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Vadime Elisséeff. “Introduction. Approaches Old and New to Silk Roads”. The Silk roads: highways of culture and commerce. New York: Berghahn Books, 2000. Traduzido e adaptado.
Com base no excerto, que aborda o complexo de rotas terrestres que se estenderam, durante a Idade Média, por boa parte da Ásia, Leste da África e Sul da Europa, as trocas culturais e os deslocamentos tiveram impacto na
Balada de amor ao vento.
Considerando a intertextualidade bíblica presente no excerto de Balada de amor ao vento, a experiência de Mwando é caracterizada
Pelos campos fora Caminhava sempre Como se buscasse Uma presença ausente
“Onde estás tu, morte? Não posso te ver: Neste dia de Maio Com rosas e trigo É como se tu não Vivesses comigo [...] É verdade que passas Pela cidade às vezes Nos caixões de chumbo:
Mas viro o meu rosto Pois não te compreendo És um pesadelo Uma coisa inventada Que o vento desmente Com suas mãos frescas E a luz logo apaga” [...]
Sophia de Mello Breyner Andresen. O Cristo cigano.
É tão tenaz o desvio que a esquivança encobridora ante a morte exerce sobre a cotidianidade que, no ser-um-com-ooutro, seus ‘próximos’ ainda se empenham com frequência precisamente junto ao ‘moribundo’ para o persuadir de que escapa da morte e retorna em seguida à tranquila cotidianidade do mundo de suas ocupações. Tal ‘preocupação-com-o-outro’ pensa ‘consolar’ dessa maneira o ‘moribundo’. Ela quer devolvê-lo à existência, ajudando-o a encobrir ainda mais completamente sua possibilidade de ser mais própria e irremetente. A gente se ocupa dessa maneira de uma constante tranquilização sobre a morte. Mas, no fundo, ela vale tanto para o ‘moribundo’ quanto para ‘os que consolam’. E mesmo no caso do deixar de viver, a publicidade ainda não deve ser perturbada, nem inquietada pelo acontecimento na sua ocupada despreocupação. Pois não raro se vê na morte dos outros uma inconveniência social, quando não mesmo uma falta de tato, cuja publicidade deve ser poupada.
Martin Heidegger. Ser e Tempo, §51.
A escritora Sophia de Mello Breyner Andresen e o filósofo Martin Heidegger descrevem, por meio de recursos expositivos bem diferentes, uma mesma atitude geral comumente assumida por uma pessoa ante o desvelamento de sua própria mortalidade a partir da constatação da morte ou do adoecimento mortal de uma outra pessoa. Qual alternativa melhor descreve essa atitude?
Francisco Ruiz Gijón (1683-1720), Santíssimo Cristo da Expiação, popularmente conhecido como Cristo Cachorro. Escultura em madeira, 1682 (detalhe).
A partir da comparação entre a escultura Cristo Cachorro, de Francisco Ruiz Gijón, e o livro O Cristo cigano, de Sophia de Mello Breyner Andresen, inspirado por ela, depreende-se:
Pico della Mirandola. Discurso sobre a dignidade do homem. In: PICO, Giovanni, Conde de Mirândola e de Concórdia. A dignidade do homem. 2ª. ed. Campo Grande: Solivros/Uniderp, 1999. Adaptado.
Elaborado em 1486, na região da atual Itália, o texto do humanista Pico della Mirandola apresenta algumas características do movimento renascentista, dentre as quais
Paul Cézanne. A montanha de Sainte-Victoire, 1904.
Assim também o gênio de Cézanne consiste em fazer com que as deformações de perspectiva, pela disposição de conjunto do quadro, deixem de ser visíveis por si mesmas na visão global e contribuam apenas, como ocorre na visão natural, para dar impressão de uma ordem nascente, de um objeto que surge a se aglomerar sob o olhar. (...) O desenho deve então resultar da cor, se se quer que o mundo seja restituído em sua espessura, pois é uma massa sem lacunas, um organismo de cores, através das quais a fuga da perspectiva, os contornos, as retas, as curvas instalam-se como linhas de força, pois é vibrando que a órbita do espaço se constitui.
Merleau-Ponty. A dúvida de Cézanne.
