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Em uma área rural de um município paulista, observam-se dois tipos distintos de florestas remanescentes.
Sobre as formações vegetais em área de ecótono, é correto afirmar que a
Leia a descrição da composição e da estrutura de duas paisagens representativas do estado de São Paulo:
• P1: Paisagem com predominância da cultura de cana-de-açúcar e com a presença de fragmentos florestais nativos que são de tamanho pequeno a médio.
• P2: Paisagem com predominância de cultura agrícola representada por fruticultura, floricultura e horticultura, com o registro de grandes remanescentes florestais nativos distribuídos pela paisagem, além de outros de menor tamanho.
Considerando as paisagens descritas, assinale a alternativa que contém uma afirmação correta a seu respeito e uma estratégia de conservação de espécies.
Um engenheiro florestal delimitará geograficamente as Áreas de Preservação Permanentes e as áreas de intervenção autorizada de uma propriedade rural localizada no município de Itatiba, interior do estado de São Paulo. Realizou-se um levantamento topográfico por drone, obtendo as seguintes coordenadas de um ponto central da área: latitude: –22º 0’ 36” S e longitude: –46º 51’ 00” W. Essas informações serão inseridas no Sistema de Informação Geográfico, utilizando Sistema Universal Transverso de Mercator (UTM), datum oficial brasileiro e fuso correspondente à localidade.
Assinale a alternativa que apresenta corretamente as informações do sistema UTM.
Tal período, antiaristocrático e anticlerical, acentuou o menosprezo à Idade Média, vista como momento áureo da nobreza e do clero. A filosofia da época censurava sobretudo a forte religiosidade medieval, o pouco apego da Idade Média a um estrito racionalismo e o peso político de que a Igreja então desfrutara. Afirmava-se que “sem religião seríamos um pouco mais felizes”, ou que a humanidade sempre marchou em direção ao progresso, com exceção do período no qual predominou o cristianismo, isto é, a Idade Média.
(Hilário Franco Júnior, A Idade Média, nascimento do ocidente. São Paulo: Brasiliense, 2001. Adaptado)
O trecho faz referência ao pensamento
Ao lado de meu interesse por temas específicos e variados, se criou para sempre um amplo interesse metodológico — talvez relacionado ao meu antigo interesse por filosofia — que subjaz, meio obsessivamente, a tudo o que escrevo. Quando decidi estudar feitiçaria, não estava fundamentalmente interessado na perseguição às bruxas, mas o que me seduzia era abordar as perguntas dos inquisidores de modo a poder escapar de seu controle, o que, evidentemente, envolvia um problema metodológico.
(Maria Lúcia Garcia Pallares-Burke. As muitas faces da história – Nove entrevistas. São Paulo: Editora UNESP, 2000. Adaptado)
O trecho, destacado da entrevista da autora Maria Lúcia Garcia Pallares Burke com o historiador italiano Carlo Ginzburg, discute uma metodologia de pesquisa histórica relacionada à leitura dos documentos
Em seu ensaio, o argentino Domingo Faustino Sarmiento, no afã de entender a Argentina, construiu uma interpretação carregada de ideias, imagens e símbolos, compartilhados, na mesma época, por contemporâneos brasileiros, ocupados com idêntica tarefa de compreender o próprio país. Assim, ao propor a dualidade civilização e barbárie, Facundo ultrapassou os limites da Argentina para se estender pelo território latino-americano, animando controvérsias e contribuindo para a cristalização de certos estereótipos sobre o continente.
(Maria Ligia Coelho Prado, América Latina no século XIX – Tramas, telas e textos. São Paulo: Edusp; Bauru: Edusc, 1999. Adaptado)
A obra de Sarmiento estabelecia uma oposição entre
Roma jamais conheceu a transformação social de um governo despótico, que quebrasse a dominação aristocrática e conduzisse a uma subsequente democratização da cidade, baseada em uma firme agricultura média ou pequena. Em vez disto, uma nobreza hereditária manteve seu poder sólido baseado em uma constituição cívica extremamente complexa, que passou por importantes modificações populares no decorrer de uma prolongada luta social violenta dentro da cidade, mas que nunca foi abolida ou substituída. A luta das classes mais pobres sempre fora conduzida por plebeus enriquecidos, que defendiam a causa popular para promover seus próprios interesses adventícios.
(Perry Anderson, Passagens da Antiguidade ao Feudalismo. São Paulo: Brasiliense, 1998. Adaptado)
De acordo com Perry Anderson, os tribunos da plebe foram homens que
Existem inúmeros relatos de experiências de estudos do meio realizadas por professores de História. A maior parte delas ocorre em cidades históricas, lugares com monumentos históricos consagrados. A preferência por estudos do meio em cidades com esse perfil indica a necessidade de deter-se na concepção de patrimônio histórico e na constituição dos “lugares da memória” da sociedade brasileira.
(Circe Maria Fernandes Bittencourt, Ensino de História: fundamentos e métodos. São Paulo: Cortez, 2008. Adaptado)
De acordo com Circe Bittencourt, é importante ter critérios na escolha dos lugares de estudo do meio, pois
Uma das críticas mais pertinentes sobre os métodos tradicionais focaliza a insuficiência deles na formação intelectual ou no desenvolvimento do espírito crítico dos alunos. O ensino de História tem-se caracterizado pelo uso do método dedutivo/indutivo, num movimento que parte do geral para o particular ou vice-versa, apresentando de forma inquestionável os conteúdos históricos ordenados do mais próximo ao mais distante, quanto ao espaço, e do mais distante ao mais próximo, quanto ao tempo.
(Circe Maria Fernandes Bittencourt, Ensino de História: fundamentos e métodos. São Paulo: Cortez, 2008. Adaptado)
Entre as alternativas ao método tradicional, Circe Bittencourt apresenta
Das figuras políticas é interessante destacar como têm sido representados nos livros didáticos os dois imperadores do Brasil: D. Pedro I, sempre jovem, porque afinal morreu com 34 anos; seu filho D. Pedro II, sempre velho, apesar dos textos escolares darem destaque ao episódio da “Maioridade” que tornou D. Pedro II chefe de Estado com apenas 15 anos. A ilustração do pai jovem e do filho velho tem causado uma certa perplexidade aos jovens leitores e falta a explicação do aparente paradoxo.
(Circe Maria Fernandes Bittencourt (org.), O saber histórico na sala de aula. São Paulo: Contexto, 1998. Adaptado)
A imagem de um D. Pedro II velho foi construída
As listas de conteúdos, sua distribuição pelas séries da escola secundária, as orientações para o trabalho pedagógico elaboradas pelas instituições educacionais durante o período Vargas e expressas nas Orientações Metodológicas (parte importante dos Programas) traduziam a preocupação oficial e as discussões que perpassavam os meios intelectuais brasileiros. Mais do que isso, eram um instrumento ideológico para a valorização de um corpus de ideias, crenças e valores centrados na unidade de um Brasil, num processo de uniformização que permitisse o ocultamento da divisão social e a direção das massas pelas elites.
(Circe Maria Fernandes Bittencourt (org.), O saber histórico na sala de aula. São Paulo: Contexto, 1998. Adaptado)
À época discutida no trecho, destacava-se a importância da História como