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Q3883418 Medicina
Gumercindo, portador de cirrose hepática alcoólica há 4 anos, comparece à consulta em UBS do seu bairro. Relata abstinência alcoólica nos últimos dois anos e nunca apresentou episódios de hematêmese ou melena. Encontra-se assintomático no momento, mas traz consigo resultado de endoscopia digestiva alta realizada há 6 meses na qual foram identificadas varizes esofágicas de médio calibre, sem sinais de sangramento recente. Encontra-se em acompanhamento por hipertensão arterial sistêmica, em uso de losartana 100 mg/dia, mas mantém valores pressórico sem torno de 150/95 mmHg, confirmados em diferentes aferições ambulatoriais. No exame físico atual, apresenta pressão arterial de 152/96 mmHg, frequência cardíaca de 82 bpm, ausência de ascite, fígado não palpável, telangiectasias no tronco e circulação colateral discreta, sem edemas periféricos. Exames laboratoriais recentes mostram creatinina de 0,9 mg/dL, bilirrubina total de 1,5mg/dL, INR de 1,3 e albumina sérica de 3,6 g/dL.
Diante do quadro descrito e considerando as comorbidades apresentadas pelo paciente, a conduta mais apropriada para o manejo da hipertensão neste caso é
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Q3883417 Medicina
Homem de 68 anos, hipertenso e coronariopata, é internado por quadro de pneumonia comunitária grave. Evolui com hipotensão (PA 80/50 mmHg), taquicardia e débito urinário de 0,3 mL/kg/h nas últimas 8 horas. Ureia: 78 mg/dL; creatinina: 2,2 mg/dL (prévia 0,9 mg/dL). Sódio urinário: 10 mEq/L; FEUrea < 35%. Ultrassonografia de rins e vias urinárias sem dilatações ou alterações estruturais.
Diante do quadro descrito, a conduta imediata mais adequada para manejo da função renal do paciente é a seguinte:
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Q3883416 Medicina
À admissão hospitalar do paciente de 42 anos, homem trans, para correção cirúrgica de fratura de tíbia, após acidente automobilístico, é identificada glicemia capilar de 184 mg/dl. O paciente nega antecedente pessoal de hiperglicemia fora do hospital, assim como diabetes mellitus. Tem diagnóstico de asma controlada com uso diário de budesonida e formoterol inalatórios. Paciente nega outras doenças, está assintomático e demais sinais vitais encontram-se normais. Com base no Manejo da hiperglicemia hospitalar em pacientes não críticos da Diretriz Brasileira de Diabetes (2025), a conduta mais adequada seria, além do monitoramento da glicemia capilar (MGC), propor
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Q3883415 Medicina
Homem de 68 anos vai à consulta em UBS por queixa de “tontura” há cerca de 1 ano de caráter intermitente, descrita como sensação de instabilidade e turvação visual ao levantar-se da cama, com melhora após deitar-se novamente, que se intensificou no último mês. Nega náuseas, vômitos, tinnitus ou hipoacusia. Faz uso de losartana e nifedipino, cuja dose foi otimizada recentemente. Ao exame físico, apresenta pressão arterial de 135/80 mmHg em decúbito e de 100/65 mmHg após 3minutos em ortostatismo, acompanhada de frequência cardíaca de 102 bpm, sem outras alterações em sinais vitais. Na propedêutica neurológica, a manobra de Dix-Hallpike não desencadeia nistagmo ou sintomas, o teste de Romberg é negativo e o teste de Fukuda não mostra lateropulsão significativa.
Considerando o quadro clínico descrito, o exame complementar indicado para confirmar a hipótese diagnóstica etiológica mais provável é o(a)
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Q3883414 Medicina

Helena, mulher cis, 56 anos, é levada ao pronto atendimento devido a episódio de fraqueza súbita em membro inferior direito, que dificultou a marcha, há cerca de 6 horas, evoluindo com crises convulsivas. O acompanhante informa que a paciente é acompanhada em UBS por hipertensão arterial, dislipidemia e diabetes mellitus, com antecedente de AVE isquêmico há 8 anos, do qual se recuperou sem déficits. Ao exame neurológico, apresenta Glasgow 14, déficit neurológico focal restrito a membro inferior direito, preservando força nos demais membros, sem alteração de fala, com reflexos pupilares normais, sem desvio de rima labial e ausência de sinais de irritação meníngea. Sinais vitais estáveis, exceto temperatura axilar de 37,7°C. Teste rápido para HIV na admissão foi reagente. Realizada RM de crânio abaixo.