Merleau-Ponty, filósofo francês do século XX, dedicou um espaço importante em sua filosofia à reflexão sobre a pintura e, em particular, à obra de Paul Cézanne.
Com base na proposição do filósofo e na observação da tela do artista, é correto afirmar que cabe à expressão por meio da pintura
Imagem ilustrativa da exposição imersiva de Van Gogh.
Nos últimos anos, exposições imersivas têm atraído um público amplo ao proporcionar experiências sensoriais e visuais baseadas em obras de artistas consagrados, muitas delas com trilha sonora, narração de cartas e projeções em altíssima definição. Contudo, parte da crítica especializada tem problematizado essa tendência de oferecer vivências multissensoriais que buscam envolver o visitante por completo. As críticas apontam implicações relacionadas à natureza da experiência estética, à espetacularização da arte, ao patrocínio corporativo e ao sucesso de público mediado pelas redes sociais. A crítica de arte Sheila Leirner, por exemplo, comenta:
Fica como se O Jardim das Delícias, A Tentação de Santo Antônio (telas de Hieronymus Bosch) e outras preciosidades como as frutas de Giuseppe Arcimboldo ou as festas campestres de Brueghel fossem ilustrações ou decorações para a grandiloquência artificial e sensacionalista de um show de cabaré. Certo, pode ser muito bonito, mas será que estas maravilhas pictóricas (em si) precisam de “efeitos especiais” para que cheguemos a elas? Até mesmo uma pequena reprodução em cartão postal pode ser mais fiel à nossa percepção...
Disponível em https://sheilaleirnerblog.wordpress.com/.
Com base nas informações e discussões apresentadas, assinale a alternativa que expressa a análise crítica mais fundamentada sobre o fenômeno das exposições imersivas:
LOPES, Daniel de Carvalho; SILVA, Ermínia. Circo: percursos de uma arte em transformação contínua. Cadernos do GIPE-CIT, v. 1, 2020. Adaptado.
No contexto histórico, o circo
O carnaval, nas suas diversas facetas, é político. E essa característica não aparece somente nos debates promovidos através da festa, mas também pela possibilidade de desfrutar uma vida livre de censura de qualquer tipo por parte de pessoas de todas as regiões do país, em suas mais distintas realidades.
Ocupar as ruas é um ato político. O lazer e a folia em espaço público, o exercício do direito à fruição e de produzir e consumir conteúdos culturais diversos também são. É ainda mais relevante o ato de externalizar e amplificar histórias, memórias e narrativas sobre grupos historicamente silenciados no país, como as populações negra, indígena e de tantas outras comunidades tradicionais. A manifestação política através de brincadeiras, danças, marchinhas, cantos e fantasias é das formas mais sublimes de expressão da aliança entre luta social, cultura e expressão estética. É a possibilidade que brasileiras e brasileiros encontram de, lutando por meio da arte, fazer ecoar uma voz esquecida no cotidiano.
Artigo 19. 16/02/2024. Adaptado.
Ao afirmar que o carnaval é político, o texto objetiva
O fundamento psicológico sobre o qual se eleva o tipo das individualidades da cidade grande é a intensificação da vida nervosa, que resulta da mudança rápida e ininterrupta de impressões [...]. Talvez não haja nenhum fenômeno tão característico da cidade grande como o caráter blasé. [...] A essência do caráter blasé é o embotamento frente à distinção das coisas [...]. Em parte por conta dessa situação psicológica, em parte em virtude do direito à desconfiança que temos perante os elementos da vida na cidade grande, que passam por nós em um contato fugaz, somos coagidos a uma reserva, em virtude da qual mal conhecemos os vizinhos que temos por muitos anos [...]. Ao mesmo tempo, essa reserva garante ao indivíduo uma espécie [...] de liberdade pessoal.
Simmel, Georg. (2005). As grandes cidades e a vida do espírito. Mana, Trad. Leopoldo Waizbort. Adaptado.
As luzes da cidade se acendiam, as cortinas de aço das portas desciam com barulho e os caixeiros, os empregados que passavam o dia sorridentes ou abstratos, por trás dos balcões [...], se transformavam em homens misteriosos, individuais, que metiam um paletó, tinham uma casa, uma rua e iam comer o seu jantar, dormir o seu sono, trancar a sua porta. [...] Todos ali tinham a sua vida isolada, sua vida particular. E, naquela hora, cortavam as amarras, cada um procurando o seu mundo pessoal, a sua pequenina ilha.
