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Q4356659 Português

O papel da propriedade intelectual na competitividade do Brasil em saúde


    A propriedade intelectual está mais presente no nosso cotidiano do que parece. Ela está nas músicas que ouvimos, nos aplicativos que usamos, nas tecnologias que facilitam a nossa rotina e, de forma muito concreta, nos avanços que transformam a saúde. Em essência, trata-se de um conjunto de regras que reconhece o direito de proteger as ideias, criações e inovações de uma pessoa ou de uma empresa, garantindo que essas invenções possam se transformar em soluções reais.

    Patente é um dos mecanismos legais para garantir esse direito de propriedade intelectual. Nesse caso, há uma proteção concedida temporariamente a quem investe em pesquisa e desenvolvimento, considerando que houve aporte financeiro e riscos envolvidos nesse processo. Ao assegurar esse direito, o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) cria um incentivo para que novas ideias continuem surgindo. Após um período de 20 anos dessa descoberta ser submetida ao INPI, o conhecimento gerado se torna amplamente acessível. Sem esse mecanismo, empresas altamente dependentes de P&D teriam menor previsibilidade e segurança em investir e reinvestir em novos produtos.

    Quando trazemos esse conceito para o campo da saúde, a relevância da propriedade intelectual se torna ainda mais evidente. Desenvolver um novo medicamento ou tecnologia médica é uma atividade de alto risco e um dos processos mais complexos e incertos da economia moderna. São anos, muitas vezes décadas, de pesquisa, testes rigorosos e validações científicas, conduzidos por milhares de pesquisadores e com investimentos significativos. Estima-se que apenas entre 7% e 26% dos medicamentos que entram em fase inicial de testes chegam, de fato, ao mercado. Ou seja, a grande maioria dos esforços não se converte em produto final.

    É justamente nesse contexto que um sistema de propriedade intelectual sólido se mostra essencial. Ele não apenas protege uma invenção, mas sustenta todo um ecossistema de inovação. Sem previsibilidade e segurança jurídica, o incentivo para investir em novas soluções diminui, o que impacta diretamente a possibilidade de novos tratamentos chegarem à sociedade e a velocidade com que isso pode acontecer. Segundo o estudo “Patents and Innovation: An Empirical Study”, cerca de 60% das novas descobertas não teriam sido desenvolvidas sem a existência de patentes. Outro estudo, o “Patents, Innovation and Access to New Pharmaceuticals”, destaca, por exemplo, que no Reino Unido, a ausência de proteção patentária poderia reduzir investimentos em pesquisa e desenvolvimento em até 64%. Esses números ajudam a dimensionar o quanto o sistema de propriedade intelectual está diretamente ligado à geração de novas terapias que podem mudar o curso da doença e a vida das pessoas.

    Esse é um ponto central: inovação e segurança do direito de propriedade intelectual são investimentos no futuro. Parte do lucro obtido durante esse período no qual se detém exclusividade de exploração dessa tecnologia é investido na próxima descoberta.

    Ao longo dos últimos anos, o Brasil tem avançado nesse tema. Houve melhorias importantes nos processos relacionados à análise de patentes, com esforços relevantes por parte do governo para reduzir as filas de pedidos pendentes. Esses avanços são fundamentais e demonstram o compromisso do país em evoluir seu ambiente de inovação.

    Ao mesmo tempo, ainda enfrentamos desafios que precisam ser endereçados. Um deles é a previsibilidade do sistema como um todo. Quando o intervalo entre o depósito e a análise para concessão da patente é longo, o detentor daquela inovação tem menos previsibilidade sobre os direitos dessa tecnologia. Historicamente, o Brasil leva quase uma década para concluir o processo de concessão da patente, e embora já existam iniciativas governamentais que buscam reduzir esse tempo para dois anos, os prazos ainda permanecem muito longos, e com isso, empresas multinacionais tendem a priorizar seus investimentos para mercados que ofereçam maior clareza e maior agilidade nos processos, o que, na prática, se reflete em uma demora maior da chegada da tecnologia em outros mercados.

    O mercado, em geral, busca maior segurança jurídica e institucional. A falta de clareza de prazos, a ausência de compensação ao detentor em caso de mora injustificada nesse processo de avaliação; ou constantes debates sobre a “quebra de patentes” de produtos, geram inseguranças e afastam investimentos.

    Por isso, é importante que essas discussões avancem com base em critérios técnicos, transparência e alinhamento com práticas internacionais, preservando o equilíbrio entre incentivo à inovação e interesse público.

    Também é fundamental reconhecer que propriedade intelectual e o acesso à saúde não são objetivos conflitantes, mas complementares. Propriedade intelectual não é um mecanismo apenas para grandes empresas, mas pode ser uma grande alavanca também para universidades, pesquisas acadêmicas, entre outros. Estudos mostram que ambientes previsíveis e seguros tendem a atrair mais inovação e pesquisa e parcerias, com ela, mais opções terapêuticas para a população.

    A discussão sobre propriedade intelectual não é apenas jurídica ou econômica. Ela é, sobretudo, uma discussão sobre futuro, sobre a capacidade de um país de atrair investimentos, desenvolver conhecimento e garantir que novas soluções cheguem de forma célere a quem precisa.

    E, quando falamos de saúde, esse futuro tem um significado ainda mais direto. Ele se traduz em mais tempo, mais qualidade de vida e mais possibilidades para milhões de pessoas.


(Por: Amanda Spina. Revista Exame. Publicado em: 17/05/2026. Disponível em: https://exame.com/colunistas qopiniao. Acesso em: junho de 2026. Adaptado.)

No trecho “Esses números ajudam a dimensionar o quanto o sistema de propriedade intelectual está diretamente ligado à geração de novas terapias que podem mudar o curso da doença e a vida das pessoas.” (4º§), quanto ao termo destacado, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q4356658 Português

O papel da propriedade intelectual na competitividade do Brasil em saúde


    A propriedade intelectual está mais presente no nosso cotidiano do que parece. Ela está nas músicas que ouvimos, nos aplicativos que usamos, nas tecnologias que facilitam a nossa rotina e, de forma muito concreta, nos avanços que transformam a saúde. Em essência, trata-se de um conjunto de regras que reconhece o direito de proteger as ideias, criações e inovações de uma pessoa ou de uma empresa, garantindo que essas invenções possam se transformar em soluções reais.

