À admissão hospitalar do paciente de 42 anos, homem trans, p...

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Q3883416 Medicina
À admissão hospitalar do paciente de 42 anos, homem trans, para correção cirúrgica de fratura de tíbia, após acidente automobilístico, é identificada glicemia capilar de 184 mg/dl. O paciente nega antecedente pessoal de hiperglicemia fora do hospital, assim como diabetes mellitus. Tem diagnóstico de asma controlada com uso diário de budesonida e formoterol inalatórios. Paciente nega outras doenças, está assintomático e demais sinais vitais encontram-se normais. Com base no Manejo da hiperglicemia hospitalar em pacientes não críticos da Diretriz Brasileira de Diabetes (2025), a conduta mais adequada seria, além do monitoramento da glicemia capilar (MGC), propor
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: Paciente hospitalizado não crítico, em contexto perioperatório, com glicemia capilar de 184 mg/dL e sem uso prévio de insulina: pela Diretriz Brasileira de Diabetes, essa faixa (180–200 mg/dL) pede monitorização glicêmica e insulina basal associada à escala de correção, o que torna a alternativa C a conduta mais adequada.

Tema central: Hiperglicemia hospitalar perioperatória
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque 184 mg/dL na admissão configura hiperglicemia hospitalar acima de 180 mg/dL, limiar em que a diretriz deixa de recomendar apenas observação. No contexto perioperatório de paciente não crítico, omitir tratamento farmacológico adicional contraria o algoritmo de manejo.
B
Errada
Está errada porque a escala de correção isolada é estratégia reativa e não oferece cobertura basal da produção hepática de glicose. A diretriz brasileira para pacientes não críticos, especialmente no perioperatório, desencoraja sliding scale isolada como esquema principal quando a glicemia já ultrapassou 180 mg/dL e favorece basal + correção.
C
Certa
A alternativa C corresponde ao esquema indicado para paciente hospitalizado não crítico, sem insulinização prévia, com hiperglicemia leve acima do limiar de tratamento e em perioperatório. O componente basal cobre a produção hepática basal de glicose, e a escala de correção ajusta elevações adicionais; isso é o que a tabela terapêutica recomenda para a faixa de 180–200 mg/dL nesse perfil clínico.
D
Errada
Está errada porque propõe intensificação excessiva e ainda acrescenta NPH matinal sem base no caso. NPH adicional pela manhã é estratégia relacionada à hiperglicemia por glicocorticoide sistêmico; o enunciado traz budesonida inalatória, o que não sustenta aplicar esse ajuste. Além disso, para 184 mg/dL em paciente sem uso prévio de insulina, a diretriz não exige basal-bolus completo.
E
Errada
Está errada porque basal-bolus associado à correção é esquema mais intensivo, reservado a hiperglicemia mais intensa ou persistente, maior necessidade insulínica ou situações específicas. Neste caso, a glicemia está apenas na faixa de 180–200 mg/dL, o paciente é não crítico, sem diabetes conhecido e sem insulinização prévia, cenário em que a diretriz prefere basal + correção.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões reais: achar que 184 mg/dL é elevação discreta demais para tratar e, ao mesmo tempo, supor que qualquer hiperglicemia perioperatória já exige basal-bolus completo; além disso, o uso de budesonida inalatória pode induzir indevidamente à lógica de NPH para corticoide sistêmico.
Dica para questões semelhantes
  • Em paciente não crítico internado, primeiro localize a faixa glicêmica: acima de 180 mg/dL já muda a conduta além da monitorização.
  • No perioperatório não crítico, descarte como regra principal a escala corretiva isolada; procure esquema subcutâneo com componente basal.
  • A intensidade do esquema deve seguir a intensidade da hiperglicemia e a necessidade insulínica: 180–200 mg/dL sem insulina prévia favorece basal + correção, não basal-bolus de rotina.
  • Só pense em NPH adicional por corticoide quando houver base para hiperglicemia relacionada a glicocorticoide sistêmico; corticoide inalatório, neste caso, não sustenta essa extrapolação.

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