Imagem associada para resolução da questão


O diagnóstico mais provável para este caso é 

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Q3883413 Medicina
Paciente de 58 anos, é trazido ao pronto-socorro devido a aumento progressivo do abdome associado à falta de ar que piorou nas últimas 48 horas, dificultando até mesmo a permanência em decúbito dorsal. Ele possui histórico de hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus tipo 2,dislipidemia e esteatose hepática. Ao exame físico, observa-se: dispneia em repouso mesmo quando sentado, bulhas cardíacas rítmicas em dois tempos e hipofonéticas, murmúrio vesicular diminuído nas bases pulmonares, sem crepitações. O abdome apresenta ascite volumosa, tensa, com piparote positivo e indolor à palpação. Há edema de membros inferiores cacifo positivo 3+/4+bilateralmente. Foi realizada sondagem vesical de demora com débito urinário abundante. Sinais vitais: PA 140/90 mmHg, FC 98 bpm, FR 22 irpm, SpO₂ 96%, temperatura 36,5 °C.
Considerando o quadro clínico, a alternativa que indica a conduta medicamentosa mais adequada para o manejo imediato da ascite neste paciente é a
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Q3883412 Medicina

Homem de 30 anos, previamente hígido, farmacêutico, é atendido em ambulatório devido à queixa de tosse seca de mais de 6 meses de evolução. Buscou atendimento, pois vem tendo episódios de febre durante a noite, acompanhados de sudorese profusa, que cessam ao uso de dipirona. Durante anamnese, nega escarro produtivo, hemoptise, dor torácica ou dispneia, mas refere perda de peso discreta no período. No exame físico, evidencia-se adenomegalia de cerva de 2 centímetros em cadeia cervical anterior esquerda, pouco endurecida, aderida a planos profundos, sem sinais flogísticos, além de abaulamento discreto em fossa supraclavicular ipsilateral. Ausculta pulmonar com murmúrio vesicular reduzido, percussão com submacicez e frêmito toracovocal aumentado em ápice esquerdo, além de sibilos discretos em hemitórax esquerdo. Realizou a radiografia abaixo.


Imagem associada para resolução da questão


Com base no caso acima, a hipótese diagnóstica mais provável para o paciente é

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Q3883411 Medicina
Disponibilizado no Brasil em 2024, o LOKELMA® (ciclossilicato de zircônio sódico hidratado) atua promovendo a troca de íons ao longo do trato gastrointestinal, ligando-se ao potássio em troca de sódio e hidrogênio. Esse mecanismo reduz a quantidade de potássio livre na luz intestinal, aumenta sua excreção fecal e, consequentemente, promove a queda dos níveis séricos de potássio, sendo indicado no manejo da hipercalemia. Considerando o mecanismo de ação descrito e os fármacos utilizados para o tratamento da hipercalemia, o medicamento com efeito mais semelhante ao citado acima é a(o)
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Q3883410 Medicina
Leia o caso abaixo e, em seguida, responda corretamente à questão.
Benedito, 68 anos, homem cis, pescador, é atendido em ambulatório de Clínica Médica com queixa de dispneia progressiva, limitando atualmente atividades menos intensas do que as habituais. Tem histórico de HAS, DM2 há 5 anos. Refere diagnóstico de asma na infância, com internações e sem seguimento. Nega tabagismo e etilismo. Nega internações recentes ou uso de antibiótico no último ano. Nega casos semelhantes na família. Exame físico apresenta ritmo cardíaco regular em 2 tempos com bulhas cardíacas hipofonéticas sem sopros, murmúrio vesicular globalmente reduzido, com roncosesparsos, sem outras alterações. Abdome plano, sem achados patológicos, e membros inferiores sem edema, mas com telangiectasias. Traz consigo o resultado de exame de espirometria que realizou nos últimos 6 meses (abaixo).
Espirometria:
Com base no Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease (GOLD, 2024), marque a alternativa que contenha a taxonomia mais provável para o caso de Benedito.
Alternativas
Q3883409 Medicina
Leia o caso abaixo e, em seguida, responda corretamente à questão.
Benedito, 68 anos, homem cis, pescador, é atendido em ambulatório de Clínica Médica com queixa de dispneia progressiva, limitando atualmente atividades menos intensas do que as habituais. Tem histórico de HAS, DM2 há 5 anos. Refere diagnóstico de asma na infância, com internações e sem seguimento. Nega tabagismo e etilismo. Nega internações recentes ou uso de antibiótico no último ano. Nega casos semelhantes na família. Exame físico apresenta ritmo cardíaco regular em 2 tempos com bulhas cardíacas hipofonéticas sem sopros, murmúrio vesicular globalmente reduzido, com roncosesparsos, sem outras alterações. Abdome plano, sem achados patológicos, e membros inferiores sem edema, mas com telangiectasias. Traz consigo o resultado de exame de espirometria que realizou nos últimos 6 meses (abaixo).
Espirometria:
Marque a alternativa que indica o valor alterado no exame de Benedito que confirma o diagnóstico de Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC).
Alternativas
Q3827735 Medicina

