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Q1819570 Português
Texto para responder à questão.

   Agudo decifrador das calamidades do presente, Byung-Chul Han é também, ele próprio, um fenômeno de nossa época. O autor dos dois livros aqui resenhados não se parece com o clássico intelectual europeu, tampouco com o acadêmico que profere seus saberes desde o púlpito de uma renomada universidade estadunidense. A sua peculiaridade, contudo, não se restringe ao exotismo de ser asiático e ter um nome impronunciável para boa parte dos ocidentais, mas se concentra sobretudo no seu estilo inconfundível e – em vários sentidos – absolutamente contemporâneo.
   [...]
   “Vivemos numa época pobre de negatividade”, eis um dos principais argumentos de “A sociedade do cansaço”. Isso não teria impedido, porém, o desenvolvimento de formas peculiares de violência, mais sutis e invisíveis, próprias de “uma sociedade permissiva e pacificada”. Assim, contrariamente ao que ocorria algum tempo atrás, essa violência da positividade que hoje impera “não é privativa, mas saturante; não excludente, mas exaustiva”. Sob lemas como o famoso “Yes, we can”, ao qual poderíamos acrescentar outros como “just do it” ou “porque eu mereço”, Byung-Chul Han parece acertar em cheio: “No lugar de proibição, mandamento ou lei, entram projeto, iniciativa e motivação”.
  Todo esse estímulo positivo, porém, cansa: “A sociedade do desempenho produz depressivos e fracassados”. O paradoxo é complicado, pois, ao acreditarmos que nos libertamos de todas as opressões que vinham de fora, vemo-nos enredados em coações autodestrutivas que são altamente eficientes, entre outros motivos “porque a vítima dessa violência imagina ser alguém livre”.
   Já em “A sociedade da transparência”, o autor arremete contra a mania de exposição que hoje também abunda, e que estaria igualmente afiliada a essa tola positividade sem sombras nem relevos. “Tudo deve tornar-se visível; o imperativo da transparência coloca em suspeita tudo o que não se submete à visibilidade”, constata. Quando a informação e a comunicação penetram por toda parte, sem deixar margem alguma ao mistério, destrói-se algo primordial para os relacionamentos humanos: a confiança. “A intensa exigência por transparência aponta precisamente para o fato de que o fundamento moral da sociedade se tornou frágil”, após o declínio de valores outrora bastante prezados como a honestidade e a sinceridade. Assim, vivemos numa “sociedade da desconfiança e ela suspeita que, em virtude do desaparecimento da confiança, agarra-se ao controle”.
(Paula Sibilia, publicado por Revista Quatro Cinco Um, nº 10, abril de 2018. Fragmento.)

Observe a charge a seguir.

Imagem associada para resolução da questão

(Disponível em: https://www.otempo.com.br/charges/charge-o-tempo04-07-2019-1.2204499.)

Estabelecendo um paralelo com o texto apresentado, pode-se afirmar que a charge apresentada:

Alternativas
Q1819569 Português
Texto para responder à questão.

