Questões de Concurso Para fiscal de tributos - superior

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Q4303762 Atualidades
A pandemia de COVID-19 teve início em dezembro de 2019 com um surto de pneumonia em Wuhan, China. O estado de pandemia foi declarado em 11 de março de 2020 pela Organização Mundial de Saúde. Entre os impactos da pandemia no Brasil, está(estão) a(s)
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Q4303761 História e Geografia de Estados e Municípios
O século XX trouxe mudanças importantes para o Brasil e para Goiás a partir da política de integração do Governo de Getúlio Vargas durante o Estado Novo (1937-1945). Além das metas políticas, seu objetivo era promover o povoamento e o desenvolvimento de regiões no interior do país. Nesse contexto, é(são) estratégia(s) de seu governo a(s)
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Q4303760 Educação Artística
A arte no Centro-Oeste brasileiro destaca-se por processos interculturais que envolveram colonizadores, indígenas e africanos, os quais se expressaram em patrimônios materiais e imateriais. As manifestações artísticas africanas podem ser encontradas 
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Q4303759 Geografia

Com uma vasta extensão territorial e uma grande diversidade cultural, o Brasil vivenciou diversas ondas migratórias internas ao longo de sua história. Entre os fatores que influenciaram as mudanças migratórias no Brasil estão o(a)/os(as)

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Q4303758 Raciocínio Lógico
A sequência 2, 5, 11, 23, 47 segue a regra de multiplicar o termo anterior por 2 e acrescentar 1. O próximo termo da sequência é
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Q4303756 Matemática Financeira
Um capital de R$ 2.000,00 foi aplicado a juros compostos de 5% ao mês durante 2 meses. O montante, ao final do período, será
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Q4303755 Matemática
Quatro técnicos analisam 160 processos em 5 dias. Mantendo o mesmo ritmo de trabalho, 5 técnicos analisarão, em 6 dias, 
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Q4303754 Raciocínio Lógico
A negação da proposição "o relatório foi enviado e o prazo foi cumprido" é  
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Q4303753 Português
Texto 4


O fim do livro de papel


       Só 122 livros. Era o que a Universidade de Cambridge tinha em 1427. Eram manuscritos lindos, que valiam cada um o preço de uma casa. Isso foi três décadas antes de a Bíblia de Gutenberg chegar às ruas. Depois dela, os livros deixaram de ser obras artesanais exclusivas de milionários e viraram o que viraram. Graças a uma novidade: a prensa de tipos móveis, que era capaz de fazer milhares de cópias no tempo que um monge levava para terminar um manuscrito.

      Foi uma revolução sem igual na história e blá, blá, blá. Só que uma revolução que já acabou. Há 10 anos, pelo menos. Quando a internet começou a crescer para valer, ficou claro que ela passaria uma borracha na história do papel impresso e começaria outra. Mas aconteceu justamente o que ninguém esperava: nada. A internet nunca arranhou o prestígio nem as vendas dos livros. Muito pelo contrário. O segundo negócio on-line que mais deu certo (depois do Google) é uma livraria, a Amazon. Se um extraterrestre pousasse na Terra hoje, acharia que nada disso faz sentido. Por que o livro não morreu? Como uma plataforma que, se comparada à internet, é tão arcaica quanto folhas de pergaminho ou tábuas de argila continua firme?

       Você sabe por quê. Ler um livro inteiro no computador é insuportável. A melhor tecnologia para uma leitura profunda e demorada continua sendo tinta preta em papel branco. Tudo embalado num pacote portátil e fácil de manusear. Igual à Bíblia de Gutenberg. Isso sem falar em outro ingrediente: quem gosta de ler sente um afeto físico pelos livros. Curte tocar neles, sentir o fluxo das páginas, exibir a estante cheia. Uma relação de fetiche. Amor até.

      Mas esse amor só dura porque ainda não apareceu nada melhor que um livro para a atividade de ler um livro. Se aparecer… Se aparecer, não: quando aparecer. Depois do CD, que já morreu, e do DVD, que está respirando com a ajuda de aparelhos, o livro impresso é o próximo da lista.  


VERSIGNASSI, Alexandre. O fim do livro de papel. Superinteressante, 23 mar.
2010. Disponível em: https://super.abril.com.br/tecnologia/o-fim-do-livro-depapel/. Acesso em: 06 jul. 2026.
No texto, a afirmação de que “o livro impresso é o próximo da lista” não entra em contradição com a defesa de que o papel ainda constitui o suporte mais adequado para a leitura profunda porque o autor sustenta que a
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Q4303752 Português
Texto 4


O fim do livro de papel


       Só 122 livros. Era o que a Universidade de Cambridge tinha em 1427. Eram manuscritos lindos, que valiam cada um o preço de uma casa. Isso foi três décadas antes de a Bíblia de Gutenberg chegar às ruas. Depois dela, os livros deixaram de ser obras artesanais exclusivas de milionários e viraram o que viraram. Graças a uma novidade: a prensa de tipos móveis, que era capaz de fazer milhares de cópias no tempo que um monge levava para terminar um manuscrito.

      Foi uma revolução sem igual na história e blá, blá, blá. Só que uma revolução que já acabou. Há 10 anos, pelo menos. Quando a internet começou a crescer para valer, ficou claro que ela passaria uma borracha na história do papel impresso e começaria outra. Mas aconteceu justamente o que ninguém esperava: nada. A internet nunca arranhou o prestígio nem as vendas dos livros. Muito pelo contrário. O segundo negócio on-line que mais deu certo (depois do Google) é uma livraria, a Amazon. Se um extraterrestre pousasse na Terra hoje, acharia que nada disso faz sentido. Por que o livro não morreu? Como uma plataforma que, se comparada à internet, é tão arcaica quanto folhas de pergaminho ou tábuas de argila continua firme?

       Você sabe por quê. Ler um livro inteiro no computador é insuportável. A melhor tecnologia para uma leitura profunda e demorada continua sendo tinta preta em papel branco. Tudo embalado num pacote portátil e fácil de manusear. Igual à Bíblia de Gutenberg. Isso sem falar em outro ingrediente: quem gosta de ler sente um afeto físico pelos livros. Curte tocar neles, sentir o fluxo das páginas, exibir a estante cheia. Uma relação de fetiche. Amor até.

      Mas esse amor só dura porque ainda não apareceu nada melhor que um livro para a atividade de ler um livro. Se aparecer… Se aparecer, não: quando aparecer. Depois do CD, que já morreu, e do DVD, que está respirando com a ajuda de aparelhos, o livro impresso é o próximo da lista.  


VERSIGNASSI, Alexandre. O fim do livro de papel. Superinteressante, 23 mar.
2010. Disponível em: https://super.abril.com.br/tecnologia/o-fim-do-livro-depapel/. Acesso em: 06 jul. 2026.
No terceiro parágrafo, na passagem “acharia que nada disso faz sentido”, o pronome demonstrativo “isso”, na contração prepositiva “disso”, contribui para a coesão textual ao retomar a
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Q4303751 Português




BECK, Alexandre. Armandinho. [Tirinha]. 2017. Disponível em: https://www.facebook.com/tirasarmandinho/posts/2457406454304646. Acesso em: 06 jul. 2026
A construção de sentido do texto decorre principalmente da
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Q4303750 Português




BECK, Alexandre. Armandinho. [Tirinha]. 2017. Disponível em: https://www.facebook.com/tirasarmandinho/posts/2457406454304646. Acesso em: 06 jul. 2026
O texto permite inferir que Pudim
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Q4303749 Português
Texto 2

Tempo de sentir


Para escrever e, também, para ler, é preciso deixar de lado o celular


      É sempre interessante ouvir o que dizem os escritores sobre seu processo criativo. Afinal, como as ideias se transformam em um texto? Recentemente, Itamar Vieira Junior, autor do premiado Torto Arado e de outras obras literárias, disse que “o celular é o grande inimigo de quem escreve” e acrescentou que, “no momento da escrita, todas as distrações precisam ser eliminadas”. O conselho, à primeira vista, pode parecer óbvio, mas, no fundo, é provocativo. Somos capazes de deixar de lado o celular?

    Não apenas a escrita depende de sossego e concentração. Esses são requisitos também para uma boa leitura. Como adentrar o universo de um romance sem deixar de lado todo o resto? Às vezes, tenho a impressão de que muita gente lê a crítica ou o resumo do livro, mas não vive a experiência de sorver, uma a uma, as palavras e frases que compõem o tecido literário. [...]

    Para escrever e, também, para ler, é preciso um pouco de solidão. Estar só é diferente de saber-se irremediavelmente só e desamparado. Coisas distintas. Esse estar só, no entanto, vai deixando de existir. Basta nos pegarmos sós que logo alcançamos o celular para saber se alguém nos enviou mensagem ou se, ao menos, publicou alguma novidade nas redes sociais. Com milhares de “amigos”, o que não nos falta são notícias.

    No meio disso tudo, uma moça bonita ensina a usar o delineador (como parece fácil!), um sujeito engraçado mostra como limpar o ventilador, uma mocinha empoderada garante que qualquer um pode trocar o seu varal de teto, depois vêm os gatinhos, vídeos que já chegam com milhares de curtidas (seremos apenas mais um a dar o “like” para as fofuras) e, de repente tomamos conhecimento da morte do papa, de um bolo envenenado que matou várias pessoas, de um novo remédio para emagrecer – e isso sem falar nos anúncios, que se imiscuem até no meio das notícias. [...]

   Estamos presos a esse hábito coletivo. Queremos informação rápida sobre uma infinidade de assuntos, alguns importantes, outros não, e estamos sempre com pressa. Quando diz que, para escrever, é preciso afastar o celular, Itamar Vieira Junior mostra como é difícil o seu ofício nos dias de hoje e, ao mesmo tempo, provoca o leitor: é preciso sair dessa rotina do celular também para ler um bom livro. E livro é livro, filme é filme, experiências diversas.


NICOLETI, Thaís. Tempo de sentir. Folha de São Paulo, 30 abr. 2025. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/blogs/thaisnicoleti/2025/04/tempo-de-sentir.shtml. Acesso em: 04 jul. 2026.
Na organização do último parágrafo do texto, predomina a sequência textual
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Q4303748 Português
Texto 2

Tempo de sentir


Para escrever e, também, para ler, é preciso deixar de lado o celular


      É sempre interessante ouvir o que dizem os escritores sobre seu processo criativo. Afinal, como as ideias se transformam em um texto? Recentemente, Itamar Vieira Junior, autor do premiado Torto Arado e de outras obras literárias, disse que “o celular é o grande inimigo de quem escreve” e acrescentou que, “no momento da escrita, todas as distrações precisam ser eliminadas”. O conselho, à primeira vista, pode parecer óbvio, mas, no fundo, é provocativo. Somos capazes de deixar de lado o celular?

    Não apenas a escrita depende de sossego e concentração. Esses são requisitos também para uma boa leitura. Como adentrar o universo de um romance sem deixar de lado todo o resto? Às vezes, tenho a impressão de que muita gente lê a crítica ou o resumo do livro, mas não vive a experiência de sorver, uma a uma, as palavras e frases que compõem o tecido literário. [...]

    Para escrever e, também, para ler, é preciso um pouco de solidão. Estar só é diferente de saber-se irremediavelmente só e desamparado. Coisas distintas. Esse estar só, no entanto, vai deixando de existir. Basta nos pegarmos sós que logo alcançamos o celular para saber se alguém nos enviou mensagem ou se, ao menos, publicou alguma novidade nas redes sociais. Com milhares de “amigos”, o que não nos falta são notícias.

    No meio disso tudo, uma moça bonita ensina a usar o delineador (como parece fácil!), um sujeito engraçado mostra como limpar o ventilador, uma mocinha empoderada garante que qualquer um pode trocar o seu varal de teto, depois vêm os gatinhos, vídeos que já chegam com milhares de curtidas (seremos apenas mais um a dar o “like” para as fofuras) e, de repente tomamos conhecimento da morte do papa, de um bolo envenenado que matou várias pessoas, de um novo remédio para emagrecer – e isso sem falar nos anúncios, que se imiscuem até no meio das notícias. [...]

   Estamos presos a esse hábito coletivo. Queremos informação rápida sobre uma infinidade de assuntos, alguns importantes, outros não, e estamos sempre com pressa. Quando diz que, para escrever, é preciso afastar o celular, Itamar Vieira Junior mostra como é difícil o seu ofício nos dias de hoje e, ao mesmo tempo, provoca o leitor: é preciso sair dessa rotina do celular também para ler um bom livro. E livro é livro, filme é filme, experiências diversas.


NICOLETI, Thaís. Tempo de sentir. Folha de São Paulo, 30 abr. 2025. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/blogs/thaisnicoleti/2025/04/tempo-de-sentir.shtml. Acesso em: 04 jul. 2026.
No desenvolvimento do texto, o quarto parágrafo contribui para a progressão temática ao
Alternativas
Q4303747 Português
Texto 2

Tempo de sentir


Para escrever e, também, para ler, é preciso deixar de lado o celular


      É sempre interessante ouvir o que dizem os escritores sobre seu processo criativo. Afinal, como as ideias se transformam em um texto? Recentemente, Itamar Vieira Junior, autor do premiado Torto Arado e de outras obras literárias, disse que “o celular é o grande inimigo de quem escreve” e acrescentou que, “no momento da escrita, todas as distrações precisam ser eliminadas”. O conselho, à primeira vista, pode parecer óbvio, mas, no fundo, é provocativo. Somos capazes de deixar de lado o celular?

    Não apenas a escrita depende de sossego e concentração. Esses são requisitos também para uma boa leitura. Como adentrar o universo de um romance sem deixar de lado todo o resto? Às vezes, tenho a impressão de que muita gente lê a crítica ou o resumo do livro, mas não vive a experiência de sorver, uma a uma, as palavras e frases que compõem o tecido literário. [...]

    Para escrever e, também, para ler, é preciso um pouco de solidão. Estar só é diferente de saber-se irremediavelmente só e desamparado. Coisas distintas. Esse estar só, no entanto, vai deixando de existir. Basta nos pegarmos sós que logo alcançamos o celular para saber se alguém nos enviou mensagem ou se, ao menos, publicou alguma novidade nas redes sociais. Com milhares de “amigos”, o que não nos falta são notícias.

    No meio disso tudo, uma moça bonita ensina a usar o delineador (como parece fácil!), um sujeito engraçado mostra como limpar o ventilador, uma mocinha empoderada garante que qualquer um pode trocar o seu varal de teto, depois vêm os gatinhos, vídeos que já chegam com milhares de curtidas (seremos apenas mais um a dar o “like” para as fofuras) e, de repente tomamos conhecimento da morte do papa, de um bolo envenenado que matou várias pessoas, de um novo remédio para emagrecer – e isso sem falar nos anúncios, que se imiscuem até no meio das notícias. [...]

   Estamos presos a esse hábito coletivo. Queremos informação rápida sobre uma infinidade de assuntos, alguns importantes, outros não, e estamos sempre com pressa. Quando diz que, para escrever, é preciso afastar o celular, Itamar Vieira Junior mostra como é difícil o seu ofício nos dias de hoje e, ao mesmo tempo, provoca o leitor: é preciso sair dessa rotina do celular também para ler um bom livro. E livro é livro, filme é filme, experiências diversas.


NICOLETI, Thaís. Tempo de sentir. Folha de São Paulo, 30 abr. 2025. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/blogs/thaisnicoleti/2025/04/tempo-de-sentir.shtml. Acesso em: 04 jul. 2026.
No primeiro parágrafo, a autora menciona a declaração de Itamar Vieira Junior acerca do uso do celular durante a escrita. Nesse contexto, a estratégia argumentativa empregada consiste na 
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Q4303746 Literatura
Texto 1


Soneto da hora final


Será assim, amiga: um certo dia,
Estando nós a contemplar o poente,
Sentiremos no rosto, de repente,
O beijo leve de uma aragem fria.

Tu me olharás silenciosamente,
E eu te olharei também, com nostalgia,
E partiremos, tontos de poesia,
Para a porta de treva aberta em frente.

Ao transpor as fronteiras do Segredo,
Eu, calmo, te direi: — Não tenhas medo.
E tu, tranquila, me dirás: — Sê forte.

E como dois antigos namorados,
Noturnamente tristes e enlaçados,
Nós entraremos nos jardins da morte.


    MORAES, Vinicius de. Soneto da hora final. In: MORAES, Vinicius de. Livro

    de sonetos: 1957/1967. Organização de Eucanaã Ferraz. São Paulo:

    Companhia das Letras, 2009. p. 30.

    No segundo terceto, a construção “Eu, calmo, te direi” é retomada paralelamente em “E tu, tranquila, me dirás”. Essa organização sintática contribui para o sentido do poema ao
    Alternativas
    Q4303745 Português
    Texto 1


    Soneto da hora final


    Será assim, amiga: um certo dia,
    Estando nós a contemplar o poente,
    Sentiremos no rosto, de repente,
    O beijo leve de uma aragem fria.

    Tu me olharás silenciosamente,
    E eu te olharei também, com nostalgia,
    E partiremos, tontos de poesia,
    Para a porta de treva aberta em frente.

    Ao transpor as fronteiras do Segredo,
    Eu, calmo, te direi: — Não tenhas medo.
    E tu, tranquila, me dirás: — Sê forte.

    E como dois antigos namorados,
    Noturnamente tristes e enlaçados,
    Nós entraremos nos jardins da morte.


      MORAES, Vinicius de. Soneto da hora final. In: MORAES, Vinicius de. Livro

      de sonetos: 1957/1967. Organização de Eucanaã Ferraz. São Paulo:

      Companhia das Letras, 2009. p. 30.

      Nos versos “Sentiremos no rosto, de repente, / O beijo leve de uma aragem fria.”, o emprego das vírgulas, segundo as regras de pontuação, justifica-se por um fenômeno sintático. Esse mesmo fenômeno justifica o uso das vírgulas em:
      Alternativas
      Q4303744 Literatura
      Texto 1


      Soneto da hora final


      Será assim, amiga: um certo dia,
      Estando nós a contemplar o poente,
      Sentiremos no rosto, de repente,
      O beijo leve de uma aragem fria.

      Tu me olharás silenciosamente,
      E eu te olharei também, com nostalgia,
      E partiremos, tontos de poesia,
      Para a porta de treva aberta em frente.

      Ao transpor as fronteiras do Segredo,
      Eu, calmo, te direi: — Não tenhas medo.
      E tu, tranquila, me dirás: — Sê forte.

      E como dois antigos namorados,
      Noturnamente tristes e enlaçados,
      Nós entraremos nos jardins da morte.


        MORAES, Vinicius de. Soneto da hora final. In: MORAES, Vinicius de. Livro

        de sonetos: 1957/1967. Organização de Eucanaã Ferraz. São Paulo:

        Companhia das Letras, 2009. p. 30.

        Nesse soneto, a construção metafórica “fronteiras do Segredo” contribui para representar a morte como uma
        Alternativas
        Q4300738 Raciocínio Lógico
        Segundo reportagem publicada na revista Ciência Hoje, estudos genéticos mostram que a população brasileira apresenta elevada diversidade e miscigenação, resultado de processos históricos envolvendo diferentes grupos populacionais ao longo de séculos (Ciência Hoje, 2026).
        Fonte: CIÊNCIAHOJE. O DNA do povo brasileiro. Ciência Hoje, 2026. Disponível em: https://cienciahoje.org.br/artigo/o-dna-do-povo-brasileiro/. Acesso em: 6 jun. 2026.

        Em uma etapa preliminar de um estudo sobre ancestralidade genética, um laboratório selecionou 42 voluntários, todos com idade inferior a 30 anos completos.

        Dados os seguintes itens:

        I- Dois desses voluntários nasceram na mesma hora do dia;
        II- Dois desses voluntários nasceram no mesmo dia da semana;
        III- Dois desses voluntários nasceram no mesmo mês;
        IV- Dois desses voluntários possuem exatamente 20 anos de idade.

        É necessariamente CORRETO o que se afirma em:
        Alternativas
        Respostas
        21: C
        22: B
        23: C
        24: C
        25: A
        26: D
        27: C
        28: D
        29: B
        30: C
        31: A
        32: C
        33: D
        34: A
        35: B
        36: D
        37: C
        38: C
        39: B
        40: B