Um homem de 69 anos, com diabetes mellitus tipo 2, hipertensão e doença arterial coronariana, comparece para avaliação pré-operatória antes de uma colecistectomia laparoscópica.


Ele realizou intervenção coronária percutânea na artéria descendente anterior proximal há 3 anos, devido a um infarto sem supradesnivelamento do segmento ST. Consegue subir dois lances de escada sem sintomas e nada todo final de semana. Nega angina ou sintomas de insuficiência cardíaca, mas apresenta limitação por dor crônica no joelho. A pressão arterial é 118 × 70 mmHg, frequência cardíaca 72 bpm, mede 1,70 m e pesa 82 kg. O exame físico é normal. Usa diariamente insulina glargina 20 U, losartana 50 mg, metoprolol succinato 50 mg, aspirina 81 mg, atorvastatina 40 mg, clortalidona 25 mg e potássio. Os exames laboratoriais mostram HbA1c 8,1, creatinina 1,8 mg/dL e hemograma normal. O eletrocardiograma mostra ritmo sinusal a 70 bpm, sem evidência de isquemia ou infarto.


Assinale a alternativa que apresenta a melhora conduta para esse caso.

Alternativas
Q3827734 Medicina
Qual das seguintes alterações é fortemente associada ao uso de cocaína?
Alternativas
Q3827733 Medicina

Um homem de 57 anos chega a um hospital de uma pequena cidade sem capacidade de angioplastia com um infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST anterior. Por causa de uma tempestade, o transporte aéreo não é possível, e o hospital com hemodinâmica mais próximo fica a 250 quilômetros. Ele recebe um agente trombolítico com reperfusão bem-sucedida, com resolução da dor torácica e normalização dos segmentos ST. Dois dias depois, ele relata dor torácica ao caminhar até o banheiro.


Qual das seguintes estratégias é mais apropriada para esse paciente?

Alternativas
Q3827732 Medicina

Mulher de 64 anos, hipertensa e com síndrome metabólica, apresenta dor torácica típica aos esforços.


Exames realizados:



•  ECG repouso: normal.


•  Teste ergométrico: infradesnivelamento de ST em esforço moderado.


•  Cintilografia de perfusão: defeito reversível leve em parede anterior.


•  AngioTC coronária: coronárias sem placas obstrutivas.


•  Cateterismo cardíaco subsequente: ausência de estenoses epicárdicas significativas.



Apesar disso, mantém dor torácica limitante durante atividades habituais.


Qual é o melhor próximo passo diagnóstico segundo as diretrizes mais atuais?

Alternativas
Q3827731 Medicina

Homem de 58 anos, previamente saudável, apresenta dispneia progressiva, edema de membros inferiores e ascite há 4 meses. Não há história de cirurgia cardíaca, tuberculose ou radioterapia. Ao exame físico: pressão jugular elevada com sinal de Kussmaul positivo; bulhas normofonéticas; edema importante de membros inferiores; sem sopros significativos.


Demais exames:



•  ECG: baixo voltagem difusa.


•  Rx tórax: coração de tamanho normal.


•  Ecocardiograma:

Pericárdio discretamente espessado.

Septo interventricular com movimento paradoxal (“septal bounce”).

Veia cava inferior dilatada.

Função sistólica preservada.

Velocidade de fluxo mitral E’ medial > E’ lateral.

Pressões pulmonares normais.