   Agudo decifrador das calamidades do presente, Byung-Chul Han é também, ele próprio, um fenômeno de nossa época. O autor dos dois livros aqui resenhados não se parece com o clássico intelectual europeu, tampouco com o acadêmico que profere seus saberes desde o púlpito de uma renomada universidade estadunidense. A sua peculiaridade, contudo, não se restringe ao exotismo de ser asiático e ter um nome impronunciável para boa parte dos ocidentais, mas se concentra sobretudo no seu estilo inconfundível e – em vários sentidos – absolutamente contemporâneo.
   [...]
   “Vivemos numa época pobre de negatividade”, eis um dos principais argumentos de “A sociedade do cansaço”. Isso não teria impedido, porém, o desenvolvimento de formas peculiares de violência, mais sutis e invisíveis, próprias de “uma sociedade permissiva e pacificada”. Assim, contrariamente ao que ocorria algum tempo atrás, essa violência da positividade que hoje impera “não é privativa, mas saturante; não excludente, mas exaustiva”. Sob lemas como o famoso “Yes, we can”, ao qual poderíamos acrescentar outros como “just do it” ou “porque eu mereço”, Byung-Chul Han parece acertar em cheio: “No lugar de proibição, mandamento ou lei, entram projeto, iniciativa e motivação”.
  Todo esse estímulo positivo, porém, cansa: “A sociedade do desempenho produz depressivos e fracassados”. O paradoxo é complicado, pois, ao acreditarmos que nos libertamos de todas as opressões que vinham de fora, vemo-nos enredados em coações autodestrutivas que são altamente eficientes, entre outros motivos “porque a vítima dessa violência imagina ser alguém livre”.
   Já em “A sociedade da transparência”, o autor arremete contra a mania de exposição que hoje também abunda, e que estaria igualmente afiliada a essa tola positividade sem sombras nem relevos. “Tudo deve tornar-se visível; o imperativo da transparência coloca em suspeita tudo o que não se submete à visibilidade”, constata. Quando a informação e a comunicação penetram por toda parte, sem deixar margem alguma ao mistério, destrói-se algo primordial para os relacionamentos humanos: a confiança. “A intensa exigência por transparência aponta precisamente para o fato de que o fundamento moral da sociedade se tornou frágil”, após o declínio de valores outrora bastante prezados como a honestidade e a sinceridade. Assim, vivemos numa “sociedade da desconfiança e ela suspeita que, em virtude do desaparecimento da confiança, agarra-se ao controle”.
(Paula Sibilia, publicado por Revista Quatro Cinco Um, nº 10, abril de 2018. Fragmento.)
O fragmento apresentado faz parte do texto de Paula Sibilia, sobre a autora: Paula Sibilia é antropóloga, ensaísta e pesquisadora argentina residente no Rio de Janeiro, dedica-se ao estudo de diversos temas culturais contemporâneos sob a perspectiva genealógica, contemplando particularmente as relações entre corpos, subjetividades, tecnologias e manifestações midiáticas ou artísticas. Também é mestre em Comunicação (UFF), doutora em Saúde Coletiva (IMS-UERJ) e em Comunicação e Cultura (ECO-UFRJ), e professora na Universidade Federal Fluminense (UFF). (Disponível em: http://www.ihu.unisinos.br/78-noticias/578000- ensaista-feroz.)

Acerca do objetivo comunicacional do texto de Paula Sibilia, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q1819568 Português
Texto para responder à questão.