    Patente é um dos mecanismos legais para garantir esse direito de propriedade intelectual. Nesse caso, há uma proteção concedida temporariamente a quem investe em pesquisa e desenvolvimento, considerando que houve aporte financeiro e riscos envolvidos nesse processo. Ao assegurar esse direito, o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) cria um incentivo para que novas ideias continuem surgindo. Após um período de 20 anos dessa descoberta ser submetida ao INPI, o conhecimento gerado se torna amplamente acessível. Sem esse mecanismo, empresas altamente dependentes de P&D teriam menor previsibilidade e segurança em investir e reinvestir em novos produtos.

    Quando trazemos esse conceito para o campo da saúde, a relevância da propriedade intelectual se torna ainda mais evidente. Desenvolver um novo medicamento ou tecnologia médica é uma atividade de alto risco e um dos processos mais complexos e incertos da economia moderna. São anos, muitas vezes décadas, de pesquisa, testes rigorosos e validações científicas, conduzidos por milhares de pesquisadores e com investimentos significativos. Estima-se que apenas entre 7% e 26% dos medicamentos que entram em fase inicial de testes chegam, de fato, ao mercado. Ou seja, a grande maioria dos esforços não se converte em produto final.

    É justamente nesse contexto que um sistema de propriedade intelectual sólido se mostra essencial. Ele não apenas protege uma invenção, mas sustenta todo um ecossistema de inovação. Sem previsibilidade e segurança jurídica, o incentivo para investir em novas soluções diminui, o que impacta diretamente a possibilidade de novos tratamentos chegarem à sociedade e a velocidade com que isso pode acontecer. Segundo o estudo “Patents and Innovation: An Empirical Study”, cerca de 60% das novas descobertas não teriam sido desenvolvidas sem a existência de patentes. Outro estudo, o “Patents, Innovation and Access to New Pharmaceuticals”, destaca, por exemplo, que no Reino Unido, a ausência de proteção patentária poderia reduzir investimentos em pesquisa e desenvolvimento em até 64%. Esses números ajudam a dimensionar o quanto o sistema de propriedade intelectual está diretamente ligado à geração de novas terapias que podem mudar o curso da doença e a vida das pessoas.

    Esse é um ponto central: inovação e segurança do direito de propriedade intelectual são investimentos no futuro. Parte do lucro obtido durante esse período no qual se detém exclusividade de exploração dessa tecnologia é investido na próxima descoberta.

    Ao longo dos últimos anos, o Brasil tem avançado nesse tema. Houve melhorias importantes nos processos relacionados à análise de patentes, com esforços relevantes por parte do governo para reduzir as filas de pedidos pendentes. Esses avanços são fundamentais e demonstram o compromisso do país em evoluir seu ambiente de inovação.

    Ao mesmo tempo, ainda enfrentamos desafios que precisam ser endereçados. Um deles é a previsibilidade do sistema como um todo. Quando o intervalo entre o depósito e a análise para concessão da patente é longo, o detentor daquela inovação tem menos previsibilidade sobre os direitos dessa tecnologia. Historicamente, o Brasil leva quase uma década para concluir o processo de concessão da patente, e embora já existam iniciativas governamentais que buscam reduzir esse tempo para dois anos, os prazos ainda permanecem muito longos, e com isso, empresas multinacionais tendem a priorizar seus investimentos para mercados que ofereçam maior clareza e maior agilidade nos processos, o que, na prática, se reflete em uma demora maior da chegada da tecnologia em outros mercados.

    O mercado, em geral, busca maior segurança jurídica e institucional. A falta de clareza de prazos, a ausência de compensação ao detentor em caso de mora injustificada nesse processo de avaliação; ou constantes debates sobre a “quebra de patentes” de produtos, geram inseguranças e afastam investimentos.

    Por isso, é importante que essas discussões avancem com base em critérios técnicos, transparência e alinhamento com práticas internacionais, preservando o equilíbrio entre incentivo à inovação e interesse público.

    Também é fundamental reconhecer que propriedade intelectual e o acesso à saúde não são objetivos conflitantes, mas complementares. Propriedade intelectual não é um mecanismo apenas para grandes empresas, mas pode ser uma grande alavanca também para universidades, pesquisas acadêmicas, entre outros. Estudos mostram que ambientes previsíveis e seguros tendem a atrair mais inovação e pesquisa e parcerias, com ela, mais opções terapêuticas para a população.

    A discussão sobre propriedade intelectual não é apenas jurídica ou econômica. Ela é, sobretudo, uma discussão sobre futuro, sobre a capacidade de um país de atrair investimentos, desenvolver conhecimento e garantir que novas soluções cheguem de forma célere a quem precisa.

    E, quando falamos de saúde, esse futuro tem um significado ainda mais direto. Ele se traduz em mais tempo, mais qualidade de vida e mais possibilidades para milhões de pessoas.


(Por: Amanda Spina. Revista Exame. Publicado em: 17/05/2026. Disponível em: https://exame.com/colunistas qopiniao. Acesso em: junho de 2026. Adaptado.)

Informações que apresentam dados da realidade observável no texto, promovem, principalmente:
Alternativas
Q4356657 Português

Consciência coletiva


O conjunto das crenças e dos sentimentos comuns à média dos membros de uma mesma sociedade forma um sistema determinado que tem vida própria; podemos chamá-lo de consciência coletiva ou comum. Sem dúvida, ela não tem por substrato um órgão único; ela é, por definição, difusa em toda a extensão da sociedade, mas tem, ainda assim, características específicas que fazem dela uma realidade distinta. Do mesmo modo, ela não muda a cada geração, mas liga umas às outras as gerações sucessivas. Ela é, pois, bem diferente das consciências particulares, conquanto só seja realizada nos indivíduos. Ela é o tipo psíquico da sociedade, tipo que tem suas propriedades, suas condições de existência, seu modo de desenvolvimento, do mesmo modo que os tipos individuais, muito embora de outra maneira.


