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Q4282213 Português
Assinale a alternativa em que o verbo destacado está empregado corretamente de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa:
Alternativas
Q4282212 Português
No trecho abaixo, a expressão destacada introduz ideia de:
“Quando ingeridos pela vida marinha, como aves, peixes, mamíferos e plantas, os microplásticos têm efeitos tóxicos e mecânicos...”.
Alternativas
Q4282211 Português
A palavra "microplásticos", empregada no texto, apresenta o mesmo processo de formação observado em:
Alternativas
Q4282210 Português
Leia o texto abaixo para as responder à questão.


Microplásticos: o longo legado deixado pela poluição plástica


    O mundo está se afogando sob o peso da poluição plástica, com mais de 430 milhões de toneladas de plástico produzidas anualmente. Dois terços são produtos de vida curta que rapidamente se tornam resíduos, enchendo o oceano e, muitas vezes, entrando na cadeia alimentar humana.

    No Dia Mundial do Meio Ambiente deste ano, em 5 de junho, a questão da poluição plástica estará no centro das atenções. Um dos legados mais danosos e duradouros da crise da poluição plástica são os microplásticos, uma ameaça crescente à saúde humana e planetária.

    Essas minúsculas partículas de plástico estão presentes em itens do dia a dia, incluindo cigarros, roupas e cosméticos. Uma pesquisa do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) mostra que o uso contínuo de alguns desses produtos aumenta o acúmulo de microplásticos no meio ambiente. Os microplásticos, que podem ter até cinco milímetros de diâmetro, entram no oceano a partir da decomposição do lixo plástico marinho, do escoamento de encanamentos, do vazamento de instalações de produção e de outras fontes. Quando ingeridos pela vida marinha, como aves, peixes, mamíferos e plantas, os microplásticos têm efeitos tóxicos e mecânicos, levando a problemas como redução da ingestão de alimentos, sufocamento, mudanças comportamentais e alteração genética.

    Além de entrar na cadeia alimentar por meio de frutos do mar, as pessoas podem inalar microplásticos do ar, ingeri-los na água e os absorver através da pele. Microplásticos foram encontrados em vários órgãos humanos e até mesmo na placenta de recém-nascidos. O relatório de 2021 do PNUMA, Da Poluição à Solução, alertou que os produtos químicos nos microplásticos "estão associados a sérios impactos na saúde, especialmente nas mulheres". Eles podem incluir alterações na genética humana, desenvolvimento cerebral e taxas de respiração, entre outros problemas de saúde.

    "Os impactos de produtos químicos e microplásticos perigosos na fisiologia de humanos e organismos marinhos ainda são iniciais e devem ser priorizados e acelerados nesta Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável", disse Letícia Carvalho, chefe da Divisão de Água Marinha e Água Doce do PNUMA. "Porém, a ação que limita sua propagação e prevalência será, sem dúvida, benéfica para a nossa saúde, a longo prazo, e para o bem-estar dos ecossistemas marinhos e mais", acrescentou.

    Filtros de cigarros

    Os microplásticos conhecidos como fibras de acetato de celulose compreendem a maioria dos filtros de cigarros. Com seis trilhões de cigarros consumidos por um bilhão de fumantes anualmente, essas fibras chegam a todos os cantos do mundo. As bitucas de cigarro são o lixo plástico mais comum nas praias, tornando os ecossistemas marinhos altamente suscetíveis a vazamentos de microplásticos. Quando se decompõem, os cigarros liberam microplásticos, metais pesados e muitos outros produtos químicos que afetam a saúde e os serviços dos ecossistemas.

    Vestuário e têxteis

    Os plásticos – incluindo poliéster, acrílico e nylon – compreendem aproximadamente 60% de todo o material de vestuário. Devido à abrasão, roupas e tecidos com esses materiais eliminam microplásticos conhecidos como microfibras quando lavados ou usados. De acordo com um relatório do PNUMA de 2020 que mapeia a cadeia de valor têxtil global, cerca de 9% das perdas anuais de microplásticos para o oceano vêm de roupas e outros têxteis.

    Para reduzir essas perdas, os especialistas recomendam usar as roupas mais vezes e lavá-las com menos frequência. Ao comprar novas roupas, optar por materiais naturais de origem sustentável pode diminuir ou eliminar a ameaça de vazamento de microplástico – embora fazer isso possa vir com outras compensações ambientais.

    A longo prazo, o PNUMA e outras agências da ONU que participam da Aliança das Nações Unidas para a Moda Sustentável continuarão a impulsionar ações coordenadas na indústria da moda. Eles também farão campanha para que o governo faça transição para uma cadeia de valor têxtil sustentável e circular com o mínimo de microplásticos. O PNUMA está trabalhando em um roteiro que destaca as principais ações que as partes interessadas podem tomar, bem como orientações para melhorar as medidas de comunicação para impulsionar a mudança de comportamento [...].


PROGRAMA DAS NAÇÕES UNIDAS PARA O MEIO AMBIENTE (PNUMA). Microplásticos: o longo legado deixado pela poluição plástica. Nairobi: PNUMA, 28 abr. 2023. Disponível em: UNEP Brasil – Microplásticos: o longo legado deixado pela poluição plástica (adaptado).
Com base no texto, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q4282209 Português
Leia o texto abaixo para as responder à questão.


Microplásticos: o longo legado deixado pela poluição plástica


    O mundo está se afogando sob o peso da poluição plástica, com mais de 430 milhões de toneladas de plástico produzidas anualmente. Dois terços são produtos de vida curta que rapidamente se tornam resíduos, enchendo o oceano e, muitas vezes, entrando na cadeia alimentar humana.

    No Dia Mundial do Meio Ambiente deste ano, em 5 de junho, a questão da poluição plástica estará no centro das atenções. Um dos legados mais danosos e duradouros da crise da poluição plástica são os microplásticos, uma ameaça crescente à saúde humana e planetária.