Rachel de Queiroz. Caminho de Pedras. Adaptado.
No primeiro trecho, publicado originalmente em 1903, o sociólogo Georg Simmel procurou condensar as características fundamentais da vida psíquica nas grandes cidades. Já no segundo, com que Rachel de Queiroz inicia o capítulo 7 de Caminho de Pedras, vemos como o protagonista Roberto percebe sua cidade a bordo de um bonde. Lendo-os em conjunto, é possível afirmar:
Mário de Andrade. “Dia de São Paulo”. Revista do Arquivo Municipal. São Paulo: Departamento de Cultura, 1936, nº 19.
O excerto relata alterações na paisagem urbana paulistana com a implantação de novos equipamentos que visavam
Já em relação à distribuição da população brasileira, o Censo 2022 trouxe uma importante constatação: o crescimento das cidades médias. Cabem nessa classificação do IBGE os municípios que contam entre 100 mil e 500 mil habitantes.
Além disso, os dados também revelam que os maiores percentuais de população urbana foram observados nas regiões Sudeste (94,44%) e Centro-Oeste (91,35%), seguidas das regiões Sul (88,24%), Norte (78,47%) e Nordeste (77,64%).
A população rural, por sua vez, apresentou pela primeira vez decréscimo em todas as regiões do Brasil. Segundo o Prof. Everaldo Melazzo, as cidades brasileiras estão ficando cada vez mais complexas e indicando algumas tendências inexistentes no Brasil até então. Este contexto de mudanças é denominado de fragmentação socioespacial [...].
Disponível em https://jornal.unesp.br/. Adaptado.
Com base no texto e em seus conhecimentos, é correto afirmar a respeito das novas tendências sobre a urbanização do Brasil:
Sabendo-se que a borda da seção circular de cada prédio tangencia cada lado do quadrado no seu ponto médio, qual deve ser a equação da circunferência do prédio que tem uma distância de 10 m do seu centro até o centro do quadrado e que passa pelo ponto de tangência P, conforme a figura?
Imagem sem escala
Admitindo-se que o ângulo de inclinação descendente, αA, é 7° e o ângulo de inclinação ascendente, αB, é 5° e que a leitura no prisma, hB, no ponto B foi de 3,60 m, determine a diferença de altitude (altura), em metros, entre os pontos A e B.
Sistema de monitoramento de corrida de detritos
Sobre o motivo da localização dos sensores, assinale a alternativa correta:
Principais rios da Região Hidrográfica Amazônica
A partir das informações do mapa e do texto, assinale a alternativa correta.
Disponível em https://jornal.usp.br/. Adaptado.
Outro dado que corrobora com a pesquisa é o crescimento em 60% da produção de roupas nos últimos 15 anos, com custo barateado em 36%, significando um aumento considerável do consumo deste setor, no mundo. Além disso, a produção de algodão, apesar de ocupar 2,5% das áreas cultivadas no mundo, utiliza 25% dos inseticidas e 10% dos herbicidas. E, também, utiliza aproximadamente 11 bilhões de litros de água, para a lavagem e tingimento dos tecidos. Assim, segundo a Organização Mundial de Saúde, a cadeia produtiva da indústria têxtil é um setor econômico dos mais poluentes.
Géopolitique: enjeux internationaux, 2022. Adaptado.
Com base nos textos, qual alternativa explica o impacto ambiental do consumismo no setor da indústria têxtil?
Ca2+(aq) + CO2(g) + H2O(l) ⇌ CaCO3(s) + 2H+(aq).
Sobre os processos de entupimento por carbonato de cálcio e a descalcificação desses eletrodomésticos, é correto afirmar que
Considere que uma empresa deseja envasar 350 mL de água em uma lata de alumínio de formato cilíndrico e que, por razões práticas como manuseio e custo do material, o diâmetro da base dessa lata deve ter entre 5 cm e 8 cm.
Qual será, aproximadamente, em centímetros, a menor altura possível da lata?