(DURKHEIM, Émile. Da divisão do trabalho social, 1893.)

Considerando o fragmento textual apresentado, assinale a afirmativa correta. 
Alternativas
Q4356656 Português

Consciência coletiva


O conjunto das crenças e dos sentimentos comuns à média dos membros de uma mesma sociedade forma um sistema determinado que tem vida própria; podemos chamá-lo de consciência coletiva ou comum. Sem dúvida, ela não tem por substrato um órgão único; ela é, por definição, difusa em toda a extensão da sociedade, mas tem, ainda assim, características específicas que fazem dela uma realidade distinta. Do mesmo modo, ela não muda a cada geração, mas liga umas às outras as gerações sucessivas. Ela é, pois, bem diferente das consciências particulares, conquanto só seja realizada nos indivíduos. Ela é o tipo psíquico da sociedade, tipo que tem suas propriedades, suas condições de existência, seu modo de desenvolvimento, do mesmo modo que os tipos individuais, muito embora de outra maneira.


(DURKHEIM, Émile. Da divisão do trabalho social, 1893.)

Observe o fragmento a seguir: “Ela é, pois, bem diferente das consciências particulares, conquanto só seja realizada nos indivíduos.” Sobre a estrutura e a composição desse pensamento, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q4356655 Português

Consciência coletiva


O conjunto das crenças e dos sentimentos comuns à média dos membros de uma mesma sociedade forma um sistema determinado que tem vida própria; podemos chamá-lo de consciência coletiva ou comum. Sem dúvida, ela não tem por substrato um órgão único; ela é, por definição, difusa em toda a extensão da sociedade, mas tem, ainda assim, características específicas que fazem dela uma realidade distinta. Do mesmo modo, ela não muda a cada geração, mas liga umas às outras as gerações sucessivas. Ela é, pois, bem diferente das consciências particulares, conquanto só seja realizada nos indivíduos. Ela é o tipo psíquico da sociedade, tipo que tem suas propriedades, suas condições de existência, seu modo de desenvolvimento, do mesmo modo que os tipos individuais, muito embora de outra maneira.


(DURKHEIM, Émile. Da divisão do trabalho social, 1893.)

No trecho “O conjunto das crenças e dos sentimentos comuns à média dos membros de uma mesma sociedade forma um sistema determinado que tem vida própria; podemos chamá-lo de consciência coletiva ou comum.”, a ocorrência do sinal indicador de crase demonstra: 
Alternativas
Q4356654 Português

Consciência coletiva


O conjunto das crenças e dos sentimentos comuns à média dos membros de uma mesma sociedade forma um sistema determinado que tem vida própria; podemos chamá-lo de consciência coletiva ou comum. Sem dúvida, ela não tem por substrato um órgão único; ela é, por definição, difusa em toda a extensão da sociedade, mas tem, ainda assim, características específicas que fazem dela uma realidade distinta. Do mesmo modo, ela não muda a cada geração, mas liga umas às outras as gerações sucessivas. Ela é, pois, bem diferente das consciências particulares, conquanto só seja realizada nos indivíduos. Ela é o tipo psíquico da sociedade, tipo que tem suas propriedades, suas condições de existência, seu modo de desenvolvimento, do mesmo modo que os tipos individuais, muito embora de outra maneira.


(DURKHEIM, Émile. Da divisão do trabalho social, 1893.)

Considerando o efeito de sentido produzido pelo emprego dos vocábulos no contexto apresentado, é correto afirmar que, em relação às ocorrências do vocábulo “ela”: 
Alternativas
Q4356653 Português

Consciência coletiva


O conjunto das crenças e dos sentimentos comuns à média dos membros de uma mesma sociedade forma um sistema determinado que tem vida própria; podemos chamá-lo de consciência coletiva ou comum. Sem dúvida, ela não tem por substrato um órgão único; ela é, por definição, difusa em toda a extensão da sociedade, mas tem, ainda assim, características específicas que fazem dela uma realidade distinta. Do mesmo modo, ela não muda a cada geração, mas liga umas às outras as gerações sucessivas. Ela é, pois, bem diferente das consciências particulares, conquanto só seja realizada nos indivíduos. Ela é o tipo psíquico da sociedade, tipo que tem suas propriedades, suas condições de existência, seu modo de desenvolvimento, do mesmo modo que os tipos individuais, muito embora de outra maneira.


(DURKHEIM, Émile. Da divisão do trabalho social, 1893.)

No trecho “Ela é o tipo psíquico da sociedade, tipo que tem suas propriedades, suas condições de existência, seu modo de desenvolvimento, do mesmo modo que os tipos individuais, muito embora de outra maneira.”, é possível observar:
Alternativas
Q4356276 Direito Sanitário
A notificação compulsória é a comunicação obrigatória à autoridade de saúde sobre a ocorrência de suspeita ou confirmação de doença, agravo ou evento de saúde pública. Com base na Portaria GM/MS Nº 6.734, de 18 de março de 2025, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4356273 Legislação Estadual
O Programa Estadual de Fortalecimento da Atenção Primária à Saúde (PROAPS Paraná) é constituído por incentivos financeiros destinados à implementação das diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS) e da Rede de Atenção à Saúde (RAS), a serem operacionalizados pelas equipes da Atenção Primária à Saúde no Estado do Paraná. De acordo com a normativa vigente, esse incentivo financeiro é composto por:
Alternativas
Q4355946 Legislação dos Municípios do Estado do Rio de Janeiro
O município de Campos dos Goytacazes estimula o desenvolvimento funcional dos profissionais do magistério. Prova dessa política educacional do município é a recente promulgação da Lei nº 9.686/2025, que promoveu importantes alterações legislativas no Estatuto do Magistério da Educação Básica do município. Com fundamento na Lei Municipal nº 8.133/2009 (Estatuto do Magistério) e, especialmente, sobre a promoção funcional do profissional do magistério, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q4355942 Direito da Criança e do Adolescente - Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) - Lei nº 8.069 de 1990
Determinada escola municipal de ensino fundamental decide revisar seus procedimentos internos para se adequar às diretrizes da Lei Federal nº 14.811/2024, que institui medidas de proteção à criança e ao adolescente contra a violência em estabelecimentos educacionais. Durante a reunião de planejamento, a equipe pedagógica discute a elaboração dos protocolos de proteção exigidos pela legislação. Com base na referida lei, assinale a afirmativa que descreve corretamente a responsabilidade e os requisitos para a criação desses protocolos. 
Alternativas
Q4355941 Legislação Federal
No exercício da docência, o professor frequentemente se depara com conflitos interpessoais entre os alunos. Para uma intervenção pedagógica e jurídica correta, é essencial distinguir o fenômeno do bullying de desentendimentos pontuais. Com base no texto da Lei Federal nº 13.185/2015 (com exclusão de qualquer outro diploma legal sobre o assunto), analise as afirmativas a seguir.