    Essas minúsculas partículas de plástico estão presentes em itens do dia a dia, incluindo cigarros, roupas e cosméticos. Uma pesquisa do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) mostra que o uso contínuo de alguns desses produtos aumenta o acúmulo de microplásticos no meio ambiente. Os microplásticos, que podem ter até cinco milímetros de diâmetro, entram no oceano a partir da decomposição do lixo plástico marinho, do escoamento de encanamentos, do vazamento de instalações de produção e de outras fontes. Quando ingeridos pela vida marinha, como aves, peixes, mamíferos e plantas, os microplásticos têm efeitos tóxicos e mecânicos, levando a problemas como redução da ingestão de alimentos, sufocamento, mudanças comportamentais e alteração genética.

    Além de entrar na cadeia alimentar por meio de frutos do mar, as pessoas podem inalar microplásticos do ar, ingeri-los na água e os absorver através da pele. Microplásticos foram encontrados em vários órgãos humanos e até mesmo na placenta de recém-nascidos. O relatório de 2021 do PNUMA, Da Poluição à Solução, alertou que os produtos químicos nos microplásticos "estão associados a sérios impactos na saúde, especialmente nas mulheres". Eles podem incluir alterações na genética humana, desenvolvimento cerebral e taxas de respiração, entre outros problemas de saúde.

    "Os impactos de produtos químicos e microplásticos perigosos na fisiologia de humanos e organismos marinhos ainda são iniciais e devem ser priorizados e acelerados nesta Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável", disse Letícia Carvalho, chefe da Divisão de Água Marinha e Água Doce do PNUMA. "Porém, a ação que limita sua propagação e prevalência será, sem dúvida, benéfica para a nossa saúde, a longo prazo, e para o bem-estar dos ecossistemas marinhos e mais", acrescentou.

    Filtros de cigarros

    Os microplásticos conhecidos como fibras de acetato de celulose compreendem a maioria dos filtros de cigarros. Com seis trilhões de cigarros consumidos por um bilhão de fumantes anualmente, essas fibras chegam a todos os cantos do mundo. As bitucas de cigarro são o lixo plástico mais comum nas praias, tornando os ecossistemas marinhos altamente suscetíveis a vazamentos de microplásticos. Quando se decompõem, os cigarros liberam microplásticos, metais pesados e muitos outros produtos químicos que afetam a saúde e os serviços dos ecossistemas.

    Vestuário e têxteis

    Os plásticos – incluindo poliéster, acrílico e nylon – compreendem aproximadamente 60% de todo o material de vestuário. Devido à abrasão, roupas e tecidos com esses materiais eliminam microplásticos conhecidos como microfibras quando lavados ou usados. De acordo com um relatório do PNUMA de 2020 que mapeia a cadeia de valor têxtil global, cerca de 9% das perdas anuais de microplásticos para o oceano vêm de roupas e outros têxteis.

    Para reduzir essas perdas, os especialistas recomendam usar as roupas mais vezes e lavá-las com menos frequência. Ao comprar novas roupas, optar por materiais naturais de origem sustentável pode diminuir ou eliminar a ameaça de vazamento de microplástico – embora fazer isso possa vir com outras compensações ambientais.

    A longo prazo, o PNUMA e outras agências da ONU que participam da Aliança das Nações Unidas para a Moda Sustentável continuarão a impulsionar ações coordenadas na indústria da moda. Eles também farão campanha para que o governo faça transição para uma cadeia de valor têxtil sustentável e circular com o mínimo de microplásticos. O PNUMA está trabalhando em um roteiro que destaca as principais ações que as partes interessadas podem tomar, bem como orientações para melhorar as medidas de comunicação para impulsionar a mudança de comportamento [...].


PROGRAMA DAS NAÇÕES UNIDAS PARA O MEIO AMBIENTE (PNUMA). Microplásticos: o longo legado deixado pela poluição plástica. Nairobi: PNUMA, 28 abr. 2023. Disponível em: UNEP Brasil – Microplásticos: o longo legado deixado pela poluição plástica (adaptado).
A principal finalidade do texto é: 
Alternativas
Q4282208 Português
Leia o texto abaixo para as responder à questão.


Microplásticos: o longo legado deixado pela poluição plástica


    O mundo está se afogando sob o peso da poluição plástica, com mais de 430 milhões de toneladas de plástico produzidas anualmente. Dois terços são produtos de vida curta que rapidamente se tornam resíduos, enchendo o oceano e, muitas vezes, entrando na cadeia alimentar humana.

    No Dia Mundial do Meio Ambiente deste ano, em 5 de junho, a questão da poluição plástica estará no centro das atenções. Um dos legados mais danosos e duradouros da crise da poluição plástica são os microplásticos, uma ameaça crescente à saúde humana e planetária.

    Essas minúsculas partículas de plástico estão presentes em itens do dia a dia, incluindo cigarros, roupas e cosméticos. Uma pesquisa do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) mostra que o uso contínuo de alguns desses produtos aumenta o acúmulo de microplásticos no meio ambiente. Os microplásticos, que podem ter até cinco milímetros de diâmetro, entram no oceano a partir da decomposição do lixo plástico marinho, do escoamento de encanamentos, do vazamento de instalações de produção e de outras fontes. Quando ingeridos pela vida marinha, como aves, peixes, mamíferos e plantas, os microplásticos têm efeitos tóxicos e mecânicos, levando a problemas como redução da ingestão de alimentos, sufocamento, mudanças comportamentais e alteração genética.

    Além de entrar na cadeia alimentar por meio de frutos do mar, as pessoas podem inalar microplásticos do ar, ingeri-los na água e os absorver através da pele. Microplásticos foram encontrados em vários órgãos humanos e até mesmo na placenta de recém-nascidos. O relatório de 2021 do PNUMA, Da Poluição à Solução, alertou que os produtos químicos nos microplásticos "estão associados a sérios impactos na saúde, especialmente nas mulheres". Eles podem incluir alterações na genética humana, desenvolvimento cerebral e taxas de respiração, entre outros problemas de saúde.

    "Os impactos de produtos químicos e microplásticos perigosos na fisiologia de humanos e organismos marinhos ainda são iniciais e devem ser priorizados e acelerados nesta Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável", disse Letícia Carvalho, chefe da Divisão de Água Marinha e Água Doce do PNUMA. "Porém, a ação que limita sua propagação e prevalência será, sem dúvida, benéfica para a nossa saúde, a longo prazo, e para o bem-estar dos ecossistemas marinhos e mais", acrescentou.

    Filtros de cigarros

    Os microplásticos conhecidos como fibras de acetato de celulose compreendem a maioria dos filtros de cigarros. Com seis trilhões de cigarros consumidos por um bilhão de fumantes anualmente, essas fibras chegam a todos os cantos do mundo. As bitucas de cigarro são o lixo plástico mais comum nas praias, tornando os ecossistemas marinhos altamente suscetíveis a vazamentos de microplásticos. Quando se decompõem, os cigarros liberam microplásticos, metais pesados e muitos outros produtos químicos que afetam a saúde e os serviços dos ecossistemas.

    Vestuário e têxteis

    Os plásticos – incluindo poliéster, acrílico e nylon – compreendem aproximadamente 60% de todo o material de vestuário. Devido à abrasão, roupas e tecidos com esses materiais eliminam microplásticos conhecidos como microfibras quando lavados ou usados. De acordo com um relatório do PNUMA de 2020 que mapeia a cadeia de valor têxtil global, cerca de 9% das perdas anuais de microplásticos para o oceano vêm de roupas e outros têxteis.

    Para reduzir essas perdas, os especialistas recomendam usar as roupas mais vezes e lavá-las com menos frequência. Ao comprar novas roupas, optar por materiais naturais de origem sustentável pode diminuir ou eliminar a ameaça de vazamento de microplástico – embora fazer isso possa vir com outras compensações ambientais.

    A longo prazo, o PNUMA e outras agências da ONU que participam da Aliança das Nações Unidas para a Moda Sustentável continuarão a impulsionar ações coordenadas na indústria da moda. Eles também farão campanha para que o governo faça transição para uma cadeia de valor têxtil sustentável e circular com o mínimo de microplásticos. O PNUMA está trabalhando em um roteiro que destaca as principais ações que as partes interessadas podem tomar, bem como orientações para melhorar as medidas de comunicação para impulsionar a mudança de comportamento [...].


PROGRAMA DAS NAÇÕES UNIDAS PARA O MEIO AMBIENTE (PNUMA). Microplásticos: o longo legado deixado pela poluição plástica. Nairobi: PNUMA, 28 abr. 2023. Disponível em: UNEP Brasil – Microplásticos: o longo legado deixado pela poluição plástica (adaptado).
De acordo com o texto, é correto afirmar que:
Alternativas
Q4282172 Português
Leia o Texto 4 para responder à questão.


Texto 4


A partir das respostas dos alunos, é possível identificar quais são os critérios que eles consideram de maior importância na hora de escolher um conteúdo nessa rede social. São eles: a qualidade da imagem do vídeo (41,6%), a apresentação do conteúdo de forma divertida (65,7%), explicação dos conteúdos em vídeos curtos (55,5%) e abordagem dos conteúdos de forma reflexiva (37,2%). Percebam quais são os aspectos considerados como mais relevantes pelos alunos na hora de buscar um vídeo no Youtube.


RODRIGUES DE OLIVEIRA, A. A. O youtube no ensino de história: reflexões sobre uma experiência de pesquisa. Revista Historiar, v. 14, n. 26, p. 83, 2022.
Com base nos dados do texto, de que forma os recursos didáticos podem ser mais eficientes? 
Alternativas
Q4281707 Português
Leia o Texto 3 para responder à questão.


Texto 3


Ainda em processo de popularização, o termo mãe solo busca produzir deslocamentos nos sentidos depreciativos do termo “mãe solteira” e denunciar a naturalização da relação entre a maternidade e o estado civil. A palavra denomina todas as mulheres responsáveis integralmente pela criação e educação de uma criança, tanto nas questões financeiras, quanto na dedicação do tempo.

Nesse sentido, mães solo seriam mulheres que exercem a parentalidade de maneira solitária, sem apoio na divisão de tarefas e nos cuidados com as crianças, o que não significa, no entanto, que essa característica de desamparo seja exclusiva das mães fora de um relacionamento: muitas mulheres que têm companheiros/companheiras também exercem a maternidade de maneira solitária, mesmo contando com a presença física de outra pessoa.

De acordo com o Instituto de Geografia e Estatística do Brasil (IBGE), em pesquisa publicada no começo de 2021, as mulheres gastam quase o dobro de tempo em tarefas domésticas e no cuidado com os filhos em relação aos homens.


RODRIGUES, Fernanda Castelano. Mãe solo. Enciclopédia discursiva da Covid-19: gênero e sexualidade. Disponível em: https://informasus.ufscar.br/mae-solo/. Acesso em: 5 maio 2026. [Adaptado].
No gênero enciclopédico, a linguagem figurativa é um recurso expressivo muito pontual e seu uso visa sempre à intencionalidade discursiva. No fragmento textual, a expressão “deslocamentos nos sentidos” é um(a)
Alternativas
Q4281706 Português
Leia o Texto 3 para responder à questão.


Texto 3


Ainda em processo de popularização, o termo mãe solo busca produzir deslocamentos nos sentidos depreciativos do termo “mãe solteira” e denunciar a naturalização da relação entre a maternidade e o estado civil. A palavra denomina todas as mulheres responsáveis integralmente pela criação e educação de uma criança, tanto nas questões financeiras, quanto na dedicação do tempo.

Nesse sentido, mães solo seriam mulheres que exercem a parentalidade de maneira solitária, sem apoio na divisão de tarefas e nos cuidados com as crianças, o que não significa, no entanto, que essa característica de desamparo seja exclusiva das mães fora de um relacionamento: muitas mulheres que têm companheiros/companheiras também exercem a maternidade de maneira solitária, mesmo contando com a presença física de outra pessoa.

De acordo com o Instituto de Geografia e Estatística do Brasil (IBGE), em pesquisa publicada no começo de 2021, as mulheres gastam quase o dobro de tempo em tarefas domésticas e no cuidado com os filhos em relação aos homens.


RODRIGUES, Fernanda Castelano. Mãe solo. Enciclopédia discursiva da Covid-19: gênero e sexualidade. Disponível em: https://informasus.ufscar.br/mae-solo/. Acesso em: 5 maio 2026. [Adaptado].
Considerando os fatores de textualidade, a análise do uso dos termos "mãe solteira" e "mãe solo" no texto indica que
Alternativas
Q4281705 Português
Leia o Texto 2 para responder à questão.


Texto 2


A figura da “Mulher-Maravilha”, imortalizada na cultura pop como um ícone de força e invencibilidade, transbordou os limites da ficção para se converter em um perigoso mito contemporâneo. Na realidade social, esse arquétipo tem sido utilizado para romantizar a exaustão feminina, validando a sobrecarga daquelas que acumulam as responsabilidades do trabalho remunerado, das tarefas domésticas e do cuidado familiar. Longe de ser um elogio, a exaltação da mulher que “dá conta de tudo” funciona como um mecanismo de dominação que invisibiliza as desigualdades estruturais de gênero e adoece física e mentalmente as mulheres.

O sociólogo Pierre Bourdieu (2012), em sua obra A dominação masculina, explica esse fenômeno através do conceito de violência simbólica. A dominação de gênero não se dá apenas pela coerção física, mas pela introjeção de disposições (o habitus) que fazem com que os próprios dominados percebam a ordem social como natural e legítima. Quando uma mulher se orgulha de ser uma “guerreira” que dorme poucas horas por noite para dar conta da casa, dos filhos e do trabalho, ela está, muitas vezes, reproduzindo a violência simbólica que a oprime.

Em suma, o mito da “Mulher-Maravilha” é uma armadilha retórica. Ao aplaudir a capacidade feminina de suportar o insuportável, a sociedade se exime da responsabilidade de promover a igualdade de gênero. Desconstruir essa romantização é o primeiro passo para reconhecer que o trabalho de cuidado é uma responsabilidade social e coletiva, e não um fardo individual travestido de superpoder. As mulheres não precisam de capas ou títulos de heroínas; precisam de políticas públicas de cuidado, de divisão equitativa do trabalho doméstico e do direito fundamental ao descanso e à saúde.


Disponível em: https://encenasaudemental.com/comportamento/insight/o-mitoda-mulher-maravilha-a-romantizacao-da-tripla-jornada/. Acesso em: 10 maio 2026. [Adaptado].
No primeiro parágrafo, a expressão “cultura pop” é classificada morfologicamente como 
Alternativas
Q4281704 Português
Leia o Texto 2 para responder à questão.


Texto 2


A figura da “Mulher-Maravilha”, imortalizada na cultura pop como um ícone de força e invencibilidade, transbordou os limites da ficção para se converter em um perigoso mito contemporâneo. Na realidade social, esse arquétipo tem sido utilizado para romantizar a exaustão feminina, validando a sobrecarga daquelas que acumulam as responsabilidades do trabalho remunerado, das tarefas domésticas e do cuidado familiar. Longe de ser um elogio, a exaltação da mulher que “dá conta de tudo” funciona como um mecanismo de dominação que invisibiliza as desigualdades estruturais de gênero e adoece física e mentalmente as mulheres.

O sociólogo Pierre Bourdieu (2012), em sua obra A dominação masculina, explica esse fenômeno através do conceito de violência simbólica. A dominação de gênero não se dá apenas pela coerção física, mas pela introjeção de disposições (o habitus) que fazem com que os próprios dominados percebam a ordem social como natural e legítima. Quando uma mulher se orgulha de ser uma “guerreira” que dorme poucas horas por noite para dar conta da casa, dos filhos e do trabalho, ela está, muitas vezes, reproduzindo a violência simbólica que a oprime.

Em suma, o mito da “Mulher-Maravilha” é uma armadilha retórica. Ao aplaudir a capacidade feminina de suportar o insuportável, a sociedade se exime da responsabilidade de promover a igualdade de gênero. Desconstruir essa romantização é o primeiro passo para reconhecer que o trabalho de cuidado é uma responsabilidade social e coletiva, e não um fardo individual travestido de superpoder. As mulheres não precisam de capas ou títulos de heroínas; precisam de políticas públicas de cuidado, de divisão equitativa do trabalho doméstico e do direito fundamental ao descanso e à saúde.


Disponível em: https://encenasaudemental.com/comportamento/insight/o-mitoda-mulher-maravilha-a-romantizacao-da-tripla-jornada/. Acesso em: 10 maio 2026. [Adaptado].
Na frase “Ao aplaudir a capacidade feminina de suportar o insuportável, a sociedade se exime da responsabilidade de promover a igualdade de gênero.”, a locução prepositiva “Ao” funciona morfossintaticamente como uma conjunção subordinativa 
Alternativas
Q4281703 Português
Leia o Texto 2 para responder à questão.


Texto 2


A figura da “Mulher-Maravilha”, imortalizada na cultura pop como um ícone de força e invencibilidade, transbordou os limites da ficção para se converter em um perigoso mito contemporâneo. Na realidade social, esse arquétipo tem sido utilizado para romantizar a exaustão feminina, validando a sobrecarga daquelas que acumulam as responsabilidades do trabalho remunerado, das tarefas domésticas e do cuidado familiar. Longe de ser um elogio, a exaltação da mulher que “dá conta de tudo” funciona como um mecanismo de dominação que invisibiliza as desigualdades estruturais de gênero e adoece física e mentalmente as mulheres.

O sociólogo Pierre Bourdieu (2012), em sua obra A dominação masculina, explica esse fenômeno através do conceito de violência simbólica. A dominação de gênero não se dá apenas pela coerção física, mas pela introjeção de disposições (o habitus) que fazem com que os próprios dominados percebam a ordem social como natural e legítima. Quando uma mulher se orgulha de ser uma “guerreira” que dorme poucas horas por noite para dar conta da casa, dos filhos e do trabalho, ela está, muitas vezes, reproduzindo a violência simbólica que a oprime.

Em suma, o mito da “Mulher-Maravilha” é uma armadilha retórica. Ao aplaudir a capacidade feminina de suportar o insuportável, a sociedade se exime da responsabilidade de promover a igualdade de gênero. Desconstruir essa romantização é o primeiro passo para reconhecer que o trabalho de cuidado é uma responsabilidade social e coletiva, e não um fardo individual travestido de superpoder. As mulheres não precisam de capas ou títulos de heroínas; precisam de políticas públicas de cuidado, de divisão equitativa do trabalho doméstico e do direito fundamental ao descanso e à saúde.


Disponível em: https://encenasaudemental.com/comportamento/insight/o-mitoda-mulher-maravilha-a-romantizacao-da-tripla-jornada/. Acesso em: 10 maio 2026. [Adaptado].
Em “...ela está, muitas vezes, reproduzindo a violência simbólica que a oprime”, a colocação do pronome oblíquo “a”, segundo a Gramática Normativa, é um caso de 
Alternativas
Q4281702 Português
Leia o Texto 2 para responder à questão.


Texto 2


A figura da “Mulher-Maravilha”, imortalizada na cultura pop como um ícone de força e invencibilidade, transbordou os limites da ficção para se converter em um perigoso mito contemporâneo. Na realidade social, esse arquétipo tem sido utilizado para romantizar a exaustão feminina, validando a sobrecarga daquelas que acumulam as responsabilidades do trabalho remunerado, das tarefas domésticas e do cuidado familiar. Longe de ser um elogio, a exaltação da mulher que “dá conta de tudo” funciona como um mecanismo de dominação que invisibiliza as desigualdades estruturais de gênero e adoece física e mentalmente as mulheres.

O sociólogo Pierre Bourdieu (2012), em sua obra A dominação masculina, explica esse fenômeno através do conceito de violência simbólica. A dominação de gênero não se dá apenas pela coerção física, mas pela introjeção de disposições (o habitus) que fazem com que os próprios dominados percebam a ordem social como natural e legítima. Quando uma mulher se orgulha de ser uma “guerreira” que dorme poucas horas por noite para dar conta da casa, dos filhos e do trabalho, ela está, muitas vezes, reproduzindo a violência simbólica que a oprime.

Em suma, o mito da “Mulher-Maravilha” é uma armadilha retórica. Ao aplaudir a capacidade feminina de suportar o insuportável, a sociedade se exime da responsabilidade de promover a igualdade de gênero. Desconstruir essa romantização é o primeiro passo para reconhecer que o trabalho de cuidado é uma responsabilidade social e coletiva, e não um fardo individual travestido de superpoder. As mulheres não precisam de capas ou títulos de heroínas; precisam de políticas públicas de cuidado, de divisão equitativa do trabalho doméstico e do direito fundamental ao descanso e à saúde.


Disponível em: https://encenasaudemental.com/comportamento/insight/o-mitoda-mulher-maravilha-a-romantizacao-da-tripla-jornada/. Acesso em: 10 maio 2026. [Adaptado].
Considerando seus elementos constitutivos, o objetivo do texto é
Alternativas
Q4281701 Português
Leia o Texto 1 para responder à questão.


Texto 1


A personagem Diana Prince, que em roupas brilhantes se torna a Mulher-Maravilha, foi criada em 1941 pelo psicólogo William Moulton Marston, que já havia compreendido o sucesso do lançamento dos personagens Batman e Superman anos antes e que, com eles, os jovens conseguiram um meio de comunicação especializado para temas cotidianos. Contrastando com as lentas conquistas feministas da época, o criador viu o meio como um jeito de defender o matriarcado e inspirar meninas a prosseguirem na luta pelos direitos igualitários.

Porém, a construção da personagem feminina não contou apenas com William, um homem branco de classe média, mas também com importantes mulheres ao seu redor. A principal era Sadie Elizabeth Holloway, sua esposa, que estudou na primeira faculdade para mulheres dos EUA, na época em que instituições como Harvard e Oxford aceitavam apenas homens, além de militar pela igualdade e contra o controle masculino da natalidade.

Na família, outra integrante foi responsável por formar a imagem da heroína, a sobrinha de William, Margaret Sanger, uma enfermeira, sexóloga e escritora que se tornou símbolo do controle de natalidade dos Estados Unidos, chegando a fugir para a Grã-Bretanha por críticas de contrários ao aborto e morando, por um curto período, com Sadie e William.

A terceira figura foi uma jovem chamada Emmeline Pankhurst, que foi um exemplo de personalidade e uma inspiração para as características físicas da super-heroína. William a conheceu em 1911, quando a garota foi impedida de falar em público no campus da Universidade de Harvard, onde estudava.


Disponível em: https://aventurasnahistoria.com.br/noticias/reportagem/asmulheres-da-vida-real-que-inspiraram-a-criacao-da-mulher-maravilha.phtml. Acesso em: 10 maio 2026. [Adaptado].
Segundo a ortografia oficial da Língua Portuguesa, a justificativa para o emprego do hífen na palavra “MulherMaravilha” é: 
Alternativas
Q4281700 Português
Leia o Texto 1 para responder à questão.


Texto 1


A personagem Diana Prince, que em roupas brilhantes se torna a Mulher-Maravilha, foi criada em 1941 pelo psicólogo William Moulton Marston, que já havia compreendido o sucesso do lançamento dos personagens Batman e Superman anos antes e que, com eles, os jovens conseguiram um meio de comunicação especializado para temas cotidianos. Contrastando com as lentas conquistas feministas da época, o criador viu o meio como um jeito de defender o matriarcado e inspirar meninas a prosseguirem na luta pelos direitos igualitários.

Porém, a construção da personagem feminina não contou apenas com William, um homem branco de classe média, mas também com importantes mulheres ao seu redor. A principal era Sadie Elizabeth Holloway, sua esposa, que estudou na primeira faculdade para mulheres dos EUA, na época em que instituições como Harvard e Oxford aceitavam apenas homens, além de militar pela igualdade e contra o controle masculino da natalidade.

Na família, outra integrante foi responsável por formar a imagem da heroína, a sobrinha de William, Margaret Sanger, uma enfermeira, sexóloga e escritora que se tornou símbolo do controle de natalidade dos Estados Unidos, chegando a fugir para a Grã-Bretanha por críticas de contrários ao aborto e morando, por um curto período, com Sadie e William.

A terceira figura foi uma jovem chamada Emmeline Pankhurst, que foi um exemplo de personalidade e uma inspiração para as características físicas da super-heroína. William a conheceu em 1911, quando a garota foi impedida de falar em público no campus da Universidade de Harvard, onde estudava.


Disponível em: https://aventurasnahistoria.com.br/noticias/reportagem/asmulheres-da-vida-real-que-inspiraram-a-criacao-da-mulher-maravilha.phtml. Acesso em: 10 maio 2026. [Adaptado].
No segundo parágrafo, a expressão genérica “importantes mulheres” é um elemento de sequenciação textual com função referencial. Esse mecanismo de coesão é chamado de 
Alternativas
Q4281699 Português
Leia o Texto 1 para responder à questão.


Texto 1


A personagem Diana Prince, que em roupas brilhantes se torna a Mulher-Maravilha, foi criada em 1941 pelo psicólogo William Moulton Marston, que já havia compreendido o sucesso do lançamento dos personagens Batman e Superman anos antes e que, com eles, os jovens conseguiram um meio de comunicação especializado para temas cotidianos. Contrastando com as lentas conquistas feministas da época, o criador viu o meio como um jeito de defender o matriarcado e inspirar meninas a prosseguirem na luta pelos direitos igualitários.

Porém, a construção da personagem feminina não contou apenas com William, um homem branco de classe média, mas também com importantes mulheres ao seu redor. A principal era Sadie Elizabeth Holloway, sua esposa, que estudou na primeira faculdade para mulheres dos EUA, na época em que instituições como Harvard e Oxford aceitavam apenas homens, além de militar pela igualdade e contra o controle masculino da natalidade.

Na família, outra integrante foi responsável por formar a imagem da heroína, a sobrinha de William, Margaret Sanger, uma enfermeira, sexóloga e escritora que se tornou símbolo do controle de natalidade dos Estados Unidos, chegando a fugir para a Grã-Bretanha por críticas de contrários ao aborto e morando, por um curto período, com Sadie e William.

A terceira figura foi uma jovem chamada Emmeline Pankhurst, que foi um exemplo de personalidade e uma inspiração para as características físicas da super-heroína. William a conheceu em 1911, quando a garota foi impedida de falar em público no campus da Universidade de Harvard, onde estudava.


Disponível em: https://aventurasnahistoria.com.br/noticias/reportagem/asmulheres-da-vida-real-que-inspiraram-a-criacao-da-mulher-maravilha.phtml. Acesso em: 10 maio 2026. [Adaptado].
No texto, o elemento linguístico responsável por introduzir uma informação nova relativa ao tema é
Alternativas
Q4281698 Português
Leia o Texto 1 para responder à questão.


Texto 1


A personagem Diana Prince, que em roupas brilhantes se torna a Mulher-Maravilha, foi criada em 1941 pelo psicólogo William Moulton Marston, que já havia compreendido o sucesso do lançamento dos personagens Batman e Superman anos antes e que, com eles, os jovens conseguiram um meio de comunicação especializado para temas cotidianos. Contrastando com as lentas conquistas feministas da época, o criador viu o meio como um jeito de defender o matriarcado e inspirar meninas a prosseguirem na luta pelos direitos igualitários.

Porém, a construção da personagem feminina não contou apenas com William, um homem branco de classe média, mas também com importantes mulheres ao seu redor. A principal era Sadie Elizabeth Holloway, sua esposa, que estudou na primeira faculdade para mulheres dos EUA, na época em que instituições como Harvard e Oxford aceitavam apenas homens, além de militar pela igualdade e contra o controle masculino da natalidade.

Na família, outra integrante foi responsável por formar a imagem da heroína, a sobrinha de William, Margaret Sanger, uma enfermeira, sexóloga e escritora que se tornou símbolo do controle de natalidade dos Estados Unidos, chegando a fugir para a Grã-Bretanha por críticas de contrários ao aborto e morando, por um curto período, com Sadie e William.

A terceira figura foi uma jovem chamada Emmeline Pankhurst, que foi um exemplo de personalidade e uma inspiração para as características físicas da super-heroína. William a conheceu em 1911, quando a garota foi impedida de falar em público no campus da Universidade de Harvard, onde estudava.


Disponível em: https://aventurasnahistoria.com.br/noticias/reportagem/asmulheres-da-vida-real-que-inspiraram-a-criacao-da-mulher-maravilha.phtml. Acesso em: 10 maio 2026. [Adaptado].
Por suas funções comunicativas e características composicionais, predomina no fragmento textual o tipo 
Alternativas
Q4281315 Português
Leia o texto a seguir e responda a questão.


Além do tempo de tela: o que os mais jovens têm feito no celular?

Qualidade da interação e dos conteúdos acessados
precisa estar no centro do debate sobre saúde mental
entre crianças e adolescentes

Por Luiz Zoldan*


      Reduzir a crise de saúde mental entre jovens ao “tempo de tela” é uma explicação confortável – e perigosamente insuficiente. O debate público precisa de um ajuste urgente: mais do que contar horas, é preciso entender a qualidade da interação desses adolescentes com os dispositivos digitais.

          Em consultórios, escolas e ambientes de trabalho, a constatação é recorrente: a forma como os jovens se relacionam consigo mesmos, com os outros e com o mundo mudou profundamente. E as telas ocupam um papel central nessa transformação. Vivemos em uma realidade na qual nunca estivemos tão conectados e, paradoxalmente, tão expostos a fatores que afetam a saúde mental, especialmente entre crianças e adolescentes.

         A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que mais de um em cada dez adolescentes já manifesta um uso problemático de redes sociais, com perda de controle e consequências negativas no dia a dia.

      Estudos consistentes associam o uso excessivo de telas à piora nos indicadores de saúde mental. Cerca de 25% dos adolescentes que passam mais de 4 horas diárias em frente a telas apresentam sintomas recentes de ansiedade ou depressão. Evidências longitudinais também confirmam que o aumento do tempo de exposição está ligado a um maior risco de sofrimento emocional a longo prazo.

     O Brasil figura entre os países com maior tempo de tela no mundo, ultrapassando 5 horas diárias apenas em smartphones. Entre os adolescentes brasileiros, os números são ainda mais alarmantes, chegando a quase 6 horas em dias de semana e ultrapassando 8 horas nos fins de semana.

      O cenário nacional é marcado por três desafios: o acesso a smartphones em idades cada vez mais precoces, a desigualdade no acesso à educação digital e a fragilidade na mediação por parte de famílias e escolas. Diante disso, cresce a percepção entre os próprios jovens de que algo não vai bem: quase metade deles já considera que as redes sociais impactam negativamente pessoas da sua idade.

       Ainda assim, é crucial qualificar a leitura desses dados. A própria ciência mostra que o impacto não é uniforme. O uso passivo, caracterizado pela rolagem infinita e pela comparação social, está mais associado ao malestar. Por outro lado, usos mais ativos e focados na conexão podem ter um efeito protetor. O problema central, portanto, não é apenas o tempo, mas o padrão de uso. Comportamentos compulsivos e de dependência estão mais ligados a desfechos negativos do que o número absoluto de horas.

      Nesse contexto, avanços como a atualização do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a aplicação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) ao ambiente digital são essenciais, pois reconhecem a vulnerabilidade de crianças e adolescentes nesse ecossistema. Essas iniciativas buscam responsabilizar as plataformas, proteger dados e reduzir a exposição a conteúdos nocivos. Contudo, a regulação, sozinha, não resolve. Ela cria um ambiente mais seguro, mas não substitui a educação, o vínculo afetivo e o desenvolvimento de repertório emocional.

       Durante anos, a principal recomendação foi limitar o tempo de tela. Embora essa abordagem continue relevante, especialmente para crianças mais novas, hoje sabemos que é insuficiente. O verdadeiro problema não é apenas o que acontece nas telas, mas o que deixa de acontecer fora delas: sono de qualidade, atividade física, convivência e a própria construção da identidade são processos insubstituíveis para o desenvolvimento psíquico.

       O uso excessivo de telas, por exemplo, está diretamente ligado a um sono mais curto e de pior qualidade – um dos principais gatilhos para o sofrimento mental. Idealmente, um uso de qualidade envolve interações sociais reais, consumo de conteúdos educativos ou criativos e intencionalidade, sem prejudicar o sono. Em contrapartida, a utilização de risco é aquela em que há comportamento compulsivo, comparação social constante, exposição a conteúdos negativos e a substituição de experiências presenciais por virtuais.

        Com base em evidências científicas e na prática clínica, algumas medidas são fundamentais. Para as famílias, é preciso estabelecer acordos claros, evitar o uso de aparelhos antes de dormir (especialmente porque um terço dos adolescentes os utiliza depois da meia-noite), acompanhar os conteúdos acessados e, acima de tudo, dar o exemplo. Isso implica reconhecer que muitos adultos também mantêm uma relação excessiva, distraída e pouco saudável com as telas, o que compromete o ensino da autorregulação.

       Nas escolas, o desafio vai além da simples restrição: passa pela promoção da alfabetização digital e midiática, pelo desenvolvimento de competências socioemocionais e pela criação de espaços de convivência offline que favoreçam o pertencimento, o diálogo e a construção da identidade. Isso inclui a promoção de conversas qualificadas sobre corpo, gênero, autoestima e relações sociais, temas profundamente atravessados pela lógica das redes.

       Para os profissionais de saúde, investigar o padrão de uso digital tornou-se parte indispensável da avaliação clínica, assim como sono, alimentação e atividade física. Ainda assim, o enfrentamento desse problema não é responsabilidade somente de indivíduos, famílias e consultórios. O desafio exige que empresas de tecnologia e políticas públicas atuem de forma mais firme na limitação de mecanismos de design viciantes e persuasivos e na implementação de estratégias integradas entre saúde, educação e regulação digital.

       A relação entre os jovens e a tecnologia não é um “problema” a ser eliminado, mas uma realidade a ser gerenciada com inteligência. É preciso superar a lógica simplista de “mais ou menos tempo de tela” e adotar uma abordagem mais sistêmica e que considere o contexto, o conteúdo e a intenção de cada interação. No fim das contas, o maior indicador de sucesso não é quantas horas um jovem passa conectado, mas sua capacidade de se desconectar com liberdade, propósito e, acima de tudo, saúde mental.


*Luiz Zoldan é psiquiatra e gerente médico do Espaço Einstein Bem-Estar e Saúde Mental


Fonte: https://veja.abril.com.br/coluna/letra-de-medico/alem-dotempo-de-tela-o-que-os-mais-jovens-tem-feito-no-celular/. 
No trecho: "A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que mais de um em cada dez adolescentes já manifesta um uso problemático de redes sociais.", do ponto de vista da estrutura do período e da análise sintática, é corretor afirmar que:
Alternativas
Q4281314 Português
Leia o texto a seguir e responda a questão.


Além do tempo de tela: o que os mais jovens têm feito no celular?

Qualidade da interação e dos conteúdos acessados
precisa estar no centro do debate sobre saúde mental
entre crianças e adolescentes

Por Luiz Zoldan*


      Reduzir a crise de saúde mental entre jovens ao “tempo de tela” é uma explicação confortável – e perigosamente insuficiente. O debate público precisa de um ajuste urgente: mais do que contar horas, é preciso entender a qualidade da interação desses adolescentes com os dispositivos digitais.

          Em consultórios, escolas e ambientes de trabalho, a constatação é recorrente: a forma como os jovens se relacionam consigo mesmos, com os outros e com o mundo mudou profundamente. E as telas ocupam um papel central nessa transformação. Vivemos em uma realidade na qual nunca estivemos tão conectados e, paradoxalmente, tão expostos a fatores que afetam a saúde mental, especialmente entre crianças e adolescentes.

         A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que mais de um em cada dez adolescentes já manifesta um uso problemático de redes sociais, com perda de controle e consequências negativas no dia a dia.

