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Para a questão, leia o texto a seguir:
Autenticidade e influência
Eu nunca tinha ouvido falar da América até meus pais me dizerem que estávamos nos mudando para lá. Meu mundo era casa, família, escola, passeios para as pirâmides, férias em Alexandria. Isso era o máximo que eu podia imaginar. Como muitas crianças, minha compreensão de lugar estava atrelada ao que eu podia ver e para onde eu podia ir. O avião que me levou à América me obrigou a redesenhar meu mapa, a reconhecer imediata e abruptamente que as fronteiras do mundo eram muito maiores do que havia experimentado. Quando criança, nunca poderia imaginar que teria família e amigos em tantos países.
Hoje, existe ainda um muro entre os lados grego e turco de Chipre e Israel está construindo um muro ao longo da Cisjordânia. Esses muros marcam nossa história, criando divisões que limitam nossa visão. Embora politicamente motivados, eles também criam fronteiras culturais.
Como uma imigrante que chegou aqui quando criança, faço parte do que Rúben Rumbaut chamou de geração “1.5” (citado em Firmat, 1994, p. 4). Emigrando ainda crianças, essa geração está situada entre os que emigram como adultos e os que nascem na América. A questão da autenticidade atormenta muitos de nós, que não conseguimos nos definir com um único termo. Tenho observado o conflito de alguns de meus alunos com essas mesmas questões enquanto tentam entender como sangue, localização e língua se tornam marcas de identidade. [...] “Você é mais chinês se crescer em Chinatown e frequentar uma escola chinesa do que se crescer nos subúrbios?”. Nossa nação faz perguntas semelhantes à medida que a homogeneidade e a heterogeneidade continuam a se confrontar sob a bandeira da identidade nacional.
Nossa filha Yasmine rejeita o modo como a rotulam quando dizem que ela é metade afro-americana e metade egípcia. “Como você pode ser metade de qualquer coisa?”, pergunta retoricamente. Ela reivindica uma identidade feita de dois inteiros, para que possa ser ao mesmo tempo completamente egípcia e completamente afro-americana. Essa questão do sangue e da identidade tem atormentado os Estados Unidos desde sempre. Para que fosse mantida uma distinção nítida entre negros e brancos, o que era essencial para a escravidão, mesmo a mínima quantidade de sangue negro significava que alguém era negro e, portanto, poderia legalmente ser tratado como inferior. Hoje, para reivindicar oficialmente uma identidade nativo-americana, é preciso provar que se tem um certo “grau de sangue indígena”. Parece que podemos nos dividir até não se identificar mais nada. A matemática de Yasmine faz mais sentido: cada parte de uma pessoa é igual a um todo.
(Fonte: KALDAS, Pauline. Cartas do Cairo. Tradução Priscila Campello.
Belo Horizonte [MG]: Fino Traço, 2023.)
Analise as assertivas observando se cada uma tem relação direta com o título “Autenticidade e influência”:
I. Tenho observado o conflito de alguns de meus alunos com essas mesmas questões enquanto tentam entender como sangue, localização e língua se tornam marcas de identidade.
II. O avião que me levou à América me obrigou a redesenhar meu mapa, a reconhecer imediata e abruptamente que as fronteiras do mundo eram muito maiores do que havia experimentado.
III. Emigrando ainda crianças, essa geração está situada entre os que emigram como adultos e os que nascem na América.
IV. Esses muros marcam nossa história, criando divisões que limitam nossa visão. Embora politicamente, eles também criam fronteiras culturais.
Há relação direta entre o trecho e o título em:
Leia a tirinha abaixo:

Indique a sequência que poderia substituir as palavras destacadas no período do segundo quadrinho de forma CLARA e ADEQUADA:
Quem foi o deletério que engendrou esta massa pútrida e repelente?
Leia as duas tirinhas a seguir:

Analise as assertivas:
I) O pronome “você”, originário de “Vossa mercê”, funciona como pronome pessoal de 2ª pessoa, embora a concordância se faça em 3ª pessoa, tal como ocorre no caso dos pronomes de tratamento.
II) Armandinho, personagem das duas tirinhas, espanta-se por não encontrar “você” no sistema pronominal, ainda que tal pronome seja usado em muitas partes do Brasil.
III) "O povo”, na tirinha, tem o mesmo valor de pronome pessoal “nós”.
IV) Armandinho, ao declarar “O povo somos nós”, guia-se pelo significado e não pela flexão de concordância.
Estão CORRETAS as assertivas:
Para responder à questão, leia o texto a seguir:
Variação e mudança
Sírio Possenti
A maioria absoluta dos brasileiros ̶ talvez não só os brasileiros ̶ alfabetizados ou letrados tem uma ideia completamente equivocada do que seja uma língua. Para eles, língua é a que a escola ensina, ou o que está nos manuais do tipo "não erre mais". O resto é erro. Todos consideram que as variantes são erros.