   Agudo decifrador das calamidades do presente, Byung-Chul Han é também, ele próprio, um fenômeno de nossa época. O autor dos dois livros aqui resenhados não se parece com o clássico intelectual europeu, tampouco com o acadêmico que profere seus saberes desde o púlpito de uma renomada universidade estadunidense. A sua peculiaridade, contudo, não se restringe ao exotismo de ser asiático e ter um nome impronunciável para boa parte dos ocidentais, mas se concentra sobretudo no seu estilo inconfundível e – em vários sentidos – absolutamente contemporâneo.
   [...]
   “Vivemos numa época pobre de negatividade”, eis um dos principais argumentos de “A sociedade do cansaço”. Isso não teria impedido, porém, o desenvolvimento de formas peculiares de violência, mais sutis e invisíveis, próprias de “uma sociedade permissiva e pacificada”. Assim, contrariamente ao que ocorria algum tempo atrás, essa violência da positividade que hoje impera “não é privativa, mas saturante; não excludente, mas exaustiva”. Sob lemas como o famoso “Yes, we can”, ao qual poderíamos acrescentar outros como “just do it” ou “porque eu mereço”, Byung-Chul Han parece acertar em cheio: “No lugar de proibição, mandamento ou lei, entram projeto, iniciativa e motivação”.
  Todo esse estímulo positivo, porém, cansa: “A sociedade do desempenho produz depressivos e fracassados”. O paradoxo é complicado, pois, ao acreditarmos que nos libertamos de todas as opressões que vinham de fora, vemo-nos enredados em coações autodestrutivas que são altamente eficientes, entre outros motivos “porque a vítima dessa violência imagina ser alguém livre”.
   Já em “A sociedade da transparência”, o autor arremete contra a mania de exposição que hoje também abunda, e que estaria igualmente afiliada a essa tola positividade sem sombras nem relevos. “Tudo deve tornar-se visível; o imperativo da transparência coloca em suspeita tudo o que não se submete à visibilidade”, constata. Quando a informação e a comunicação penetram por toda parte, sem deixar margem alguma ao mistério, destrói-se algo primordial para os relacionamentos humanos: a confiança. “A intensa exigência por transparência aponta precisamente para o fato de que o fundamento moral da sociedade se tornou frágil”, após o declínio de valores outrora bastante prezados como a honestidade e a sinceridade. Assim, vivemos numa “sociedade da desconfiança e ela suspeita que, em virtude do desaparecimento da confiança, agarra-se ao controle”.
(Paula Sibilia, publicado por Revista Quatro Cinco Um, nº 10, abril de 2018. Fragmento.)
Em “‘A sociedade do desempenho produz depressivos e fracassados’. O paradoxo é complicado, pois, ao acreditarmos que nos libertamos de todas as opressões que vinham de fora, vemo-nos enredados em coações autodestrutivas que são altamente eficientes, entre outros motivos ‘porque a vítima dessa violência imagina ser alguém livre’.” (3º§), pode-se afirmar em relação à expressão destacada que:
Alternativas
Q1819567 Português
Texto para responder à questão.

   Agudo decifrador das calamidades do presente, Byung-Chul Han é também, ele próprio, um fenômeno de nossa época. O autor dos dois livros aqui resenhados não se parece com o clássico intelectual europeu, tampouco com o acadêmico que profere seus saberes desde o púlpito de uma renomada universidade estadunidense. A sua peculiaridade, contudo, não se restringe ao exotismo de ser asiático e ter um nome impronunciável para boa parte dos ocidentais, mas se concentra sobretudo no seu estilo inconfundível e – em vários sentidos – absolutamente contemporâneo.
   [...]
   “Vivemos numa época pobre de negatividade”, eis um dos principais argumentos de “A sociedade do cansaço”. Isso não teria impedido, porém, o desenvolvimento de formas peculiares de violência, mais sutis e invisíveis, próprias de “uma sociedade permissiva e pacificada”. Assim, contrariamente ao que ocorria algum tempo atrás, essa violência da positividade que hoje impera “não é privativa, mas saturante; não excludente, mas exaustiva”. Sob lemas como o famoso “Yes, we can”, ao qual poderíamos acrescentar outros como “just do it” ou “porque eu mereço”, Byung-Chul Han parece acertar em cheio: “No lugar de proibição, mandamento ou lei, entram projeto, iniciativa e motivação”.
  Todo esse estímulo positivo, porém, cansa: “A sociedade do desempenho produz depressivos e fracassados”. O paradoxo é complicado, pois, ao acreditarmos que nos libertamos de todas as opressões que vinham de fora, vemo-nos enredados em coações autodestrutivas que são altamente eficientes, entre outros motivos “porque a vítima dessa violência imagina ser alguém livre”.
   Já em “A sociedade da transparência”, o autor arremete contra a mania de exposição que hoje também abunda, e que estaria igualmente afiliada a essa tola positividade sem sombras nem relevos. “Tudo deve tornar-se visível; o imperativo da transparência coloca em suspeita tudo o que não se submete à visibilidade”, constata. Quando a informação e a comunicação penetram por toda parte, sem deixar margem alguma ao mistério, destrói-se algo primordial para os relacionamentos humanos: a confiança. “A intensa exigência por transparência aponta precisamente para o fato de que o fundamento moral da sociedade se tornou frágil”, após o declínio de valores outrora bastante prezados como a honestidade e a sinceridade. Assim, vivemos numa “sociedade da desconfiança e ela suspeita que, em virtude do desaparecimento da confiança, agarra-se ao controle”.
(Paula Sibilia, publicado por Revista Quatro Cinco Um, nº 10, abril de 2018. Fragmento.)
Considerando o estudo que envolve as relações sintáticas estabelecidas no interior das orações, analise os comentários a seguir. I. “[...] que profere seus saberes desde o púlpito [...]” O termo destacado anteriormente exerce a função de sujeito da oração em que está inserido. II. O predicado de “O autor dos dois livros aqui resenhados não se parece com o clássico intelectual europeu, […]” tem como principal expressão a ação realizada pelo sujeito da oração. III. Em “A sua peculiaridade, contudo, não se restringe ao exotismo [...]”, o sujeito da oração está indeterminado em virtude do emprego da partícula “se”, índice de indeterminação do sujeito. Está(ão) correto(s) o(s) comentário(s)
Alternativas
Q1819566 Português
Texto para responder à questão.