      Estudos consistentes associam o uso excessivo de telas à piora nos indicadores de saúde mental. Cerca de 25% dos adolescentes que passam mais de 4 horas diárias em frente a telas apresentam sintomas recentes de ansiedade ou depressão. Evidências longitudinais também confirmam que o aumento do tempo de exposição está ligado a um maior risco de sofrimento emocional a longo prazo.

     O Brasil figura entre os países com maior tempo de tela no mundo, ultrapassando 5 horas diárias apenas em smartphones. Entre os adolescentes brasileiros, os números são ainda mais alarmantes, chegando a quase 6 horas em dias de semana e ultrapassando 8 horas nos fins de semana.

      O cenário nacional é marcado por três desafios: o acesso a smartphones em idades cada vez mais precoces, a desigualdade no acesso à educação digital e a fragilidade na mediação por parte de famílias e escolas. Diante disso, cresce a percepção entre os próprios jovens de que algo não vai bem: quase metade deles já considera que as redes sociais impactam negativamente pessoas da sua idade.

       Ainda assim, é crucial qualificar a leitura desses dados. A própria ciência mostra que o impacto não é uniforme. O uso passivo, caracterizado pela rolagem infinita e pela comparação social, está mais associado ao malestar. Por outro lado, usos mais ativos e focados na conexão podem ter um efeito protetor. O problema central, portanto, não é apenas o tempo, mas o padrão de uso. Comportamentos compulsivos e de dependência estão mais ligados a desfechos negativos do que o número absoluto de horas.

      Nesse contexto, avanços como a atualização do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a aplicação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) ao ambiente digital são essenciais, pois reconhecem a vulnerabilidade de crianças e adolescentes nesse ecossistema. Essas iniciativas buscam responsabilizar as plataformas, proteger dados e reduzir a exposição a conteúdos nocivos. Contudo, a regulação, sozinha, não resolve. Ela cria um ambiente mais seguro, mas não substitui a educação, o vínculo afetivo e o desenvolvimento de repertório emocional.

       Durante anos, a principal recomendação foi limitar o tempo de tela. Embora essa abordagem continue relevante, especialmente para crianças mais novas, hoje sabemos que é insuficiente. O verdadeiro problema não é apenas o que acontece nas telas, mas o que deixa de acontecer fora delas: sono de qualidade, atividade física, convivência e a própria construção da identidade são processos insubstituíveis para o desenvolvimento psíquico.

       O uso excessivo de telas, por exemplo, está diretamente ligado a um sono mais curto e de pior qualidade – um dos principais gatilhos para o sofrimento mental. Idealmente, um uso de qualidade envolve interações sociais reais, consumo de conteúdos educativos ou criativos e intencionalidade, sem prejudicar o sono. Em contrapartida, a utilização de risco é aquela em que há comportamento compulsivo, comparação social constante, exposição a conteúdos negativos e a substituição de experiências presenciais por virtuais.

        Com base em evidências científicas e na prática clínica, algumas medidas são fundamentais. Para as famílias, é preciso estabelecer acordos claros, evitar o uso de aparelhos antes de dormir (especialmente porque um terço dos adolescentes os utiliza depois da meia-noite), acompanhar os conteúdos acessados e, acima de tudo, dar o exemplo. Isso implica reconhecer que muitos adultos também mantêm uma relação excessiva, distraída e pouco saudável com as telas, o que compromete o ensino da autorregulação.

       Nas escolas, o desafio vai além da simples restrição: passa pela promoção da alfabetização digital e midiática, pelo desenvolvimento de competências socioemocionais e pela criação de espaços de convivência offline que favoreçam o pertencimento, o diálogo e a construção da identidade. Isso inclui a promoção de conversas qualificadas sobre corpo, gênero, autoestima e relações sociais, temas profundamente atravessados pela lógica das redes.

       Para os profissionais de saúde, investigar o padrão de uso digital tornou-se parte indispensável da avaliação clínica, assim como sono, alimentação e atividade física. Ainda assim, o enfrentamento desse problema não é responsabilidade somente de indivíduos, famílias e consultórios. O desafio exige que empresas de tecnologia e políticas públicas atuem de forma mais firme na limitação de mecanismos de design viciantes e persuasivos e na implementação de estratégias integradas entre saúde, educação e regulação digital.

       A relação entre os jovens e a tecnologia não é um “problema” a ser eliminado, mas uma realidade a ser gerenciada com inteligência. É preciso superar a lógica simplista de “mais ou menos tempo de tela” e adotar uma abordagem mais sistêmica e que considere o contexto, o conteúdo e a intenção de cada interação. No fim das contas, o maior indicador de sucesso não é quantas horas um jovem passa conectado, mas sua capacidade de se desconectar com liberdade, propósito e, acima de tudo, saúde mental.


*Luiz Zoldan é psiquiatra e gerente médico do Espaço Einstein Bem-Estar e Saúde Mental


Fonte: https://veja.abril.com.br/coluna/letra-de-medico/alem-dotempo-de-tela-o-que-os-mais-jovens-tem-feito-no-celular/. 
A partir da leitura do texto, é correto afirmar que o autor defende que:
Alternativas
Q4281313 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.


À instabilidade das coisas do mundo

Gregório de Matos

Nasce o Sol e não dura mais que um dia,
Depois da luz se segue a noite escura,
Em tristes sombras morre a formosura,
Em contínuas tristezas a alegria.


Porém se acaba o sol, por que nascia?
Se é tão formosa a luz, por que não dura?
Como a beleza assim se transfigura?
Como o gosto da pena assim se fia?


Mas no sol e na luz BBfalta a firmeza,
Na formosura não se dê constância,
E na alegria sinta-se tristeza.


Começa o mundo enfim pela ignorância,
E tem qualquer dos bens por natureza
A firmeza somente na inconstância.


Fonte: MATOS, Gregório. Gregório de Matos: poemas. 2. Ed. São Paulo: Martin Claret, 2013.
A respeito das funções da linguagem presentes no poema, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Respostas
5581: C
5582: C
5583: E
5584: D
5585: A
5586: C
5587: C
5588: D
5589: C
5590: B
5591: A
5592: A
5593: C
5594: D
5595: A
5596: B
5597: B
5598: A
5599: E
5600: B