•  Cateterismo cardíaco (hemodinâmica):

Pressões diastólicas iguais entre VE e VD (“equalização”).

Curva de enchimento em “raiz quadrada” (dip-and-plateau).

Pressão de artéria pulmonar normal.



Qual é o diagnóstico mais provável?

Alternativas
Q3827730 Medicina

Um homem de 55 anos, com hipertensão, tabagismo e histórico de ataque isquêmico transitório (AIT), apresenta-se a um pronto-socorro rural com 3 horas de dor torácica intermitente. Na chegada, sua frequência cardíaca é de 92 bpm e a pressão arterial é de 170 × 90 mmHg. Peso: 76 kg. Ao exame físico, ele está diaforético e ansioso. Os pulmões estão limpos, o coração tem ritmo regular com um suave galope de S3, e o abdome é flácido e não doloroso. As extremidades estão quentes e sem edema. Um eletrocardiograma é obtido (figura a seguir). Ele recebe um bolo intravenoso de tenecteplase 40 mg. Após a administração da terapia fibrinolítica, os sintomas do paciente desaparecem e a elevação do segmento ST melhora.



Q45.png (540×257)

(Arquivo pessoal; imagem usada com autorização)


Assinale a alternativa que apresenta a melhor conduta no manejo desse paciente?

Alternativas
Q3827729 Medicina
Para qual dos seguintes pacientes a cintilografia miocárdica de perfusão com estresse farmacológico com vasodilatador, realizada antes da alta hospitalar, é mais apropriada?
Alternativas
Q3827728 Medicina

Uma mulher de 45 anos, com histórico de hipertensão e diabetes tipo 2, chega ao pronto-socorro com 3 horas de dor torácica intensa e persistente. Seus sinais vitais iniciais são: pressão arterial 85 × 60 mmHg; frequência cardíaca 110 bpm; frequência respiratória 25 irpm; e saturação de O2 de 95% em 4 L de O2 suplementar. Ao exame físico, ela está pálida e diaforética. À ausculta, apresenta ritmo taquicárdico regular, galope de S3 e estertores bibasais. A pressão venosa jugular está em 14 cm H2O. As extremidades estão frias e pegajosas. Um cateter urinário é inserido e, após 1 hora, não há diurese. O eletrocardiograma mostra depressões do segmento ST nas precordiais, sem elevação do ST.


Qual é a classificação de Killip desta paciente?

Alternativas
Q3827727 Medicina

Mulher, 67 anos, hipertensa e diabética, apresenta-se ao pronto-socorro com dor torácica em aperto, iniciada em repouso há 1h 30min, com duração de 20 minutos, associada a sudorese fria. Ela relata episódios semelhantes nos últimos 3 dias, sempre em repouso, mas de menor intensidade.


No atendimento:


•  PA: 148 × 82 mmHg.


•  FC 92: bpm. •  SaO2 : 96%.


•  Não há estertores, perfusão periférica normal.


•  ECG inicial: ritmo sinusal, sem supra de ST, com inversão de T em V4–V6.


•  Troponina ultrassensível (0h): normal.


•  Cálculo de risco GRACE inicial: 118 (risco intermediário).


•  História de DAC prévia: negativa.


Nesse caso, qual é a conduta diagnóstica mais apropriada? 

Alternativas
Q3827726 Medicina

 Mulher de 59 anos, hipertensa e com antecedente de Covid há 1 ano, apresenta palpitações, dor torácica atípica e fadiga persistente há 4 meses. Exames realizados: ECG = ritmo sinusal, alterações inespecíficas da repolarização. Ecocardiograma = ventrículos com função normal, sem hipertrofia, sem alterações segmentares, AE discretamente aumentado; holter 24 horas = extrassístoles ventriculares isoladas e 1 episódio curto de TVNS (5 batimentos); troponina basal = negativa; angioTC coronária = sem doença aterosclerótica significativa. O cardiologista suspeita de miocardite crônica ou cicatriz miocárdica como potencial substrato arrítmico.


Qual é o melhor próximo exame para confirmar diagnóstico e definir risco?

Alternativas
Respostas
4401: C
4402: C
4403: C
4404: A
4405: B
4406: B
4407: A
4408: E
4409: C
4410: B
4411: E
4412: C
4413: D
4414: C
4415: E
4416: C
4417: D
4418: D
4419: C
4420: E