Ocorre que o que a escola ensina também é mais ou menos variado. E depende muito também do desempenho linguístico dos professores. Como eles são membros da sociedade, são afetados pelas mudanças que a língua sofre com o correr do tempo, de forma que seu "português" é, de alguma forma, o português de seu tempo. O que não é necessariamente ruim.
Isto quer dizer que o português que os professores falam e mesmo o que escrevem não é necessariamente o português dos livros adotados nas escolas. O que vale para professores de português vale também para os das outras disciplinas, claro. E vale também para os jornalistas e para as personalidades que eles entrevistam, tenham elas a formação que tiverem (em geral, são especialistas em alguma coisa, sempre especialistas). É só ouvir os debates ou os programas de entrevistas para verificar isso.
Dou dois exemplos banais. Duvido que haja 10% de professores ou falantes letrados que profiram o dito futuro (aplicarei minha poupança em ações da empresa X). Todos dizem "vou aplicar". Outro exemplo? Quase ninguém diz "nós". Diz-se "a gente". Como pouco se diz "tu", exceto em algumas regiões, a conjugação verbal do futuro é
Eu vou aplicar
Você vai aplicar
Ele/ela vai aplicar
A gente vai aplicar
Vocês vão aplicar
Eles/elas vão aplicar.
Ou não é? Quem não fala assim que atire a primeira pedra. Não vou dizer (!!) que todos falam sempre assim porque sei que uma língua sempre apresenta variação. Alguns entrevistados, ou jornalistas, dirão (!!), talvez, de vez em quando, no meio da conversa, "falaremos disso na próxima entrevista", claro, sendo mais formais. Em compensação, alguns também dirão "vamo falá disso na próxima veiz", sendo bem mais informais. E ninguém nota que falou errado durante a entrevista. Por quê? Porque ninguém fala errado mesmo! Isso não é erro. Esse é o português falado culto do Brasil hoje. É um fato. Só isso.
Numa certa ocasião, fui entrevistado por uma emissora de TV (eu no estúdio e um folclorista em outra cidade). Argumentava que a linguagem popular não tinha nada de errado, era só diferente, e era enfrentado pela apresentadora que "defendia nossa língua". Para dobrá-la, só me restou um recurso: ficar atento ao que ela dizia e citar os "erros" que ela ia cometendo, segundo os próprios critérios dela. Ficou meio sem jeito, e eu tive que insistir que ela falava corretamente... o português real (e que aquele que ela defendia não existe mais, pelo menos na fala).
O que muita gente não entende ̶ ou não quer entender, porque significaria perder uma boa teta! ̶ é que a variação tem tudo a ver com a mudança. Todos acham normal que aquila tenha derivado para águia, que asinus tenha derivado para asno (tem muita coisa mudada aí, mas o básico é que a palavra latina proparoxítona se torna paroxítona), mas acham ridículas formas como fosfro (para fósforo), corgo (para córrego), xicra e chacra (para xícara e chácara), embora a regra antiga que explica a mudança e a atual que explica a variação sejam a rigor a mesma (os falantes seguem regras, não erram!!!), sem contar que dizem, numa boa, sem se dar conta do que fazem, xicrinha e chacrinha. Quá!
Variação tem tudo a ver com mudança. Mas, se entendêssemos isso, muita gente perderia uma grana preta!!
Fonte: http://www.cataphora.com.br/2010/03/variacao-e-mudanca-sirio-possenti_8437.html (Acesso em: 25 set. 2024).
Releia o trecho do texto de Possenti, que vamos denominá-lo texto 1, e considere os outros, texto 2 e texto 3:

Analise as assertivas a seguir:
I) No texto 1, ocorre adição de unidades de informação por meio do conectivo E.
II) O valor semântico de E no texto 2 indica multiplicidade de segmentos coordenados.
III) No texto 3, o conectivo E propicia a produção de uma sequência narrativa.
IV) Nos três textos, verificamos o uso excessivo do conectivo E que confere uma coloquialidade e distorção de alguns sentidos.
Estão CORRETAS somente as assertivas:
Para responder à questão, leia o texto a seguir:
Variação e mudança
Sírio Possenti
A maioria absoluta dos brasileiros ̶ talvez não só os brasileiros ̶ alfabetizados ou letrados tem uma ideia completamente equivocada do que seja uma língua. Para eles, língua é a que a escola ensina, ou o que está nos manuais do tipo "não erre mais". O resto é erro. Todos consideram que as variantes são erros.
Ocorre que o que a escola ensina também é mais ou menos variado. E depende muito também do desempenho linguístico dos professores. Como eles são membros da sociedade, são afetados pelas mudanças que a língua sofre com o correr do tempo, de forma que seu "português" é, de alguma forma, o português de seu tempo. O que não é necessariamente ruim.