O poder da juventude
   Em janeiro de 1942, o escritor Mário de Andrade (1893- 1945) respondeu a uma carta que recebera de Fernando Tavares Sabino (1923-2004), a quem de chofre sugeriu que assinasse apenas Fernando Sabino. “Antes de mais nada: eu achava que os estreantes deviam pôr nos seus livros a idade que têm. Que idade tem você? Isso importa extraordinariamente nesse caso como o seu, por causa justamente das possibilidades fartas. Se você está rodeando os vinte anos, de vinte a vinte e cinco como imagino, lhe garanto que o seu caso é bem interessante, que você promete muito. E o livro, neste caso, é bom. Mas se você já tem trinta ou trinta e cinco anos, já estudou muito (você parece de fato se preocupar com a expressão linguística) e está homem-feito, não lhe posso dar aplauso que valha.” Sabino tinha 18 anos e era mais conhecido em Belo Horizonte pelas vitórias nos campeonatos de natação do que por sua disposição de mergulhar fundo na literatura. O resto é história, um encontro marcado com a boa ficção e a crônica de excelência. Que idade boa de ter, 20 anos — embora Paul Nizan, em Áden, Arábia (1931), um clássico das letras francesas do século XX, tenha alertado, um tanto derrotista: “Não me venham dizer que é a mais bela idade da vida. Tudo ameaça um jovem de destruição: o amor, as ideias, o afastamento da família, o ingresso no meio dos adultos. Custa-lhe aprender o seu lugar no mundo”.
   Ter 20 anos é poder sonhar, poder errar e intuir que haverá muito tempo ainda para correções e aprendizado — é saber que o mundo, de um jeito ou de outro, conseguirá, sim, um lugarzinho para a juventude e sua inesgotável força transformadora. [...]
(Por “Da Redação”. Publicado em VEJA de 8 de janeiro de 2020. Edição
nº 2668. Adaptado.)
Considerando-se os aspectos linguísticos e semânticos do texto, analise as afirmativas a seguir. I. A correção seria mantida caso a expressão “a uma carta” fosse substituída por “por uma carta”. II. Os dois trechos no texto delimitados pelas aspas demonstram diferentes funções para este sinal de pontuação. III. A forma verbal “recebera” promove uma localização temporal anterior à ação igualmente concluída indicada por “respondeu”. IV. A expressão “Custa-lhe” teria sua correspondência, de acordo com a adequação da norma padrão da língua, em “Custa a ele”. Estão corretas apenas as afirmativas
Alternativas
Q1819565 Português
Texto para responder à questão.