I. Considera-se intimidação sistemática (bullying) o ato de violência física ou psicológica que ocorre de forma isolada e eventual, motivado por um conflito específico e pontual entre as partes, ainda que ausente a característica de repetitividade.
II. A Lei classifica a intimidação sistemática conforme as ações praticadas; exemplificativamente, a ação de ignorar, isolar e excluir a vítima é classificada como uma forma de intimidação sistemática social.
III. Entre os objetivos do Programa de Combate à Intimidação Sistemática, destaca-se a priorização de medidas punitivas severas aos agressores, visando ao isolamento desses da sociedade como principal mecanismo de mudança de comportamento hostil.

Está correto o que se afirma em 
Alternativas
Q4355939 Estatuto da Pessoa Idosa - Lei nº 10.741 de 2003
Em determinada escola municipal de Campos dos Goytacazes, que atende turmas de educação infantil e anos iniciais, é desenvolvido um projeto pedagógico de integração intergeracional, no qual avós e idosos da comunidade participam de atividades culturais, de leitura e de contação de histórias com os alunos. Durante a organização das atividades, a equipe escolar identifica a necessidade de assegurar tratamento adequado aos idosos participantes, inclusive quanto ao atendimento prioritário e à prevenção de situações de desrespeito ou negligência no ambiente escolar. Considerando as Disposições Preliminares do Estatuto da Pessoa Idosa, quanto aos deveres e garantias aplicáveis à situação hipotética descrita, assinale a afirmativa correta
Alternativas
Q4355938 Estatuto da Pessoa com Deficiência - Lei nº 13.146 de 2015
Em determinada escola municipal de Campos dos Goytacazes, que atende alunos da educação infantil e dos anos iniciais do ensino fundamental, uma professora identifica que certo estudante apresenta impedimento de longo prazo de natureza sensorial, associado a dificuldades significativas de comunicação oral. Observa-se que o aluno encontra obstáculos não apenas físicos, mas também na interação com colegas e no acesso às atividades pedagógicas propostas em sala. Diante dessa situação, a equipe pedagógica discute quais medidas institucionais devem ser adotadas para garantir a participação plena do estudante no ambiente escolar, em igualdade de condições com os demais. À luz da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Lei nº 13.146/2015, quanto à compreensão jurídica da deficiência e às providências compatíveis com a atuação do professor de educação infantil – anos iniciais no contexto apresentado, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q4355937 Português
Prática aliada à teoria: como é o ensino lúdico e criativo?


        A aprendizagem “mão na massa”, também conhecida como aprendizagem criativa, é uma metodologia ativa que consiste em construir o saber na prática. No processo, o contexto, as habilidades e diferenças dos envolvidos são trabalhados juntamente com a teoria. Atividades como a criação de jogos, recortes, receitas culinárias para o aprendizado de unidades de medida e até fotografias caracterizam-se como exemplos dessa vertente da educação. As metodologias ativas de aprendizagem são uma corrente da técnica pedagógica que se baseia no desenvolvimento das habilidades, e menos na transmissão tradicional do conhecimento. Autores como o estadunidense John Dewey, o brasileiro Paulo Freire – referência na educação do país – e o suíço Jean Piaget são nomes que ajudaram na construção desse modelo, ainda que não usassem o conceito em seus estudos.

        O modo de ensinar mais tradicional se baseia na construção de uma hierarquia, na qual o educador é o centro do aprendizado e aquele que detém a sabedoria. Os alunos, por sua vez, seriam receptores das informações, dadas em aulas expositivas – de forma verbal –, e teriam o dever de memorizar o que foi passado. As diferenças individuais não são consideradas e busca- -se o padrão. Segundo Paulo Freire, essa vertente é chamada de educação bancária.

        O avanço da tecnologia e o aparecimento de novas dinâmicas sociais e necessidades, como a sustentabilidade e a inclusão, abriram caminho para outro estilo de educar, com o desenvolvimento de outras atividades. Fraulein Vidigal de Paula, professora do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (IP-USP), defende o deslocamento do estudante para o papel de protagonista: “Esse aspecto facilita o processo de aprendizagem, quando você parte também do princípio de que o propósito da educação não é só favorecer a aquisição de alguns conhecimentos prévios, armazenados pela cultura, mas também transformar e empoderar”.

        Nas metodologias ativas, os educandos são incentivados a ter consciência de que estão em um processo de troca de informações e construção do entendimento sobre o mundo. “Elas vão levar em conta esse indivíduo, não só como alguém que possui um cérebro, um conjunto de olhos e ouvidos e mãos para registrar. A intenção é mobilizar esse organismo por inteiro.” Entretanto, Fraulein destaca que o objetivo não é deixar os alunos resolverem tudo sozinhos, mas fornecer uma base teórica que cultive as ideias.

        Para a professora, a aprendizagem “mão na massa” desafia o aprendiz a pensar as propostas de outras maneiras, o que o torna ativo na aprendizagem: “Ele tem que fazer algo, realizar uma atividade que consiste em resolver um problema já pré- -moldado, uma situação pensada, problemas abertos em que se vai sair da sala de aula”. O termo foi proposto por Mitchel Resnick, cientista de computação e professor da cátedra Lego Papert de Pesquisa de Aprendizagem no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Seymour Papert, Jean Piaget, Paulo Freire e Maria Montessori o inspiram nessa linha de pesquisa, que entende que o corpo teórico (a educação) está em constante mudança. O estilo possui quatro fundamentos: projetos (as atividades desenvolvidas), paixão (a criação de conexões positivas entre o aluno e o conteúdo), pares (estímulo ao trabalho em grupo, comunicação, escuta e expressão) e pensar brincando (experimentação lúdica).