Isto quer dizer que o português que os professores falam e mesmo o que escrevem não é necessariamente o português dos livros adotados nas escolas. O que vale para professores de português vale também para os das outras disciplinas, claro. E vale também para os jornalistas e para as personalidades que eles entrevistam, tenham elas a formação que tiverem (em geral, são especialistas em alguma coisa, sempre especialistas). É só ouvir os debates ou os programas de entrevistas para verificar isso.
Dou dois exemplos banais. Duvido que haja 10% de professores ou falantes letrados que profiram o dito futuro (aplicarei minha poupança em ações da empresa X). Todos dizem "vou aplicar". Outro exemplo? Quase ninguém diz "nós". Diz-se "a gente". Como pouco se diz "tu", exceto em algumas regiões, a conjugação verbal do futuro é
Eu vou aplicar
Você vai aplicar
Ele/ela vai aplicar
A gente vai aplicar
Vocês vão aplicar
Eles/elas vão aplicar.
Ou não é? Quem não fala assim que atire a primeira pedra. Não vou dizer (!!) que todos falam sempre assim porque sei que uma língua sempre apresenta variação. Alguns entrevistados, ou jornalistas, dirão (!!), talvez, de vez em quando, no meio da conversa, "falaremos disso na próxima entrevista", claro, sendo mais formais. Em compensação, alguns também dirão "vamo falá disso na próxima veiz", sendo bem mais informais. E ninguém nota que falou errado durante a entrevista. Por quê? Porque ninguém fala errado mesmo! Isso não é erro. Esse é o português falado culto do Brasil hoje. É um fato. Só isso.
Numa certa ocasião, fui entrevistado por uma emissora de TV (eu no estúdio e um folclorista em outra cidade). Argumentava que a linguagem popular não tinha nada de errado, era só diferente, e era enfrentado pela apresentadora que "defendia nossa língua". Para dobrá-la, só me restou um recurso: ficar atento ao que ela dizia e citar os "erros" que ela ia cometendo, segundo os próprios critérios dela. Ficou meio sem jeito, e eu tive que insistir que ela falava corretamente... o português real (e que aquele que ela defendia não existe mais, pelo menos na fala).
O que muita gente não entende ̶ ou não quer entender, porque significaria perder uma boa teta! ̶ é que a variação tem tudo a ver com a mudança. Todos acham normal que aquila tenha derivado para águia, que asinus tenha derivado para asno (tem muita coisa mudada aí, mas o básico é que a palavra latina proparoxítona se torna paroxítona), mas acham ridículas formas como fosfro (para fósforo), corgo (para córrego), xicra e chacra (para xícara e chácara), embora a regra antiga que explica a mudança e a atual que explica a variação sejam a rigor a mesma (os falantes seguem regras, não erram!!!), sem contar que dizem, numa boa, sem se dar conta do que fazem, xicrinha e chacrinha. Quá!
Variação tem tudo a ver com mudança. Mas, se entendêssemos isso, muita gente perderia uma grana preta!!
Fonte: http://www.cataphora.com.br/2010/03/variacao-e-mudanca-sirio-possenti_8437.html (Acesso em: 25 set. 2024).
Leia este excerto:
“Denomina-se referenciação as diversas formas de introdução, no texto, de novas entidades ou referentes. Quando tais referentes são retomados mais adiante ou servem de base para introdução de novos referentes, tem-se o que se denomina progressão referencial”.
Fonte: KOCH, Ingedore Villaça; ELIAS, Vanda Maria. Ler e compreender: os sentidos do texto. São Paulo: Contexto, 2013, p. 123.
Atentando-se para a retomada do referente, assinale o único trecho em que a palavra ou expressão sublinhada NÃO FUNCIONA anaforicamente:
Para responder à questão, leia o texto a seguir:
Variação e mudança
Sírio Possenti
A maioria absoluta dos brasileiros ̶ talvez não só os brasileiros ̶ alfabetizados ou letrados tem uma ideia completamente equivocada do que seja uma língua. Para eles, língua é a que a escola ensina, ou o que está nos manuais do tipo "não erre mais". O resto é erro. Todos consideram que as variantes são erros.
Ocorre que o que a escola ensina também é mais ou menos variado. E depende muito também do desempenho linguístico dos professores. Como eles são membros da sociedade, são afetados pelas mudanças que a língua sofre com o correr do tempo, de forma que seu "português" é, de alguma forma, o português de seu tempo. O que não é necessariamente ruim.
Isto quer dizer que o português que os professores falam e mesmo o que escrevem não é necessariamente o português dos livros adotados nas escolas. O que vale para professores de português vale também para os das outras disciplinas, claro. E vale também para os jornalistas e para as personalidades que eles entrevistam, tenham elas a formação que tiverem (em geral, são especialistas em alguma coisa, sempre especialistas). É só ouvir os debates ou os programas de entrevistas para verificar isso.
Dou dois exemplos banais. Duvido que haja 10% de professores ou falantes letrados que profiram o dito futuro (aplicarei minha poupança em ações da empresa X). Todos dizem "vou aplicar". Outro exemplo? Quase ninguém diz "nós". Diz-se "a gente". Como pouco se diz "tu", exceto em algumas regiões, a conjugação verbal do futuro é
Eu vou aplicar
Você vai aplicar
Ele/ela vai aplicar
A gente vai aplicar
Vocês vão aplicar
Eles/elas vão aplicar.
Ou não é? Quem não fala assim que atire a primeira pedra. Não vou dizer (!!) que todos falam sempre assim porque sei que uma língua sempre apresenta variação. Alguns entrevistados, ou jornalistas, dirão (!!), talvez, de vez em quando, no meio da conversa, "falaremos disso na próxima entrevista", claro, sendo mais formais. Em compensação, alguns também dirão "vamo falá disso na próxima veiz", sendo bem mais informais. E ninguém nota que falou errado durante a entrevista. Por quê? Porque ninguém fala errado mesmo! Isso não é erro. Esse é o português falado culto do Brasil hoje. É um fato. Só isso.
Numa certa ocasião, fui entrevistado por uma emissora de TV (eu no estúdio e um folclorista em outra cidade). Argumentava que a linguagem popular não tinha nada de errado, era só diferente, e era enfrentado pela apresentadora que "defendia nossa língua". Para dobrá-la, só me restou um recurso: ficar atento ao que ela dizia e citar os "erros" que ela ia cometendo, segundo os próprios critérios dela. Ficou meio sem jeito, e eu tive que insistir que ela falava corretamente... o português real (e que aquele que ela defendia não existe mais, pelo menos na fala).
O que muita gente não entende ̶ ou não quer entender, porque significaria perder uma boa teta! ̶ é que a variação tem tudo a ver com a mudança. Todos acham normal que aquila tenha derivado para águia, que asinus tenha derivado para asno (tem muita coisa mudada aí, mas o básico é que a palavra latina proparoxítona se torna paroxítona), mas acham ridículas formas como fosfro (para fósforo), corgo (para córrego), xicra e chacra (para xícara e chácara), embora a regra antiga que explica a mudança e a atual que explica a variação sejam a rigor a mesma (os falantes seguem regras, não erram!!!), sem contar que dizem, numa boa, sem se dar conta do que fazem, xicrinha e chacrinha. Quá!
Variação tem tudo a ver com mudança. Mas, se entendêssemos isso, muita gente perderia uma grana preta!!
Fonte: http://www.cataphora.com.br/2010/03/variacao-e-mudanca-sirio-possenti_8437.html (Acesso em: 25 set. 2024).
Assinale a afirmativa CORRETA:
Para responder à questão, leia o texto a seguir:
Variação e mudança
Sírio Possenti
A maioria absoluta dos brasileiros ̶ talvez não só os brasileiros ̶ alfabetizados ou letrados tem uma ideia completamente equivocada do que seja uma língua. Para eles, língua é a que a escola ensina, ou o que está nos manuais do tipo "não erre mais". O resto é erro. Todos consideram que as variantes são erros.
Ocorre que o que a escola ensina também é mais ou menos variado. E depende muito também do desempenho linguístico dos professores. Como eles são membros da sociedade, são afetados pelas mudanças que a língua sofre com o correr do tempo, de forma que seu "português" é, de alguma forma, o português de seu tempo. O que não é necessariamente ruim.
Isto quer dizer que o português que os professores falam e mesmo o que escrevem não é necessariamente o português dos livros adotados nas escolas. O que vale para professores de português vale também para os das outras disciplinas, claro. E vale também para os jornalistas e para as personalidades que eles entrevistam, tenham elas a formação que tiverem (em geral, são especialistas em alguma coisa, sempre especialistas). É só ouvir os debates ou os programas de entrevistas para verificar isso.
Dou dois exemplos banais. Duvido que haja 10% de professores ou falantes letrados que profiram o dito futuro (aplicarei minha poupança em ações da empresa X). Todos dizem "vou aplicar". Outro exemplo? Quase ninguém diz "nós". Diz-se "a gente". Como pouco se diz "tu", exceto em algumas regiões, a conjugação verbal do futuro é
Eu vou aplicar
Você vai aplicar
Ele/ela vai aplicar
A gente vai aplicar
Vocês vão aplicar
Eles/elas vão aplicar.
Ou não é? Quem não fala assim que atire a primeira pedra. Não vou dizer (!!) que todos falam sempre assim porque sei que uma língua sempre apresenta variação. Alguns entrevistados, ou jornalistas, dirão (!!), talvez, de vez em quando, no meio da conversa, "falaremos disso na próxima entrevista", claro, sendo mais formais. Em compensação, alguns também dirão "vamo falá disso na próxima veiz", sendo bem mais informais. E ninguém nota que falou errado durante a entrevista. Por quê? Porque ninguém fala errado mesmo! Isso não é erro. Esse é o português falado culto do Brasil hoje. É um fato. Só isso.
Numa certa ocasião, fui entrevistado por uma emissora de TV (eu no estúdio e um folclorista em outra cidade). Argumentava que a linguagem popular não tinha nada de errado, era só diferente, e era enfrentado pela apresentadora que "defendia nossa língua". Para dobrá-la, só me restou um recurso: ficar atento ao que ela dizia e citar os "erros" que ela ia cometendo, segundo os próprios critérios dela. Ficou meio sem jeito, e eu tive que insistir que ela falava corretamente... o português real (e que aquele que ela defendia não existe mais, pelo menos na fala).
O que muita gente não entende ̶ ou não quer entender, porque significaria perder uma boa teta! ̶ é que a variação tem tudo a ver com a mudança. Todos acham normal que aquila tenha derivado para águia, que asinus tenha derivado para asno (tem muita coisa mudada aí, mas o básico é que a palavra latina proparoxítona se torna paroxítona), mas acham ridículas formas como fosfro (para fósforo), corgo (para córrego), xicra e chacra (para xícara e chácara), embora a regra antiga que explica a mudança e a atual que explica a variação sejam a rigor a mesma (os falantes seguem regras, não erram!!!), sem contar que dizem, numa boa, sem se dar conta do que fazem, xicrinha e chacrinha. Quá!
Variação tem tudo a ver com mudança. Mas, se entendêssemos isso, muita gente perderia uma grana preta!!
Fonte: http://www.cataphora.com.br/2010/03/variacao-e-mudanca-sirio-possenti_8437.html (Acesso em: 25 set. 2024).
A partir do texto anterior, analise as assertivas a seguir:
I) O contexto comunicativo pode determinar a escolha do registro linguístico a ser utilizado pelo falante.
II) A língua é um organismo vivo e, dentro de um mesmo sistema, apresenta-se com diferenciações.
III) Os professores de língua portuguesa também apresentam aos alunos o português de seu tempo e devem se ancorar na gramática normativa para não desvirtuar o ensino.
IV) Aceitar que há em toda língua um conjunto de covariantes é admitir que se pode chegar a mudanças ainda que o processo dure relativamente muito tempo.
Estão CORRETAS somente as assertivas:
Concerning adverbs of frequency, the correct sentence is
In the following excerpt, “Ms Parrot, (1) _______most famous lady detective of (2) _______ twenty-first century, was born in (3) _______ United Kingdom in (4) _______ 1960s. Since then, she has been to many countries, including (5)_______ Portugal, Singapore and Australia, and has lived in (6)_______ northern hemisphere and (7) _______ southern hemisphere, as well as on (8) the equator”.
The use of articles is CORRECTLY suggested in option
Read the passage and answer question.
Palestinians in Gaza Reflect on One Year of Israel’s War With Hamas Oct. 7, 2024
The war has killed tens of thousands and devastated entire cities, leaving many in Gaza without a home and fueling a humanitarian catastrophe.
By Bilal Shbair and Hiba Yazbek Reporting from the Gaza Strip and Jerusalem.
Last October, Fadi Abu Kheir of southern Gaza had big plans. He was going to be engaged to the woman he loved. After they got married, he said, they would move in together, into an apartment that he spent years building.
“Now,” Mr. Abu Kheir, 24, said, “I am clueless about my future. I cannot even think how I can adapt to life postwar.”
It has been a year since the Hamas-led terrorist attacks impelled Israel to launch a retaliatory offensive in Gaza. For Mr. Abu Kheir — and, indeed, for Palestinians across the enclave — every day since, he said, has teemed with “sadness, depression and fury.”
The war has killed over 41,000 people, according to Gazan health officials, and devastated entire neighborhoods and cities, leaving hundreds of thousands without a home and fueling a humanitarian catastrophe.
More than 2 million people lived in the strip before the conflict. No one has been unaffected.
“We were so happy before this war,” said Maisaa al-Naffar, 20, of Khan Younis, breaking into tears as she recalled her first few weeks as a newlywed before the war began. She added: “I am not the person I used to be.”
Nine months pregnant, she is sheltering in a tent in southern Gaza.
“I miss my old life. I miss the days when we used to have fun or laugh at even the smallest things.
I miss my life when we had enough healthy food and snacks,”
Ms. al-Naffar said. “Today, everything has become a hell, full of dust and darkness.”