O poder da juventude
   Em janeiro de 1942, o escritor Mário de Andrade (1893- 1945) respondeu a uma carta que recebera de Fernando Tavares Sabino (1923-2004), a quem de chofre sugeriu que assinasse apenas Fernando Sabino. “Antes de mais nada: eu achava que os estreantes deviam pôr nos seus livros a idade que têm. Que idade tem você? Isso importa extraordinariamente nesse caso como o seu, por causa justamente das possibilidades fartas. Se você está rodeando os vinte anos, de vinte a vinte e cinco como imagino, lhe garanto que o seu caso é bem interessante, que você promete muito. E o livro, neste caso, é bom. Mas se você já tem trinta ou trinta e cinco anos, já estudou muito (você parece de fato se preocupar com a expressão linguística) e está homem-feito, não lhe posso dar aplauso que valha.” Sabino tinha 18 anos e era mais conhecido em Belo Horizonte pelas vitórias nos campeonatos de natação do que por sua disposição de mergulhar fundo na literatura. O resto é história, um encontro marcado com a boa ficção e a crônica de excelência. Que idade boa de ter, 20 anos — embora Paul Nizan, em Áden, Arábia (1931), um clássico das letras francesas do século XX, tenha alertado, um tanto derrotista: “Não me venham dizer que é a mais bela idade da vida. Tudo ameaça um jovem de destruição: o amor, as ideias, o afastamento da família, o ingresso no meio dos adultos. Custa-lhe aprender o seu lugar no mundo”.
   Ter 20 anos é poder sonhar, poder errar e intuir que haverá muito tempo ainda para correções e aprendizado — é saber que o mundo, de um jeito ou de outro, conseguirá, sim, um lugarzinho para a juventude e sua inesgotável força transformadora. [...]
(Por “Da Redação”. Publicado em VEJA de 8 de janeiro de 2020. Edição
nº 2668. Adaptado.)
As palavras e expressões podem apresentar diferentes significados de acordo com o contexto em que estão inseridas. Assim sendo, identifique a seguir o significado corretamente atribuído ao destacado:
Alternativas
Q1819564 Português
Texto para responder à questão.

O poder da juventude
   Em janeiro de 1942, o escritor Mário de Andrade (1893- 1945) respondeu a uma carta que recebera de Fernando Tavares Sabino (1923-2004), a quem de chofre sugeriu que assinasse apenas Fernando Sabino. “Antes de mais nada: eu achava que os estreantes deviam pôr nos seus livros a idade que têm. Que idade tem você? Isso importa extraordinariamente nesse caso como o seu, por causa justamente das possibilidades fartas. Se você está rodeando os vinte anos, de vinte a vinte e cinco como imagino, lhe garanto que o seu caso é bem interessante, que você promete muito. E o livro, neste caso, é bom. Mas se você já tem trinta ou trinta e cinco anos, já estudou muito (você parece de fato se preocupar com a expressão linguística) e está homem-feito, não lhe posso dar aplauso que valha.” Sabino tinha 18 anos e era mais conhecido em Belo Horizonte pelas vitórias nos campeonatos de natação do que por sua disposição de mergulhar fundo na literatura. O resto é história, um encontro marcado com a boa ficção e a crônica de excelência. Que idade boa de ter, 20 anos — embora Paul Nizan, em Áden, Arábia (1931), um clássico das letras francesas do século XX, tenha alertado, um tanto derrotista: “Não me venham dizer que é a mais bela idade da vida. Tudo ameaça um jovem de destruição: o amor, as ideias, o afastamento da família, o ingresso no meio dos adultos. Custa-lhe aprender o seu lugar no mundo”.
   Ter 20 anos é poder sonhar, poder errar e intuir que haverá muito tempo ainda para correções e aprendizado — é saber que o mundo, de um jeito ou de outro, conseguirá, sim, um lugarzinho para a juventude e sua inesgotável força transformadora. [...]
(Por “Da Redação”. Publicado em VEJA de 8 de janeiro de 2020. Edição
nº 2668. Adaptado.)
De acordo com o texto, a resposta dada pelo escritor Mário de Andrade revela, principalmente:
Alternativas
Q1819563 Português
Texto para responder à questão.