        Fraulein entende que a imprevisibilidade nas relações sociais é um benefício para o aperfeiçoamento de habilidades socioemocionais. “Digamos que o conjunto das mais variadas emoções pode vir à tona e ser mobilizado ali. Elas (as emoções) vão também exigir que as pessoas envolvidas se conheçam melhor, lidem com alguém que tem dificuldades e o outro que tem mais habilidades e também negociar o processo”, explica.

        Segundo ela, é essencial que o educador tenha contato com a aprendizagem “mão na massa” desde a sua formação, como a oferta de recursos para o trabalho: “Se tem o ensino para alguém das metodologias ativas, o processo de formação dele deve passar pelo uso dessas mesmas estratégias formativas. Também há ali um adulto em processo de aprendizagem”. As práticas podem ser feitas durante a graduação, por meio de cursos ou pela formação continuada – atualização e melhoramento dos conhecimentos docentes, por exemplo. 


(Disponível em: https://jornal.usp.br/radio-usp/. Acesso em: janeiro de 2026. Adaptado.)
No trecho “[...] o propósito da educação não é só favorecer a aquisição de alguns conhecimentos prévios, armazenados pela cultura, mas também transformar e empoderar.” (4º§), a conjunção “mas também”, no contexto, estabelece relação sintático-semântica de:
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Q4355936 Português
Prática aliada à teoria: como é o ensino lúdico e criativo?


        A aprendizagem “mão na massa”, também conhecida como aprendizagem criativa, é uma metodologia ativa que consiste em construir o saber na prática. No processo, o contexto, as habilidades e diferenças dos envolvidos são trabalhados juntamente com a teoria. Atividades como a criação de jogos, recortes, receitas culinárias para o aprendizado de unidades de medida e até fotografias caracterizam-se como exemplos dessa vertente da educação. As metodologias ativas de aprendizagem são uma corrente da técnica pedagógica que se baseia no desenvolvimento das habilidades, e menos na transmissão tradicional do conhecimento. Autores como o estadunidense John Dewey, o brasileiro Paulo Freire – referência na educação do país – e o suíço Jean Piaget são nomes que ajudaram na construção desse modelo, ainda que não usassem o conceito em seus estudos.

        O modo de ensinar mais tradicional se baseia na construção de uma hierarquia, na qual o educador é o centro do aprendizado e aquele que detém a sabedoria. Os alunos, por sua vez, seriam receptores das informações, dadas em aulas expositivas – de forma verbal –, e teriam o dever de memorizar o que foi passado. As diferenças individuais não são consideradas e busca- -se o padrão. Segundo Paulo Freire, essa vertente é chamada de educação bancária.

        O avanço da tecnologia e o aparecimento de novas dinâmicas sociais e necessidades, como a sustentabilidade e a inclusão, abriram caminho para outro estilo de educar, com o desenvolvimento de outras atividades. Fraulein Vidigal de Paula, professora do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (IP-USP), defende o deslocamento do estudante para o papel de protagonista: “Esse aspecto facilita o processo de aprendizagem, quando você parte também do princípio de que o propósito da educação não é só favorecer a aquisição de alguns conhecimentos prévios, armazenados pela cultura, mas também transformar e empoderar”.

        Nas metodologias ativas, os educandos são incentivados a ter consciência de que estão em um processo de troca de informações e construção do entendimento sobre o mundo. “Elas vão levar em conta esse indivíduo, não só como alguém que possui um cérebro, um conjunto de olhos e ouvidos e mãos para registrar. A intenção é mobilizar esse organismo por inteiro.” Entretanto, Fraulein destaca que o objetivo não é deixar os alunos resolverem tudo sozinhos, mas fornecer uma base teórica que cultive as ideias.

        Para a professora, a aprendizagem “mão na massa” desafia o aprendiz a pensar as propostas de outras maneiras, o que o torna ativo na aprendizagem: “Ele tem que fazer algo, realizar uma atividade que consiste em resolver um problema já pré- -moldado, uma situação pensada, problemas abertos em que se vai sair da sala de aula”. O termo foi proposto por Mitchel Resnick, cientista de computação e professor da cátedra Lego Papert de Pesquisa de Aprendizagem no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Seymour Papert, Jean Piaget, Paulo Freire e Maria Montessori o inspiram nessa linha de pesquisa, que entende que o corpo teórico (a educação) está em constante mudança. O estilo possui quatro fundamentos: projetos (as atividades desenvolvidas), paixão (a criação de conexões positivas entre o aluno e o conteúdo), pares (estímulo ao trabalho em grupo, comunicação, escuta e expressão) e pensar brincando (experimentação lúdica).

        Fraulein entende que a imprevisibilidade nas relações sociais é um benefício para o aperfeiçoamento de habilidades socioemocionais. “Digamos que o conjunto das mais variadas emoções pode vir à tona e ser mobilizado ali. Elas (as emoções) vão também exigir que as pessoas envolvidas se conheçam melhor, lidem com alguém que tem dificuldades e o outro que tem mais habilidades e também negociar o processo”, explica.

        Segundo ela, é essencial que o educador tenha contato com a aprendizagem “mão na massa” desde a sua formação, como a oferta de recursos para o trabalho: “Se tem o ensino para alguém das metodologias ativas, o processo de formação dele deve passar pelo uso dessas mesmas estratégias formativas. Também há ali um adulto em processo de aprendizagem”. As práticas podem ser feitas durante a graduação, por meio de cursos ou pela formação continuada – atualização e melhoramento dos conhecimentos docentes, por exemplo. 


(Disponível em: https://jornal.usp.br/radio-usp/. Acesso em: janeiro de 2026. Adaptado.)
Considerando a estrutura do trecho Segundo ela, é essencial que o educador tenha contato com a aprendizagem “mão na massa” desde a sua formação, [...] (9º§), é correto afirmar que o autor optou pelo discurso:
Alternativas
Q4355935 Português
Prática aliada à teoria: como é o ensino lúdico e criativo?


        A aprendizagem “mão na massa”, também conhecida como aprendizagem criativa, é uma metodologia ativa que consiste em construir o saber na prática. No processo, o contexto, as habilidades e diferenças dos envolvidos são trabalhados juntamente com a teoria. Atividades como a criação de jogos, recortes, receitas culinárias para o aprendizado de unidades de medida e até fotografias caracterizam-se como exemplos dessa vertente da educação. As metodologias ativas de aprendizagem são uma corrente da técnica pedagógica que se baseia no desenvolvimento das habilidades, e menos na transmissão tradicional do conhecimento. Autores como o estadunidense John Dewey, o brasileiro Paulo Freire – referência na educação do país – e o suíço Jean Piaget são nomes que ajudaram na construção desse modelo, ainda que não usassem o conceito em seus estudos.

        O modo de ensinar mais tradicional se baseia na construção de uma hierarquia, na qual o educador é o centro do aprendizado e aquele que detém a sabedoria. Os alunos, por sua vez, seriam receptores das informações, dadas em aulas expositivas – de forma verbal –, e teriam o dever de memorizar o que foi passado. As diferenças individuais não são consideradas e busca- -se o padrão. Segundo Paulo Freire, essa vertente é chamada de educação bancária.

        O avanço da tecnologia e o aparecimento de novas dinâmicas sociais e necessidades, como a sustentabilidade e a inclusão, abriram caminho para outro estilo de educar, com o desenvolvimento de outras atividades. Fraulein Vidigal de Paula, professora do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (IP-USP), defende o deslocamento do estudante para o papel de protagonista: “Esse aspecto facilita o processo de aprendizagem, quando você parte também do princípio de que o propósito da educação não é só favorecer a aquisição de alguns conhecimentos prévios, armazenados pela cultura, mas também transformar e empoderar”.

        Nas metodologias ativas, os educandos são incentivados a ter consciência de que estão em um processo de troca de informações e construção do entendimento sobre o mundo. “Elas vão levar em conta esse indivíduo, não só como alguém que possui um cérebro, um conjunto de olhos e ouvidos e mãos para registrar. A intenção é mobilizar esse organismo por inteiro.” Entretanto, Fraulein destaca que o objetivo não é deixar os alunos resolverem tudo sozinhos, mas fornecer uma base teórica que cultive as ideias.

        Para a professora, a aprendizagem “mão na massa” desafia o aprendiz a pensar as propostas de outras maneiras, o que o torna ativo na aprendizagem: “Ele tem que fazer algo, realizar uma atividade que consiste em resolver um problema já pré- -moldado, uma situação pensada, problemas abertos em que se vai sair da sala de aula”. O termo foi proposto por Mitchel Resnick, cientista de computação e professor da cátedra Lego Papert de Pesquisa de Aprendizagem no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Seymour Papert, Jean Piaget, Paulo Freire e Maria Montessori o inspiram nessa linha de pesquisa, que entende que o corpo teórico (a educação) está em constante mudança. O estilo possui quatro fundamentos: projetos (as atividades desenvolvidas), paixão (a criação de conexões positivas entre o aluno e o conteúdo), pares (estímulo ao trabalho em grupo, comunicação, escuta e expressão) e pensar brincando (experimentação lúdica).

        Fraulein entende que a imprevisibilidade nas relações sociais é um benefício para o aperfeiçoamento de habilidades socioemocionais. “Digamos que o conjunto das mais variadas emoções pode vir à tona e ser mobilizado ali. Elas (as emoções) vão também exigir que as pessoas envolvidas se conheçam melhor, lidem com alguém que tem dificuldades e o outro que tem mais habilidades e também negociar o processo”, explica.

        Segundo ela, é essencial que o educador tenha contato com a aprendizagem “mão na massa” desde a sua formação, como a oferta de recursos para o trabalho: “Se tem o ensino para alguém das metodologias ativas, o processo de formação dele deve passar pelo uso dessas mesmas estratégias formativas. Também há ali um adulto em processo de aprendizagem”. As práticas podem ser feitas durante a graduação, por meio de cursos ou pela formação continuada – atualização e melhoramento dos conhecimentos docentes, por exemplo. 


(Disponível em: https://jornal.usp.br/radio-usp/. Acesso em: janeiro de 2026. Adaptado.)
Na palavra “processo” (9º§), o número de fonemas é: 
Alternativas
Q4355934 Português
Prática aliada à teoria: como é o ensino lúdico e criativo?


        A aprendizagem “mão na massa”, também conhecida como aprendizagem criativa, é uma metodologia ativa que consiste em construir o saber na prática. No processo, o contexto, as habilidades e diferenças dos envolvidos são trabalhados juntamente com a teoria. Atividades como a criação de jogos, recortes, receitas culinárias para o aprendizado de unidades de medida e até fotografias caracterizam-se como exemplos dessa vertente da educação. As metodologias ativas de aprendizagem são uma corrente da técnica pedagógica que se baseia no desenvolvimento das habilidades, e menos na transmissão tradicional do conhecimento. Autores como o estadunidense John Dewey, o brasileiro Paulo Freire – referência na educação do país – e o suíço Jean Piaget são nomes que ajudaram na construção desse modelo, ainda que não usassem o conceito em seus estudos.

        O modo de ensinar mais tradicional se baseia na construção de uma hierarquia, na qual o educador é o centro do aprendizado e aquele que detém a sabedoria. Os alunos, por sua vez, seriam receptores das informações, dadas em aulas expositivas – de forma verbal –, e teriam o dever de memorizar o que foi passado. As diferenças individuais não são consideradas e busca- -se o padrão. Segundo Paulo Freire, essa vertente é chamada de educação bancária.

        O avanço da tecnologia e o aparecimento de novas dinâmicas sociais e necessidades, como a sustentabilidade e a inclusão, abriram caminho para outro estilo de educar, com o desenvolvimento de outras atividades. Fraulein Vidigal de Paula, professora do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (IP-USP), defende o deslocamento do estudante para o papel de protagonista: “Esse aspecto facilita o processo de aprendizagem, quando você parte também do princípio de que o propósito da educação não é só favorecer a aquisição de alguns conhecimentos prévios, armazenados pela cultura, mas também transformar e empoderar”.

        Nas metodologias ativas, os educandos são incentivados a ter consciência de que estão em um processo de troca de informações e construção do entendimento sobre o mundo. “Elas vão levar em conta esse indivíduo, não só como alguém que possui um cérebro, um conjunto de olhos e ouvidos e mãos para registrar. A intenção é mobilizar esse organismo por inteiro.” Entretanto, Fraulein destaca que o objetivo não é deixar os alunos resolverem tudo sozinhos, mas fornecer uma base teórica que cultive as ideias.

        Para a professora, a aprendizagem “mão na massa” desafia o aprendiz a pensar as propostas de outras maneiras, o que o torna ativo na aprendizagem: “Ele tem que fazer algo, realizar uma atividade que consiste em resolver um problema já pré- -moldado, uma situação pensada, problemas abertos em que se vai sair da sala de aula”. O termo foi proposto por Mitchel Resnick, cientista de computação e professor da cátedra Lego Papert de Pesquisa de Aprendizagem no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Seymour Papert, Jean Piaget, Paulo Freire e Maria Montessori o inspiram nessa linha de pesquisa, que entende que o corpo teórico (a educação) está em constante mudança. O estilo possui quatro fundamentos: projetos (as atividades desenvolvidas), paixão (a criação de conexões positivas entre o aluno e o conteúdo), pares (estímulo ao trabalho em grupo, comunicação, escuta e expressão) e pensar brincando (experimentação lúdica).

        Fraulein entende que a imprevisibilidade nas relações sociais é um benefício para o aperfeiçoamento de habilidades socioemocionais. “Digamos que o conjunto das mais variadas emoções pode vir à tona e ser mobilizado ali. Elas (as emoções) vão também exigir que as pessoas envolvidas se conheçam melhor, lidem com alguém que tem dificuldades e o outro que tem mais habilidades e também negociar o processo”, explica.

        Segundo ela, é essencial que o educador tenha contato com a aprendizagem “mão na massa” desde a sua formação, como a oferta de recursos para o trabalho: “Se tem o ensino para alguém das metodologias ativas, o processo de formação dele deve passar pelo uso dessas mesmas estratégias formativas. Também há ali um adulto em processo de aprendizagem”. As práticas podem ser feitas durante a graduação, por meio de cursos ou pela formação continuada – atualização e melhoramento dos conhecimentos docentes, por exemplo. 


(Disponível em: https://jornal.usp.br/radio-usp/. Acesso em: janeiro de 2026. Adaptado.)
No trecho “Fraulein Vidigal de Paula, professora do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (IP-USP), defende o deslocamento do estudante para o papel de protagonista: [...]” (4º§), a expressão destacada exerce, no período, a função sintática de:
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Q4355933 Português
Prática aliada à teoria: como é o ensino lúdico e criativo?


        A aprendizagem “mão na massa”, também conhecida como aprendizagem criativa, é uma metodologia ativa que consiste em construir o saber na prática. No processo, o contexto, as habilidades e diferenças dos envolvidos são trabalhados juntamente com a teoria. Atividades como a criação de jogos, recortes, receitas culinárias para o aprendizado de unidades de medida e até fotografias caracterizam-se como exemplos dessa vertente da educação. As metodologias ativas de aprendizagem são uma corrente da técnica pedagógica que se baseia no desenvolvimento das habilidades, e menos na transmissão tradicional do conhecimento. Autores como o estadunidense John Dewey, o brasileiro Paulo Freire – referência na educação do país – e o suíço Jean Piaget são nomes que ajudaram na construção desse modelo, ainda que não usassem o conceito em seus estudos.

        O modo de ensinar mais tradicional se baseia na construção de uma hierarquia, na qual o educador é o centro do aprendizado e aquele que detém a sabedoria. Os alunos, por sua vez, seriam receptores das informações, dadas em aulas expositivas – de forma verbal –, e teriam o dever de memorizar o que foi passado. As diferenças individuais não são consideradas e busca- -se o padrão. Segundo Paulo Freire, essa vertente é chamada de educação bancária.

        O avanço da tecnologia e o aparecimento de novas dinâmicas sociais e necessidades, como a sustentabilidade e a inclusão, abriram caminho para outro estilo de educar, com o desenvolvimento de outras atividades. Fraulein Vidigal de Paula, professora do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (IP-USP), defende o deslocamento do estudante para o papel de protagonista: “Esse aspecto facilita o processo de aprendizagem, quando você parte também do princípio de que o propósito da educação não é só favorecer a aquisição de alguns conhecimentos prévios, armazenados pela cultura, mas também transformar e empoderar”.

        Nas metodologias ativas, os educandos são incentivados a ter consciência de que estão em um processo de troca de informações e construção do entendimento sobre o mundo. “Elas vão levar em conta esse indivíduo, não só como alguém que possui um cérebro, um conjunto de olhos e ouvidos e mãos para registrar. A intenção é mobilizar esse organismo por inteiro.” Entretanto, Fraulein destaca que o objetivo não é deixar os alunos resolverem tudo sozinhos, mas fornecer uma base teórica que cultive as ideias.

        Para a professora, a aprendizagem “mão na massa” desafia o aprendiz a pensar as propostas de outras maneiras, o que o torna ativo na aprendizagem: “Ele tem que fazer algo, realizar uma atividade que consiste em resolver um problema já pré- -moldado, uma situação pensada, problemas abertos em que se vai sair da sala de aula”. O termo foi proposto por Mitchel Resnick, cientista de computação e professor da cátedra Lego Papert de Pesquisa de Aprendizagem no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Seymour Papert, Jean Piaget, Paulo Freire e Maria Montessori o inspiram nessa linha de pesquisa, que entende que o corpo teórico (a educação) está em constante mudança. O estilo possui quatro fundamentos: projetos (as atividades desenvolvidas), paixão (a criação de conexões positivas entre o aluno e o conteúdo), pares (estímulo ao trabalho em grupo, comunicação, escuta e expressão) e pensar brincando (experimentação lúdica).

        Fraulein entende que a imprevisibilidade nas relações sociais é um benefício para o aperfeiçoamento de habilidades socioemocionais. “Digamos que o conjunto das mais variadas emoções pode vir à tona e ser mobilizado ali. Elas (as emoções) vão também exigir que as pessoas envolvidas se conheçam melhor, lidem com alguém que tem dificuldades e o outro que tem mais habilidades e também negociar o processo”, explica.

        Segundo ela, é essencial que o educador tenha contato com a aprendizagem “mão na massa” desde a sua formação, como a oferta de recursos para o trabalho: “Se tem o ensino para alguém das metodologias ativas, o processo de formação dele deve passar pelo uso dessas mesmas estratégias formativas. Também há ali um adulto em processo de aprendizagem”. As práticas podem ser feitas durante a graduação, por meio de cursos ou pela formação continuada – atualização e melhoramento dos conhecimentos docentes, por exemplo. 


(Disponível em: https://jornal.usp.br/radio-usp/. Acesso em: janeiro de 2026. Adaptado.)
Considerando o excerto “O modo de ensinar mais tradicional se baseia na construção de uma hierarquia, na qual o educador é o centro do aprendizado [...]” (3º§), assinale a reescrita que mantém a correção gramatical e o sentido original do trecho destacado.
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Q4355931 Português
Prática aliada à teoria: como é o ensino lúdico e criativo?


        A aprendizagem “mão na massa”, também conhecida como aprendizagem criativa, é uma metodologia ativa que consiste em construir o saber na prática. No processo, o contexto, as habilidades e diferenças dos envolvidos são trabalhados juntamente com a teoria. Atividades como a criação de jogos, recortes, receitas culinárias para o aprendizado de unidades de medida e até fotografias caracterizam-se como exemplos dessa vertente da educação. As metodologias ativas de aprendizagem são uma corrente da técnica pedagógica que se baseia no desenvolvimento das habilidades, e menos na transmissão tradicional do conhecimento. Autores como o estadunidense John Dewey, o brasileiro Paulo Freire – referência na educação do país – e o suíço Jean Piaget são nomes que ajudaram na construção desse modelo, ainda que não usassem o conceito em seus estudos.

        O modo de ensinar mais tradicional se baseia na construção de uma hierarquia, na qual o educador é o centro do aprendizado e aquele que detém a sabedoria. Os alunos, por sua vez, seriam receptores das informações, dadas em aulas expositivas – de forma verbal –, e teriam o dever de memorizar o que foi passado. As diferenças individuais não são consideradas e busca- -se o padrão. Segundo Paulo Freire, essa vertente é chamada de educação bancária.

        O avanço da tecnologia e o aparecimento de novas dinâmicas sociais e necessidades, como a sustentabilidade e a inclusão, abriram caminho para outro estilo de educar, com o desenvolvimento de outras atividades. Fraulein Vidigal de Paula, professora do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (IP-USP), defende o deslocamento do estudante para o papel de protagonista: “Esse aspecto facilita o processo de aprendizagem, quando você parte também do princípio de que o propósito da educação não é só favorecer a aquisição de alguns conhecimentos prévios, armazenados pela cultura, mas também transformar e empoderar”.

        Nas metodologias ativas, os educandos são incentivados a ter consciência de que estão em um processo de troca de informações e construção do entendimento sobre o mundo. “Elas vão levar em conta esse indivíduo, não só como alguém que possui um cérebro, um conjunto de olhos e ouvidos e mãos para registrar. A intenção é mobilizar esse organismo por inteiro.” Entretanto, Fraulein destaca que o objetivo não é deixar os alunos resolverem tudo sozinhos, mas fornecer uma base teórica que cultive as ideias.

        Para a professora, a aprendizagem “mão na massa” desafia o aprendiz a pensar as propostas de outras maneiras, o que o torna ativo na aprendizagem: “Ele tem que fazer algo, realizar uma atividade que consiste em resolver um problema já pré- -moldado, uma situação pensada, problemas abertos em que se vai sair da sala de aula”. O termo foi proposto por Mitchel Resnick, cientista de computação e professor da cátedra Lego Papert de Pesquisa de Aprendizagem no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Seymour Papert, Jean Piaget, Paulo Freire e Maria Montessori o inspiram nessa linha de pesquisa, que entende que o corpo teórico (a educação) está em constante mudança. O estilo possui quatro fundamentos: projetos (as atividades desenvolvidas), paixão (a criação de conexões positivas entre o aluno e o conteúdo), pares (estímulo ao trabalho em grupo, comunicação, escuta e expressão) e pensar brincando (experimentação lúdica).

        Fraulein entende que a imprevisibilidade nas relações sociais é um benefício para o aperfeiçoamento de habilidades socioemocionais. “Digamos que o conjunto das mais variadas emoções pode vir à tona e ser mobilizado ali. Elas (as emoções) vão também exigir que as pessoas envolvidas se conheçam melhor, lidem com alguém que tem dificuldades e o outro que tem mais habilidades e também negociar o processo”, explica.

        Segundo ela, é essencial que o educador tenha contato com a aprendizagem “mão na massa” desde a sua formação, como a oferta de recursos para o trabalho: “Se tem o ensino para alguém das metodologias ativas, o processo de formação dele deve passar pelo uso dessas mesmas estratégias formativas. Também há ali um adulto em processo de aprendizagem”. As práticas podem ser feitas durante a graduação, por meio de cursos ou pela formação continuada – atualização e melhoramento dos conhecimentos docentes, por exemplo. 


(Disponível em: https://jornal.usp.br/radio-usp/. Acesso em: janeiro de 2026. Adaptado.)
Com base na leitura do texto “Prática aliada à teoria: como é o ensino lúdico e criativo?”, depreende-se que a metodologia da “aprendizagem criativa” ou “mão na massa” busca: 
Alternativas
Respostas
1161: C
1162: A
1163: D
1164: D
1165: C
1166: B
1167: A
1168: B
1169: A
1170: D
1171: C
1172: B
1173: C
1174: D
1175: B
1176: C
1177: C
1178: C
1179: D
1180: C