Throughout the enclave, similar stories abound. For Mr. Abu Kheir, the image from the war that lingers is that of a naked, lifeless woman lying in the street, blown out of a house that had been bombarded, he said. The conflict has killed two of his best friends, and displaced him and his family, he said. It also destroyed the apartment he was building, in the southern Gaza city of Rafah. The war, he said, has “destroyed my dreams.”
Read the passage and answer question.
Palestinians in Gaza Reflect on One Year of Israel’s War With Hamas Oct. 7, 2024
The war has killed tens of thousands and devastated entire cities, leaving many in Gaza without a home and fueling a humanitarian catastrophe.
By Bilal Shbair and Hiba Yazbek Reporting from the Gaza Strip and Jerusalem.
Last October, Fadi Abu Kheir of southern Gaza had big plans. He was going to be engaged to the woman he loved. After they got married, he said, they would move in together, into an apartment that he spent years building.
“Now,” Mr. Abu Kheir, 24, said, “I am clueless about my future. I cannot even think how I can adapt to life postwar.”
It has been a year since the Hamas-led terrorist attacks impelled Israel to launch a retaliatory offensive in Gaza. For Mr. Abu Kheir — and, indeed, for Palestinians across the enclave — every day since, he said, has teemed with “sadness, depression and fury.”
The war has killed over 41,000 people, according to Gazan health officials, and devastated entire neighborhoods and cities, leaving hundreds of thousands without a home and fueling a humanitarian catastrophe.
More than 2 million people lived in the strip before the conflict. No one has been unaffected.
“We were so happy before this war,” said Maisaa al-Naffar, 20, of Khan Younis, breaking into tears as she recalled her first few weeks as a newlywed before the war began. She added: “I am not the person I used to be.”
Nine months pregnant, she is sheltering in a tent in southern Gaza.
“I miss my old life. I miss the days when we used to have fun or laugh at even the smallest things.
I miss my life when we had enough healthy food and snacks,”
Ms. al-Naffar said. “Today, everything has become a hell, full of dust and darkness.”
Throughout the enclave, similar stories abound. For Mr. Abu Kheir, the image from the war that lingers is that of a naked, lifeless woman lying in the street, blown out of a house that had been bombarded, he said. The conflict has killed two of his best friends, and displaced him and his family, he said. It also destroyed the apartment he was building, in the southern Gaza city of Rafah. The war, he said, has “destroyed my dreams.”
Read the passage and answer question.
Palestinians in Gaza Reflect on One Year of Israel’s War With Hamas Oct. 7, 2024
The war has killed tens of thousands and devastated entire cities, leaving many in Gaza without a home and fueling a humanitarian catastrophe.
By Bilal Shbair and Hiba Yazbek Reporting from the Gaza Strip and Jerusalem.
Last October, Fadi Abu Kheir of southern Gaza had big plans. He was going to be engaged to the woman he loved. After they got married, he said, they would move in together, into an apartment that he spent years building.
“Now,” Mr. Abu Kheir, 24, said, “I am clueless about my future. I cannot even think how I can adapt to life postwar.”
It has been a year since the Hamas-led terrorist attacks impelled Israel to launch a retaliatory offensive in Gaza. For Mr. Abu Kheir — and, indeed, for Palestinians across the enclave — every day since, he said, has teemed with “sadness, depression and fury.”
The war has killed over 41,000 people, according to Gazan health officials, and devastated entire neighborhoods and cities, leaving hundreds of thousands without a home and fueling a humanitarian catastrophe.
More than 2 million people lived in the strip before the conflict. No one has been unaffected.
“We were so happy before this war,” said Maisaa al-Naffar, 20, of Khan Younis, breaking into tears as she recalled her first few weeks as a newlywed before the war began. She added: “I am not the person I used to be.”
Nine months pregnant, she is sheltering in a tent in southern Gaza.
“I miss my old life. I miss the days when we used to have fun or laugh at even the smallest things.
I miss my life when we had enough healthy food and snacks,”
Ms. al-Naffar said. “Today, everything has become a hell, full of dust and darkness.”
Throughout the enclave, similar stories abound. For Mr. Abu Kheir, the image from the war that lingers is that of a naked, lifeless woman lying in the street, blown out of a house that had been bombarded, he said. The conflict has killed two of his best friends, and displaced him and his family, he said. It also destroyed the apartment he was building, in the southern Gaza city of Rafah. The war, he said, has “destroyed my dreams.”
Read the passage and answer question.
Palestinians in Gaza Reflect on One Year of Israel’s War With Hamas Oct. 7, 2024
The war has killed tens of thousands and devastated entire cities, leaving many in Gaza without a home and fueling a humanitarian catastrophe.
By Bilal Shbair and Hiba Yazbek Reporting from the Gaza Strip and Jerusalem.
Last October, Fadi Abu Kheir of southern Gaza had big plans. He was going to be engaged to the woman he loved. After they got married, he said, they would move in together, into an apartment that he spent years building.
