto na posição racionalista.
Assinale a opção que expressa corretamente a posição crítica.
“Nascido em 1902, estudante de Matemática, Física e Filosofia na Universidade de Viena, Popper manteve contatos estreitos com os membros do Círculo [de Viena], sofrendo influência principalmente de Carnap, o que não impediu que recusasse muitas das teses mais características do Empirismo Lógico”. Luís dos Santos in POPPER, Karl. A lógica da investigação científica. Tradução de Pablo Mariconda e Paulo de Almeida. São Paulo: Abril Cultural, 1980, p. VI.
Na perspectiva de Karl Popper, o que distingue teorias científicas das pseudocientíficas é: