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As palavras “que” e “se” podem desempenhar diferentes funções morfológicas e sintáticas, determinadas pelas relações que estabelecem no contexto em que são empregadas.
Relacione as ocorrências destacadas na Coluna I às respectivas classificações apresentadas na Coluna II.
COLUNA I
1. A instituição contratou profissionais que compreendem as novas exigências do setor.
2. Os pesquisadores verificaram que os resultados divergiam daqueles obtidos anteriormente.
3. Embora se tenham identificado algumas inconsistências, o relatório foi considerado válido.
4. Os candidatos se cumprimentaram antes do início da entrevista.
COLUNA II
( ) Conjunção integrante, responsável por introduzir oração subordinada substantiva.
( ) Pronome relativo que retoma um antecedente e exerce função sintática na oração que introduz.
( ) Pronome apassivador, associado a verbo transitivo direto e à constituição da voz passiva sintética.
( ) Pronome reflexivo com valor recíproco, indicando que a ação é praticada mutuamente pelos integrantes do sujeito.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
O texto a seguir refere-se à questão.
Costuma-se atribuir à clareza de um texto uma espécie de transparência: quanto mais claro ele parece, menor teria sido o esforço necessário para produzi-lo. A impressão é enganosa. Em muitos casos, a simplicidade percebida pelo leitor resulta justamente de um trabalho complexo de seleção, organização e reescrita. Quem escreve precisa decidir não apenas o que dizer, mas também o que excluir, em que ordem apresentar as informações e quais relações deixar explícitas para que o leitor possa reconstruir o percurso proposto.
Isso não significa que todo texto deva antecipar cada dúvida possível. Se assim fosse, a tentativa de eliminar qualquer margem de interpretação produziria textos intermináveis e, paradoxalmente, menos eficientes. Há informações que podem permanecer implícitas porque o contexto permite recuperá-las; outras, porém, precisam ser formuladas de modo mais explícito, sobretudo quando sua omissão compromete a continuidade do sentido. Escrever com clareza, portanto, não consiste em dizer tudo, mas em avaliar o que o leitor necessita para estabelecer relações entre as partes do texto.
Essa avaliação revela uma característica frequentemente esquecida da escrita: embora o autor produza o texto em determinado momento, ele precisa imaginar um interlocutor que ainda não está diante dele para pedir esclarecimentos. Na conversa cotidiana, uma expressão ambígua pode ser reformulada imediatamente, um gesto pode complementar uma frase e uma pergunta pode revelar que determinada informação não foi compreendida. Na escrita, parte desses recursos desaparece ou se transforma. Por isso, cabe ao autor construir linguisticamente algumas das condições que, na interação face a face, poderiam ser negociadas durante o próprio diálogo.
Revisar um texto, nessa perspectiva, é mais do que corrigir desvios gramaticais. É retornar ao que foi escrito procurando lê-lo também a partir de uma posição diferente daquela de quem o produziu. Nem sempre se consegue fazê-lo plenamente, pois o autor conhece relações que talvez não tenham sido suficientemente marcadas no texto. Ainda assim, é esse deslocamento que permite perceber lacunas, ambiguidades e conexões que pareciam evidentes durante a escrita, mas que podem não sê-lo para quem lê.
No trecho “Nem sempre se consegue fazê-lo plenamente, pois o autor conhece relações que talvez não tenham sido suficientemente marcadas no texto. Ainda assim, é esse deslocamento que permite perceber lacunas...”, analise as afirmativas a seguir.
I - Em “fazê-lo”, o pronome átono retoma a ideia anteriormente expressa de ler o próprio texto também a partir de uma posição diferente daquela de quem o produziu.
II - Na formação de “fazê-lo”, a ligação do pronome -lo ao infinitivo fazer provoca a supressão do -r final e a correspondente adequação gráfica da forma verbal.
III - A expressão “Ainda assim” introduz uma relação conclusiva, indicando que a percepção de lacunas constitui consequência necessária da impossibilidade de o autor assumir plenamente a perspectiva do leitor.
IV - Em “que talvez não tenham sido suficientemente marcadas”, o advérbio “talvez” contribui para a construção de um sentido de possibilidade, evitando que a ausência de marcação das relações seja apresentada como fato categórico.
Está correto o que se afirma em:
O texto a seguir refere-se à questão.
Costuma-se atribuir à clareza de um texto uma espécie de transparência: quanto mais claro ele parece, menor teria sido o esforço necessário para produzi-lo. A impressão é enganosa. Em muitos casos, a simplicidade percebida pelo leitor resulta justamente de um trabalho complexo de seleção, organização e reescrita. Quem escreve precisa decidir não apenas o que dizer, mas também o que excluir, em que ordem apresentar as informações e quais relações deixar explícitas para que o leitor possa reconstruir o percurso proposto.
Isso não significa que todo texto deva antecipar cada dúvida possível. Se assim fosse, a tentativa de eliminar qualquer margem de interpretação produziria textos intermináveis e, paradoxalmente, menos eficientes. Há informações que podem permanecer implícitas porque o contexto permite recuperá-las; outras, porém, precisam ser formuladas de modo mais explícito, sobretudo quando sua omissão compromete a continuidade do sentido. Escrever com clareza, portanto, não consiste em dizer tudo, mas em avaliar o que o leitor necessita para estabelecer relações entre as partes do texto.
Essa avaliação revela uma característica frequentemente esquecida da escrita: embora o autor produza o texto em determinado momento, ele precisa imaginar um interlocutor que ainda não está diante dele para pedir esclarecimentos. Na conversa cotidiana, uma expressão ambígua pode ser reformulada imediatamente, um gesto pode complementar uma frase e uma pergunta pode revelar que determinada informação não foi compreendida. Na escrita, parte desses recursos desaparece ou se transforma. Por isso, cabe ao autor construir linguisticamente algumas das condições que, na interação face a face, poderiam ser negociadas durante o próprio diálogo.
Revisar um texto, nessa perspectiva, é mais do que corrigir desvios gramaticais. É retornar ao que foi escrito procurando lê-lo também a partir de uma posição diferente daquela de quem o produziu. Nem sempre se consegue fazê-lo plenamente, pois o autor conhece relações que talvez não tenham sido suficientemente marcadas no texto. Ainda assim, é esse deslocamento que permite perceber lacunas, ambiguidades e conexões que pareciam evidentes durante a escrita, mas que podem não sê-lo para quem lê.
I. A lei excepcional ou temporária, embora decorrido o período de sua duração ou cessadas as circunstâncias que a determinaram, aplica-se ao fato praticado durante sua vigência.
II. Considera-se praticado o crime no momento do resultado, ainda que outro seja o momento da ação ou da omissão.
III. Ficam sujeitos à lei brasileira, embora cometidos no estrangeiro, os crimes contra a vida ou a liberdade do Presidente da República.
IV A sentença estrangeira, quando a aplicação da lei brasileira produz na espécie as mesmas consequências, pode ser homologada no Brasil para sujeitar o condenado à medida de segurança.
Considerando as assertivas acima e o disposto no Código Penal, assinale a alternativa correta.
Considerando suas disposições, assinale a alternativa para a qual não é cabível a ação civil pública.
I. Não cabe mandado de segurança contra decisão judicial transitada em julgado.
II. Da decisão proferida por Tribunal Regional do Trabalho em mandado de segurança cabe recurso ordinário para o Tribunal Superior do Trabalho, no prazo de 8 (oito) dias úteis, assegurado igual prazo ao recorrido e aos interessados para apresentação de razões de contrariedade.
III. Exigindo o mandado de segurança prova documental pré-constituída, é inaplicável o art. 321 do Código de Processo Civil de 2015 (art. 284 do CPC de 1973) quando verificada, na petição inicial do mandamus, a ausência de documento indispensável ou de sua autenticação.
IV. A homologação de acordo constitui faculdade do juiz, inexistindo direito líquido e certo tutelável pela via do mandado de segurança.
Diante das assertivas apresentadas e da jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho, assinale а alternativa correta.
(I) O reajustamento salarial coletivo, determinado no curso do aviso prévio, beneficia o empregado pré-avisado da despedida, desde que não tenha recebido antecipadamente os salários correspondentes ao período do aviso, que integra seu tempo de serviço para todos os efeitos legais.
(II) O empregador que, durante o prazo do aviso prévio dado ao empregado, praticar ato que justifique a rescisão imediata do contrato, sujeita-se ao pagamento da remuneração correspondente ao prazo do referido aviso, sem prejuízo da indenização que for devida.
(III) O valor das horas extraordinárias habituais não integra o aviso prévio indenizado.
Assinale a alternativa que contenha a(s) assertiva(s) correta(s):
Diante da situação hipotética apresentada, assinale a alternativa correta:
Diante dessa situação, assinale a alternativa que indica o recurso cabível a ser interposto por Mariana:
(I) Têm legitimidade para propor a ação rescisória o Ministério Público se foi ouvido no processo em que lhe era obrigatória a intervenção.
(II) A propositura da ação rescisória não impede o cumprimento da decisão rescindenda, ressalvada a concessão de tutela provisória.
(III) Se os fatos alegados pelas partes dependerem de prova, o relator poderá delegar a competência ao órgão que proferiu a decisão rescindenda, fixando prazo de 1 (um) a 3 (três) meses para a devolução dos autos.
Assinale a alternativa que contenha a(s) assertiva(s) correta(s):