“Now,” Mr. Abu Kheir, 24, said, “I am clueless about my future. I cannot even think how I can adapt to life postwar.”
It has been a year since the Hamas-led terrorist attacks impelled Israel to launch a retaliatory offensive in Gaza. For Mr. Abu Kheir — and, indeed, for Palestinians across the enclave — every day since, he said, has teemed with “sadness, depression and fury.”
The war has killed over 41,000 people, according to Gazan health officials, and devastated entire neighborhoods and cities, leaving hundreds of thousands without a home and fueling a humanitarian catastrophe.
More than 2 million people lived in the strip before the conflict. No one has been unaffected.
“We were so happy before this war,” said Maisaa al-Naffar, 20, of Khan Younis, breaking into tears as she recalled her first few weeks as a newlywed before the war began. She added: “I am not the person I used to be.”
Nine months pregnant, she is sheltering in a tent in southern Gaza.
“I miss my old life. I miss the days when we used to have fun or laugh at even the smallest things.
I miss my life when we had enough healthy food and snacks,”
Ms. al-Naffar said. “Today, everything has become a hell, full of dust and darkness.”
Throughout the enclave, similar stories abound. For Mr. Abu Kheir, the image from the war that lingers is that of a naked, lifeless woman lying in the street, blown out of a house that had been bombarded, he said. The conflict has killed two of his best friends, and displaced him and his family, he said. It also destroyed the apartment he was building, in the southern Gaza city of Rafah. The war, he said, has “destroyed my dreams.”
Read the passage and answer question.
Palestinians in Gaza Reflect on One Year of Israel’s War With Hamas Oct. 7, 2024
The war has killed tens of thousands and devastated entire cities, leaving many in Gaza without a home and fueling a humanitarian catastrophe.
By Bilal Shbair and Hiba Yazbek Reporting from the Gaza Strip and Jerusalem.
Last October, Fadi Abu Kheir of southern Gaza had big plans. He was going to be engaged to the woman he loved. After they got married, he said, they would move in together, into an apartment that he spent years building.
“Now,” Mr. Abu Kheir, 24, said, “I am clueless about my future. I cannot even think how I can adapt to life postwar.”
It has been a year since the Hamas-led terrorist attacks impelled Israel to launch a retaliatory offensive in Gaza. For Mr. Abu Kheir — and, indeed, for Palestinians across the enclave — every day since, he said, has teemed with “sadness, depression and fury.”
The war has killed over 41,000 people, according to Gazan health officials, and devastated entire neighborhoods and cities, leaving hundreds of thousands without a home and fueling a humanitarian catastrophe.
More than 2 million people lived in the strip before the conflict. No one has been unaffected.
“We were so happy before this war,” said Maisaa al-Naffar, 20, of Khan Younis, breaking into tears as she recalled her first few weeks as a newlywed before the war began. She added: “I am not the person I used to be.”
Nine months pregnant, she is sheltering in a tent in southern Gaza.
“I miss my old life. I miss the days when we used to have fun or laugh at even the smallest things.
I miss my life when we had enough healthy food and snacks,”
Ms. al-Naffar said. “Today, everything has become a hell, full of dust and darkness.”
Throughout the enclave, similar stories abound. For Mr. Abu Kheir, the image from the war that lingers is that of a naked, lifeless woman lying in the street, blown out of a house that had been bombarded, he said. The conflict has killed two of his best friends, and displaced him and his family, he said. It also destroyed the apartment he was building, in the southern Gaza city of Rafah. The war, he said, has “destroyed my dreams.”
Read the passage and answer question.
Palestinians in Gaza Reflect on One Year of Israel’s War With Hamas Oct. 7, 2024
The war has killed tens of thousands and devastated entire cities, leaving many in Gaza without a home and fueling a humanitarian catastrophe.
By Bilal Shbair and Hiba Yazbek Reporting from the Gaza Strip and Jerusalem.
Last October, Fadi Abu Kheir of southern Gaza had big plans. He was going to be engaged to the woman he loved. After they got married, he said, they would move in together, into an apartment that he spent years building.
“Now,” Mr. Abu Kheir, 24, said, “I am clueless about my future. I cannot even think how I can adapt to life postwar.”
It has been a year since the Hamas-led terrorist attacks impelled Israel to launch a retaliatory offensive in Gaza. For Mr. Abu Kheir — and, indeed, for Palestinians across the enclave — every day since, he said, has teemed with “sadness, depression and fury.”
The war has killed over 41,000 people, according to Gazan health officials, and devastated entire neighborhoods and cities, leaving hundreds of thousands without a home and fueling a humanitarian catastrophe.
More than 2 million people lived in the strip before the conflict. No one has been unaffected.