O poder da juventude
   Em janeiro de 1942, o escritor Mário de Andrade (1893- 1945) respondeu a uma carta que recebera de Fernando Tavares Sabino (1923-2004), a quem de chofre sugeriu que assinasse apenas Fernando Sabino. “Antes de mais nada: eu achava que os estreantes deviam pôr nos seus livros a idade que têm. Que idade tem você? Isso importa extraordinariamente nesse caso como o seu, por causa justamente das possibilidades fartas. Se você está rodeando os vinte anos, de vinte a vinte e cinco como imagino, lhe garanto que o seu caso é bem interessante, que você promete muito. E o livro, neste caso, é bom. Mas se você já tem trinta ou trinta e cinco anos, já estudou muito (você parece de fato se preocupar com a expressão linguística) e está homem-feito, não lhe posso dar aplauso que valha.” Sabino tinha 18 anos e era mais conhecido em Belo Horizonte pelas vitórias nos campeonatos de natação do que por sua disposição de mergulhar fundo na literatura. O resto é história, um encontro marcado com a boa ficção e a crônica de excelência. Que idade boa de ter, 20 anos — embora Paul Nizan, em Áden, Arábia (1931), um clássico das letras francesas do século XX, tenha alertado, um tanto derrotista: “Não me venham dizer que é a mais bela idade da vida. Tudo ameaça um jovem de destruição: o amor, as ideias, o afastamento da família, o ingresso no meio dos adultos. Custa-lhe aprender o seu lugar no mundo”.
   Ter 20 anos é poder sonhar, poder errar e intuir que haverá muito tempo ainda para correções e aprendizado — é saber que o mundo, de um jeito ou de outro, conseguirá, sim, um lugarzinho para a juventude e sua inesgotável força transformadora. [...]
(Por “Da Redação”. Publicado em VEJA de 8 de janeiro de 2020. Edição
nº 2668. Adaptado.)
Considerando-se o contexto em que está inserida, identifique a afirmativa correta sobre a citação: “Não me venham dizer que é a mais bela idade da vida. Tudo ameaça um jovem de destruição: o amor, as ideias, o afastamento da família, o ingresso no meio dos adultos. Custa-lhe aprender o seu lugar no mundo” (1º§).
Alternativas
Q1819562 Português
Texto para responder à questão.

O poder da juventude
   Em janeiro de 1942, o escritor Mário de Andrade (1893- 1945) respondeu a uma carta que recebera de Fernando Tavares Sabino (1923-2004), a quem de chofre sugeriu que assinasse apenas Fernando Sabino. “Antes de mais nada: eu achava que os estreantes deviam pôr nos seus livros a idade que têm. Que idade tem você? Isso importa extraordinariamente nesse caso como o seu, por causa justamente das possibilidades fartas. Se você está rodeando os vinte anos, de vinte a vinte e cinco como imagino, lhe garanto que o seu caso é bem interessante, que você promete muito. E o livro, neste caso, é bom. Mas se você já tem trinta ou trinta e cinco anos, já estudou muito (você parece de fato se preocupar com a expressão linguística) e está homem-feito, não lhe posso dar aplauso que valha.” Sabino tinha 18 anos e era mais conhecido em Belo Horizonte pelas vitórias nos campeonatos de natação do que por sua disposição de mergulhar fundo na literatura. O resto é história, um encontro marcado com a boa ficção e a crônica de excelência. Que idade boa de ter, 20 anos — embora Paul Nizan, em Áden, Arábia (1931), um clássico das letras francesas do século XX, tenha alertado, um tanto derrotista: “Não me venham dizer que é a mais bela idade da vida. Tudo ameaça um jovem de destruição: o amor, as ideias, o afastamento da família, o ingresso no meio dos adultos. Custa-lhe aprender o seu lugar no mundo”.
   Ter 20 anos é poder sonhar, poder errar e intuir que haverá muito tempo ainda para correções e aprendizado — é saber que o mundo, de um jeito ou de outro, conseguirá, sim, um lugarzinho para a juventude e sua inesgotável força transformadora. [...]
(Por “Da Redação”. Publicado em VEJA de 8 de janeiro de 2020. Edição
nº 2668. Adaptado.)
Depreende-se corretamente do texto que:
Alternativas
Q1818119 Português
Texto para responder à questão.

O poder da juventude
   Em janeiro de 1942, o escritor Mário de Andrade (1893- 1945) respondeu a uma carta que recebera de Fernando Tavares Sabino (1923-2004), a quem de chofre sugeriu que assinasse apenas Fernando Sabino. “Antes de mais nada: eu achava que os estreantes deviam pôr nos seus livros a idade que têm. Que idade tem você? Isso importa extraordinariamente nesse caso como o seu, por causa justamente das possibilidades fartas. Se você está rodeando os vinte anos, de vinte a vinte e cinco como imagino, lhe garanto que o seu caso é bem interessante, que você promete muito. E o livro, neste caso, é bom. Mas se você já tem trinta ou trinta e cinco anos, já estudou muito (você parece de fato se preocupar com a expressão linguística) e está homem-feito, não lhe posso dar aplauso que valha.” Sabino tinha 18 anos e era mais conhecido em Belo Horizonte pelas vitórias nos campeonatos de natação do que por sua disposição de mergulhar fundo na literatura. O resto é história, um encontro marcado com a boa ficção e a crônica de excelência. Que idade boa de ter, 20 anos — embora Paul Nizan, em Áden, Arábia (1931), um clássico das letras francesas do século XX, tenha alertado, um tanto derrotista: “Não me venham dizer que é a mais bela idade da vida. Tudo ameaça um jovem de destruição: o amor, as ideias, o afastamento da família, o ingresso no meio dos adultos. Custa-lhe aprender o seu lugar no mundo”.
   Ter 20 anos é poder sonhar, poder errar e intuir que haverá muito tempo ainda para correções e aprendizado — é saber que o mundo, de um jeito ou de outro, conseguirá, sim, um lugarzinho para a juventude e sua inesgotável força transformadora. [...]

(Por “Da Redação”. Publicado em VEJA de 8 de janeiro de 2020. Edição
nº 2668. Adaptado.)
“Isso importa extraordinariamente nesse caso como o seu, por causa justamente das possibilidades fartas.” (1º§) Acerca do trecho destacado anteriormente pode-se afirmar que, EXCETO:
Alternativas
Q1817837 Legislação dos Municípios do Estado de Minas Gerais
A Lei Complementar nº 41/2011 estabelece que “o servidor que, a serviço, se afastar do município em caráter eventual ou transitório para outro ponto do território nacional, fará jus a passagens e diárias”. Referidas diárias são: 
Alternativas
Q1817832 Legislação dos Municípios do Estado de Minas Gerais
A Lei Orgânica do Município de Formiga/MG estabelece que é competência do Prefeito expedir Portaria para fins de:
Alternativas
Q1746612 Arquitetura
Considere uma edificação implantada em um terreno com medidas de 36x45m, cuja legislação municipal estabelece uma taxa de ocupação máxima de 50% e um coeficiente de aproveitamento máximo de 3,5. Assinale qual a quantidade de pavimentos essa edificação poderá ter de forma a atender o máximo permitido pela legislação:
Alternativas
Q1746611 Arquitetura
Em uma carta topográfica de um lote com dimensões de 20,0x50,0 metros, foi observado que a cota maior apresentada de 76,5 e a cota menor 67,9 podemos afirmar que:
Alternativas
Q1746610 Arquitetura
A Lei nº 10.257, de 10 de julho de 2001, denominada Estatuto da Cidade, estabelece normas de ordem pública e interesse social que regulam o uso da propriedade urbana em prol do bem coletivo, da segurança e do bem-estar dos cidadãos, bem como do equilíbrio ambiental. Com relação ao assunto, identifique como verdadeiras (V) ou falsas (F) as seguintes afirmativas:
( ) A outorga onerosa permite o exercício do direito de construir acima do coeficiente de aproveitamento básico, em áreas fixadas pelo Plano Diretor do Município, mediante contrapartida a ser prestada pelo beneficiário. ( ) O objetivo do IPTU progressivo no tempo é estimular proprietários a manter seus imóveis fechados ou subutilizados. ( ) A concessão de uso especial para fins de moradia poderá autorizar o proprietário de imóvel urbano a exercer em outro local o direito de construir previsto no plano diretor ou em legislação urbanística dele decorrente. ( ) O direito de preempção confere ao Poder Público municipal preferência para aquisição de imóvel urbano objeto de alienação onerosa entre particulares, exercido, por exemplo, para fins de execução de programas e projetos habitacionais de interesse social.
Alternativas
Q1746609 Arquitetura
O escalímetro é um instrumento de desenho que traz cravada em seus dorsos as escalas de redução de maior uso, podendo ser as seguintes:
Alternativas
Q1746608 Arquitetura
Nos desenhos projetivos, a representação de qualquer objeto ou figura será feita por sua projeção sobre um plano. É correto afirmar que: 
I. Toda superfície paralela a um plano de projeção se projeta neste plano exatamente na sua forma e em sua verdadeira grandeza. II. Os sólidos são constituídos de várias superfícies, as projeções ortogonais são utilizadas para representar as formas tridimensionais através de figuras planas. III. Na projeção feita no plano vertical aparecem o comprimento e a altura do objeto e na projeção feita no plano horizontal aparecem o comprimento e a largura do mesmo objeto. VI. Para que o desenho resultante se transforme em uma linguagem gráfica, os planos de projeção horizontal e lateral têm os sentidos de rebatimento convencionados, e sempre se rebatem sobre o plano vertical. 
É CORRETO o que se afirmar em:
Alternativas
Q1746607 Arquitetura

Sobre o Parcelamento do Solo Urbano, analise as afirmativas a seguir.


I. Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios não poderão estabelecer normas complementares relativas ao parcelamento do solo municipal para adequar o previsto nessa Lei às peculiaridades regionais e locais.

II. Considera-se loteamento a subdivisão de gleba em lotes destinados à edificação, com abertura de novas vias de circulação, de logradouros públicos ou prolongamento, modificação ou ampliação das vias existentes

III. Considera-se desmembramento a subdivisão de gleba em lotes destinados à edificação, com aproveitamento do sistema viário existente, desde que não implique abertura de novas vias e logradouros públicos, nem prolongamento, modificação ou ampliação dos já existentes.

IV. Não será permitido o parcelamento do solo em terrenos alagadiços e sujeitos a inundações, mesmo que tomadas as providências para assegurar o escoamento das águas.

V. A infraestrutura básica dos parcelamentos é constituída pelos equipamentos urbanos de escoamento das águas pluviais, iluminação pública, esgotamento sanitário, abastecimento de água potável, energia elétrica pública e domiciliar e vias de circulação.


Marque a alternativa CORRETA sobre o parcelamento do solo urbano:

Alternativas
Q1746605 Arquitetura
Os formatos de papel para execução de desenhos técnicos são padronizados na NBR 10068. A série mais usada de formatos é originária da Alemanha e conhecida como (Série "A"), cuja base é o formato A0 (A zero). Qual dos valores abaixo representa o padrão A0 :
Alternativas
Q1746603 Arquitetura
Sobre o telhado e seus elementos, analise as afirmativas a seguir, e assinale a alternativa CORRETA sobre os elementos de um telhado:
Imagem associada para resolução da questão
Alternativas
Respostas
12961: C
12962: C
12963: A
12964: B
12965: C
12966: B
12967: C
12968: A
12969: A
12970: B
12971: C
12972: C
12973: E
12974: B
12975: A
12976: D
12977: A
12978: B
12979: A
12980: B