“We were so happy before this war,” said Maisaa al-Naffar, 20, of Khan Younis, breaking into tears as she recalled her first few weeks as a newlywed before the war began. She added: “I am not the person I used to be.”
Nine months pregnant, she is sheltering in a tent in southern Gaza.
“I miss my old life. I miss the days when we used to have fun or laugh at even the smallest things.
I miss my life when we had enough healthy food and snacks,”
Ms. al-Naffar said. “Today, everything has become a hell, full of dust and darkness.”
Throughout the enclave, similar stories abound. For Mr. Abu Kheir, the image from the war that lingers is that of a naked, lifeless woman lying in the street, blown out of a house that had been bombarded, he said. The conflict has killed two of his best friends, and displaced him and his family, he said. It also destroyed the apartment he was building, in the southern Gaza city of Rafah. The war, he said, has “destroyed my dreams.”
Leia os textos abaixo:
Texto I
A formação da opinião pública começou com a destruição da imprensa livre. Nas semanas e meses que se seguiram a 30 de janeiro de 1933, cerca de 2 mil jornalistas alemães, incluindo escritores judeus, liberais, conservadores, apolíticos, social-democratas e comunistas, sofreram a perda de seus empregos, prisão, exílio forçado ou, às vezes, uma combinação dessas três formas de perseguição. O controle da imprensa implicava tanto a expulsão como a repressão a suspeitos de dissidência, o que abria vagas para membros do Partido Nazista, como a adaptação oportunista de parte de jornalistas que adotaram a causa das elites conservadoras do novo regime. Ao todo, 200 jornais social-democratas e 35 jornais comunistas, de circulação conjunta de, aproximadamente, 2 milhões de unidades, foram fechados. Em 4 de outubro de 1933, a Lei de Controle Editorial formulada pelo diretor de imprensa do Reich, Otto Dietrich, colocou todos os editores de jornais e periódicos sob controle governamental, o que acabou, assim, com qualquer pretensão de liberdade de imprensa. Os diretores precisavam ser "arianos" e não podiam ser casados com alguém não ariano. Dessa forma, a lei bania judeus e todos aqueles casados com judeus da prática jornalística. Todos os editores deviam ser membros da Liga da Imprensa Alemã do Reich, cujo diretor era Dietrich.
(HERF, Jeffrey. Inimigo Judeu: Propaganda nazista durante a Segunda Guerra Mundial e o Holocausto. Tradução de Walter Solon. São Paulo: EDIPRO, 2014. p. 60. Adaptado)
Texto II
A professora Ana Maria estava trabalhando Segunda Grande Guerra com seus alunos do 9º ano. Após discutir o Estado alemão nazista e suas características e, pensando nos nossos tempos, ela questionou seus alunos sobre o papel da imprensa livre na preservação da democracia. Alguns alunos levantaram a questão das fake news como fenômeno do nosso tempo e a aula seguiu discutindo sobre liberdade de expressão e fake news e o desafio de encontrar formas de equilíbrio e de regulação.
Sobre a discussão proposta pela professora Ana Maria, é CORRETO afirmar:
O significado fundamental de "nação", e também o mais frequentemente ventilado na literatura, era político. Equalizava "o povo" e o Estado à maneira das revoluções francesa e americana, uma equalização que soa familiar em expressões como "Estado Nação", "Nações Unidas" ou a retórica dos últimos presidentes do século XX. Nos EUA, o discurso anterior preferia falar em "povo", "união", "confederação", "nossa terra comum", "público", "bem-estar público" ou "comunidade", com o fim de evitar as implicações unitárias e centralizantes do termo "nação" em relação aos direitos dos estados federados. Na era das revoluções, fazia parte ou cedo se tornaria parte do conceito de nação que esta deveria ser "una e indivisa", como na frase francesa. Assim considerada, a "nação" era o corpo de cidadãos cuja soberania coletiva os constituía com um Estado concebido como sua expressão política. Pois, fosse o que fosse uma nação, ela sempre incluiria o elemento da cidadania e da escolha ou participação de massa.
(HOBSBAWM, Eric. Nações e Nacionalismo. 4. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2004, p. 31)
A partir do trecho de Hobsbawm sobre o nacionalismo no século XX, é CORRETO afirmar:
Heleieth Saffioti é uma autora brasileira que ficou conhecida internacionalmente como uma das mais importantes pesquisadoras feministas do país. Ela fez um estudo pioneiro na década de 1960 sobre as desigualdades entre mulheres e homens no mercado de trabalho e, buscando compreender o alijamento dos elementos do sexo feminino, apontou para duas questões centrais: a tradição (de que os papéis domésticos cabem às mulheres) e as pseudoteorias (que explicitam deficiências do organismo e da personalidade das mulheres).
Levando em consideração as questões centrais de Saffioti e a História das relações de gênero, é CORRETO afirmar: